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fev 13 2025 Programa de Irrigação, que vai ajudar na mitigação da estiagem, está com edital aberto para receber projetos
O governo do Estado já recebeu mais de 670 projetos de irrigação. São sistemas que estão e serão instalados e que vão ajudar na mitigação dos efeitos da estiagem sempre que houver incidência no Rio Grande do Sul. Como forma de incentivar o produtor, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tem o Programa de Irrigação, que está com o edital aberto, e paga diretamente ao produtor uma subvenção de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário.
Esta é uma das ações que estão sendo executadas dentro do Supera Estiagem, projeto incluído no Plano Rio Grande – programa liderado pelo governador Eduardo Leite de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.
O Programa de Irrigação é destinado a qualquer produtor rural e não é atrelado a nenhum financiamento por instituição de crédito, podendo o produtor fazer investimento próprio ou procurar a linha de crédito que melhor atender os seus interesses para a instalação do sistema de irrigação, que podem ser: aspersão (pivôs, carretel, simples); localizada (gotejamento/microaspersão); sulcos (várzeas para milho e soja); e reservatórios de água para fins de Irrigação.
Atualmente, o Estado conta com apenas 4% da área de sequeiro irrigada. “Investir na irrigação é o melhor seguro agrícola que o produtor pode ter. É garantia de produtividade, principalmente em períodos de estiagens como a que estamos enfrentando em algumas regiões, e certeza de renda aos nossos produtores. O governo do Estado tem recursos à disposição e quer investir em irrigação. Além de pensar na produção agropecuária do Rio Grande do Sul, é sinônimo de desenvolvimento estadual”, afirmou o secretário da Agricultura, Clair Kuhn.
Regiões com mais projetos
O Programa de Irrigação já recebeu mais de 670 projetos, somando a fase um da política pública. Juntos, os projetos representam um potencial de quase 9 mil hectares a mais de área irrigada e um benefício do governo do Estado de cerca de R$ 22 milhões pagos direto ao produtor rural, além de mais de R$ 170 milhões em investimentos pelo produtor para a instalação dos sistemas de irrigação.
Ao todo no Rio Grande do Sul, são 172 municípios que já enviaram projetos. Na fase em vigor, que está com edital aberto, a região das Missões é a que mais enviou, representando 34% do total recebido. Em segundo lugar no envio de número de projetos está a região de Planalto Médio (27%), seguido da Campanha (17%), Central (15%), Serra (4%) e outras regiões (3%).
Entre a finalidade dos projetos, a irrigação de grãos, como soja, milho e outros, lidera com 54% dos projetos apresentados. A pastagem/pecuária representa 17%, seguida pela fruticultura (16%), olericultura (13%) e outros (2%).
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 12 2025 Soja: USDA mantém estimativas para a safra do Brasil
As estimativas para a safra de soja de 2024/25 no Brasil permanecem inalteradas, enquanto a previsão para a Argentina sofreu um ajuste para baixo
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de fevereiro, com atualizações importantes sobre a safra de soja para 2024/25. A projeção mundial foi ajustada para 420,76 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para a temporada 2023/24, a estimativa permanece em 394,97 milhões de toneladas.
Os estoques finais para 2024/25 também sofreram um corte, passando de 128,4 milhões de toneladas para 124,34 milhões, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões. Para 2023/24, os estoques estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.
Em relação à produção brasileira, o USDA manteve a previsão para 2023/24 em 153 milhões de toneladas e a estimativa para 2024/25 foi confirmada em 169 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, esperava um aumento para 170 milhões de toneladas na temporada atual.
Soja na Argentina
Para a Argentina, a projeção de safra de 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Contudo, a previsão para 2024/25 foi revista para baixo, de 52 milhões para 49 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 50,6 milhões do mercado.
Importações chinesas
As importações chinesas de soja foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2023/24, enquanto para a próxima temporada a previsão é de 109 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao mês anterior.
Estados Unidos
O relatório de fevereiro do USDA também trouxe atualizações sobre a soja nos Estados Unidos, sem grandes mudanças em relação à previsão de janeiro. A produção de soja para a safra 2024/25 é estimada em 4,366 bilhões de bushels (equivalente a 118,82 milhões de toneladas), com produtividade projetada em 50,7 bushels por acre.
Os estoques finais para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa de 382 milhões de bushels (10,39 milhões de toneladas) do mercado. O USDA manteve as estimativas de esmagamento e exportações, que permanecem em 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhões de bushels, respectivamente.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 11 2025 Até quando o La Niña deve durar e quais impactos ele ainda pode causar no Brasil?
Fenômeno climático reduz chuva no Sul do país e aumenta nas regiões Norte e Nordeste. Saiba o que ainda está por vir
O planeta já está sob o efeito do La Niña, conforme anunciado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) em janeiro deste ano.
O fenômeno climático caracteriza-se pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, cabem as perguntas: como ele impacta o Brasil e até quando deve durar?
A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Danielle Ferreira, explica que, em anos de La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de períodos longos sem precipitações.
No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.
“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, afirma a meteorologista.
Até quando o La Niña vai durar?
Para os próximos meses (primeiro trimestre de 2025), são esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e chuvas mais concentradas nas Regiões Norte, Centro-Oeste e áreas do norte e oeste da Região Nordeste, conforme Danielle.
A forma como tem impactado as regiões brasileiros leva à resposta da segunda pergunta. A profissional do Inmet conta que os modelos climáticos da NOAA apontam que o La Niña tem 59% de probabilidade de persistir durante os meses de fevereiro, março e abril deste ano.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 11 2025 Safra de soja 24/25: veja o cenário nas regiões produtoras
No Brasil. trabalhos com a soja avançam no Matopiba e Bahia, mas enfrentam desafios em Mato Grosso e Rio Grande do Sul devido às chuvas e estiagem
A safra 2024/2025 de soja no Brasil está apresentando um cenário positivo em várias regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, onde a colheita superou as expectativas em comparação com a safra anterior. Em Mato Grosso, a situação é de recuperação, após o atraso causado pelas chuvas, com os produtores intensificando os trabalhos para avançar na colheita.
No estado de Mato Grosso, quase 2% da área cultivada já foi colhida até o momento, representando um aumento de mais de 16 pontos percentuais em relação à semana passada. No entanto, o ritmo segue mais lento em relação ao mesmo período do ano passado, quando já havia sido colhido mais de 51% da soja.
Na Bahia, os números são mais otimistas. Dados preliminares da Associação de Agricultores Irrigantes do Estado da Bahia (Aiba) indicam que as áreas irrigadas têm apresentado um bom desempenho, com produtividade superior à da safra anterior. As médias de produtividade variam entre 69 e 9,80 sacas por hectare, o que representa um avanço quando comparado com a safra passada. A boa performance se deve às condições climáticas favoráveis e ao manejo fisiológico e fitossanitário das lavouras.
No Maranhão, a colheita começou recentemente, mas ainda não é possível estimar a média de produtividade. O plantio da soja deve ser concluído esta semana, e as condições climáticas para o cultivo seguem satisfatórias. A mesma situação é observada no Tocantins e no Piauí, onde o clima está favorável para o desenvolvimento da cultura.
Por outro lado, no Rio Grande do Sul, a situação é mais delicada devido à falta de chuvas. O clima irregular tem afetado as lavouras, especialmente nas regiões Oeste e Central, que sofrem mais com os efeitos da estiagem. No Leste do estado, as condições são melhores, com a soja ainda nas fases de floração e enchimento de grãos.
Em algumas regiões, como Bajé, pelo menos 5.000 hectares não serão semeados devido à falta de chuva. No Noroeste do estado, a situação é ainda mais crítica, com produtores enfrentando dificuldades financeiras e sem conseguir acessar o seguro rural. Muitos estão na quarta safra de perdas e enfrentam sérios desafios para manter a produção.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 11 2025 Controle leiteiro: Uma ferramenta estratégica para melhorar a produtividade e a qualidade do leite
O controle leiteiro vai além de medir a quantidade de leite produzido: trata-se de um instrumento estratégico essencial para melhorar a saúde do rebanho e otimizar a produção leiteira. Quando realizado de forma adequada, ele oferece dados precisos que permitem ajustes no manejo, favorecendo não apenas o aumento da produtividade, mas também a qualidade do leite.
Segundo Vanessa Schneider, Médica Veterinária e Assistente Técnica de Campo (ATC) da CCGL, o controle leiteiro é fundamental para identificar o potencial genético dos animais e ajustar a nutrição de maneira individualizada. “Essa prática permite conhecer a vaca de forma mais detalhada, o que possibilita ajustes nutricionais que potencializam sua produtividade”, destaca Vanessa.
Além disso, o controle leiteiro facilita a detecção precoce de problemas como mastite subclínica, através da coleta da Contagem de Células Somáticas (CCS). “Com essa informação, conseguimos identificar vacas com risco de mastite, garantindo a saúde do rebanho e melhorando a qualidade do leite”, explica.
O controle leiteiro também inclui a análise de parâmetros como gordura, proteína e lactose, fundamentais para entender a composição do leite e orientar ajustes no manejo, garantindo uma produção mais eficiente e rentável. “A coleta desses dados possibilita ao produtor separar os animais por lotes de produtividade e saber exatamente quais vacas estão contribuindo mais para a produção”, afirma Vanessa.
Com a crescente demanda por produtos de qualidade, o controle leiteiro se torna uma prática indispensável para todos os envolvidos na cadeia produtiva do leite, pois valoriza animais de alto mérito genético, que muitas vezes o produtor não tem conhecimento e assim se consegue melhorar produtividade tanto em volume como qualidade. Para aqueles que ainda não implementaram essa ferramenta, a orientação de um técnico especializado pode ser o passo inicial para transformar a gestão do rebanho e alcançar resultados mais expressivos.
Fonte: Comunicação CCGL
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fev 10 2025 Ciência inova na produção sustentável de arroz, reduzindo impacto ambiental
Pesquisa brasileira desenvolve manejo eficiente que reduz as emissões de metano em até 80% e otimiza recursos hídricos
A produção de arroz enfrenta desafios ambientais significativos, especialmente devido às altas emissões de metano (CH4) associadas ao cultivo tradicional em áreas alagadas. No entanto, um estudo inovador liderado por pesquisadores da Esalq/USP, em parceria com a Embrapa e a University of Florida, pode transformar esse cenário.A pesquisa utilizou o modelo agrícola DSSAT – Sistema de Apoio à Decisão para Transferência de Agrotecnologia – para testar práticas de irrigação mais sustentáveis em condições subtropicais do Brasil.
Em testes conduzidos ao longo de quatro safras no Rio Grande do Sul, os cientistas verificaram que a irrigação intermitente reduz as emissões de metano em até 80%, sem comprometer a produtividade. Além disso, a irrigação por aspersão se mostrou ainda mais eficiente, economizando água e garantindo altos rendimentos.
Decision Support System for Agrotechnology Transfer
O DSSAT é um conjunto de programas de computador para simulação do crescimento de culturas agrícolas. Ele tem sido usado em mais de 100 países por agrônomos para avaliar métodos agrícolas.
Com ajustes inéditos no código do DSSAT, o estudo calibrou o modelo para simular emissões de metano em sistemas não alagados, fornecendo uma base científica sólida para práticas agrícolas sustentáveis.
A pesquisa não só aponta caminhos para reduzir o impacto ambiental da produção de arroz no Brasil, mas também estabelece um novo padrão para a sustentabilidade do setor agrícola global.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 10 2025 Mosca-dos-chifres causa prejuízos de R$ 15 bi ao ano à pecuária; saiba como controlar o parasita
Praga se alastra em ambientes com temperatura elevada e umidade do ar superior a 80%
A mosca-dos-chifres é uma praga que causa prejuízos diretos à pecuária brasileira, com impactos financeiros da ordem de R$ 15 bilhões ao ano.
De acordo com o médico-veterinário Felipe Pivoto, temperaturas acima de 25 °C e umidade relativa do ar superior a 80% são condições favoráveis ao aparecimento do parasita.
Segundo ele, a maior frequência de chuva acelera significativamente o ciclo do parasita, possibilitando mais de 30 gerações da praga durante o período de um ano.
“Isso acontece porque a umidade do ar evita a dessecação do ovo no ambiente, gerando maior eclosão das larvas e, consequentemente, o desenvolvimento da pupa da mosca”, destaca.
Por outro lado, em ambientes que sofrem com a estiagem, como o Rio Grande do Sul nos últimos anos, a infestação ambiental do parasita é menor. Pivoto destaca que o agente causador da tristesa parasitária bovina é um exemplo de doença transmitida pela mosca-dos-chifres.
“Esse parasita também prejudica muito a questão de bem-estar animal que, consequentemente, traz prejuízo na questão de consumo alimentar e, assim, no ganho de peso médio diário dos animais”, afirma o médico-veterinário.
Medidas de controle à mosca-dos-chifres
Pivoto destaca que o controle do parasita depende muito de cada região do país e, também, da realidade de cada fazenda. No entanto, os brincos mosquicidas são o que há de mais efetivo e com ação prolongada atualmente.
“Existem no mercado vários brincos mosquicidas e, além deles, também temos produtos injetáveis à base de lactonas que vão agir principalmente a nível de bolo fecal, evitando o desenvolvimento desse parasita. Há também os produtos por via purol à base de piretroides e organos fosforados que também vão ser efetivos no controle da mosca”.
Segundo ele, a diferença é a durabilidade de cada produto, sendo que a ação do brinco mosquicida é de longo período, com até 210 dias de eficácia.
“Os produtos por via purol, principalmente à base de piretroides, têm intervalo muito curto de proteção, de quatro ou cinco dias, mas, muitas vezes, são ferramentas fundamentais para serem associadas ao uso de brinco mosquicida para se alcançar uma efetividade próxima de 100%”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 10 2025 País caminha para supersafra e desafio é armazenagem, diz presidente do BNDES
Pesquisa identifica enzima com potencial para impulsionar indústria de bioquerosene e diesel verde
Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o óleo de destilação do etanol de milho (DCO) em combustíveis renováveis, como bioquerosene para aviação e diesel verde.O estudo, publicado na Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petróleo.A enzima identificada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do inglês distillers corn oil) assuma um papel de destaque na indústria de combustíveis avançados como diesel verde e bioquerosene para aviação: é altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplicação direta nesse coproduto da produção de etanol de milho — atualmente subaproveitado.
A enzima é capaz de atuar no processamento do DCO, uma matéria prima ácida com alto teor de ácidos graxos livres. Ela faz a descarboxilação do DCO, removendo oxigênio de ácidos graxos, transformando-os em moléculas muito semelhantes às obtidas no processo de refino do petróleo.Além de combustível, os compostos resultantes podem ser usados na produção de plásticos, cosméticos e outros produtos industriais.
Produção de DCO nas indústrias de etanol
No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas indústrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produção de combustível. Em âmbito global, a produção do DCO é estimada em 4,3 milhões de toneladas por ano.
O CNPEM é pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da matéria-prima na produção sustentável de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplicação industrial ainda há etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada.
“O grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e/ou coprodutos industriais. Não só identificamos essa enzima, mas também elucidamos completamente seu modo de ação e entendemos que características a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO”, explica a pesquisadora Letícia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo.
Para chegar a essas informações, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura atômica fosse revelada por cristalografia de proteínas realizada na linha de luz Manacá, do Sirius, acelerador de partículas de 4ª geração do CNPEM, um dos três em atividade no mundo e o maior equipamento científico do país.
Além do impacto científico, a descoberta tem implicações reais no desenvolvimento sustentável. No Brasil, o etanol de milho é uma indústria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho é plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas áreas agrícolas.
Cadeia valor do milho
O óleo gerado na produção de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplicação comercial, agora pode ser convertido em combustível para transporte de longas distâncias, aumentando o retorno econômico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor.
“O CNPEM tem apostado em soluções que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo além da redução das emissões de gases de efeito estufa, e incluindo questões relacionadas ao uso responsável dos recursos naturais e manutenção do equilíbrio dos ecossistemas”, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto.
“A tecnologia agrega valor à cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do inglês, “Distiller’s Dried Grains with Solubles”) e o DCO. O DGGS já vira ração animal, e agora o óleo residual pode ganhar uma destinação importante que é o SAF (combustível sustentável para aviação)”, explica Letícia. Ela também destaca o potencial de outras matérias-primas, como babaçu e macaúba, que estão no radar para estudos futuros.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 07 2025 O impacto da Assistência Técnica da CCGL na vida de um produtor de Candiota, na Campanha Gaúcha
No interior do município de Candiota, na Campanha Gaúcha, a rotina do produtor de leite Agérico Fabiam Muller da Silva ganhou novos contornos nos últimos anos. Com 24 anos de experiência na atividade, Agérico enfrentava os desafios típicos de quem trabalha no campo: problemas com a qualidade das pastagens, baixa produtividade e, principalmente, a dificuldade em aumentar a produção de leite de suas vacas.
A história de Agérico é, antes de tudo, uma história de busca por melhorias constantes. “A produção estava muito abaixo do que eu esperava. A média das vacas era de 10 litros por dia, e a qualidade do leite também não estava boa. Eu sabia que tinha que melhorar, mas não sabia por onde começar”, relembra o produtor.
Foi a partir de 2022 que Agérico encontrou o apoio necessário para superar essas dificuldades. A CCGL (Cooperativa Central Gaúcha Ltda.) entrou em cena com sua assistência técnica, através do trabalho de Thiago Pereira Vieira, assistente técnico de campo. Thiago avaliou as condições da propriedade e propôs soluções para ajudar Agérico a melhorar sua produção de leite.
“O primeiro passo foi identificar o que poderia ser feito para aumentar a produção das vacas. Sabíamos que, com mudanças bem direcionadas, seria possível melhorar a produtividade”, explica Thiago, lembrando que o objetivo inicial era aumentar a litragem de leite por vaca.
Em dois anos de acompanhamento, a transformação foi significativa. A produção mensal da propriedade passou de uma média de 10.000 litros para mais de 17.000 litros de leite. A média por vaca também cresceu, alcançando 27 litros por dia, um resultado notável considerando os desafios climáticos e os obstáculos iniciais que Agérico enfrentava.
Mas para Agérico, a mudança não se restringiu apenas ao aumento da produção. O trabalho com a assistência técnica também trouxe melhorias no manejo do rebanho, práticas mais adequadas no pré-parto das vacas e no cuidado com a ordenha. “Antes, a ordenha era feita de forma manual, com balde. Quando o Thiago chegou, ele percebeu que havia necessidade de uma mudança e me orientou a adotar um sistema de ordenha mecanizado. Em pouco tempo, eu mesmo fiz as modificações necessárias”, conta o produtor.
A evolução foi também visível na qualidade do leite. Com o acompanhamento técnico, o controle de células somáticas (CCS) e a saúde do rebanho melhoraram consideravelmente. Thiago observa que, com o tempo, Agérico foi se dedicando cada vez mais ao aprimoramento de suas práticas. “O que mais me chamou atenção foi a dedicação do Agérico. Ele entendeu rapidamente a importância de cada passo e se comprometeu com as mudanças”, destaca o assistente técnico.
Hoje, a propriedade de Agérico não só tem uma produção de leite mais eficiente, como também se tornou referência em boas práticas de manejo na região. Com a assistência da CCGL, a qualidade do leite está mais alinhada com as exigências do mercado, e a produção segue em expansão.
Para Agérico, os resultados falam por si mesmos. “Eu sempre tive o sonho de aumentar minha produção. Quando o Thiago chegou e me perguntou qual era meu maior objetivo, eu disse que queria alcançar 20.000 litros de leite. Hoje, vejo que estamos no caminho certo para chegar lá, e as mudanças que fizemos na propriedade ajudaram muito nisso”, diz, com satisfação.
O caso de Agérico é um exemplo claro de como a assistência técnica pode ser um ponto de inflexão para o produtor rural. Com o apoio certo e a vontade de melhorar, é possível superar desafios e alcançar novos patamares, tanto na produtividade quanto na qualidade de vida no campo.
Fonte: Comunicação CCGL
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fev 06 2025 Áreas de soja do RS enfrentam calor severo; colheita segue atrasada
Apesar dos esforços para acelerar os trabalhos, produtores de soja enfrentam a falta de chuvas e recordes de temperatura
A colheita da soja no Brasil segue enfrentando atrasos. Até o momento, apenas 8% das lavouras foram colhidas, muito abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado. A principal razão para esse atraso tem sido a falta de chuva e o calor intenso, fatores que afetam diretamente a produtividade das lavouras, principalmente no Rio Grande do Sul.
Nesta segunda-feira (3), Quaraí, cidade localizada no extremo sul do estado, registrou uma temperatura recorde de 42,5°C, a maior já registrada no Brasil em 2025, superando até os 42,4°C do dia 23 de janeiro, também em Quaraí.
O meteorologista do Canal Rural explicou que a chuva continua atrapalhando muito os trabalhos no campo. Arthur Müller detalhou que, apesar disso, a tendência para esta semana é que haja uma aceleração nas operações, com alguns estados começando a avançar na colheita.
Desafios para a soja
A colheita no Brasil segue atrasada. No Mato Grosso, por exemplo, a colheita alcançou apenas 15 a 16% da área plantada, o que também representa um atraso em relação ao ano passado. Em contrapartida, o estado da Bahia tem avançado mais rapidamente, especialmente em áreas irrigadas, onde a ausência de chuvas não impacta tanto a colheita.
No cenário meteorológico, a previsão é que as chuvas continuem afetando a produtividade das lavouras, especialmente no Centro-Oeste e Norte do país. A chuva intensa no Mato Grosso do Sul deve continuar nas próximas semanas, mas a boa notícia é que o tempo mais seco deverá predominar nas regiões Sul, ajudando a acelerar a colheita no Paraná e em Minas Gerais.
Calor extremo e suas consequências
O calor extremo registrado no sul do país tem sido um dos principais fatores dificultando o avanço da colheita. A previsão é que as temperaturas continuem elevadas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as máximas podem ultrapassar os 40°C até quinta-feira. Contudo, uma frente fria deve se aproximar do estado, trazendo chuvas e aliviando o calor intenso.
Previsão para as próximas semanas
Nos próximos 30 dias, o cenário deve continuar com chuvas volumosas no norte do Brasil, especialmente no Matopiba. Já no Sul as chuvas devem se tornar mais frequentes, embora cheguem mais tarde para o Rio Grande do Sul. Para os estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as chuvas devem seguir a tendência de volumes moderados, enquanto São Paulo e Minas Gerais terão períodos de maior estabilidade climática.
A expectativa é que, mesmo com o tempo ainda instável, a colheita da soja ganhe ritmo nas próximas semanas, especialmente com a previsão de uma janela de tempo seco na parte final de fevereiro.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/