Dara Luiza Hamann

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  • Lavouras de milho silagem reagem às chuvas de dezembro

    A semeadura do milho destinado à silagem voltou a avançar no Rio Grande do Sul após a ocorrência de precipitações recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25). As chuvas permitiram tanto a retomada do plantio quanto a recuperação parcial de lavouras afetadas anteriormente por altas temperaturas e pela escassez hídrica, além de impulsionarem a colheita, que até então ocorria de forma incipiente.

    De acordo com o informativo, “a intensidade dos danos provocados pela restrição hídrica variou conforme a qualidade do solo e os manejos adotados”, o que evidencia a influência desses fatores na capacidade das lavouras de enfrentar eventos climáticos adversos. A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada ao milho para silagem alcance 366.067 hectares nesta safra, com produtividade média projetada de 38.338 quilos por hectare.

    Na região administrativa de Lajeado, os produtores já iniciaram o corte das lavouras para a confecção de silagem. Em Santa Maria, entretanto, a capacidade produtiva permanece reduzida em razão das altas temperaturas e da baixa precipitação registrada entre o final de novembro e o início de dezembro.

    Em Santa Rosa, a colheita segue em ritmo de avanço, com o uso de ensiladeiras autopropelidas de grande porte em propriedades de maior escala. Parte dos cultivos implantados após a colheita do trigo ainda se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo, e a destinação final dessas áreas, para grão ou silagem, dependerá tanto das condições da cultura quanto do mercado.

    Já na região de Soledade, foram registradas perdas de produção e de qualidade nas lavouras mais precoces, especialmente aquelas em floração e enchimento de grãos. Segundo o levantamento, essas perdas variam conforme o manejo adotado, a qualidade do solo e as características do híbrido utilizado. As cultivares tardias, por sua vez, apresentaram recuperação após as chuvas recentes e demonstram maior potencial produtivo.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Mercado de trigo fecha ano sob pressão de oferta global

    Ao longo do período, os preços oscilaram

    O mercado internacional de trigo encerrou 2025 marcado por uma trajetória predominantemente negativa nos contratos negociados em Chicago, refletindo um ambiente de ampla oferta e dificuldades para sustentação de preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tentativa de recuperação registrada no primeiro trimestre do ano não se sustentou e deveria ter sido aproveitada pelos agentes do mercado.

    Ao longo do período, os preços oscilaram dentro de uma estrutura técnica claramente baixista, com topos e fundos descendentes. As máximas anuais foram observadas entre janeiro e fevereiro, na faixa de 670 a 680 cents por bushel, enquanto as mínimas ocorreram entre outubro e novembro, próximas de 510 a 520 cents. A perda do patamar de 600 cents no meio do ano funcionou como um divisor técnico, acelerando o movimento de queda e reforçando a pressão vendedora.

    No campo dos fundamentos, a oferta global confortável teve papel central na limitação de qualquer reação mais consistente. Safras volumosas nos principais países produtores, estoques elevados e a ausência de perdas climáticas relevantes ao longo do ano impediram mudanças na dinâmica do mercado. No comércio internacional, a forte competitividade entre exportadores do Mar Negro e a sensibilidade dos compradores a preços reduziram a participação relativa dos Estados Unidos em diversos momentos, ampliando a pressão sobre os contratos futuros em Chicago.

    Fatores geopolíticos chegaram a gerar episódios pontuais de volatilidade, especialmente ligados às tensões no Mar Negro, mas sem interrupções prolongadas nos fluxos comerciais. Essas reações foram rápidas e logo revertidas. O cenário macroeconômico também contribuiu para o viés defensivo, com dólar relativamente forte ao longo do ano, reduzindo a competitividade do trigo americano e desestimulando posições compradas de longo prazo no mercado financeiro.

    No último trimestre, houve um repique técnico associado principalmente à cobertura de posições vendidas, sem entrada estrutural de novos compradores e sem alteração da tendência de médio e longo prazo. Para 2026, a leitura predominante aponta para um mercado operando em faixa lateral-baixista, com preços entre 500 e 580 cents por bushel, e possibilidade de alta consistente apenas diante de choques climáticos relevantes, eventos geopolíticos de maior impacto ou deterioração clara dos estoques globais.
    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Colheita da silagem de milho: ações importantes para maximizar a produtividade e qualidade do leite

         O setor de Difusão de Tecnologias da CCGL elaborou o Boletim Técnico nº 148 com orientações sobre a colheita da silagem de milho, destacando a importância desse volumoso na dieta de bovinos leiteiros e seu impacto direto na produção de leite e na rentabilidade das propriedades.

    O material reforça que a silagem de milho apresenta excelente relação custo-benefício, mas que a qualidade final do alimento depende de uma série de fatores, que vão desde o manejo da lavoura até o momento correto da colheita, o processamento da fibra e dos grãos e o acompanhamento técnico durante a ensilagem.

    Um dos principais pontos abordados é o ponto ideal de colheita, que deve ser definido com base no teor de matéria seca da planta inteira, recomendado entre 30% a 35% a depender de qual máquina irá processar este material (colhedora de forragem autopropelida ou acoplada ao trator), faixa que garante melhor fermentação, armazenamento e aproveitamento dos nutrientes. O boletim alerta que teores fora desse intervalo podem comprometer a digestibilidade da fibra, o consumo pelos animais e aumentar perdas produtivas.

    O conteúdo também detalha a influência do tipo de colhedora utilizada, diferenciando colhedoras de arrasto e autopropelidas, e destaca a necessidade de ajustes adequados das máquinas para garantir o correto processamento da fibra e a quebra eficiente dos grãos, fatores diretamente ligados à disponibilidade de amido e ao desempenho produtivo das vacas.

    Outro aspecto enfatizado é a importância do acompanhamento técnico durante todo o processo de ensilagem, desde o planejamento forrageiro até a regulagem de facas, cracker e tamanho de partículas, assegurando o máximo aproveitamento nutricional da silagem.

    O boletim completo está disponível na plataforma SmartCoop, onde é possível acessar todas as informações técnicas, tabelas e recomendações detalhadas.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/

  • RTC desenvolve estudo sobre efeitos da pluviosidade e do manejo sobre a produtividade da soja em Cruz Alta

    A cultura da soja é altamente dependente da água disponível no solo, sobretudo nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Práticas de manejo do solo e das culturas com foco na sustentabilidade provocam alterações positivas na qualidade do solo. Diante da variabilidade climática acentuada no sul do Brasil, em especial no RS, entender como a pluviosidade influencia a produtividade de grãos da soja é fundamental para estruturar o manejo que propicie armazenar água no solo e definir estratégias técnicas e financeiras que visem à rentabilidade da propriedade a longo prazo. Desta forma, a Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo para analisar séries históricas de pluviosidade e avaliar a sua relação com a produtividade de grãos de soja a partir de um experimento de longa duração com diferentes manejos de rotação de culturas.

    Para tal, foi analisada a produtividade de soja de 1986 a 2024 (39 safras) considerando a média do município de Cruz Alta e a média de um experimento conduzido na unidade de Pesquisa & Tecnologia da CCGL, do qual utilizou-se os dados do plantio direto no sistema sem rotação e com rotação de culturas. Para o cálculo da pluviosidade na safra de soja, considerou-se as chuvas de 01 novembro a 31 de março, utilizando-se os dados da estação meteorológica da CCGL entre as safras de 1974/1975 e 2023/2024 (50 safras).

    Com o estudo, concluiu-se que em 50 safras de soja, somente em 18 a pluviosidade foi maior do que 800mm, indicando forte influência da restrição hídrica para a produção de soja. Na observação das 5 décadas, nota-se que em 4 houve presença frequente de deficit hídrico.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Agrymet aponta atenção redobrada para chuvas intensas e temperaturas acima da média no RS

    A mais recente edição do ClimaCast RTC CCGL, parceria entre a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a Agrymet, traz um alerta importante para os produtores do Rio Grande do Sul nas últimas semanas de dezembro e no início de 2026. A análise indica instabilidades climáticas, possibilidade de chuvas intensas em algumas regiões do Estado e temperaturas acima da média nos próximos meses, fatores que exigem atenção no manejo das lavouras.

    As previsões são apresentadas pela CEO e cofundadora da Agrymet, Bárbara Sentelhas, especialista em meteorologia aplicada ao agronegócio, e integram o monitoramento climático contínuo oferecido pelo ClimaCast, que busca apoiar decisões mais seguras, sustentáveis e eficientes no campo

    Chuvas retornam ao Estado a partir do dia 22

    De acordo com a análise, a chuva chega a partir do dia 22 de dezembro, com a atuação de uma área de baixa pressão vinda da Argentina, que avança pelo Uruguai e alcança o território gaúcho.

    As chuvas devem iniciar pela porção sul do Estado, com volumes entre 15 e 30 milímetros, podendo ser mais elevados em alguns pontos. No dia 23 de dezembro, a previsão indica chuvas mais intensas, especialmente nas regiões Centro-Sul, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros, aumentando o risco de excesso hídrico e impactos em áreas mais sensíveis. Nas regiões centrais e norte, a precipitação tende a ocorrer de forma mais isolada e com volumes menores, enquanto o leste e nordeste do Estado devem registrar menor ocorrência de chuva nesse período.

    Outro ponto central da análise é o acompanhamento das condições do Oceano Pacífico. Segundo Bárbara Sentelhas, o fenômeno La Niña chegou a atingir os critérios mínimos de monitoramento, com temperaturas da superfície do mar abaixo da média no trimestre recente. No entanto, os dados mais atuais indicam que essa condição não deve se intensificar nem se prolongar.

    A tendência é de que o Pacífico equatorial permaneça levemente mais frio durante o verão, mas caminhe para a neutralidade a partir de fevereiro, reduzindo os efeitos típicos de uma La Niña mais forte. Esse comportamento é influenciado pelo aquecimento observado em outras áreas dos oceanos, o que limita quedas mais acentuadas de temperatura.

    Próximo trimestre: menos chuva em algumas regiões e calor acima da média

    Para o trimestre janeiro, fevereiro e março, os modelos climáticos indicam chuvas abaixo da média, principalmente na região Centro-Sul do Rio Grande do Sul. Já as áreas Centro-Norte e Nordeste do Estado tendem a registrar volumes mais próximos da normalidade.

    Em relação às temperaturas, há consenso entre os modelos analisados: o Estado deve enfrentar temperaturas acima da média, com anomalias entre 0,2°C e 1°C, especialmente no Centro-Oeste e extremo Oeste do Rio Grande do Sul. Esse cenário pode aumentar a demanda hídrica das culturas e exige atenção no manejo, especialmente em períodos de menor disponibilidade de água no solo.

    A análise também aponta um sinal de alerta de longo prazo. Embora ainda seja cedo para afirmações definitivas, alguns modelos indicam a possibilidade de um evento de El Niño no segundo semestre de 2026. Caso se confirme, o fenômeno pode provocar chuvas mais intensas e períodos mais quentes, especialmente durante o inverno no Sul do Brasil. “É um indicativo que merece acompanhamento constante, pois eventos de chuva intensa no Rio Grande do Sul podem trazer impactos significativos”, reforça Bárbara.

    Encerrando a última atualização mensal de 2025, o ClimaCast reforça a importância do planejamento baseado em informação qualificada, permitindo que os produtores se antecipem a riscos climáticos e adotem estratégias mais eficientes no campo. A parceria entre RTC e Agrymet segue em 2026, com novas análises e atualizações periódicas, fortalecendo a tomada de decisão, a sustentabilidade da produção e a busca por melhores resultados no agronegócio gaúcho.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Chuvas retomam plantio da soja no Rio Grande do Sul

    Semeadura da soja avança e atinge 89% no estado

    A semeadura da soja no Rio Grande do Sul foi retomada e está próxima da conclusão na maior parte das áreas do Estado, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (18). O levantamento indica que 89% da área projetada já foi plantada, com predominância de lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo.

    As chuvas registradas na primeira quinzena de dezembro recompuseram a umidade do solo e permitiram a retomada generalizada do plantio, além de favorecerem a recuperação fisiológica das lavouras implantadas em outubro e novembro, que apresentavam sintomas de estresse hídrico após um período seco de duas a três semanas.

    Apesar da melhora nas condições hídricas, foram observados problemas pontuais de estabelecimento, principalmente em áreas com preparo convencional. Nessas regiões, a ocorrência de selamento superficial, formação de crostas e processos erosivos comprometeu a emergência das plantas, especialmente sob volumes elevados e concentrados de chuva. Em áreas conduzidas sob plantio direto, com cobertura adequada de palhada, a emergência foi mais uniforme e houve menor necessidade de replantio.

    As lavouras semeadas dentro da janela preferencial apresentam estande e vigor inicial adequados, enquanto os plantios mais tardios exigem maior atenção quanto à emergência das plântulas. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o cenário atual é considerado favorável, mas a manutenção do potencial produtivo dependerá da regularização das precipitações, diante da elevada demanda hídrica provocada pelas altas temperaturas e pela evapotranspiração. O escalonamento do plantio, decorrente de cerca de três semanas sem chuvas, é avaliado como um fator de redução de riscos produtivos frente à possibilidade de estiagens associadas ao fenômeno La Niña.

    Até o momento, a pressão de doenças permanece baixa, com destaque para a ferrugem-asiática, que não apresenta incidência relevante nas lavouras acompanhadas.

    Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Estado, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • RTC desenvolve estudo sobre efeitos da pluviosidade e do manejo sobre a produtividade da soja em Cruz Alta

    A cultura da soja é altamente dependente da água disponível no solo, sobretudo nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Práticas de manejo do solo e das culturas com foco na sustentabilidade provocam alterações positivas na qualidade do solo. Diante da variabilidade climática acentuada no sul do Brasil, em especial no RS, entender como a pluviosidade influencia a produtividade de grãos da soja é fundamental para estruturar o manejo que propicie armazenar água no solo e definir estratégias técnicas e financeiras que visem à rentabilidade da propriedade a longo prazo. Desta forma, a Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo para analisar séries históricas de pluviosidade e avaliar a sua relação com a produtividade de grãos de soja a partir de um experimento de longa duração com diferentes manejos de rotação de culturas.

    Para tal, foi analisada a produtividade de soja de 1986 a 2024 (39 safras) considerando a média do município de Cruz Alta e a média de um experimento conduzido na unidade de Pesquisa & Tecnologia da CCGL, do qual utilizou-se os dados do plantio direto no sistema sem rotação e com rotação de culturas. Para o cálculo da pluviosidade na safra de soja, considerou-se as chuvas de 01 novembro a 31 de março, utilizando-se os dados da estação meteorológica da CCGL entre as safras de 1974/1975 e 2023/2024 (50 safras).

    Com o estudo, concluiu-se que em 50 safras de soja, somente em 18 a pluviosidade foi maior do que 800mm, indicando forte influência da restrição hídrica para a produção de soja. Na observação das 5 décadas, nota-se que em 4 houve presença frequente de deficit hídrico.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Pesquisa que vira resultado: segundo dia do Show Técnico Cooperativo 2025 destaca decisões mais assertivas no campo

    O segundo dia do Show Técnico Cooperativo 2025 reforçou o papel da pesquisa como ferramenta direta de tomada de decisão na agricultura. Realizado no Campo Experimental da CCGL, em Cruz Alta, o evento mobilizou produtores rurais, técnicos, pesquisadores e lideranças cooperativistas em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento, com impacto direto na rotina das propriedades.
    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas do Rio Grande do Sul, o Show Técnico apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas para responder às principais demandas do campo. Ao longo do percurso técnico, os visitantes acompanham oito estações de pesquisa que abordam temas como manejo de solo, fitossanidade, entomologia, gestão, produção de grãos e leite, além de espaços pensados para acolher as famílias, como o espaço kids.
    Para o vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., o Show Técnico é o momento em que todo o trabalho desenvolvido pela RTC se materializa de forma clara e acessível. “É uma proposta que reúne cooperativas e traduz, em conhecimento, os resultados que chegam ao produtor. Aqui conseguimos enxergar disciplina, organização e uma entrega muito bem estruturada, pensada para quem está no campo”, destaca.
    Segundo Dawson, o evento percorre temas fundamentais para a tomada de decisão nas propriedades, passando por manejo de solo, gestão, fitopatologia, entomologia, produção de grãos e leite. “É uma entrega consistente e robusta, construída de forma coletiva pela CCGL e pelas cooperativas do Rio Grande do Sul, para que esse conhecimento chegue cada vez mais longe”, afirma. Ele ressalta ainda que a RTC e a plataforma SmartCoop ampliam o conceito de intercooperação para além das fronteiras gaúchas.

    Para o diretor de Relações Institucionais da CCGL, Fábio Branco, “o cooperativismo é muito importante para o Rio Grande do Sul, especialmente na geração de emprego e na movimentação de renda, contribuindo para melhorar a renda do produtor”. Segundo ele, o Show Técnico “permite trazer o que há de melhor, seja em tecnologia, seja na técnica, na produção e, principalmente, na prática, a partir do trabalho desenvolvido na RTC e coordenado pela CCGL”.

    A relevância do evento também é destacada pelas lideranças cooperativistas. Para Leocezar Nicolini, presidente da Cotriel e integrante do Conselho Técnico de Grãos da RTC/CCGL, o Show Técnico evidencia o papel estratégico da assistência técnica. “O que a CCGL e a Rede Técnica promovem é levar tecnologia e informação desde a implantação das culturas até a busca por mais eficiência e resultado. O diferencial está justamente na pesquisa que sai do campo experimental e chega à prática do produtor”, afirma.
    Quem percorreu as estações técnicas confirma essa percepção. O produtor Adelar Gasparin, associado da Coopatrigo, de Garruchos (RS), destaca a aplicabilidade dos conteúdos apresentados. “Já visualizamos manejo de ervas daninhas, irrigação, época de plantio. É um show mesmo. Para nós, produtores, é uma grande riqueza de conhecimento, e vale a pena vir, mesmo deixando tarefas na propriedade”, relata.
    Já o produtor Neuri Preto, da Coopibi, ressalta o caráter técnico e isento do evento. “Aqui a gente vê a realidade como ela é, baseada em pesquisa. As informações são apresentadas de forma simples, fácil de levar para o dia a dia da propriedade”, comenta.
    Para o gerente de Suprimento de Leite da CCGL, Jair da Silva Mello, o Show Técnico cumpre um papel essencial ao integrar diferentes cadeias produtivas. “É fundamental trazer informação e tecnologia tanto para produtores de leite quanto de grãos, garantindo renda, sustentabilidade e continuidade das atividades no campo”, reforça.
    Com grande participação do público e forte integração entre pesquisa, cooperativas e produtores, o Show Técnico Cooperativo 2025 segue, em seu segundo dia, consolidando-se como um dos principais espaços de difusão de conhecimento aplicado à realidade do campo, fortalecendo o cooperativismo e preparando o produtor para os desafios presentes e futuros da agricultura.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Verão inicia neste domingo (21/12)

    Estação deve ter chuvas abaixo da média

    O verão no Hemisfério Sul começa oficialmente neste domingo (21/12), às 12h03 (horário de Brasília), e termina dia 20 de março de 2026, às 7h46. A estação tende a ter chuvas abaixo da média, segundo o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone. “O verão vai começar bastante úmido no final de dezembro, com muita nebulosidade e pancadas de chuva em boa parte do Rio Grande do Sul”, afirma. “Mas ao longo dos meses de janeiro e fevereiro ocorre uma diminuição dessa chuva”, prevê.

    De acordo com Varone, as precipitações de dezembro vão favorecer algumas áreas onde está começando o plantio da safra de verão, mas podem prejudicar outras onde a safra já foi iniciada. “Outro lado bom é que os reservatórios vão atingir níveis satisfatórios em todas as regiões do Estado”.

    Janeiro favorece a safra de verão

    Em janeiro, as chuvas devem ser regulares no Estado. “Não se espera falta de umidade ao longo do mês. Claro que é sempre bom lembrar que os meses de verão têm a temperatura mais alta, com máximas passando dos 30 graus praticamente todos os dias”, enfatiza o meteorologista. “Isso favorece uma maior evaporação e evapotranspiração das plantas. Fazendo um balanço do que vai chover, com o que vai evaporar, não devemos ter grandes perdas nesse sentido. Então, em janeiro, mesmo com chuvas ocorrendo abaixo da média, devemos ter uma distribuição relativamente boa, o que vai favorecer a safra de verão”.

    Fevereiro deve ser mais seco

    Fevereiro deve ser mais seco em todo o Rio Grande do Sul. “A temperatura vai seguir próxima da normalidade, porém, vai aumentar a condição de evaporação e evapotranspiração das plantas, o que pode prejudicar algumas regiões do Estado”, alerta Varone. “O grande problema de fevereiro é que se esperam períodos curtos de estiagens, de 15 a 20 dias. E isso pode prejudicar principalmente as culturas de verão, como a soja, que precisa de mais umidade nesse período. Os eventos de chuva devem ficar mais espaçados ao longo do mês de fevereiro”, enfatiza o meteorologista.

    Março deve ter chuvas expressivas

    Conforme Varone, no final do verão, em março, a tendência é de retorno de chuvas mais expressivas. “Isso deve acontecer já no final de fevereiro e durante o mês de março”, avalia.

    Temperaturas acima dos 30 graus

    Com relação às temperaturas, a tendência é que fiquem acima dos 30 graus. “Não são esperadas grandes ondas de calor, como em períodos de 10 ou 12 dias com temperaturas próximas dos 40 graus. Não se espera isso”, acredita Varone. “Claro que em uns dois ou três dias, as temperaturas podem chegar perto dos 40 graus, mas não será a normalidade. O normal é que fiquem acima dos 30”, esclarece.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

    Problemas nessa fase comprometem a germinação

    As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura e afetam diretamente a semente e a plântula nos primeiros dias após o plantio. Em um cenário de alternância climática, com chuvas irregulares, calor e baixa umidade, a semente permanece mais tempo exposta a patógenos de solo justamente no momento em que seu vigor e sanidade são determinantes para a formação de um estande uniforme.

    Problemas nessa fase comprometem a germinação e a emergência, gerando falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando a lavoura já está implantada. Sementes atacadas por fungos como Rhizoctonia, Fusarium e Pythium podem apodrecer antes de emergir ou originar plântulas fracas, com tombamento e morte precoce. Mesmo quando a planta sobrevive, o dano inicial reduz o desenvolvimento radicular, limita a absorção de água e nutrientes e compromete o potencial produtivo ao longo de todo o ciclo.

    A qualidade da semente, aliada ao tratamento de sementes, é considerada a primeira linha de defesa da lavoura. É nesse momento que a semente entra em contato direto com o solo, ambiente favorável à infecção por patógenos. Um tratamento inadequado ou incompatível, associado a erros de plantio, pode ampliar perdas, aumentar a necessidade de replantio e elevar os custos da safra.

    Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja.

    “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/