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jan 17 2025 Milho está em plena colheita e atinge 16% da área total plantada
A cultura do milho está em plena colheita no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16/01) pela Emater/RS-Ascar, em algumas regiões as primeiras áreas colhidas apresentam excelentes resultados. Já foram colhidos 16% da área total estimada, 31% da cultura está em fase de maturação, 30% em enchimento de grãos, 11% floração e 12% em germinação e desenvolvimento vegetativo. A ausência de chuvas afeta as lavouras em estágio reprodutivo de maneira mais intensa e o plantio está impactado pela reduzida umidade do solo.
Milho Silagem
Tem continuidade a colheita de milho silagem no Estado. A produtividade dessas primeiras áreas está muito boa de maneira geral. As lavouras em fase reprodutiva estão sendo afetadas pela estiagem, principalmente nas regiões de Bagé, Santa Rosa, Santa Maria e Ijuí. Continua também o plantio de safrinha, sem maiores restrições na região Sul.
Soja
A última semana foi caracterizada por umidade relativa do ar muito baixa em grande parte do Estado. As chuvas que ocorreram foram muito desuniformes e de baixos volumes e, em algumas localidades, acentuaram-se os sintomas de déficit hídrico. O plantio da soja segue suspenso onde não choveu e, em certas lavouras, não há estande adequado de plantas. Das lavouras implantadas, 6% estão em enchimento de grãos e 30% em floração, fases que mais exigem água.
As atuais condições climáticas têm trazido preocupação para os produtores e podem causar perdas irreversíveis nas culturas de verão, principalmente na soja. Estão sendo realizadas aplicações preventivas de fungicidas contra ferrugem-asiática e de inseticidas para tripes e ácaro principalmente.
Arroz
O desenvolvimento da cultura do arroz tem sido favorecido pela alta radiação solar, principalmente na fase reprodutiva dos cultivos. Segundo o Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga), a área implantada é de 927.885 hectares de arroz irrigado. A Emater/RS-Ascar estima produtividade inicial de 8.478 kg/ha.
Feijão1ª Safra
A colheita da primeira safra de feijão evoluiu na última semana, favorecida pelo clima seco, passando de 30% da área projetada. Os rendimentos alcançados estão em 1.600 kg/ha.
Frutícolas
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, os pomares de noz-pecã estão em fase de formação dos frutos. Os 25 hectares plantados já estão em fase de produção comercial, mas, nesta safra, deve ocorrer quebra devido à alta incidência de antracnose, provocada pelas chuvas excessivas no inverno e na primavera, bem como pela falta de chuvas, que vem se intensificando desde dezembro, levando a necessidade de irrigações.
Os produtores de melancia do município relatam acentuada queda nos preços (de R$ 1,90/kg, praticado há poucas semanas, e, para R$ 0,70/kg na lavoura atualmente). A colheita alcança 50% de 52 hectares plantados.
Em Itaqui, os produtores de melancia estão comercializando os frutos entre R$ 15,00 e R$ 25,00/unid, evitando vendas de cargas fechadas devido à queda no preço, que se dá pelo período de safra em todas as regiões produtoras do Estado. Devido às altas temperaturas e à intensa radiação solar, os produtores estão cobrindo as frutas em desenvolvimento com papel ou palha para evitar queimaduras.
Na região de Ijuí, os frutos de melão e melancia apresentam tamanho muito superior aos obtidos nos últimos anos, além de excelente sabor. Em relação às videiras, houve melhora no desenvolvimento dos ramos vegetativos, mas baixo potencial produtivo. Nos viveiristas locais, a produção de mudas de morango está sendo ampliada, e as matrizes têm emitido um alto número de estolões.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 17 2025 NF-e agora obrigatória: Emissão gratuita disponível para associados via Smartcoop
A partir de 2025, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) será obrigatória para todos os produtores rurais no Brasil, substituindo o modelo 4 (talão de produtor), que será definitivamente descontinuado. Para facilitar a adaptação a essa nova exigência, a plataforma Smartcoop oferece uma solução prática para a emissão da NF-e, garantindo que todos os associados de cooperativas que fazem parte da plataforma possam se adequar com segurança e eficiência.
Mudança obrigatória para a NF-e:
A partir de 3 de fevereiro de 2025, todos os produtores rurais que, nos anos de 2023 ou 2024, obtiveram receita bruta superior a R$ 360 mil com a atividade rural, deverão emitir a Nota Fiscal Eletrônica (modelo 55) para todas as suas operações internas. Quem ainda utilizar o modelo 4 (talão de produtor) poderá continuar até 30 de junho de 2025, mas a partir de 1º de julho, o uso do talão será proibido. Já a partir de 5 de janeiro de 2026, a obrigatoriedade se estenderá a todos os produtores rurais, independentemente do faturamento, e o modelo 4 será totalmente descontinuado.
Emissão simplificada via Smartcoop:
A Smartcoop oferece uma solução prática, segura e gratuita para a emissão de NF-e. O Smartcoop NF-e utiliza o Certificado Digital SafeID para a assinatura das notas fiscais, garantindo autenticidade e segurança. O SafeID é um certificado digital armazenado em nuvem, desenvolvido com tecnologia Safeweb, e pode ser adquirido diretamente na sua cooperativa. Essa solução foi projetada para simplificar o processo, eliminar burocracias e permitir que os produtores se adéquem rapidamente às novas exigências legais.
As cooperativas oferecem suporte para que os produtores possam tirar dúvidas, entender os processos e obter auxílio na utilização da plataforma Smartcoop e têm um papel importante nesse processo, fornecendo o apoio necessário para que todos os associados se adaptem de forma tranquila e eficiente à nova obrigatoriedade.
Não deixe para a última hora!
A obrigatoriedade da NF-e será implementada gradualmente, e o tempo para adaptação está se esgotando. Com a plataforma Smartcoop, você pode iniciar o processo de emissão de NF-e agora mesmo, garantindo que sua propriedade esteja em conformidade com a legislação antes que o prazo final chegue. Aproveite o suporte das cooperativas e facilite sua transição para a NF-e. Para mais informações, entre em contato com sua cooperativa.
Fonte: Comunicação CCGL
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jan 16 2025 Previsões climáticas apontam cenário desafiador para o Rio Grande do Sul nos próximos meses
As projeções climáticas para o início de 2025 indicam um cenário desafiador para as principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, conforme análise da CEO e cofundadora da Agrymet, Bárbara Sentelhas. O destaque é a continuidade de condições adversas de balanço hídrico e a influência de fenômenos climáticos globais, a possível transição de uma neutralidade para uma fase de La Niña.
Condições atuais do balanço hídrico
Os níveis de armazenamento de água no solo mostram quedas significativas em algumas regiões, especialmente no centro-oeste do estado, que já enfrenta condições críticas. Essa situação é positiva para lavouras prontas para colheita, permitindo melhor tráfego de maquinário, mas traz riscos de quebra de safra para plantações ainda em fase de enchimento de grãos.
Fenômenos climáticos em transição
O monitoramento da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial revela um resfriamento consistente, embora ainda não suficiente para configurar uma La Niña clássica. Bárbara explica que, para a consolidação do fenômeno e seus impactos tradicionais, seriam necessários pelo menos cinco trimestres consecutivos de anomalias significativas. Apesar disso, as condições de neutralidade climática observadas atualmente já impactam negativamente o regime de chuvas no estado, somadas à influência de águas mais frias no Atlântico Sul.
Previsões para os próximos meses
• Chuvas: Modelos climáticos indicam anomalias negativas na precipitação. Segundo o Inmet e o modelo europeu, as chuvas devem ficar de 10 a 50 mm abaixo da média histórica no trimestre janeiro-março. O modelo americano, por sua vez, aponta incerteza quanto a mudanças significativas.
• Temperaturas: Há consenso entre os modelos de que as temperaturas estarão acima da média. A combinação de tempo seco e altas temperaturas pode agravar os desafios para os produtores rurais.Essas condições climáticas exigem maior atenção do setor agrícola para o planejamento e manejo das lavouras, especialmente no que se refere à gestão hídrica e proteção contra o estresse térmico. A Agrymet, continuará monitorando e atualizando as projeções para apoiar a tomada de decisões estratégicas no campo.
Fonte: Comunicação CCGL
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jan 15 2025 Emissão da NF-e será obrigatória para produtores rurais
A exigência para produtores rurais começa a valer neste ano, mas ainda não para todos: âmbito das operações e receita bruta impactam no prazo
A obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais começará de forma escalonada: a partir de 2025, será exigida para aqueles com receita bruta superior a R$ 360 mil em 2023 e 2024, enquanto os demais produtores terão até janeiro de 2026 para se adequarem à nova regra.
Essa mudança busca trazer mais transparência, segurança e controle às operações no setor. Além de documentar as transações, ela também serve para o recolhimento de eventuais taxas. Para emitir a NF-e, o produtor utilizará seu CPF e a inscrição estadual.
Essa obrigatoriedade foi definida por um ajuste do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio do Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais (Sinief), publicado no final de 2024
De olho nas regras
Com esta mudança, a obrigatoriedade da emissão da NF-e estará vigente a partir de 3 de fevereiro de 2025, nas operações internas praticadas pelo produtor rural que, nos anos de 2023 e 2024, obteve, em qualquer um dos períodos, receita bruta decorrente de atividade rural no valor superior a R$ 360.000,00.
Já para os demais produtores, a exigência começa em 5 de janeiro de 2026. A emissão de NF-e é obrigatória para produtores, independentemente do faturamento, nas operações interestaduais. Com essa mudança, o uso da Nota Fiscal modelo 4 será proibido.
No site do Sebrae, é possível encontrar cursos gratuitos sobre NF-e, em que o produtor irá aprender sobre as aplicações, emissão, benefícios e obrigações em relação à nota fiscal eletrônica e, claro, como registrar as movimentações com facilidade.
Aplicativo Nota Fiscal Fácil
O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) foi criado para simplificar a emissão de documentos fiscais por produtores rurais. Gratuito e fácil de usar, o app permite emitir as notas pelo celular, sem necessidade de certificado digital, atendendo operações dentro do estado.
Disponível para download, o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) é um Regime Especial de alcance nacional, para a simplificação do processo de emissão de Documentos Fiscais eletrônicos (DF-e), pelos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 15 2025 Produção de soja deve aumentar 15,4% em 2025, projeta IBGE
Além da oleaginosa, são esperados aumentos para outras culturas, como milho, arroz e trigo
A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 167,3 milhões de toneladas neste ano, aumento de 15,4% em relação a 2024, 22,348 milhões de toneladas a mais.
Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além da soja, são esperados aumentos em 2025 para as seguintes culturas:
- Milho 1ª safra (alta de 9,3% ou 2,124 milhões de toneladas a mais);
- Milho 2ª safra (alta de 4,1% ou 3,736 milhões de toneladas a mais);
- Arroz (8,1% ou 856,1 mil toneladas a mais);
- Trigo (4,8% ou 360,7 mil toneladas a mais); e
- Feijão 1ª safra (30,9% ou 276, 1 mil toneladas a mais)
Já o algodão herbáceo em caroço deve ter safra praticamente estável em relação à de 2024, apenas 2,354 mil toneladas a mais.
Em contrapartida, está prevista redução para a produção de sorgo, queda de 3,2% ou 127,668 mil toneladas a menos.
Produção agrícola do país
A produção agrícola brasileira deve somar 322,6 milhões de toneladas em 2025, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%.
Se confirmada, a safra 2025 marcará novo volume recorde, superando o ápice de 315,386 milhões de toneladas visto em 2023.
“Esse crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio”, diz o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Guedes, em nota.
Segundo ele, os produtores conseguiram recuperar este atraso, utilizando-se de alta tecnologia. “Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 15 2025 Novo zoneamento de risco climático para canola é lançado pelo Ministério da Agricultura
Em 2024, foram cultivados quase 190 mil hectares com a cultura que, no Brasil, é destinada inteiramente à produção de óleo comestível
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (14), a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola.
Trata-se de uma oleaginosa em expansão no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), em 2024, cultivou-se no país 186.240 hectares. A principal zona de produção é o Rio Grande do Sul, seguida pelo Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal.
De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, o movimento dessa cultura rumo à região tropical pode ser feito com melhor embasamento técnico se levado em consideração o novo Zarc da canola no Brasil.
Óleo de canola
A totalidade da produção e grãos de canola no Brasil é direcionada para a produção de óleo comestível, que é o seu subproduto mais nobre. O óleo de canola apresenta propriedades de elevado valor nutricional, considerado entre os melhores óleos vegetais para o consumo humano.
A Embrapa destaca que ele também pode ser utilizado para a produção de biocombustível, semelhante ao que é praticado em vários países da Europa, ou ainda, ser utilizado para diversos outros fins na indústria.
“No esmagamento do grão de canola, sobra o subproduto que é utilizado como farelo para a composição de rações usadas na produção animal. Na escala mundial, a canola é a terceira maior oleaginosa, perdendo, em produção, apenas para as palmáceas e para a soja, seu concorrente direto em termos de grãos produtores de óleo”, destaca a entidade.
Em relação à soja, a canola tem a vantagem de produzir o dobro de óleo por hectare, já que o grão é composto de, aproximadamente, 40% de óleo, enquanto no grão de soja o teor de óleo oscila ao redor de 20%.
Ideal para rotação de culturas
Em nota, o Mapa ressalta que a canola se diferencia das principais espécies produtoras de grãos, que, em geral, são gramíneas ou leguminosas, por ser uma brássica.
“Além de ter sistema radicular pivotante, contribuindo no condicionamento físico do solo, a sua inserção em sistemas de produção de grãos, auxilia na quebra do ciclo de doenças, especialmente aquelas que possuem fases associadas aos restos culturais ou ao solo”, diz a nota.
Assim, a canola constitui-se em uma alternativa para compor sistemas de rotação de culturas, necessários para estabilidade e/ou aumento da produtividade de grãos nos cultivos de inverno no Brasil. Por ser uma espécie de inverno, não compete pela mesma estação de crescimento com a soja, a cultura produtora de grãos mais importante.
Zarc para canola
O primeiro Zarc para a canola foi publicado em 2008, com indicação de cultivo no Rio Grande do Sul, exclusivamente para o sistema sequeiro. Depois foram estendidos os resultados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Em 2021, o Zoneamento da canola foi reavaliado, incluindo o sistema irrigado como alternativa para os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, caso do Oeste Baiano e, em 2024, o Zarc da canola, sistemas sequeiro e irrigado, foi elaborado dentro dos padrões da nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos (6 classes), igualmente como é feito com a soja desde 2023, em vez da tipificação genérica dos solos 1, 2 e 3.
Segundo o agrometeorologista da Embrapa, o novo Zarc canola, sistemas sequeiro e irrigado, além dos riscos de geada no estabelecimento e na floração, contemplou o risco de seca em função de cada solo que a lavoura será cultivada.
“Foram identificados municípios e épocas de semeadura preferenciais para o cultivo de canola, com probabilidades de perdas de rendimento de grãos devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos inferiores a 20%, 30% e 40%“, diz a nota da empresa nacional de pesquisa.
Aplicativo Plantio Certo
O Zoneamento de Risco Climático para a cultura da canola pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo (Android e iOS), desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos.
Os resultados do Zarc também podem ser consultados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 14 2025 Confira a projeção de produção da soja no país
A projeção de soja é impulsionada por condições climáticas favoráveis, com destaque para o Centro-Oeste e Mato Grosso
A safra de soja do Brasil 2024/2025 foi estimada em 173,7 milhões de toneladas, um volume recorde, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Safras & Mercado. A nova estimativa da produção de soja representa um ajuste em relação à última projeção para o país, impulsionada pelas condições favoráveis das lavouras, especialmente no Centro-Oeste do país, com destaque para o estado de Mato Grosso, que é um dos maiores produtores da oleaginosa.
O aumento na produção reflete um cenário otimista para o setor, com boas perspectivas para o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras. O volume recorde de soja, se confirmado, consolidará o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais da commodity.
Em contraste com o bom desempenho na soja, as cotações dos ovos iniciaram o ano em queda, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A redução nos preços está relacionada à demanda enfraquecida e ao aumento nos estoques de ovos, o que tem pressionado o mercado, principalmente no setor de ovos in natura e processados.
Ainda em relação às exportações, o Brasil registrou, em dezembro, o segundo maior volume do ano, com 2.000 toneladas de ovos in natura e processados, um resultado expressivo no último mês do ano. Esse desempenho nas exportações reflete a força do Brasil como fornecedor global de alimentos, mas também aponta para os desafios enfrentados pelo setor de aves, que precisa lidar com oscilações nos preços e nas demandas externas.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 14 2025 Após relatório do USDA, como os preços do milho devem se comportar?
Exportações brasileiras reduzindo e safra na Argentina entram no rol de fatores que tendem a influenciar os patamares do cereal
O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira (10), mexeu com o mercado global do milho. Confira a análise da Grão Direto sobre as perspectivas de preço no Brasil e a dinâmica de oferta e demanda no mundo:
- Relatório de oferta e demanda: os estoques finais de milho nos Estados Unidos foram reduzidos para 39,12 milhões de toneladas, conforme o último relatório do USDA. De acordo com o órgão, a produção está estimada em 377,63 milhões de toneladas, abaixo dos 384,64 milhões projetadas anteriormente. Globalmente, a safra caiu para 1,214 bilhão de toneladas, reduzindo os estoques finais para 293,34 milhões de toneladas.
- Exportações diminuíram: no Brasil, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume de milho exportado em dezembro de 2024 foi 30% menor que o mesmo período de 2023, totalizando 4,2 milhões de toneladas.
- Safra da Argentina: o calor e a seca estão começando a causar danos às safras de soja e milho 2024/25 na Argentina, principalmente na região sul do país, trazendo preocupações.
O milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,71 por bushel (+4,43%) em Chicago, para o contrato com vencimento em março de 2025.
No Brasil, na B3, o cereal seguiu no mesmo sentido, com variação de +1,95%, encerrando a R$ 74,17 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.
Agora, veja a projeção da plataforma Grão Direto para esta semana:
O que esperar do mercado do milho?
- Exportações ameaçadas: o USDA revisou novamente para baixo a projeção de importação de milho pela China, agora estimada em 13 milhões de toneladas (o menor volume desde a safra 2019/20). Esse cenário vem ao encontro de uma oferta abundante dos Estados Unidos e expectativas positivas para a segunda safra brasileira. “Embora o consumo interno no Brasil deva aumentar, as exportações continuam a representar uma parcela significativa na balança comercial, podendo pressionar os preços ao longo do ano”, diz a análise da Grão Direto.
- Mais milho nos Estados Unidos: nos Estados Unidos, a definição da área de plantio para a safra 2025/26 será influenciada pela relação de preços entre soja e milho, que atualmente está em torno 2,30 sacas de milho por cada saca de soja, favorecendo, assim, o cereal. A previsão de redução nos preços da soja, impulsionada pela grande safra na América do Sul, aliada à alta demanda por milho, pode levar os produtores a expandirem a área destinada ao cultivo do grão.
- Segunda safra de milho: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a segunda safra de milho de 2025 terá um aumento de 1% na área plantada e um crescimento de 1,8% na produção, atingindo 92,6 milhões de toneladas. “Com uma janela de plantio favorável e a normalização do ciclo da soja, há otimismo para o próximo ciclo, com expectativas de recuperação após um 2024 desafiador.”
- Análise gráfica: as cotações do milho em Chicago apresentam uma tendência de alta considerando as movimentações desde setembro de 2024. Na sexta feira, o mercado refletiu o relatório do USDA, elevando o preço da região dos US$ 4,55/bushel para acima dos US$ 4,72/bushel, em poucos minutos, fechando a semana nos US$ 4,70/bushel no contrato de março de 2025.
“O rompimento da região dos US$ 4,60/bushel pode trazer otimismo ao mercado e refletir em continuidade das altas, podendo ocorrer o teste da região dos US$ 4,90 caso o preço consiga romper os US$ 4,80/bushel. Caso a região dos US$ 4,80 seja marcada por uma zona de resistência, impossibilitando a continuação das altas, o preço poderá ter um retorno de teste da região dos US$ 4,60/bushel”, consideram os analistas da Grão Direto.
Com base nas informações acima, a plataforma enxerga que as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3, o que deve continuar impactando os preços do mercado físico brasileiro em diversas regiões.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 14 2025 O que esperar do clima em 2025? Calor extremo e chuvas irregulares estão no radar
NOAA confirma breve retorno da La Niña e possível El Niño no último trimestre
Começamos o ano com mais um recorde de temperatura global. Segundo a agência de monitoramento climático Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, superando 2023. Foi a primeira que vez na era moderna que experimentamos por 12 meses consecutivos o aquecimento médio global acima de 1,5 ºC, o que joga um “balde de água quente” nas metas do Acordo de Paris.
Diversos eventos extremos ocorreram em todo o globo nos últimso dois anos, e isso gera insegurança no agronégocio. A grande pergunta deste começo de ano é: o que esperar de 2025?
A tendência de aquecimento do planeta permanece, já que as águas de superficie dos oceanos em todo o globo continuam aquecidas e, ano após ano, a emissão de CO2 para atmosfera só aumenta. Assim, já de antemão, sabemos que quando as chuvas cortarem no centro-norte do Brasil, a temperatura máxima irá voltar para a casa de 40 °C a 42 ºC. Deve também haver novo atraso do período chuvoso para implementação da safra de verão no Sudeste, Norte e Nordeste.
Recentemente, a Administração Oceânica e Atmosférica Naciona (NOAA), ligado ao governo dos Estados Unidos, confirmou o retorno da La Niña, com breve duração até março de 2025. Porém, os impactos do fenômeno vão ser breves. Haverá baixo volume de chuva no centro-sul do Rio Grande do Sul e excesso de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste neste começo de ano. As condições trazem problemas para o produtor rural dessas áreas, pois atrasarão a colheita da soja e, consequentemente, também o ínicio da semeadura do milho segunda safra.
Por outro lado, o cenário ajuda a levar um bom volume de chuva para o Matopiba, onde a projeção é de uma boa safra.
Problemas de queimadas e seca na país devem se repetir a partir da segunda metade do ano, já que o boletim da agência NOAA apesar indica águas aquecidas no Pacífico Equatorial a partir de primavera, o que possivelmente indica o retorno do El Ninõ para o ultimo trimestre de 2025.
Veja a seguir o que esperar do clima em todas as regiões do Brasil neste ano.
Sul
A tendência indica regularidade nas chuvas no Paraná até a primeira metade do ano, o que também vale para Santa Catarina.
Situação mais crítica deve ser enfrentada pelo sul e oeste do Rio Grande do Sul, que, além do calor neste primeiro trimestre, devem contar com chuvas irregulares e abaixo da média. O que deve ter impactos significativos nas lavouras de verão.
Sudeste
Os estados da região devem enfrentar problemas nos primeiros quatro ou cinco meses do ano com o excesso de chuvas. Dessa forma, as operações em campo devem sofrer atrasos desde o manejo e tratamento fitosanitário até o momento da colheita e implementação da segunda safra.
O café continua sendo prejudicado pelo execesso de umidade, mas para as lavouras de cana-de-açúcar, a tendência é de bom desenvolvimento. Há previsão de problemas durante a moagem, a partir de abril, justamente pelo fato de a chuva cortar mais tarde neste ano.
Centro-Oeste
Até abril ou maio, os três estados da região podem enfrentar excesso de chuva, com atraso nas operações de campo.
As lavouras em Mato Grosso e Goiás devem perder produtividade na safra de verão, devido à falta de luminosidade e da dificuldade em serem realizados os tratos culturais.
Nordeste
Como ocorre no Sudeste e no Centro-Oeste, os primeiros meses de 2025 devem trazer desafios à aplicação dos tratos culturais, em função da chuva em excesso.
Os estados que potencialmente terão mais problemas devido ao volume de água são o Maranhão e o Piauí.
A projeção é de uma safra boa na Bahia e nos demais estados da faixa leste da região.
Norte
O Tocantins é outro estado que deve receber muito volume de chuva até abril ou maio. Já no Pará, a chuva deve se concentrar principalmente na porção centro-sul do estado, ficando mais irregular na porção norte, o que pode impactar diretamente a produção de importantes munícipios produtores, como Paragominas e Santarém.
Em Rondônia, as chuvas regulares vão ajudar tanto a pecuária, com a recuperação das pastagens, quanto as lavouras em desenvolvimento.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
jan 13 2025 Referencial teórico realizado pela CCGL esclarece as relações entre os tipos de fibra e a qualidade do leite
A CCGL, através do setor de Difusão de Tecnologias, realizou um referencial teórico que buscou compreender os tipos de fibra e suas relações com a produção de gordura e proteína do leite. O boletim retrata que, embora os ruminantes sejam biologicamente capazes de digerir alimentos com elevados teores de fibra no rúmen, esse nutriente pode se comportar de formas diferentes dependendo do ingrediente em que se origina, teor de lignina e até mesmo o tamanho da partícula. Uma vez que esses fatores impactam não somente a saúde do animal, mas também o potencial nutritivo do leite, impactando nos teores de gordura e proteína, se faz importante conhecer o tipo de fibra a ser utilizada na dieta para maximizar ganhos e, principalmente, visar à saúde animal.
O boletim esclarece que, na nutrição animal, vários ingredientes podem ser excelentes fontes de fibra, porém, para se ofertar dietas balanceadas às vacas de leite, é necessário atender as exigências de fibras em detergente neutro (FDN), FDN de forragem (FDNf), FDN efetivo (FDNe) e FDN fisicamente efetivo (FDNfe).
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com a Cotrijuc e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: Comunicação CCGL