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jun 17 2025 Elevação de custos: guerra no Oriente Médio encarece ureia e ‘ameaça’ soja
A guerra entre Irã e Israel paralisa produções de soja, eleva preços e acende alerta para produtores que ainda não garantiram fertilizantes
A guerra entre Israel e Irã já começa a se refletir no planejamento da próxima safra de soja brasileira. Segundo análise da StoneX, a instabilidade na região, que abriga importantes produtores e exportadores de fertilizantes, elevou os preços da ureia nos mercados internacionais e acendeu o sinal de alerta para quem ainda não garantiu os insumos.
O Irã, um dos principais fornecedores globais de nitrogenados, reduziu sua produção diante das incertezas. No Egito, outro ponto relevante, a interrupção do fornecimento de gás por Israel paralisou a fabricação de ureia. Como reflexo imediato, diversas ofertas foram retiradas do mercado e os preços subiram nos Estados Unidos, no Oriente Médio e também no Brasil.
De acordo com Tomás Pernías, analista da StoneX, ”o mercado reagiu rapidamente às notícias da guerra, interpretando o cenário como um fator de alta. O momento é desfavorável para quem ainda precisa comprar fertilizantes, especialmente com a aproximação da safra de soja.”
O impacto vai além dos preços dos fertilizantes. A alta do petróleo, intensificada pelas tensões no Oriente Médio, pode elevar os custos de frete marítimo e seguros internacionais, fatores que pesam diretamente sobre o custo de importação para o Brasil, país fortemente dependente de insumos externos.
Com o calendário de plantio da soja se aproximando, a recomendação é clara: produtores devem redobrar a atenção ao mercado de nitrogenados. A volatilidade geopolítica pode dificultar negociações e pressionar ainda mais os custos da próxima safra.
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jun 16 2025 Protestos no RS completam um mês em busca de prorrogação de dívidas
PL de securitização segue em comissão do Senado. Se não for aprovado, entidades do agro esperam por redução drástica de área plantada em 25/26
Há exatamente um mês, máquinas agrícolas posicionadas na beira de importantes rodovias do Rio Grande do Sul estampam cartazes pedindo apoio ao setor, vítima de estiagens e enchentes que trouxeram sucessivas quebras de safra.
Os cartazes, em sua maioria, pedem o andamento do Projeto de Lei 320/25, o PL da Securitização, que prorroga as dívidas dos produtores rurais por um prazo de 20 anos e oferece melhores condições de pagamento.
O agricultor Renato Birai da Silva conta que, por conta das dificuldades enfrentadas, já não tem mais esperanças em ter “sangue novo” na área. “A gente não tem incentivo nenhum de trabalhar hoje na agricultura com a dificuldade que a gente tem. Quando eu e o meu guri começamos, ele estava incentivado a trabalhar na agricultura, mas hoje ele quer vir embora para a cidade. Ele está me incentivando a vender as máquinas para a gente parar de trabalhar.”
Sem as prorrogações das dívidas, muitos produtores estão sem poder de investimento. Assim, com o CPF bloqueado nos bancos, não conseguem ter acesso a novos créditos para plantar a safra de inverno e a de verão que vem na sequência.
No fim de maio, a Resolução 5220, do Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o adiamento das dívidas vencidas em 2025 por até três anos, mas a medida não agradou o setor.
“O banco poderia renegociar dívidas dos agricultores respeitando o limite de 8% da sua carteira agrícola, ou seja, a cada R$ 100.000 emprestados, apenas R$ 8 mil poderiam ser renegociados. Esses limites foram aumentados especificamente para esse ano e para o estado do Rio Grande do Sul, chegando até 23% da carteira agrícola da instituição. Esse apontamento, portanto, é o único item específico para a agricultura gaúcha”, destaca o advogado especialista em agronegócio Francisco Torma.
Diante disso, tratoraços continuam sendo feitos em diversas regiões do estado na intenção de explicar para a população urbana a importância do agro seguir plantando e gerando renda. Afinal, grande parte das cidades gaúchas tem o setor primário como base da economia.
Atualmente, o projeto de securitização está nas comissões do Senado. Se não houver andamento, entidades do agro apontam para uma diminuição severa na área plantada no estado na safra 2025/26.
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jun 16 2025 Conflito entre Israel e Irã pode afetar preços de fertilizantes
Irã é o terceiro maior exportador de fertilizante de ureia no mundo, com 4,8 milhões de toneladas por ano
O ataque de Israel ao Irã pode ter impacto na oferta de fertilizantes. “O Irã é o terceiro maior exportador de fertilizante de ureia no mundo, com 4,8 milhões de toneladas por ano, e o sétimo maior exportador de amônia anidra”, disse em nota Arlan Suderman, da consultoria StoneX.“Muitos outros grandes produtores de nitrogênio também estão na região, e alguns transportam seus fertilizantes pelo Estreito de Ormuz.”
Uma interrupção nessas cadeias de suprimento pode elevar os preços globalmente. “O mercado provavelmente não vai se preocupar tanto com fertilizantes quanto com o petróleo, mas isso é um componente importante desse conflito”, disse Suderman.
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jun 12 2025 Produção de soja atinge novo patamar e lidera safra; estimativa para grãos sobe 14% em 2025
Alta de soja em 2025 e recorde registrado reflete maior produtividade e interesse contínuo dos produtores pela oleaginosa
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (12), os números mais recentes da safra brasileira de grãos. A estimativa para 2025 é de 332,6 milhões de toneladas, volume 13,6% maior que o colhido em 2024. A soja segue como forte pilar da produção nacional, com projeção de 165,2 milhões de toneladas, alta de 13,9% na comparação anual.
A oleaginosa representa quase metade de toda a produção de grãos no país e mantém sua posição de destaque no campo e na balança comercial. Além do crescimento no volume colhido, a área plantada com soja aumentou 3,3%, reflexo do contínuo interesse do produtor rural, mesmo diante de incertezas climáticas e de mercado.
Outro dado que reforça o bom momento da soja é a variação positiva entre abril e maio, com acréscimo de 964,8 mil toneladas nas estimativas, uma alta de 0,6%, segundo o IBGE.
Mato Grosso lidera e Centro-Oeste se destaca
Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional de soja, contribuindo com 31,5% da produção total de grãos em 2025. O estado é seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Este último, porém, teve queda de produção em relação ao mês anterior, impactado por eventos climáticos adversos.
No recorte por região, o Centro-Oeste se destaca com 51,1% da produção nacional, seguido pelo Sul (25,3%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,4%) e Norte (6,3%).
Protagonismo da soja no agro brasileiro
A comparação com outras culturas confirma a força da soja. A produção total de milho está estimada em 130,8 milhões de toneladas, enquanto o arroz deve alcançar 12,3 milhões, e o trigo, 8 milhões de toneladas.
A soja, além de principal item de exportação agrícola, também tem uso crescente na indústria de rações, alimentos processados e biocombustíveis, especialmente na produção de biodiesel.
Balanço das estimativas de maio
Além da soja, outras culturas também tiveram aumento nas projeções de maio em relação a abril, como o milho segunda safra (+2,5%), o arroz (+3,3%) e o sorgo (+5,6%). Entre os destaques positivos por estado estão Mato Grosso (+3,6 milhões de toneladas), Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais e Goiás. Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou retração de 775 mil toneladas no volume total estimado.
Com desempenho robusto da soja e perspectivas positivas para outras culturas, a safra de 2025 caminha para ser uma das maiores já registradas no país.
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jun 11 2025 Abiove mantém projeções de exportação da soja, mas revisa preços para baixo
A associação estima que o país deve exportar mais de 108 milhões de toneladas de soja neste ano, valor recorde comparado a maio
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mantém as projeções de safra, exportação e processamento da soja no Brasil para este ano. Por outro lado, a associação revisa para baixo os preços médios do grão e do óleo, diante de uma colheita recorde do país, que é o maior produtor e exportador mundial.
A estimativa de preço médio da soja exportada foi reduzida para 405 dólares por tonelada, 10 dólares a menos do que a previsão anterior. Já a cotação média do óleo de soja exportado caiu 35 dólares, ficando em 1.015 dólares por tonelada.
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a queda nas cotações reflete a atualização da curva de preços futuros, que leva em conta a maior oferta, o aumento dos estoques globais e a baixa dos preços internacionais.
Com essa revisão, principalmente no preço da soja, responsável pela maior parte da receita de exportação, a expectativa de faturamento do Brasil com o complexo soja (grãos, farelo e óleo) em 2025 caiu para 53,38 bilhões de dólares, cerca de 1 bilhão a menos do que a estimativa de maio.
Se essa previsão se confirmar, as divisas geradas com as exportações do complexo soja em 2025 serão inferiores às de 2024, quando somaram 53,94 bilhões de dólares.
No entanto, a receita com a soja em grão deve crescer para 43,8 bilhões de dólares neste ano, contra 42,9 bilhões em 2024, graças ao aumento do volume exportado, mesmo com preços menores.
A Abiove estima que o Brasil vai exportar 108,2 milhões de toneladas de soja em 2025, valor recorde e estável em relação à previsão de maio, representando um aumento de 9,4 milhões de toneladas na comparação com 2024.
A safra brasileira de soja, já colhida, também permanece projetada em recorde, com 169,7 milhões de toneladas, contra 154,4 milhões no ano passado.
Por fim, o processamento da soja no Brasil deve atingir 57,5 milhões de toneladas em 2025, também um recorde, superior aos 55,8 milhões previstos para 2024.
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jun 11 2025 Trigo: importações batem o recorde dos últimos 24 anos
O aumento nas compras do cereal se deram pelo avanço da produção argentina de trigo, favorecendo os moinhos nacionais na entressafra
As importações brasileiras de trigo seguem crescentes em 2025, somando na parcial dos cinco primeiros anos do ano, 3,092 milhões de toneladas, o maior volume desde 2001. É isso que mostram os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea.
Em 12 meses, chegaram ao país quase 7 milhões de toneladas, quantidade que não era registrada há seis anos. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço na disponibilidade de trigo da Argentina nos últimos dois anos favoreceu as compras brasileiras.
Neste fluxo, pesquisadores explicam que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios. Dessa forma, não há necessidade de aquisições intensas neste período de entressafra brasileira.
Os produtores, por sua vez, estão com as atenções voltadas às atividades de campo para a nova temporada. Quanto aos preços, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do trigo em grão seguem pressionadas desde abril, quando atingiram os maiores valores do ano. A liquidez continua baixa, com negociações de lotes pontuais.
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jun 11 2025 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura ainda está com inscrições abertas
Evento debate desafios e oportunidades da cadeia produtiva da carne ovina em Bagé dias 26 e 27 de junho
As inscrições para o 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades – ainda estão abertas e podem ser feitas gratuitamente pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025. O evento ocorre dias 26 e 27 de junho, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé, região da Campanha do Rio Grande do Sul. A realização é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); do IFSUL; da Embrapa Pecuária Sul entre outras entidades.
Para a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, o Simpósio vem se consolidando como um espaço de articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.
A abertura (26/5) do evento terá palestra da Seapi com o tema “A Ovinocultura no Rio Grande do Sul”. A programação conta com painelistas sobre mapeamento da indústria da carne ovina, sustentabilidade da cadeia produtiva, painel sobre o Programa Selo Cordeiro Premium Gaúcho e sua certificação.
Em outro painel, o analista agropecuário e florestal da DDPA/Seapi, Gabriel Porto Fiori, analisa as políticas públicas para o setor da ovinocultura e ações coordenadas pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul. Os destaques sobre assistência técnica e cursos na área da ovinocultura serão apresentados, respectivamente, pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS/Ascar) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS).
O seminário tem como meta reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul e aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final.
As pesquisas buscam identificar demandas dos diferentes nichos do setor, debatendo estratégias para agregar valor, estimular o consumo e prospectar mercados. O encontro tem como cerne propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento do mercado da carne ovina.
O Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos e isso se deve muito à qualidade da carne produzida, o que reflete a “organização da inspeção sanitária”, afirma Sabrina Vaz (Seapi). Os desafios, de acordo com a especialista, apontam para a competitividade de mercado e aumento da produção, já que 77% dos produtores de ovinos se caracterizam por pequena criação, em média até 25 cabeças (Câmara Setorial de Ovinocultura Emater, 2020). Na edição de 2025, são esperados 300 representantes do setor da carne ovina.
Veja a programação completa em: 3 º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura
Serviço
O quê: 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades
Quando: 26 e 27 de junho, a partir das 8h
Onde: auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFSUL, campus Bagé (Avenida Leonel de Moura Brizola, 2501, Pedras Brancas, Bagé)
Inscrições e programação: tinyurl.com/simposio-ovinos-2025
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 10 2025 Conectividade não acompanha tecnologias e acesso à internet nas lavouras de soja é limitado
Estudo revela que 66,9% da produção nacional ainda está fora da cobertura da internet 4G e 5G, o que limita o uso de tecnologia no campo
O Brasil segue como principal fornecedor de soja para a China e, em um mercado cada vez mais competitivo, produtores precisam investir em eficiência e inovação para manter a liderança. A força da produção é evidente: entre janeiro e abril de 2025, foram exportadas 37,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No entanto, um levantamento da ConectarAGRO com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) revela um desafio: apenas 33,1% das áreas de cultivo de soja no país contam com cobertura de internet móvel 4G ou 5G.
Essa limitação tecnológica é um gargalo evidente para um setor que depende cada vez mais de dados, automação e decisões em tempo real. A pesquisa revela que as regiões Sul e Sudeste são as mais conectadas, com destaque para Paraná (72%) e São Paulo (68,8%), onde o digital já avança com força, integrando sensores, drones e máquinas automatizadas às rotinas do campo.
Mas o panorama muda radicalmente quando se olha para as novas fronteiras agrícolas. No Norte e no Matopiba a cobertura ainda é escassa, em muitos casos inferior a 15%. Municípios inteiros com milhares de hectares cultivados, como Fernando Falcão (MA) e Novo Acordo (TO), registram conectividade praticamente nula nas lavouras.
Mesmo estados com forte presença no agronegócio, como Mato Grosso e Goiás, enfrentam desafios: apenas 18% e 23% de cobertura, respectivamente. Mato Grosso do Sul tem 19,8%, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam 58,7% e 46% de áreas cobertas.
Limites à internet
Essa limitação tecnológica é um gargalo evidente para um setor que depende cada vez mais de dados, automação e decisões em tempo real. A pesquisa revela que as regiões Sul e Sudeste são as mais conectadas, com destaque para Paraná (72%) e São Paulo (68,8%), onde o digital já avança com força, integrando sensores, drones e máquinas automatizadas às rotinas do campo.
A falta de conexão não é só uma questão técnica: é um obstáculo à inclusão digital do produtor rural, especialmente dos pequenos e médios. Com acesso limitado à internet, eles não conseguem adotar ferramentas que melhoram o manejo, aumentam a produtividade e reduzem perdas.
De acordo com o estudo, municípios como Pitangueiras (PR), Bernardino de Campos (SP) e Nova Boa Vista (RS) já atingiram 100% de cobertura nas áreas de soja, o que demonstra que é possível, e urgente, levar conectividade a outras regiões.
A conectividade rural tem impacto direto na competitividade do Brasil. Só entre janeiro e abril de 2025, o país exportou 37,4 milhões de toneladas de soja, um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em abril, foram embarcadas 15,3 milhões de toneladas, o segundo maior volume mensal da história.
Além da balança comercial, a soja tem papel essencial no mercado interno: o setor saltou de 214 mil para 479 mil empregos diretos entre 2012 e 2023, segundo o Cepea/USP, e a tendência é que o número aumente com a expansão da agricultura digital, desde que a infraestrutura acompanhe.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
jun 10 2025 Agricultura de Baixo Carbono é tema de Seminário Internacional
Encontro em Brasília/DF contou com a participação da Seapi
“Políticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC+): um caminho para a resiliência sustentável no Brasil” foi o tema do Seminário Internacional realizado em Brasília, no Distrito Federal, nesta quarta (04/5) e quinta-feira (05/5).
O engenheiro florestal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, participou do encontro, que contou com a presença de representantes de países da América Latina e das embaixadas do Reino Unido, França e Tailândia.
“O evento foi muito importante porque hoje, a nível mundial, o Brasil é referência na adoção de práticas de agricultura de baixa emissão de carbono. E foi a oportunidade de mostrar para os países participantes do encontro que as práticas brasileiras, além de garantir a segurança alimentar, promovem a redução da emissão de gás de efeito estufa”, afirmou Brilhante. O coordenador destacou também que o encontro foi uma oportunidade de troca de experiências entre os estados, que possuem realidades diferentes.
“Nós, do Rio Grande do Sul, acreditamos que estamos no caminho certo e vamos buscar cada vez mais fortalecer esta importante política pública que é o Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Rio Grande do Sul”, declarou Brilhante. O Rio Grande do Sul, no Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é o terceiro estado com maior área, com 2,2 milhões de hectares com esta prática.
Programação
Hoje (05/5) pela manhã ocorreu uma visita técnica aos campos experimentais da Embrapa Cerrados, em Planaltina/DF, para apresentação de experimentos em ILPF, sistemas agroflorestais, manejo integrado de solos e métricas de carbono.
E nesta quarta-feira (04/5) foram apresentados quatro painéis sobre o Plano ABC e ABC+, a agricultura de baixo carbono, as políticas locais do plano ABC e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (Caminho Verde Brasil).
Durante o evento, segundo Brilhante, foi possível discutir as evidências de aumento da produtividade e o retorno econômico alcançadas pelo Plano ABC+ e também os mecanismos de geração e transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural para disseminar tecnologias ABC.
O Seminário foi organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Department for Environment, Food & Rural Affairs (DEFRA-UK).
O que é o Plano ABC+
O Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) foi criado em 2010 com metas de difusão de tecnologias como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e recuperação de pastagens. Em 2021, o plano foi atualizado para ABC+ 2020-2030, que projeta reduzir em 1,1 bilhão t de CO₂- equivalente até 2030 por meio da adoção em larga escala de práticas sustentáveis nas fazendas brasileiras.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 09 2025 Na sua opinião, qual o tipo mais vantajoso de formalização para o pequeno produtor rural?
MEI Rural, cooperativa ou associação e CAF, descubra a opção mais votada na nossa enquete.
Na interatividade da semana, perguntamos: qual dessas formas é mais vantajosa para o pequeno produtor rural formalizar o seu negócio: MEI (Microempreendedor Individual Rural), Cooperativa ou associação e CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)?
A enquete com mais de 500 participantes mostrou que 59% consideram a cooperativa ou associação a melhor forma de organização para o pequeno produtor rural. A preferência supera o CAF (23%) e o MEI Rural (18%).
“Ao se unirem, os membros conseguem adquirir insumos em maior volume, negociar melhores preços e reduzir custos”, explica Joaci Medeiros, da Unidade de Competitividade do Sebrae.
Além disso, ao vender em conjunto, os produtores ganham escala e qualidade padronizada, o que atrai supermercados, indústrias e exportadores.
Outro ponto forte é a possibilidade de agregar valor aos produtos. Muitas cooperativas investem em estruturas como agroindústrias e marcas próprias, o que permite transformar matérias-primas em produtos com maior valor de mercado, como: queijo, polpa ou farinha. Isso abre portas para novos canais de venda, inclusive o mercado internacional.
Joaci também destaca o papel das cooperativas no acesso a políticas públicas: “Elas facilitam a entrada em programas como o PAA e o PNAE, além de crédito, assistência técnica e incentivos governamentais.”
Mais do que ganhos financeiros, cooperativas promovem desenvolvimento local e autonomia. “Fortalecem o senso de identidade coletiva e criam soluções que beneficiam toda a comunidade rural”, conclui o especialista.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/