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dez 19 2024 Casos de ferrugem asiática caem 79% em comparação com a safra passada
A ferrugem asiática continua sendo uma das principais ameaças à soja no Brasil, exigindo estratégias de controle cada vez mais adaptadas devido à resistência crescente do fungo aos fungicidas
A ferrugem-asiática é a doença com maior potencial de perda entre as doenças foliares que incidem na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o Brasil registrou 24 casos de ferrugem-asiática entre novembro e dezembro de 2024, com os estados de Paraná (17), São Paulo (4), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1) enfrentando focos da doença.A evolução da resistência do fungo aos fungicidas tem sido uma grande preocupação, desafiando os produtores a adaptarem suas estratégias de controle no campo.Cultivo e controle da ferrugem asiática
Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.
Além disso, o desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, também tem ajudado a minimizar os impactos da ferrugem nas primeiras semeaduras. ”A doença tende a ser mais severa nas semeaduras mais tardias, como nos meses de novembro e dezembro, com regiões como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sendo mais vulneráveis ao fungo devido ao clima mais favorável”, explica Cláudia.
Resistência aos fungicidas
A resistência da ferrugem aos fungicidas, particularmente aos fungicidas sítio-específicos como os triazois (prothioconazol e tebuconazol), tem exigido mudanças nas práticas de manejo. Essa resistência é quantitativa, ou seja, o fungicida ainda age, mas com menor eficácia à medida que a doença avança. Claudia Godoy diz que a alternativa mais eficaz para os produtores tem sido a utilização de fungicidas multissítios que, quando combinados com fungicidas sítio-específicos, aumentam a eficácia do controle.A rotação e mistura de diferentes tipos de fungicidas têm sido essenciais para evitar o desenvolvimento de resistência mais forte, garantindo maior eficácia no controle das doenças que afetam a soja.Fatores climáticos e agronômicos
A pesquisadora comenta que o clima tem um papel importante na disseminação da ferrugem-asiática. O fungo necessita de plantas vivas para sobreviver, e a eliminação de soja voluntária (soja que brota após a colheita) é essencial para reduzir o inóculo do fungo na entressafra.
Regiões como o Cerrado, com inverno mais seco, possuem menos plantas voluntárias, enquanto o Sul do Brasil, com chuvas no inverno, apresenta maior risco de propagação devido ao aumento do inóculo. O vazio sanitário, com a eliminação da soja voluntária e semeaduras no inverno, é uma prática fundamental para o manejo da doença.
Em relação aos custos, o impacto nas perdas de produtividade vai depender da eficiência do controle com fungicidas e das condições climáticas da safra. No entanto, o maior custo está associado às aplicações de fungicidas, que não se limitam ao controle da ferrugem asiática, mas também abrangem o combate a outras doenças que afetam a cultura da soja.
Variedades de soja resistências à ferrugem asiática
O uso de cultivares resistentes à ferrugem tem se expandido, mas a resistência dos fungos pode ser quebrada, assim como ocorre com os fungicidas. As cultivares com genes de resistência são mais eficientes nas semeaduras tardias, quando a pressão da doença é mais intensa. Essas variedades oferecem maior estabilidade de produção em condições favoráveis à ferrugem, mas devem ser associadas ao uso contínuo de fungicidas, criando uma abordagem complementar para o controle da doença.
Práticas de manejo e controle integrado
O controle da ferrugem asiática baseia-se principalmente no escape da doença, que pode ser alcançado com a adoção de práticas como o vazio sanitário e o uso de cultivares precoces. Os fungicidas continuam sendo uma ferramenta importante no controle, mas devem ser aplicados com estratégias que incluam fungicidas multissítios, especialmente em situações de alta pressão da doença, como nas semeaduras mais tardias.
O controle eficaz da ferrugem-asiática e outras doenças foliares que afetam a soja depende de um manejo integrado, que combina práticas culturais, genéticas e químicas, além de considerar as condições climáticas da safra. Quando esses fatores são bem integrados, eles contribuem significativamente para minimizar os danos à cultura e proteger a produtividade. O uso de tecnologias de controle junto às estratégias adequadas de manejo garantem uma safra saudável e com menos perdas, resultando em um melhor equilíbrio entre os custos e os resultados produtivos.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 19 2024 Mapa aprova registro de 23 defensivos contra pragas de soja, milho, citros e café
Agricultores vão poder contar com novos produtos para o controle de psilídeo, mosca-branca e cigarrinha
O Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) confirmou o registro de 23 defensivos agrícolas que estarão disponíveis para uso dos produtores. Desses, oito são de baixo impacto.
Entre os produtos, quatro são à base de ativos novos, sendo dois de origem química, classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como categoria 5, ou seja, produto improvável de causar dano agudo ou não classificado – as menores classes de risco toxicológico.
Já as outras duas possuem recomendação para a cultura dos citros, que nos últimos anos tem enfrentado grandes problemas fitossanitários que podem comprometer a produtividade do setor.
Tipos de produtos
Entre os produtos de baixo impacto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liberou o registro dos formulados à base de dimpropiridaz para os seguintes controles: mosca-branca (Bemisia tabaci); cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis); e para o vetor do Greening, o psilídeo (Diaphorina citri).
Este produto possui mecanismo de ação que paralisa a alimentação dos insetos, reduzindo significativamente a transmissão de vírus e bactérias através de distribuição sistêmica com efeito translaminar, informa o Ato nº 58, que oficializa a lista.
“Além disso, não possui resistência cruzada a outros ingredientes ativos, sendo, portanto, uma excelente ferramenta para o manejo de resistência de pragas de maior risco fitossanitário”, diz o Mapa, em nota.
O outro produto registrado é a base de peptídeo que ativa o sistema imunológico das plantas de citros, o “arrasto energético” de outros indutores de SAR (resistência sistêmica adquirida).
“Considerado de baixo risco, o produto induz a resistência da planta a duas bactérias a Xanthomonas citri subsp. Citri causadora do cancro cítrico e a Liberibacter asiaticus causadora do Greening. Essas duas doenças tem sido os principais problemas da citricultura Brasileira”, informa o Ministério.
Análises de combinações exclusivas
A chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados, Tatiane Nascimento, diz que foram analisadas mais de 40 combinações exclusivas de peptídeos e antimicrobianos em testes de campo para encontrar aquela que incitasse a melhor resposta imunológica contra o Citrus Greening.“O objetivo é trazer para o agricultor brasileiro soluções inovadoras que possam contribuir de maneira significativa no manejo integrado de doenças de plantas de forma sustentável, especialmente doenças bacterianas e fúngicas”.
Controle de praga nas culturas
Também foi registrado um produto fitoquímico a base de óleo de café e de eucalipto, para controle de Bemisia tabaci biótipo B na soja e Dalbulus maidis no milho.
Outro produto novo foi um a base de Ácido Nonanóico para controle de Hypothenemus hampei, popularmente conhecido como Broca do café. “Essa é uma praga encontrada em todas as regiões produtoras de café do mundo. Essa praga é considerada importante porque ataca os frutos em qualquer estágio de maturação, inclusive grão já seco”, diz o Mapa.
Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O Ministério considera que o registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.
“Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais”, finaliza a nota do Mapa.
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dez 19 2024 Brasil deve produzir até 128 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25
Estimativa do USDA supera previsão da Conab; exportações e consumo também crescem
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que o Brasil deverá produzir 128 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25. Os dados estão acima do que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê – produção total de 119,63 milhões de toneladas. As informações constam no boletim Gain Report. O volume deve superar as 122 milhões de toneladas esperadas para a temporada 2023/24.
De acordo com a USDA, a área a ser colhida deve ficar em 22,3 milhões de hectares de milho, acima dos 22 milhões de hectares da temporada (2023/24). O consumo previsto pelos adidos é estimado em 84,5 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25. O volume fica acima das 83 milhões de toneladas demandadas na safra de 2023/24.
As exportações de milho do Brasil foram previstas em 48 milhões de toneladas na temporada 2023/24, volume acima das 44 milhões de toneladas da safra 2022/23.
Diferença
Para a Conab, a previsão é de uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, 3,4% acima da safra anterior. Apenas no primeiro ciclo do cereal, é esperada uma colheita de 22,61 milhões de toneladas. A companhia também prevê uma elevação de 3% na área destinada ao cultivo de algodão, com o plantio chegando a aproximadamente 2 milhões de hectares, o que resulta em uma estimativa de produção de pluma em 3,69 milhões de toneladas. As informações constam no 3° Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.
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dez 18 2024 Como está o monitoramento da ferrugem asiática no RS?
Monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, realizado pelo programa Monitora Ferrugem da Emater, registra avanços após dois meses de acompanhamento
O monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja gaúchas completa dois meses e traz resultados importantes. A ação, que faz parte do programa Monitora Ferrugem, foi iniciada em outubro de 2024 e já conta com 77 coletores instalados em 75 municípios do Rio Grande do Sul. O programa é desenvolvido pela Emater RS.
Afinal, o que é a ferrugem asiática?
A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais doenças que afetam a soja no mundo inteiro e pode causar danos às lavouras. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do estado, por meio da doutora em fitopatologia Andreia Mara Rotta de Oliveira, destaca que o monitoramento inicial detectou esporos do fungo nos coletores.
As partículas podem ter se originado de regiões que começaram o plantio antes do Rio Grande do Sul ou de países vizinhos, já que o fungo se espalha facilmente pelo ar. Nos primeiros dias de monitoramento, já foi registrada a presença do fungo. No entanto, nas últimas semanas, houve uma diminuição significativa na quantidade de esporos nos coletores, como comenta Oliveira.
Além disso, as condições climáticas deste ano, influenciadas pelo fenômeno La Niña, podem reduzir os focos de ferrugem. A previsão é de um verão com menos chuvas, o que deve resultar em menos focos de ferrugem do que o observado na safra passada, quando o El Niño predominou.
Situação no RS
Até o momento, 80% da área de soja do Rio Grande do Sul foi plantada. A expectativa é de uma área total de 6 milhões 811 mil hectares dedicados à cultura. A soja é a principal cultura de verão do estado, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e das ações preventivas contra a ferrugem asiática. A doença, se não controlada, pode causar perdas de até 90% das lavouras.O programa
O Programa Monitora Ferrugem é uma ação conjunta entre a Seapi, Emater/RS-Ascar e diversas instituições de ensino e pesquisa do estado. Entre os participantes estão o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), como o laboratório de fitopatologia, que realiza análises dos coletores em 16 municípios, além dos centros de pesquisa em sementes e em agricultura digital e irrigação.
O Monitora Ferrugem RS também disponibiliza, semanalmente, informações sobre a ocorrência de esporos do fungo, oferecendo aos agricultores dados atualizados sobre as áreas mais propensas à infecção. Através do site do programa, é possível consultar um mapa de risco diário que indica as condições climáticas favoráveis à doença, ajudando na tomada de decisão sobre o manejo e controle da ferrugem.
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dez 18 2024 Plano de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos é avanço para a pecuária brasileira, diz Abiec
Com a medida e por meio de tecnologias como bottons e brincos eletrônicos, o controle não será mais feito por lote e, sim, por animal
O Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos foi anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta terça-feira (17). A medida é considerada um avanço pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O Plano é resultado de um Grupo de Trabalho criado pela Secretaria de Defesa Agropecuária, que contou com a participação de diversas entidades da cadeia produtiva.
“Sua instituição vai representar um avanço significativo na eficiência da defesa agropecuária do país, garantir um melhor controle da qualidade e segurança alimentar e, consequentemente, potencializar a abertura de novos mercados e a manutenção dos já existentes para a carne brasileira”, diz a Abiec, em nota.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e já está presente em mais de 150 países.
Controle individual de animais
Embora já possua um sistema de rastreabilidade consolidado, baseado no controle da movimentação de animais, através da Guia de Trânsito Animal (GTA), hoje ela é feita por lotes. “Com o Plano, através de tecnologias como bottons e brincos eletrônicos, este controle passará a ser feito por animal, individualmente”, salienta a Associação.
Para a Abiec, a rastreabilidade individual obrigatória representa um passo decisivo para a defesa agropecuária brasileira, permitindo respostas rápidas a emergências sanitárias e fortalecendo a confiança dos mercados internacionais.
“Além de proteger a cadeia produtiva contra eventuais prejuízos, esse sistema moderniza o setor e será fundamental para a abertura e manutenção de novos mercados”, afirma o presidente-executivo da entidade, Roberto Perosa.
Tempo de adaptação
Segundo ele, para o produtor, a rastreabilidade individual vai permitir uma melhoria na gestão do rebanho e das propriedades. “A implementação gradual, baseada em etapas progressivas, vai dar ao setor o tempo necessário para se adaptar”, pondera.
O diretor de Sustentabilidade da Associação, Fernando Sampaio explica que o Plano foi construído buscando consenso entre as partes interessadas, mas que ainda serão necessários esforços públicos e privados, sobretudo para o apoio a pequenos produtores na adaptação.
De acordo com a Abiec, as regras foram pensadas para facilitar a adoção da rastreabilidade e a eficiência do sistema, especialmente no registro de movimentações e na interoperabilidade de sistemas estaduais e nacionais.
O cronograma de implementação inclui o desenvolvimento do sistema nacional, a integração dos sistemas estaduais e a identificação gradual dos rebanhos ao longo de três etapas. Ao mesmo tempo, os estados também já estão se adiantando em relação ao Plano Nacional.
A Associação lembra que Santa Catarina já possui rastreabilidade individual obrigatória, o Pará está implementando seu programa e São Paulo já anunciou o seu sistema.
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dez 18 2024 Plantio de soja 2024/25 atinge 96,8% da área prevista; de milho verão, 75%
Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior
A semeadura de soja 2024/25 no Brasil atingia, até o último domingo (15), 96,8% da área prevista, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em boletim semanal de progresso de safra. Na comparação semanal, houve avanço de 2,7 pontos percentuais (pp). Em relação a igual período da safra passada, há leve avanço de 0,2 pp.
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, já encerraram o plantio. Goiás (com 99,3% da área plantada); Tocantins (com 99%); Bahia (97%); Piauí (94%); Santa Catarina e Rio Grande do Sul (ambos com 91%), além de Maranhão (59%) ainda precisam concluir os trabalhos de campo.
Plantio de milho
Quanto ao plantio de milho verão 2024/25, os estados produtores semearam 75% da área prevista até ontem, avanço de 2,8 pontos porcentuais na semana. Em relação a igual período da safra passada, a evolução dos trabalhos é de 1,5 ponto porcentual.
Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já encerraram o plantio. Goiás conta com 99% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 88%.
Outras culturas
Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior e atraso de 2,5 pp na comparação com igual período da safra 2023/24, informa a Conab.
Goiás, com 54% da área plantada, está com os trabalhos mais adiantados, seguido de Mato Grosso do Sul, com 45%. Mato Grosso, o maior produtor da fibra, semeou apenas 2,5% da área prevista.
A semeadura de arroz atingia até ontem 88,6% da área prevista na safra 2024/25, disse a Conab. Houve avanço de 2 pontos percentuais na comparação com a semana anterior e de 3,6 pontos porcentuais em relação a igual período da safra 2023/24.
Santa Catarina já encerrou o plantio. Em seguida, vêm o Rio Grande do Sul, com 99% da área plantada e, depois, Goiás, com 82%.
O plantio de feijão atingia 63,8% da área prevista em 2024/25, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana e de 13,8% ante igual período da safra passada.
Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já encerraram a semeadura. Santa Catarina contava com 94% da área prevista plantada, seguida do Rio Grande do Sul, com 64%, e Bahia, com 53%. O Piauí ainda não começou o plantio.
Já a colheita de feijão 2024/25 alcançava, até ontem, 7,7% da área prevista, avanço semanal de 1,5 pp e atraso anual de 2,7 pontos porcentuais. São Paulo já colheu 85% da área, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 8%, e Paraná, com 1%.
Por fim, a colheita de trigo se encerrou no país, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação semanal e igual porcentual na comparação anual. Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizaram os trabalhos de uma semana para outra, encerrando a colheita do cereal da safra 2023/24.
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dez 17 2024 Apesar das chuvas, RS avança e está perto de concluir a semeadura do arroz
Afetada pela enchente de maio, apenas a região central do estado está com maior atraso segundo o relatório do Irga
Na última semana, os produtores rurais gaúchos alcançaram 96,51% da área prevista para a safra 2024/2025, o que aponta para a finalização dos trabalhos de plantio do arroz no Rio Grande do Sul. Foram semeados 915.302 hectares dos 948.356 previstos pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O crescimento em relação ao último levantamento foi de 1,47 ponto percentual.
Além das duas regionais que já atingiram os 100% na semana passada (Campanha e Planície Costeira Externa), outras três estão concluindo a semeadura. A Fronteira Oeste registra agora 99,83% (281.056 ha dos 281.542 ha projetados). A Zona Sul está com 99,68% (165.462 ha dos 165.986 ha estimados). E a Planície Costeira Interna tem 98,69% da área semeada (141.941 ha dos 143.825 ha previstos).
Chuvas
Região mais afetada pela enchente de maio, a Central é a que está com maior atraso e aparece no relatório do Irga com 76,04% (95.700 ha dos 125.860 ha projetados).
“A região Central é um caso bem mais complexo em função de ainda faltar um percentual bem significativo para ser semeado. Mas isso está muito associado às enchentes. E as frequências das chuvas durante os meses de setembro, outubro e novembro também acabaram prejudicando a reconstrução dessas áreas. Os produtores estão tendo uma jornada dobrada para reconstruir as áreas e ainda conseguir semear”, comenta o gerente da Extensão Rural (Dater) do Irga, Luiz Fernando Siqueira.
O levantamento semanal com a evolução da semeadura de arroz é coordenado pela Dater a partir de informações apuradas junto aos orizicultores pelos núcleos da autarquia no interior do Estado.
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dez 17 2024 Projeto amplia área para enquadramento de agricultor no Pronaf
O projeto será analisado em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1587/11, que amplia de quatro para seis módulos fiscais o limite de área para fins de classificação como agricultor familiar. O tamanho de cada módulo fiscal é definido pelo município.
Com a medida, produtores com até seis módulos fiscais poderão se beneficiar das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A proposta é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e foi aprovada com parecer favorável do relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR).
Para o relator, a mudança aprovada não vai descaracterizar o Pronaf, já que os demais requisitos para ser classificado como agricultor familiar não foram alterados, como utilizar mão de obra da própria família.
“A regra do tamanho da área está prejudicando muito os agricultores, deixando-os no limbo das políticas públicas para a agricultura familiar, simplesmente pelo fato de possuírem entre quatro a seis módulos”, defendeu Albuquerque.
O deputado recomendou a rejeição do projeto apensado (PL 7468/14), da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que amplia a área do agricultor familiar para 15 módulos fiscais. Albuquerque entendeu que a medida ampliaria “em demasia o público a ser atendido, prejudicando o Pronaf”.
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões, da Câmara dos Deputados, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, deverá ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 17 2024 Ferrugem na soja: RS intensifica monitoramento para proteger lavouras gaúchas
Fungo Phakopsora pachyrhizi é a que mais atinge esse tipo de cultura em todo mundo e pode causar perdas de até 90% das lavouras
Com o intuito de monitorar a ocorrência de esporos do fungo causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores acessem dados atualizados sobre as áreas com maior risco de infecção, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e instituições de ensino e pesquisa do estado colocaram em ação o programa Monitora Ferrugem. O monitoramento está completando dois meses e possui 77 coletores em 75 municípios gaúchos.
O Monitora Ferrugem RS disponibiliza semanalmente informações sobre a ocorrência de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores e pesquisadores identifiquem, com base em dados da semana anterior, os locais mais propensos à doença. Além disso, um mapa de risco, atualizado diariamente, oferece informações sobre as condições climáticas que favorecem a incidência da doença.
A praga é considerada a principal da cultura em todo o planeta. “Já nas primeiras semanas de monitoramento nós constatamos estruturas do fungo nos coletores, possivelmente vindos de outras regiões que plantam soja antes do Rio Grande do Sul, ou de países vizinhos, já que o fungo se dissemina pelas correntes do ar e muitas regiões do estado ainda não haviam iniciado o plantio da soja”, destaca a doutora em fitopalogia da Seapi, Andreia Mara Rotta de Oliveira.
Mas a pesquisadora destaca que nas últimas duas semanas a quantidade de partículas do fungo nos coletores diminuiu bastante. “E como estamos em ano com predominância do fenômeno La Niña, a tendência é de um verão com menos chuva e com isso a expectativa é de uma safra com menos focos de ferrugem em relação à safra anterior, sob influência do El Niño”, afirma Oliveira.
Dados
Dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontam que 80% da área de soja já foi plantada até o momento. A projeção é de uma área de 6 milhões 811 mil hectares no Rio Grande do Sul. “A soja é a principal cultura de verão, o que reforça a importância do Programa Monitora Ferrugem como política pública para o setor”, afirma a pesquisadora. A ferrugem asiática é considerada a doença mais importante da cultura da soja, podendo causar perdas de até 90% das lavouras.
Parceria
Além da Seapi, Emater/RS-Ascar, participam do programa Monitora Ferrugem o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e três unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA): o laboratório de fitopatologia, que realiza as análises de lâminas de coletores de 16 municípios, e o laboratório de agrometeorologia e climatologia agrícola, vinculados ao Centro de Pesquisa Agronômica (Ceagro), em Porto Alegre, e os Centros de Pesquisa em Sementes de Júlio de Castilhos (Cesem) e de Agricultura Digital e Irrigação de Vacaria (Cepadi), com coletores para monitoramento.
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dez 16 2024 Juros voltam a subir e devem ter impacto direto na cesta básica
A Selic subiu para 12,25% na última reunião do Copom em 2024. Especialista explica como Inflação e juros altos pressionam o consumo
Na última reunião de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, marcando a terceira alta consecutiva. A decisão busca controlar a inflação, mas seus impactos já são sentidos no bolso do consumidor, especialmente no aumento dos preços de alimentos e serviços.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,39% em novembro. O resultado desacelerou na comparação com outubro, mas continua pressionado pelo aumento do preço das carnes e das passagens aéreas. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 4,87%, afetando itens básicos como óleo de soja e tomate.
Juros altos e consumo reduzido
Segundo Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas, empresa que atua no segmento de cestas básicas, as altas taxas de juros tornam o crédito mais caro, tanto para fornecedores quanto para consumidores. “Os custos de produção aumentam, refletindo no preço final das cestas básicas. Para os consumidores, o poder de compra é reduzido, o que pode impactar negativamente a demanda por alimentos essenciais”, afirma. No caso da cesta básica, essa combinação de fatores pode levar a escolhas mais econômicas e à priorização de gastos essenciais.
A previsão é de que, em dezembro, os preços permaneçam elevados devido à alta demanda típica das festas de fim de ano. O especialista alerta para restrições. “Os custos de energia, que representam cerca de 23,1% do preço final das cestas básicas, pressionam ainda mais os preços, impactando tanto consumidores quanto comerciantes”, destaca. Para Defendi, mesmo com a expectativa de maior consumo, a alta de preços e a redução do poder aquisitivo devem limitar o acesso aos produtos.
Corte de gastos e segurança alimentar
Outro fator é o corte de gastos anunciado pelo governo, que também pode afetar o mercado de cestas básicas. Defendi explica que programas sociais e subsídios, fundamentais para famílias de baixa renda, podem ser impactados, reduzindo a capacidade dessas famílias de adquirir alimentos.
Além disso, a redução em investimentos logísticos pode encarecer a distribuição, agravando a pressão nos preços.
Perspectiva para 2025
De acordo com o sócio-diretor da Real Cestas, o cenário econômico deve permanecer desafiador no próximo ano, com juros elevados e inflação ainda pressionada. Para o setor de cestas básicas, isso significa custos de produção mais altos e uma demanda possivelmente retraída. “É fundamental que políticas públicas considerem esses fatores para evitar que a segurança alimentar seja comprometida”, finaliza Defendi.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/