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  • MILHO: Estudo da RTC compara sintomas do complexo de molicutes e viroses transmitidos por cigarrinha e pulgão

    Desde o primeiro surto de Dalbulus Maidis no Rio Grande do Sul em 2020, a cada ano ampliam-se os estudos na tentativa de reduzir as perdas de produtividades provocadas pela praga. Contudo, além da ocorrência de D. maidis , a presença de pulgão nas lavouras de milho, principalmente a espécie Rhopalosiphum maidis , também vem se tornando frequente. Ambas as espécies são responsáveis pela transmissão de seis fitopatógenos no milho, chamados de complexo de molicutes e viroses.

    A Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo com o objetivo de gerar informações visuais do impacto das viroses e bactérias transmitidas por cigarrinha e pulgão na cultura do milho. O estudo demonstrou que o pulgão também é um vetor relevante, que associado ou não à cigarrinha traz reduções significativas na produtividade final. Também foi evidenciado que o complexo de bactérias é mais nocivo para as plantas de milho em comparação aos vírus.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Perdas de até 50%: estiagem atinge lavouras de soja no RS

    A adversidade compromete a produção de soja na região de Bagé, impactando os trabalhos em campo

    situação das lavouras de soja na área de Bagé e outros municípios do Rio Grande do Sul têm gerado preocupação devido aos efeitos da estiagem. Na região de Fronteira Oeste, especialmente em municípios como Manoel Viana e Maçambará, a situação é ainda mais crítica. As lavouras de soja têm sofrido perdas severas devido à seca, com alguns produtores registrando perdas de até 50% na produção.

    De acordo com Edison Dornelles, assistente técnico da Emater/RS, as lavouras mais precoces foram as mais afetadas pela seca, enquanto as variedades mais tardias sofreram menos danos.

    Segundo a Safras & Mercado, região da Campanha, o impacto da estiagem é notável, embora menos grave do que na Fronteira Oeste. Municípios como São Gabriel, que possuem uma grande área dedicada ao cultivo de soja, têm registrado perdas consideráveis. Até o momento, a colheita na região foi insignificante, e a área semeada na localidade soma 1,121 milhão de hectares.

    Em Dom Pedrito, outro importante município produtor da região, a situação tem mostrado sinais de recuperação nas últimas semanas, com chuvas regulares que têm ajudado a estabilizar a produção e minimizar os impactos da estiagem. A recuperação nas lavouras é visível, com cerca de 34% da área semeada já na fase de enchimento de grãos, 42% em floração e o restante da soja avançando para a maturação. Esse cenário mais favorável tem trazido um alívio para os produtores, que estavam enfrentando sérias dificuldades devido à seca prolongada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • USDA projeta em 91 mi de hectares área plantada com grãos nos EUA

    Os dados com as estimativas da safra nos EUA foram apresentados durante o Fórum Anual de Perspectivas do USDA

    Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou em 225 milhões de acres (91,05 milhões de hectares) a área plantada com grãos na safra 2025/26 nos EUA. O resultado foi divulgado durante o 101° Fórum Anual de Perspectivas do USDA.

    O número ficou acima do esperado para a temporada anterior, de 223,7 milhões de acres (90,53 milhões de hectares).

    Para a soja, a área destinada ao plantio deve ser de 84 milhões de acres (33,99 milhões de hectares) em 2025/26, 3,1% abaixo do projetado para 2024/25. O milho, por sua vez, deve alcançar uma área de 94 milhões de acres (38,03 milhões de hectares), o que representaria um avanço de 3,75% em comparação com 2024/25.

    Já o trigo pode chegar a 47 milhões de acres (19,02 milhões de hectares), área 1,95% maior que 2024/25.

    Preços para Safra 2025/26 nos EUA

    Estimativas do USDA apontam que a soja deverá ter o valor de US$10,10 o bushel, já o milho deve alcançar os US$ 4 por bushel.

    O evento vai até esta sexta-feira (28) e, além de destacar as projeções para as áreas de soja e milho nos EUA, e esboçar um panorama de exportações em meio às incertezas sobre tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, também contará com diversos painéis durante a programação.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Volume de fretes do agro cresce 5,3% puxado por soja e fertilizantes

    Número parte de levantamento da plataforma Frete.com e indicam queda nos fretes de milho

    O volume de fretes rodoviários do agronegócio registrou aumento de 5,3% ao longo de todo o ano de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados da plataforma Frete.com.

    O crescimento foi puxado pela soja e por fertilizantes. A oleaginosa registrou alta de 25,7%, representando 22% dos fretes do agronegócio transportados por meio do site da empresa.

    Já os fretes de fertilizantes tiveram aumento de 5,1% no ano passado e representam 23% dos fretes do setor. O índice foi motivado pelas importações brasileiras de adubo, que atingiram um recorde de 44,3 milhões de toneladas no ano passado, crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    “Houve uma antecipação das compras registradas dentro do setor. A elevação nos preços das commodities e a tensão no Oriente Médio levaram os agricultores a anteciparem as aquisições de fertilizantes, visando evitar possíveis problemas de oferta e aumentos nos preços”, comenta Federico Vega, CEO da Frete.com.

    Fretes de milho em queda

    Ao contrário da soja e dos fertilizantes, os fretes de milho, que representam 14% do setor na plataforma, contaram com queda de 9,4% ao longo de 2024.

    Em âmbito nacional, além da queda na produção do produto, a comercialização antecipada de milho para a safra 2023/24 apresentou uma redução em comparação aos anos anteriores.

    Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a venda antecipada de milho segunda safra representou, em média, 12,5% da produção na safra 2023/24, enquanto nas cinco safras anteriores esse percentual variou entre 60% e 87,5%.

    Os dados estatísticos têm base no fluxo de dados da Frete.com que conta com mais de 900 mil caminhoneiros cadastrados e 25 mil empresas assinantes, cobrindo, assim, 99% do território nacional.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Clima favorável não deve recuperar lavouras de soja do RS

    A colheita de soja no estado enfrenta desafios devido a condições climáticas adversas, com queda área plantada

    colheita de soja no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário desigual devido às condições climáticas irregulares. Algumas lavouras da commodity estão em processo de recuperação graças ao retorno da umidade, enquanto outras seguem com desafios que comprometem o rendimento.

    Na última semana, a combinação de calor intenso e a falta de chuvas trouxe alívio, favorecendo as lavouras em floração ou no processo de enchimento de grãos. No entanto, o cenário varia de região para região. Áreas que estão no final do ciclo da soja já não têm mais potencial de recuperação devido aos danos causados pelo clima severo.

    Em algumas propriedades, a colheita está sendo um processo demorado, com máquinas levando mais de duas horas para encher um graneleiro, enquanto em um ano normal esse tempo seria de apenas 20 a 25 minutos. A produtividade nas áreas mais afetadas está muito abaixo do esperado, com médias de apenas 228 a 230 kg por hectare, o que corresponde a cerca de três a quatro sacos por hectare, um rendimento bem abaixo do ideal.

    Além disso, o estado enfrentou uma redução de 14% na área plantada de soja em terras baixas, com a previsão de que, para a safra 2024/25, sejam cultivados aproximadamente 364 mil hectares. Essa diminuição reflete uma tendência dos produtores de optar pelo cultivo de arroz nessas áreas, uma vez que a cultura apresenta maior resistência à escassez de umidade em comparação com a soja.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estudo revela planta nativa resistente à cigarrinha-das-pastagens

    Descoberta pode reduzir impacto econômico e ambiental da praga, abrindo caminho para cultivares mais produtivas

    Pesquisadores brasileiros identificaram uma planta forrageira nativa do Brasil, a Paspalum regnellii, conhecida em algumas áreas do Sul do país como macega-do-banhado, que apresenta resistência natural à cigarrinha-das-pastagens (Mahanarva spectabilis).
    A descoberta pode impulsionar novas estratégias de melhoramento genético, contribuindo para um manejo mais sustentável das pastagens tropicais.
    O estudo, conduzido pela Embrapa Pecuária Sudeste e publicado na revista Plant Molecular Biology Reporter, analisou a resposta de dois genótipos da planta, BGP 248 e BGP 344, à infestação da cigarrinha. Os resultados mostraram que o BGP 344 tem uma resposta mais rápida, aumentando a taxa de mortalidade das ninfas nos primeiros 21 dias de ataque.
    Esse genótipo demonstrou maior lignificação das raízes, dificultando a alimentação dos insetos e ativando vias metabólicas responsáveis pela produção de compostos defensivos. Já o BGP 248, embora também resistente, apresentou uma defesa mais lenta.

    Prejuízos da cigarrinha-das-pastagens

    A cigarrinha-das-pastagens causa severos danos aos pastos tropicais, resultando em prejuízos bilionários ao agronegócio brasileiro.

    A identificação de uma planta nativa com resistência natural pode representar um avanço significativo no controle dessa praga, reduzindo a dependência de defensivos químicos, que apresentam desafios ecológicos e econômicos para grandes áreas de pastagens.

    Potencial para o melhoramento genético

    A pesquisa indica que a Paspalum regnellii pode ser utilizada como base para cruzamentos genéticos que resultem em forrageiras mais produtivas e resistentes.

    “Nosso objetivo não é lançar essa planta como cultivar, mas utilizá-la como genitora em cruzamentos para obter materiais de maior qualidade nutricional e resistência à cigarrinha Mahanarva”, afirma a pesquisadora Bianca Vigna, da Embrapa Pecuária Sudeste.

    Segundo Vigna, embora existam gramíneas resistentes a outras espécies de cigarrinhas, a Mahanarva spectabilis tem se tornado uma praga relevante nas pastagens, além de afetar culturas como milho e cana-de-açúcar. Assim, a identificação de mecanismos de defesa naturais é fundamental para reduzir os danos e melhorar a produtividade das áreas de pasto.

    Além disso, o estudo sugere que características moleculares e anatômicas da planta podem ser usadas como marcadores para seleção de cultivares mais resistentes. A pesquisa também abre caminho para o uso de técnicas de biotecnologia, como a edição gênica, tanto para o Paspalum quanto para outras gramíneas forrageiras suscetíveis, como as braquiárias.

    Impacto na pecuária e na sustentabilidade

    O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, e a qualidade das pastagens é essencial para a sustentabilidade da pecuária. Com a crescente preocupação ambiental e as restrições ao uso de defensivos químicos, o desenvolvimento de plantas mais resistentes se torna um fator chave para garantir a produtividade e reduzir os impactos ambientais.

    Espécies nativas como o Paspalum regnellii já demonstram maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, além de boa produção de biomassa e alto potencial forrageiro. A Embrapa Pecuária Sudeste mantém um Banco de Germoplasma de Paspalum, que servirá de base para futuros programas de melhoramento genético.

    O próximo passo da pesquisa será aprofundar o estudo dos microRNAs envolvidos no processo de resistência do BGP 344, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A expectativa é que esse conhecimento leve ao desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às adversidades, beneficiando o setor agropecuário de forma sustentável.

    A pesquisa foi financiada por diversas instituições, incluindo a Embrapa, Capes, CNPq, Fapesp e Unipasto, demonstrando a relevância científica e econômica do estudo. O conhecimento gerado pode contribuir significativamente para a pecuária nacional, promovendo um manejo mais eficiente e reduzindo as perdas causadas pela cigarrinha-das-pastagens.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil precisará importar 3 milhões de toneladas de trigo nos próximos 5 meses, diz analista

    Produtores, cientes da expressiva necessidade de compra do país, buscam preços que se equiparem às aquisições internacionais

    O ritmo de negócios segue lento no mercado brasileiro de trigo. A base de compra no Paraná está em torno de R$ 1,500 a tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 1,350.

    O analista de Safras & Mercado Elcio Bento destaca um reporte de negócio de pequeno volume, com saída do mercado gaúcho para outro estado a R$ 1,320 a tonelada no FOB interior.

    “Os produtores, cientes da expressiva necessidade de importação do país, buscam preços que se equiparem ao custo das aquisições internacionais”, disse.

    Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deve embarcar 553,709 mil toneladas de trigo em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 538,406 mil toneladas. Já em janeiro, totalizaram 657,691 mil toneladas.

    De acordo com a entidade, no acumulado da temporada (agosto de 2024 a fevereiro de 2025), as compras no exterior devem atingir 3,909 milhões de toneladas.

    “Para alcançar os 6,85 milhões de toneladas necessários ao abastecimento, o país precisará importar mais 2,94 milhões de toneladas nos próximos cinco meses. No mesmo período da temporada anterior, foram adquiridas 2,87 milhões de toneladas”, salientou o analista.

    Trigo em Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos.

    O mercado realizou lucros diante do fim do mês, com os investidores se posicionando diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos contra México e Canadá. Eventuais retaliações podem afetar a demanda pelas commodities agrícolas estadunidenses.

    A melhora climática no Hemisfério Norte contribui com a desvalorização. A força do dólar completou o quadro baixista. Os investidores operam em compasso de espera pelo Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções de oferta e demanda para a próxima safra.

    Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam cotados a US$ 5,79 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2025 encerraram a US$ 5,93 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos de dólar, ou 1,41% em relação ao fechamento anterior.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Programa de capacitação para jovens sucessores do Leite: Conhecimento e inovação para o futuro da atividade

    A sucessão familiar nas propriedades leiteiras é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro. Com o objetivo de preparar os jovens sucessores para uma gestão eficiente, sustentável e inovadora, a Difusão de Tecnologias da CCGL lança o Programa de Capacitação para Jovens Sucessores do Leite. A iniciativa visa oferecer ferramentas de gestão e aprimorar a produtividade e a sustentabilidade nas propriedades leiteiras, com base no conhecimento e na experiência de um time altamente qualificado.

    Desenvolvido pelo Programa de Equipes de Alto Desempenho da CCGL, o programa conta com a liderança e autoria do Zootecnista Especialista Guilherme Afonso Müller Rodrigues, e a colaboração dos Zootecnistas Especialistas Nicolas Petry e Greici Cortez Sawitzki, juntamente com a Médica Veterinária Especialista Jaqueline de Carli. O foco da iniciativa está na gestão estratégica, bem-estar animal e sustentabilidade no setor leiteiro.

    O curso será composto por oito módulos, sendo sete deles oferecidos no formato on-line e um presencial, permitindo que os participantes conciliem a capacitação com as demandas diárias de suas propriedades. O módulo presencial, agendado para ocorrer nas instalações da CCGL, visa proporcionar um ambiente de interação entre os jovens sucessores, promovendo networking e uma imersão prática. Durante este módulo, os participantes também terão a oportunidade de conhecer a estrutura do Tambo Experimental e as instalações da indústria da CCGL, um diferencial importante para a vivência no campo.

    Com periodicidade mensal, os módulos são desenhados para proporcionar tempo adequado para assimilação do conteúdo sem prejudicar as atividades cotidianas dos produtores. Esse formato também permite que jovens sucessores de diferentes regiões do Estado tenham acesso ao conhecimento, sem necessidade de deslocamentos longos e onerosos.

    Cada módulo será ministrado pelo time técnico especializado da Difusão de Tecnologias da CCGL, que ficará responsável pela criação da ementa, do material didático e das apresentações visuais que facilitarão o aprendizado. O conteúdo será estruturado de maneira lógica e progressiva, abordando os principais aspectos da produção leiteira de forma integrada e sustentável.

    Entre os temas que serão abordados, destacam-se:

    Gestão eficiente da propriedade leiteira;

    Nutrição e manejo alimentar do rebanho;

    Melhoramento genético e reprodução;

    Saúde e bem-estar animal;

    Qualidade do leite e segurança alimentar;

    Sustentabilidade e conservação de recursos naturais;

    Uso de tecnologias para otimização da produção;

    Gestão de pessoas.

    O programa não se limita à transmissão de conteúdo técnico, mas também tem como objetivo estimular a inovação nas propriedades leiteiras, preparando os sucessores para os desafios do mercado e assegurando a continuidade dos negócios familiares de forma competitiva e moderna.

    A Difusão de Tecnologias da CCGL reafirma, assim, seu compromisso com a qualificação contínua dos produtores e com o fortalecimento da cadeia produtiva do leite, com foco na sucessão familiar e no desenvolvimento sustentável do setor agropecuário.

    Inscrições abertas até 28/02/2025. O lançamento oficial será realizado no dia 12/03/2025, durante a Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque, na Casa da CCGL. A primeira aula do programa ocorrerá em 28/03/2025.

    Este é o momento de investir no futuro da atividade leiteira, promovendo conhecimento, inovação e sustentabilidade para os sucessores que irão conduzir o setor no futuro.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Mercado do leite: queda no preço perde força, e lácteos iniciam ano em alta

    Entretanto, segundo o Cepea, os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro pelo quinto mês consecutivo

    Pesquisa do Cepea mostra que o preço do leite captado em dezembro de 2024 fechou a R$ 2,5805/litro (“Média Brasil”), queda de 2,7% em relação ao mês anterior, mas elevação de 21% frente a dezembro de 2023, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro).

    Desse modo, a média de 2024 foi de R$ 2,6362/litro, 1,9% acima da verificada em 2023, também em termos reais. Levantamentos do Cepea ainda em andamento mostram, porém, que os preços do leite captado em janeiro devem apresentar alta, devido ao recuo da oferta e ao aumento na competitividade entre laticínios pela compra de matéria-prima.

    Preços dos lácteos em recuperação

    Outra pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que os preços dos lácteos negociados no atacado paulista iniciaram 2025 em movimento de recuperação.

    Dentre os itens analisados, o queijo muçarela foi o que mais se valorizou de dezembro de 2024 a janeiro de 2025, em 1,82%, cotado à média de R$ 33,09/kg. Para o leite em pó (400g), a variação foi positiva em 0,97%, para média de R$ 31,58/kg. A cotação do leite UHT, por sua vez, ficou praticamente estável (+0,02%), a R$ 4,27/litro.

    Importações têm ligeiro aumento; exportações recuam

    Em janeiro, as importações brasileiras de lácteos cresceram ligeiros 3,93% em relação a dezembro de 2024, porém caíram 2,18% frente ao mesmo período do ano passado (janeiro/24). Já as exportações recuaram 13,91% no comparativo mensal e expressivos 41,19% no anual.

    Insumos em alta para dieta dos animais​

    Os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro pelo quinto mês consecutivo. Cálculos do Cepea mostram que o Custo Operacional Efetivo (COE) teve avanço de 0,81% de dezembro/24 para janeiro/25, considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Os desembolsos com a dieta do rebanho continuam sendo o principal fator que influencia o movimento altista.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Milho apresenta produtividade satisfatória apesar das restrições hídricas

    A colheita do milho prossegue e as produtividades estão muito satisfatórias, apesar das restrições hídricas em parte do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (20/02) pela Emater-RS/Ascar, esse desempenho positivo deve-se ao fato de que grande parte das lavouras já havia ultrapassado as fases críticas para a definição dos componentes produtivos. Estima-se que 62% da área tenha sido colhida e 18% das lavouras encontram-se em maturação.

    As lavouras tardias, com 5% da área de cultivo ainda em desenvolvimento vegetativo, outros 5% em floração e 10% enchimento de grãos, foram beneficiadas pelas precipitações da última semana, que ocorreram em volumes superiores, contribuindo para a atenuação momentânea das perdas causadas pela estiagem. Além disso, a queda das temperaturas é um fator benéfico nesta fase, uma vez que o calor excessivo havia acelerado indevidamente o ciclo fenológico, gerando redução no acúmulo de fotoassimilados e no índice de área foliar.

    De modo geral, observa-se grande heterogeneidade no potencial produtivo da soja. Isso em decorrência do volume de precipitações ao longo do ciclo, da época de semeadura, da cultivar utilizada, além das limitações causadas pela topografia e pela compactação do solo, que impactam a infiltração e o armazenamento hídrico.

    O retorno da umidade no solo atenuou o estresse hídrico das plantas, que havia sido intensificado antes das chuvas pelas altas temperaturas, especialmente em áreas mais severamente afetadas pela estiagem. A recomposição da umidade proporcionou melhoria na turgescência foliar, favorecendo a retomada de processos fisiológicos essenciais nas lavouras de soja que estão em desenvolvimento vegetativo (6% da área cultivada) e em floração (32%). Porém, a manutenção de umidade em níveis adequados será determinante para a conclusão do enchimento de grãos (55%), mesmo em cenários de redução do potencial produtivo.

    Foi observada ainda a recuperação da coloração verde das plantas. Contudo, nas regiões mais afetadas, especialmente no Centro-Oeste do Estado, as lavouras semeadas no início do período recomendado estão na fase final de enchimento de grãos e de maturação (7%), com reduzido porte, desfolha acentuada e perdas produtivas irreversíveis.

    As lavouras de soja implantadas em dezembro estão em plena floração e início da formação das vagens. Nessas áreas, a emissão de folhas e ramos será limitada, mas variará conforme o hábito de crescimento das cultivares. A produtividade tende a ser insatisfatória, já que muitas lavouras possuem porte reduzido, de 20cm a 30 cm, e estão em plena fase reprodutiva.

    A ocorrência de chuvas permitiu a retomada de operações de controle fitossanitário, sendo priorizadas as aplicações de fungicidas em áreas de maior aptidão produtiva. A incidência de tripes, ácaros e percevejos nas lavouras, está elevada em determinados locais, mas o controle químico tem sido eficaz.

    Economicamente, persistem as preocupações quanto aos resultados da safra, agravadas pela baixa adesão aos seguros de proteção agrícola. Restrições legais ao Proagro (excedente de limite de sinistros) e custos elevados no seguro privado expõem produtores a riscos, especialmente em regiões onde as perdas são mais significativas.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial