Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 699 entries

  • Fortes chuvas no RS interrompem cultivo do arroz e reduzem liquidez

    Além do clima, as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado

    As chuvas intensas ocorridas em diversas regiões do Rio Grande do Sul no final de setembro interromperam a semeadura de arroz e aumentaram a preocupação quanto a novos impactos sobre a safra em andamento.

    Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o clima adverso também dificultou o carregamento do cereal e o cumprimento de alguns contratos. Compradores com necessidade de renovar estoques tiveram de elevar os valores de suas ofertas, para atrair vendedores.

    No geral, pesquisas do Cepea mostram que o mercado encerrou o mês de setembro com baixa liquidez, contrariando as expectativas iniciais.

    Além do clima e das chuvas, pesquisadores do Cepea explicam que as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado. Também aumentou a disparidade entre os preços de compra e de venda.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Greve nos portos nos EUA pode interromper comércio de fertilizantes

    Mais de 70% da mercadoria da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans

    A greve trabalhista que fecha portos na Costa Leste e no Golfo dos Estados Unidos pode causar interrupções significativas no comércio de fertilizantes, disse o vice-presidente de assuntos governamentais do Fertilizer Institute, Ryan Bowley. Segundo ele, mais de 70% das importações de fertilizantes da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans, enquanto mais da metade das exportações passa por Tampa. Ambos os portos são afetados pela greve.

    Além disso, mesmo que terminais de granéis não sejam afetados, a paralisação tem efeitos sobre os terminais portuários de contêineres, acrescentou Bowley. “As empresas de fertilizantes estão cada vez mais usando contêineres para enviar fertilizantes e insumos de fertilizantes”, disse.

    Um sistema logístico durante todo o ano é necessário para atender às necessidades dos agricultores, por isso uma greve que afeta mais de uma dúzia de portos é incrivelmente desestabilizante”, afirmou.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Replantio pode elevar em mais de 10% os custos na lavoura de soja

    Pesquisador dá dicas para evitar o retrabalho, como o fracionamento da área de semeadura

    O plantio da soja 2024/25 ainda caminha de forma mais lenta. A combinação de clima seco e altas temperaturas, especialmente no Brasil Central, retardam os trabalhos.

    Esse cenário adverso exige estratégias agronômicas bem planejadas para minimizar riscos e evitar perdas expressivas de produtividade.

    “Uma safra rentável começa com a escolha de sementes de qualidade e um ambiente manejado por decisões estratégicas, como a adaptação das práticas de semeadura e plantabilidade em condições de clima seco”, diz o pesquisador e engenheiro agrônomo Leonardo Furlani, da DigiFarmz.

    A ameaça do replantio da soja

    O replantio da soja pode acarretar um impacto financeiro superior a 10% nos custos da lavoura, reduzindo, ainda, a eficiência da operação, de acordo com o especialista.

    Segundo ele, o fracionamento da área de plantio permite que uma parte da lavoura seja semeada mesmo com baixa umidade no solo, enquanto a outra é reservada para quando as chuvas chegarem.

    Furlani alerta que adiar o plantio na expectativa de chuvas regulares pode fazer o produtor perder a janela ideal de semeadura e impactar na segunda safra, mas plantar “no pó” também pode comprometer o desenvolvimento das plantas.

    “Dividir o plantio é uma estratégia, mas não há uma ‘receita de bolo’ e as decisões devem ser tomadas caso a caso, considerando as particularidades de cada área”, reforça o pesquisador.

    Impacto dos incêndios

    A falta de palha na superfície do solo, como nos casos das áreas atingidas pelos incêndios registrados, principalmente, em agosto e setembro, agrava o estresse térmico e prejudica a lavoura.

    Furlani lembra que a palha contribui para a retenção de umidade e protege o solo da evaporação excessiva, essencial em anos com previsão de seca prolongada. “Para esta safra, já não há tempo de corrigir essa falha, mas é uma lição valiosa para as próximas temporadas”, ressalta.

    O pesquisador resume: o fracionamento do plantio; a manutenção de boas práticas, como a cobertura do solo com palha; e, até em alguns casos, o uso de bioestimulantes são algumas das soluções que podem ser adotadas para reduzir os impactos negativos do clima e assegurar uma colheita mais rentável.

  • Produtores do RS seguem sem crédito após 5 meses de enchente histórica

    Restrição no nome impossibilita crédito agrário para instalação da safra 2024/25

    Quase cinco meses após a catástrofe de maio, produtores rurais do Rio Grande do Sul ainda buscam solução para as dívidas. Muitos já estão com restrição no nome em função dos débitos e não conseguem crédito para investir na nova safra. Esse cenário tende a impactar a instalação de lavouras da safra de verão no estado.

    Muitas regiões gaúchas receberam quase 1000 milímetros de chuva em poucos dias, o que ainda deixa um rastro de estradas improvisadas, pontes onde só passam veículos leves, estruturas abandonadas e animais de produção vendidos para açougues por falta de dinheiro. Parece que nada mudou, mesmo após cerca de 150 dias da tragédia.

    São muitos os desafios da agropecuária gaúcha, que já sofria impacto de três estiagens seguidas e recebeu o “golpe de misericórdia” com a enchente histórica.

    Produtores endividados

    O produtor Jeferson Scheibler, de Bagé, sudoeste do estado, relata que o pouco de semente que resta para plantar foi salva com sacrifício.

    “Não tenho dinheiro para comprar adubo e defensivos, não tenho crédito, [estou com o] nome negativado. Como fazer? O que fazer? Eu planto mais ou menos 400, 450 hectares e não sei se vou conseguir plantar nem metade [dessa área]”.

    Diante do desespero das dívidas, que se acumulam, produtores seguem organizados no movimento SOS Agro RS desde junho, cobrando medidas por meio de vários atos de protesto e “tratoraços”.

    Durante a Expointer 2024, realizada entre o fim de agosto e o começo de setembro, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, prometeu novas medidas.

    “Na medida provisória para o custeio dos bancos, os números mostram que 93% dos produtores estarão contemplados nela e os outros 7% nas outras medidas que tomamos. O diálogo tem que estar sempre aberto, se tem um ponto específico que dá uma dificuldade, vamos trabalhar para mudar esse ponto difícil. A reconstrução [do agro gaúcho] vai chegar no detalhe, fora das Medidas, para que a gente possa avançar e não deixar nenhum produtor e produtora gaúchos para trás”.

    Porém, o produtor rural e representante do SOS Agro RS, Paulo Ebbesen, relata que os recursos ainda não chegaram na ponta.

    “Há muita propaganda do governo e pouca efetividade porque de nada adianta nós termos linhas de crédito e elas não terem recursos para serem operacionalizadas. A divulgação dessas linhas é muito interessante, a sociedade fica sabendo, mas o produtor vai na agência bancária e o funcionário diz ‘nós não recebemos dinheiro e precisamos dele para fazer a concessão do crédito’”.

    Projeções para a safra 24/25

    Mesmo com tantos desafios, as projeções da Emater-RS e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dão conta de safra recorde de grãos em torno de 36 milhões de toneladas no estado.

    O obstáculo, agora, é o de conseguir plantar a safra atual. Contudo, com a renegociação de dívidas ainda incerta, produtores estão sem crédito para investir no ciclo 24/25.

    Para a soja, a estimativa dos órgãos é de aproximadamente 8 milhões de hectares de área e produção de cerca de 21 milhões de toneladas. No entanto, para concretizar esses números, muitos produtores não têm os insumos ou como cumprir com os arrendamentos.

    “Nós já temos uma área menor de milho a ser plantada, por falta de recursos. As áreas de soja muitas não vão ser plantadas porque as pessoas não vão ter crédito para semear e outras vão abandonar a lavoura. Nas áreas plantadas, a produtividade vai cair naturalmente pela lixiviação da área e pela falta de tempo e recursos para recuperar”, diz o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS), Ireneu Orth.

    O produtor rural de Estrela, no Vale do Taquari, Jorge Dienstmann, passou pelas enchentes de setembro e novembro de 2023 e também a de maio deste ano. Em sua propriedade, focada em leite e terminação de frangos, tudo foi perdido.

    “Não tem mais estrutura física para manter leite e frago. O que se decidiu é que vamos trabalhar a lavoura de grãos mas temos um grande empecilho. Mesmo passando 150 dias depois da maior enchente, tem lugares que não tem como entrar, com acúmulo de terra e lodo e o trator não entra. Esperamos recursos federais que foram prometidos e não repassados, o mesmo com os recursos estaduais”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Trigo em plena colheita: Brasil caminha para recorde na movimentação anual

    Região Sul concentra 90% da produção nacional enfrenta um cenário de instabilidade nas comercializações

    Com o trigo em plena colheita no Sul do país, a região que concentra 90% da produção nacional enfrenta um cenário de instabilidade nas comercializações. Apesar disso, o Brasil está próximo de atingir um recorde histórico na movimentação anual de trigo entre importação e exportação.

    O país, que tradicionalmente não é autossuficiente na produção de trigo, tem um consumo interno que gira em torno de 12 a 13 milhões de toneladas. Historicamente, o Brasil depende da importação para atender cerca de metade dessa demanda. Nos últimos anos, houve uma redução na necessidade de importações, ao mesmo tempo em que as exportações de trigo cresceram significativamente.

    De acordo com dados apresentados no Agroexport, o Brasil reduziu suas importações de trigo, passando de 6,22 milhões de toneladas em 2021 para 4,18 milhões em 2023. No mesmo período, as exportações do cereal também cresceram, marcando um avanço notável para o setor. No entanto, em 2024, a tendência de queda nas importações foi interrompida. De janeiro a setembro deste ano, o volume importado já ultrapassou os 5 milhões de toneladas, superando o total de 2023.

    Além disso, as exportações seguem em um novo patamar, com 2,5 milhões de toneladas exportadas até setembro deste ano. O volume total movimentado de trigo pelo Brasil no comércio internacional chegou a 7,55 milhões de toneladas nos primeiros nove meses de 2024, indicando que o país pode bater recordes tanto em importação quanto em exportação.

    Mesmo com esses avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios para alcançar a autossuficiência na produção de trigo. O clima é um dos principais fatores que impactam a qualidade do cereal, especialmente nas regiões produtoras do sul, como Paraná e Rio Grande do Sul. Quando o trigo não atinge o nível de qualidade necessário para a panificação, ele é direcionado para exportação e acaba sendo utilizado como ração nos mercados internacionais.

    O Brasil continua buscando se firmar como um grande produtor global de trigo, com a expectativa de alcançar a autossuficiência nos próximos cinco a dez anos.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Milho: método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos

    Técnica possibilita identificar lotes contaminados e prevenir infecção cruzada durante o armazenamento

    Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um método inovador para detectar a presença de uma substância tóxica, a fumonisina, em grãos de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes químicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saudável.

    A técnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), integrando preceitos de química e agricultura de precisão, para identificar e quantificar essa micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves à produção de milho no Brasil porque contamina os grãos ainda no campo e não é destruída por processamento térmico.

    As fumonisinas são produzidas, principalmente, por fungos do gênero Fusarium e, por
    apresentarem ampla distribuição, grande ocorrência e alta toxicidade, são consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos.

    Associado ao modelo matemático de análise multivariada de imagem, o NIR-HSI permite
    identificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos grãos de milho, que são invisíveis a olho nu, de forma rápida e sem destruição das amostras.

    “A tecnologia NIR-HSI funciona com base no princípio da reflectância difusa, que depende das
    propriedades químicas e estruturais do material. É uma abordagem não destrutiva para obter
    espectros distribuídos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel as
    alterações químicas em qualquer sistema complexo”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Maria Lúcia Simeone.

    Inovação na detecção de micotoxinas

     De acordo com a Embrapa, o método utilizado atualmente para quantificar fumonisinas é caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto nível de conhecimento técnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes químicos utilizados para realizar a análise são tóxicos, o que resulta em prejuízos para a saúde do analista e o ambiente.

    Segundo Simeone, o novo método é muito mais rápido, não utiliza produtos químicos, não destrói a amostra e possui custo inferior. “Funciona por meio de um algoritmo construído a partir de informações espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da interação entre a radiação eletromagnética e átomos ou moléculas da amostra analisada”, completa.

    A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a técnica NIR-HSI foram
    surpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenir
    infecção cruzada durante o armazenamento do milho. “Essa metodologia tem o potencial de
    transformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos”, acrescenta.

    A nova técnica traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva do milho:
    • Maior rapidez: a quantificação do teor de fumonisina é realizada de forma rápida, em apenas 30 segundos, permitindo que um número maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais ágil em caso de contaminação.
    • Redução de custos: a técnica é mais econômica que os métodos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes químicos.
    • Não destrutiva: a análise não danifica a amostra, permitindo realizar a análise diretamente nos grãos e seu uso posterior.

    Futuro mais seguro para o consumo de milho

    A pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo na área de segurança alimentar. “Ao permitir a detecção rápida e direta do teor de fumonisinas em grãos de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, protegendo a saúde de consumidores e animais”, observa Renata Pereira da Conceição, pós-graduanda da UFMG.

    Para Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, “com essa tecnologia, é possível desenvolver estratégias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produção, possibilitando a segregação de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a população”.

    O pesquisador da Embrapa Algodão (PB) Everaldo Medeiros afirma que a técnica gera uma
    espécie de “imagem química do objeto”, combinando técnicas quimiométricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplicações inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de química verde e de agricultura de precisão, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inovação de aplicações com imagens NIR-HSI.

    “Nossa participação no trabalho foi estudar as melhores configurações de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma automática com maior sensibilidade e rapidez do que as técnicas atualmente utilizadas”, conclui Medeiros.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Mercado da soja: tendências e projeções para a semana

    Confira a análise dos fatores que influenciam as cotações do grão e o cenário de exportações, e importações

    De acordo com a análise da plataforma Grão Direto, o clima adverso no Brasil teve um papel fundamental no suporte às cotações da soja nesta semana. As chuvas, esperadas em bons volumes, devem chegar apenas na segunda quinzena de outubro, o que pode afetar a produção e o fornecimento do grão.

    Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a possibilidade de uma greve dos trabalhadores nos portos dos Estados Unidos. Se essa greve se confirmar, poderá impactar significativamente o transporte de mercadorias, adicionando incerteza ao setor.

    As oscilações nos preços do petróleo também influenciaram o mercado de óleo da soja, enquanto as incertezas em relação ao escoamento do farelo marcaram a semana. Esses fatores resultaram em um fechamento positivo para a soja em Chicago, com o contrato para novembro de 2024 encerrando a US$10,66 o bushel, um aumento de 5,23%. No mercado físico brasileiro, o dólar atuou como contrapeso, encerrando com uma baixa de 1,63%, a R$5,43. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve alta, fechando a US$10,96 o bushel, representando uma valorização de 4,88%.

    Projeções para os próximos dias

    Para os próximos dias, as expectativas são de um aquecimento nas exportações norte-americanas. O Relatório de Vendas de Exportação revelou que, na semana encerrada em 19 de setembro, as vendas líquidas do grão totalizaram 1,60 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 6% em relação à semana anterior, com a China sendo o principal destino, responsável por 869.700 toneladas.

    A demanda deve aumentar nos próximos meses, à medida que vários países buscam suprir suas necessidades até o final do ano. Contudo, o atraso no plantio pode acarretar um possível atraso nas entregas nos portos, impactando os prêmios.

    A temporada de furacões nos EUA continua em andamento, e o furacão Helene atingiu a Flórida na quinta-feira (26), sendo um dos mais fortes do ano. Esta região é crucial para a produção de petróleo e para o escoamento de commodities. Além disso, a situação dos trabalhadores nos portos ainda não foi resolvida, o que pode complicar o fluxo de mercadorias, considerando que esses portos movimentam mais da metade do comércio marítimo do país.

    No Brasil, o cenário de importações é significativo. O país deve registrar a maior importação de soja em mais de 20 anos, impulsionada pela escassez de produto no mercado interno, em função da alta demanda de exportação, mesmo com uma safra menor. Até agora, o Brasil importou cerca de 800 mil toneladas, um aumento de 700% em comparação ao mesmo período do ano passado.

    Na análise técnica, o contrato de novembro da soja em Chicago teve uma semana positiva, fechando próximo de US$10,65/bushel e superando a resistência importante de US$10,30/bushel. Caso a tendência de alta continue, os níveis de US$10,80, US$11,00 e US$11,30 poderão apresentar dificuldades para um rompimento.

    Se a pressão vendedora se intensificar, os alvos de baixa podem ser US$10,30, US$10,15 e US$9,95. A CFTC reportou uma redução na pressão vendedora, com as posições líquidas de especuladores caindo de -134,6K contratos para -93,4K, indicando uma realização de lucros. Isso sugere que a próxima semana pode ser marcada pela continuidade das valorizações em Chicago, o que poderá impulsionar os preços no Brasil.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Milho: vendedor se retrai e preços voltam a subir

    Muitos agricultores já finalizaram a colheita do milho segunda safra 2023/24 neste mês e conseguiram armazenar a produção

    O movimento de alta nos preços do milho voltou a ser verificado em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Segundo pesquisadores, o impulso vem sobretudo da retração de vendedores, que estão priorizando os trabalhos de campo e atentos ao clima quente e seco em partes das praças produtoras de safra verão.

    Muitos agricultores já finalizaram a colheita do milho segunda safra 2023/24 neste mês e conseguiram armazenar a produção. Agora, esses agentes limitam a oferta no spot, à espera de novas valorizações.

    Demandantes, por sua vez, têm aumentado as intenções de compra, mas se esbarram nos maiores preços pedidos pelos vendedores ativos. De acordo com pesquisadores do Cepea, nesse cenário, o ritmo de negócios está lento no mercado spot nacional.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Como enfrentar os desafios climáticos e garantir o sucesso da lavoura da soja?

    Fatores climáticos são os principais responsáveis pela produtividade e qualidade do cultivo do grão

    O sucesso da lavoura da soja depende, em grande parte, das condições climáticas, que influenciam a produtividade e a qualidade dos grãos. Cada fase do desenvolvimento do grão requer condições específicas que podem impactar diretamente os resultados da safra.

    José Renato Farias, pesquisador da Embrapa, destaca que os dois fatores mais relevantes são a temperatura e a disponibilidade de chuvas. Ele observa que, atualmente, várias regiões do país enfrentam a seca, o que afeta a umidade do solo e a quantidade de água disponível.

    Ele comenta que é fundamental discutir as implicações climáticas para a safra, especialmente com a previsão de um fenômeno La Niña. A combinação de temperaturas elevadas e a falta de chuvas pode trazer desafios inesperados, tornando o planejamento estratégico ainda mais essencial.

    Conforme dados da Embrapa Soja, a soja se desenvolve melhor em temperaturas entre 20°C e 30°C, sendo a temperatura ideal em torno de 30°C. Quando o solo cai abaixo de 20°C, a semeadura deve ser evitada, pois isso compromete a germinação e a emergência das plantas. A faixa ideal para o plantio é entre 20°C e 30°C, com 25°C favorecendo uma emergência rápida e uniforme.

    Em direção ao sucesso da lavoura

    Para assegurar o sucesso da lavoura, Farias recomenda o uso de sementes de alta qualidade, com bom poder germinativo e vigor. ”Sementes saudáveis garantem um melhor estabelecimento da lavoura, aumentando as chances de uma colheita produtiva. Além disso, é importante realizar o plantio em condições adequadas, assegurando umidade no solo e profundidade correta”, explica.

    Semeaduras em condições de seca e calor podem comprometer o estabelecimento das lavouras, tornando as sementes vulneráveis a pragas e doenças. A melhor estratégia é aguardar condições climáticas favoráveis para a semeadura. Utilizar sementes de boa qualidade e semear de forma adequada garante um desenvolvimento saudável das plantas, preparadas para enfrentar futuros estresses.

    Outra estratégia para mitigar os impactos da seca e calor é escalonar a época de semeadura, sempre dentro da janela especificada pelo Zoneamento Agrícola para Redução de Riscos (Zarc), e/ou utilizar cultivares de ciclos diferentes. Se ocorrer um período de estresse climático, nem toda a área será afetada da mesma maneira.

    O escalonamento das datas de semeadura é crucial. Recomenda-se usar diferentes cultivares em áreas distintas, como uma cultivar de 100 dias em um talhão e outra de 110 dias em outro, variando as datas de semeadura. Essa prática pode ser eficaz para reduzir os riscos de deficiências hídricas ou altas temperaturas, garantindo alguma produção mesmo em situações adversas.

    Semear a mesma cultivar na mesma data pode expor toda a região a riscos climáticos, resultando em perdas significativas. Em situações de estresse hídrico ou temperaturas excessivas, a saúde das plantas pode ser comprometida. Portanto, implementar esses cuidados simples durante o planejamento e instalação das lavouras pode fazer toda a diferença.

    O clima é um dos fatores mais desafiadores na produção agrícola, e sua imprevisibilidade transforma as adversidades climáticas no principal risco para os agricultores. Compreender essas dinâmicas e adotar estratégias adequadas são passos cruciais. Com atenção às condições climáticas e práticas de manejo eficientes, é possível minimizar riscos e maximizar o sucesso da lavoura da soja, garantindo não apenas produtividade, mas também sustentabilidade a longo prazo.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Prazo para produtor declarar ITR termina nesta segunda-feira

    Declaração para proprietário ou posseiro do imóvel rural é compulsória

    O prazo para os produtores rurais enviarem a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), exercício 2024, termina na segunda-feira (30).

    A declaração do ITR pessoa física ou jurídica, para proprietário ou posseiro do imóvel rural, é obrigatória.

    Os procedimentos para a declaração estão na Instrução Normativa nº 2206/2024 da Receita Federal.

    “Segundo informações da Receita Federal, o valor do imposto pode ser pago em até quatro cotas iguais, mensais e sucessivas, sendo que nenhuma cota pode ter valor inferior a R$ 50,00. O imposto de valor inferior a R$ 100,00 deve ser pago em cota única”, diz a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em nota.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/