Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 699 entries

  • Fusão amplia liderança em controle biológico de pragas

    Brasil é um dos mercados que mais cresce para proteção biológica de cultivos

    A BASF Soluções para Agricultura chegou a um acordo com a empresa de private equity Paine Schwartz Partners e outros acionistas para adquirir AgBiTech, empresa especializada em soluções de controle biológico de pragas. Com a transação, a empresa assumirá a propriedade total da AgBiTech, incluindo todos os ativos como portfólio, direitos de propriedade intelectual, operações de fabricação, bem como instalações de pesquisa e desenvolvimento, e equipe de funcionários. A conclusão do acordo está prevista para ocorrer durante o primeiro semestre de 2026, sujeita à aprovação das autoridades competentes. Ambas as partes concordaram em não divulgar os termos financeiros e comerciais do acordo.

    Fundada em 2000 e sediada em Fort Worth, Texas (EUA), a AgBiTech foi pioneira no uso da tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV) para desenvolver soluções de controle de insetos baseadas em vírus que ocorrem naturalmente. Com operações no Brasil, Estados Unidos e Austrália, a empresa atende agricultores que cultivam soja, milho e algodão, e outros cultivos.

    “A AgBiTech possui um forte histórico no desenvolvimento de soluções projetadas para ajudar os agricultores a gerenciar pragas de forma eficiente. Estamos entusiasmados em ver essa expertise complementar para o nosso portfólio de BioSoluções existente, pois ressalta nosso compromisso com uma abordagem mais sustentável e holística para a agricultura, alinhada à nossa estratégia de negócios”, ressalta Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura.

    “O Brasil é um dos mercados que mais cresce para proteção biológica de cultivos.  Esta aquisição é um passo decorrente da execução da nossa estratégia que reforça a nossa presença como fornecedor de soluções integradas neste segmento altamente relevante”, afirma Marko Grozdanovic, vice-presidente Sênior de Marketing Estratégico e Sustentabilidade Global da BASF Soluções para Agricultura.

    Em linha com essa perspectiva, Sergi Vizoso-Sansano, vice-presidente Sênior da BASF Soluções para Agricultura na América Latina, acrescenta: “Os agricultores há muito tempo enfrentam preocupações com lagartas que impactam a produtividade das lavouras e passaram a conhecer a tecnologia oferecida pela AgBiTech como uma solução adicional para o controle dessas pragas”.

    O portfólio de BioSoluções da BASF abrange uma gama de produtos biológicos para ajudar os agricultores a proteger os cultivos de doenças e insetos, auxiliar no manejo de resistência e de resíduos, além de aumentar a tolerância ao estresse e estender as janelas de proteção contra doenças e pragas, complementando os tratamentos químicos dentro dos programas de Manejo Integrado de Pragas.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Produtores rurais poderão usar notas fiscais em papel remanescentes até 30 de abril

    Desde a segunda-feira (05/01), a emissão de nota eletrônica passou a ser obrigatória para todos os produtores rurais em operações internas no Rio Grande do Sul. Atendendo a pedido de produtores, a Secretaria da Fazenda prorrogo, até 30 de abril o prazo para utilização do talão de produtor rural impresso remanescente, de modelo 4. A medida é válida para produtores rurais com receita bruta inferior a R$ 360 mil.

    A ação visa garantir maior prazo de adequação às exigências que valem para todos os Estados a partir de norma definida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A Receita Estadual gaúcha, em diálogo com o setor, está publicando decreto estadual, que formaliza a prorrogação do uso da nota em papel, a contar de 5 de janeiro.

    A partir de 1º de maio de 2026, fica vedada a emissão de Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

    Entenda a mudança
    O modelo 4 da Nota Fiscal, em papel, conhecido como “talão do produtor”, deixou de ser aceito desde o último dia 5. A mudança começou pela faixa produtores dos que têm maior faturamento e, aos poucos, foi expandida para pequenos produtores. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para os que tinham faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também quem teve receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Para o último grupo, foi flexibilizado o uso das notas em papel até 30 de abril.

    AGILIDADE

    A modernização da documentação fiscal no setor agropecuário é uma mudança nacional que torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo burocracias, minimizando falhas no preenchimento dos dados e evitando o risco da perda de documentos, além de antecipar a realidade após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente as notas em papel.

    A Secretaria da Fazenda (Sefaz) oferece duas alternativas. O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível para download gratuito pelo celular, é o mais indicado. Como muitos trabalhadores estão no campo, sem acesso à internet, o APP pode ser utilizado no modo offline. Desta forma, os usuários emitem a nota fiscal e, quando o aplicativo é conectado novamente a uma rede de internet, a nota é autorizada.

    No próprio aplicativo, os produtores podem apontar problemas, sugerir recursos ou solicitar a inclusão de novos produtos para transação. Outra opção para a emissão de nota eletrônica é o Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), também gratuito. O sistema é indicado para operações mais complexas, como, por exemplo, as de exportação.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Trigo enfrenta equilíbrio instável em meio a oferta ampla

    Os fatores de baixa seguem predominantes

    O mercado de trigo vive um momento de equilíbrio instável, marcado por forças que limitam quedas mais acentuadas, mas ainda insuficientes para alterar a tendência predominante de baixa observada nas últimas semanas. Segundo a TF Agroeconômica, o comportamento recente dos preços reflete mais ajustes técnicos e movimentos pontuais de cobertura do que uma mudança estrutural no cenário, influenciado por oferta global abundante, postura defensiva dos fundos e um ambiente macroeconômico adverso, com dólar valorizado.

    Entre os fatores de sustentação, ganham destaque os fundamentos produtivos e climáticos nos Estados Unidos, onde o déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno eleva o risco para a safra 2026. Soma-se a isso a expectativa de redução da área plantada, estimada em 13,12 milhões de hectares, abaixo dos 13,42 milhões registrados na temporada anterior, sinalizando menor potencial de oferta futura. No campo geopolítico, a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, com ataques a embarcações civis próximas a Odessa e o uso de armamentos mais sofisticados, reforça o prêmio de risco logístico e mantém o mercado sensível a qualquer interrupção no fluxo exportador do Mar Negro. Os estoques finais dos Estados Unidos também apresentam leve viés altista, com projeção de 24,39 milhões de toneladas, abaixo do número divulgado em dezembro, ajudando a conter pressões negativas mais fortes.

    Por outro lado, os fatores de baixa seguem predominantes. Os fundos de investimento continuam pouco atuantes no lado comprador, enquanto o dólar forte frente ao euro reduz a competitividade do trigo americano. A oferta mundial permanece confortável, com diversos exportadores disputando espaço em um ambiente de competição agressiva por preços. No Brasil, a queda nas exportações, com janeiro registrando 287,4 mil toneladas frente a volumes maiores em meses anteriores, reforça a percepção de maior disponibilidade interna e pressão sobre as cotações.

    Apesar de o trigo estar barato em termos históricos recentes, o mercado ainda não apresenta sinais técnicos claros de reversão, mantendo a necessidade de acompanhamento atento dos relatórios do USDA e da evolução do conflito no Mar Negro, principais vetores de volatilidade no curto prazo.

  • Pastagens evoluem com chuvas e calor no RS

    As pastagens apresentaram evolução favorável em grande parte do Rio Grande do Sul nas últimas semanas, impulsionadas por chuvas regulares, umidade adequada do solo e temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse conjunto de fatores “favoreceu o desenvolvimento das pastagens gens”, com boa resposta das plantas às adubações de cobertura, especialmente as nitrogenadas, resultando em rebrota e aumento da produção de massa verde. Áreas de campo nativo e de pastagens agensimplantadas seguem em desenvolvimento vegetativo, com melhoria na oferta e na qualidade da forragem.

    Na região administrativa de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão registraram crescimento consistente, beneficiadas pela umidade e pela radiação solar. A Emater/RS-Ascar informa que áreas implantadas de forma escalonada já estão disponíveis para pastejo, enquanto as mais recentes estão sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e Aceguá, a oferta de trevo e cornichão é considerada suficiente tanto para pastejo direto quanto para fenação ou colheita de sementes. Em Candiota, produtores relatam problemas associados a derivados de herbicidas utilizados em culturas de soja.

    Na região de Caxias do Sul, a redução da umidade do solo contribuiu para o manejo das pastagens e para a execução de trabalhos nas mangueiras. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas com elevada presença de trevo-branco receberam manejo preventivo “para evitar casos de timpanismo em bovinos”, tendo, em algumas propriedades, uso associado de monensina.

    Em Erechim, as chuvas consecutivas limitaram o desempenho das espécies forrageiras, com redução do crescimento em função da menor fotossíntese. Ainda assim, as pastagens anuais de verão mantiveram oferta de forragem considerada suficiente para o pastel.

    Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentam elevada produção de massa verde, boa qualidade e rápida rebrota após o pastel. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses fatores garantem “volume suficiente para o pastel”, associado ao manejo adequado das pastagens e dos piquetes.

    Na região de Soledade, foram observadas altas taxas de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, identificado pela Emater/RS-Ascar como espécie de “bom valor proteico” e atualmente em período de disseminação de sementes.

    Em Santa Rosa, tanto no campo nativo quanto nas gramíneas perenes, houve incremento rápido da área foliar, elevando a disponibilidade de forragem e gerando sobra de pasto em propriedades. Após chuvas intensas registradas em 29 de dezembro, piquetes pastejados com excesso de umidade, compactação do solo, redução de plantas e menor rebrota. Com o retorno do tempo firme e da insolação, foram intensificados os trabalhos de roçada, fenação e produção de pré-secado, embora a Emater/RS-Ascar aponte que, em diversas áreas, o atraso dessas práticas encontradas em maior proporção de talos em relação às folhas.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Chuvas favorecem desenvolvimento do milho no RS

    As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura do milho no Rio Grande do Sul, em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08/01), as áreas de milho plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem. Atualmente 93% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para o milho, que é de 785.030 hectares, foi semeada, estando a maior parte em enchimento de grãos.

    Apesar de benéficas para o desenvolvimento das lavouras de milho, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como para a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante. A área semeada no Estado chega a 85%, e a maior parte dos cultivos se encontra em enchimento de grãos.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, a colheita do milho já foi iniciada e alcança 10% dos 22.000 hectares cultivados. Relatos iniciais indicam boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. Já na região de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Para esta safra no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 7.370 kg/ha.

    Milho Silagem – As lavouras de milho silagem apresentam condições satisfatórias, e a expectativa é de bom rendimento por todo o Estado. As chuvas do último período ajudaram na recuperação parcial de áreas afetadas pela baixa precipitação no final de novembro e início de dezembro. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada de milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, muitas lavouras exibem elevado potencial produtivo. A estiagem das semanas anteriores reduziu o rendimento em algumas áreas, na sua maioria destinadas à silagem para rebanhos leiteiros, mas tais perdas estão restritas a pontos localizados. Nas áreas pouco afetadas, mantém-se a expectativa de boa produtividade, estimada de 45 a 50 t/ha. Na região de Ijuí, os produtores realizam a colheita e armazenam a cultura em silos; há boa proporção de grãos na silagem. Entretanto, em algumas áreas, a falta de chuvas, durante o período de enchimento de grãos, reduziu o potencial produtivo.

    Soja – A semeadura está em estágio avançado no Estado, alcançando 96% da área prevista, que é de 6.742.236 hectares. A maior parte das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo (87%), enquanto a floração avançou para 13% da área cultivada, especialmente nas áreas semeadas precocemente. Com a chegada do mês de janeiro e a proximidade do final da janela de plantio, observa-se maior preferência pela utilização de cultivares de ciclo tardio, como forma de assegurar o adequado período de desenvolvimento vegetativo.

    As lavouras de soja apresentam estande e desenvolvimento apropriados e, de maneira geral, não há incidência significativa de pragas e doenças. Na maioria das áreas, os agricultores realizam aplicações preventivas de fungicidas, com foco no controle da ferrugem – asiática, e mantêm monitoramento constante em função da elevação da umidade e das temperaturas.

    Arroz – A cultura continua em desenvolvimento vegetativo, mas, em algumas áreas, avança para a fase reprodutiva, iniciando florescimento, quando são realizadas aplicações de adubação para atender à demanda nutricional. As precipitações foram importantes para os cultivos. No entanto, em algumas regiões, causaram danos e foi necessária a reconstrução de estruturas, como na Região Central. A queda das temperaturas no final do período traz apreensão aos produtores, principalmente em relação aos cultivos em estágio reprodutivo. A área a ser cultivada com arroz no RS está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade prevista inicialmente pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 kg/ha.

    Feijão 1ª safra – A continuidade do regime de chuvas foi propícia para a cultura, que prossegue para o final do ciclo na maioria das regiões do Estado. No entanto, as precipitações vêm atrasando a colheita em algumas regiões. Perdas de produtividade foram constatadas nas lavouras que sofreram estresse hídrico durante o enchimento de grãos. Estima-se que aproximadamente 75% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 26.096 hectares, tenha sido semeada. As lavouras apresentam fitossanidade apropriada. Segue o monitoramento de doenças e pragas, controladas quando necessário.

    OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

    Milho-verde – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, o milho-verde colhido apresenta adequado padrão de qualidade, além de satisfatória formação de espigas, enchimento de grãos e coloração. No período entre o Natal e o Ano Novo, observou-se redução na comercialização. O preço praticado está em torno de R$ 2,00/espiga, valor inferior ao do início do mês. Mesmo com alta qualidade, há dificuldade de escoamento, possivelmente relacionada à limitação de canais logísticos e de comercialização para o Litoral, principal mercado consumidor neste período.

    Em Cruzeiro do Sul, a cultura está em colheita e comercialização. As lavouras se encontram em diferentes estádios fenológicos, como germinação, desenvolvimento vegetativo inicial e final, floração, enchimento de grãos e colheita. De modo geral, as plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo adequado, sem registro de problemas significativos relacionados a pragas ou doenças. O preço recebido pelo produtor na propriedade é de R$ 0,40/espiga.

    Citros – Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, os cultivos de laranja e bergamota se encontram em período de entressafra. As chuvas ocorridas nos últimos dias favoreceram o desenvolvimento dos frutos de bergamota. O raleio dessa cultura está previsto para iniciar na segunda quinzena de janeiro, quando deve ser retirada boa carga para a produção de óleo essencial. Em Pareci Novo, alguns agricultores iniciaram o raleio nas bergamoteiras precoces. A regularidade das chuvas e as temperaturas elevadas favoreceram o crescimento vegetativo, resultando em alongamento dos ramos e na renovação da copa, além da formação de folhas jovens. No entanto, essas folhas, por apresentarem tecidos ainda pouco resistentes, tornam-se mais suscetíveis a estresses bióticos (insetos, fungos etc).

    As operações de manejo dos pomares, como roçadas, encontram-se em fase final na maioria das propriedades. Em função da elevação das temperaturas e da manutenção de condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento de pragas e doenças, intensificam-se os tratamentos fitossanitários preventivos. Destacam-se ações de controle de mosca-branca, bem como o monitoramento contínuo e o manejo de doenças fúngicas, com ênfase na pinta-preta.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Fim de semana deve ser de tempo instável em grande parte do Estado

    Já a previsão para a próxima semana indica a presença do sol com aumento gradual de temperatura

    Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um ciclone extratropical ao sul do Rio Grande do Sul. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica tempo ensolarado, com pouca nebulosidade e aumento gradual das temperaturas.

    As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 02/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

    Sexta-feira (9/1): um sistema de baixa pressão deve manter o tempo instável em todo o RS. Em razão da temperatura e da umidade elevadas, há possibilidade de temporais isolados, com queda de granizo e ventos fortes. A chuva deve ocorrer principalmente na metade Oeste e na faixa de fronteira com o Uruguai pela manhã, espalhando-se ao longo do dia para as regiões Central, Norte e Leste. As temperaturas máximas podem atingir 34 °C na região Metropolitana e Norte.

    Sábado (10/1): áreas de instabilidade devem se espalhar pelo Rio Grande do Sul, associadas à formação de um ciclone extratropical sobre o Uruguai. Há previsão de rajadas de vento de até 80 km/h no litoral Sul e na faixa continental adjacente durante a madrugada, e chuva ao longo do dia na região Sul. Há possibilidade de tempestades isoladas, com ventos fortes e queda de granizo, nas regiões Norte, Nordeste e Leste. A temperatura máxima deve chegar a 32 °C na Região Metropolitana.

    Domingo (11/1): um sistema de baixa pressão deve atuar no RS, mantendo nebulosidade e condições favoráveis à chuva no Norte, Nordeste e litoral Norte. As temperaturas máximas podem atingir 23 °C no Sul e na Serra, e 28 °C na Região Metropolitana.

    Segunda (12/1): o dia deve amanhecer com sol e poucas nuvens no Estado. Ao longo do dia, a nebulosidade aumenta e áreas de instabilidade podem favorecer pancadas de chuva fracas e isoladas no Norte e no Nordeste do RS. A temperatura máxima deve atingir 30 °C no Oeste.

    Terça (13/1): um sistema de alta pressão deve garantir o predomínio do sol pela manhã. À tarde, o aquecimento e a umidade disponível podem favorecer o desenvolvimento de nebulosidade. A temperatura máxima deve chegar a 33 °C na região Central e no Noroeste.

    Quarta-feira (14/1): o sistema de alta pressão deve seguir atuando, mantendo sol e poucas nuvens pela manhã. À tarde, o céu deve ficar nublado, sem chuva no Estado. As temperaturas máximas devem atingir 35 °C no Oeste e na metade Sul.

    O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Soja avança, mas excesso de chuva afeta ritmo no RS

    Emater projeta 6,7 milhões de hectares de soja no Rio Grande do Sul

    A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 93% da área projetada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). O avanço dos trabalhos foi desacelerado nas últimas semanas em razão da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos períodos de tempo seco, que dificultaram a redução adequada da umidade do solo para a operação das semeadoras. Conforme o levantamento, “houve uma desaceleração significativa no período em função da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco”.

    De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo, correspondendo a 93% das áreas cultivadas, enquanto 7% dos cultivos mais precoces já iniciaram o florescimento. As áreas implantadas no início da janela de plantio apresentam bom desenvolvimento em função da disponibilidade hídrica, das temperaturas elevadas e da radiação solar registrada no período. O informativo aponta que “as melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, com maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada”.

    Por outro lado, em áreas com solos mais compactados ou com menor cobertura, foram observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras em fase de emergência. Também houve registros de desuniformidade na emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, sobretudo após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas.

    O documento destaca ainda que, em algumas regiões, especialmente no Noroeste do Estado, os acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica. A situação resultou em danos à infraestrutura rural, com prejuízos em estradas vicinais, alagamentos pontuais em lavouras situadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais acentuada em coxilhas mal conservadas.

    Quanto ao aspecto fitossanitário, a incidência de pragas e doenças permanece baixa. No entanto, o manejo tem sido condicionado pela elevada umidade do ambiente, levando parte dos produtores à adoção de aplicações preventivas de fungicidas. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Rio Grande do Sul, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Nota eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais do Estado a partir desta segunda-feira (5)

    Medida atende a legislação nacional e promove modernização da documentação fiscal no setor

    Seguindo a norma definida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a emissão de nota eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais, em operações internas no Rio Grande do Sul, a partir desta segunda-feira (5/1). Assim, o documento passa a ser usado por mais de 800 mil produtores que atuam no território gaúcho. Em operações interestaduais, a obrigatoriedade já estava valendo.

    O modelo 4 da Nota Fiscal, em papel, conhecido como “talão do produtor”, não está mais permitido a partir desta data. Desta forma, caso as notas eletrônicas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

    A modernização da documentação fiscal no setor agropecuário torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo burocracias, minimizando falhas no preenchimento dos dados e evitando o risco da perda de documentos. A renovação antecipa também a realidade após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente as notas em papel.

    Como fazer

    A emissão dos documentos eletrônicos pode ser feita por diferentes vias, e os produtores têm liberdade para escolher seu emissor preferido. Há, por exemplo, soluções oferecidas por associações e por cooperativas, e é possível desenvolver modelos próprios.

    A Secretaria da Fazenda (Sefaz) oferece duas alternativas. O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível para download gratuito pelo celular, é o mais indicado. Considerada de uso simples e navegação intuitiva, a plataforma usa o login gov.br.

    Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, as informações do(a) cliente e a forma de transporte. Depois que os dados são informados, a operação é autorizada e a nota fiscal é emitida, podendo ser compartilhada. Assim, toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita Estadual.

    Uma das funcionalidades do NFF foi desenhada especialmente para os produtores. Como muitos deles trabalham no campo, sem acesso à internet, o App pode ser utilizado no modo off-line. Dessa forma, os usuários emitem a nota fiscal e, quando o aplicativo é conectado novamente a uma rede de internet, a nota é autorizada. Nestes casos, o limite para solicitações é de 30 notas fiscais eletrônicas, R$ 300 mil ou 168 horas. Depois disso, é preciso estar conectado para que a ferramenta possa voltar a ser utilizada.

    Conforme mais usuários vão ingressando na plataforma, melhorias vão sendo incorporadas. No próprio aplicativo, os produtores podem apontar problemas, sugerir recursos ou solicitar a inclusão de novos produtos para transação. Há também um ambiente de testes.

    Outra opção para a emissão de nota eletrônica é o Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), também gratuito. O sistema é indicado para operações mais complexas, como, por exemplo, as de exportação. A Receita Estadual trabalha para promover aperfeiçoamentos na ferramenta, buscando torná-la mais prática e intuitiva. Informações podem ser obtidas no Manual de Uso do NFF.

    Mudança escalonada

    A medida vem sendo implantada aos poucos, buscando garantir aos produtores tempo para se adaptarem à novidade – que também está sendo colocada em prática em outros Estados do país. A mudança começou pela faixa dos que têm maior faturamento e, aos poucos, foi sendo expandida para pequenos produtores.

    A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para aqueles que tinham faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais.

    A Receita Estadual vem dialogando com o setor sobre a implementação da norma. Em diversos momentos, atendendo a pedidos de entidades rurais, a entrada em vigor foi adiada. Isso ocorreu, inclusive, após as enchentes de 2024, que causaram prejuízos para profissionais da área.

    Servidores da Subsecretaria também trabalham para capacitar produtores sobre o uso do NFF. Em 2024, chegaram a ser feitos mais de 100 encontros, permitindo que representantes de entidades do setor rural levassem a informação para seus associados.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Primeiro final de semana de 2026 terá queda nas temperaturas e menos chuvas

    No final de semana, a entrada de uma massa de ar frio sobre o território gaúcho deve provocar queda das temperaturas e maior estabilidade atmosférica, reduzindo a ocorrência de chuva e, em geral, diminuindo a demanda evaporativa no curto prazo. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 01/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

    Nos próximos dias, a previsão indica nebulosidade variável, com tendência de elevação das temperaturas e chuvas concentradas, mais frequentes no Norte do Rio Grande do Sul, o que pode favorecer reposição localizada da umidade do solo e aumentar a variabilidade das condições hídricas entre as regiões.

    Sexta-feira (02/01): o sistema de baixa pressão manterá condições de chuva em todas as regiões, com menores acumulados no Sul; as temperaturas máximas devem alcançar 34°C no Oeste.

    Sábado (03/01): a passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul estabilizará a atmosfera, deixando o dia ensolarado e com poucas nuvens. As temperaturas ficarão mais baixas em todas as regiões, com mínimas de 13°C no Sul e máximas em torno de 29°C no Oeste.

    Domingo (04/01): a massa de ar frio associada à frente fria manterá o tempo firme, com dia ensolarado; as temperaturas máximas devem atingir cerca de 33°C na Metade Oeste.

    Segunda-feira (05/01): o sol predominará, e as temperaturas entrarão em elevação em todo o Estado; as máximas devem chegar a 35°C na Metade Sul e na Região Metropolitana.

    Terça-feira (06/01): o sol aparecerá entre nuvens, com possibilidade de chuva na Serra no final do dia; a temperatura máxima pode atingir 38°C na região dos Vales e na Metropolitana.

    Quarta-feira (07/01): a nebulosidade será variável, e há previsão de chuva na região de fronteira com o Uruguai. A temperatura máxima deve alcançar 40°C na Costa Doce e na Metade Sul.

    O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Chuvas recorrentes favorecem lavouras de soja no RS

    Plantio avança para 93% da área no Estado, e excesso de chuvas desacelera operações no campo

     

    A semeadura da soja alcança 93% da área projetada para o Rio Grande do Sul, para a Safra 2025/2026, que é de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na terça-feira (30/12), houve uma desaceleração significativa do plantio, em função da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco, que não permitiram a adequada redução da umidade do solo para a operação das semeadoras.

    A maior parte das áreas (93%) encontra-se em fase vegetativa, e inicia o florescimento das lavouras de soja mais precoces (7%). As lavouras de soja implantadas no início do período apresentam elevado vigor vegetativo, resultado da combinação de disponibilidade hídrica e temperaturas elevadas e radiação solar satisfatória.

    As melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, onde há maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada, as quais favorecem a infiltração e o armazenamento de água. Já nos cultivos implantados em solos mais compactados ou com menor cobertura, são observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, em especial em lavouras em fase de emergência. Em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, especialmente após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas, foram registrados casos de desuniformidade de emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio.

    Em algumas áreas, especialmente no Noroeste do RS, os elevados acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica, e houve danos à infraestrutura rural e às estradas vicinais, bem como alagamentos pontuais em lavouras localizadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais significativa em coxilhas mal conservadas.

    Milho – As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações frequentes e volumes adequados, favoreceram a recuperação da cultura após a restrição hídrica, observada em novembro. O desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório na maior parte do Estado, com expectativa de rendimentos compatíveis à média histórica, embora persistam perdas localizadas em áreas afetadas pela estiagem em estádios críticos.

    A semeadura do milho atinge 92% da área planejada, de 785.030 hectares, e está concluída em diversas regiões. Nas áreas remanescentes, o plantio avança conforme a liberação de áreas ocupadas por outras culturas ou em replantio em safrinha. A maior parte das lavouras se encontra em fase reprodutiva, predominando o enchimento de grãos, seguido por áreas em maturação fisiológica e início pontual de colheita. A situação fitossanitária está adequada. Apesar de haver relatos sobre a presença de cigarrinha-do-milho e lagartas, não há muitos sintomas de enfezamento, e os controles estão em andamento.

    Milho silagem – Houve boa recuperação, relatada em diversas regiões, devido ao volume de chuvas no período. As perdas de produtividade causadas no início do mês vão sendo atenuadas pela recuperação da umidade do solo em virtude das chuvas regulares. Apenas na Fronteira Noroeste, onde o corte do milho está paralisado, devido ao volume das chuvas e a alta umidade do solo, há relatos de problemas causados pelos excessos de precipitação. Nas demais regiões, as condições estão boas, assim como as expectativas de produtividade. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.

    Arroz – A semeadura do arroz no Estado encontra-se em fase final, alcançando 97% da área prevista pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga), que é de 920.081 hectares. O período foi marcado por elevada frequência de chuvas de altos volumes acumulados, o que restringiu as operações de campo, como as semeaduras tardias e a execução de tratos culturais.

    As lavouras de arroz estão em desenvolvimento vegetativo (97%), com avanço gradual para o período reprodutivo nas áreas mais precoces, onde se observa o início da floração (3%). A elevada nebulosidade registrada no período limitou o pleno aproveitamento da radiação solar, refletindo em crescimento vegetativo moderado em algumas áreas. De modo geral, o estabelecimento das lavouras é considerado adequado.

    As precipitações contribuíram de forma significativa para a recuperação e manutenção dos mananciais, reduzindo a necessidade imediata de irrigação suplementar e ampliando a reserva hídrica disponível para o ciclo da cultura. No entanto, foram registrados alagamentos pontuais em estradas rurais e em lavouras localizadas em áreas mais baixas e próximas a cursos d’água, com maior incidência no Centro do Estado, ocasionando danos em taipas e demandando intervenções de manutenção. As dificuldades operacionais impostas pelas chuvas também prejudicaram o manejo técnico nas lavouras.

    Feijão 1ª Safra – A ocorrência de chuvas beneficiou a cultura, cultivada no RS em 26.096 hectares e impactada pelo déficit hídrico registrado entre a metade de novembro e primeiro decêndio de dezembro. Em grande parte das regiões, observa-se recuperação do desenvolvimento das lavouras e evolução satisfatória do ciclo. As atividades de campo seguem condicionadas pela ocorrência de chuvas frequentes, que, de forma pontual, têm imposto restrições operacionais, especialmente à semeadura e à colheita. Contudo, não há registro, até o momento, de impactos expressivos sobre a produtividade média estadual, projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.779 kg/ha.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial