Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 697 entries

  • Plano Safra: setor vê gargalos na execução e alerta para juros elevados

    Programa amplia recursos para custeio e Pronamp, mas queda em investimentos e juros elevados geram cautela

    O governo federal anunciou nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado à agropecuária empresarial, com volume recorde de R$ 516,2 bilhões. O montante representa alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior. No entanto, descontada a inflação acumulada de 5,32% desde o último anúncio, não há ganho real.

    “Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante o lançamento do programa, em Brasília.

    Os recursos para custeio e comercialização cresceram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, refletindo o foco em linhas de curto prazo, diante de juros elevados. Já os investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, em meio à cautela dos produtores rurais.

    As taxas de juros também subiram, acompanhando a alta da Selic de 10,5% no lançamento do Plano Safra passado para os atuais 15% ao ano. Para custeio, médios produtores terão juros de 10%, enquanto demais produtores pagarão 14%. No caso dos investimentos, as taxas variam entre 8,5% e 13,5% ao ano.

    Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliou que, mesmo com o esforço para conter aumentos, as condições continuam desafiadoras. “O Plano Safra agora tentou minimizar esse problema. O Moderfrota subiu de 11,5% para 13,5%, um aumento de 2 pontos percentuais. É um juro alto, mas ainda mais barato que os 20% a 22% do mercado. Mesmo assim, muito agricultor vai esperar para comprar máquina ou comprar à vista”, disse.

    Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, o aumento de recursos para armazenagem é positivo, mas há gargalos na execução. “Passa para R$ 8,2 bilhões, o que seria bom se fosse empregado na sua totalidade. Mas, muitas vezes, apenas 70% são utilizados, e no caso do PCA [Programa para Construção e Ampliação de Armazéns], apenas 50% foram efetivados no ano passado. Grandes grupos conseguem pegar esse recurso, mas o produtor fica refém dos cerealistas. É importante que o Banco do Brasil e o BNDES efetivem esses recursos para o produtor ter armazenagem na fazenda”, defendeu.

    Na área de pesquisa, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a evolução das políticas para custeio sustentável. “A Embrapa vem trabalhando junto ao governo na transição ecológica, criando índices e métricas para agricultura tropical que sirvam de parâmetro para políticas públicas como o Plano Safra”, disse. Ela informou que a empresa realiza pilotos de zoneamento agrícola de manejo sustentável no Paraná e Mato Grosso do Sul, com quatro níveis de práticas agrícolas para subsidiar políticas futuras.

    O coordenador do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, avaliou que o cenário macroeconômico limitou os recursos. “Houve majoração das principais linhas de 1,5% a 2%, principalmente armazenagem, um gargalo do setor. Esses custos fazem o produtor recalcular investimentos de longo prazo”, disse.

    Já Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, destacou a importância do crédito para a fruticultura. “O custeio é caro para produção de frutas. Estamos lutando para continuar como terceiro maior produtor de frutas do mundo. Ninguém gosta de juro alto, mas temos recurso disponível para trabalhar”, afirmou.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, ressaltou que o Plano Safra recorde ajudará a gerar excedentes exportáveis. “Com produção recorde e mercados abertos, poderemos apoiar a segurança alimentar mundial e gerar mais emprego e receita no Brasil”, disse.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cooperativismo e meio ambiente em foco

    Cada vez mais necessário o debate na sociedade, o meio ambiente foi tema central de um fórum promovido pelo Sistema Ocergs com a FecoAgro/RS. Reunindo especialistas, representantes de cooperativas e órgãos públicos, o Fórum de Meio Ambiente do Cooperativismo Gaúcho discutiu temas estratégicos relacionados à sustentabilidade, clima e inovação no setor cooperativista.

    O Fórum de Meio Ambiente integra a estratégia do Sistema Ocergs de promover práticas sustentáveis e apoiar as cooperativas no atendimento às exigências legais e regulatórias, bem como aos compromissos assumidos com a Agenda ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento teve mais de cem inscrições de participação e foi feito em modelo híbrido. A realização presencial ocorreu no auditório da CCGL, em Cruz Alta.

    Na abertura, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, falou sobre a importância de eventos que tenham o propósito de debater o crescimento sustentável das cooperativas e as questões sociais e ambientais que norteiam os princípios do cooperativismo. Alinhado ao discurso de Hartmann, o diretor-geral da FecoAgro/RS, Sérgio Feltraco, reforçou o compromisso da parceria da federação com o Sistema Ocergs em aprofundar aos cooperados a temática de ESG.

    Sobre a programação do Fórum

    O primeiro painel foi focado à apresentação do Diagnóstico ESG, ferramenta desenvolvida pelo Sistema Ocergs para apoiar as cooperativas na gestão de indicadores ambientais, sociais e de governança. A atividade contará ainda com relatos de experiências de cooperativas como a Integrada (PR) e a Cotripal (RS).

    O fórum também teve um diálogo técnico e institucional com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O secretário adjunto da Sema, Marcelo Camardelli, falou especialmente para representantes de cooperativas agropecuárias, sobre o agravamento das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul, com chuva em excesso e estiagem. Sobre isso, Camardelli falou sobre o novo Sistema de Outorga de Água e de mudanças no regramento para garantir melhorias na irrigação em tempos de seca e para situações de excesso de chuva, como licença única para os empreendimentos de portes mínimo e pequeno e a inclusão de temas de licenciamento ambiental e recursos naturais. Cooperados aproveitaram o momento para tirar dúvidas com a Sema.

    O secretário também falou sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), importante para diversos ramos do cooperativismo. Desde 2024, o Estado utiliza a plataforma federal, mas segue responsável pela gestão dos dados. “Os desafios estão aí, precisamos fazer diferente para seguir produzindo e estamos aqui para apoiar as cooperativas e os produtores”, garantiu o secretário.

    Na parte da tarde, o evento seguiu com a participação de Eduardo Pavão, mestre em Agronegócio, que trouxe reflexões sobre o impacto das mudanças climáticas na agricultura, gestão de carbono e o futuro da produção sustentável. Na sequência, Karin W. Correa, engenheira agrônoma e especialista em Direito Ambiental, abordou a transição energética justa, com foco nos desafios e oportunidades para o setor elétrico cooperativo.

    Além dos painéis, o Sistema OCB realizou uma apresentação sobre a participação do cooperativismo na COP 30 e outras pautas ambientais relevantes. O evento também foi um espaço para articulação e planejamento do Comitê RSCOOP150bi – Ambiental e Social e do Grupo Técnico das Cooperativas Agropecuárias, reforçando o compromisso do Sistema Ocergs com o fortalecimento da agenda ambiental.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Plano Safra da agricultura familiar: setor vê avanços, mas cobra menos burocracia no crédito

    Anúncio de R$ 89 bilhões foi elogiado, mas lideranças cobram agilidade no crédito e ampliação de compras públicas

     

    O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/26 da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados ao setor. Do total, R$ 78,2 bilhões serão alocados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 3% em relação à safra passada. O pacote inclui ainda recursos para seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e garantia de preço mínimo.

    As reações de lideranças do agro familiar foram de reconhecimento ao esforço do governo, mas também de cautela quanto à execução prática. João Prieto, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacou que a entidade havia solicitado cerca de R$ 90 bilhões. “Há um esforço da equipe econômica e do MDA para ampliar os recursos. Mas é preciso analisar quanto desse valor estará destinado a linhas equalizadas ou controladas e qual será o custo final para a agricultura familiar”, disse.

    Para Vânia Marques Pinto, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), houve avanços importantes no Pronaf e nas taxas de juros, principalmente para agroecologia e orgânicos. “Mesmo com a Selic em 15%, houve redução para 2% nesses casos, o que é muito satisfatório. O valor anunciado é significativo e viabiliza a safra, mas sempre precisamos de mais recursos para ampliar a produção”, afirmou.

    Ela também apontou desafios como a burocracia para acesso ao crédito, a necessidade de mais assistência técnica e de maior orçamento para programas de compras públicas, como PAA e PNAE. “Sem isso, o produtor pode até produzir, mas não tem para quem vender”, ressaltou.

    A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida comemorou a criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um avanço para a transição agroecológica no Brasil. “É um sinal positivo para o mundo, principalmente com a COP30 se aproximando. Mostra que o Brasil quer enfrentar a crise climática e a dependência de agrotóxicos, investindo na saúde, no meio ambiente e na agricultura familiar”, avaliou Jakeline Pivato, secretária-executiva da campanha.

    Para o setor de máquinas agrícolas, o Plano Safra também trouxe medidas positivas. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou a manutenção de juros baixos para aquisição de equipamentos.

    “O juro de 5% para máquinas maiores e de 2,5% para investimentos de até R$ 100 mil é muito atrativo, principalmente em um cenário de Selic alta. Além disso, o limite para investimento subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil, ampliando a base de agricultores que podem financiar a mecanização” – Pedro Estevão, da Abimaq

    No Paraná, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), avaliou o anúncio como positivo, especialmente pela redução de juros para máquinas e produtos da cesta básica. No entanto, ele reforçou a importância de garantir a liberação dos recursos ao longo de toda a safra. “Não adianta ter juros bons e condições favoráveis se o dinheiro acaba antes do fim do ciclo. Vamos continuar cobrando o governo para assegurar recursos suficientes”, disse.

    Entre as novidades do Plano Safra estão linhas de crédito para adaptação às mudanças climáticas, microcrédito para quintais produtivos de mulheres rurais, investimentos em conectividade no campo e ampliação dos limites para habitação e regularização fundiária. Em 2025, o Pronaf completa 30 anos, tendo destinado quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos desde sua criação.

     

    Fonte:https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña: o fenômeno que traz seca para o Sul e chuva para o Norte

    Enquanto o El Niño aquece as águas do Pacífico, a La Niña resfria. Esse resfriamento anormal altera o comportamento dos ventos e da atmosfera, provocando mudanças nos padrões de chuva e temperatura em várias regiões do Brasil.

    Apesar de ser o oposto do El Niño, a La Niña também exige atenção redobrada do produtor rural, pois seus efeitos podem ser igualmente desafiadores.

    Efeitos da La Niña no Brasil:

    • Sul: aumenta o risco de geada e aumenta o risco de geada tardia.
    • Norte e Nordeste: chuvas acima da média, que podem beneficiar algumas culturas, mas também provocar alagamentos e doenças nas lavouras;
    • Centro-Oeste e Sudeste: atraso de chuva na primavera, chuva mais volumosa e extensão do período chuvoso.

    O que o produtor pode fazer?

    • Planejar o uso da água com antecedência, priorizando eficiência na irrigação;
    • Monitorar solos e pastagens, especialmente em regiões secas;
    • Reforçar o manejo sanitário, pois chuvas intensas favorecem doenças;
    • Ajustar a logística da colheita, com janelas de tempo firme.

    Previsão e planejamento caminham juntos

    Durante os anos de La Niña, a variabilidade do clima exige que o produtor atue com antecedência, cautela e informação confiável. Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Estresse térmico impacta produção de leite no outono no RS

    Março teve maior média de calor no trimestre, com perdas estimadas na produção em até 24%

     

    A produção leiteira no Rio Grande do Sul enfrentou impactos significativos durante o outono de 2025 devido às condições climáticas adversas em março. É o que revela o Comunicado Agrometeorológico Especial nº 87 – Biometeorologia Aplicada à Bovinocultura de Leite no Outono/2025, publicado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    O estudo utilizou o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para avaliar o conforto térmico dos bovinos leiteiros e estimar as perdas na produtividade associadas ao estresse térmico, entre março e maio deste ano.

    Segundo o levantamento, março foi marcado por uma intensa onda de calor, com temperaturas médias diárias acima de 30°C em várias regiões do Estado. A pesquisadora e médica veterinária Adriana Tarouco, uma das autoras do estudo e integrante do DDPA/Seapi, destaca que “essa combinação de calor e umidade acionou mecanismos fisiológicos de termorregulação nas vacas, desviando energia da produção de leite para a manutenção da temperatura corporal”.

    O ITU médio em março ficou em 71,6 — valor que já indica estresse térmico leve — e ultrapassou o limite crítico (ITU > 84) em quase um quinto dos municípios analisados, mesmo que por poucas horas. Nas cidades de Uruguaiana e Maçambará, o estresse térmico severo se manteve por mais de 13% do tempo. No total, 76% dos 25 municípios monitorados apresentaram situações críticas de calor, neste mês

    Queda de até 24% na produção

    As estimativas do comunicado apontam que, em março, a produção diária de leite pode ter caído até 24% nas vacas de maior rendimento, especialmente nas regiões mais atingidas pela onda de calor. Em contrapartida, o município de Vacaria, na Serra do Nordeste, não apresentou perdas em maio, refletindo temperaturas mais amenas e condições de umidade favoráveis.

    Já com a chegada de massas de ar frio em abril e maio o cenário melhorou, as temperaturas oscilaram entre 15°C e 25°C, e a umidade relativa variou entre 64% e 91%. Os bovinos permaneceram, em média, 89,5% do tempo em conforto térmico em abril e 92% em maio, segundo o ITU. “Essas condições climáticas foram mais compatíveis com o bem-estar dos animais, permitindo recuperação gradual da produtividade leiteira”, analisa Adriana.

    Chuvas irregulares

    A umidade relativa do ar teve os menores índices em março, com destaque para Santiago, que registrou mínima de 19%. Os valores máximos, por outro lado, mantiveram-se entre 95% e 100% na maioria das localidades ao longo da estação.

    As precipitações também variaram significativamente no período. Em março e abril, os volumes ficaram abaixo da média histórica em boa parte do estado. Já em maio, algumas regiões, como a Central e a Fronteira Oeste, tiveram acumulados elevados – em Itaqui, por exemplo, os registros chegaram a 400 mm.

    Estratégias contra o estresse térmico

    Diante dos efeitos do clima, o comunicado recomenda a adoção de práticas de manejo que priorizem o bem-estar térmico dos rebanhos. Entre as principais orientações estão: implantação de sombreamento e ventilação nas instalações, oferta constante de água de qualidade e ajuste nutricional adequado ao período. “Monitorar o clima e o comportamento dos animais é essencial para tomar decisões em tempo hábil e evitar perdas maiores”, ressalta a médica veterinária Adriana Tarouco.

    A análise biometeorológica do outono de 2025 reforça a necessidade de adaptação contínua da pecuária leiteira frente aos eventos extremos. Ferramentas como o ITU, aliadas à gestão climática na propriedade, tornam-se fundamentais para preservar a produtividade e a saúde dos animais.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Emater: Chuva limita plantio de trigo no Rio Grande do Sul

    Semeadura avançou apenas 2 pontos percentuais na semana, atingindo 39% da área projetada para o estado

     

    As chuvas prolongadas no Rio Grande do Sul atrasam os trabalhos de semeadura da safra de inverno. Conforme a Emater, em nota, no caso do trigo o plantio avançou apenas 2 pontos percentuais na semana, atingindo 39% da área projetada para o estado.

    “O atraso do plantio das culturas de inverno se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados – próximos a 300 mm em grande extensão da região produtora do estado”, diz a Emater.

    Em lavouras já implantadas “houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência”.

    De acordo com a Emater, na região de Bagé, haverá necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. As chuvas também seguram os trabalhos com aveia e cevada no estado.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • O cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais?

    Maioria dos participantes de enquete aponta as cooperativas como solução para vender e negociar melhor no campo.

     

    Na interatividade da semana, perguntamos: Você acha que o cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais, porque?

    A enquete mostrou que 87% das pessoas enxergam nas cooperativas a principal forma de facilitar a venda e a negociação de seus produtos. A resposta foi clara: quando os produtores se unem, o acesso ao mercado melhora.

    Além disso, 7% dos participantes acreditam que o retorno financeiro se torna mais garantido nesse modelo. Já 6% destacaram a importância de ter a informação concentrada, algo que também contribui para decisões mais estratégicas no dia a dia.

    Esse cenário revela uma tendência importante. Ao optar pelo cooperativismo, o produtor rural deixa de atuar sozinho e passa a contar com uma rede de apoio. Assim, ele consegue melhores condições de compra, logística compartilhada, e maior poder de negociação com fornecedores e compradores.

    Outro ponto importante é que, por meio das cooperativas, muitos pequenos empreendedores rurais têm acesso a capacitações, crédito facilitado e até suporte técnico. Dessa forma, o crescimento não depende apenas do esforço individual, mas do trabalho conjunto; o que torna o caminho menos arriscado e mais sustentável.

    Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender! Participe, compartilhe sua opinião e ajude a construir pautas que realmente importam para você, micro e pequeno empreendedor rural.

    A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado, no canal do YouTube do Canal Rural.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     

  • PIB do RS avança 1,3% no primeiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior

    O destaque foi para o desempenho da agropecuária, com alta de 27,3% no período. A indústria teve leve crescimento de 0,2%

     

    A economia do Rio Grande do Sul cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2025, frente aos últimos três meses de 2024, na série com ajuste sazonal. O resultado acompanha o comportamento da economia brasileira, que registrou variação de 1,4% no mesmo período. Entre os setores, o maior destaque foi a agropecuária, com alta de 27,3% no período. A indústria teve leve crescimento de 0,2%, enquanto o setor de serviços apresentou variação negativa de 0,2%.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26/6) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e contou com a participação do secretário-adjunto Bruno Silveira, do diretor do DEE, Pedro Zuanazzi, e dos pesquisadores do DEE Martinho Lazzari e Vinícius Fantinel, responsáveis pelo trabalho.

    Comparação com o mesmo trimestre de 2024

    Na análise interanual, o PIB do Estado cresceu 1,8%. No mesmo recorte, a economia brasileira registrou avanço de 2,9%. O setor agropecuário subiu 6,3%, enquanto os serviços cresceram 2,6%. Já a indústria recuou 1,0%, resultado atribuído, principalmente, à atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, que apresentou queda de 19,5%.

    Apesar desse resultado, o setor industrial apresentou expansão em segmentos como indústria extrativa mineral (3,4%), construção (4,1%) e indústria de transformação (1,1%).

    Desempenho setorial no trimestre

    A expansão da agropecuária foi puxada pelas elevações das produções de arroz (14,0%), milho (6,0%), fumo (18,0%) e uva (36,0%). Dentre as principais culturas do período, apenas a de soja (-37,0%) apresentou redução.

    Na indústria de transformação, os destaques positivos foram os segmentos de produtos minerais não metálicos (7,7%), máquinas e equipamentos (6,4%), produtos de borracha e de material plástico (5,4%) e celulose, papel e derivados (4,9%).

    O setor de serviços também teve desempenho positivo (2,6%), com expansão em todas as atividades, exceto em administração pública, educação e saúde públicas (-0,7%). As principais altas foram registradas em comércio (6,0%), transporte, armazenagem e correio (4,7%), intermediação financeira e seguros (4,5%) e outros serviços (2,2%).

    No comércio, das dez atividades analisadas, oito apresentaram crescimento, com destaque para as vendas em hipermercados e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (4,8%), material de construção (13,6%), veículos (6,2%) e combustíveis e lubrificantes (7,3%). As únicas quedas ocorreram nos segmentos de informática e comunicação (-8,5%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%).

    “A indústria de transformação pode ser considerada uma boa notícia, uma vez que apresentou seu terceiro trimestre seguido de crescimento, tendo como principal destaque o setor de máquinas e equipamentos, que após dois anos de queda voltou a apresentar números positivos. Já o comércio apresentou variação negativa na margem, a primeira vez desde as enchentes. Porém, seu nível permanece em um patamar alto e superior ao registrado no mesmo trimestre de 2024, analisou o pesquisador Martinho Lazzari.

    Acumulado dos últimos quatro trimestres

    Considerando os quatro trimestres encerrados no primeiro trimestre de 2025, a economia gaúcha avançou 3,7%. No mesmo período, o PIB nacional variou 3,5%.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Chuvas prejudicam lavouras e atrasam plantio da safra de inverno no RS

    O atraso se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados

     

    O plantio do trigo avançou apenas 2% e atinge 39% da área prevista para o Rio Grande do Sul nesta safra, que é de 1.198.276 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26/6), o atraso do plantio das culturas de inverno se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados (próximos a 300mm em grande extensão da região produtora do Estado). Nas lavouras de trigo semeadas recentemente houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência. A maioria dos danos corresponde à erosão laminar, concentrada em pontos de convergência do escoamento superficial, o que não exigirá replantio, apesar da redução no estande de plantas. O replantio será necessário apenas em algumas lavouras, situadas em solo mais arenoso, onde não foram adotadas práticas adequadas de conservação, ou em regiões de relevo inferior, em que houve acúmulo de água e transbordamento de cursos d’água.

    Na região administrativa da Emater de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras de trigo foram severamente afetadas pelas precipitações excessivas. Em Manoel Viana, 65% da área estava semeada. Estima-se necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. O potencial produtivo das lavouras da região está menor. Apenas lavouras com cobertura de solo adequada apresentam melhores condições, pois os processos erosivos não foram tão intensos. Na região de Ijuí, as chuvas intensas provocaram erosão, sobretudo em áreas com baixa cobertura de palha. Onde foi adotada a semeadura de culturas outonais (nabo ou ervilhaca) imediatamente após a colheita da soja, os danos erosivos foram reduzidos.

    Aveia-branca – As precipitações prejudicaram o avanço da semeadura e a execução de tratos culturais. A cultura apresenta desenvolvimento adequado, com plantas vigorosas, mas a coloração das folhas está verde-pálida em decorrência da baixa luminosidade. Na região administrativa da Emater de Ijuí, a semeadura foi finalizada. Registra-se acamamento em lavouras nos estádios de emissão de panícula e floração. A Emater projeta o plantio de 401.273 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.254 kg/ha.

    Canola – As chuvas interromperam o avanço da semeadura da canola, embora grande parte dos produtores já tenha concluído o plantio. Os elevados volumes pluviométricos dificultaram a emergência das plantas. Na região administrativa da Emater de Frederico Westphalen, cerca de 65% da área está em fase vegetativa, e 35% em floração. Na de Santa Maria, 92% da área foi semeada, e a maior parte está em fase de desenvolvimento vegetativo, com pequena parcela em início de floração. Na região de Soledade, a semeadura da canola foi concluída. As chuvas intensas provocaram perdas de fertilidade do solo decorrentes de erosão hídrica, especialmente em pontos de concentração do escoamento superficial. A Emater projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha, representando aumento de 37,41% e de 22,56%, respectivamente, em relação à safra passada.

    Cevada – A semeadura foi temporariamente suspensa devido à recorrência de chuvas. As lavouras já estabelecidas apresentam desenvolvimento satisfatório, sem registros de danos associados às precipitações. Na região Norte do Estado, onde se concentra a maior parte da área cultivada, os volumes pluviométricos foram menores, não resultando em enxurradas nem comprometendo o estande ou a sanidade das plantas. Para a safra 2025, a Emater projeta 27.337 hectares cultivados e produtividade de 3.198 kg/ha.

    Culturas de verão

    Soja – A colheita foi encerrada. A Emater estima a área cultivada na Safra 2024/2025 em 6.770.405 hectares e a produtividade em 1.957 kg/ha, totalizando produção de 13.252.227 toneladas.

    Milho – Os trabalhos de colheita do milho, inclusive manuais, foram interrompidos devido à ocorrência contínua de chuvas, que também comprometem a qualidade dos grãos, aumentando a incidência de fungos e de grãos ardidos. Restam áreas em regiões de minifúndios, onde a operação ocorre de forma manual, conforme sua utilização na propriedade.

    Feijão 2ª safra – As lavouras de feijão não colhidas (cerca de 2%) foram severamente afetadas pelas chuvas intensas. Em muitas áreas, a colheita tornou-se inviável devido à deterioração dos grãos. Observa-se germinação pré-colheita em vagens de plantas maduras, o que comprometerá a qualidade comercial do produto. A elevada umidade relativa, associada à permanência dos grãos nas vagens sob condições saturadas de água, favoreceu a proliferação de microrganismos e acelerou os processos de degradação fisiológica e sanitária.

    Pastagens e criações

    As chuvas e as temperaturas mais baixas favoreceram o crescimento das forrageiras cultivadas, porém a falta de sol dificultou o pastejo e provocou o apodrecimento das folhas baixeiras. Avança a semeadura de cereais de inverno para silagem como estratégia de redução de custos e garantia de alimentação do rebanho. Em razão do frio mais intenso e do solo encharcado, o crescimento das pastagens nativas se reduziu. Mesmo assim, os animais foram transferidos para essas áreas, visando preservar as pastagens cultivadas do pisoteio excessivo.

    Bovinocultura de corte – O tempo frio e chuvoso reduziu o conforto animal e o ganho de peso. Em função da chegada do frio e das geadas, que prejudicaram as pastagens, foi necessário suplementação alimentar e uso de pastagens de inverno já estabelecidas. O manejo sanitário segue intenso, mas houve redução na incidência de carrapatos, apesar da resistência aos produtos. A comercialização permanece aquecida, especialmente para animais de reposição e prenhes. O mercado está em estabilidade, e há expectativa de valorização para animais de melhor qualidade.

    Bovinocultura de leite – O excesso de chuvas e o frio intenso, nas últimas semanas, reduziram a produção de leite e dificultaram o manejo das pastagens. Apesar do bom desenvolvimento das forrageiras cultivadas, a falta de sol prejudicou o pastejo e causou o apodrecimento das folhas baixeiras, afetando a alimentação do rebanho. Essas condições climáticas têm demandado maior atenção a problemas de casco, mastite e doenças respiratórias, além de reforço no manejo sanitário e nutricional, especialmente em sistemas menos estruturados ou com déficit de forragem.

    Ovinocultura – Na região administrativa da Emater de Bagé, os rebanhos ovinos enfrentam forte estresse devido às chuvas contínuas, como perdas de escore corporal, mortes de animais por enchentes e frio, aumento de problemas de casco e necessidade de manejo em áreas mais drenadas para reduzir os impactos sanitários e nutricionais. Na de Soledade, os ovinos permanecem majoritariamente no campo nativo, já que as pastagens cultivadas foram ocupadas por bovinos. Os rebanhos estão em adequado estado corporal. Inicia a parição de cordeiros. O cenário é de baixa oferta de animais para o abate e de pouca comercialização de lã.

    Apicultura – As chuvas e o frio intenso provocaram diminuição da atividade das abelhas, das floradas e da produção de mel, declínio populacional e confinamento dos enxames, bem como a suplementação alimentar das colmeias. Na região administrativa da Emater de Erechim, os produtores decidiram pela unificação de colmeias e pelo manejo preventivo para garantir a sobrevivência dos enxames durante o inverno. Na de Frederico Westphalen, técnicas de controle térmico foram adotadas para preservar os enxames, além do manejo das colmeias e de cuidados com a sanidade e pragas, como a varroa. Na de Pelotas, a colheita de mel está em fase final, e a produtividade varia em função da mortalidade de enxames e do uso de agrotóxicos. Na de Santa Maria, as baixas temperaturas e as enchentes interromperam a colheita de mel e causaram perdas de colmeias, mas os produtores estão vendendo mel a granel e de forma fracionada. Na de Santa Rosa, iniciou o fornecimento de alimentação de inverno e a colocação de coberturas plásticas nas colmeias para proteger os enxames da umidade e do frio.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Agronegócio emprega 26,2% dos trabalhadores do país

    Segmento de insumos registrou o maior crescimento de ocupações, mas agroindústria ainda lidera com folga

     

    O agronegócio brasileiro emprega 28,5 milhões de pessoas, recorde histórico, conforme dados de pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) referentes ao primeiro trimestre do ano.

    O número é 0,6% superior ao mesmo período de 2024 e corresponde a 26,23% do total de ocupações no país. De acordo com o estudo, o crescimento foi puxado, principalmente, pelos segmentos a seguir:

    • Insumos: aumento de 10,2% (30,2 mil pessoas empregadas)
    • Agroindústria: crescimento de 4,8% (222,9 mil trabalhadores)
    • Agrosserviços: alta de 2,4% (252,3 mil empregados)

    Nessas esferas, o destaque vai para atividades como transporte, armazenagem e serviços que dão suporte à cadeia produtiva

    Os dados mostram também que além do aumento no número de vagas, o agronegócio brasileiro segue em processo de profissionalização. Isso porque houve alta na formalização dos empregos, no nível de escolaridade dos trabalhadores e na presença feminina em diferentes funções da cadeia produtiva.

    Além disso, também foi observado aumento na receita de trabalhadores autônomos, com aumento real superior a 9% ante o primeiro trismetre no ano anterior.

    A pesquisa do Cepea e da CNA utiliza como fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    Fonte:https://www.canalrural.com.br/