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jan 20 2026 Emater/RS-Ascar realiza levantamento do cenário da atividade leiteira na região de Santa Rosa
O 6º Levantamento Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite do RS foi desencadeado na região de Santa Rosa, como forma de diagnosticar e contribuir com a construção de políticas públicas que levem em conta a realidade das famílias rurais. O levantamento é realizado pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Na região de Santa Rosa, o processo contou com o engajamento dos 45 escritórios municipais e com o apoio de diversas entidades parceiras, a exemplo de cooperativas e indústrias de beneficiamento de leite.
Os questionários foram aplicados em agosto de 2025 com o levantamento de mais de cem itens relacionados à cadeia do leite, abarcando temas como produção, tecnologias utilizadas, comercialização e industrialização do leite. “Assim, é possível vislumbrar um diagnóstico sobre o que está acontecendo com o leite na região, uma das maiores bacias leiteiras do RS, e ao mesmo tempo ter subsídio para a definição de estratégias e construção de políticas públicas”, destaca o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Jorge João Lunardi.
Lunardi também destaca a importância da atividade para a economia da região, sendo a segunda principal fonte de renda agrícola local, com mais de R$ 1,7 bilhões movimentados anualmente. Nos 45 municípios que compõe os Coredes Fronteira Noroeste e Missões existem 4.299 estabelecimentos, que vendem aproximadamente 1,67 milhões de litros de leite por dia e mais de 10 indústrias e agroindústrias da região.
Entre 2015, primeiro ano do levantamento, e 2025, observou-se a redução de 71% no número de produtores de leite na região, ao mesmo tempo o volume de produção se manteve e a produtividade por vaca cresceu 37%, evidenciando uma concentração da produção em menos propriedades, cada vez mais tecnificadas.
Perfil das Propriedades
Os mais de 635 milhões de litros de leite produzidos ao ano provém de 131.877 vacas. A produtividade média é de 5.152 litros/vaca/ano, sendo 64% do rebanho formado por holandesas, 18% Jersey e o restante cruzadas.
A atividade está presente principalmente em propriedades da agricultura familiar, perfil presente em 93% das unidades, que possuem em média 20 hectares de área.
Na faixa de produção de até 300 litros/dia, a região possui 2.590 estabelecimentos (60%); até 500 litros/dia há 3.484 estabelecimentos (81%). Já na faixa de 501 a 1 mil litros/dia estão 14% do total de propriedades e, acima de 1.001 l/dia, há 288 estabelecimentos, correspondendo a 7% do total.
Manejo e tecnologias adotadas
O manejo do rebanho aponta para a tendência de produção de leite à base de pasto, em sistema de pastoreio rotativo, com suplementação (85%). Também é adotado o sistema de semiconfinamento (10%) e confinamento em free stall e compost barn (5%).
Avança a adoção de tecnologias como a irrigação, presente em 11% das propriedades. Para a ampliação deste número, a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) oferece o Programa Estadual de Irrigação, executado pela Emater/RS-Ascar.
As ordenhas são canalizadas em 49% das propriedades; balde ao pé é adotado ainda em 23%; 27% possuem transferidor; 89% têm local adequado para ordenha; 68% possuem sala com fosso; 32% possuem piso calcado na sala de espera e 17 propriedades adotaram ordenha robotizada.
Em relação aos equipamentos dos quais dispõem, o resfriamento do leite é feito em 99% das propriedades com tanque de expansão direta, isotérmico; 92% usam água quente para higienização de equipamentos, e a maioria vêm obtendo boa qualidade do leite decorrentes das medidas de higiene e limpeza adotadas.
Lunardi destaca que o levantamento de 2025 aponta ainda que os índices de produção têm melhorado, especialmente em questões como genética, alimentação e nutrição, qualidade do leite, bem-estar animal, sanidade do rebanho, construções e equipamentos adequadas.
O levantamento apontou também que 30 municípios possuem programas municipais de fomento ao leite. Também se destaca o arranjo institucional que tem sido feito, capitaneado pela Associação dos Municípios da Fronteira Noroeste (Amufron), de modo a qualificar estratégias para o desenvolvimento sustentável da bacia leiteira local.
Em relação à disponibilidade de apoio técnico, a região tem centenas de profissionais que trabalham com inseminação artificial e outros que atuam em Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters).
Somente em 2025, a Emater/RS-Ascar atendeu mais de 1.900 famílias produtoras de leite na região de Santa Rosa, com ações voltadas à assistência técnica, agroindustrialização, tecnologias e fomento.
Desafios Estruturais
Apesar dos avanços, o setor enfrenta dificuldades estruturais. Entre os produtores entrevistados, 45% reclamam do preço pago pelo leite, 55% apontam a falta de mão de obra, e 40% citam a ausência de sucessores para continuidade da atividade. Além disso, 17% mencionam dificuldades em atingir a escala mínima exigida pelas indústrias.
A faixa de produção até 500 litros/dia ainda concentra 81% dos estabelecimentos, mas há crescimento na produção acima de mil litros/dia, sinalizando um movimento de concentração produtiva. A maioria dos produtores ativos tem mais de 50 anos, apontando para a necessidade de políticas que fomentem a continuidade da atividade nos próximos anos.
Fonte:https://www.emater.tche.br/site/index.php
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jan 20 2026 Monitora Ferrugem RS fortalece prevenção e auxilia produtores de soja no Estado
A ferrugem asiática é considerada uma das principais ameaças à produção de soja, com potencial de provocar perdas severas nas lavouras. Causada pelo fungo biotrófico obrigatório Phakopsora pachyrhizi, que depende da planta viva para sobreviver, a doença se desenvolve a partir da presença de esporos no ambiente, associada a condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 15°C e 25°C e alta umidade. Sem controle adequado, a ferrugem compromete a colheita e gera prejuízos expressivos aos agricultores.
No Rio Grande do Sul, o Programa Monitora Ferrugem RS tem desempenhado papel fundamental no apoio aos produtores de soja. Desenvolvido pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e outras instituições, a iniciativa está atualmente em 94 municípios produtores do grão. Coletores instalados nessas localidades monitoram semanalmente a presença de esporos da ferrugem, permitindo a identificação de áreas com maior risco de incidência da doença.
Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Ricardo Felicetti, o Monitora Ferrugem RS possibilita a detecção precoce do fungo, fornecendo subsídios técnicos importantes para a tomada de decisão no manejo da lavoura. “O trabalho epidemiológico de monitoramento também permite investigações sobre o comportamento da doença a campo e, com isso, novas possibilidades de controle. Um trabalho de sucesso que tem dado grandes resultados no controle da ferrugem”, destaca.
Criado em 2019, o programa também contribui para o acompanhamento da evolução da doença ao longo das safras, fortalecendo o entendimento sobre os fatores que influenciam a sua disseminação. “O que se observa do ponto de vista técnico é que a ferrugem asiática tem uma relação muito grande com as condições ambientais. Então teremos safras com uma grande quantidade de esporos distribuídos e, mantendo as condições de temperatura e umidade, há a expansão da doença nas lavouras”, explica a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira.
Os dados mais recentes do monitoramento indicam uma redução no número de esporos presentes no ambiente, o que traz um sinal positivo para o setor. Ainda assim, os especialistas reforçam a importância da vigilância constante.
“As massas de esporo acabam migrando em função das correntes de ar. Nessas últimas coletas, há algumas regiões que têm uma quantidade maior de esporos, mas, de forma geral, houve uma diminuição, se comparado ao início do monitoramento. Isso pode deixar o produtor tranquilo? Um pouco, mas é preciso estar alerta. Há a presença de esporos, então, se houver condições ambientais favoráveis, a ferrugem pode ocorrer”, sinaliza o extensionista e coordenador Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 19 2026 Milho silagem tem bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul
Na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada
As condições climáticas continuam propícias para o milho silagem, que apresenta adequada situação fitossanitária e bom desenvolvimento nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/1), na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada, e o rendimento de massa verde foi excelente. No entanto, algumas lavouras foram cortadas após o ponto de ensilagem, em razão das chuvas ocorridas no final de dezembro, que impediram a operação em muitas áreas.
Estimam-se que 65% dos 366.067 hectares de área prevista pela Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado estejam implantadas. A maioria está em fase de maturação e enchimento de grãos, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha.
Na região de Santa Rosa, mais de 48% das áreas cultivadas com milho silagem foram colhidas. Há 5% em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 11% em enchimento de grãos e 34% em maturação. Na região de Ijuí, mais de 40% das lavouras de milho silagem foram colhidas, com alto volume de massa verde e boa quantidade de grãos. Em Santo Augusto, por exemplo, a produtividade está acima de 45 t/ha de massa verde. Na região de Caxias do Sul, as lavouras em florescimento e formação de espigas estão demonstrando ótimo desenvolvimento. Porém, a maior parte ainda está em desenvolvimento vegetativo. Na de Passo Fundo, as chuvas regulares auxiliaram na recuperação do potencial produtivo e 75% das áreas com milho silagem estão em pendoamento.
Milho – As condições climáticas continuam favoráveis à cultura do milho em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.
A semeadura do milho está em fase final em várias regiões e chega a 94% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 785.030 hectares, mas a maior parte das culturas ainda está em enchimento de grãos. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação, e atinge 11% da área cultivada com milho no Estado. A produtividade média estimada pela emater/RS-Ascar é de 7.370 kg de milho por hectare.
Soja – A semeadura da soja atingiu 97% da área. Das lavouras estabelecidas, 21% está em floração e 5% em enchimento de grãos. Os produtores aproveitaram as condições climáticas favoráveis para realizar aplicações de fungicidas com o objetivo de manter a sanidade das lavouras. As chuvas do período beneficiaram a cultura, proporcionando condições ambientais adequadas ao desenvolvimento das plantas. Os solos têm mantido boas condições de umidade em praticamente todo Estado, o que, associado ao clima propício, tem proporcionado desenvolvimento acelerado das plantas. Foram realizadas ressemeaduras pontuais em áreas com problemas de emergência ou tombamento, em função do excesso de chuvas nas semanas anteriores. De forma geral, a formação das lavouras é considerada satisfatória. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A semeadura segue na região da Serra, onde se concentram as maiores áreas de plantio, com predomínio da fase de desenvolvimento vegetativo. Nas demais regiões do Estado, a colheita dos cultivares de ciclo precoce está em andamento. Essas lavouras se encontram em sua maioria nas fases finais de desenvolvimento, demandando monitoramento contínuo quanto às condições fitossanitárias, à uniformidade de maturação e ao momento ideal de colheita, para assim minimizar perdas quantitativas e qualitativas. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.
Arroz – A maior parte das áreas no Estado está em desenvolvimento vegetativo. A cultura tem apresentado situação fitossanitária adequada, assim como expectativas boas para a produtividade. Porém, a baixa cotação do arroz no mercado tende a causar uma diminuição da área plantada em comparação com a planejada, levando a uma produção total menor nesta safra. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade, estimada pela Emater/RS-Ascar, em 8.752 kg/ha.
PASTAGENS – As chuvas recentes, associadas à adequada umidade do solo e às temperaturas elevadas, têm proporcionado boas taxas de crescimento das pastagens, rápida rebrota após o pastejo e aumento da oferta forrageira. Em áreas com altura e lotação apropriadas, a qualidade da forragem está excelente. Em diversas regiões, a regularidade das precipitações resultou em excedente de massa verde, exigindo ajustes de manejo para a preservação da qualidade.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o retorno do sol, as chuvas ao final do período (cerca de 50 mm acumulados) e o predomínio de dias ensolarados favoreceram o desenvolvimento vegetativo das pastagens anuais e perenes de verão, bem como dos campos nativos, que apresentaram oferta satisfatória. A produção de feno e silagem pré-secada estão em andamento, com destaque para tifton e Jiggs. Na região de Caxias do Sul, as forrageiras anuais e as perenes de verão, como tifton, apresentaram excelente brotação, sustentando os pastejos. Os campos nativos estão em plena produção, possibilitando bons ganhos de peso para as diferentes categorias de animais.
Na de Santa Rosa, em função do excedente de forrageiras, os produtores realizaram roçadas, especialmente nas pastagens anuais para reduzir a resteva e favorecer a rebrota. Também diminuíram a aplicação de adubação nitrogenada. Seguem os trabalhos de corte de forrageiras para a fenação e pré-secado em rolos. As áreas implantadas com BRS Capiaçu se desenvolveram adequadamente, e a ensilagem deve ocorrer ainda no mês de janeiro.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 19 2026 Nota Fiscal Eletrônica: Emater/RS-Ascar e Sefaz promovem live de atualização para produtores rurais
Live de atualização será nesta terça (20/1)
Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, na próxima terça-feira (20/01), às 10h, haverá uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil.
A live é uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, basta acessar o canal @EmaterRS no YouTube, ou através do link.
PRAZO ESTENDIDO PARA PEQUENOS PRODUTORES
Atendendo a pedidos do setor, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) prorrogou até 30 de abril o prazo para utilização dos talões impressos remanescentes. A flexibilização vale apenas para produtores com receita bruta inferior a R$ 360 mil. A partir de 1º de maio de 2026, fica totalmente vedada a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.
FERRAMENTAS DISPONÍVEIS
A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas para emissão:
– Nota Fiscal Fácil (NFF): aplicativo para celular, que funciona inclusive no modo offline. O produtor pode emitir a nota mesmo sem internet e, ao reconectar, o sistema autoriza automaticamente.
– Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): indicada para operações mais complexas, como exportações.
No próprio aplicativo NFF, os usuários podem relatar problemas, sugerir melhorias ou solicitar inclusão de novos produtos.
Para maiores informações, o manual de uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) está disponível neste link oficial.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 19 2026 Secretaria da Agricultura amplia calendário de plantio da soja
Medida poderá ser adotada mediante solicitação do produtor
O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até 15 de fevereiro.
Os produtores que necessitarem realizar, de forma excepcional, o plantio da soja fora do calendário oficial do Estado deverão solicitar autorização à Seapi, por meio de formulário on-line disponível aqui. A solicitação poderá ser feita até 15 de fevereiro.
O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Mapa para a safra 2025/2026 vai de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e o plantio tardio da cultura do milho no Estado. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destaca o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.
De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso no plantio das lavouras de milho, em razão das condições climáticas, assim como as chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tendem a retardar a colheita da cultura em algumas situações. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.
O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e [email protected]
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 16 2026 Milho safrinha inicia o ciclo sob pressão
O campo entra agora em um dos momentos mais estratégicos para a agricultura brasileira: o início do plantio do milho segunda safra. Cada decisão tomada nesse curto intervalo de tempo influencia diretamente o desempenho da lavoura ao longo de todo o ciclo. O sucesso do milho safrinha está diretamente ligado à qualidade das sementes, adequação do híbrido à janela disponível e uniformidade no plantio.
De acordo com Marcos Boel, supervisor de sementes da Conceito Agrícola, o bom estabelecimento da lavoura começa antes mesmo da semeadura. “O ponto principal é a escolha correta do híbrido, que precisa estar adaptado à região, à data de plantio e ao nível de investimento que o agricultor está disposto a fazer. A qualidade física e fisiológica da semente, condições climáticas de plantio e a tecnologia envolvida, com equipamentos bem regulados, também são fundamentais”, afirma.
A janela ideal de plantio, que normalmente se estende de meados de janeiro até o final de fevereiro, pode ser ainda mais curta em anos de atraso na colheita da soja ou de irregularidade climática. “É um verdadeiro jogo contra o tempo. Um dia de atraso no plantio pode representar uma perda significativa de produtividade no final do ciclo. Por isso, a semente precisa estar na propriedade com antecedência, pronta para uso, com alta qualidade assegurada. Quanto mais cedo o milho entra em campo, maior é o teto produtivo”, destaca o especialista.
Os primeiros sinais de que o milho safrinha começou bem aparecem logo após a emergência. A contagem do estande, a velocidade de emergência e a uniformidade das plantas, que está diretamente relacionada a fatores como padrão de peneira, germinação e vigor das sementes, são indicadores essenciais. “O milho cresce muito rápido. Uma emergência desuniforme gera plantas de tamanhos diferentes, e uma acaba dominando a outra”, explica Boel.
O monitoramento inicial da lavoura também é indispensável. Pragas como percevejos, lagartas e a cigarrinha devem ser acompanhadas desde as primeiras folhas. Um bom tratamento de sementes é fundamental para proteger a planta nas fases iniciais, promovendo emergência uniforme e reduzindo riscos com pragas e doenças. Na Conceito Agrícola, esse cuidado é realizado por meio do Tratamento de Sementes Profissional (TSP) Blindado, desenvolvido para preservar o potencial produtivo das sementes.
Nos últimos anos, o milho safrinha deixou de ser uma cultura complementar e se tornou protagonista na rentabilidade do produtor. Em muitas propriedades, é a principal fonte de resultado da safra. A cultura ganhou escala, tecnologia e importância econômica. Mesmo assim, seu potencial produtivo ainda é pouco explorado. “O potencial do milho é gigantesco no Brasil, mas ainda exploramos muito pouco. Há um caminho grande para avançar em produtividade, principalmente com decisões mais assertivas no plantio”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jan 15 2026 Agricultura divulga Calendário Oficial de Feiras e Exposições de 2026
O Calendário Oficial de Feiras e Exposições Agropecuárias do Rio Grande do Sul para o ano de 2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado em 13 de janeiro de 2026, por meio da Instrução Normativa 01/2026. São 51 eventos cadastrados.
Como algumas datas podem sofrer alterações ao longo do ano, é aconselhável que o público vá acompanhando as atualizações do calendário no site da Secretaria. O link direto para o Calendário é www.agricultura.rs.gov.br/exposicoes-e-feiras.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 15 2026 Região Sul em alerta de tempestades até domingo (17)
A Região Sul do Brasil vem enfrentando um mês de janeiro com chuvas abaixo da média nesta primeira quinzena. No mês anterior, a maior parte dos três estados do Sul teve chuvas entre a média e acima da média, exceto pela porção centro-leste do Paraná, onde anomalias negativas de chuva predominaram e persistem. No entanto, uma mudança está prevista para os próximos dias.
Agora, o modelo de confiança da Meteored, o ECMWF, prevê uma sequência de dias de tempestades com chuvas intensas para a Região Sul do Brasil nos próximos dias, com os maiores acumulados previstos para o Nordeste do Paraná. Essas chuvas, porém, ocorrerão de forma irregular sobre a Região Sul. Confira a seguir onde e quando deve chover nos três estados.
A partir desta terça-feira (13) até o próximo domingo (18) a faixa leste entre Santa Catarina e o Paraná está sob alerta para tempestades intensas entre a tarde e a noite. Há previsão de raios, chuvas fortes e rajadas de vento acima de 40 km/h.
Tempestades com granizo são sistemas verticalmente intensos, formados quando há bastante umidade e calor próximos à superfície, e ventos capazes de transportar essa umidade para níveis elevados da atmosfera, onde a temperatura é abaixo de zero, iniciando os processos de congelamento.
Nessas condições, ocorre a formação de granizo, que, por sua vez, desencadeiram processos de eletrificação das nuvens, aumentando o risco de raios. Além disso, essas tempestades produzem chuva intensa e fortes rajadas de vento, resultado das correntes descendentes (para baixo) geradas pelo próprio sistema.
Na quinta-feira (15) as tempestades devem ser mais intensas sobre a região de Florianópolis (SC). A partir de sexta-feira (16), tempestades ainda estão previstas na faixa leste, mas uma nova frente fria avança pelo sul do Rio Grande do Sul, e as tempestades se espalham sobre quase toda a região ao longo do fim de semana.
A chegada de uma nova frente fria a partir de sexta-feira (16) deixa o Rio Grande do Sul em alerta para tempestades intensas desde a madrugada na fronteira Oeste, com risco de granizo.
As tempestades relacionadas ao avanço do sistema também devem alcançar o oeste de Santa Catarina e do Paraná até o fim do dia.
No sábado (17) as tempestades se espalham uma área que abrange desde o norte do Rio Grande do Sul e os territórios de Santa Catarina e Paraná, quase que em totalidade. As chuvas estão previstas serem mais intensas na faixa leste de Santa Catarina e do Paraná, embora não se descarte pancadas intensas em outras localidades ao longo do dia.
No domingo (18) ainda há risco de tempestades com chuvas intensas, principalmente no noroeste e nordeste do Paraná.
A previsão do ECMWF indica que os maiores valores acumulados de chuva até o final do domingo (18) devem ocorrer no Nordeste do Paraná, onde podem ultrapassar 100 mm.
No geral, a faixa leste da Região Sul (exceto pelo litoral sul do Rio Grande do Sul) deve receber mais chuva, com valores variando entre 60 mm e 100 mm, principalmente entre Santa Catarina e o Paraná.
Uma observação importante é que, enquanto no leste de Santa Catarina e ndo Paraná a chuva deve ocorrer de forma frequente ao longo de quase todos os dias, no Rio Grande do Sul os volumes tendem a se concentrar entre sexta-feira (16) e sábado (17), aumentando o risco de transtornos, especialmente alagamentos em áreas mais vulneráveis.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jan 15 2026 Controle do carrapato é um desafio para a pecuária gaúcha
Estado oferece gratuitamente teste sobre resistência dos parasitos aos principais carrapaticidas
O carrapato bovino, pequeno em tamanho, porém gigante em impacto, é um dos maiores desafios sanitários da pecuária brasileira. Estimativas apontam que o parasita acarreta prejuízos anuais superiores a US$ 3,9 bilhões no país, comprometendo produtividade, bem-estar animal e rentabilidade das propriedades.
No Rio Grande do Sul, as perdas chegam a R$ 300 milhões por ano, segundo dados da Emater/RS-Ascar, em série de entrevistas sobre o tema no programa de rádio da Instituição, disponível neste link.
Além da queda no ganho de peso e na produção de leite, o carrapato é vetor da tristeza parasitária bovina, considerada a principal causa de morte de bovinos no Estado. Embora registros oficiais indiquem cerca de dez mil mortes anuais, técnicos afirmam que o número real pode ser dez vezes maior, devido à subnotificação.
Outro fator alarmante é a resistência crescente aos carrapaticidas. Levantamento do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 70% das propriedades gaúchas já apresentam multirresistências, ou seja, os parasitas não respondem a pelo menos quatro das sete classes de produtos disponíveis. Em 5% das propriedades, não há eficácia em nenhum dos produtos comercializados, tornando o controle praticamente inviável.
Especialistas destacam que o problema não está apenas nos animais, mas principalmente no ambiente. Mais de 95% da população de carrapatos permanece no solo e no pasto, o que exige estratégias de manejo que vão além da aplicação de químicos. O ciclo do parasita, que se intensifica do verão ao outono, multiplica a infestação de forma exponencial, se não houver medidas preventivas já na primavera.
O pecuarista Ruberlei Jacques Dondé, de André da Rocha, cria bovinos de corte desde 2008 e alterna manejos convencionais e integrados. “Começamos o manejo no início da primavera e fazemos aplicações em sequência até dezembro e isso tem garantido uma baixa população de ectoparasitas. Mas no alto verão, como agora, aumenta o desafio, com novas gerações apresentando carrapatos. Aí entramos com mais um produto que ajuda no controle de carrapatos que podem já estar nos animais. O importante é o produtor conhecer como os produtos funcionam e posicionar conforme a necessidade de cada um. O que funciona para um produtor pode não funcionar para outro”, destaca.
Para enfrentar o desafio, o biocarrapaticidograma surge como ferramenta essencial. O exame gratuito, oferecido pela Seapi e realizado pelo IPVDF, identifica quais produtos ainda funcionam em cada propriedade, permitindo um controle mais direcionado e eficiente. A coleta de carrapatos engurgitados e o envio ao laboratório garantem um laudo detalhado sobre a eficácia dos diferentes grupos químicos.
“O Rio Grande do Sul é o único estado da federação que, há mais de 40 anos ininterruptamente, oferece de forma gratuita o serviço de teste de diagnóstico de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas. Esse serviço é destinado aos produtores rurais, e é importante sempre disseminar essa informação para que o meio rural possa usar as ferramentas corretas na batalha contra o carrapato”, destaca o pesquisador José Reck Júnior, do Laboratório de Parasitologia do IPVDF.
Nos últimos quatro anos, a Emater/RS-Ascar realizou mais de 2,5 mil visitas técnicas e promoveu 60 eventos em parceria com o IPVDF, alcançando cerca de 60 mil produtores rurais. Para este ano, a Secretaria da Agricultura projeta o lançamento de uma cartilha contendo os dez passos para o controle do carrapato bovino, construída em conjunto com a Emater.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 13 2026 Pastagens apresentam bom desenvolvimento e favorecem alimentação dos rebanhos no RS
As condições meteorológicas das últimas semanas, como chuvas regulares, adequada umidade do solo e temperaturas elevadas, favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na semana passada (08/01) pela Emater/RS-Ascar, esse cenário proporcionou boa resposta das plantas às adubações de cobertura, resultando em rebrota vigorosa e incremento de massa verde. Tanto as áreas de campo nativo quanto as de pastagens implantadas se encontram em desenvolvimento vegetativo, com melhora na oferta e na qualidade, favorecendo a alimentação dos rebanhos.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão apresentaram boas taxas de crescimento, beneficiadas pela elevada disponibilidade de umidade e de radiação solar. As áreas de implantação escalonada já estão disponíveis para pastejo, e as áreas mais novas sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e em Aceguá, as pastagens de trevo e cornichão apresentam oferta satisfatória para pastejo direto, bem como para fenação ou colheita de sementes.
Já nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentaram elevada produção de massa verde e boa qualidade, além de rápida rebrota após o pastejo e maior proporção de folhas em relação aos colmos. Esses fatores garantiram volume suficiente para o pastejo, associado ao adequado manejo das pastagens e dos piquetes. Na de Soledade, observou-se elevada taxa de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, que possui bom valor proteico e está em período de disseminação de sementes.
BOVINOCULTURA DE CORTE – De forma geral, os rebanhos bovinos apresentam boas condições de escore corporal, reflexo da disponibilidade e da qualidade das pastagens nativas e cultivadas. Houve ganho de peso, favorecido pelo desenvolvimento das pastagens após as chuvas do período, bem como pela redução da pressão de pastejo em função da comercialização de gado gordo, terneiros e vacas de descarte em algumas propriedades. Observou-se maior incidência de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, tornando o controle sanitário uma prática constante. O manejo reprodutivo está em andamento na maior parte das regiões, sendo utilizada monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o uso de volumosos conservados e de rações diminuiu. Com a retomada do pastejo direto, favorecida pela disponibilidade de forragem, os rebanhos retornaram às áreas de pastagem, reduzindo os custos. Na de Soledade, os rebanhos se encontram em período reprodutivo, com a utilização de monta natural e inseminação artificial, incluindo a IATF, como ferramentas de manejo. O período de parição está em fase final.
BOVINOCULTURA DE LEITE – Os períodos de temperaturas elevadas e de alta umidade exigiram ajustes no manejo dos rebanhos e maior atenção aos aspectos sanitários e de higiene na ordenha, visando à preservação da qualidade do leite e à prevenção de problemas sanitários. Em diversas regiões, houve necessidade de adoção de estratégias para a redução do estresse térmico, como adequação dos horários de pastejo, uso de ventilação e aspersão, além de suplementação alimentar nas horas mais quentes do dia. A oferta de forragem de boa qualidade contribuiu para a manutenção da produção e da saúde dos animais em parte das regiões. Porém, houve alguns registros de redução na produção em situações de estresse térmico mais intenso.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em propriedades com sistema à base de pasto, os produtores optaram por ajustar os horários de pastejo, priorizando as primeiras horas da manhã e o final da tarde. Houve atraso da ordenha matinal e antecipação da ordenha da tarde, e nos períodos mais quentes as vacas receberam suplementação com silagem e ração em cochos cobertos. Na de Pelotas, as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, levando à redução do consumo alimentar e da produção, o que exigiu maior atenção ao manejo de sombra, à disponibilidade de água e à alimentação dos rebanhos.
OVINOCULTURA – O estado sanitário e o escore corporal dos animais estão adequados, como reflexo da disponibilidade de pastagens de boa qualidade e em quantidade suficiente para a sua manutenção nutricional. O manejo alimentar tem contribuído para o desempenho dos rebanhos. Contudo, as condições de calor e umidade registradas em parte das regiões favoreceram a ocorrência de problemas sanitários, exigindo maior atenção dos produtores, especialmente em relação às verminoses, doenças de casco e ectoparasitos.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os cordeiros ganharam peso rapidamente devido à oferta de forragem nas áreas de campo nativo. Há relatos sobre doenças de casco, sobretudo em rebanhos localizados em áreas mais baixas e sem estruturas elevadas para diminuir o encharcamento das patas. Paralelamente, foram iniciados os preparativos para o período de encarneiramento. Já na região de Soledade, está ocorrendo a seleção de borregas e de ovelhas para a próxima temporada reprodutiva, bem como a aquisição e o preparo dos carneiros para o período de monta. A maior parte dos produtores mantém os cordeiros ao pé das ovelhas até o abate; uma parcela menor realiza o desmame, com terminação a pasto associada à suplementação no cocho, visando melhor acabamento de carcaça.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial