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  • Colheita de arroz atinge 14,69% da área semeada

    Ao todo, já foram colhidos 142.539 mil hectares

    Nesta sexta-feira (7/3), o Estado contabiliza 14,69% da área semeada de arroz já colhida, totalizando 142.539 hectares (ha). De acordo com os dados mais recentes do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a Fronteira Oeste é a que possui a maior área colhida com 91.002 ha, seguida pela Planície Costeira Interna com 18.804ha, Região Central com 11.850 ha, Campanha com 8.999 ha, Planície Costeira Externa com 8.141 ha e Zona Sul com 3.743 ha.

    Conforme o gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, Luiz Fernando Siqueira, a Fronteira Oeste contabiliza até o momento a maior área colhida porque foi a primeira a começar a semeadura, totalizando 31% durante o mês de setembro. “O avanço da colheita é um reflexo do período em que ocorreu a semeadura”, afirma Siqueira, explicando que a região começou a semear cedo, já a Zona Sul foi a última a iniciar a semeadura, porém progrediu muito rápido, possivelmente o término da colheita deve ocorrer no mesmo período que a Fronteira Oeste.

    “Os dias estão longos e o clima seco, permitindo que o produtor avance rapidamente na colheita do grão”, avalia Siqueira, ressaltando que apesar das condições climáticas estarem permitindo que a colheita siga em ritmo acelerado, em razão do atraso no período da semeadura, que ocorreu principalmente na Região Central do Estado – reflexo das enchentes do mês de maio do último ano, a colheita pode se estender durante o mês de maio.

    As informações sobre a colheita do grão são lançadas na plataforma Safra, em tempo real, pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras. Os dados inseridos na plataforma desenvolvida pela autarquia oferecem aos técnicos informações precisas e detalhadas sobre o andamento tanto da semeadura, quanto da colheita. Os dados sobre o progresso da colheita do arroz devem ser divulgados semanalmente pelo Instituto.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Smartcoop apresenta sua contribuição à revolução digital no campo na Arena Agrodigital da Expodireto Cotrijal

    A Smartcoop, plataforma das cooperativas gaúchas será uma das protagonistas da Arena Agrodigital da Expodireto Cotrijal, no dia 11 de março, às 16h, para discutir as transformações que a tecnologia tem promovido na gestão das propriedades rurais. Com o tema “Como a Smartcoop está impulsionando a revolução digital no campo”, o bate-papo vai destacar os principais avanços que a plataforma tem implementado, promovendo a integração entre a tecnologia e a produção rural.

    O tema será debatido pelo Diego Boelter, Gerente de Inovação da Cotripal, Leonardo Kerber, Coordenador de Validação Agrodigital da Cotrijal, Darlan Schwade, Gerente de Desenvolvimento da Smartcoop e Silvana Trindade, Gerente de Operações da CCGL, mediado pelo Dr. Geomar Corassa, Gerente de Pesquisa da CCGL. Juntos, eles irão compartilhar suas experiências e discutir como a digitalização está transformando a gestão das propriedades rurais, especialmente na produção de grãos e leite. Entre os principais temas que serão abordados estão a propriedade digital e a gestão eficiente das atividades rurais, o uso da inteligência artificial para transformar dados em decisões estratégicas e as inovações que a Smartcoop tem implementado para otimizar as operações do campo.

    A Arena Agrodigital, localizada no coração da Expodireto Cotrijal, é o local ideal para esse tipo de discussão. Com um palco 360º, o espaço reúne especialistas e profissionais do setor agropecuário para debater as mais recentes inovações tecnológicas, como inteligência artificial, agricultura de precisão e novas ferramentas digitais, que estão moldando o futuro da agricultura. Durante o evento, os visitantes terão a oportunidade de conhecer de perto as soluções mais inovadoras do setor, com foco em como as tecnologias podem impulsionar a produtividade, a sustentabilidade e a rentabilidade das propriedades rurais.

    A participação da Smartcoop nesse importante evento é uma oportunidade para os profissionais do agro se atualizarem sobre as últimas tendências tecnológicas e conhecerem as ferramentas digitais que estão ajudando a transformar o campo, trazendo maior eficiência e controle para os processos produtivos. A palestra será realizada no dia 11 de março, às 16h, na Arena Agrodigital, durante a Expodireto Cotrijal.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Chuvas recentes preservam potencial produtivo do milho safrinha

    As chuvas recentes favorecem as lavouras de milho safrinha (implantadas em janeiro e fevereiro), preservando seu potencial produtivo. As áreas semeadas no período intermediário, entre novembro e meados de dezembro, encontram-se nas fases de floração e enchimento de grãos.

    De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (06/03), embora as precipitações recentes tenham melhorado o aspecto visual dessas lavouras, deve ocorrer uma redução no rendimento, proporcional à escassez hídrica e às altas temperaturas em janeiro e fevereiro, que acentuaram o desequilíbrio hídrico das plantas. As lavouras semeadas mais precocemente (até outubro de 2024) foram colhidas e apresentaram produtividade satisfatória, superando, em muitos casos, as projeções iniciais.

    Durante o período, a colheita progrediu de forma rápida, alcançando 68%, beneficiada pelas condições de baixa umidade relativa do ar, que reduziu os teores de umidade nos grãos mais rapidamente. Esse avanço na colheita foi uma estratégia para adiantar as atividades antes da intensificação das operações com a soja, que passará a ser priorizada pelos produtores.

    Soja

    Na última semana, as precipitações ocorreram de forma bastante irregular. Nas regiões com precipitações mais expressivas, houve recuperação parcial das lavouras de soja. Nas áreas com baixa recarga hídrica, observou-se intensificação de sintomas de déficit fisiológico, como enrolamento foliar e abortamento de estruturas reprodutivas, agravados por períodos de temperaturas altas. A cultura demanda elevada disponibilidade de água para a finalização do enchimento de grãos, que atualmente abrange 57% das áreas. Aproximadamente 20% das lavouras estão em fase de maturação.

    A colheita teve continuidade, mas ainda de forma pouco expressiva, correspondendo a 3%, principalmente em áreas que foram mais afetadas pela estiagem, algumas cujo final de ciclo foi antecipado, reduzindo os rendimentos. O potencial produtivo permanece variável, refletindo diferenças entre precipitações (baixos volumes entre janeiro e fevereiro), épocas de semeadura e condições edafoclimáticas, que reduziram a umidade do solo. Além disso, a compactação do solo, a prática de monocultura e os reduzidos teores de matéria orgânica contribuíram para o agravamento localizado de perdas.

    Em relação aos efeitos da estiagem, o Centro-Oeste do Estado permanece a área mais afetada, com danos significativos. Nas áreas a Leste, onde as chuvas foram mais expressivas, as lavouras apresentam potencial produtivo satisfatório, próximo ao inicialmente projetado.

    A área de cultivo inicialmente projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha. No entanto, haverá redução na produtividade. A Instituição está conduzindo o levantamento, e as reestimativas de área e de produtividade das culturas de verão serão divulgadas na próxima terça-feira (11/03), no espaço da Emater/RS-Ascar da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

    Pastagens

    Apesar do calor intenso, as pastagens nativas e cultivadas apresentam desenvolvimento satisfatório, favorecidas por condições climáticas adequadas. O campo nativo mantém produção adequada de forragem de qualidade, e as pastagens cultivadas seguem com produção nutricionalmente rica, atendendo às demandas dos rebanhos. Os produtores continuam se organizando para a aquisição de sementes de forrageiras de inverno para o próximo ciclo.

    Bovinocultura de corte

    A maioria dos animais em pastejo apresenta bom escore corporal, resultado das chuvas, que auxiliaram na retomada do desenvolvimento das pastagens. O período de entoure está próximo do fim. O diagnóstico de gestação está em andamento para descarte de vacas falhadas e preparo das que repetirão cria.

    Bovinocultura de leite

    Em algumas regiões, apesar do bom desenvolvimento das culturas, a queda na produção de leite persiste devido ao estresse térmico e à redução no consumo de alimentos. Para mitigar esses efeitos, os produtores estão intensificando o uso de alimentos conservados, como silagem.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • 9ª edição do Fórum Estadual sobre conservação do solo e da água debaterá os desafios da agricultura gaúcha no contexto das mudanças climáticas

    No dia 11 de março, a 9ª edição do Fórum Estadual sobre Conservação do Solo e da Água será realizada no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, trazendo um debate crucial sobre os desafios enfrentados pela agricultura gaúcha diante das mudanças climáticas e da necessidade urgente de conservação dos recursos hídricos.

    Com o tema central “Solo: Base para o Futuro da Agricultura Gaúcha em um Cenário de Mudanças Climáticas”, o fórum abordará as estratégias para gerenciar o uso da água e os impactos das variações climáticas no solo, componentes fundamentais para a produção agrícola.

    Painel 1: Oportunidades para enfrentar o excesso e a escassez de água no solo

    O primeiro painel terá o Prof. Dr. Paulo Gubiani, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especialista em manejo de solo e conservação de água. Ele discutirá os desafios e as oportunidades para lidar com o excesso e a escassez de água nos solos, questões que se tornam cada vez mais recorrentes em função das mudanças climáticas. O painel será moderado por Dr. Geomar Corassa, gerente de pesquisa da RTC/CCGL.

    Painel 2: Alinhamento de Soluções Institucionais

    No segundo painel, representantes de diversas instituições serão convidados a alinhar soluções práticas para enfrentar os desafios apresentados. O moderador, Giovani Faé, da Embrapa, guiará a discussão, que visa integrar as experiências e conhecimentos institucionais para propor soluções viáveis para os produtores rurais.

    O Fórum é uma realização da CCGL, Cotrijal, Embrapa, RTC e da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, com o objetivo de proporcionar um espaço para o debate entre acadêmicos, pesquisadores e produtores, abordando as melhores práticas para a preservação dos recursos hídricos e o manejo sustentável do solo na agricultura.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Novo sistema de produção do Irga é apresentado em reunião do Plano ABC+RS

    O Sistema Arroz RS14, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), foi apresentado durante a primeira reunião de 2025 do Comitê Gestor do Plano ABC+RS, realizada de forma virtual nesta quinta-feira (6/3).

    Lançado oficialmente em dia de campo no final de janeiro, o Sistema Arroz RS14 consiste no plantio do arroz em rotação com outras culturas, como soja e milho, plantas de cobertura, como o trevo-persa, além da integração com a pecuária. Para isso, estipula a adoção de práticas conservacionistas do solo, como o sistema de plantio direto.

    O número 14 faz referência à possibilidade de elevar a produtividade média do Rio Grande do Sul para até 14 toneladas por hectare com a adoção do sistema. Atualmente, a produtividade média no estado é de 8,5 toneladas por hectare.

    O projeto vem sendo desenvolvido desde 2015 junto a produtores parceiros, com bons resultados. “Temos parceria com um produtor que conseguia seis toneladas por hectare. Após a adoção de medidas de produção em sistema, nas últimas cinco safras a média foi de 12 toneladas por hectare”, conta o gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão do Irga, Luiz Fernando Flores de Siqueira.

    Créditos de carbono com erva-mate

    O coordenador do programa da erva-mate da Fundação Solidaridad, Gabriel Dedini, apresentou ao Comitê Gestor um projeto já divulgado durante reunião da Câmara Setorial da Erva-mate em dezembro de 2024. Trata-se de um projeto com financiamento internacional da Livelihoods Funds, para ampliar em 10 mil hectares o cultivo da erva-mate no Rio Grande do Sul, a fim de expandir a geração de créditos de carbono.

    Carbon Matte, ferramenta desenvolvida pela Solidaridad e pela Embrapa Florestas com o objetivo de medir os estoques de carbono e as emissões de gases do efeito estufa nesta cultura, será apresentada oficialmente na COP30, este ano, em Belém (PA). “Esperamos que a erva-mate ganhe protagonismo dentro de uma agenda climática global”, destacou Dedini.

    Também foram discutidos, durante a reunião, a elaboração de material técnico sobre o Plano ABC+RS, a ser divulgado durante a COP30, em novembro deste ano; e a conclusão do relatório de atividades do Comitê Gestor Estadual durante o ano de 2024.

    Além da Secretaria da Agricultura, participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Aliança SIPA, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, Crea/RS, Emater/RS-Ascar, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Trigo, Farsul, Fepam, Irga, Ministério da Agricultura e Pecuária, Sebrae-RS, Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura, Unipampa e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Carinata: nova cultura surge como alternativa rentável para entressafra

    A repórter Eliza Maliszewsk entrevistou Phillip Minarelli, gerente do projeto Carinata Brasil Paraguai, que fala sobre as vantagens da cultura

    Uma nova oleaginosa está ganhando espaço na agricultura brasileira como alternativa viável para rotação de culturas e rentabilização da entressafra. Trata-se da carinata, uma planta parente próxima da canola, que tem como principal destino a produção de combustível sustentável para aviação (SAF), uma opção ambientalmente mais viável por emitir menos CO2.

    A carinata é uma oleaginosa de inverno que tem apresentado bons resultados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Uma de suas principais vantagens é a resiliência a mudanças climáticas, além de boa adaptação a solos menos férteis. O cultivo ocorre entre os meses de abril e maio, com um ciclo médio de 120 dias. Outro benefício é que, ao ser semeada, a cultura contribui para a conservação do solo, evitando a perda de nutrientes e promovendo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.

    O Brasil é visto como um mercado promissor para a carinata. A projeção é que a área cultivada passe de 7.000 hectares em 2024 para 50.000 hectares neste ano, impulsionando ainda mais sua viabilidade econômica. Além disso, a construção de uma planta de produção de SAF no Porto de Rio Grande deverá fortalecer a cadeia produtiva da oleaginosa, ampliando a demanda e incentivando novos investimentos no setor.

    A repórter Eliza Maliszewsk entrevistou Phillip Minarelli, gerente do projeto Carinata Brasil Paraguai, da Nufarmum, que conta na reportagem exibida no Mercado & Companhia desta terça-feira outras vantagens da cultura.

    No último ano, a média de pagamento da carinata variou em torno do preço da soja balcão, chegando em alguns casos a pagar até 110% do valor da soja. Esses números reforçam o potencial econômico da cultura, que se apresenta como uma alternativa rentável e sustentável para produtores que buscam diversificação e melhor aproveitamento da entressafra.

    Com o crescimento da demanda por combustíveis sustentáveis e as vantagens agronômicas da carinata, a cultura desponta como uma opção estratégica para o agronegócio brasileiro, unindo rentabilidade e benefícios ambientais.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plano Safra 24/25: como fica o pequeno produtor após medidas do governo

    Orçamento atrasado e alta consecutiva da Selic foi a causa de imbróglios relacionados ao crédito rural. PLOA deve ser votado após o Carnaval

    Com o foco no produtor rural, o Plano Safra dispõe de diversas linhas de crédito adaptadas às diferentes necessidades de agricultores e pecuaristas. Em linhas gerais, o programa se divide em três modalidades: custeio, comercialização e investimento.

    Nas últimas semanas, o Plano Safra 24/25 tem sido destaque devido à decisão do Ministério da Fazenda,  por meio da Secretaria do Tesouro Nacional,  em suspender novos financiamentos com juros equalizados, a partir de 21 de fevereiro.

    A medida também comunicou que apenas as linhas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seriam mantidas.

    Isso quer dizer que para os produtores da agricultura familiar que necessitam financiar as despesas de produção agrícola, como mudas, adubos, sementes, corretivos de solos, defensivos, entre outros, nada muda.

    A justificativa apresentada no ofício mencionou dois fatores principais: a alta taxa Selic e a não aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025.

    Segundo a Agência Senado, a previsão é que o Congresso Nacional aprove a lei após o Carnaval.

    Por que isso importa?

    O projeto de lei do Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em dezembro, mas será analisado apenas em março, após a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

    Esse atraso impactou diretamente a execução do Plano Safra, fato que levou o Tesouro Nacional a suspender operações para evitar prejuízos financeiros às instituições que operam o crédito rural.

    Isso ocorreu porque a equalização de juros — diferença entre a taxa cobrada pelo banco e a efetivamente paga pelo produtor —, é custeada pelo Tesouro.

    Com a Selic em alta, esse custo aumenta consideravelmente. Para se ter uma ideia, a taxa passou de 10,5% ao ano, em setembro de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025.

    Liberação emergencial de R$ 4,18 bilhões

    Diante do impasse, em 24 de fevereiro o Governo Federal publicou Medida Provisória (MP 1.289) no Diário Oficial da União (DOU), que liberava R$ 4,18 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/25.

    Os recursos foram distribuídos da seguinte forma:

    • R$ 3,5 bilhões: destinados ao custeio, comercialização e investimento;
    • R$ 645,7 milhões: reservados para o Pronaf.

    Em nota oficial, o governo justificou que a medida foi tomada para evitar impactos negativos na produção de alimentos e garantir a segurança alimentar do país.

    O cenário macroeconômico, marcado pelo aumento acelerado das taxas de juros, também foi apontado como fator determinante para a liberação do crédito extraordinário.

    E o pequeno produtor?

    O Pronaf, principal linha de crédito para pequenos produtores, costuma ser o mais visado nesses momentos de instabilidade econômica.

    No entanto, a Medida Provisória (MP 1.289) garante a continuidade do acesso ao crédito, assegurando investimentos rurais e agroindustriais.

    Ou seja, as instituições financeiras podem permitir financiamento para os produtores da agricultura familiar que identificarem a real necessidade de crédito e estiverem em conformidade com o que é solicitado pelos bancos.

    Dessa forma, pequenos produtores ainda podem contar com financiamento para manter suas atividades e ampliar sua produção, apesar das dificuldades impostas pelo cenário econômico atual.

    Está com dúvida? O Sebrae pode te orientar!

    De acordo com o Sebrae, a consciência da real necessidade de buscar crédito é fundamental para a saúde financeira dos negócios do pequeno produtor.

    Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento do agronegócio direcionado aos pequenos, a instituição atua como um direcionador para que o empreendedor entenda como alocar recursos visando rentabilidade e a garantia do pagamento do crédito solicitado, por meio de programas e cursos de capacitação.

    A instituição explica que com essa atuação, o Sebrae contribui para que os pequenos produtores tenham acesso a recursos e possam enfrentar desafios econômicos com mais segurança.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Nova forrageira de alta produtividade é aposta para integração lavoura-pecuária

    Ervilhaca URS BRS Presilha, com capacidade de fixar nitrogênio atmosférico no solo, será lançada na Expodireto Cotrijal 2025

    Uma nova cultivar de ervilhaca, a URS BRS Presilha, chega ao mercado com potencial para transformar os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) no Brasil. Desenvolvida pela Embrapa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageira (Sulpasto), a leguminosa se destaca pela alta produtividade, resistência e benefícios ao solo.

    O lançamento oficial da cultivar ocorrerá durante a Expodireto Cotrijal 2025, entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque (RS).

    A URS BRS Presilha é uma leguminosa anual de clima temperado, o que a torna uma opção estratégica para rotação de culturas em sistemas integrados.

    Segundo Daniel Montardo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, ela foi desenvolvida para superar desafios enfrentados pelos produtores que relutavam em investir em espécies perenes, devido à necessidade de rotação anual das pastagens com culturas agrícolas.

    Forrageira de alta produtividade e adaptação

    De acordo com a Embrapa, a nova forrageira se destaca por sua capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo. Com sementes maiores que outras leguminosas forrageiras de clima temperado, a ervilhaca facilita a implantação e distribuição das sementes, podendo ser semeada diretamente em áreas de pastagens perenes, como tifton e braquiárias.

    Conforme Miguel Dall’Agnol, professor da UFRGS e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar, a URS BRS Presilha pode ser utilizada tanto em pastagens de inverno quanto em rotação com culturas agrícolas.

    “Ela apresenta alto rendimento quando consorciada com aveia e azevém, além de ser uma excelente opção para cobertura verde do solo”, destaca.

    Além disso, a leguminosa pode ser incorporada em áreas de fruticultura, protegendo o solo com sua palhada resistente e promovendo a fixação de nitrogênio, essencial para a melhoria da fertilidade.

    Benefícios ambientais e nutricionais

    A sustentabilidade da URS BRS Presilha é um dos seus principais diferenciais. A planta possui alta capacidade de fixação de nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e promovendo um solo mais saudável. Sua resistência a déficits hídricos também contribui para o cultivo em diferentes condições climáticas.

    Outro benefício, de acordo com os pesquisadores, é a redução do risco de timpanismo (excesso de gases no sistema digestivo dos animais), comum em algumas leguminosas forrageiras. Esse fator aumenta a segurança da alimentação do gado e melhora o desempenho na pecuária.

    Segundo Claudio Lopes e Cesar Grinke, representantes da Sulpasto, a nova cultivar oferece maior produtividade, qualidade nutricional e adaptação às condições da região Sul. “Há um grande espaço para a ervilhaca no mercado, e a Presilha chega com diferenciais que garantem mais qualidade e melhor desempenho no campo”, afirma .

    Para Montardo, a introdução da URS BRS Presilha representa um avanço para o setor. “O lançamento de uma nova variedade atende a uma demanda real dos produtores, oferecendo benefícios ambientais, nutricionais e produtivos”, afirma.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cientistas desenvolvem arroz ecológico que reduz emissões de metano em até 70%

    Variedade pode transformar a produção de arroz e minimizar impactos ambientais; testes em campo comprovaram eficiência da tecnologia

     Pesquisadores identificaram um novo caminho para reduzir as emissões de metano nos arrozais, desenvolvendo uma variedade híbrida de arroz capaz de mitigar em até 70% a liberação desse gás de efeito estufa. A descoberta pode ser um marco na agricultura sustentável, especialmente para países produtores como o Brasil.

    O estudo revelou que os principais responsáveis pela emissão de metano são substâncias secretadas pelas raízes do arroz, especialmente o fumarato e o etanol. Enquanto o fumarato serve de alimento para microrganismos produtores de metano, o etanol atua como inibidor dessa atividade biológica, reduzindo significativamente a liberação do gás.

    Com base nesse conhecimento, os cientistas manipularam geneticamente o metabolismo do arroz para diminuir a secreção de fumarato e aumentar a de etanol, resultando em variedades que emitem menos metano sem comprometer a produtividade.

    O desenvolvimento do novo tipo de arroz está em um artigo publicado, em fevereiro, por cientistas da China e da Suécia na revista científica Molecular Plant.

    Arroz ecológico é alternativa para a agricultura sustentável

    Os testes foram realizados em sete plantações ao longo de três anos e comprovaram que a adoção dessa tecnologia pode contribuir significativamente para a redução do impacto climático do cultivo de arroz. Além da criação de novas variedades, o estudo também sugere manejos específicos que permitem otimizar o uso da tecnologia em lavouras já existentes.

    O Brasil é o 12º maior produtor de arroz do mundo (1,4% da produção global), segundo classificação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que mais produz o cereal.

    O arroz ecológico surge como uma solução viável para produtores preocupados com sustentabilidade e pode se tornar uma alternativa estratégica para atender às crescentes demandas por práticas agrícolas mais responsáveis.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Começa a colheita da soja no Rio Grande do Sul

    Os cultivos de soja estão avançando para as fases finais do ciclo fenológico e, em algumas áreas, já foi iniciada a colheita que atinge pouco menos de 1% da área total cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (27/02), o estágio de enchimento de grãos é predominante (56%), e 12% das lavouras estão em maturação, 25% em floração e 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

    A produtividade inicial está menor que a estimada. A área de cultivo inicialmente projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares e a produtividade média em 3.179 kg/ha. No momento, a Instituição está realizando o levantamento nos municípios produtores e as reestimativas de área e de produtividade das culturas de verão serão divulgadas durante o tradicional Café para a Imprensa na 25ª Expodireto Cotrijal, no dia 11 de março, em Não-Me-Toque.

    Apesar das chuvas generalizadas em 16 e 17/02 e isoladas nos dias subsequentes, a situação das lavouras varia de acordo com os volumes pluviométricos registrados, a capacidade de infiltração e a retenção de água dos solos, além das condições edafoclimáticas predominantes durante o plantio.

    Em grande parte do Estado, as precipitações irregulares e as elevadas temperaturas têm causado, a morte prematura das folhas do terço inferior, a queda de vagens e a formação heterogênea dos grãos (normais e subdesenvolvidos), mesmo na ausência de sinais visíveis de murchamento foliar. A arquitetura das plantas caracteriza-se por uma haste principal com entrenós mais curtos, menor emissão de ramos laterais e concentração foliar no terço superior, de folhas mais estreitas e alongadas.

    Em áreas mais afetadas pela estiagem, como no Centro-Oeste do Estado, observa-se a ausência de fechamento das entrelinhas e predomínio de haste única nas plantas, ou seja, sem ramificações laterais. Onde as chuvas foram mais expressivas – predominantemente a Leste –, as lavouras apresentam potencial produtivo satisfatório, mas demandam umidade para a completa formação dos grãos.

    Milho

    A colheita do milho avançou, atingindo 64% da área cultivada. A produtividade mantém-se satisfatória, apesar da insuficiência de chuvas em etapas intermediárias do ciclo. Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

    Os efeitos da restrição hídrica, ocorrida em janeiro e fevereiro, tendem a se manifestar com maior intensidade em cultivos semeados em novembro e meados de dezembro, os quais estão em fase de floração e enchimento de grãos (14% da área total). As lavouras implantadas tardiamente, que estão ainda em fase vegetativa (5% da área), devem se recuperar devido à reposição de umidade no solo, embora sejam necessárias precipitações regulares para sustentar o potencial produtivo.

    Milho Silagem

    A colheita do milho para silagem avançou, atingindo 72%. A produtividade é considerada satisfatória, próxima à previsão inicial. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, e a produtividade média é de 39.457 kg/ha.

    Restam as lavouras em maturidade fisiológica e aptas para o corte (7%). Estão 6% em enchimento de grãos; 3% em floração; e 12% em desenvolvimento vegetativo, incluindo os plantios recentes de safrinha. As chuvas no período favoreceram a formação de biomassa foliar nas semeaduras tardias e beneficiaram as lavouras em enchimento de grãos.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial