Dara Luiza Hamann

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  • Estimativa de produção de trigo é cortada em 10,5% por consultoria

    Revisão se deve à área plantada menor no Rio Grande do Sul e no Paraná; por conta disso, importações devem aumentar em 4,2%

     

    A safra 2025/26 de trigo no Brasil foi reduzida em 10,5% pela StoneX em balanço divulgado nesta terça-feira (8). Assim, a produção agora é estimada em 6,9 milhões de toneladas, ao passo que o relatório do início de junho apontava colheita de 7,59 milhões de toneladas.

    De acordo com a empresa, a diminuição se deve a cortes da área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

    Segundo o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX Jonathan Pinheiro, os principais motivos para a redução de área em território paranaense estão relacionados a frustrações ao longo das últimas safras, dificuldade de acesso ao crédito agrícola e também à perda de área para o milho safrinha.

    “Apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, pontua.

    Já no Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os agricultores ainda lidam com agravantes climáticos. Segundo Pinheiro, houve perdas na safra de verão, o que reduziu sua capacidade de investimentos.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Confinamento com milho reidratado: pode tirar o volumoso?

    Especialista explica por que o milho reidratado sozinho não garante o sucesso na engorda de bovinos em confinamento. Assista ao vídeo

    Dá para engordar boi só com milho reidratado no cocho? Essa é uma dúvida comum entre pecuaristas que buscam reduzir custos ou facilitar o manejo no confinamento. No entanto, segundo o doutor em zootecnia Rogério Coan, a resposta é clara: não dá para abrir mão da fibraQuer saber a resposta definitiva do especialista e evitar erros no seu confinamento? 

    No quadro “Giro do Boi Responde”, exibido nesta segunda-feira (7), Coan esclareceu a dúvida enviada por Bruce Guerra, produtor de Porto Velho (RO).

    Ele explicou que, embora o milho reidratado seja uma excelente fonte de energia, ele não consegue suprir sozinho todas as necessidades nutricionais do gado confinado.

    Por que o milho reidratado não é suficiente?

    O milho reidratado oferece alta digestibilidade e valor energético, mas peca na ausência de fibra. E é justamente essa fibra que mantém o funcionamento adequado do rúmen, essencial para a digestão dos bovinos.

     

     

     

    Sem fibra, o rúmen para. E se o rúmen para, o animal para de ganhar peso, perde saúde e pode até morrer”, alerta Coan.

    Mesmo em sistemas modernos, como os adotados nos Estados Unidos, Austrália ou África do Sul, não se prescinde da inclusão de volumoso na dieta.

    O que não pode faltar na dieta do confinamento?

    Além do milho reidratado, uma dieta balanceada exige os seguintes componentes:

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Tecnologia da Embrapa usa satélites para medir capim no pasto e ajudar a produzir mais

    Nova metodologia usa imagens e dados climáticos para estimar massa de forragem com alta precisão

     

    Uma nova metodologia desenvolvida pela Embrapa está transformando a forma de monitorar as pastagens brasileiras e estimar a quantidade de forragem disponível para o gado. A inovação alia modelagem agrometeorológica e sensoriamento remoto, utilizando dados climáticos e imagens de satélite para orientar o manejo e apoiar a intensificação sustentável da pecuária, indicando o capim disponível no pasto.

    O método foi testado em três sistemas produtivos diferentes – extensivo, intensivo rotacionado e integração lavoura-pecuária (ILP) – na Fazenda Canchim, unidade da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). O modelo aplicado explicou mais de 67% da variação observada na massa de forragem disponível, com destaque para o sistema extensivo, onde a acurácia chegou a 86%, animando os pesquisadores.

    “Os resultados são promissores e demonstram a eficácia da metodologia em diferentes contextos”, afirma Gustavo Bayma, analista da Embrapa Meio Ambiente.

    O estudo utilizou o modelo Safer (Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving, ou algoritmo simples para recuperação de evapotranspiração), tradicionalmente aplicado para estimar demanda hídrica, mas que teve pouca aplicação em pastagens até agora.

    O modelo Safer integra dados climáticos como radiação solar, temperatura, umidade e vento com imagens do produto HLS (Harmonized Landsat Sentinel-2), que reúne registros dos satélites Landsat-8, da Nasa, e Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA). Segundo Bayma, o grupo é pioneiro em usar essa abordagem para estimar forragem, com potencial de ampliar a eficiência produtiva da pecuária.

    Diferencial no monitoramento

    Um dos diferenciais do estudo foi aplicar a metodologia simultaneamente nos três sistemas de produção, além de diferenciar matéria seca total (MST) e matéria verde (MV) da forragem. Essa distinção aumentou a precisão das estimativas.

    “Enquanto a matéria seca total inclui material de baixa qualidade, a matéria verde está diretamente relacionada à produtividade e ao consumo pelos animais”, conta a pesquisadora Sandra Nogueira, coautora do estudo.

    As medições de campo foram feitas durante dois anos, com amostragens destrutivas alinhadas aos pixels das imagens de satélite (30 x 30 metros), permitindo validar os resultados com dados reais. A maior eficácia foi observada no sistema extensivo, devido à estabilidade do manejo. No ILP, a alternância entre milho e pastagem trouxe maior complexidade, mas os resultados permaneceram satisfatórios. Já no intensivo rotacionado, a precisão foi ligeiramente menor, reflexo da dinâmica acelerada do manejo.

    Sensoriamento remoto avança na agropecuária

    Para Marcos Adami, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a evolução de satélites, sensores hiperespectrais, drones e inteligência artificial tende a ampliar as possibilidades de monitoramento forrageiro. “Essas tecnologias poderão prever variações nas pastagens com maior antecipação e acurácia”, diz. Ele destaca que o avanço pode ser incorporado a programas estratégicos como o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

    Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa, ressalta que o sensoriamento remoto representa um avanço significativo na gestão pecuária. “Permite identificar variações na quantidade de forragem ao longo do tempo, favorecendo decisões assertivas no planejamento e manejo sustentável.”

    Segundo ela, os dados podem orientar políticas públicas e iniciativas privadas para recuperação de áreas produtivas, contribuindo para a meta do PNCPD de reduzir pastagens degradadas.

    Intensificação sustentável como meta

    O Brasil possui hoje 113,2 milhões de hectares de pastagens com manejo, segundo o IBGE. Entre 2000 e 2020, essas áreas cresceram 27,9%, um aumento de 24,7 milhões de hectares. Apesar disso, ainda existem 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial para recuperação e expansão agrícola, conforme dados da Embrapa.

    Os sistemas integrados de produção ocupavam 17,4 milhões de hectares em 2020 e a meta é alcançar 30 milhões até 2030. Para Bayma, o novo método de monitoramento contínuo em larga escala pode ser estratégico para atender à crescente demanda global por alimentos, sem comprometer os recursos naturais. “É uma contribuição concreta para a intensificação sustentável da pecuária brasileira”, conclui.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Inverno rigoroso nas lavouras de soja do RS: saiba como está o vazio sanitário na região

    Em meio ao frio intenso, presidente da Aprosoja-RS destaca a importância do vazio sanitário para proteger a safra contra doenças

     

    Começou, nesta quinta-feira (3), o período de vazio sanitário de soja no Rio Grande do Sul. A medida, que se estende até 30 de setembro, proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado ao longo desses 90 dias. O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem-asiática e de outras doenças, ao eliminar plantas voluntárias que possam servir de hospedeiras ao fungo durante o entressafra.

    Segundo o presidente da Aprosoja-RS, em anos com inverno rigoroso, como é o caso de 2025, o vazio sanitário no Sul do Brasil ocorre de forma praticamente natural. “Quando temos geadas fortes, como agora, as plantas voluntárias de soja são eliminadas pelo frio intenso, e praticamente não há necessidade de intervenção com produtos químicos”, explica.

    Em situações em que o inverno é mais ameno, a fiscalização e o uso de herbicidas se tornam necessários para eliminar plantas voluntárias, também chamadas de “guaxas”, que nascem espontaneamente sem o uso de sementes ou defensivos. Essas plantas podem manter pragas e doenças ativas no campo, mesmo fora do período de cultivo.

    Ainda de acordo com o dirigente, este ano, com as geadas generalizadas no estado, a tendência é de que a fiscalização tenha papel mais simbólico, já que as condições climáticas extremas devem eliminar naturalmente qualquer planta remanescente.

    Orth destaca que a realidade no Sul é diferente da observada no Centro-Oeste, especialmente em regiões como o Matopiba, onde não há incidência de geadas. Nessas áreas, o controle químico é indispensável, inclusive com aplicação de produtos específicos para o controle de soja transgênica resistente. Nesses estados, a fiscalização costuma ser rigorosa, com participação ativa dos próprios produtores, que denunciam vizinhos que descumprem as regras, para evitar prejuízos coletivos.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CNA discute modernização na classificação de soja

    Tecnologias automatizadas estão nas discussões para tornar o processo com a soja mais justo e transparente

     

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, nesta quarta-feira (2), para discutir a modernização do processo de classificação de soja no país. O encontro teve como foco os testes com tecnologias automatizadas e as principais demandas do setor produtivo.

    • Segundo o presidente da Comissão, André Dobashi, a entidade tem trabalhado em duas frentes: promover a adoção de métodos automatizados de classificação e revisar as normas de qualidade a partir das percepções trazidas pelos produtores rurais.

    “Embora exista uma instrução normativa em vigor, muitos compradores não a aplicam corretamente, especialmente no que diz respeito ao uso adequado dos equipamentos e ao cumprimento do roteiro de classificação. Precisamos avançar na transparência da comercialização para dar mais segurança ao setor como um todo”, afirmou Dobashi.

    Durante a reunião, o consultor técnico da CNA, Mauro Cézar Barbosa, apresentou os resultados das avaliações feitas com diferentes tecnologias. Entre elas, estão dispositivos baseados em NIR (infravermelho próximo), raio-X e imagem hiperespectral, que demonstraram alto potencial de uso comercial.

    “Esses equipamentos permitem identificar com mais exatidão defeitos nos grãos, como danos por umidade ou pragas, reduzindo a margem de erro das análises visuais e a subjetividade dos laudos”, explicou Barbosa.

    Para o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, é essencial que a discussão sobre modernização avance de forma estruturada, com base nas contribuições das federações estaduais. Ele destacou três pontos principais levantados pelos produtores: a ausência de critérios de desconto mais transparentes e justos, a permanência da subjetividade nas análises e a falta de um mecanismo claro de arbitragem em caso de divergência.

    Ao final do encontro, a CNA reafirmou seu compromisso com o setor e se colocou à disposição para seguir liderando as articulações técnicas e institucionais por uma classificação mais moderna, confiável e alinhada com a realidade do campo.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cooperativa rural fortalece pequenos produtores no campo

    Com apoio do Sebrae, o cooperativismo no campo fortalece a produção, reduz custos, melhora a renda e abre portas para mercados mais exigentes

     

    Com o apoio de instituições como o Sebrae, o cooperativismo rural tem se consolidado como uma importante alternativa para pequenos produtores que buscam mais competitividade, acesso a mercados e renda com previsibilidade. De acordo com Joaci Medeiros, especialista do Sebrae, a organização por meio de cooperativas traz ganhos expressivos aos empreendedores do campo.

    O tema ganha ainda mais relevância com a celebração do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho. Em 2025, a data será lembrada no dia 5 de julho, destacando a importância das cooperativas no desenvolvimento econômico e social em todo o mundo, especialmente no campo.

    “Ao se organizarem por meio de uma cooperativa, os pequenos empreendedores rurais passam a atuar de forma coletiva e integrada, o que amplia sua capacidade de oferta, possibilita a padronização de produtos e fortalece seu poder de barganha”, afirma.

    Além de promover o fortalecimento da produção, as cooperativas também viabilizam acesso a serviços que, de forma individual, seriam economicamente inviáveis. Isso inclui desde capacitação técnica até estrutura de logística e canais de comercialização.

    “Importante ressaltar ainda que no cooperativismo também é oferecido suporte técnico e logístico, o que favorece o acesso a mercados mais exigentes, melhora as condições de comercialização e reduz ou elimina a dependência de intermediários, resultando em melhores preços e maior previsibilidade de renda”, completa Joaci.

    Cada vez mais, produtores rurais têm percebido que o caminho coletivo pode ser o diferencial entre a estagnação e o crescimento sustentável no campo. Ao unir forças em cooperativas, eles transformam a realidade local, agregam valor à produção e conquistam autonomia na tomada de decisões.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Silagem ensacada de milho: usar inoculante é investimento certo para pecuaristas

    Especialista alerta para os riscos da silagem sem inoculante, especialmente no sistema ensacado, e garante: “É essencial para manter qualidade e evitar perdas”.

     

    A silagem de milho ensacada tem ganhado espaço entre os pecuaristas pela praticidade, mas ela exige cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento fornecido ao gado.

    Um deles é o uso do inoculante, tema abordado no quadro Giro do Boi Responde, exibido na quarta-feira (2) no programa Giro do Boi, em resposta à dúvida do produtor Clenilton Brilhante, de Xinguara (PA).

    Com mais de 40 anos de experiência, o zootecnista Edson Poppi foi direto: “Indico sim. É muito importante”.

    Segundo ele, o inoculante é ainda mais necessário na silagem ensacada por conta do maior risco de entrada de oxigênio, o que pode comprometer a fermentação e aumentar perdas nutricionais.

    Riscos do ar e vantagens do inoculante

    Poppi explicou que, ao contrário do silo trincheira bem compactado, o sistema ensacado está mais exposto a pequenas falhas na vedação.

    Você está ensacando o material e a entrada de ar é praticamente inevitável”, reforçou.

    Isso torna o ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.

    inoculante certo ajuda a acelerar o abaixamento do pH, garantindo uma fermentação eficiente e controlada.

    O resultado? Menor risco de esquentamento, mofo e deterioração da silagem, o que mantém o valor nutritivo e evita prejuízos.

    Mais valor no mercado e confiança no produto

    Para quem comercializa silagem, o inoculante também agrega valor. Uma silagem estável, nutritiva e bem conservada se destaca no mercado e transmite mais confiança ao comprador.

    “É um diferencial competitivo, principalmente quando falamos de silagem ensacada, que é mais sensível”, afirma Poppi.

    Além disso, o custo do inoculante é pequeno diante do ganho em qualidade e da redução nas perdas.

    Cuidado na escolha do produto

    Nem todo inoculante é igual, alerta Poppi. “Procure sempre por marcas de empresas idôneas e com tradição no mercado”, orienta.

    Isso garante um produto confiável e resultados consistentes no campo. Ele também reforça que o uso do aditivo não substitui os cuidados com compactação e vedação, mas sim complementa o processo.

    Vedação mal feita, saco furado e higiene precária podem colocar tudo a perder. Por isso, o inoculante atua como uma “segurança extra” no sistema ensacado.

    Resultado no cocho: mais produtividade e saúde para o rebanho

    Uma silagem com fermentação bem conduzida melhora a eficiência alimentar dos animais, reduz distúrbios digestivos e impacta diretamente na produtividade, tanto na engorda quanto na produção de leite.

    Segundo Poppi, o produtor que usa inoculante de forma correta vê o retorno na ponta do lápis — e também no desempenho do gado.

    “Com inoculante, você tem um produto que não esquenta, não mofa e mantém seu valor nutritivo. É essencial para quem quer garantir resultado, seja para uso próprio ou para comercialização”, finaliza o zootecnista.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Antecipação e reforço chaves para o controle eficiente de doenças do milho

    O milho é um cereal estratégico para o Brasil, sendo a segunda maior cultura agrícola do país. O incremento das áreas irrigadas e cultivos sucessivos de milho na mesma área, no entanto, criam condições ideais para o desenvolvimento de várias doenças, principalmente aquelas causadas por fungos necrotróficos.

    Tradicionalmente, a recomendação era iniciar a aplicação de fungicidas em estádios mais avançados da planta, como V10 (décima folha visível) ou até mesmo na fase reprodutiva (R1). Nos últimos anos, ensaios de campo e pesquisas agronômicas têm demonstrado que iniciar o manejo com aplicações precoces (V4-V6) traz melhor desempenho no controle de doenças e ganho de produtividade.

    Com isso, evidenciou-se a necessidade de estratégias de manejo mais adequadas e baseadas em informações consistentes, capazes de reduzir a incidência de doenças foliares. A Rede Técnica Cooperativa (RTC) realizou um estudo com o objetivo avaliar os efeitos da antecipação da aplicação de fungicidas no milho e os impactos da inclusão de reforços no programa de manejo, por meio do uso complementar de fungicidas multissítios, biofungicidas e indutores de resistência, visando melhorar a eficiência no controle de doenças.

    O ensaio foi conduzido no campo experimental da CCGL, em Cruz Alta. Foram realizadas aplicações de fungicidas no perfilhamento e no emborrachamento do trigo em todos os tratamentos e na testemunha. As avaliações de giberela foram realizadas através da coleta manual de 100 espigas por parcela experimental.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul tem novo recorde

    Mais de quatro milhões de pessoas no estado são associadas a cooperativas que, juntas, geram quase 80 mil empregos

    O desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul foi positivo em 2024, com novo recorde de faturamento, informou o Sistema Ocergs em coletiva desta terça-feira (1).

    O crescimento em comparação a 2023 foi de 8,4%, chegando a R$ 93,2 bilhões. Em sobras aos cooperados, foram distribuídos mais de R$ 5 bilhões no ano passado.

    O levantamento leva em consideração dados como faturamento, sobras, patrimônio e ativos referentes a cada um dos ramos de atuação das mais de 370 cooperativas gaúchas.

    “Nós ultrapassamos todas as nossas expectativas, mas foi fruto de um trabalho de muita resiliência, de muita profissionalização, de buscar share de mercado, de buscar outras alternativas econômicas quando o grão não deu mais viabilidade porque não tinha mais volume. Essas alternativas todas conseguiram fazer esse crescimento do cooperativismo”, declarou o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann.

    No Rio Grande do Sul são mais de quatro milhões de pessoas associadas a cooperativas, quase 1/3 da população do estado. Juntas, geram mais de 78 mil empregos, sendo que a agropecuária, com 93 cooperativas, responde por importante fatia do total de receita e também de vagas geradas.

    Em 2024, esse segmento ligado ao agro movimentou quase R$ 50 bilhões, alta de 2,4% ante o período anterior. Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas pelas perdas na safra de grãos, a produção de proteína animal e o arroz ajudaram a puxar a alta.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Bebedouro no centro do pasto garante mais peso no gado e menor custo

    O veterinário Fernando Loureiro orienta sobre o melhor local para instalar o bebedouro e melhorar o desempenho do rebanho no piquete

    Saber onde instalar o bebedouro no pasto pode parecer um detalhe, mas é uma decisão que influencia diretamente a produtividade do rebanho.

    No programa Giro do Boi, o médico-veterinário Fernando Loureiro, especialista em sistemas de água para bovinos, explicou que o melhor posicionamento do bebedouro é no centro do piquete.

    Segundo Loureiro, quanto menor a distância até o ponto de água, menor o esforço dos animais para se hidratar, o que preserva energia e favorece o ganho de peso.

    “Se o bebedouro estiver a mais de 750 ou 800 metros, muitos animais deixam de ir até ele. Isso desuniformiza o pastejo e gera perda de desempenho”, alerta.

    Centralizar o bebedouro melhora o pastejo e o bem-estar do rebanho

    Quando o bebedouro é instalado no centro do piquete, o rebanho tende a se manter em um raio de 300 a 400 metros, o que ajuda a manter o pastejo uniforme.

    Esse comportamento evita áreas “rapadas” próximas da água e pastos mal aproveitados nas bordas.

    Além disso, quanto mais distante o ponto de água, mais o animal caminha ao longo do dia — o que representa gasto de energia que poderia ir para a produção de carne.

    O problema se agrava em sistemas intensivos, nos quais o gado pode beber água até 8 vezes por dia.

    Em sistemas intensivos, atenção redobrada com a aguada

    Em áreas de manejo extensivo, os bovinos costumam beber de 3 a 4 vezes ao dia. Já nos piquetes menores e mais intensivos, o consumo de água aumenta e, por isso, é ainda mais importante manter o bebedouro acessível e bem posicionado.

    O veterinário reforça que formato e simetria do piquete também influenciam. Pastos mais regulares facilitam a centralização da aguada, evitando que o gado pasteje excessivamente perto do bebedouro e negligencie outras áreas.

    Redução de custos e mais facilidade no manejo diário

    O posicionamento correto do bebedouro não só impacta o ganho de peso, como também pode reduzir os gastos com suplementação.

    Isso porque o gado aproveita melhor os nutrientes quando caminha menos e consome mais água de forma equilibrada.

    Além disso, centralizar o ponto de água facilita o manejo diário e a observação dos animais, contribuindo para um controle sanitário mais eficiente e uma rotina mais prática no campo.

    Água bem posicionada, lucro garantido

    Loureiro deixa o recado: improvisar no local do bebedouro é erro comum e caro.

    A água é o nutriente mais importante da dieta bovina, e garantir seu acesso de forma fácil e constante é uma estratégia simples que dá resultado.

    Pequenas decisões no manejo podem ter grande impacto no bolso do pecuarista.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/