Dara Luiza Hamann

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  • Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano

    Alta consolida um ciclo de contração na política monetária; sem citar Trump, Comitê relatou incertezas em relação aos Estados Unidos

    A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar o ritmo de alta dos juros nesta quarta-feira (6).
    Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

    A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano.

    Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto.

    Efeito Trump

    Em comunicado, o Copom informou que a incerteza nos Estados Unidos se ampliou. Sem citar diretamente a eleição do ex-presidente Donald Trump, o texto mencionou “a conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Federal Reserve, Banco Central norte-americano]”.

    Em relação ao cenário doméstico, o Copom informou que está acompanhando a política fiscal e cobrou ajustes dos gastos públicos.

    “O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, destacou o comunicado.

    Taxa Selic

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, subiu para 0,44%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), puxado pela bandeira vermelha nas contas de luz e pelo preço dos alimentos, que subiu por causa da seca no início do semestre. O IPCA de outubro só será divulgado na sexta-feira (8).

    Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,42% em 12 meses, cada vez mais próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

    No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 4,31% a previsão para o IPCA em 2024, mas a estimativa pode subir ainda mais mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.

    Previsões pessimistas

    As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,59%, acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,38%.

    O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,6% em 2024 (acima do teto da meta), 3,9% em 2025 e 3,6% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

    O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de setembro, o Copom previa IPCA de 4,3% em 2024, de 3,7% em 2025 e de 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026

    Crédito mais caro

    O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 3,2% a projeção de crescimento para a economia em 2024. O número foi revisado após o expansão de 3,1% do PIB em 2024.

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Rio Grande do Sul: governo acena com nova MP para socorro a agricultores

    O debate durou mais de seis horas e mobilizou uma caravana de produtores rurais do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (5)

    O governo acenou com novas medidas para socorrer agricultores gaúchos endividados por sucessivas secas e cuja situação se agravou após as inundações históricas de abril e maio.
    O anúncio foi feito durante audiência pública conjunta de duas comissões da Câmara: a Comissão de Agricultura e a Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes no Rio Grande do Sul. O debate durou mais de seis horas e mobilizou uma caravana de produtores rurais do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (5).

    Coordenadora do Movimento SOS AGRO, Graziele de Camargo apontou dificuldade de acesso a créditos já disponibilizados e demora na implantação da Medida Provisória 1247/24, editada em julho, para repactuar as dívidas do setor. “Nós precisamos urgentemente de mais recursos e da retirada de toda a burocracia envolvida, para que aqueles que ainda estão aguardando também possam ter uma solução e continuem na atividade”, disse.

    O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson de Araújo, admitiu o aumento das linhas de financiamento via recursos do Fundo Social. As negociações para a edição de uma nova medida provisória já começaram com os Ministérios da Fazenda e da Casa Civil.

    “Nós recebemos demandas do Banco do Brasil, do Sicredi, do Banrisul, dos demais agentes financeiros e do BNDES. O ministro Fávaro está fazendo um encaminhamento ao ministro Haddad e ao ministro Rui Costa, pedindo esse adicional no Fundo Social. Não tem outra forma de alocar esses recursos no momento”.

    Assessor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Luís Pires citou a necessidade de liberação novas linhas de crédito, sobretudo do BNDES, para financiar novas safras ainda dentro do período apropriado de plantio. “Até agora, R$ 3,3 bilhões chegaram aos produtores, mas precisamos de R$ 19,5 bilhões a R$ 20 bilhões.”

    Lérida Pavanelo, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), criticou a exigência de validação dos prejuízos dos agricultores por meio de conselhos municipais, como prevê a atual medida provisória.

    Um dos responsáveis pela política agrícola do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt listou uma série de medidas do governo para ajudar os produtores rurais gaúchos, como os descontos nas linhas de crédito do Pronaf e do Pronampe, beneficiando agricultores rurais e microempresários.

    Porém, Bittencourt admitiu que nem todos foram atendidos, inclusive por causa de amarras impostas pela legislação mesmo diante da decretação de estado de emergência ou de calamidade.

    “Ou você pensa numa medida que vai abrir para todo mundo – e, quando se abre para todo mundo, quem menos precisa é o mais beneficiado – ou você faz uma medida que é muito restritiva, apertando e dificultando o acesso. A Lei de Responsabilidade Fiscal não me deixa propor uma ação se não tiver uma estimativa, por mais que você tenha um decreto (de calamidade ou emergência)”.

    Um dos organizadores da audiência, o deputado Afonso Hamm (PP-RS) identificou uma das falhas que devem ser corrigidas. “Os que tiveram maior prejuízo ficaram para o fim. Quando você deixa quem perdeu mais de 60% para o fim, está aí o grande problema. Por isso essa gritaria. Então, nós temos que fazer uma operação de guerra”.

    A audiência também ouviu representantes de instituições financeiras que oferecem crédito emergencial no Rio Grande do Sul, como BNDES e Banrisul.

    Paula Costa, da diretoria de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, admitiu dificuldades operacionais, mas garantiu que a instituição já atendeu mais de 50 mil produtores rurais por meio das regras da medida provisória de julho.

    “Na safra 24/25, a gente já desembolsou R$ 9 bilhões no estado: somos a primeira instituição financeira em desembolso no estado. E o potencial para atendimento aos produtores é de cerca de R$ 20 bilhões.”

    O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), outro organizador do debate, apresentou o Projeto de Lei 4253/24, que regulamenta a concessão de desconto nas operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização para os gaúchos que tiveram perdas com os eventos climáticos extremos.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: vitória de Trump nas eleiçõEs presidenciais derruba preços em Chicago

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2025 fecharam com alta de 4,50 centavos ou 0,45% a US$ 10,01 3/4 por bushel

    Os contratos da soja em grão registram preços acentuadamente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado pela vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Como resultado, o dólar dispara frente a outras moedas, atingindo uma máxima de quatro meses, impulsionado pelo nacionalismo econômico defendido pelo novo presidente. A possibilidade de novas barreiras comerciais com a China também prejudica as perspectivas de exportação e derruba os preços.

    Um dólar mais forte torna o grão dos EUA mais caro no mercado externo, enquanto as tarifas propostas por Trump podem afetar o comércio agrícola do país. A soja, em particular, é sensível a esse cenário, pois depende das vendas para a China, seu maior importador.

    Além disso, os investidores aguardam a decisão sobre a taxa de juros norte-americana desta quinta-feira (06) e as previsões de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira (08).

    Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,85 3/4 por bushel, baixa de 16,00 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior.

    Ontem (05), a soja fechou em alta para o grão e o farelo, e mais baixos para o óleo. O mercado operava em compasso de espera pelas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

    A boa demanda pelo produto do país e a fraqueza do dólar frente a outras moedas atuaram como fatores de suporte. Além disso, os investidores se posicionam frente ao relatório de oferta de demanda do Departamento de Agricultura norte-americano, que sai na sexta-feira.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2025 fecharam com alta de 4,50 centavos ou 0,45% a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição março/25 teve cotação de US$ 10,14 3/4 por bushel, com ganho de 3,00 centavos ou 0,29%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Trigo: cereal recua em outubro, mas segue em níveis acima dos de um ano atrás

    Pesquisadores afirmam que esse cenário foi verificado mesmo com o valor interno do trigo operando abaixo do de importação

    Os preços domésticos do trigo caíram em outubro, refletindo os avanços da colheita e, consequentemente, da disponibilidade do cereal no mercado brasileiro.

    Pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário foi verificado mesmo com o valor interno do trigo operando abaixo do de importação – a maior paridade de importação tem sido sustentada pelo dólar valorizado frente ao Real.

    Ainda assim, as cotações domésticas do cereal estão acima das registradas em outubro do ano passado, em termos reais, também conforme apontam levantamentos do Cepea.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: preços encerram outubro próximos da estabilidade

    Pesquisadores dizem que a firme demanda por óleo de soja e a valorização cambial deram suporte às cotações do grão

    Levantamento do Cepea mostra que os preços da soja estiveram praticamente estáveis ao longo da última semana.

    De um lado, pesquisadores do Cepea explicam que a firme demanda por óleo de soja e a valorização cambial deram suporte às cotações do grão.

    De outro, as recentes chuvas na América do Sul e a maior oferta nos Estados Unidos interromperam as altas.

    De setembro para outubro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná subiram 1,4% e 2,2%, respectivamente, ainda conforme pesquisas do Cepea.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Banco de colostro pode aumentar sobrevivência e produtividade de bezerras

    Leite produzido nos primeiros dias de lactação fornece anticorpos e nutrientes

    O colostro, leite de baixo volume produzido nos primeiros dias de lactação, é essencial para a saúde dos bezerros, atuando como uma verdadeira “primeira vacina” que protege os animais nas primeiras horas de vida. Rico em nutrientes e anticorpos, o colostro é tema central da entrevista com o zootecnista Rafael Azevedo no quadro Raio-X da Pecuária.

    Azevedo destaca a importância desse líquido para a sobrevivência e o desenvolvimento produtivo das bezerras, além dos cuidados necessários na coleta e armazenamento.

    Segundo Azevedo, o colostro desempenha um papel vital porque, ao nascer, o bezerro não possui proteção imunológica contra o ambiente externo. “O colostro é essencial, pois fornece os anticorpos e nutrientes que o bezerro precisa para sobreviver e crescer com saúde”, afirma.

    A falta desse cuidado inicial pode resultar em maiores riscos de doenças, reduzido ganho de peso e até aumento na mortalidade. Um bezerro que não recebe colostro adequado tem duas vezes mais chances de morrer em comparação com aqueles que são bem alimentados logo ao nascer.

    Outro ponto levantado por Azevedo é a prática de criar um banco de colostro, uma alternativa eficaz para propriedades de todos os tamanhos.

    “Um banco de colostro permite que fazendas tenham colostro de qualidade armazenado para situações emergenciais, como o nascimento de gêmeos ou casos em que a vaca não produza colostro suficiente”, diz ele. O zootecnista recomenda o armazenamento em saquinhos de dois litros, devidamente identificados e congelados, prontos para serem utilizados conforme a necessidade.

    A qualidade do colostro é fundamental, e Azevedo alerta para os cuidados de higiene na coleta e armazenamento. Como é um alimento rico em proteínas e gorduras, bactérias podem proliferar rapidamente caso o manuseio seja inadequado. O uso de luvas e recipientes limpos durante a coleta é essencial para evitar contaminações. Além disso, o refratômetro Brix é recomendado para avaliar a qualidade imunológica do colostro, que deve apresentar um índice mínimo de 25% para ser considerado adequado para o bezerro.

    “Quando esses cuidados não são adotados, os impactos podem ser graves”, alerta Azevedo. Ele conta que um colostro contaminado pode causar doenças e prejudicar o crescimento do animal, resultando em perdas significativas para o produtor. Além da mortalidade, um bezerro que não recebe colostro de qualidade desde cedo terá comprometido seu desenvolvimento, influenciando negativamente seu peso ao desaleitamento e até sua produção de leite no futuro.

    O banco de colostro e a correta colostragem representam investimentos que podem trazer vantagens econômicas a longo prazo, pois reduzem a mortalidade e melhoram a saúde geral do rebanho. Com essas práticas, os produtores têm a oportunidade de garantir um desenvolvimento mais robusto das bezerras e, assim, melhorar a rentabilidade da fazenda.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Milho: indicador sobe 13,4% no mês

    O movimento de alta foi sustentado pela demanda interna aquecida e pela retração de vendedores no decorrer de outubro

    O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) encerrou outubro a R$ 72,94/saca de kg, acumulando valorização de 13,4% no mês e atingindo o maior patamar desde 18 de abril de 2023.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta foi sustentado pela demanda interna aquecida e pela retração de vendedores no decorrer de outubro.

    Compradores indicam ter dificuldades em adquirir novos lotes, alegando baixa disponibilidade no spot nacional e altos valores pedidos por produtores.

    Do lado da oferta, colaboradores do Cepea apontam que a expectativa de que os preços sigam avançando mantém produtores afastados dos negócios e atentos ao andamento da atual safra verão.

    O retorno das chuvas nas principais regiões favoreceu a semeadura da safra verão, o que, conforme pesquisadores do Cepea, ameniza em partes as recentes preocupações relacionadas a possíveis atrasos na segunda safra de 2025.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plantio de soja no RS avança; confira os dados da semeadura

    A maioria dos produtores do grão no estado está focada no preparo do terreno, com o plantio previsto para continuar ao longo de novembro

    O plantio de soja no Rio Grande do Sul avançou para 10% da área total estimada, segundo informações da Emater/RS. Na semana passada, o percentual estava em 3%, o mesmo observado no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos para essa época do ano é de 16%.

    A expansão das atividades de plantio foi especialmente notada em grandes propriedades e em regiões onde não há colheita de trigo ou semeadura de arroz no momento. As lavouras semeadas até agora mostram uma emergência rápida e uniforme, com um estande de plantas considerado satisfatório. Essas condições são resultados das boas taxas de umidade e temperatura do solo.

    A maior parte dos agricultores continua concentrada na colheita e na dessecação das restevas de trigo, aveia, canola e pastagens, com o preparo do terreno para o plantio de soja previsto para continuar ao longo de novembro.

    A Emater/RS-Ascar reforça a importância da atenção ao ciclo de maturação das cultivares e à classificação dos solos em relação à água disponível. Essas orientações visam garantir que o plantio ocorra dentro da janela preferencial, com baixos riscos e atendendo às exigências do Proagro, que oferece cobertura contra eventuais prejuízos.

    A área total projetada para cultivo de soja é de aproximadamente 6.811.344 hectares, com uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha. A expectativa é que, com as condições climáticas favoráveis, a safra deste ano possa ser promissora para os produtores do estado.

    As informações são da Safras & Mercado.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Internet ainda enfrenta desafios de qualidade no campo brasileiro, aponta relatório

    Em lares rurais, o acesso permanece limitado e enfrenta desafios estruturais, com apenas 74% das residências conectadas

    O relatório TIC Domicílios 2024, publicado nesta quinta-feira (31), trouxe uma análise sobre o acesso à internet nos lares brasileiros, destacando avanços nas últimas duas décadas.

    De acordo com o estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o cenário de conectividade no país evoluiu de forma expressiva: em 2005, apenas 13% dos domicílios urbanos tinham acesso à internet, enquanto, em 2024, esse número atingiu 85%. No entanto, para os lares rurais, o acesso permanece limitado e enfrenta desafios estruturais, com apenas 74% das residências conectadas, evidenciando desigualdades que ainda precisam ser superadas.

    A diferença na conectividade entre áreas urbanas e rurais reflete, em grande parte, a carência de infraestrutura e os altos custos para instalação de redes de alta velocidade em áreas mais afastadas dos centros urbanos.

    Falta de conexão

    Embora o uso de tecnologias sem fio, como a rede móvel, tenha contribuído para expandir o acesso à internet nas áreas rurais, a qualidade dessa conexão muitas vezes deixa a desejar. Apenas 22% da população possui uma conectividade considerada significativa, que leva em conta velocidade, estabilidade e custo-benefício, de acordo com o Cetic.br.

    No campo, essa realidade é ainda mais desafiadora, prejudicando a participação plena dos moradores em atividades essenciais, como educação a distância, acesso a serviços públicos online e inovação no setor agropecuário.

    O impacto da conectividade de baixa qualidade é preocupante para as famílias rurais que dependem da internet para realizar tarefas diárias e aprimorar suas atividades econômicas. No setor agropecuário, por exemplo, o uso de tecnologias digitais para monitoramento de cultivos, gestão de produção e comércio eletrônico está se tornando cada vez mais importante.

    “A ampliação da internet no campo é essencial para inclusão digital e o desenvolvimento econômico do país, mas o Brasil precisa investir em infraestrutura e políticas específicas para superar os desafios de conectividade rural,” afirma Ana Menezes, coordenadora da pesquisa.

    A falta de uma conexão de qualidade também limita a oportunidade de aprimoramento profissional dos trabalhadores rurais e dificulta o acesso a informações vitais sobre clima e preços de mercado, que impactam diretamente na produtividade e na rentabilidade das propriedades.

    Acesso pelo celular

    Além disso, a pesquisa TIC Domicílios 2024 revelou que o acesso exclusivo por telefone celular é mais comum em áreas rurais, onde a presença de internet por fibra óptica ou outros serviços de banda larga fixa é rara.

    Esse tipo de acesso tem suas limitações, pois, geralmente, oferece menor velocidade e estabilidade, além de tornar a navegação mais cara quando comparada ao acesso por Wi-Fi ou banda larga fixa.

    Nas classes socioeconômicas mais baixas, que predominam nas áreas rurais, o acesso por celular é muitas vezes o único disponível, o que reforça as barreiras para uma experiência digital plena e produtiva.

    Outro ponto de destaque da pesquisa foi o uso de internet em dispositivos além do celular. Enquanto nas cidades o uso de televisores para acesso à internet está se popularizando, nas áreas rurais essa prática ainda é limitada pela ausência de conexão estável e de aparelhos compatíveis. Esse quadro ilustra a necessidade de uma política pública direcionada que contemple o acesso digital rural com iniciativas que possam minimizar a desigualdade e fomentar a inclusão digital para populações mais distantes.

    Capacitação

    O TIC Domicílios também apresentou dados sobre habilidades digitais, mostrando que pessoas em áreas urbanas e com maior escolaridade tendem a utilizar a internet de forma mais eficaz, verificando a veracidade das informações e configurando a privacidade de seus dados.

    No campo, onde a escolaridade é, em média, menor, essas habilidades ainda são pouco difundidas, o que torna essas populações mais vulneráveis a golpes e desinformação.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produção de carnes do Brasil deve crescer 22% em dez anos

    O consumo doméstico de carnes deve crescer 18,15% nos próximos dez anos

     A produção brasileira de carnes deve crescer 22,21% nos próximos dez anos, passando de 30,776 milhões de toneladas previstas para este ano para 37,597 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína em 2034.
    A estimativa consta no estudo anual “Projeções do Agronegócio” da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o ministério, a produção deve crescer a uma taxa anual de 2,4% para carne de frango e suína e de 1,1% para a proteína bovina.

    O maior aumento previsto é para carne de frango, de 28,4%, com a produção podendo alcançar 19,497 milhões de toneladas em 2034 ante 15,189 milhões de toneladas estimados para este ano. A produção de carne suína deve crescer 27,5% em dez anos, de 5,366 milhões de toneladas para 6,840 milhões de toneladas. Já a produção de carne bovina tende a aumentar 10,2%, de 10,221 milhões de toneladas para 11,260 milhões de toneladas.

    O consumo doméstico de carnes deve crescer 18,15% nos próximos dez anos, estima o ministério, passando de 20,954 milhões de toneladas neste ano para 24,758 milhões de toneladas. A maior alta projetada é no consumo de carne de frango, de 26,9%, para 12,799 milhões de toneladas. Na sequência, vem a carne suína com aumento de 25,4% projetado no consumo, para 5,206 milhões de toneladas. Por último, a demanda interna por carne bovina tende a subir 0,6% em dez anos, para 6,753 milhões de toneladas.

    As exportações de carne bovina devem somar 12,671 milhões de toneladas em 2034, aumento de 27,9% ante a previsão de 9,907 milhões de toneladas para este ano. “Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As exportações representam a variável mais relevante no crescimento das carnes. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras”, destacou o ministério no estudo.

    As vendas externas de carne de frango tendem a aumentar 29,7% nos próximos anos, para 6,620 milhões de toneladas em 2034, enquanto as exportações de carne bovina devem subir 27,1%, para 4,540 milhões de toneladas em 2034, e os embarques de carne suína devem avançar 22,5%, para 1,511 milhão de toneladas em 2034.

    De acordo com o ministério, conforme projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve se tornar o maior exportador mundial de carne bovina em 2033, respondendo por 27,5% dos embarques globais, líder também em embarques de frango com 41% das exportações mundiais, e terceiro de carne suína.

    “Este cenário está sendo fortalecido pelos diversos acordos feitos pelo governo brasileiro com países consumidores, representando fortalecimento de mercados já sedimentados e, novos países que importarão carnes brasileiras, garantindo a posição de destaque no mercado internacional”, avaliou a pasta.

    Para o leite, o ministério calcula aumento de 19% na produção em dez anos, saindo de 36,2 bilhões de litros em 2024 para 43,1 bilhões ao fim de 2034. O consumo deve ficar em 46,079 bilhões de litros e as exportações em 168 milhões de litros, enquanto a importação pode alcançar 1,322 bilhões de litros em 2034.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/