Dara Luiza Hamann

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  • Tecnologia no campo explica a força por trás da supersafra de soja, por Christian Pflug

    A safra brasileira de grãos 2024/25 caminha para um marco histórico. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 339,6 milhões de toneladas, um salto de 42,2 milhões sobre a safra anterior. Entre os destaques, a soja brilha com 169,5 milhões de toneladas estimadas, o maior volume já registrado. Esse avanço não veio por acaso: ele é resultado direto da combinação de boas condições climáticas, gestão profissional no campo e o uso estratégico de ferramentas como biotecnologia, genética avançada e tratamento de sementes.

    Nesse cenário, quando combinadas, as tecnologias têm se mostrado ainda mais eficazes. Sistemas compostos por genética de alta performance, biotecnologias e herbicidas apresentam resultados superlativos, especialmente no controle de pragas. É o caso do controle do caruru (Amaranthus hybridus), uma das plantas daninhas mais severas que atingem as lavouras de soja. A daninha pode impactar a produtividade da oleaginosa em até 80%, segundo estudos da Embrapa, pois se trata de uma planta exótica e extremamente agressiva e de difícil controle, já que compete diretamente com as culturas por água, luz e nutrientes, reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras. O uso combinado das cultivares com biotecnologias, aliado ao correto manejo de herbicidas para controle de plantas daninhas, impulsiona significativamente a produtividade da soja.

    A genética também desempenha um papel decisivo no campo. O desenvolvimento de cultivares adaptadas às principais regiões produtoras, que associam tolerância a herbicidas com proteção contra lagartas, é um dos maiores desafios na cultura da soja. Dispor de soluções que deem conta da questão é fundamental para o sucesso dos produtores. Atualmente, o mercado oferece opções elaboradas a partir de alto volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Como resultado, a inovação genética se tornou verdadeira aliada dos produtores rurais, trazendo elevado desempenho agronômico.

    Outro pilar dessa transformação silenciosa no campo é o Tratamento de Sementes (TS). Aplicações direcionadas de defensivos, bioestimulantes e nutrientes ainda na semente asseguram proteção nas fases iniciais da planta, elevando as chances de emergência uniforme e vigorosa. Isso se traduz em lavouras mais resilientes e produtivas desde o primeiro estágio da safra, especialmente em regiões com histórico de estresse climático ou alta pressão de pragas.

     Ao olhar para os números, fica evidente que a safra 2024/25 não é apenas um feito climático ou estatístico, mas o resultado direto da adoção de tecnologias modernas, de uma gestão profissional e do tratamento de sementes. Essa tríade fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e aponta para um futuro em que produtividade, sustentabilidade e inovação caminham lado a lado, com o produtor rural no centro dessa transformação.
    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
  • Buva desafia produtores e eleva custos: manejo integrado é chave no controle

    Evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas

     

    A buva (Conyza bonariensis), planta daninha presente em praticamente todas as regiões agrícolas do Brasil, segue como uma das principais ameaças à produtividade das lavouras. Altamente adaptável e resistente, a espécie tem elevado os custos de produção, exigindo investimentos crescentes em herbicidas, maquinário e estratégias de manejo integrado.

    Segundo pesquisadores, o avanço da resistência da buva aos herbicidas tradicionais, como o glifosato, preocupa agricultores especialmente em áreas de soja, milho e trigo. Em algumas regiões, relatos indicam resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação, o que compromete a eficiência do controle químico isolado e pressiona a adoção de medidas complementares.

    Evolução da resistência

    A evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas em cada região. No Sul do Brasil, por exemplo, a dependência histórica do glifosato acelerou a seleção de biótipos resistentes. Já no Cerrado, embora a resistência seja mais recente, sua disseminação ocorre de forma rápida, impulsionada pela grande área cultivada em sistema de plantio direto e pelo uso repetitivo dos mesmos produtos.

    Técnicas de manejo mais eficazes

    Entre as estratégias mais eficientes, o manejo integrado se destaca. O uso de herbicidas pré-emergentes, combinado com aplicações pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação, tem mostrado resultados consistentes. Além disso, a rotação de culturas e a utilização de coberturas vegetais são apontadas como práticas fundamentais para reduzir o banco de sementes no solo. Em algumas áreas, produtores também relatam maior eficiência ao associar controle químico e mecânico, especialmente em reboleiras mais densas.

    Avaliação entre controle químico e mecânico

    A escolha entre controle químico e mecânico deve considerar fatores como densidade de infestação, estádio de desenvolvimento da buva, custo de operação e condições climáticas. Enquanto o controle químico é mais viável em áreas extensas e com infestação inicial, o manejo mecânico pode ser uma alternativa para situações pontuais ou em áreas onde a resistência já limita a eficácia dos herbicidas.

    Influência do clima no ciclo da buva

    O clima exerce papel decisivo no ciclo da buva. Em períodos de inverno mais ameno, com baixa ocorrência de geadas, a planta se estabelece mais facilmente e amplia sua janela de emergência. Já em verões quentes e chuvosos, a germinação tende a ser mais intensa, favorecendo a rápida multiplicação da população. Esse comportamento exige monitoramento constante e ajustes no calendário de manejo.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Estabelecimento inicial do milho no RS é satisfatório, aponta Emater/RS-Ascar

    A maior área produtora de milho no Rio Grande do Sul é a região de Santa Rosa, onde a Emater/RS-Ascar projeta para a Safra de Verão 2025/2026 o plantio de 137.501 hectares, com rendimento médio esperado de 8.240 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/09), grande parte das lavouras implantadas na segunda quinzena de agosto estão em fase inicial de emergência. Nas áreas semeadas de forma antecipada, o desenvolvimento inicial está satisfatório.

    A Emater/RS-Ascar realizou o levantamento de área para a projeção inicial da Safra de Verão 2025/2026, apresentado na última terça-feira (02/09), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa, na 48ª Expointer, que acontece até o próximo domingo (07/09), em Esteio. Foram consideradas informações de 490 municípios gaúchos, que abrangem entre 95% e 100% da área cultivada no Estado. Os dados preliminares indicam expansão tanto em milho grãos quanto milho para silagem, estabilidade na soja e retração em arroz (Irga) e no feijão 1ª safra.

    Na cultura do milho, a área projetada para a próxima safra é de 785.030 hectares, com a produtividade permanecendo estável, em 7.376 kg/ha, resultando em uma produção estimada de 5.789.995 toneladas de milho, o que representa crescimento de 9,45% em relação à safra anterior. Os principais fatores para esse aumento são a elevada renda por unidade de área, obtida no ano anterior; o fomento estatal em programas específicos; a possibilidade de cultivos sucessivos e a manutenção de cotações em patamar superior ao ano anterior.

    A semeadura de milho apresenta andamento diferenciado entre as regiões, em função das condições de solo, relevo e regime térmico. As precipitações observadas ao longo de agosto e início de setembro proporcionaram condições adequadas de umidade em grande parte das áreas, favorecendo a semeadura e a emergência das lavouras. A elevação das temperaturas vem contribuindo para a rápida germinação e estabelecimento inicial das plantas.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, prevê-se o cultivo de 93.020 hectares com milho, e produtividade de 7.546 kg/ha. Na região dos Campos de Cima da Serra, a implantação da cultura do milho deverá iniciar apenas no final de setembro, concentrando-se ao longo de outubro. Já nos Aparados da Serra, a maior parte da área será estabelecida em novembro, em decorrência da altitude elevada e das temperaturas mais baixas.

    Para milho silagem, a Emater/RS-Ascar projeta um incremento da área de quase 3%, chegando a 366 mil hectares, e aumento da produtividade para pouco mais de 38 mil kg/ha, resultando em uma produção de 14 milhões de toneladas de milho silagem para a safra 20025/2026 no RS, um aumento de +8,29%. Esse aumento é consequência da importância desse alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante a escassez hídrica, e de alguns agricultores que se dedicam à produção e venda para mercados regionais, inclusive para bovinos de corte.

    Culturas de inverno

    No Rio Grande do Sul, a cultura do trigo apresenta desenvolvimento e estado fitossanitário adequados, em função da alternância regular entre períodos chuvosos e secos nas últimas semanas. A disponibilidade hídrica no solo e a elevada incidência solar têm proporcionado condições para o perfilhamento, para o alongamento de colmos e para o início das fases reprodutivas. Atualmente, 70% das lavouras de trigo estão em fase vegetativa, 20% em floração e 10% em enchimento de grãos. O cenário estadual permanece dentro da normalidade, e há perspectivas positivas de produtividade, caso as condições climáticas sigam favoráveis ao longo do período crítico de floração e enchimento de grãos.

    A cultura da aveia-branca apresenta desenvolvimento satisfatório em grande parte das lavouras, predominando os estágios de florescimento e enchimento de grãos. Nas regiões de maior expressão produtiva, como o Noroeste e o Planalto Médio, os cultivos de aveia-branca estão em estágios mais avançados e a colheita das lavouras precoces começa a ser planejada.

    Na canola, os dias ensolarados e as temperaturas em elevação no final de agosto favoreceram o florescimento e a formação de grãos em diferentes regiões. A disponibilidade adequada de radiação solar tem estimulado a polinização natural, intensificada pela presença de abelhas, fator que pode contribuir para o incremento da produtividade.

    Olerícolas e frutícolas 

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o clima das últimas semanas tem favorecido o desenvolvimento das olerícolas, em razão da boa combinação de luminosidade, das temperaturas amenas e da adequada umidade no solo. Houve aumento da oferta e melhora na qualidade da produção. As condições produtivas e sanitárias das olerícolas seguem propícias, com avanço das culturas de primavera e investimentos em estruturas de cultivo protegido, mesmo diante de alguns impactos climáticos.

    A oferta de folhosas no mercado regional de Frederico Westphalen está alta, e os produtos apresentam bom porte e qualidade. No entanto, a demanda reduziu drasticamente nos últimos dias, pois as hortas domésticas estão em pleno desenvolvimento, favorecidas pelo clima. Culturas como moranga, abóbora, tomate e mandioca estão em processo de preparo de solo para receber as mudas ou manivas, tanto nas áreas comerciais quanto para autoconsumo.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em São José do Norte, o transplantio da cebola foi concluído nos 1.440 hectares previstos, sendo cerca de 16 hectares de forma mecanizada. As áreas de semeadura direta representam cerca de 2% (30 ha) do total cultivado no município, e há tendência de aumento para a próxima safra. Em Herval e Pedras Altas, foi concluído o plantio dos bulbos de cebola para a produção de sementes, e a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo.

    As frutícolas, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, apresentam bom desenvolvimento. A cultura de morango tem emitido floração abundante, e houve aumento de frutos maduros, porém elevou-se a presença de ácaros nas plantas. Os frutos das culturas de pêssego e nectarina se desenvolvem de forma adiantada. A poda das videiras está finalizada, e as plantas iniciam a fase de brotação.

    Sobre a uva na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as condições climáticas permitiram a aceleração da poda de inverno, faltando podar em torno de 15% da área de videiras nas regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, devendo ser encerrada nos próximos dias. As variedades mais precoces, como a Vênus e as situadas em áreas mais quentes da região, já estão no início da brotação, mas ainda não emitem botões florais.

    Pastagens e criações

    Os campos nativos e as pastagens perenes de verão apresentaram melhora na oferta e qualidade da forragem, favorecidas por radiação solar e temperaturas elevadas, além de umidade adequada, que permitiram maior carga de pastejo e melhor eficiência. Especialmente nos campos melhorados com azevém, o manejo adequado aumentou a qualidade da pastagem, suportando altas lotações. Os produtores também efetuaram o plantio de milho para silagem e de pastagens anuais de verão, aproveitando a boa umidade do solo.

    As temperaturas elevadas e os dias ensolarados beneficiaram o conforto térmico e o desempenho dos rebanhos de corte, tanto a pasto quanto em confinamento. A fase predominante do rebanho ainda é a de gestação, e as parições seguem avançando. A maioria dos produtores aplicou o reforço da vacina preventiva para clostridioses, e intensificaram o controle de parasitas. Nas áreas onde há o sistema de Integração Lavoura Pecuária iniciam-se os preparativos para o cultivo da soja.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os pescadores artesanais da Lagoa dos Patos estão em período de seguro defeso, que seguirá até o dia 30/09. Em Arroio Grande, uma cooperativa registrou dificuldades na comercialização do pescado e, como alternativa, prospectaram novos mercados, incluindo os institucionais.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Produtividade começa no solo: tema será abordado no Dia de Campo da CCGL

    O XV Dia de Campo da CCGL, que acontece no dia 18 de setembro em Cruz Alta, terá uma estação dedicada a um dos pilares da atividade leiteira: a fertilidade do solo. A apresentação “Fertilidade do solo: a base da produtividade” será conduzida pelo pesquisador Dr. Jackson E. Fiorin, da RTC/CCGL e o produtor Everton Hartwig, destacando como a correta correção e o manejo de nutrientes vão muito além da adubação tradicional com NPK.

    Na estação, os especialistas vão discutir como a análise detalhada do solo e o uso de tecnologias de manejo podem resultar em incremento de produção e retorno econômico para os produtores. A proposta é mostrar que olhar para a fertilidade de forma estratégica é fundamental para garantir sustentabilidade, eficiência e competitividade na cadeia do leite.

    Esse tema integra o conjunto de sete estações técnicas que vão compor o Dia de Campo, todas alinhadas ao mote do evento: “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Feira amplia oportunidades para pequenos produtores na Expointer

    Plataforma conecta agroindústrias familiares a consumidores e empresas

     

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), lançou, na terça-feira (2/9), na 48ª Expointer, a Feira Digital Sabor Gaúcho, plataforma que moderniza a comercialização de produtos da agricultura familiar e fortalece a gestão dos empreendimentos rurais.

    A iniciativa conecta produtores a outros mercados, amplia a visibilidade das agroindústrias e contribui para a profissionalização do setor. A plataforma oferece atualização de preços, logística e meios de pagamento, além de cursos e capacitações em marketing digital e gestão comercial.

    No Pavilhão da Agricultura Familiar, um espaço permanente oferece orientação prática aos produtores sobre cadastro, logística e vendas online, garantindo o início da comercialização de produtos para restaurantes, bares e distribuidores. A expectativa é que a plataforma também permita vendas diretamente ao consumidor final, ampliando ainda mais o alcance das agroindústrias familiares.

    A força do mercado digital

    Entre os produtos disponíveis estão queijos artesanais, polpas de frutas, vinhos, geleias, doces, salames e outros itens típicos das agroindústrias familiares gaúchas. A feira digital possibilita que os empreendimentos continuem vendendo mesmo após o fim da Expointer, aumentando o alcance dos produtos e fortalecendo a presença no mercado digital, segundo o proprietário da agroindústria Estrelat em Estrela, Roberto Oliveira.

    O titular da SDR, Vilson Covatti, ressaltou que a plataforma é um marco para a inovação e a sucessão rural, aumentando a visibilidade de produtos que muitas vezes não chegam a canais mais amplos e preparando as novas gerações para administrar os negócios rurais em uma era digital.

    Conforme a diretora-executiva da Produtores Gaúchos Unidos, Aline Barili Alves, a iniciativa não é apenas uma vitrine online. A plataforma organiza o dia a dia dos empreendimentos, ao facilitar cadastro, logística e meios de pagamento, e ainda prepara os produtores para expandirem suas vendas no mercado digital.

    O diretor-geral da SDR, Romano Scapin, destacou a importância da governança conjunta das secretarias e a conexão da feira digital com o Centro de Inteligência do Agronegócio (Centro Agro), pontuando que o Pavilhão da Agricultura Familiar valoriza tradição, dedicação e visibilidade dos empreendimentos familiares.

    Parcerias para fortalecimento da agricultura familiar

    A iniciativa envolve parcerias da SDR com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (Seidape), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), a Invest RS, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), garantindo suporte técnico, capacitação e fortalecimento da agricultura familiar em todo o Estado.

    O lançamento contou com a presença de autoridades e parceiros estratégicos, entre eles o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, além do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Presença de carrapatos resistentes é maior do que o previsto no RS

    Uma pesquisa realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mostrou dados significativos sobre a resistência dos carrapatos que afetam o rebanho gaúcho aos produtos existentes no mercado. A responsável pelo Serviço de Doenças Parasitárias da Seapi, Nathalia Bidone, mostrou que os sete carrapaticidas testados no estudo apresentaram resistência em mais de 80% das propriedades, com um deles chegando a 100%. “O resultado mostrou uma realidade muito pior do que nós imaginávamos”, afirmou Nathália.

    A pesquisadora também afirmou que a Seapi está realizando um estudo que avalia a importância do trânsito de bovinos na dispersão de carrapatos resistentes, em parceria com a Universidade da Carolina do Norte. “Fizemos toda a interrelação dos dados de bioensaios, que são os testes de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas, com as análises de rede.” Esse trabalho é uma parceria dos Departamentos de Vigilância e Defesa Animal (DDA) e de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi com a Universidade da Carolina do Norte, através do convênio entre a Secretaria e o Fundesa.

    A mesa-redonda “O carrapato bovino no Conesul: cenários, impactos e diretrizes” ocorreu na Casa do Fundesa nesta segunda-feira (01/09), na Expointer, e contou com representantes do Brasil, Uruguai e Argentina. Ao fazer a saudação no primeiro encontro realizado na nova sede do fundo, Kerber deu as boas-vindas à “casa da sanidade animal no Rio Grande do Sul” e destacou a importância de todos estarem atentos à questão da resistência aos carrapaticidas. O secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, afirmou que o carrapato causa prejuízos imensuráveis ao estado e está sendo discutido com a profundidade necessária e direcionamento para a solução.

    O pesquisador do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, (IPVDF), também da Seapi, José Reck, apresentou os 10 passos para o controle do carrapato, conteúdo que será publicado em breve em Nota Técnica pela Secretaria da Agricultura, com orientações sobre como proceder para contornar a situação no grave cenário atual. Dados apresentados pelos palestrantes do Uruguai e Argentina revelaram que nos dois países vizinhos a situação é igualmente grave.

    O teste para saber qual a melhor opção de produto a ser utilizado no combate ao carrapato é gratuito. Nathalia Bidone destacou ainda que o manejo do carrapato e a recomendação do produto deve ser feito por um profissional médico veterinário. Para mais informações acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/carta-de-servicos/servicos?servico=1486

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Emater/RS-Ascar projeta aumento na produção de soja e milho no RS

    A estimativa da safra de verão 2025/2026 foi apresentada hoje

     

    Na manhã desta terça-feira (02/09), a Emater/RS-Ascar apresentou as estimativas iniciais da Safra de Grãos de Verão 2025/2026, durante o tradicional Café com a Imprensa, na Arena da Extensão, na Expointer. De acordo com levantamento inicial, o Rio Grande do Sul terá uma produção de 35.328.754 toneladas, +27,30% superior à safra passada, que foi de 27.752.455 toneladas de grãos, incluindo soja, arroz, milho, milho silagem, feijão e sorgo.

    Destaque para o milho grão, que deve apresentar aumento de área de +9,31%, passando de 718.190 hectares cultivados na safra anterior, para 785.030 hectares para esta safra. A produtividade calculada pela tendência é de 7.376 quilos de milho por hectare, -0,03% em relação à produtividade da safra passada, que foi de 7.378 quilos de milho por hectare. Essas projeções geram uma expectativa de produção de 5.789.995 toneladas, ou seja, +9,45% acima das 5.290.051 toneladas de milho produzidas na safra passada.

    Já a soja, principal commodity cultivada no Estado, a produção projetada é de 21.440.133 toneladas, +57,14% a mais do que na safra passada, que foi de 13.643.936 toneladas do grão, numa área de 6.742.236 hectares, -0,80% menor do que na safra passada, quando foram cultivados 6.796.916 hectares. A produtividade esperada é de 3.180 quilos de soja por hectare nesta safra, +58,29% acima da produtividade em 2024/2025, que foi de 2.009 quilos de soja por hectare.

    “Importante ressaltar que, de todas as regiões produtoras de soja, três ultrapassam 1 milhão de hectares projetados para serem cultivados nesta safra, que são Bagé, Ijuí e Santa Maria, apesar da pequena redução de área esperada, reflexo da estiagem passada”, avalia o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, ao apresentar as projeções para a safra de grãos de verão.

    No caso do milho e do milho silagem, Baldissera observa a variação das produtividades apresentadas nas diversas regiões produtoras, que visivelmente reflete as ambiências de cada região, mas que merece um olhar técnico mais apurado.

    A área a ser cultivada com milho silagem nesta safra é de 366.067 hectares, 2,74% a mais do que na safra passada, quando foram cultivados no RS 356.300 hectares. Com uma produtividade esperada de 38.338 quilos de milho silagem por hectare, 5,28% a mais do que na safra passada, que foi de 36.416 quilos por hectare, o milho silagem deve atingir uma produção 8,29% maior, passando de 12.960.145 toneladas na safra passada para 14.034.434 de toneladas de milho silagem nesta safra.

    O feijão 1ª safra apresenta como estimativa inicial uma redução da área de -15,27%, passando de 30.797 hectares cultivados na safra passada para 26.096 hectares a serem cultivados nesta safra de verão no RS. A produtividade esperada é de 1.779 quilos de feijão por hectare, ou seja, -2,97% inferior à da safra passada, que foi de 1.833 quilos de feijão por hectare. Isso permite projetar uma produção estadual de feijão de -17,27%, passando de 56.098 toneladas na safra passada para 46.412 toneladas nesta safra.

    No arroz, dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) também apresentam redução de área de -5,17%, passando de 970.216 hectares para 920.081 hectares nesta safra, o que projeta uma produção -8,10% menor do que na safra passada, que foi de 8.762.370 toneladas, para 8.052.213 toneladas nesta safra. A produtividade esperada nesta safra é de 8.752 quilos de arroz por hectare, -3,23% menor do que na safra passada, que foi de 9.044 quilos de arroz por hectare.

    A novidade nesta estimativa inicial é a inclusão do sorgo como uma cultura que ocupa áreas consideráveis, a exemplo de Bagé, onde é cultivado em mais de 8 mil hectares (8.317 ha), totalizando no Estado 11.888 hectares.

    Projeções climáticas

    Antes da apresentação das estimativas de produção dos grãos de verão, o meteorologista da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone, projetou uma primavera dentro da normalidade, com precipitações em setembro e outubro dentro da média, sendo novembro esperado como mais seco, ou seja, com chuvas abaixo da média. As temperaturas ficarão mais elevadas, acima da média no trimestre de setembro a novembro. Já para o verão, a tendência é de temperaturas acima da média e chuvas próximas da média. Varone destaca que os dados são atualizados todas as semanais e podem ser conferidos no www.simagro.rs.gov.br.

    Qualificação e valorização

    A constante qualificação e valorização do quadro profissional da Emater/RS-Ascar foi destacada pelo presidente Luciano Schwerz, ao anunciar, através da implementação da Operação Terra Forte, programa de recuperação de solos do Rio Grande do Sul, a reestruturação da frota de veículos da Instituição, que dará suporte ao trabalho no campo, e a contratação de 144 novos extensionistas. “O Terra Forte é fruto de importante parceria, de respeito e comprometimento com o agricultor, que está no nosso horizonte de atuação, para os quais alcançamos oportunidades”, diz Schwerz.

    Para o secretário estadual da Seapi, Edvilson Brum, “o olho no olho favorece construir, juntos, alternativas de produção, fortalecidas pelo trabalho realizado pelos extensionistas da Emater”, analisa, ao ressaltar a importância da comunicação e da imprensa nesse processo de fortalecimento da agricultura familiar gaúcha.

    O trabalho qualificado e as parcerias renovadas e fortalecidas foram destacados pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, ao avaliar a Operação Terra Forte como o maior investimento de recuperação do solo e da agricultura gaúcha, “garantida pelos extensionistas da Emater, a partir do trabalho realizado, que vemos, na realidade, os resultados no campo”, diz Covatti. O secretário ressaltou que o Terra Forte vai beneficiar 15 mil famílias de agricultores, que serão definidas pelos conselhos municipais da agricultura, através de parceria com as prefeituras.

    Além da imprensa, prestigiaram a apresentação das estimativas iniciais da safra de grãos de verão da Emater/RS-Ascar, ex-presidentes e ex-diretores da Instituição, a secretária estadual de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas, secretários adjuntos da Seapi e da SDR, representantes de cooperativas, universidades, do IBGE, e o superintendente regional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no RS, José Cleber de Souza, além de gerentes estaduais e regionais da Emater/RS-Ascar e extensionistas rurais.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Agroindústria gera 340 mil empregos no Rio Grande do Sul

    Rio Grande do Sul tem 14,7 mil indústrias ligadas ao agronegócio

     

    O Rio Grande do Sul concentra atualmente 14,7 mil indústrias da transformação ligadas ao agronegócio, responsáveis por 340,5 mil empregos e por movimentar US$ 10,7 bilhões em exportações, segundo levantamento do Sistema FIERGS. A relevância do setor está em destaque na Expointer, considerada a maior feira agropecuária da América Latina, que ocorre em Esteio até o próximo domingo (7).

    Durante o evento, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) promove ações voltadas a negócios, inovação e conhecimento. Entre os destaques está o lançamento do Observatório da Agroindústria, marcado para quinta-feira (4), em seu estande institucional. A plataforma digital reúne dados sobre o desempenho da agroindústria gaúcha.

    O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, destacou a importância da feira para a integração do setor. “O agronegócio vai muito além da lavoura. Para que exista agroindústria, é preciso ter agropecuária. Para que haja agropecuária, são indispensáveis os insumos agrícolas, como máquinas e fertilizantes. Tudo está conectado”, afirmou. Ele acrescentou: “E não há lugar melhor para fortalecer as pautas do agro do que a Expointer”.

    De acordo com a FIERGS, 13,8 mil indústrias do estado são classificadas como agroindústrias, representando 27% do setor industrial gaúcho. Essas unidades geram 294,2 mil empregos, equivalem a 34% da mão de obra industrial e movimentaram US$ 10 bilhões em exportações, o que corresponde a 45,5% das vendas externas do estado. O Rio Grande do Sul é o quinto em número de agroindústrias e ocupa a terceira posição no ranking nacional de exportação de produtos agroindustriais.

    No segmento de insumos agropecuários, que inclui máquinas, fertilizantes, rações e medicamentos veterinários, o estado conta com 884 estabelecimentos, equivalentes a 1,7% das indústrias locais. Essa atividade emprega 46,3 mil pessoas e registrou exportações de US$ 682,3 milhões em 2024, segundo a FIERGS. O estado ocupa a segunda posição nacional nesse segmento, tanto em número de estabelecimentos quanto em exportações.

    As máquinas e equipamentos agrícolas se destacam nesse contexto. O Rio Grande do Sul é o segundo maior exportador do país, com vendas externas de US$ 446,6 milhões em 2024, atrás apenas de São Paulo. Panambi lidera em número de estabelecimentos, com 35 fábricas que empregam 5,7 mil trabalhadores. O estado ainda responde por 60% da produção nacional de tratores agrícolas.

    O Observatório da Agroindústria, que será apresentado oficialmente na Expointer, é resultado da parceria entre o Conselho da Agroindústria (Conagro), a Unidade de Estudos Econômicos (UEE) e o Observatório da Indústria. Segundo a FIERGS, a ferramenta foi criada para “auxiliar o setor a identificar desafios e oportunidades”, reunindo dados sobre exportações, geração de empregos e participação do setor na economia.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Segunda safra de milho enfrenta desafios logísticos

    A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025

     

    A colheita da segunda safra de milho no Brasil atingiu 94,8% da área plantada, desempenho acima da média histórica recente, mas ainda atrasado em relação ao ciclo anterior. O atraso compromete o período mais competitivo para exportação, entre julho e setembro, fazendo com que parte do milho chegue ao mercado quando os Estados Unidos já ofertam grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil e pressionando preços.

    A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025, com risco de sobreoferta. No mercado interno, o consumo é robusto, puxado pela indústria de ração animal e pelo etanol de milho, que absorve cerca de 21 milhões de toneladas. Mesmo assim, a pressão sobre os preços deve se manter ao longo do ano, aliviando apenas em períodos de menor disponibilidade, como dezembro e janeiro.

    “O milho brasileiro tem uma janela mais competitiva de julho a setembro. Se a colheita e o programa de exportação atrasam, parte desse milho só chega ao mercado quando os Estados Unidos já estão ofertando grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil nas vendas externas e pressionando os preços”, analisa Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

    Os principais destinos continuam sendo China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Vietnã e Egito, mas a concorrência internacional está mais acirrada. Conflitos geopolíticos e disputas tarifárias exigem do Brasil a busca por novos mercados e a consolidação de parcerias já existentes.

    Fatores como câmbio, clima e gargalos logísticos serão determinantes para a competitividade. O real valorizado reduz a vantagem frente a EUA e Argentina, enquanto safras cheias nesses países ampliam a oferta global. A capacidade de armazenagem interna é limitada, e o escoamento depende majoritariamente da malha rodoviária, elevando custos. Estratégias de gestão de risco, como fracionar vendas e travar custos, são essenciais para proteger o produtor e garantir fluidez nos embarques.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • XV Dia de Campo da CCGL vai mostrar como o bem-estar animal pode elevar a produção de leite

    Garantir o bem-estar das vacas leiteiras é um dos pilares para manter a produtividade e a rentabilidade da atividade. Pensando nisso, o XV Dia de Campo da CCGL contará com a estação técnica “Bem-estar que gera resultados: estratégias práticas para reduzir o estresse térmico”, conduzida pelos especialistas Renan Faccio (CCGL), Jair Veit (Coopermil) e o produtor Matheus Meinerz (Coopermil).

    O espaço vai apresentar soluções de manejo que ajudam o produtor a transformar desafios climáticos em oportunidades, garantindo maior conforto para os animais e lucratividade para a propriedade. Além disso, os participantes poderão conhecer estratégias aplicáveis no dia a dia da propriedade, que unem simplicidade e eficiência, sempre com base em pesquisas e resultados práticos.

    Essa estação integra a programação que reúne sete grandes temas sobre gestão, tecnologia e sucessão na cadeia leiteira, reforçando que o leite do futuro começa a ser construído hoje. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/