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jan 30 2026 Previsão é de tempo estável em todo o estado na próxima semana
Na próxima semana, a atuação predominante de um sistema de alta pressão favorecerá a manutenção do tempo estável na maior parte do período no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 05/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (30/1) e sábado (31/1): as condições de tempo estável deverão predominar em grande parte do estado. Ainda assim, no litoral gaúcho e em regiões adjacentes, os efeitos da circulação marítima poderão ocasionar pancadas isoladas de chuva ao final do dia. As temperaturas estarão em declínio.
Domingo (1º/2): o tempo deverá permanecer estável em praticamente todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa na maior parte das regiões. As temperaturas voltarão a entrar em elevação, acompanhando o padrão atmosférico dominante.
Segunda (2/2), terça (3/2) e quarta-feira (4/2): a manutenção do padrão atmosférico dominante favorecerá a continuidade do tempo estável em praticamente todo o território gaúcho, sem previsão de chuva significativa na maior parte das regiões. As temperaturas estarão em elevação.
De forma geral, os acumulados devem variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana. Na região da Fronteira Oeste, se encontram os menores valores previstos e, portanto, os volumes de chuva previstos não deverão ultrapassar os 10 milímetros. Já os maiores volumes previstos se encontram nas regiões de Campos de Cima da Serra e Serra, onde, em alguns pontos isolados, os acumulados devem chegar próximos aos 50 milímetros.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 29 2026 Falhas de manejo seguem reduzindo produtividade de pastagens
De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem
Estudos técnicos realizados no país apontam que falhas de manejo seguem como uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens, gerando impactos diretos sobre o desempenho animal e os custos da pecuária. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite e elevam o custo por hectare.
Pesquisas indicam que esse cenário está ligado ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional dependem de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos. Estudo conduzido no IFTM, em Uberlândia, mostrou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem, além de indicar alturas mais adequadas em sistemas de lotação contínua.
De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é decisiva para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Também é consenso que erros na fase inicial comprometem a rebrota, reduzem a vida útil do pasto e aceleram processos de degradação.
Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas se repetem pela subestimação do manejo desde a implantação. No caso do capim Mavuno, a empresa destaca a necessidade de solos corrigidos, boa preparação da área e ajustes adequados de pastejo. Diante desse contexto, a empresa passou a oferecer orientação técnica pós-compra aos clientes, com acompanhamento desde o plantio até períodos críticos, como a seca, buscando ampliar a eficiência produtiva no campo.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jan 29 2026 Secretaria da Agricultura, Mapa e cadeia produtiva debatem implementação da rastreabilidade no Estado
Atividade ocorreu durante dois dias e encerrou na sede do Fundesa, nesta quarta (28)
A troca de informações sobre o ciclo de implementação da rastreabilidade bovina, em âmbito estadual e nacional, foi o objetivo central dos debates promovidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que conduz o projeto piloto no Rio Grande do Sul. Nesta terça (27/1) e quarta-feira (28/1), uma comitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve no Rio Grande do Sul para alinhar estratégias, cronograma e integração de sistemas com o setor produtivo.
No primeiro dia, houve uma reunião na sede da Seapi em Porto Alegre com integrantes do Grupo de Trabalho (GT) de Rastreabilidade da Secretaria. As atividades do segundo dia ocorreram na sede do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Marcelo Mota, e o coordenador-geral de Trânsito, Quarentena e Certificação Animal, Bruno Cotta, foram recebidos pelo secretário da Agricultura, Edivilson Brum, pelo secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, e pelo presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
O encontro teve a participação de representantes das cadeias produtivas, técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO), produtores e frigoríficos.
O secretário da Agricultura, destacou a maturidade que essa discussão está tendo para a implementação do programa. “A produção de proteína é um importante segmento da economia gaúcha e tem grande representatividade em nível nacional pela qualidade dos produtos. E o que precisamos é agregar ainda mais valor ao nosso produto. Temos um quadro técnico de qualidade no Rio Grande do Sul, para a manutenção da sanidade animal, mas também temos um gado diferenciado, melhor ou igual a outros países”, enfatizou Brum.
Já o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou a importância do alinhamento entre Estado, governo federal e setor produtivo para garantir eficiência sanitária e ampliar a competitividade do rebanho gaúcho. Kerber também citou o avanço das ações de defesa sanitária nos últimos anos, os desafios relacionados às doenças que impactam a pecuária e a relevância das parcerias com universidades, além do uso de novas ferramentas e plataformas para modernização do sistema.
Plano de rastreabilidade inclusivo e ousado
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, ressaltou que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo e que o mercado internacional tem exigido cada vez mais rastreabilidade individual. Segundo ele, o plano nacional é “inclusivo e ousado”, pois prevê a identificação de cerca de 220 milhões de animais em oito anos, trazendo respostas mais rápidas e seguras para toda a cadeia produtiva e qualificando a saúde animal no país.
Durante o encontro, o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo Mota, apresentou detalhes sobre a base de dados que será gerida pelo Ministério e as etapas previstas para implementação do programa até 2033. Ele explicou que o Mapa será responsável pela gestão das informações, mas que a operacionalização da rastreabilidade ocorrerá com participação dos estados e do setor produtivo.
O secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, coordenou o debate. Ele lembrou que o projeto piloto de rastreabilidade bovina do Rio Grande do Sul já conta com 50 propriedades voluntárias selecionadas para testar a aplicação dos brincos de identificação e sua integração ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), que será utilizado para o registro dos animais.
Sobre o Plano
O Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Mapa com participação dos estados e entidades representativas do setor, prevê um cronograma de sete anos para adaptação, com adoção obrigatória a partir de 2033. No Rio Grande do Sul, o projeto vem sendo aprimorado por meio do GT, com um projeto piloto lançado em agosto de 2025.
A rastreabilidade individual permite acompanhar todo o ciclo de vida do animal — do nascimento ao abate — por meio de um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico. O sistema reúne informações como raça, idade, vacinação e movimentações, integradas a uma base de dados oficial, ampliando o controle sanitário, a transparência e a segurança na produção.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 27 2026 Safra de soja caminha para novo recorde no país
O Rio Grande do Sul aparece como um dos pontos centrais dessa revisão
O Brasil caminha para uma safra de soja de grandes proporções na temporada 2025/26, sustentada por condições climáticas amplamente favoráveis e por um desempenho consistente das lavouras em praticamente todo o território nacional. A perspectiva é de produção recorde, com avanço não apenas nos principais polos produtores, mas também em estados que vêm apresentando recuperação e estabilidade produtiva.
Nesse cenário, a Hedgepoint Global Markets revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de soja, elevando a projeção para 179,5 milhões de toneladas, ante 178 milhões indicadas anteriormente. O ajuste reflete a combinação de aumento de área plantada e melhora nas produtividades médias esperadas, especialmente a partir de dezembro de 2025, quando as condições climáticas passaram a favorecer de forma mais ampla o desenvolvimento das lavouras.
A consultoria destaca que as projeções consideram, entre outros fatores, dados recentes de vegetação que indicam evolução bastante positiva das culturas nos principais estados produtores. O Rio Grande do Sul aparece como um dos pontos centrais dessa revisão. Após três ciclos consecutivos marcados por adversidades climáticas, o estado apresenta recuperação significativa, com níveis elevados de desenvolvimento vegetativo, o que reforça o potencial de contribuição para o resultado nacional.
Mato Grosso e Paraná, líderes na produção brasileira, também registram condições climáticas favoráveis, refletidas em índices robustos de vegetação. Em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia, o quadro é semelhante, indicando um potencial produtivo mais homogêneo entre as regiões.
A colheita começou em ritmo levemente adiantado. Até 16 de janeiro, cerca de 3 por cento da área nacional havia sido colhida, percentual superior ao observado no mesmo período do ano anterior e próximo da média histórica. Apesar de atrasos no plantio registrados em setembro e outubro, não há expectativa de impacto relevante sobre a produtividade.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/ -
jan 26 2026 Planejamento do milho de inverno começa na colheita da soja
Com a colheita da soja se aproximando em diversas regiões produtoras, o planejamento da próxima etapa do sistema produtivo já entra no radar do agricultor. A definição da janela de semeadura do milho de inverno, a escolha de cultivos de cobertura e, principalmente, as estratégias de manejo de plantas daninhas no intervalo entre safras são decisões que impactam diretamente o estabelecimento da cultura e o potencial produtivo do grão.
Nesse contexto, o período entre a saída da colheita da soja e a emergência do milho representa uma “janela agronômica estratégica”, muitas vezes pouco explorada, mas determinante para reduzir a pressão inicial de plantas daninhas e preservar recursos essenciais do solo, como explica o especialista em Desenvolvimento de Mercado, da Ourofino Agrociência, Paulo Moraes Gonçalves.
“Iniciar o plantio do milho de inverno com o solo limpo de plantas daninhas é uma das premissas básicas para garantir um bom arranque inicial da lavoura. E esse intervalo entre safras é decisivo. Quando o produtor antecipa o manejo, ele reduz a competição por água, luz e nutrientes logo nos primeiros estádios da cultura, favorecendo um desenvolvimento mais uniforme e consistente do milho”, detalha.
O manejo adequado do solo é essencial para aliar produtividade, sustentabilidade e viabilidade econômica. Sistemas bem planejados, como o plantio direto aliado à rotação de culturas e ao uso de plantas de cobertura, contribuem para a manutenção da estrutura física, química e biológica do solo, além de auxiliar no controle de pragas e na redução de processos erosivos. A palhada formada nesse sistema cria um ambiente favorável ao desenvolvimento das plantas, melhora a infiltração de água e contribui para a estabilização da produção ao longo das safras.
Mesmo em áreas onde o preparo convencional ainda é necessário, especialmente em solos tropicais com baixa fertilidade natural ou alta acidez, a atenção ao manejo deve ser redobrada. Operações como aração e gradagem precisam ser bem dimensionadas para evitar compactação excessiva, perda de cobertura e degradação do perfil do solo. O objetivo é criar um ambiente adequado para a germinação e o estabelecimento do milho, sem comprometer as propriedades físicas do solo e o desempenho do sistema produtivo no médio e longo prazo.
Controle inicial faz diferença no ciclo do milho
No manejo químico, o controle de plantas daninhas logo após a emergência do milho é um ponto crítico. A presença de invasoras nos estádios iniciais pode comprometer o estande, atrasar o desenvolvimento da cultura e gerar perdas de produtividade que dificilmente são totalmente recuperadas ao longo do ciclo. A competição precoce interfere diretamente no crescimento radicular e no aproveitamento de nutrientes, impactando o potencial produtivo da lavoura.
Nesse cenário, a Ourofino Agrociência destaca o Brucia®, herbicida pós-emergente desenvolvido para oferecer controle eficiente das principais plantas daninhas, com seletividade e segurança para a cultura do milho. “É uma solução pensada para as condições da agricultura tropical, capaz de atuar com eficiência mesmo em ambientes com presença de palhada e variações de umidade, auxiliando o produtor a manter a lavoura limpa justamente no momento mais sensível do ciclo”, reforça Gonçalves.
Planejamento integrado fortalece o sistema produtivo
Mais do que ações isoladas, o sucesso do milho de inverno passa por um planejamento integrado, que considera o sistema como um todo: solo, rotação de culturas, janela de plantio e manejo fitossanitário. Quando o controle de plantas daninhas é realizado de forma estratégica no milho de inverno, os benefícios vão além da safra atual, contribuindo para a redução do banco de sementes de invasoras e para a construção de solos mais equilibrados e resilientes para as culturas seguintes.
Após a colheita da soja, uma dessecação bem-feita é o primeiro passo para um plantio de milho mais eficiente, e produtivo. Ao garantir o solo limpo, com controle superior da cobertura vegetal, o produtor elimina a matocompetição inicial e cria as condições ideais para a cultura expressar todo o seu potencial. “Quando o plantio é realizado em uma área bem dessecada, com a agilidade e a eficiência de um herbicida moderno como o Terrad’or®, o produtor demonstra planejamento, acerta no manejo e reduz perdas desde o início”, orienta Gonçalves. O resultado é uma lavoura mais uniforme, maior segurança na tomada de decisão e produtividade que faz sentido no bolso. Para melhor aproveitamento, o planejamento e a rapidez são essenciais.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/noticias
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jan 23 2026 Previsão é de tempo estável em todo o Estado
A previsão do tempo indica estabilidade devido a atuação de um sistema de alta pressão no RS. Para semana que vem, um sistema de alta pressão deve favorecer e intensificar o calor em todo o Estado.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 04/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (23/1), sábado (24/1) e domingo (25/1): as condições meteorológicas devem permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Nesse período, não há previsão de chuva significativa em nenhuma das regiões do Estado, e as temperaturas devem seguir em elevação gradual ao longo dos dias. A tendência é o predomínio de céu com poucas nuvens. A ausência de precipitação deve contribuir para o aumento progressivo das temperaturas máximas.
Segunda-feira (26/1), terça (27/1) e quarta-feira (28/1): o padrão de tempo estável deve se manter sobre o Rio Grande do Sul. A continuidade da atuação do sistema de alta pressão favorece a intensificação do calor em grande parte do Estado. Nos dias 27/01 e 28/01, as temperaturas máximas devem se aproximar dos 40 °C em diversas regiões, podendo ultrapassar essa marca em algumas localidades. Esse cenário indica a ocorrência de um período de calor intenso, com destaque para o interior do RS.
De maneira geral, não há previsão de chuva em praticamente todas as regiões. Assim, os acumulados de precipitação previstos não devem superar os 5 mm.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 23 2026 Plantio da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul
Com 98% da área semeada, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e potencial produtivo no Estado
A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 98% da área projetada, com a floração em fase inicial, representando 7% das lavouras estabelecidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22/01), a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6,7 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha.
De modo geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, estandes adequados e potencial produtivo, embora tenham sido registrados casos pontuais de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal em áreas de semeadura mais tardia. As principais dificuldades no manejo fitossanitário estão relacionadas ao controle de plantas invasoras.
As condições ambientais têm favorecido o desenvolvimento da cultura, e não há relatos generalizados de doenças, apenas sintomas pontuais de ferrugem-asiática, que seguem sendo monitorados. A presença de insetos-praga, como lagartas e percevejos, exige atenção contínua, especialmente nas lavouras em transição para fases reprodutivas.
MILHO
Na cultura do milho, o tempo mais estável favoreceu o avanço da colheita em várias regiões. Estima-se o cultivo de 785 mil hectares, com produtividade média de 7.370 kg/ha. Mesmo em áreas com umidade elevada dos grãos, a colheita segue para liberar áreas ao plantio da soja. Em várias localidades, a produtividade é considerada satisfatória, e o estado fitossanitário das lavouras é muito bom.
MILHO SILAGEM
A colheita do milho silagem também avança no Estado. A área destinada à cultura deve atingir 366.067 hectares, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha. As condições climáticas recentes garantem bom desempenho das lavouras, e em muitas áreas os produtores já reintroduzem o milho ou destinam as áreas para pastagens.
FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRA
No feijão primeira safra, a semeadura ultrapassa 90% do projetado, com área estimada em 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha. As lavouras apresentam boa fitossanidade. Já para a segunda safra de feijão, a estimativa inicial aponta 11,6 mil hectares cultivados, produção de 16.375 toneladas e produtividade de 1.401 kg/ha.
ARROZ
Na cultura do arroz, a semeadura supera 98% da área planejada. A área estimada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) é de 920 mil hectares, com produtividade prevista pela Emater/RS-Ascar de 8.752 kg/ha. As lavouras apresentam bom estado fitossanitário, níveis adequados de água e seguem em desenvolvimento vegetativo, com áreas mais precoces já em floração e enchimento de grãos.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 22 2026 Cultivo de sorgo é alternativa para diversificar a produção
Valorizado pela sua tolerância à estiagem e menor custo de produção em comparação ao milho, o sorgo se mostra uma alternativa na rotação de culturas. Pela sua capacidade de suportar variações climáticas, especialmente na ocorrência de dias prolongados sem chuvas, a cultura se firma como uma oportunidade para o agricultor fazer cultivos de verão. “No aspecto agroeconômico, é uma excelente alternativa para melhorar as condições do solo. Por isso também se destaca como uma cultura importante para ser difundida”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera.
Nesse sentido, Baldissera afirma que, a partir dessa safra, a Instituição passa a fazer o levantamento e apuração das áreas cultivadas nas suas regiões administrativas.
A importância dessa cultura se reflete também no incentivo do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Programa Milho 100%, que alcança sementes de sorgo granífero e forrageiro aos produtores.
O diretor técnico visitou uma lavoura de sorgo em Boa Vista do Incra, na localidade de Três Capões, onde o cultivo ocorreu com assistência técnica dos extensionistas rurais. Em busca de uma alternativa para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos no Estado e garantir renda, o produtor rural Vinicius Knob (Knób) procurou a Emater/RS-Ascar.
A opção foi pelo grão, que é o 5° cereal mais produzido no mundo. “Esse trabalho, feito em parceria com a Emater, é fruto de uma inquietação, uma busca por alternativas, diante de um cenário extremamente agressivo, com seca e enchente, além de dificuldade de comercialização”, afirma Knob, junto à lavoura. Satisfeito com o resultado, ele já pensa no próximo plantio do sorgo.
O resultado desse experimento foi apresentado durante o Dia de Campo, realizado na terça-feira (20/01) na propriedade. Sorgo granífero foi o tema do evento, que abordou aspectos como tecnologia de secagem e armazenagem de grãos, além de propriedades físicas e conservação do solo e da água.
O extensionista rural Gilberto Bertolini afirma que a lavoura teve um custo de produção equivalente a 50 sacas por hectare, enquanto a produtividade chegou a 80 sacas por hectare. Ele afirma, no entanto, que o potencial produtivo pode chegar a cerca de 100 sacas por hectare. “Ali, nessa propriedade, houve uma chuva forte na época da semeadura, deixando menos sementes no solo”, esclarece.
Embora a colheita tenha ficado abaixo do esperado, Bertolini avalia que o resultado é favorável ao sorgo em comparação ao milho, visto que a cultura apresenta um custo de produção de 20% a 30% menor, diferença explicada principalmente pelo valor da semente.
Cultura estratégica
Bertolini afirma que a plantação do sorgo é uma estratégia na rotação de culturas. “É uma gramínea de clima tropical, que apresenta elevado número de raízes capazes de melhorar a estrutura do solo”, analisa. “Além de uma boa produção de palha de cobertura”, acrescenta. Esse grão é utilizado tanto na alimentação humana, em farinhas, como em ração para animais.
Manejo e conservação
O melhor período para o plantio do sorgo é na primavera. “Na nossa região, a partir de agosto, início de setembro já pode ser semeada”, acrescenta Bertolini. O extensionista rural esclarece que é necessário evitar períodos de temperaturas muito baixas.
No combate a plantas daninhas, ele observa que o esse grão tem um pouco de resistência a alguns herbicidas que são recomendados no cultivo do milho. “Uma vantagem do sorgo é ter poucas doenças, em relação ao milho”, analisa.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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jan 22 2026 CCGL completa 50 anos e celebra trajetória construída pela união e pelo cooperativismo gaúcho
A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) completa 50 anos de atuação em 2026 celebrando uma trajetória construída coletivamente no cooperativismo gaúcho, marcada pela união, pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas, com o produtor rural e com o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Essa trajetória está inserida na história do cooperativismo gaúcho, que ao longo do tempo sempre esteve ao lao do produtor rural e de suas comunidades, gerando renda no campo e produzindo alimentos e serviços de qualidade para a sociedade. Com o passar os anos, esse modelo construiu soluções integradas em pesquisas e tecnologia, indústria e logística, fortalecendo o produtor rural e contribuindo de forma significativa para o crescimento do agronegócio, da economia do Rio Grande do Sul e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Nesse contexto, três iniciativas se destacam. Nos anos 1970, o cooperativismo passou a atuar de forma organizada na pesquisa e na tecnologia agrícola, fortalecendo as cooperativas e oferecendo suporte técnico aos produtores, em um período em que o trigo era estratégico para o Estado. Com a expansão da produção agrícola, especialmente do trigo e da soja, e a crescente integração aos mercados nacionais e internacionais, surgiu o Termasa, o primeiro terminal graneleiro do Brasil. Fruto de coragem, ousadia e de uma visão muito além de seu tempo, o empreendimento trouxe agilidade, qualidade e abriu as portas do mundo para os produtos das cooperativas e do agronegócio brasileiro.
Em 1976, a fundação da CCGL marcou a entrada do cooperativismo gaúcho na industrialização de laticínios, transformando o leite em uma nova oportunidade para os produtores, com agregação de valor à produção e impulso ao desenvolvimento regional.
Já nos anos 1990, a CCGL assumiu o Termasa e, na sequência, passou também a gerir o Tergrasa, em meio ao processo de desestatização e privatização dos portos. A partir dessa integração, nasceu o complexo Termasa–Tergrasa, que hoje movimenta cerca de 10 milhões de toneladas por ano, atendendo cooperativas agrícolas, cerealistas e traders, com contribuição direta para o campo e para a economia do Rio Grande do Sul.
Nos anos 2000, com foco em gerar renda, competitividade e desenvolvimento no campo, a CCGL assumiu a Fundacep-Fecotrigo, garantindo a continuidade e o fortalecimento da pesquisa agrícola conectada à realidade do produtor e a sistemas de produção sustentáveis. A partir desse movimento, novas tecnologias passaram a ser validadas e difundidas, promovendo aumento de produtividade, alimentos mais saudáveis, redução de emissões e ganhos econômicos por meio de práticas agrícolas inovadoras. Essa estrutura conta com moderno centro de pesquisa e laboratórios de análise de sementes e solos, além da Rede Técnica Cooperativa (RTC), uma rede que integra áreas técnicas das cooperativas, conectando pesquisadores, técnicos e produtores na busca contínua por tecnologias economicamente viáveis, produtivas e sustentáveis. Todo esse ecossistema está integrado a um ambiente digital por meio da Smartcoop, iniciativa da Fecoagro que leva ao campo ferramentas modernas de gestão, inovação e inteligência coletiva.
Ainda nos anos 2000, a CCGL retomou a industrialização de laticínios com a construção do maior parque de leite em pó do Brasil. O movimento devolveu aos produtores e às cooperativas uma indústria láctea própria, fortaleceu a cadeia do leite, garantiu agregação de valor à produção dos associados. Com atuação nacional e internacional, a indústria da CCGL é reconhecida por mercados altamente exigentes pelo elevado padrão de qualidade, segurança e confiabilidade de seus produtos, atestado por certificações como a IFS Food. Essas conquistas possibilitaram a abertura de novos mercados e tornaram a CCGL pioneira na exportação de leite em pó brasileiro para a China.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior tragédia climática de sua história. Em meio ao impacto das enchentes e à colisão de uma embarcação em condições extremas, o Termasa precisou ser paralisado. O Tergrasa assumiu integralmente as operações de exportação, garantindo a continuidade do escoamento da produção. Em 2026, o Termasa será retomado, não apenas para retomar suas atividades, mas para se tornar ainda mais eficiente, competitivo e preparado para o futuro do agronegócio gaúcho.
Ao completar 50 anos, a CCGL celebra uma história construída coletivamente, marcada pela união, pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. A missão permanece permanente: gerar conhecimento, desenvolver pessoas, gerar renda e qualidade de vida no campo, garantir a produção de alimentos de qualidade, abrir caminhos, conquistar mercados, fortalecer a economia das comunidades, expandir fronteiras e ampliar o futuro de quem produz.Fonte: https://rtc.coop.br/
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jan 20 2026 Região Norte lidera inadimplência rural, aponta Serasa
Já a Região Sul obteve o melhor desempenho, com apenas 5,5% da população rural
A inadimplência no agronegócio brasileiro continua a crescer, ainda que em ritmo mais lento. Dados divulgados pela Serasa Experian mostram que 8,3% da população rural enfrentava dívidas em atraso no terceiro trimestre de 2025. A taxa é 0,9 ponto percentual superior ao mesmo período de 2024. No comparativo trimestral, a elevação foi mais contida: 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre.
Apesar da relativa estabilidade recente, o cenário segue desafiador. Segundo a Serasa, os produtores ainda enfrentam margens de lucro apertadas e fluxo de caixa comprometido, em um contexto de custos elevados, oscilação de preços e maior seletividade na concessão de crédito.
As instituições financeiras concentram a maior fatia da inadimplência rural. Em 2025, 7,3% das dívidas estavam vinculadas a bancos, enquanto apenas 0,3% tinham origem em credores ligados diretamente ao setor agropecuário. Outros setores respondiam por 0,2% do total, apontando para um risco mais concentrado no sistema financeiro tradicional.
Mesmo com incidência relativamente baixa, os valores médios das dívidas chamam atenção. Os inadimplentes com instituições financeiras registraram débitos médios de R$ 100,5 mil, enquanto as dívidas contraídas diretamente no setor agro chegaram a R$ 130,3 mil – valor significativamente superior ao de outros segmentos relacionados, como transporte e armazenagem, cuja média foi de R$ 31,7 mil.
A segmentação por perfil fundiário mostra que produtores rurais “sem registro formal” – grupo que pode incluir arrendatários ou membros de famílias com estrutura informal de produção – lideram o ranking da inadimplência, com 10,8%. Na sequência vêm grandes proprietários (9,6%), médios (8,1%) e pequenos produtores (7,8%).
A idade também interfere no comportamento financeiro. Os produtores mais jovens, entre 30 e 39 anos, apresentaram o maior índice de inadimplência: 12,7%. Já aqueles com 80 anos ou mais demonstraram maior controle financeiro, registrando a menor taxa entre todas as faixas etárias avaliadas.
Geograficamente, os contrastes são evidentes. A Região Sul obteve o melhor desempenho, com apenas 5,5% da população rural inadimplente no período. O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional com a menor taxa: 5,1%. Já o Amapá marcou o índice mais alto do Brasil, com 19,8% de inadimplência no campo.
De acordo com a análise da Serasa, o desempenho do Sul é influenciado por fatores estruturais, como a forte presença de cooperativas, uso intenso de seguro rural e políticas de apoio à renegociação de dívidas. Mesmo com impactos climáticos severos nos últimos anos, como secas e enchentes, a região demonstrou maior resiliência.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/