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jul 29 2025 Ministério da Agricultura amplia número de estações meteorológicas no país
Mapa deve investir R$ 150 milhões na modernização do Inmet
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a instalação de novos transmissores para modernizar a rede de mais de 600 estações meteorológicas do país. A primeira etapa ocorre no Rio Grande do Sul, onde 98 unidades estão sendo instaladas ou substituídas, segundo o diretor do Inmet, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz.
“O estado já contava com 44 estações, que agora recebem equipamentos mais modernos. Também estão sendo implantadas novas estações em outras localidades, em resposta aos eventos climáticos extremos recentes”, explicou. A previsão é concluir as instalações no estado até o fim do terceiro trimestre de 2026.
Entre as cidades que já receberam os novos equipamentos no Rio Grande do Sul estão Campo Bom, Canela, Porto Alegre e Teutônia, que passaram por retrofit, ou seja, tiveram estações antigas modernizadas. Também foram instaladas novas estações meteorológicas em localidades que antes não contavam com esse serviço, como Butiá, Cachoeirinha, Caxias do Sul , Charqueadas, Eldorado do Sul, Montenegro, Morro Reuter, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula, Sapucaia do Sul, Sertão Santana e Taquari.
A nova tecnologia permite transmissões mais rápidas e seguras, reduzindo o intervalo de envio de dados de uma hora para 15 minutos em situações de emergência
“A instalação desses transmissores moderniza a coleta e o envio de dados meteorológicos. Com isso, conseguimos trabalhar de forma mais ágil e confiável”, destacou Camilo Mussi, subsecretário de Tecnologia da Informação do Mapa. Ele lembrou que antes as informações eram atualizadas apenas uma vez por hora. “Agora podemos requisitar dados a cada 15 minutos, o que é essencial em eventos extremos e ajuda a prevenir desastres”.
Investimento e modernização
O plano de modernização do Inmet conta com investimento de R$ 150 milhões. Os recursos serão aplicados na instalação das 98 estações no Rio Grande do Sul, na ampliação do monitoramento e na atualização tecnológica de toda a rede.
Entre as melhorias previstas estão a substituição de equipamentos analógicos por sistemas automáticos, capazes de coletar e registrar dados meteorológicos e de solo em tempo real. O projeto também prevê a integração dessas informações com as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFAs), ampliando o uso dos dados no planejamento agropecuário.
Para reforçar a infraestrutura de transmissão, o Inmet firmou parceria com a Telebras. Além disso, o Instituto passará a ter status de secretaria do Mapa, ampliando sua capacidade de atuação diante das demandas da agropecuária e das mudanças climáticas.
Com dados mais completos e em tempo real, a modernização vai beneficiar produtores rurais, pesquisadores, gestores públicos e toda a sociedade. Essas informações são essenciais para decisões sobre plantio, colheita e prevenção de perdas causadas por fenômenos extremos.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 28 2025 Cinco falhas que mais param as colheitadeiras e como evitá-las
Rompimento de correias lidera o ranking de problemas nesse tipo de máquina; confira os demais
Em uma jornada de sete horas, é possível colher cerca de 29 toneladas de soja. Assim, caso a máquina esteja parada, o prejuízo diário pode chegar a quase R$ 450 mil, conforme estimativas da indústria.
Contudo, o impacto não se limita ao rendimento da produção, mas inclui também perdas com caminhões parados e operadores ociosos, sem contar o risco de perda de qualidade dos grãos, que devem ser colhidos no ponto ideal.
Portanto, entender quais são os principais pontos de atenção na colheitadeira antes do início da operação e como preveni-los é essencial para garantir o desempenho das máquinas no campo. Pensando nisso, o coordenador de pós-venda Massey Ferguson Edison Souza listou as cinco falhas mais recorrentes que causam paradas durante a safra:
Rompimento de correias: esse tipo de falha pode ser mais grave do que parece. Em determinados modelos, algumas correias quando se rompem podem levar ao rompimento das demais que estão próximas, comprometendo todo o sistema.
Falhas no sistema de corte: componentes como caixa de navalha, dedos do molinete e facas da navalha estão entre os que mais sofrem desgaste, especialmente, se não passarem por revisão adequada.Rolamentos danificados: as falhas relacionadas aos rolamentos são as que podem demorar mais tempo para corrigir, pois muitas vezes em função destas falhas, ocorre a quebra de engrenagens, carcaças ou outros componentes do sistema envolvido.
Problemas nos redutores finais: vazamentos e falhas em rolamentos nos redutores finais afetam diretamente a tração e movimentação da máquina, sendo difíceis de corrigir durante a operação em campo.Defeitos nos sistemas hidráulico e elétrico: bombas hidráulicas e sensores de rotação e plataforma também são vulneráveis quando não recebem a manutenção preventiva necessária, afetando o desempenho da colheitadeira.
Souza lembra que para prevenir as falhas, é fundamental realizar a manutenção preventiva. “Muitos produtores deixam para fazer manutenção apenas quando a máquina quebra. É a chamada manutenção corretiva, que ocorre no pior momento possível, no meio da lavoura. O ideal é agir com antecedência, na entressafra, com base no histórico da máquina”, recomenda.
Segundo ele, a revisão preventiva, além de reduzir o risco de paradas inesperadas, diminui custo e permite um planejamento técnico mais eficiente. “Ao corrigir de forma preventiva apenas os componentes desgastados, evita-se a quebra de outras peças do mesmo sistema, o que gera economia na manutenção, além de permitir um melhor planejamento e execução por parte da concessionária”, detalha.
De acordo com o especialista da Massey, outro fator que merece atenção é o diesel, já que o combustível contaminado é um dos principais causadores de problemas durante a colheita.
Quando não tratado, o diesel pode gerar problemas no sistema de injeção, começando com a saturação do filtro e perda de potência do motor. Em casos mais graves, atinge bombas injetoras e bicos injetores. O custo para realizar o tratamento é muito baixo se comparado ao risco que representa”, alerta.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 28 2025 Smartcoop é destaque em evento do Centro de Inteligência do Agronegócio promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS
A plataforma Smartcoop foi um dos destaques do encontro promovido nesta quinta-feira (24) pelo Centro de Inteligência do Agronegócio do RS (Centro Agro), realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento reuniu representantes de entidades públicas, cooperativas, universidades, empresas e organizações do setor agropecuário, com o objetivo de avançar na agenda de inovação e fortalecer entregas previstas para 2025.
Durante o painel “Casos e resultados no agro gaúcho”, a Smartcoop foi apresentada como uma solução que vem contribuindo para qualificar a gestão no campo e ampliar o acesso à tecnologia por mais de 18 mil produtores cooperados do Rio Grande do Sul. A plataforma integra informações, apoia a tomada de decisões, democratiza o acesso a ferramentas modernas e tecnológicas de gestão, promovendo a inclusão digital nas propriedades rurais.
A apresentação foi conduzida pela gerente de Operações da CCGL, Silvana Trindade, que destacou os impactos positivos da Smartcoop na rotina dos produtores. “A plataforma tem como premissa entregar gestão através das funcionalidades das mais diversas áreas, que vão desde a propriedade digital, manejo agrícola, manejo do rebanho, gestão financeira, rastreabilidade, acesso aos boletins técnicos da Pesquisa RTC, NF-e, comercialização, mapas de predições, previsão do tempo no talhão, tudo isso de forma prática e objetiva, respeitando a realidade de quem está no campo. Além disso, conseguimos atrair os jovens a permanecer na propriedade rural e auxiliar na tomada de decisões efetivas. Isso significa transformar tecnologia em ferramentas úteis para o dia a dia da produção”, afirmou.
O evento foi promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Na abertura, as autoridades destacaram a importância da articulação entre os setores público e privado para tornar o Rio Grande do Sul referência em inteligência e tecnologia no agronegócio até 2035.
Para a CCGL, a participação no evento reafirma o compromisso com a transformação digital no meio rural, apoiando o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da gestão das propriedades por meio de soluções tecnológicas acessíveis.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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jul 25 2025 Próxima semana tem previsão de retorno de chuva forte ao Estado
A previsão do tempo para a próxima semana no Rio Grande do Sul indica o retorno de chuva forte. A partir de quinta-feira (24/7), a previsão meteorológica indica nebulosidade e pancadas de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de chuva forte no Noroeste e Norte do Estado.
As informações atualizadas constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 30/2025 produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com Emater/RS-Ascar e Irga.
Sexta-feira (25): a nebulosidade seguirá predominando, com chuvas fracas e isoladas nos setores Leste e Norte.
Sábado (26) e domingo (27): a passagem de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados e altos volumes acumulados.
Segunda-feira (28): ainda ocorrerá grande variação da nebulosidade, com pancadas de chuva na Metade Leste e na faixa Norte.
Terça (29) e quarta-feira (30): o ingresso de uma massa de ar seco e frio afastará as instabilidades e manterá o tempo firme, com declínio das temperaturas em todo Estado.
Os volumes previstos podem oscilar entre 30 e 50 mm na maioria das áreas. Nos setores Norte e Leste devem variar entre 60 e 80 mm e podem alcançar 100 mm em alguns municípios.
O boletim também informa a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jul 23 2025 Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) completa cinco anos com mais de 100 estações próprias
Elas abrangem todas as regiões do Rio Grande do Sul
Quando foi criado, em 20 de julho de 2020, o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tinha uma meta: possuir 100 estações meteorológicas próprias, do governo do Rio Grande do Sul, que abrangessem todo o território gaúcho. Cinco anos depois, a meta foi ultrapassada. Hoje, são 102 estações. “Ele é um sistema, um órgão consolidado no escopo do agronegócio. Uma rede robusta de coleta de dados”, afirma com satisfação o coordenador do Simagro e meteorologista Flávio Varone. A sede fica no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (Cesimet), vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, em Hulha Negra.
“Atualmente, nós geramos produtos específicos para o setor do agronegócio, mas também produtos para a comunidade em geral, como previsão do tempo, possibilidade de chuvas fortes, que podem ser utilizados para as mais diversas vertentes, como na economia e no vestuário”, explica Varone. “Hoje você pode utilizar as informações de Simagro para diversas áreas”, garante.
Segundo Varone, o que o moveu a fazer o projeto do Simagro foi o fato de o Rio Grande Sul não ter um sistema próprio de estações meteorológicas, de coleta de dados, de desenvolvimento de produtos meteorológicos. “O Estado não tinha um centro específico para gerar informações regionalizadas. Isso me motivou no início”, conta o meteorologista. “Desde que entrei na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, a extinta Fepagro, em 2011, sempre tentei colocar esse projeto em andamento, o que só foi possível em 2020, com a instalação de 20 estações, que geraram os primeiros produtos. A primeira foi instalada em Pinheiro Machado”, relembra.
Varone destaca que o primeiro índice gerado foi o de aplicação do herbicida 2,4-D, quando foi feita a previsão horária de até cinco dias. “O produtor podia se organizar para fazer aplicação nos melhores horários com as condições meteorológicas favoráveis”, relata.
“Depois foi aumentando essa gama de índices. Hoje temos índice para ocorrência de ferrugem asiática na soja; índice de conforto térmico animal; chill index para ovinos; índice de produtividade para as culturas da soja, trigo, arroz, feijão e milho; probabilidade de ocorrência de geadas; índice de incêndio que, em época de estiagem, projeta as áreas com possibilidade de incêndio no Rio Grande do Sul, entre vários outros. O que é de extrema importância para dar suporte ao segmento agropecuário do Estado. Todas essas informações podem ser conferidas no site simagro.rs.gov.br. E, em breve, estarão disponíveis também em um aplicativo”, adianta Varone.
De acordo com o meteorologista, nos últimos três anos o Simagro recebeu recursos do programa Avançar na Agricultura, do governo do Estado. “A partir daí o Sistema foi consolidado e instalamos o restante das estações, chegando, em 2025, a 98 instaladas pelo Simagro, mais quatro que são do Alerta Videiras, uma parceria com o Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), totalizando 102 estações instaladas”.
Varone acrescenta que ainda há a previsão de instalação de mais duas estações do Simagro. “E, no ano que vem, provavelmente, deveremos receber outras vinculadas a projetos de outras instituições parceiras que vão aumentar ainda mais a densidade dessa nossa rede de captação de dados meteorológicos”, acredita.
Uma das 102 estações está na propriedade da empresa Vimaer Aviação Agrícola Ltda, em Itaqui, desde 2020. O sócio-administrador e piloto agrícola Valdinei Silva de Paula conta que, a partir da instalação, passaram a ter mais subsídios nas questões meteorológicas. “Isso propicia tomadas de decisões mais assertivas em relação à programação de nossas aplicações, tanto no dia em questão como nos trabalhos dos dias seguintes. Ficamos sabendo da possibilidade ou não de chuvas, direção e velocidade dos ventos, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, enfim, os parâmetros básicos que norteiam a decisão de realizar uma operação ou aguardar uma melhor condição”, explica De Paula.
A Vimaer, fundada em 2010, presta serviços agrícolas em dois municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sulo: Itaqui e Maçambará. “Fazemos pulverização aérea de herbicidas, inseticidas, fungicidas, acaricidas, adubo foliar e fertilizantes líquidos. Aplicações aéreas de ureia granulada, adubo e cloreto, além de semeaduras aéreas de azevém, aveia, trevo, cornichão e arroz”, detalha De Paula.
Próximos passos
Para um futuro próximo, a ideia é consolidar o Simagro como um órgão de pesquisa de aplicação das condições meteorológicas, de clima e tempo no setor agropecuário. É o que espera Varone. “Aqui no Cesimet, queremos gerar novos índices, existem vários ainda, de diversas culturas, além da parte de pecuária também para serem desenvolvidos”, adianta. “Já desejamos começar grandes parcerias com outras instituições para alcançar esse objetivo”.
Sobre o Simagro
O Simagro-RS visa ao monitoramento climático no Rio Grande do Sul, com a elaboração de produtos e informações para viabilizar o planejamento e atuar como suporte para medidas de curto, médio e longo prazo no setor agropecuário do Estado.
As estações meteorológicas automáticas instaladas para adensamento da rede de sensores existente no Estado são utilizadas no monitoramento climático e no uso correto de produtos fitossanitários. O Simagro-RS também conta com modelos de tempo e clima, onde são gerados produtos agrometeorológicos para todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul.
O Sistema disponibiliza os produtos gerados pelo modelo meteorológico com resolução de 25 quilômetros, que proporciona previsões para um cenário de até 15 dias. O modelo regional anterior, com resolução de 3 quilômetros e previsão de índices agroclimáticos para um horizonte para cinco dias, está sendo substituído por um de 1 quilômetro para sete dias.
O projeto tem a finalidade de estabelecer uma relação de proximidade com o setor agropecuário do Rio Grande do Sul, onde a Seapi fornece a estação, e o produtor entra com uma estrutura para fixação do equipamento e internet para envio dos dados coletados. O produtor/parceiro acessa os dados da sua propriedade num aplicativo gratuito, e as informações de todas as estações são disponibilizadas no site simagro.rs.gov.br.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jul 22 2025 Sebrae orienta pequenos produtores no acesso ao microcrédito
Com orientação do Sebrae, pequenos produtores aprendem como obter microcrédito para investir e fortalecer o seu negócio no campo.
Ter um bom projeto, saber onde procurar ajuda e entender como funciona o crédito são passos fundamentais para o pequeno produtor rural que quer crescer. O microcrédito rural é uma porta de entrada para muitos negócios no campo e o Sebrae tem sido um dos principais aliados nessa caminhada.
O que é microcrédito rural?
O microcrédito rural é uma modalidade de crédito voltada especialmente para pequenos agricultores, produtores familiares e empreendedores do campo, com valores reduzidos, juros baixos e condições facilitadas de pagamento.
Além disso, o microcrédito é pensado para atender às necessidades específicas da agricultura de menor escala.
Os recursos podem ser usados para:
- Compra de insumos e ferramentas
- Melhorias na propriedade rural
- Pequenos investimentos em agroindústrias
- Diversificação de culturas ou criação de animais
Ou seja, trata-se de um recurso valioso para quem deseja impulsionar a produção sem comprometer o orçamento.
O papel do Sebrae no processo
Muitos produtores têm dificuldade de acesso ao crédito por não saberem como apresentar seu negócio ou como comprovar sua capacidade de pagamento. Por isso, o Sebrae entra como um parceiro estratégico, oferecendo apoio direto e gratuito em várias frentes.
Confira alguns dos serviços prestados:
- Orientação sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)
- Elaboração de plano de negócio simples
- Capacitações sobre crédito consciente
- Encaminhamento para instituições financeiras parceiras
Como acessar esse apoio?
Atualmente, o atendimento pode ser feito tanto de forma presencial quanto online. Dessa forma, fica mais fácil para o produtor buscar informações, mesmo estando em áreas rurais.
- Presencialmente: em escritórios regionais ou em parceria com sindicatos e associações
- Pelo telefone 0800 570 0800
- No site oficial: sebrae.com.br
- Aplicativo Sebrae (disponível nas lojas de apps)
Ainda que o valor seja modesto, o microcrédito é o pontapé inicial para transformar ideias em renda no campo. Com isso, o produtor tem a chance de testar uma nova atividade, investir em melhorias ou até iniciar sua formalização como MEI rural.
Mais do que acesso ao crédito, o Sebrae oferece conhecimento. Ou seja, o produtor pode aprender a vender melhor, controlar custos, diversificar a produção e crescer com segurança.
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jul 22 2025 Soja no auge? Oleaginosa pode turbinar o PIB em 2025 e levar o agro às alturas
Segundo Cepea/Abiove, safra em alta, processamento em alta e aumento na criação de empregos impulsionam a cadeia da soja neste ano
A cadeia de soja e do biodiesel deve registrar um crescimento expressivo de quase 11% em 2025, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com esse desempenho, o setor poderá representar 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional ainda neste ano.
De acordo com os pesquisadores, o crescimento está diretamente relacionado a uma série de fatores positivos, como a safra recorde no Brasil, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e o aumento no processamento da oleaginosa, que acompanha o avanço na mistura obrigatória de biodiesel (B14 e B15). A demanda firme por óleo de soja também tem sustentado a atividade industrial em níveis elevados.
Expansão em toda a cadeia
Os números apontam crescimento em praticamente todos os segmentos da cadeia. Dentro da porteira, o PIB do segmento deve avançar 24,11%. Já a agroindústria apresenta alta mais modesta, de 3,21%, enquanto os agrosserviços devem crescer 8,24%, impulsionados pelo volume recorde da produção e do processamento. O setor de insumos também avança, com alta de 3,17%.
O estudo destaca ainda que o PIB gerado por tonelada de soja processada pode ser 4,4 vezes superior ao gerado pela soja exportada in natura, refletindo o ganho de valor agregado na cadeia.
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jul 21 2025 Plantio do trigo no RS chega a 92% da área projetada para esta safra
Estado deve cultivar mais de 1,1 milhão de hectares com trigo na safra de inverno deste ano
Com previsão de cultivo de 1.198.276 hectares de trigo nesta safra de inverno, a semeadura do cereal avançou de forma significativa no Rio Grande do Sul desde o início de julho. O predomínio do tempo seco contribuiu para o bom ritmo dos trabalhos, que já alcançam 92% da área projetada, superando os índices registrados em anos anteriores para o mesmo período.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/07), a expectativa é de que a conclusão da semeadura ocorra dentro do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As áreas implantadas em julho encontram-se nos estágios de germinação e emergência. No entanto, são necessárias precipitações regulares para garantir o bom estabelecimento das plântulas.
Recuperação das lavouras varia entre as regiões
Os cultivos de inverno estão na fase de desenvolvimento vegetativo. As plantas têm se recuperado de forma progressiva dos efeitos do excesso hídrico ocorrido até o final de junho. As lavouras semeadas em maio e junho apresentam boa densidade populacional, crescimento uniforme e coloração verde intensa — sinais de bom estado nutricional e atividade fotossintética adequada.
A recuperação, no entanto, é desigual entre as regiões. No Sul do Estado, a persistência da umidade relativa elevada e da nebulosidade tem limitado o desenvolvimento das plantas. Já no Noroeste, as temperaturas mais altas provocaram amarelecimento foliar e os primeiros sintomas de doenças fúngicas.
Fronteira Oeste ainda abaixo da média
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, o avanço da semeadura é mais tímido. A área implantada chega a cerca de 80%, ficando aquém do registrado em safras anteriores em municípios como São Borja, Itaqui e Maçambará — responsáveis pelas maiores produções da região.
O atraso está relacionado às intensas chuvas desde a abertura da janela de semeadura, que comprometeram as condições de campo e exigiram replantios e ações corretivas em áreas afetadas por processos erosivos, como erosão laminar e sulcos.
Semeadura alcança 90% da área em Erechim e 96% em Santa Rosa
Na região de Erechim, 90% da área prevista com trigo já foi semeada. As lavouras se encontram em diferentes estágios fenológicos, entre a semeadura e o perfilhamento. As áreas implantadas mais precocemente apresentam bom estabelecimento e desenvolvimento satisfatório.
Na região de Santa Rosa, a semeadura do trigo está próxima do fim, alcançando 96% da área prevista. Há relatos de produtores adotando estratégias de contenção de custos, como a redução no uso de insumos. Curiosamente, as lavouras implantadas de forma mais tardia apresentam melhores índices de emergência e estande do que aquelas semeadas no início do período indicado pelo zoneamento, afetadas pelo excesso de chuvas.
Pequenas áreas marginais, com problemas de drenagem e acesso, também foram semeadas recentemente. O aumento das temperaturas elevou o risco de ocorrência de pragas, como pulgões e lagartas, que seguem sob monitoramento técnico.
Aveia branca – A semeadura avançou e está próxima a finalização. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha. A continuidade do tempo firme contribuiu para o desenvolvimento das lavouras com sintomas de estresse fisiológico, causado pela saturação hídrica e pela baixa luminosidade. As áreas semeadas fora da janela recomendada pelo Zarc, que já se encontravam em estádio reprodutivo durante as geadas ocorridas entre 30/06 e 03/07, apresentaram danos, como branqueamento foliar, morte da haste principal e emissão de perfilhos de resgate. No entanto, essas áreas representam uma fração pouco expressiva da área total cultivada.
Canola – A semeadura foi concluída. As condições climáticas do período foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Observa-se boa recuperação no crescimento das plantas, com emissão de novas folhas e elongação da haste principal, fatores que indicam a retomada do desenvolvimento após os estresses abióticos ocorridos anteriormente. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura da canola foi concluída e os produtores realizam tratos culturais nas lavouras em estádios mais avançados. Em Manoel Viana, onde se concentra a maior área da região (7.300 hectares), o desenvolvimento está limitado pelas baixas temperaturas e pela persistência de nebulosidade. Em São Borja, estima-se que 50% da área cultivada se encontra em floração. Na região de Santa Rosa, 65% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 30% em floração; e 5% em enchimento de grãos. Os efeitos das geadas ainda estão sob avaliação e podem se intensificar ao longo do ciclo. Apesar de estandes insatisfatórios em parte das áreas, há expectativa de compensação produtiva, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Cevada – A semeadura foi finalizada. As lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, e o estabelecimento inicial é considerado adequado. Foram utilizadas principalmente cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas de ciclo precoce a médio, com bom perfilhamento, resistência moderada às principais doenças foliares (como mancha-marrom e oídio) e características tecnológicas propícias à produção cervejeira baixo teor proteico e peso hectolitro e rendimento de malte elevados. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o cultivo ocorre conforme os contratos estabelecidos com a indústria de malte.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
Os campos nativos seguem com oferta e qualidade limitadas devido às geadas e às baixas temperaturas, e apresentam vegetação fibrosa e pouco nutritiva. A baixa luminosidade afetou o rebrote. Em propriedades sem pastagens de inverno, há risco de os animais perderem escore corporal. Já os campos nativos melhorados com espécies exóticas apresentaram desenvolvimento satisfatório. As pastagens cultivadas de inverno estão bem estabelecidas e proporcionando pastejo em diversas regiões. No entanto, o crescimento dessas áreas continua restrito em algumas áreas devido à baixa radiação solar, às geadas recentes, ao atraso na semeadura e às dificuldades para aplicação de adubação nitrogenada. Apesar disso, a oferta de forragem começa a suprir parte das necessidades dos rebanhos, reduzindo a dependência de suplementação.
BOVINOCULTURA DE LEITE – A produção de leite mostrou sinais de recuperação em várias regiões, especialmente onde as pastagens de inverno foram bem implantadas, e as parições planejadas para o período. Principalmente nos primeiros pastejos, ainda são necessários ajustes na dieta em função da baixa taxa de fibra das plantas. O estado corporal e sanitário dos rebanhos está satisfatório. O uso de suplementação alimentar tem sido frequente para compensar a limitação de forragem em algumas áreas.
OVINOCULTURA – A ovinocultura encontra-se em período de parições. Intensificou-se o manejo de matrizes e cordeiros. Os rebanhos apresentam apropriado estado corporal e sanitário, especialmente onde há oferta de pastagens de inverno e estruturas de abrigo. No entanto, nas propriedades com alta lotação ou sem pastagens implantadas, os animais estão perdendo peso e demandando maior uso de suplementação.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, os rebanhos ovinos apresentam estado corporal adequado devido à redução do estresse térmico e ao retorno ao pastejo, além do fornecimento de silagem, feno e ração. Na de Passo Fundo, os ovinocultores seguem focados no manejo das matrizes e dos cordeiros em função dos partos. A condição sanitária e nutricional dos rebanhos está adequada. Na de Pelotas, o número de nascimentos diários de cordeiros aumentou, principalmente das raças de dupla aptidão e de carne. As fêmeas próximas da parição foram alojadas em galpões para maior conforto e proteção. A taxa de sobrevivência de cordeiros recém-nascidos se reduziu. Os produtores estão realizando os manejos de assinalação, de castração e de caudectomia dos cordeiros, bem como a aplicação de vacinas contra o ectima contagioso. Nas propriedades onde os partos estão previstos para agosto, é efetuada a esquila pré-parto. As ovelhas pré-parto e em lactação estão recebendo suplementações.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jul 21 2025 Aumento da área de milho e redução na área de trigo, projeta RTC/CCGL
Levantamento técnico realizado pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), revelou que a área cultivada com milho deverá apresentar crescimento na Safra 2025 entre as cooperativas participantes. Os dados, consolidados até 14 de julho, mostram que até o momento, 90% das cooperativas que participaram do levantamento esperam aumento na área cultivada com milho, enquanto os 10% restantes preveem manutenção dos níveis atuais. Os dados refletem um cenário de otimismo com a cultura, impulsionado pela boa produtividade obtida na safra passada.
Trigo apresenta retração
Em contraste, o trigo deverá enfrentar redução na área cultivada. As cooperativas ouvidas preveem diminuição, com uma queda de área estimada de 17,6% em relação à safra anterior. A expectativa de produtividade média é de 3.390 kg/ha (56,5 sacos/ha).
Sobre o levantamento
As projeções divulgadas pela RTC/CCGL contemplam dados fornecidos por 21 cooperativas do Rio Grande do Sul, que integram a Rede Técnica Cooperativa. O levantamento considera as condições agronômicas, econômicas e climáticas observadas até julho de 2025.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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jul 21 2025 Chuvas de junho impactaram implantação das lavouras de trigo no RS
Volume ficou acima da média histórica para o período, principalmente no Norte do estado
O grande volume de chuva em junho de 2025 teve como principal impacto o atraso na semeadura e implantação das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. A análise faz parte do Comunicado Agrometeorológico 88 – Junho 2025, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Produzida pelo grupo de Agrometeorologia do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), o Comunicado Agrometeorológico é uma publicação mensal que traz as informações detalhadas das condições meteorológicas ocorridas no mês anterior. Com dados captados das estações meteorológicas do Simagro e do Inmet, o comunicado apresenta tabelas e mapas, além de uma análise dos impactos das condições meteorológicas sobre as principais culturas agrícolas e a produção pecuária no período.
“Embora em menor magnitude na comparação com as enchentes de maio de 2024, as chuvas de junho deste ano também causaram transtornos à sociedade, com maior impacto nas Bacias Hidrográficas do Uruguai (rio Uruguai), Guaíba (rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba) e na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas (rio Jaguarão)”, conta a pesquisadora Loana Cardoso, uma das autoras do comunicado.
No detalhamento dos dados de 23 estações analisadas, verificou-se que os totais mensais de chuva registrados foram elevados, com 13 dos 23 locais apresentando precipitação pluvial acima de 300 mm. O maior total mensal foi registrado em Sobradinho, na Encosta Inferior da Serra, com 629,2 mm.
“Principalmente na porção Norte do estado, as chuvas foram acima da média climatológica, ou seja, os desvios foram positivos. Esses desvios variaram de 17,6 mm em Camaquã, na região dos Grandes Lagos, a até 471,8 mm em Sobradinho”, complementa Loana.
Com o excesso de chuvas e a consequente umidade dos solos, a semeadura do trigo atrasou no estado. “A estimativa inicial de safra da Emater/RS-Ascar apontou para uma redução de 10% na área cultivada, um reflexo do risco climático, dos preços e da baixa demanda por crédito para custeio”, conclui a pesquisadora.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial