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set 23 2025 Ferrugem asiática da soja tem focos identificados na safra 2024/2025
Pesquisadores da Seapi monitoram o fungo; clima seco e ondas de calor limitaram avanço da doença
A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, registrou as primeiras ocorrências já em outubro de 2024 no Rio Grande do Sul, logo após o fim do vazio sanitário, em lavouras de Cruz Alta. O monitoramento realizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e pela Emater/RS-Ascar detectou altos níveis de esporos (infecção) nas semanas iniciais da safra 2024/25, com destaque para Muitos Capões (602 esporos), Três Passos (372), Ijuí (293) e Cruz Alta (205).
Os resultados constam da Circular Técnica nº 29 – Programa Monitora Ferrugem RS. Outubro e novembro concentraram os maiores níveis de inóculo, seguidos por março. Entre as regiões, o Planalto Médio apresentou a situação mais crítica, com 5.584 esporos, seguido pelo Planalto Superior–Serra do Nordeste (2.908) e pelo Alto/Médio Vale do Uruguai (2.281). A análise indicou que os picos do fungo ocorreram logo após períodos de chuva e em condições de alta umidade relativa do ar.
Apesar da elevada infecção inicial, o clima freou a expansão da doença. A safra 2024/25 foi marcada pela neutralidade climática — sem predominância de El Niño ou La Niña —, mas com chuvas abaixo da média em grande parte do estado e ondas de calor em fevereiro e março, quando as temperaturas ultrapassaram os 41°C. Esses fatores reduziram a formação de novos focos e resultaram em avanço menor que o observado na safra anterior, quando o El Niño favoreceu a maior disseminação da ferrugem.
O estudo conta ainda com a participação de outras instituições de pesquisa, além do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi). O diretor do DDV destaca que o objetivo é monitorar a presença do fungo nas áreas de produção de soja e identificar as condições meteorológicas favoráveis ao seu desenvolvimento, permitindo a elaboração de um prognóstico de risco de ocorrência da ferrugem-asiática. “As informações geradas podem ser utilizadas para o início do controle da doença e para a tomada de decisão quanto ao uso de fungicidas”, enfatiza Ricardo Felicetti.
Pesquisa e monitoramento
O programa de monitoramento aerobiológico da ferrugem no RS mantém coletores de esporos em 77 lavouras de soja, distribuídas em 75 municípios que representam as 11 regiões ecoclimáticas do estado. Os dados são atualizados semanalmente e disponibilizados em mapas online, auxiliando produtores no manejo preventivo da doença.
De acordo com a doutora em fitopatologia da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira, uma das autoras do estudo, os resultados da Circular Técnica “reforçam a relevância do monitoramento climático aliado à vigilância do patógeno como estratégia essencial para o manejo preventivo da ferrugem asiática da soja”.
Atualmente, o estado cumpre o período de vazio sanitário da soja, em vigor de 3 de julho a 30 de setembro, quando é proibida a manutenção de plantas voluntárias ou em qualquer fase de desenvolvimento. A medida é considerada fundamental para reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 23 2025 Primavera começa nesta segunda-feira (22/9)
Estação termina dia 21 de dezembro
A primavera de 2025, que inicia nessa segunda-feira (22/9), às 15h19, tende a ser próxima da normalidade, ou seja, começa úmida, mas deve terminar mais seca aqui no Rio Grande do Sul. É o que prevê o meteorologista e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone. “A exemplo do que nós tivemos no inverno, a primavera vai começar com uma condição bem típica da estação, com passagem de sistemas meteorológicos que provocam chuva regular e grande amplitude térmica”.
De acordo com Varone, no final de setembro e durante o mês de outubro, a umidade vai predominar. “Vamos ter uma condição de nebulosidade, umidade e chuva durante vários momentos, e isso vai trazer uma condição para outubro de chuva dentro da média e até acima da média na metade Norte do Estado, principalmente”.
Já para novembro, a tendência é de redução da chuva, com volumes abaixo do esperado em boa parte do Rio Grande do Sul. “Principalmente na segunda metade e no final do mês, a tendência é a diminuição da umidade e, consequentemente, da chuva”, acredita Varone. “Essa condição deve acontecer também em dezembro, que deve ser um pouco mais seco no Estado”.
Com relação à temperatura, ainda haverá alguma massa de ar mais frio no começo da primavera. “No final de setembro e em parte de outubro também deve ter uma temperatura mais baixa em alguns momentos. Isso traz uma condição bem típica da estação que é uma grande amplitude térmica, ou seja, noites, madrugadas mais frias e temperaturas mais elevadas durante o período diurno, principalmente à tarde”, explica o meteorologista.
“Então, em novembro e dezembro são esperadas temperaturas mais elevadas, acima da média. No último mês do ano, que já é o final da primavera (ela vai até dia 21), a temperatura deve estar bem mais alta aqui no Estado.”, conclui Varone.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 18 2025 Fertilizantes: não existe caro ou barato
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente
O mercado de fertilizantes brasileiro tem mostrado um movimento interessante nos últimos meses, com compras atingindo 45% até o dia 15 de setembro para a safra 2025/26, segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. Comparativamente, esse percentual representa uma melhora em relação à safra anterior, quando as aquisições estavam em 41%, mas ainda permanece abaixo de anos anteriores, como 2021/22, quando o índice superou 50%, refletindo os desafios e volatilidades do setor.
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente, com ajustes de preços e disponibilidade que impactam diretamente o planejamento do produtor. Souza destaca que “não existe caro ou barato, existe relação de troca, que é o verdadeiro termômetro para os negócios”, reforçando que o poder de compra do agricultor ainda enfrenta limitações devido a relações de troca elevadas e custos pressionados em diversos insumos.
Enquanto parte dos produtores ainda avalia posições para a soja 2025/26, já se observa antecipação estratégica nas negociações para a safra 2026/27, especialmente em operações de maior porte. Para a soja 2025/26, ainda há cerca de 8 a 10% das compras por concretizar, e mais da metade das transações do milho segunda safra permanece pendente, evidenciando que a tomada de decisão depende de fatores climáticos, de mercado e de disponibilidade financeira.
Souza ressalta que, independentemente do momento de compra, a gestão de risco continua sendo essencial para garantir a sustentabilidade financeira do produtor. Cada operação deve considerar oportunidades, limitações e o perfil específico de cada propriedade, de forma a equilibrar investimentos, custos e retorno esperado, garantindo competitividade e segurança para as lavouras brasileiras.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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set 18 2025 Entressafra do milho: Dicas para manejo
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais
O controle de plantas daninhas na cultura do milho, especialmente na entressafra, demanda estratégias bem planejadas. Segundo Tie Prata, engenheiro agrônomo, o uso intensivo de Glifosato em sistemas agrícolas tem favorecido o surgimento de biótipos resistentes, tornando essencial a adoção de diferentes práticas e moléculas herbicidas. A escolha correta de produtos e o respeito aos intervalos entre a aplicação e a semeadura são fundamentais para garantir eficiência e segurança ao cultivo.
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais. Enquanto o herbicida 2,4-D exige apenas sete dias antes da semeadura, produtos como Mesotrione, Atrazina e Iodosulfuron requerem até 90 dias. Seguir essas orientações evita fitotoxicidade nas plantas jovens e assegura um estabelecimento saudável da lavoura, prevenindo problemas futuros.
A diversificação de mecanismos de ação também é recomendada. Alternar moléculas com modos de ação distintos reduz a pressão sobre as plantas resistentes ao Glifosato. Combinar produtos de ação rápida, como o 2,4-D, com herbicidas de maior residualidade, como Isoxaflutole ou Atrazina, mantém a área limpa por mais tempo e dificulta a sobrevivência de biótipos resistentes, aumentando a eficácia do manejo.
Além disso, é preciso atenção à residualidade e à segurança do sistema. Herbicidas mais persistentes proporcionam controle prolongado, mas limitam a flexibilidade da semeadura antecipada. Já produtos de menor residualidade, como Nicosulfuron, permitem replantios mais rápidos, caso necessário. O equilíbrio entre eficácia, segurança e risco de carryover deve orientar a escolha, sempre visando reduzir a resistência ao Glifosato e garantir o sucesso da próxima safra.
“Em resumo: um manejo eficiente de herbicidas na entressafra do milho passa pelo planejamento do calendário de aplicação, rotação de mecanismos de ação e atenção ao residual no solo, sempre com foco em reduzir a pressão de resistência ao Glifosato e garantir a segurança da próxima safra”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 15 2025 Tupanciretã realiza primeira Cavalgada Turística da Rota das Agroindústrias
Tupanciretã se prepara para um evento inédito, a Primeira Cavalgada Turística da Rota das Agroindústrias, no próximo domingo (21/09), a partir das 7h, no Complexo Tupanciretã. As inscrições podem ser realizadas até hoje (15/09), pelas redes sociais da Prefeitura ou diretamente na Secretaria de Turismo e Lazer. O objetivo da cavalgada é valorizar a cultura gaúcha e dar visibilidade às agroindústrias familiares locais, fortalecendo o Turismo Rural e promovendo integração entre produtores e comunidade.
Agroindústrias em destaque
O evento dará visibilidade às agroindústrias familiares locais. De acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar José Luis da Silva, o município conta atualmente com dez agroindústrias legalizadas e outras cinco em processo de legalização.
Segundo ele, a Emater/RS-Ascar acompanha todo o processo de estruturação, desde as orientações iniciais ao produtor até o encaminhamento da documentação, em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e órgãos municipais, como prefeitura, sindicato e Vigilância Sanitária.
“A cavalgada é uma oportunidade de dar visibilidade às agroindústrias e de mostrar o potencial desses empreendimentos. É uma ação nova, inovadora, que contribui para qualificação e valorização do setor”, disse Silva.
Cultura e integração
Além da promoção das agroindústrias, a Cavalgada pretende reforçar a ligação do município com suas tradições. Para José Luis da Silva, o momento simboliza união e valorização da identidade gaúcha. “O povo gaúcho valoriza suas origens e o que tem em seu município. Essa é uma boa oportunidade de integração e fortalecimento da cultura local”, concluiu.
Conhecida como a “Terra da Mãe de Deus”, Tupanciretã se prepara para receber cavaleiros e visitantes em um evento que pretende marcar o calendário cultural da região.
Programação
7h: Roda de chimarrão, fogo de chão, recepção e credenciamento
8h: Início da Cavalgada
9h15: Primeira parada – Agroindústria Schú, café colonial
10h15: Saída da Agroindústria Schú para Agroindústria Embutidos Fioresi
12h30: Almoço típico rural na Agroindústria Novo Caminho
14h30: Retomada da Cavalgada
16h: Última parada com Feira de Produtos Coloniais
17h30: Encerramento com apresentação musicalFonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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set 15 2025 Plantio direto e biodiversidade são aliados no manejo sustentável
Manejo agroecológico reduz uso de insumos e melhora controle biológico
O controle de plantas invasoras em lavouras de grãos está avançando com alternativas sustentáveis que dispensam herbicidas. Segundo pesquisas realizadas pela Embrapa, estratégias como cobertura do solo, semeadura direta e rotação de culturas não apenas reduzem a incidência de espécies como tiririca, trapoeraba e picão-preto, como também promovem equilíbrio ecológico e preservação da agrobiodiversidade.
Diversidade vegetal contribui para sistemas produtivos mais equilibrados
O modelo de produção avaliado integra práticas que visam à manutenção da biodiversidade, como o uso planejado de cultivos na entressafra e o aproveitamento dos resíduos vegetais como barreira física. Essa diversidade limita o predomínio de uma única espécie invasora, dificultando sua proliferação e reduzindo a necessidade de intervenções mecânicas ou químicas.
Sustentabilidade como pilar do manejo de invasoras
Além dos benefícios agronômicos, as práticas sustentáveis de controle contribuem para a conservação do solo, maior infiltração de água e menor risco de erosão. Também estão alinhadas com políticas de incentivo à agroecologia e ao uso racional dos recursos naturais.
O estudo reforça que o manejo eficiente de plantas invasoras pode ser feito com técnicas acessíveis e baseadas no conhecimento ecológico das espécies vegetais. A adoção desses sistemas exige planejamento, mas oferece ganhos significativos em sustentabilidade, redução de custos e segurança ambiental.
Manejo agroecológico reduz uso de insumos e melhora controle biológico
Em experimentos realizados ao longo de quatro anos no Cerrado goiano, o uso de plantas como crotalária, guandu, mucuna-preta e sorgo vassoura mostrou-se eficiente na supressão das principais invasoras, sobretudo quando associado à semeadura direta. Essa combinação gerou uma redução de até três vezes na incidência de tiririca em comparação ao preparo convencional.
Além disso, o efeito supressor sobre a trapoeraba foi significativamente maior com o uso de crotalária e guandu, evidenciando o potencial dessas espécies na manutenção da cobertura vegetal e no bloqueio da luz, condição desfavorável ao desenvolvimento das invasoras.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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set 15 2025 Trigo apresenta desenvolvimento satisfatório no RS
A evolução do cultivo de trigo segue adequada no Rio Grande do Sul, onde 55% das lavouras estão no final do ciclo vegetativo, em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga, 30% estão em floração e 15% estão em enchimento de grãos. O estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/09), a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos. Apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões.
O potencial produtivo do trigo segue promissor, em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura. No entanto, os triticultores gaúchos reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade, em 2.997 kg/ha.
As condições climáticas recentes favorecem também o desenvolvimento da aveia-branca. As lavouras apresentam evolução e distribuição das fases dentro da normalidade: 27% em desenvolvimento vegetativo; 33% em floração; 32% em enchimento de grãos; 6% em maturação; e 2% colhidos. O estado geral e o potencial produtivo das lavouras estão satisfatórios. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.
As lavouras de canola encontram-se em diferentes estágios fenológicos, em função da variação nas épocas de semeadura e das práticas de manejo adotadas. Os estágios reprodutivos correspondem à maioria dos cultivos (55% em floração e 40% em enchimento de grãos), com 1% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e 4% em maturação. Uma pequena parcela foi colhida, mas sem representatividade estatística. De maneira geral, o potencial produtivo permanece elevado, sustentado pelo bom número de síliquas por planta e pela manutenção da sanidade das plantas. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Já as lavouras de cevada encontram-se em desenvolvimento vegetativo (73%), 18% em floração e 9% em formação de grãos. O avanço fenológico ocorre dentro da normalidade, como reflexo das condições climáticas, que permitem o estabelecimento e crescimento da cultura. A sanidade geral das lavouras está satisfatória, sem registros expressivos de doenças de maior impacto econômico. O potencial produtivo está adequado, como resultado da uniformidade do estande e da manutenção do vigor das plantas, especialmente nas áreas destinadas à indústria cervejeira.
Culturas de Verão
Milho – A semeadura do milho avança em ritmos distintos, conforme as condições climáticas de cada local. As chuvas frequentes, em algumas regiões, limitaram o trabalho das máquinas em áreas preparadas, e as baixas temperaturas retardaram a germinação em lavouras recém implantadas. O estande das lavouras está adequado, mesmo com o crescimento inicial reduzido, em função das temperaturas baixas, que diminuem a atividade enzimática e a taxa fotossintética, resultando em metabolismo mais lento e menor expansão foliar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o plantio do milho foi interrompido devido às chuvas intensas. Em São Borja, os produtores realizaram controle de lagartas presentes na palhada e monitoram a cigarrinha. Em Itaqui, foi necessária a abertura de drenos em áreas mais planas e suscetíveis ao encharcamento para viabilizar o desenvolvimento inicial da cultura. Em Santa Margarida do Sul, os produtores empresariais concluíram o plantio na primeira janela do Zoneamento Agrícola. Já os agricultores familiares ainda dependem de maquinário coletivo para a implantação das lavouras de subsistência. A cultura do milho deverá apresentar, na Safra 2025/2026, área de 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha.
Olerícolas e Frutícolas
Beneficiado pelo clima favorável, com temperatura amena, luminosidade e chuvas passageiras, o desenvolvimento das olerícolas é excelente na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Linha Nova, o clima desde agosto tem beneficiado o cultivo de couve-flor, repolho-verde, repolho-roxo e brócolis, promovendo um ambiente adequado para o crescimento saudável das plantas.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, apesar de alguns períodos mais frios, não houve prejuízo às olerícolas. A implantação de cultivares de verão em todo o Estado tem sido priorizada pelos agricultores e o plantio das demais culturas se dá de forma escalonada. Os cultivos de alho e cebola estão em excelente estado fitossanitário, com folhas bem desenvolvidas e coloração verde intensa. As primeiras áreas de cebola iniciam a fase de formação de bulbos.
Mandioca – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, continua a colheita e o preparo de novas áreas para a próxima safra, cujo plantio chega a cerca de 50%. Muitos agricultores estão em busca de mudas em outras regiões, pois a oferta local está insuficiente para atender à demanda. O preço médio pago ao produtor sofreu forte redução: R$ 4,50/kg in natura e R$ 7,00/kg industrializado.
Ameixa – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os pomares já encerraram a floração das variedades de ciclo tardio. No período, a ameixeira Letícia apresentou plena floração, e a Fortune (popular ‘Italianinha’) encontra-se na fase de pegamento de frutos. Em virtude da ocorrência de dias abafados e de alguns dias chuvosos, além da umidade nos pomares, os produtores realizaram os tratamentos fitossanitários, visando ao controle preventivo de podridão-parda nas culturas de pêssego, nectarina e ameixa.
Pastagens e Criações
As forrageiras apresentam bom desenvolvimento, principalmente o azevém, que garante elevada produção de massa verde. As aveias de ciclo curto estão em fase final, com menor oferta de forragem. Já as espécies anuais de verão encontram-se em emergência, com semeaduras escalonadas. O campo nativo segue em repouso, e por haver baixa disponibilidade permanecerá em fase de descanso para uso posterior no pastoreio.
Bovinocultura de Corte – O estado nutricional e o escore corporal dos animais estão adequados, favorecidos pela recuperação das pastagens de inverno e pelo aumento da disponibilidade de massa verde. O estado sanitário dos rebanhos está satisfatório. Foram realizadas vacinas, e a vermifugação se encontra em andamento conforme o calendário sanitário. Em relação às fases produtivas, destacam-se matrizes em período de parição e animais destinados à engorda.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, inicia-se a retirada de animais das áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), processo que se estende até outubro em alguns contratos, o que deve ampliar a oferta de animais gordos, bem como de categorias destinadas à engorda e terminação. Em Bagé, nos sistemas de cria, tem sido efetuado manejo de terneiros recém-nascidos, além de assistência às parições. O estado sanitário dos rebanhos está satisfatório, embora já se observe aumento de carrapatos em algumas propriedades.
Bovinocultura de Leite – O volume de produção leiteira permanece no ápice da curva sazonal, e houve expressivo incremento nas propriedades conduzidas em sistema de produção a pasto. O preço do leite segue recuando, e há projeções de nova redução para o próximo período de pagamento. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, a baixa luminosidade comprometeu o desenvolvimento das pastagens cultivadas, resultando em oferta limitada de forragem e impactando negativamente o escore corporal dos animais. Na de Santa Rosa, os dias ensolarados intercalados com chuvas favoreceram o crescimento das forrageiras e o bem-estar animal, ampliando o consumo de alimentos a campo.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 11 2025 Dia de Campo da CCGL vai mostrar como segunda fonte de forragem aumenta sólidos e rentabilidade na produção de leite
A diversificação da dieta das vacas leiteiras, por meio da adoção de uma segunda fonte de forragem, tem se mostrado uma estratégia importante para aumentar os sólidos do leite e melhorar a rentabilidade das propriedades. Esse será o foco de uma das estações técnicas do XV Dia de Campo da CCGL, que acontece no dia 18 de setembro, no Tambo Experimental da cooperativa, em Cruz Alta.
Conduzida por Natália Marins Bastos (CCGL), Djonatan Machado (COTRIROSA) e Luiz Gonzaga (BIOTRIGO), a estação apresentará estratégias e cases práticos de produtores CCGL que já incorporaram essa tecnologia à rotina. O tema, “Segunda fonte de forragem: A importância na produção de leite com mais sólidos”, vai mostrar como o planejamento forrageiro garante maior eficiência no uso da terra, otimiza a dieta, reduz custos da diária da vaca e fortalece a segurança alimentar da propriedade.
Com resultados comprovados, a inclusão de diferentes tipos de fibra na alimentação permite maior estabilidade produtiva ao longo do ano e assegura ganhos econômicos consistentes, além de auxiliar no equilíbrio da flora ruminal garantindo a saúde da vaca. A estação reforça o compromisso da CCGL em levar inovação, conhecimento e soluções práticas para os desafios do campo, construindo hoje o leite do futuro.
Essa é uma das sete estações que compõem a programação do evento, que traz como tema central “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.
Fonte:https://rtc.coop.br/
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set 11 2025 Pecuária e lavoura: parceria sustentável
Outro efeito positivo da ILP é a descompactação do solo
A integração lavoura-pecuária (ILP) tem se mostrado uma prática estratégica para produtores rurais que buscam produtividade aliada à sustentabilidade. Segundo Elio B. Junior, gerente de projetos de produtos na TBDC Agro Software, a experiência de interagir com produtores e atores do agro trouxe aprendizados importantes sobre como a ILP pode gerar benefícios concretos ao campo.
Um dos principais ganhos está na melhoria da qualidade do solo. A rotação de culturas com pastagem aumenta a matéria orgânica, essencial para a agregação do solo e para a retenção de água e nutrientes, criando um ambiente mais saudável para o desenvolvimento das culturas. Além disso, a presença do gado contribui diretamente para a ciclagem de nutrientes: fezes e urina atuam como fertilizantes naturais, reduzindo a dependência de adubos químicos e fortalecendo a sustentabilidade da produção.
Outro efeito positivo da ILP é a descompactação do solo, favorecida pelo sistema radicular das forrageiras, que auxilia na aeração do solo e facilita a penetração de água. Esse processo promove maior robustez às lavouras e melhora a eficiência do manejo agrícola ao longo do tempo, refletindo em produtividade mais consistente e menor vulnerabilidade a extremos climático.
Práticas como a ILP demonstram que a integração entre pecuária e agricultura vai além da diversificação da produção. Ela oferece soluções naturais para desafios tradicionais do campo, equilibrando produtividade, saúde do solo e sustentabilidade ambiental, consolidando-se como um modelo cada vez mais valorizado por produtores e especialistas do setor agroindustrial.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 09 2025 Exportações brasileiras de soja batem recorde em 2025
Demanda da China impulsiona soja brasileira
Segundo a análise semanal do Imea, divulgada nesta segunda-feira (8) com base em dados da Secex, as exportações brasileiras de soja atingiram recorde em 2025. “O acumulado até agosto totalizou 86,54 milhões de toneladas, incremento de 3,72% em relação ao mesmo período de 2024”, informou o instituto.
Apesar da queda de 23,81% frente a julho, os 9,34 milhões de toneladas embarcados em agosto representaram “o maior volume da série histórica para o mês, aumento de 16,13% em relação a agosto de 2024”, destacou a análise. O desempenho foi atribuído à demanda da China, que, em meio à disputa comercial com os Estados Unidos, “manteve o foco na soja brasileira”.
Em Mato Grosso, também foi registrado recorde em agosto, com 1,25 milhão de toneladas exportadas, avanço de 118,08% em comparação com agosto de 2024. “No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o estado embarcou 27,89 milhões de toneladas, superando as 24,73 milhões de toneladas exportadas em todo o ano de 2024”, apontou o Imea. Sobre o destino da soja mato-grossense, a China respondeu por 82,40% das exportações do estado em agosto. “No acumulado de 2025, as compras chinesas somaram 19,14 milhões de toneladas, volume 33,41% superior ao registrado entre janeiro e agosto de 2024”, concluiu o instituto.Fonte:https://www.agrolink.com.br/