Dara Luiza Hamann

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  • Tecnologia avalia saúde de bovinos com monitoramento remoto da temperatura

    Sistema inédito desenvolvido pela Embrapa e UFMS utiliza sensores no canal auditivo que ajuda a indicar infecções, período de cio e stress

    A Embrapa Gado de Corte e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) desenvolveram uma tecnologia inovadora que permite monitorar a temperatura corporal de bovinos de forma remota. A medição da temperatura corporal é essencial para identificar infecções, inflamações, períodos de cio e situações de estresse no gado.

    O sistema utiliza sensores instalados no canal auditivo dos animais, garantindo precisão nos dados e bem-estar no manejo. O dispositivo já teve sua patente depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

    Alimentado por energia solar, o sistema dispensa o uso de baterias, garantindo maior durabilidade e menor necessidade de manutenção. A escolha do sensor no canal auditivo prioriza boa fixação e conforto para os animais.

    Monitoramento de bovinos e impactos na pecuária

    Pedro Paulo Pires, pesquisador da Embrapa, destaca que a inovação supera os desafios das técnicas tradicionais de medição, que costumam ser caras e estressantes para os animais. O sistema utiliza uma base transceptora que pode estar a até 25 km de distância, conectada à internet, permitindo o envio de dados em tempo real para um servidor. Isso possibilita que o produtor receba alertas sobre febre, estresse térmico e outros problemas.

    A ferramenta também se mostra útil na identificação de cio e monitoramento de partos, contribuindo para a eficiência no manejo. Segundo Pires, o dispositivo é especialmente relevante em regiões livres de febre aftosa sem vacinação, onde há maior risco de disseminação de doenças.

    Parceria entre instituições e aplicação prática

    O projeto é fruto de uma parceria de longa data entre a UFMS e a Embrapa, que já resultou em quase 50 dissertações focadas em soluções tecnológicas para a pecuária brasileira. O professor Fábio Iaione, orientador do projeto, afirma que o sistema combina conhecimentos de zootecnia, veterinária, engenharia e computação.

    “A temperatura é medida periodicamente e transmitida para um receptor conectado à internet, que envia os dados para análise”, detalha Iaione.

    A Embrapa busca parceiros para a fabricação em larga escala do dispositivo, visando facilitar o acesso dos produtores rurais à tecnologia. A expectativa é que a ferramenta contribua para melhorar a rastreabilidade da carne bovina, alinhada às exigências de segurança alimentar e barreiras sanitárias.

    Foto: Embrapa

    Patente e inovação tecnológica

    Dayanna Schiavi, analista da Embrapa, afirma que a patente garante exclusividade aos inventores e agrega valor à tecnologia. O processo incluiu verificação da novidade da invenção e cumprimento de requisitos legais. Segundo ela, o registro é um passo importante para a negociação e disseminação da tecnologia no mercado.

    Com essa inovação, o Brasil dá um passo significativo na pecuária de precisão, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade do setor.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produtor que comprovar manejo sustentável terá desconto em operações de custeio

    O benefício vale para certificações válidas em programas oficiais; produtores poderão obter uma redução na taxa de juros

    Com o objetivo de estimular a sustentabilidade no setor agropecuário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que produtores rurais de médio e grande porte que comprovarem a adoção de práticas produtivas sustentáveis, por meio de certificações, poderão obter uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio. A medida foi implementada pela Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.152, publicada em julho do ano passado.

    O benefício vale para certificações válidas em programas oficiais, como o Produção Integrada (PI Brasil), com documento emitido por instituição certificadora acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); o Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA); os sistemas de produção orgânica, ambas mediante certificação do Mapa; ou certificação realizada por organismos participativos avaliação da conformidade orgânica, no âmbito do Sistema Participativo de Garantia (SPG).

    Também tem direito ao desconto o produtor que houver, nos últimos cinco anos agrícolas, contratado crédito de investimento em um dos subprogramas do RenovAgro (antigo Programa ABC), desde que o crédito de custeio seja destinado a atividades desenvolvidas em área total ou parcialmente coincidente com a área objeto do financiamento do RenovAgro e o custeio seja relacionado à atividade financiada. Nesse caso, basta que o produtor autorize a instituição financeira o acesso à informação de seus financiamentos obtidos em outros bancos.

    As instituições financeiras deverão validar as informações na Plataforma AgroBrasil + Sustentável. Os passos a serem seguidos estão disponíveis na página do Serpro: página do produto Consulta Práticas Agropecuárias Sustentáveis.

    Documentação

    O produtor rural que pretende utilizar o benefício, deverá reunir os seguintes requisitos:

    • Prévia qualificação socioambiental do estabelecimento rural na Plataforma AB+S;
    • Conter pelo menos um certificado válido de prática sustentável emitido para o produtor que solicitou a habilitação ao Plano Safra e cadastrado pela respectiva instituição na Plataforma AB+S;
    • Número do CAR do estabelecimento rural certificado para as práticas sustentáveis.

    O acesso à Plataforma AB+S, pelo produtor rural, deverá ser realizado no site https://agrobrasil.agricultura.gov.br/abs/home

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Smartcoop leva eficiência e rentabilidade ao campo com gestão integrada de dados

    A gestão eficiente de dados se tornou essencial para o produtor rural que busca rentabilidade e sustentabilidade em suas atividades. Para atender a essa necessidade, a plataforma Smartcoop permite o gerenciamento integrado de talhões, rebanhos e finanças diretamente na palma da mão, através do celular.

    Com a Smartcoop, o produtor rural pode registrar dados detalhados de sua propriedade, acessando indicadores produtivos que facilitam decisões estratégicas. “As informações geradas pela plataforma aproximam muito mais o técnico do produtor. Assim fica mais fácil traçar metas e tomar decisões assertivas para melhorar os resultados da propriedade”, explica Greici Cortez Sawitzki, Assistente Técnica de Campo da CCGL.

    A proposta da ferramenta é simples e poderosa: transformar dados em decisões. Ao consolidar informações em um único sistema, a plataforma permite que o produtor tenha uma visão clara e completa do desempenho de sua atividade, promovendo melhorias contínuas com foco na sustentabilidade e na rentabilidade.

    A Smartcoop reafirma o compromisso das cooperativas com a modernização do agronegócio, oferecendo aos produtores uma ferramenta que conecta e gestão para transformar a realidade do campo. Se você ainda não faz parte do ecossistema de inovação fornecido pela Smartcoop, procure sua cooperativa e use a plataforma totalmente gratuita.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Soja: índice de vegetação das lavouras do Sul anunciam quebra de safra

    Expectativa de chuva acima da média nos próximos dias não deve reverter quadro de seca nas lavouras, aponta EarthDaily Agro

    A seca persistente traz o risco de quebra de safra de soja 2024/25 em toda a Região Sul do Brasil, mostram as imagens de satélite da EarthDaily Agro.

    Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm enfrentado baixa precipitação desde dezembro, com impactos claros nas condições das lavouras, conforme apontado pelo índice de vegetação (NDVI).

    Felippe Reis, analista de culturas da empresa, enfatiza que nas lavouras gaúchas, a umidade do solo diminuiu drasticamente nas últimas semanas, e mesmo com previsão de chuva nos próximos dias, o volume esperado parece insuficiente para recuperar as condições das lavouras.

    NDVI do Rio Grande do SulNDVI do Rio Grande do Sul. Imagem: EarthDaily Agro

    Segundo ele, o NDVI apresenta sinais de deterioração, embora em níveis melhores que os dos anos críticos de 2022 e 2023.

    NDVI de Santa Catarina
    NDVI de Santa Catarina

    Já em Santa Catarina, até meados de dezembro, o volume de chuvas foi considerado satisfatório. “No entanto, a seca ganhou força em janeiro, causando deterioração evidente no NDVI, ainda que este esteja em níveis superiores aos de 2022”, ressalta.No Paraná, por sua vez, desde o final de dezembro, as lavouras têm apresentado dinâmica negativa no índice de vegetação, indicando uma possível quebra de safra para o ciclo atual.

    NDVI do Paraná
    NDVI do Paraná

    Em Mato Grosso do Sul, o acumulado de precipitação desde 15 de dezembro lembra os anos ruins de 2022 e 2024, ambos marcados por quebras de safra. “O NDVI no estado aponta condições piores que as registradas em 2024, quando houve uma perda de 15% da produtividade”.

    NDVI de Mato Grosso do Sul
    NDVI de Mato Grosso do Sul

    Estados com boas perspectivas na soja

    Os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais apresentam perspectivas otimistas em relação ao potencial produtivo, com o NDVI indicando boa evolução das lavouras, aponta a EarthDaily Agro.

    Em Mato Grosso, o NDVI apresenta evolução favorável, superior ao desempenho observado em 2023, ano em que a produtividade foi 7% superior à tendência histórica. “Com base nos dados mais recentes, estima-se uma produtividade de 3,91 toneladas por hectare, o que, caso confirmado, representará um recorde para o estado”, diz Reis.

    Para o analista, outro destaque no cenário produtivo é a Bahia, que projeta produtividade recorde de 4,8 toneladas por hectare, representando aumento de 27% em relação ao ciclo anterior.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Escore corporal é a chave para alta taxa de fertilidade das vacas na estação de monta; entenda

    Observação treinada do pecuarista a respeito da qualidade alimentar do rebanho é fundamental ao manejo reprodutivo

    O período das águas é a época ideal para os pecuaristas iniciarem a estação de monta. Nesse ponto, o chamado “escore corporal”, índice usado para avaliar o estado nutricional da vaca, pode ser um aliado no manejo reprodutivo.

    De acordo com o zootecnista Bruno Marson, a ferramenta é voltada ao desempenho reprodutivo dos animais e nada mais é do que uma avaliação visual do plantel.

    “No escore corporal, a gente dá uma nota de um a cinco, em que um são vacas muito magras e cinco as gordas demais. O ideal é que as vacas estejam em uma nota intermediária, entre 3 e 3,5”, detalha.

    Marson ressalta que o pecuarista precisa ter um olhar treinado para a tarefa. “Ele vai observar o espaço entre as costelas, entre as vértebras no dorso do animal, a traseira, a inserção da cauda, a proeminência dos ossos da traseira, do ílio e do ísquio”.

    O especialista ressalta que em um animal com escore corporal de 3,5, ou seja, o mais adequado, não é possível contar as costelas e nem as vértebras, além de uma certa quantidade de gordura na inserção da cauda e o ílio e o ísquio observáveis, mas não muito presente.

    “Se o animal está gordo demais, observa-se uma cobertura muito grande de gordura, principalmente na inserção da cauda, ou seja, aquelas bolsas de gordura não são o ideal. É importante que a gente monitore e se certifique que as vacas estejam bem na estação de monta por causa da taxa de fertilidade […]. Vacas magras demais ou gordas demais não conseguem emprenhar”, destaca.

    Suplementação das vacas

    Em anos de seca, o capim perde qualidade e com menos nutrientes, é comum que as vacas fiquem mais magras. Para reverter esse quadro, Marson destaca que a suplementação é ideal para recuperar o escore corporal.

    “Quanto mais cedo a vaca emprenhar dentro da estação, o bezerro vai nascer com melhor qualidade porque a vaca vai ter passado a maior parte da gestação dela com o pasto favorável, verde. Se ela emprenha mais tarde, passa a gestação com um pasto menos favorável”.

    O zootecnista afirma que a diferença de peso entre bezerros que nasceram em épocas favoráveis e desfavoráveis pode chegar a até 30kg no período de desmama.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estiagem prejudica desenvolvimento das lavouras de verão no RS

    A redução nas precipitações no Rio Grande do Sul configura um cenário de estiagem, especialmente no Centro-Oeste do Estado, onde os danos nas lavouras são mais acentuados. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/1), as áreas mais afetadas são aquelas semeadas no início de novembro, que apresentam floração abaixo do esperado, com queda de folhas e flores, resultando em perdas significativas de estruturas reprodutivas e potencial decréscimo na produtividade. Nas lavouras de soja implantadas em dezembro, a ausência de fechamento das entrelinhas intensifica a perda de umidade do solo, devido à maior exposição ao vento e à radiação solar, além de favorecer a reinfestação de plantas daninhas.

    Em regiões mais críticas, em razão do longo período sem precipitações ou da presença de solos rasos e arenosos, observa-se mortalidade de plantas jovens por enraizamento inadequado, folhas comprometidas e desenvolvimento vegetativo abaixo do esperado. No entanto, a condição de estiagem não é uniforme no Estado. Nas lavouras mais a Leste do território estadual, o estresse hídrico diminuiu de forma significativa, aproximando-se de condições climáticas normais. Especialmente nas regiões mais elevadas do Planalto e nos Campos de Cima da Serra, os volumes de chuva mais regulares têm contribuído para manter o potencial produtivo das lavouras mais próximo do projetado.

    O plantio da soja apresentou avanço limitado, ocorrendo em áreas onde os índices pluviométricos proporcionaram um aumento significativo da umidade do solo. No entanto, ainda não foi possível atingir a totalidade da área projetada para a safra, cujo plantio é de 99%, estando, no momento, com 51% das lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 15% em enchimento de grãos.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 59% das lavouras de soja estão em estágio vegetativo, 35% em floração e 5% em enchimento de grãos. O estresse hídrico é evidente, manifestando-se pelo murchamento intenso das folhas ao amanhecer. Em áreas de solos rasos ou com pedras, observa-se uma coloração parda nas folhas, indicando perda da capacidade fotossintética e possível senescência, caso as condições de precipitação não se revertam. A ocorrência de chuvas mais volumosas, embora mal distribuídas no período, possibilitaram a retomada da semeadura da soja em algumas áreas.

    Em função da estiagem, os sistemas de irrigação estão em operação regular, proporcionando o adequado desenvolvimento das lavouras. Contudo, em razão do aumento da umidade, será necessário monitorar a presença de ferrugem. Uma vez concluída a colheita do milho nas lavouras irrigadas, os produtores estão semeando soja nessas áreas, que já estão em fase de emergência das plantas. As áreas de resteva de milho em sequeiro, por sua vez, aguardam chuvas para a semeadura.

    Na região de Soledade, o estresse hídrico nas lavouras de soja aumentou. Durante as horas mais quentes, as plantas apresentam folhas murchas, mas com recuperação à noite e pela manhã. Esse mecanismo fisiológico visa reduzir a perda de água. Contudo, em áreas onde há limitações físicas de solo, as perdas são irreversíveis e podem aumentar, se não chover. O momento é de definição de produtividade, pois 45% das lavouras estão em florescimento e 10% em enchimento de grãos, o que torna o restabelecimento da umidade extremamente necessário.

    Milho – A colheita avançou de forma significativa, e atinge 28% da área projetada. As lavouras em colheita, semeadas entre agosto e outubro, em sua maioria, não enfrentaram restrições hídricas. Os resultados iniciais são favoráveis, superando, em muitos casos, o potencial produtivo estimado. Mesmo nas lavouras em florescimento, afetadas pelo período seco de novembro, as perdas observadas foram inferiores às quebras inicialmente previstas.

    Na região Centro-Oeste do Estado, nas áreas cultivadas mais tardiamente, observam-se os impactos da estiagem, especialmente nas lavouras em floração e enchimento de grãos. Projeta-se uma redução na produtividade e, em alguns casos, as lavouras estão sendo redirecionadas para forrageamento direto ou produção de silagem. Na Região Leste, a frequência de chuvas mantém-se próxima à normalidade, não afetando de forma significativa as lavouras em fases produtivas.

    Milho Silagem – As atividades de ensilagem prosseguiram durante o período, apesar das chuvas ocorridas em algumas regiões, que beneficiaram as lavouras em estágios reprodutivos. A produtividade das lavouras colhidas está elevada, uma vez que, na maioria dos cultivos, houve adequada disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. Contudo, as lavouras em fase reprodutiva nas regiões Centro e Oeste do Estado estão sendo impactadas pela estiagem. Algumas lavouras inviabilizadas para a produção de grãos estão sendo direcionadas para ensilagem, mas o produto resultante deverá apresentar qualidade inferior, em comparação ao das lavouras previamente colhidas.

    Arroz – Em 15/01, iniciou a colheita de arroz no Estado pelos municípios de Itaqui e Maçambará. As áreas foram semeadas entre 01 e 10/09, e alcançaram a maturação, sem apresentar impactos significativos da estiagem, que afeta a região desde meados de dezembro. A produtividade obtida é considerada satisfatória e atinge 8.750 kg/ha. As condições climáticas, de maneira geral, continuaram favoráveis para as demais lavouras, embora haja algum risco de estresse devido às temperaturas próximas aos 40°C em municípios da Fronteira Oeste. Esse cenário pode ocasionar esterilidade de espiguetas nas lavouras em fase de floração e pré-floração.

    A excelente disponibilidade de radiação solar e a baixa umidade relativa do ar têm influenciado de forma positiva a sanidade da cultura. No entanto, ainda há alto consumo de água para irrigação, o que mantém os produtores atentos aos níveis dos rios e barragens. Segundo o Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga), a área implantada é de 927.885 hectares de arroz irrigado. A Emater/RS-Ascar estima produtividade inicial de 8.478 kg/ha.

    Feijão 1ª safra – A colheita da primeira safra evoluiu e aproxima-se da finalização nas regiões Centro e Planalto Médio. As lavouras apresentam produtividades variáveis, refletindo o nível tecnológico empregado e as condições climáticas enfrentadas. Os grãos colhidos apresentam peso e qualidade considerados adequados, garantindo boa aceitação no mercado e correspondendo às expectativas para a safra. Os rendimentos alcançados estão estimados em 1.600 kg/ha.

    Olerícolas e Frutícolas

    Abobrinha – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Feliz, a cultura da abobrinha cresceu em termos de área de cultivo nos últimos anos; estima-se que 90% sejam plantados em sistema de estufim – túnel baixo. Por meio dessa tecnologia, os produtores conseguem manter a produção praticamente o ano todo, inclusive no inverno. É momento de safra de qualidade. A variedade mais plantada no município é a Italiana, mas também há cultivos da Tronco. O quilo está sendo comercializado entre R$ 1,25 e R$ 1,75.

    Milho-verde – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita das primeiras lavouras implantadas em setembro rendeu excelentes resultados. Porém, nas lavouras implantadas em outubro, as perdas têm sido significativas em razão da estiagem, que atingiu a cultura durante a fase de floração. Na região de Santa Rosa, as lavouras de milho-verde e milho-doce estão em plena colheita. A espiga de milho-doce é vendida por R$ 1,50 e de milho-verde a R$ 0,80.

    Figo – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a expectativa para a Safra 2024/2025 é de colheita um pouco menor em relação aos valores históricos, em razão dos danos em alguns figueirais, que foram alagados durante a enchente de abril/maio de 2024. A área de cultivo se mantém estável, e os produtores estão fazendo a renovação habitual dos pomares. O ciclo da cultura segue sem antecipações nem atrasos nos fluxos de colheita. No Vale do Rio Caí, a colheita iniciou em meados de dezembro e está em andamento. Em Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Gramado, a colheita se iniciou nas primeiras áreas em meados de janeiro. No geral, a qualidade dos frutos colhidos está satisfatória. Os preços recebidos pelos produtores são, pela fruta madura para grandes indústrias, aproximadamente R$ 3,50/kg; e fruta madura para consumo de mesa, R$ 9,00 a R$ 15,00/kg. Alguns agricultores estão comercializando frutas a granel em pequenas quantidades, direto ao consumidor, de R$ 6,00 a R$ 9,00/kg.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Pela primeira vez desde novembro, dólar fecha abaixo dos R$ 6,00

    Cotação foi influenciada pelo mercado internacional. Por outro lado, bolsa de valores caiu após três altas seguidas

    Beneficiado pela moderação nas tarifas comerciais prometidas pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, o mercado cambial teve uma quarta-feira (22) de alívio. O dólar caiu para abaixo de R$ 6 e atingiu o menor nível desde o fim de novembro. A bolsa de valores não teve o mesmo desempenho positivo e caiu pela primeira vez após três altas seguidas.

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,946, com recuo de R$ 0,085 (-1,4%). A cotação caiu durante toda a sessão e passou a operar abaixo de R$ 6 a partir das 10h50. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,91.

    A moeda norte-americana está na menor cotação desde 27 de novembro. Em 2025, a divisa tem queda de 3,79%.

    O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.972 pontos, com queda de 0,3%. O indicador alternou altas e baixas durante toda a sessão, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, puxado por mineradoras.

    Sem notícias relevantes na economia brasileira, o dólar foi influenciado pelo mercado internacional. A ausência de anúncios de elevação de tarifas comerciais para a América Latina pelo presidente Donald Trump beneficiou os países emergentes. O novo presidente norte-americano anunciou uma sobretaxa de 10% para os produtos da China e de 25% para os do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro.

    Além da falta de menções à América Latina, os percentuais abaixo do esperado diminuíram as pressões sobre a inflação norte-americana. Isso diminui a necessidade de o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) congelar ou elevar os juros neste ano. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas mais altas sobre os produtos chineses.

    Taxas de juros menos altas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil. Isso porque os juros elevados da economia brasileira atraem capitais financeiros, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Pontos essenciais para garantir uma silagem de milho de qualidade

    A produção de silagem de milho é um processo estratégico na pecuária, fundamental para garantir alimentação de qualidade ao longo do ano. Segundo o médico veterinário e Assistente Técnico de Campo (ATC) da CCGL, Renan Faccio, a atenção a detalhes específicos pode fazer a diferença no resultado final. Ele destaca três aspectos cruciais: escolha do momento correto para ensilagem do material, processamento dos grãos e fibras, e compactação e vedação do silo.

    1. Escolha do momento correto para ensilagem do material

    Para decidir o momento ideal de ensilar o material devemos levar em conta o tipo de maquinário que irá processar a silagem. Máquinas autopropelidas têm maior capacidade de processamento das fibras, além de utilizar um cracker para processar os grãos, permitindo trabalhar com teores de matéria seca mais elevados, entre 35% e 37% de matéria seca na planta inteira ou a partir de 1/3 a 3/4 da linha do leite. No caso das máquinas acopladas ao trator a matéria seca da planta inteira deve ser um pouco mais baixa, entre 30% a 32% de matéria seca ou 1/3 a 1/2 da linha do leite, a partir disso o processamento dos grãos e da palha da espiga podem ser comprometidos.

    O técnico recomenda coletar uma amostra representativa das plantas da área e secá-las em uma estufa, air fryer ou Koster para determinar o nível de matéria seca da planta inteira ou observar a linha do leite nos grãos.

    2. Processamento dos grãos e fibras

    A eficiência do processamento é essencial para maximizar a digestibilidade e o aproveitamento dos nutrientes pelos bovinos. Em relação às fibras, o ideal é que as partículas sejam processadas de acordo com as necessidades particulares da propriedade visto que fibras fisicamente efetivas são necessárias para melhorar a ruminação e saúde dos animais. Os grãos precisam ser quebrados para que ocorra o aproveitamento pelos animais, atentar para que não fiquem grãos inteiros.

    Renan sugere o uso do conjunto de peneiras Penn State para avaliar o tamanho das partículas, com 3% a 8% do material retido na peneira de 19 mm e mais de 60% retido na peneira de 8 mm. A análise deve ser feita junto com o nutricionista, considerando os desafios específicos da propriedade.

    Para o processamento dos grãos, o objetivo é quebrá-los em pelo menos quatro pedaços, aumentando o aproveitamento do amido. Como o teste laboratorial de KPS (Kernel Processing Score) não é imediato, Renan indica uma avaliação visual no momento da ensilagem. Ele sugere separar os grãos das fibras com um balde de água: os grãos afundam, permitindo uma análise mais precisa do quão processados os grãos estão, não admitindo grãos inteiros no material.

    3. Compactação e vedação do silo

    A compactação adequada é indispensável para evitar a entrada de ar e garantir a conservação da silagem. Nos silos de superfície, é fundamental compactar tanto no sentido do silo quanto na transversal dele. Já nos silos trincheira, a compactação é feita em um único sentido.

    Para uma boa compactação deve-se ter pelo menos 30% de peso de trator em relação ao material processado por hora. Renan ressalta que o peso dos tratores deve ser proporcional à quantidade de silagem processada: para cada 50 toneladas por hora, é necessário um peso de trator equivalente a 15 toneladas sobre o silo. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar dois ou três tratores. Todo o momento que a máquina estiver processando a silagem na lavoura os tratores devem estar compactando o material no silo e após o término do processamento da silagem continuar compactando pelo menos mais 30 minutos.

    O silo deve ser vedado imediatamente após o término da compactação. É importante utilizar lonas de boa qualidade e barreiras de oxigênio para bloquear a entrada de sol e oxigênio no silo. Ele recomenda o uso de materiais como terra, tijolos ou sacos de peso específicos para silagem para pressionar a lona e vedar a entrada de oxigênio ao redor de todo silo, além de fazer o mesmo processo na transversal do silo formando uma espécie de cinta a cada 5 metros, esse cinturão na transversal vai ser responsável por barrar a entrada de ar no silo após a abertura do silo e utilização do material.

    É importante seguir esses cuidados para garantir que o material ensilado preserve a sua qualidade, “Tomar decisões no momento certo e com o apoio técnico adequado é o caminho para garantir uma silagem de milho que atenda às demandas do rebanho e otimize os resultados da propriedade”, conclui Renan Faccio.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Cenário internacional tende a beneficiar preços do milho no Brasil, aponta plataforma

    Cortes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e atraso na colheita da soja no Brasil tendem a elevar patamares do cereal

    Após os cortes na produção, exportação e estoques globais de milho divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o cereal manteve suporte nos preços, apresentando tendência de valorização devido à menor oferta disponível no mercado internacional.

    Do outro lado, a demanda se manteve aquecida com margens positivas do mercado de proteína. Assim, produtores de gado e suínos seguem como o principal mercado.

    Tal cenário promoveu melhora nos preços, o que impulsionou a comercialização, especialmente em Mato Grosso.

    Em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,85 por bushel, alta de 2,97% em relação ao último período. Contudo, no Brasil, o contrato de milho para março de
    2025 registrou queda de 1,6% na B3, encerrando a R$ 76,70 por saca. Diferentemente da soja, no mercado físico, o milho mostrou valorização.

    E agora, o que esperar do milho?

    Análise da plataforma Grão Direto destaca três pontos de atenção que podem mexer com o mercado do milho no curto-prazo:

    • Milho primeira safra: as regiões produtoras de milho nesta primeira safra, apesar de alguns desafios, devem apresentar boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de chuvas regulares e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, alinhando-se às condições climáticas observadas na Argentina.
    • Milho segunda safra: as previsões climáticas indicam uma redução das chuvas devido à troca de polaridade do regime pluviométrico, com mais precipitações no Sul e menores volumes no Centro-Oeste (o inverso do que temos hoje). “Essa mudança tem impulsionado um movimento de alta nos preços, que pode se estender para a próxima semana, especialmente com o atraso na colheita da soja, dificultando o início do plantio do milho safrinha”, diz a Grão Direto, em nota.
    • Avanço de plantio safrinha: de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio do milho safrinha já se iniciou no estado de Mato Grosso. Por ora, o avanço é pequeno, menos de 1% da área, ritmo lento justificado pelo atraso na colheita da soja por conta do excesso de chuva da semana anterior.

    Diante dos pontos expostos, o cenário é de continuidade da valorização do milho. Segundo a plataforma, mesmo com muitas incertezas em jogo, o preço do grão deve ser beneficiado neste início de colheita no Brasil.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Carne bovina gaúcha ganha estudo inovador que conecta qualidade ao ambiente de criação

    Projeto da Embrapa Pecuária Sul promete dados precisos sobre saudabilidade e eficiência

    Um projeto liderado pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, busca mapear as características da carne bovina produzida no estado, relacionando composição nutricional e saudabilidade aos diferentes sistemas de criação.

    A pesquisa reúne mais de 20 especialistas de diversas instituições brasileiras e utiliza tecnologias de ponta, como metabolômica e inteligência computacional, para entender o impacto dos sistemas produtivos na qualidade da carne.

    Tecnologia a serviço da carne gaúcha

    Segundo Élen Nalério, pesquisadora responsável pelo estudo, a metabolômica permitirá uma análise aprofundada do sistema biológico dos animais. “Com essa ferramenta, conseguimos identificar os compostos presentes na carne e entender como o sistema produtivo impacta na qualidade final”, afirma.

    Além disso, os dados coletados vão compor um banco de informações alimentado por inteligência computacional, que buscará padrões nutricionais vinculados ao ambiente de criação.

    O projeto avaliará entre três e cinco sistemas de produção predominantes no Rio Grande do Sul, considerando variáveis como solo, alimentação, raça e emissões de carbono.

    “Nosso objetivo é criar modelos preditivos que possam ser aplicados em pesquisas futuras e ajudar na valorização da carne gaúcha”, detalha Nalério.

    Dados para a saúde e o mercado

    Um dos principais resultados esperados é a disponibilização de um dossiê com informações detalhadas sobre a carne gaúcha. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e combater desinformações sobre o impacto da carne na saúde humana.

    Nalério destaca a relevância do estudo em um cenário de crescente preocupação ambiental e pressões sociais sobre o consumo de carne.

    “Acreditamos que as carnes gaúchas têm características únicas em termos de eficiência produtiva e benefícios à saúde, o que pode abrir novos mercados e agregar valor à produção local.”

    Metodologia detalhada

    Os dados serão coletados tanto em campo quanto em laboratório. Informações como dieta animal, idade de abate, tipo de solo e emissões de metano serão combinadas a análises químicas de amostras de carne.

    Essas análises incluirão parâmetros físico-químicos, composição de ácidos graxos e vitaminas, conduzidas no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul.

    Com o sucesso da iniciativa no Rio Grande do Sul, a ideia é expandir o projeto para outros estados, abrangendo diferentes biomas e sistemas produtivos do Brasil. “Estamos desenvolvendo metodologias que poderão ser aplicadas em diversas regiões, fortalecendo a cadeia produtiva nacional”, conclui a pesquisadora.

    Esse estudo pioneiro coloca a carne bovina gaúcha no centro das discussões sobre eficiência produtiva e sustentabilidade, com impactos que prometem beneficiar produtores, consumidores e o mercado como um todo.

    O trabalho tem apoio financeiro da da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). “Temos representantes de diferentes áreas de atuação no estudo, como por exemplo, matemáticos e pesquisadores de TI para o trabalho com inteligência computacional”, conta Élen Nalério.

    Além disso, o projeto conta com pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) , com expertises nas áreas de produção animal, química e engenharia de alimentos, ciência da carne, estatística, física e matemática aplicada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/