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set 27 2024 Entidades repudiam fala de pesquisadora sobre bioinsumos on farm
Mariangela Hungria, da Embrapa, afirmou que produtos formulados dentro da fazenda possuem problemas de contaminação. Abbins e Gass enxergam preconceito na fala
A Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e o Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas) divulgaram nota de repúdio na última terça-feira (24) sobre a manifestação da pesquisadora da Embrapa Soja, Mariângela Hungria, a respeito da produção de bioinsumos on farm.
Em reportagem publicada pelo Canal Rural na segunda-feira (23), a especialista citou que há cinco anos são feitas análises dos biológicos que são produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados são, em geral, insatisfatórios.
“Posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse. Na matéria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamentação da preparação desses compostos pelos produtores.
Nota de repúdio
Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de caráter alarmista e irreal. “A responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produção não é menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laboratório, das suas pesquisas”, diz a nota.
Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros têm o direito de produzir bioinsumos para uso próprio amparado pelo decreto nº 6.913.
Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exportações do agronegócio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilhões em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilhões, “ocorreu concomitantemente à adoção da prática de produção de bioinsumos para uso próprio nas mais diversificadas lavouras brasileiras”.
A nota continua: “alguns produtores de frutas na Região Nordeste conseguiram manter seus
contratos de exportação para países europeus adotando o sistema de produção de
bioinsumos para uso próprio, que permitiu a redução do uso de agrotóxicos e, consequentemente, a redução do Limite Máximo de Resíduos (LMR) exigido pelos clientes”.As entidades defendem, também, que “manuais e cursos para aprimoramento da prática sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e preparação, melhor para todos”.
Bioinsumos on farm pelo mundo
A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na Áustria; no Japão; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zelândia e no México “os agricultores produzem seus bioinsumos para uso próprio, essa não é uma peculiaridade do Brasil. No México, o governo desenvolveu Manuais de Produção para orientar os agricultores, nos outros países e no Missouri são as indústrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade”.
A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos países e estado supracitado “não tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso próprio. Ao contrário, as empresas estão aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a opção por produzir seu próprio bioinsumo”.
Outro lado
Após a divulgação da nota de repúdio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social:
“Relatei apenas os resultados de análises feitas em laboratório acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista científica analisada por revisores. Não foi uma opinião. Foram resultados científicos. Com base nisso nos esforçamos muito e publicamos um Manual de Análise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade”.
A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, também soltou nota em rede social:
“A Abinbio está do lado da Ciência, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma força impulsionadora do agronegócio do País. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detrás disso. O Brasil precisa basear sua legislação para os bioinsumos na Ciência, garantindo uma agricultura produtiva, sustentável e segura para todos”.
O Manual de Análise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser acessado neste link.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 26 2024 Bioinsumos podem gerar economia de US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro
Segundo trabalho encabeçado pelo Mapa, uso da tecnologia em culturas como arroz e milho possibilita redução de até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO2 equivalente
A utilização de bioinsumos na agricultura brasileira pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões ao país. É o que indica um estudo elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras.
O estudo estratégico “Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramíneas: uma análise sobre os aspectos de inovação do setor” mostra como a tecnologia pode ser aplicada em culturas como arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens, com possibilidade de redução de até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente.
O trabalho, lançado em conjunto com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) lançaram, nesta terça-feira (24), foi o passo inicial do Projeto Nitro+, que pretende elaborar uma estratégia para a ampliação do uso de tecnologias de inoculantes em gramíneas, aos moldes do que aconteceu com as leguminosas como a soja.
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, ressaltou a importância da consolidação dos processos de inovação na agropecuária e o desafio do Mapa de criar formas de “tangibilizar” a inovação, tornando-a acessível e fazendo com que agregue valor ao que é produzido por todos os agricultores no país, independente do seu porte.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 26 2024 La Niña levará chuva para as lavouras, mas traz alerta na colheita
Relatório indica que fenômeno deve ser de fraca intensidade, mas tem potencial de influenciar o ciclo das culturas agrícolas
A primavera começa com um La Niña no horizonte, o que pode significar mais demora para a chegada de chuvas regulares em importantes regiões produtoras do país.
Segundo a meteorologista Desirée Brandt, o fenômeno climático ainda está para se firmar, o que deve se concretizar no decorrer dos próximos meses.
Ela lembra que o último relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) aponta que o La Niña será de fraca intensidade. “Vamos começar a sentir os efeitos desse fenômeno apenas no início de 2025, então temos alguns alertas para o início do próximo ano”.
De acordo com ela, até lá as expectativas são boas. “Só pelo fato de a gente não ter o El Niño, não temos o risco da irregularidade [de chuvas]”, lembra.
A profissional afirma que o setembro deve terminar com instabilidades despertando entre o Sudeste e o Centro-Oeste do país. “A umidade da Amazônia vai começar a se espalhar um pouco mais, fazendo a conexão com os sistemas que avançarem pelo Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil e a gente precisa dessa umidade para que chova no interior do país”.
Segundo Desirée, ao longo de outubro, a umidade vai avançar gradualmente para importantes áreas produtoras do país. “Não vejo nenhuma quebra nessa evolução, só vejo evoluir tanto o volume de chuva quanto a abrangência dessa chuva nestas áreas que foram tão afetadas pelo fenômeno El Niño na última safra”.
La Niña traz um alerta
Para o início de safra, as expectativas são positivas. A meteorologista destaca que a chuva pode não vir de uma hora para outra, mas, a partir de outubro, ganham volume.
Contudo, há uma importante ressalva: “Com o La Niña, existe um risco que não podemos deixar de mencionar, que é o de invernada, o que pode atrapalhar no momento de colheita da safra, na logística, ou seja, atenção ao início de 2025, especialmente para o centro do país
De acordo com Desirée, o próximo La Niña deve ser de baixa intensidade e, também, durabilidade. “O fenômeno se consolida especialmente no último trimestre de 2024 e pode durar até o final do primeiro trimestre de 2025, depois, aos pouquinhos, começa a perder intensidade”.
Uma das dificuldades para a formação do La Niña é que as águas de grande parte do planeta estão muito aquecidas, inibindo o fenômeno, fato que está diretamente ligado às mudanças climáticas.
“Não dá para comparar o La Niña de agora com o de anos atrás. Temos outro cenário de forma global, visto que os oceanos de uma forma geral estão mais quentes do que o normal, o que acaba interferindo na evolução dos fenômenos climáticos”, considera a meteorologista.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 25 2024 Soja: produtores se preparam para início do plantio em Júlio de Castilhos (RS)
Na região, produtores realizam a dessecação das áreas para a semeadura do grão
O zoneamento agrícola permite o início do plantio da soja em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul, a partir de 10 de outubro. Algumas propriedades já começam a semeadura nos primeiros dias da janela, embora o período mais intenso de plantio esteja previsto para iniciar a partir de 20 de outubro.
Atualmente, os primeiros produtores estão realizando a dessecação das áreas para preparar o solo para a nova cultura. Essa prática é fundamental para garantir um bom desenvolvimento do grão.
Área de plantio
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área destinada ao plantio da soja no município deve somar 104,2 mil hectares, dos quais apenas 1,8 mil hectares serão irrigados.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 24 2024 Milho: semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo
Até o dia 15 de setembro, a semeadura da safra 2024/25 de milho alcançou 12% da área nacional, contra 9,7% na semana anterior e 15% ante 2023
A semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do país, mesmo diante das adversidades climáticas registradas nas últimas semanas.
Até o dia 15 de setembro, a semeadura da safra 2024/25 de milho alcançou 12% da área nacional, contra 9,7% na semana anterior e 15% no mesmo período de 2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os trabalhos de campo se concentram nos três estados da região Sul. Quanto aos preços do milho, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, com a demanda externa desaquecida, parte dos vendedores está mais flexível.
Assim, enquanto os valores apresentam quedas em regiões consumidoras, seguem firmes em outras praças acompanhadas pelo centro.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 24 2024 Aliadas do produtor: startups voltadas ao agronegócio crescem no Brasil
Dados apresentados no programa Soja Brasil revelam o crescimento de 15% no número de startups voltadas ao agronegócio no país
Atualmente, a tecnologia tem se mostrado uma aliada dos produtores que buscam resultados eficientes e sustentáveis no campo. O programa Soja Brasil acompanhou de perto o crescimento de startups voltadas ao agronegócio no Brasil. Entre 2022 e 2023, o número de startups voltadas para o agronegócio no país cresceu em 15%.Hoje, o Brasil conta com quase 2.000 startups que oferecem serviços variados para o agronegócio. Conforme a pesquisa Radar Agtech Brasil 2023, a maior concentração está nas regiões Sudeste e Sul. Destaca-se a cidade de São Paulo, que abriga 43,2% do total nacional e mais startups do que as seis próximas cidades do ranking.
Operação de startups
A pesquisa indica que, pela primeira vez, em 2023, o número de startups operando “dentro da fazenda” superou aquelas atuando “depois da fazenda”. Essa mudança pode ser atribuída à complexidade e à dificuldade que muitas startups enfrentam para se estabelecer no setor. Entre as categorias em destaque, estão as startups focadas em análise laboratorial, que requerem talentos e recursos específicos que nem sempre estão disponíveis.
Um exemplo de inovação é uma startup que desenvolveu uma plataforma capaz de desburocratizar o financiamento agrícola. Essa plataforma utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para analisar as safras e o histórico de cada produtor, facilitando o acesso ao crédito e aprimorando a gestão agrícola.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 23 2024 Pesquisadores criam filme biodegradável que economiza fertilizante
Nanofibras de celulose foram adicionadas ao material para gerar mais resistência; objetivo é utilizá-lo em diversas culturas
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram, em parceria com um produtor de antúrios (planta de vaso ou flor de corte) de Holambra, no interior de São Paulo, um filme à base de algas e nanocelulose que substitui, com vantagens, o material importado usado pelo agricultor como recipiente para reproduzir a planta.
Isso porque o filme criado pelos brasileiros é capaz de liberar fertilizante lentamente no substrato. Com adaptações, poderá ser utilizado na reprodução de diversas culturas, além do ornamental antúrio.
“No caso do antúrio, nosso parceiro usa um recipiente fabricado por uma empresa estrangeira para reproduzir o tecido vegetal em laboratório. Essa empresa produz um papel e uma máquina. Outros empreendedores compram o papel e a máquina e fornecem esses vasinhos que, segundo ele, são muito caros”, explica Claudinei Fonseca Souza, do Grupo de Pesquisa em Engenharia de Água, Solo e Meio Ambiente da UFSCar, à Agência Fapesp.
Diferencial em relação ao importado
Em busca de um diferencial em relação ao produto importado, a equipe da UFSCar teve a ideia de usar a carragena (substância extraída de algas vermelhas) e o alginato (obtido de algas marinhas marrons) como meio para armazenar um fertilizante, o MAP (fosfato monoamônico, composto químico de fórmula NH₄H₂PO₄), amplamente empregado em diversas culturas.
“O desafio na utilização de polímeros como a carragena e o alginato está na obtenção de materiais com resistência, já que eles tendem a se dissolver rapidamente em contato com a água. Por isso, adicionamos nanofibras de celulose ao material, em diferentes concentrações, na expectativa de melhorar suas propriedades mecânicas, físicas, químicas e térmicas”, conta o pesquisador.
Assim, a equipe obteve um filme com o qual moldou vasinhos (de 4 centímetros de altura por 3,5 cm de diâmetro) que podem substituir aqueles tradicionalmente usados na reprodução da planta.
“Esse filme tem de manter a estrutura da planta, mas não pode oferecer resistência ao sistema radicular. Ou seja, tem de ser resistente, mas não muito. Por isso, fizemos o teste agregando de 1% até 5% de nanocelulose ao material. Obtivemos o melhor resultado com 4%. Nossa intenção agora é patentear o material e partir para testes com outras culturas”, adianta Souza.
Ele ressalta que a raiz tem dupla importância para a planta: primeiro, de suporte, e segundo na absorção de água e nutrientes.
“Ao conceber o material, não podemos esquecer de nenhuma delas. A partir desse filme com 4% de nanocelulose, passamos para o teste em campo, que ainda não foi publicado. Usamos uma técnica que consegue dar uma ideia do material liberado a partir da condutividade elétrica do solo. Fizemos também um teste de degradação. A cada 30 dias íamos até Holambra, coletávamos as plantas e fazíamos uma avaliação. E observamos que o material desaparece após 90 dias.”
De acordo com Souza, a liberação dos nutrientes acontece por diferença de potencial entre o material enriquecido com fertilizante e o substrato da planta, que não contém a substância.
“Estamos testando numa condição real, no campo, fazendo igualzinho o agricultor. Com amparo, portanto, da agronomia. Há técnicas pelas quais se consegue monitorar a liberação do material quase em tempo real.”
O trabalho, publicado na revista Cellulose, teve apoio da Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa Regular concedido à professora Roselena Faez, segunda autora do artigo.
Vantagens do filme
Em laboratório, os cientistas fizeram placas de 10×20 centímetros do material em uma impressora 3D de filamentos ABS (resina termoplástica derivada do petróleo, obtida a partir da combinação de três monômeros: acrilonitrila, butadieno e estireno). Depois, enrolaram o filme em um gabarito de aço redondo e colaram para formar os vasinhos.
“Nessas placas, conseguimos fazer umas ranhuras que facilitam a saída das raízes. E a própria raiz, depois que vai crescendo, faz uma espécie de reforço do material”, diz Souza.
Para ele, é perfeitamente possível produzir o filme em grande escala, pois o Brasil tem facilidade de acesso a algas e é o maior produtor de celulose do mundo.
“Só que, para chegar em escala, precisamos desenvolver essa parte final, analisar os resultados do trabalho de campo e patentear o material. Estamos procurando matérias-primas que existam em abundância e tenham preço bom, porque não adianta nada desenvolver um filme excelente e muito caro, que não chega ao agricultor.”
Souza ressalta que o filme à base de algas e nanocelulose tem diversas vantagens:
- Promove a economia de fertilizante, pois há menos perda por lixiviação (a alga segura os compostos, que não são levados pela chuva ou irrigação);
- Pode evitar a utilização de plástico, pois o filme também se presta a substituir as esferas de microplástico usadas pela agricultura em larga escala para liberação de fertilizantes.
“Utiliza-se a mesma técnica de inserção de fertilizante nas esferinhas de plástico, só que nosso material é biodegradável. Depois de 90 dias, ele praticamente desaparece.”
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 19 2024 Rio Grande do Sul: sinal verde para a semeadura da soja em breve!
A partir do dia 1º de outubro, os produtores podem iniciar a semeadura da soja na região
O estado do Rio Grande do Sul se prepara para o fim do vazio sanitário, programado para o dia 30 de setembro. A partir do dia 1º de outubro, os produtores podem iniciar a semeadura da soja na região. O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja-RS, Irineu Orth, que compartilhou as expectativas e projeções para a safra.
De acordo com o presidente, na região do Pampa e no norte do estado, o prazo de plantio é um pouco mais flexível, permitindo que os agricultores se adaptem às condições climáticas específicas de cada local. Essa flexibilidade é crucial, já que as variações climáticas podem influenciar diretamente o sucesso da safra.
Segundo o Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, o estado ocupa a quarta posição no ranking de produção de soja em grãos no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Goiás.
Chuvas à vista?
Atualmente, as chuvas ainda não deram as caras no sul do estado, mas isso não desanima os produtores. A expectativa é alta, já que muitos estão prontos para colocar a mão na terra e dar início a uma nova safra, com alta expectativa por um bom começo.
No entanto, a ausência de chuvas representa um desafio. Em várias regiões, a qualidade da colheita pode ficar comprometida, especialmente onde a umidade é fundamental para o desenvolvimento saudável da soja e do algodão. Por isso, a preocupação com as condições climáticas é constante, e os produtores devem estar de olho nas previsões.
O presidente explica que as chuvas costumam chegar em outubro e a expectativa para esta safra é promissora. O que resta, agora, é torcer para que o clima colabore e que os esforços dos produtores se transformam em colheitas de sucesso.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 19 2024 Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS
Plantio iniciou de forma tímida no estado, maior produtor do cereal no Brasil. Arrozeiros aguardam período de luminosidade para acelerar os trabalhos
Com a proximidade da semeadura do arroz, produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam dificuldades com as áreas afetadas pelas enchentes de maio. Muito entulho e excesso de umidade podem impactar o começo da safra no estado, maior produtor do cereal no país.
O período ideal de plantio é de 15 de setembro a 20 de outubro. Contudo, a cultura precisa de luminosidade para produzir de forma satisfatória e esse auge deve acontecer apenas nos meses de maior incidência solar, como janeiro.
Assim, os trabalhos em campo do ciclo 2024/25 começaram de forma tímida em território gaúcho.
“Deixei 35 hectares por colher. Ficou entre 5 a 6 mil sacas de arroz no silo molhado, vários dias sem energia. Ajeitamos gerador para seguir em frente, senão ia perder o restante”, diz o produtor Alexandre Peserico.
Marcas das enchentes na região central
Pouco mais de quatro meses após a enchente, as marcas dela ainda estão bastante vivas em Agudo, região central do Rio Grande do Sul. Uma ponte seca que ligava o município a outros da quarta colônia foi embora com a força do rio. Quando a água baixou, deixou um cenário de destruição nas lavouras de arroz da região.
Agora, as máquinas trabalham para limpar áreas e valetas de irrigação e, assim, nivelar as quadras novamente. Produtores relatam que parte das lavouras também está assoreada. A região central é uma das mais importantes na produção do cereal.
O produtor Alexandre calculou dois milhões de reais em perdas e não sabe como manter as lavouras. “Eu tenho que manter a mesma área porque as contas estão chegando, então não posso diminuir. Teria até que aumentar [a área] para ver se consigo pagar as contas. O maior desafio desse ano será o preparo do solo, as bombas de irrigação e vários fatores, como a parte elétrica que tem que refazer e a manutenção das bombas.
Área de arroz na safra 24/25
O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) estima a área destinada ao arroz para a safra 2024/25 em 948 mil hectares, alta de 5% em comparação com a temporada passada.
Isso ocorre porque muitos produtores devem optar novamente pelo arroz ao invés da soja na várzea, visto que a oleaginosa sofreu grandes perdas nessas regiões.
O presidente da Federraroz, Alexandre Velho, afirma que muitas áreas estão com problemas de erosão. “Tem algumas áreas que o produtor vai ter dificuldade em plantar nessa safra. Até me surpreende um pouco esse número do Irga de aumento na região central porque, se isso se confirmar, teremos a substituição dessas áreas por outras”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 19 2024 Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano
A última alta havia ocorrido em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano
A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos.Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.Fatores que motivaram a alta
Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores:
- Resiliência na atividade econômica;
- Pressões no mercado de trabalho;
- Hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção);
- Alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação
Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.
“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.
Taxa de inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.
As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.
Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.
No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.
As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.
Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.
Crédito mais caro
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.
No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.
O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/