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nov 28 2024 O que esperar do verão 2024/25? Climatempo dá os detalhes
Fenômeno La Niña não se confirma, mas padrões de chuva típicos serão sentidos no Brasil
O verão 2024/2025 no Brasil começará oficialmente no dia 21 de dezembro às 6h21 (horário de Brasília) e se estenderá até 20 de março de 2025. Segundo meteorologistas da Climatempo, a estação promete um cenário climático diferente do verão anterior, marcado por um forte El Niño.
Apesar da ausência oficial de La Niña, o padrão de neutralidade fria no Pacífico Equatorial central-leste deve trazer efeitos semelhantes ao fenômeno, com impacto direto sobre o regime de chuvas no país.
Clima marcado por “efeito La Niña”
O índice ONI (Oceanic Niño Index), utilizado para medir a temperatura média no Pacífico Equatorial central-leste, aponta uma tendência fria, mas não suficiente para configurar um La Niña completo. A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que essa condição neutra-fria deve favorecer a formação de corredores de umidade, estimulando maior volume de chuvas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
“O próximo verão terá períodos com características típicas de La Niña, como aumento da chuva na Amazônia e irregularidade no Sul, mesmo que o fenômeno não se configure oficialmente”, afirma Ana Clara.
Principais sistemas meteorológicos
A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) serão fundamentais para as chuvas no verão. O padrão de neutralidade fria do Pacífico deve facilitar a formação de ZCAS, especialmente a partir de dezembro, trazendo chuvas volumosas para o Centro-Oeste e Sudeste.Já a ZCIT, que influencia o Norte e o Nordeste, deve apresentar atraso em sua atuação. No entanto, seus efeitos devem começar a ser sentidos em meados de janeiro de 2025 no litoral norte da região Norte. No Amapá e no norte do Pará, os impactos devem começar a ser setnidos um pouco antes, no fim de dezembro de 2024Mais chuva que no verão passado
A expectativa é que o verão 2024/2025 seja mais chuvoso que o de 2023/2024, quando o El Niño reduziu os volumes de precipitação em várias regiões. Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam um verão mais seco, mas com possibilidade de chuvas no outono de 2025.
A influência do Pacífico Equatorial mais frio, ainda que localizada, deverá trazer impactos positivos para a agricultura e abastecimento de água.
Contexto global e temperaturas elevadas
Apesar do resfriamento no Pacífico Equatorial, outros oceanos permanecem com temperaturas acima da média, o que preocupa especialistas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2024 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando 2023.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 28 2024 Estados do Brasil avançam no plantio da soja; chuvas beneficiam a semeadura
Estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão próximos de concluir os trabalhos no campo, o que reflete no progresso da semeadura da soja
O plantio da soja no Brasil avança e já atinge 83,3% das áreas previstas, um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a semeadura estava em 75%. O progresso é notável em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que estão prestes a concluir os trabalhos de campo. No entanto, o clima continua sendo um fator importante para o desenvolvimento das lavouras, com destaque para as condições de umidade do solo e os desafios que surgem devido à falta de luminosidade.
Um novo cenário
Embora as lavouras de soja tenham enfrentado dificuldades em Mato Grosso no início da temporada, com a falta de chuvas, agora a preocupação é a falta de luz do sol, já que a região tem enfrentado vários dias de tempo nublado. O fator afeta o desenvolvimento das plantas, que dependem de boa luminosidade para um crescimento saudável. Em Goiás e outras partes do Centro-Oeste, o cenário é mais positivo, com boa umidade do solo, o que está ajudando as lavouras a se desenvolverem adequadamente.O que vem por aí?
Em relação à previsão climática, o cenário é otimista para a soja. O meteorologista Arthur Miller, do Canal Rural, afirmou que, apesar da chuva constante nas regiões de Mato Grosso e Goiás, o clima está contribuindo de forma geral para uma boa produção. A expectativa é de que, após uma breve trégua de chuvas no Nordeste, o clima mais úmido se intensifique novamente em dezembro, com mais frentes frias e corredores de umidade se formando e trazendo chuvas volumosas para várias regiões produtoras.
As chuvas também devem se concentrar no Sul e Sudeste, onde as condições estão melhorando, especialmente no Rio Grande do Sul, que vinha enfrentando falta de precipitação. A previsão é de chuvas no estado, o que deve ajudar a melhorar a umidade do solo, que estava abaixo do ideal. Além disso, o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul também devem receber chuvas importantes, com volumes que podem superar 100 mm em 5 dias. Isso pode até prejudicar o trabalho no campo, mas, de modo geral, a umidade do solo será benéfica para as lavouras.
Dezembro: o que esperar do plantio da soja?
O mês de dezembro será marcado por um clima mais úmido, com frentes frias se deslocando pela Região Sul e mais chuvas previstas para o Centro-Oeste e Nordeste. Em Mato Grosso, espera-se que as chuvas diminuam um pouco, dando uma trégua aos produtores, especialmente a partir da segunda quinzena do mês. No Rio Grande do Sul, as previsões indicam volumes de chuva de até 70 mm, com uma janela de tempo firme entre os dias 4 e 12 de dezembro.
A chuva intensa que atingirá o interior de São Paulo e o Paraná nos próximos dias pode gerar algumas dificuldades nas lavouras, como o aumento do risco de encharcamento e a interrupção das atividades de campo. No entanto, para o Brasil como um todo, a tendência é que as condições climáticas se mantenham favoráveis à soja, com a expectativa de uma safra promissora, desde que os produtores consigam gerenciar bem os riscos associados ao excesso de umidade.
Apesar dos desafios, o clima favorável e a boa umidade do solo indicam que a soja deve continuar se desenvolvendo bem nas principais regiões produtoras. O monitoramento constante das condições climáticas será essencial para garantir que o avanço da safra não seja comprometido.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 28 2024 Ministério da Agricultura e Pecuária reduz custos para produtores da soja
MAP amplia número de defensivos agrícolas registrados para uso foliar, beneficiando produtores de milho, soja e algodão em todo o Brasil
Uma decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP) promete beneficiar produtores de milho, soja e algodão em todo o Brasil. O MAP ampliou de 44 para 59 o número de defensivos agrícolas registrados com o princípio ativo Imidacloprido para uso foliar, ou seja, aplicados diretamente nas plantas. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (25) com a publicação do ato nº 55 da Secretaria de Defesa Agropecuária, no Diário Oficial da União.
A ampliação inclui 15 produtos genéricos, que antes eram autorizados apenas para o tratamento de sementes. Com essa decisão, o mercado de defensivos se torna mais acessível aos produtores, o que pode resultar em redução dos custos de produção, além de contribuir para o aumento da competitividade do setor agrícola brasileiro.
O Imidacloprido é um dos pesticidas mais utilizados no Brasil para o controle de pragas em diversas culturas. Nas lavouras de soja, ele combate pragas como o percevejo, a mosca branca e a vaquinha. No algodão, é eficaz contra o pulgão e a mosca-branca, e no milho, combate a cigarrinha e o tripes, entre outras pragas.
A decisão do MAP atende a um pedido das principais entidades do setor agrícola, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Impacto para o setor agropecuário
Para a Aprosoja Brasil, a medida tem um impacto positivo para os produtores da soja. O aumento da oferta de defensivos agrícolas pode resultar em uma redução nos preços desses produtos, que atualmente são mais elevados devido à oferta limitada. “Essa ampliação pode trazer um alívio financeiro para o produtor rural e contribuir para a redução dos custos de produção, além de gerar mais competitividade no setor agrícola”, afirmou a Aprosoja Brasil em nota oficial.
O uso do Imidacloprido, que já é autorizado para o controle de pragas em sementes, agora poderá ser estendido para as plantas, ampliando as opções dos produtores na luta contra pragas, sem depender exclusivamente de poucos produtos no mercado. Isso pode representar um ganho significativo para a produção agrícola, especialmente em tempos de busca por maior eficiência e redução de custos no campo.
Perspectivas para o futuro da soja
Com a ampliação do uso de Imidacloprido, espera-se também um aumento na produtividade das lavouras da soja, uma vez que o controle mais eficaz das pragas pode resultar em menores perdas e maior rendimento nas colheitas. Além disso, a medida pode contribuir para a sustentabilidade das lavouras, ao permitir uma abordagem mais eficiente no manejo de pragas.
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nov 26 2024 Mercado de carbono pode ajudar na receita do pequeno produtor
Cooperativas e sindicatos são alternativas para a inserção comercial de propriedades menores
Sustentabilidade e rentabilidade ao alcance do micro e pequeno produtor rural. Entrar para o mercado de créditos de carbono já é uma realidade para os empreendedores, podendo trazer benefícios comerciais, além de ajudar a preservar o meio ambiente e se tornar fonte adicional de renda.
Projeção realizada pela Câmara do Comércio Internacional (ICC) em parceria com a WayCarbon, consultoria em sustentabilidade, revelou que o nicho deve movimentar, até 2050, entre US$493 milhões a US$100 bilhões, no Brasil.
Mas para pequenos produtores rurais acessarem esse mercado será necessário unir forças, visto que são exigidos ao menos 10.000 hectares para que uma propriedade rural possa comercializar créditos de carbono.
Seja por sindicatos, cooperativas ou entidades afins, o montante se faz necessário para que a capacidade de absorção de carbono ganhe escala significativa.
Finanças verdes
A comercialização dos créditos de carbono faz parte do emergente mercado das finanças verdes que tem como foco reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e estimular o desenvolvimento sustentável em escala global.
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), ocorrida em Baku, Azerbaijão, desempenhou papel importante no incentivo do mercado de carbono em todo o mundo.
Cooperativas brasileiras que participaram do evento debateram a sustentabilidade agrícola e o engajamento nas finanças verdes.
Pedro Lutz Ramos, superintendente do Banco Cooperativo Sicredi esteve presente na Conferência e declarou que as cooperativas de crédito têm um papel fundamental nessa transformação em prol da sustentabilidade.
Entenda os mercados de carbono
A negociação dos créditos de carbono se dá por meio dos mercados voluntário ou regulado. A principal diferença entre é a presença ou ausência de legislação específica.
No Brasil, o mercado regulado foi aprovado pelo Projeto de Lei (PL) 182/2024 na Câmara dos Deputados, no último dia 19. Agora segue para sanção na Presidência da República.
A proposta vai contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. Apesar de o setor agropecuário ter ficado de fora desta regulamentação, produtores rurais podem optar pelo mercado voluntário.
O mercado voluntário não conta com um órgão regulador central e é balizado por compromissos climáticos em benefício da sustentabilidade. A medida permite que organizações compensem emissões sem imposições legais, como define o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente da ONU (Unep).
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 26 2024 A falta de umidade do solo prejudica o plantio da soja; como lidar com o desafio?
A umidade do solo é fundamental para o plantio da soja, garantindo boa germinação e desenvolvimento inicial, essenciais para uma produtividade saudável
O plantio da soja é dependente das condições climáticas e a umidade do solo desempenha um papel importante nesse processo. A umidade adequada proporciona o ambiente ideal para a germinação das sementes e o desenvolvimento das plantas nos primeiros estágios da cultura, fatores essenciais para uma boa produtividade. No caso da soja, a falta de umidade pode atrasar o plantio, reduzir a germinação e afetar o crescimento inicial, prejudicando a safra.
Como a umidade do solo impacta o plantio da soja?
A umidade do solo é um dos primeiros indicadores para determinar se o solo está pronto para a semeadura. Solo muito seco pode impedir que a semente se estabeleça corretamente, enquanto a umidade excessiva pode levar ao encharcamento, que também são prejudiciais ao desenvolvimento das plantas. A soja, como cultura tropical, necessita de um equilíbrio hídrico, especialmente nas fases iniciais, quando a radícula (raiz da semente) começa a se desenvolver. Durante essa fase, a umidade é importante para que a planta tenha um bom enraizamento e possa aproveitar os nutrientes presentes no solo.Em regiões como a de Bagé, no Rio Grande do Sul, onde o clima pode ser imprevisível, a falta de umidade tem gerado desafios. Mesmo com o plantio já em andamento, com uma área total de 1,124 milhão de hectares e 33% da área semeada, a escassez de umidade nas primeiras semanas da temporada prejudicou o avanço da semeadura. Quando o solo está muito seco, muitos produtores são forçados a interromper o plantio ou esperar por chuvas para garantir que a semente possa germinar adequadamente.O desafio da falta de umidade
Na região de Bagé, o plantio de soja segue dentro da média histórica, mas a falta de umidade em algumas áreas afeta a semeadura. A situação foi descrita por Guilherme Passami, engenheiro agrônomo da Emater/RS, que explicou que o processo tem sido prejudicado superficialmente devido à escassez de chuvas entre outubro e novembro. Este período é considerado ideal para o plantio da soja, pois oferece o melhor fotoperíodo para o desenvolvimento da cultura, o que pode resultar em uma alta produtividade.
As altas temperaturas e os ventos fortes, comuns nesse período, também contribuíram para a rápida evaporação da umidade do solo, criando um cenário desafiador para os produtores. No entanto, a situação começou a melhorar em meados de novembro, com a chegada das chuvas na região da Campanha e na Fronteira Oeste, trazendo alívio para os produtores.
Apesar da escassez de chuva durante o mês de novembro, as precipitações registradas na semana de 18 de novembro, com volumes entre 30 e 40 milímetros, foram suficientes para reidratar o solo e permitir que o plantio fosse retomado. Com isso, a expectativa é de que a semeadura avance rapidamente nos próximos dias, o que poderá contribuir para alcançar a produtividade esperada de 2.673 quilos por hectare, um valor superior à média dos últimos cinco anos.
Expectativas para a safra 24/25
A safra de soja 2024/25 no Brasil já atingiu 85,6% da área prevista até o dia 22 de novembro, de acordo com dados do levantamento de Safras & Mercado. Isso indica que o plantio está adiantado em comparação ao ano anterior, quando 75,1% da área foi semeada no mesmo período. A média dos últimos cinco anos é de 79,3%. Embora o avanço do plantio tenha sido acelerado, as condições climáticas nas próximas semanas serão determinantes para ajustar a expectativa de produtividade.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 26 2024 Tecnologia da Embrapa para absorção de fósforo rende R$ 4 bilhões ao Brasil em cinco anos
Bioinsumo está presente em mais de quatro milhões de hectares, beneficia quatro culturas e é exportado para oito países
Uma tecnologia que auxilia as plantas a absorver fósforo já gerou benefícios estimados em R$ 4,2 bilhões ao Brasil desde 2019, data de seu lançamento, até a atual safra 2022/2023. Desenvolvido pela Embrapa em parceria com a empresa brasileira Bioma, o inoculante solubilizador de fosfato, conhecido pelo nome comercial BiomaPhos, expandiu a sua presença em lavouras de 228 mil hectares, na safra 2018/2019, para mais de quatro milhões de hectares no atual período agrícola.Segundo a Embrapa, nesse período o bioproduto impactou a soma de mais de 10 milhões de hectares que receberam o produto. O retorno financeiro estimado foi baseado no aumento da produtividade proporcionado pela aplicação do inoculante.“Além de ser uma solução tecnológica inovadora e sem precedentes no mercado, o solubilizador de fosfato é possivelmente o maior caso de sucesso de adoção de uma tecnologia da Embrapa nos últimos anos”, relata Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), responsável pela pesquisa que chegou aos produtos comerciais. A tecnologia começou nas lavouras de milho e atualmente beneficia também as culturas de soja, cana e feijão.
O pesquisador Rubens Augusto de Miranda realizou um estudo que registrou a expansão do uso do bioinsumo ao longo do tempo. “A confirmação da eficiência do produto nos dois primeiros anos resultou no grande sucesso na safra 2020/2021, quando alcançou a marca de 2,45 milhões de hectares. Em 2021/2022, chegou a 2,77 milhões de hectares e, na safra seguinte, alcançou novo recorde com quase quatro milhões de hectares de área plantada. A expectativa é que em 2023/2024 a área de adoção de inoculantes solubilizadores de fosfato com tecnologia da Embrapa ultrapasse 5 milhões de hectares”, afirma o cientista. Os dados estão no Balanço Social da Embrapa de 2023 e a área de adoção foi estimada a partir da quantidade de doses comercializadas pela Bioma.Segundo a Embrapa, a quantia estimada de R$ 4,27 bilhões em benefícios ao produtor é consideravelmente superior aos custos de desenvolvimento da tecnologia: cerca de R$ 53,3 milhões até esse período.
“Adicionalmente, o inoculante solubilizador de fosfato não apenas justificou financeiramente o investimento para a sociedade, como também trouxe mais visibilidade à Embrapa, proporcionando benefícios intangíveis para a Empresa”, rafirma Miranda.Expansão internacional
Christiane Paiva conta que a solução extrapolou o mercado nacional e chegou no exterior. “Ela começou a ser avaliada nos Estados Unidos em 2022 quando obteve a liberação de uso em 14 estados americanos, incluindo os que compõe o chamado Cinturão do Milho, o Corn Belt”, conta Artur Soares, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa parceira Bioma.
Segundo ele, em maio de 2024 o produto foi ainda registrado na Alemanha, Canadá, Argentina, Paraguai, Bolívia e Costa Rica. No Uruguai, está em fase em registro. “A tecnologia foi validada no campo nos Estados Unidos, Canadá e Alemanha com ganhos médios de produtividade de 17 sacas de milho por hectare nas áreas avaliadas e de 10 sacas de soja por hectare”, diz Soares.
Como funciona a bisolubilização de fósforo?
Apenas 0,1% do elemento fósforo (P) está prontamente disponível para absorção imediata pelas plantas. Estudos conduzidos pela Embrapa revelam que há um estoque bilionário de fósforo nos solos, que se encontra inerte e que não pode ser aproveitado pelas plantas. “Em alguns solos de plantio direto, cerca de 88% do fósforo encontra-se em forma orgânica, indisponível para ser absorvido pelas raízes, e precisa ser mineralizado para esse fim. As bactérias solubilizadoras de fosfatos conseguem disponibilizar o elemento para a planta, atuando de forma agronômica nesse grande estoque presente na natureza”, conta Christiane Paiva.
O primeiro inoculante comercial brasileiro para a solubilização de fosfato foi produzido a partir de microrganismos tropicais, selecionados pela Embrapa. O inoculante líquido é recomendado para tratamento de sementes ou aplicação via jato dirigido no sulco de semeadura. De acordo com Paiva, os Bacillus presentes nos produtos comerciais se multiplicam mais facilmente e colonizam de forma mais eficiente a região da raiz da planta, a rizosfera, iniciando a produção de diferentes substâncias que atuam no processamento do fósforo, chamadas de solubilizadores, tornando esse nutriente mais disponível para a absorção e assimilação pelas plantas.
Além disso, a pesquisadora afirma que os Bacillus atuam na mineralização do fósforo presente na matéria orgânica do solo por meio da liberação de enzimas fitases, dando maior aporte desse elemento para o cultivo. Segundo ela, nas avaliações realizadas em áreas de produção de milho, a aplicação do produto resultou em ganho médio de produtividade de 8,9% e aumento de 19% do elemento fósforo exportado para os grãos. Para a soja, a média de produtividade saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, além do aumento de 14% do conteúdo de fósforo nos grãos. No caso da cana, os ganhos em toneladas por hectare ficam acima de 14%, além de incremento de 12% para toneladas de açúcar.
Histórico da pesquisa e expansão de mercado
O inoculante solubilizador de fosfato foi lançado em agosto de 2019 (veja aqui), após mais de 19 anos de pesquisas, por meio de uma parceria público-privada entre a Embrapa e a empresa Bioma. Inicialmente, foram conduzidas ações voltadas para o isolamento de cepas eficientes para solubilização de fosfato, coletando-se amostras de solo, planta e raiz em áreas agrícolas representativas das culturas de milho e soja. Posteriormente, realizou-se o processo de screening (rastreamento) em bancada para a seleção das cepas mais eficientes na solubilização de vários tipos de fosfatos e produção de substâncias promotoras de crescimento da planta, segundo relembra a pesquisadora Christiane Paiva.
De acordo com ela, as cepas foram caracterizadas para testes em casa de vegetação e campo. “Foram selecionadas as cepas das bactérias Bacillus subtilis, que solubiliza fosfato de cálcio e ferro e apresenta alta produção de ácido glucônico e da enzima fitase – e Bacillus megaterium (isolada da rizosfera de milho, com capacidade de solubilizar fosfatos de cálcio e produzir fosfatase). Essas duas estirpes foram isoladas de áreas agrícolas no País, nas quais prevalece o cultivo de cereais e possuem propriedades de promoção de crescimento, estimulando o aumento da superfície radicular. Também registramos a produção de biofilme, que pode ajudar a proteger as plantas contra pragas e doenças, além de promover o crescimento das culturas por meio da disponibilidade de nutrientes”, diz Christiane.
Após a comprovação dos bons resultados da pesquisa desenvolvida pela Embrapa, foi estabelecida, ainda em 2016, a parceria com o parceiro privado, que estabeleceu os índices de produção em larga escala e executou os testes de diferentes formulações, culminando com o lançamento do produto comercial em 2019, indicado inicialmente para milho. Em 2021, foi obtido o registro para as culturas da soja e da cana-de-açúcar no Ministério da Agricultura (Mapa). O produto foi registrado no fim de 2023 também para a cultura do feijoeiro, trazendo incrementos de produtividade de 14%, dados avaliados em diversas regiões do País, em campos experimentais da Embrapa Arroz e Feijão. “Novos registros de uso do produto estão sendo validados agronomicamente, como para a cultura do sorgo, arroz, tomate, batata, entre outros”, antecipa a pesquisadora.
O mercado de bioinsumos
De acordo com a quinta edição do Outlook GlobalFert 2024, um dos principais provedores de informações estratégicas do segmento, houve aumento de 11% no consumo de fertilizantes em 2023, reflexo do movimento de retomada da demanda de mercado, após um período de restrições, gargalos logísticos e aumento nos preços causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. “A demanda nacional por fertilizantes é extensa e acaba exigindo a importação em alta escala, tendo em vista que 85% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados”, cita a publicação.
A meta brasileira de descarbonização da agricultura vem ao encontro de investimentos em alternativas para reverter essa situação, com o objetivo de aumentar a competitividade da agricultura nacional. “O Brasil se destaca como um dos principais consumidores de bioinsumos em nível mundial, com grandes chances de se posicionar como o maior consumidor desses produtos em escala global até o fim da presente década. Em se tratando de biofertilizantes, o Brasil liderou a primeira posição no ranking de adoção no primeiro semestre de 2023, com 36% de penetração, ficando à frente da União Europeia (25%) e China (22%)”, segundo informações da GlobalFert.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 25 2024 Show Técnico Cooperativo: Tradição e inovação irão se encontrar em Cruz Alta
O Campo Experimental mais antigo do Brasil será palco de um encontro de gerações e de troca de conhecimentos sobre o futuro da agricultura, nos dias 11 e 12 de dezembro. Localizado às margens da ERS 342, em Cruz Alta, o Campo Experimental da CCGL, fundado na década de 70, receberá o Show Técnico Cooperativo, um evento que une cooperação, pesquisa, produtividade e natureza.
Promovido pela CCGL e pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), juntamente com 29 cooperativas do RS, o Show Técnico Cooperativo deve reunir cerca de 2 mil produtores de todas as regiões do Rio Grande do Sul, representando as cooperativas associadas.
O evento tem como objetivo fortalecer a troca de experiências e tratar do futuro da agricultura, difundindo novas tecnologias que estão moldando o setor. Conforme destaca o Gerente de Pesquisa da RTC/CCGL, Geomar Corassa, o Show Técnico é uma oportunidade para resgatar a história do campo que foi cenário de momentos decisivos para a agricultura no estado. Além disso, o evento será um espaço para apresentação de inovações que buscam garantir a sustentabilidade e produtividade do setor.
“Queremos proporcionar uma experiência que una gerações, convidando os produtores a trazerem seus filhos para este momento de convergência entre o que já foi construído e o que estamos construindo para o futuro”, afirmou Corassa.
Para a Gerente de Operações da CCGL, Silvana Trindade, o Show Técnico Cooperativo não só celebra a história da CCGL na agricultura, mas também destaca a força técnica do sistema cooperativo. “Este evento é uma oportunidade única para os produtores de grãos e de leite se atualizarem e trocarem experiências”, pontuou
Nos dois dias de evento, os participantes poderão visitar várias estações de pesquisa, abordando temas essenciais para a agricultura e pecuária de leite. Com uma programação técnica e dinâmica, o Show Técnico Cooperativo promete ser uma oportunidade importante para produtores rurais de todas as regiões aprimorarem seus conhecimentos e fortalecerem suas práticas em campo, sempre guiados pelos pilares da cooperação e inovação.
A Cotrijuc estará participando do evento no dia 12 de dezembro, inclusive, será disponibilizado transporte (ônibus). Os produtores interessados em participar podem se inscrever com o Assistente Técnico de Vendas (ATV) que atende a região ou diretamente na recepção da Cotrijuc. Mais informações pelo telefone: (55) 3271-9300.
*Com informações da Assessoria de Comunicação da RTC/CCGL.
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nov 25 2024 Armazenagem cresce no Brasil, mas Abimaq alerta para risco de colapso pós-colheita
IBGE aponta ampliação de 5,4% na capacidade no primeiro semestre de 2024, com aumento de 3,5% no número de estabelecimentos
A capacidade de armazenagem agrícola nacional avançou nos seis primeiros meses do ano. O crescimento registrado foi de 5,4%, chegando a 222,3 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de estabelecimentos de armazenagem cresceu 3,5% em relação ao último semestre de 2023, totalizando 9.424 unidades armazenadoras mapeadas.
A pesquisa também revelou que, dentre os produtos agrícolas, cinco concentram 96,1% do total estocado (em toneladas):
- soja: 43,3 milhões
- milho: 32,7 milhões
- arroz: 5 milhões
- trigo: 2,6 milhões e
- café: 0,8 milhão
Safra cheia pode levar a colapso na armazenagem
Apesar do acréscimo identificado pelo IBGE, a infraestrutura de estocagem brasileira continua deficitária. O presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Paulo Bertolini, revela a gravidade do cenário para o agronegócio.
“A Abimaq tem avisado isso para o governo, principalmente, num risco de um colapso logístico pós-colheita e isso é muito iminente. E, se São Pedro der um empurrãozinho, de ter uma colheita boa no Brasil inteiro, há um risco muito sério de um colapso”, afirma.
Nesta safra 2024-2025, as condições climáticas devem ser favoráveis às culturas no campo. A última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de grãos aumentará 8%, totalizando 322,5 milhões de toneladas. Isso pode agravar o déficit da armazenagem. Para amenizar o quadro, é necessário um plano robusto de financiamento.
“Só para acompanhar o crescimento da produção brasileira, que cresce em média 10 milhões de toneladas a cada ano, seria necessário investir R$ 15 bilhões anualmente em armazenagem, isso é só para acompanhar, não é para tirar o déficit que já existe e está aí na casa dos R$ 120 bilhões”, afirma Bertolini.
O governo federal destinou R$ 7,8 bilhões do atual Plano Safra ao Programa para a Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), os recursos superaram em 17,4% o montante da temporada 23-24, quando foram liberados R$ 6,6 bilhões. A iniciativa foi elogiada por diversos setores do agronegócio, mesmo que ainda distante do ideal.
Para Bertolini, as linhas de crédito devem estimular a instalação de silos dentro das propriedades, o que reduz a dependência dos produtores rurais por armazéns da indústria. Ele ressalta também a importância da redução da burocracia para implantação dessas estruturas nas fazendas.
“Às vezes, você tem um trator que custa R$ 2 milhões, uma colheitadeira de R$ 2 milhões e para você conseguir um financiamento nesse valor, basta um aval. Já para construir uma estrutura de silo é (preciso) hipoteca, licença de instalação ambiental, licença prévia de instalação e, depois, licença de operação. É uma complicação enorme que dificulta muito a vida desse agricultor”, diz o presidente da câmara setorial.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 22 2024 Valor bruto da produção da agropecuária deve recuar em 2024
Projeção divulgada pela CNA indica recuo geral do índice, mas alta no segmento pecuário
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira para 2024 está estimado em R$ 1,29 trilhão, o que representa uma redução de 1,9% em comparação ao resultado registrado no ano anterior.
O indicador, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reflete o faturamento bruto obtido dentro dos estabelecimentos rurais, abrangendo tanto produções agrícolas quanto pecuárias, com base na média dos preços recebidos pelos produtores em todo o país.
Agricultura: soja e milho pressionam resultados
Na agricultura, o VBP estimado é de R$ 856 bilhões, uma queda de 4% em relação a 2023. A soja, responsável por 38% do VBP agrícola, registra uma retração de 15,7% no ano, resultado da queda de 11,7% nos preços e de 4,5% na produção.
O milho, segunda maior contribuição na agricultura (14,4%), segue uma tendência semelhante, com retração de 18,9%, impactada pela queda de 7,5% nos preços e de 12,3% na produção.
Em contrapartida, a cana-de-açúcar, que representa 12% do VBP agrícola, apresenta alta de 3,3% no valor projetado, impulsionada pelo aumento de 4,6% nos preços, apesar de um recuo de 1,24% na produção.
Pecuária: carne bovina estável, leite tem alta
O segmento pecuário, por sua vez, deve alcançar R$ 431,257 bilhões, marcando um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior.
A carne bovina, que responde por 44,6% do VBP da pecuária, enfrenta uma queda de 6% nos preços, mas se beneficia de um aumento de 6,6% na produção, o que resulta em um avanço marginal de 0,3% no VBP.
A produção de leite, que corresponde a 21,5% do VBP pecuário, registra um aumento de 3,3% nos preços e 0,4% na produção, contribuindo para o crescimento do segmento.
O balanço reflete as dinâmicas de preço e produção nos principais setores da agropecuária, indicando desafios para a agricultura e oportunidades moderadas no segmento pecuário.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 22 2024 BB lança fundo garantidor FGO no crédito rural em apoio ao Rio Grande do Sul
Com a medida, acesso ao Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento é ampliado para produtores rurais afetados por calamidades no estado
O Banco do Brasil (BB) disponibilizou nesta semana o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para acobertar em até 100% as contratações das linhas Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento de produtores que tiveram perdas materiais decorrentes das enchentes de maio de 2024.A vinculação, inédita até então, pode ser utilizada por produtores situados em municípios do Rio Grande do Sul com estado de calamidade e de emergência reconhecidos pelo Poder Executivo Federal, tendo por base a medida provisória 1.216 e a lei 14.981 e portarias correlatas.
O lançamento do fundo vem se somar a outras iniciativas do BB para fomentar a recuperação do Rio Grande do Sul – como atendimento às pessoas impactadas, apoio financeiro à população em geral, empresas e produtores rurais, mediante prorrogação de dívidas e contratação de empréstimos.
O Banco do Brasil também destaca a concessão de R$ 1,1 bilhão em crédito emergencial com subvenção do governo federal, abrangendo mais de 9 mil agricultores familiares e médios produtores, reforçando parceria histórica com o estado. O BB informa que, no âmbito da execução do Plano Safra, já desembolsou mais de R$ 11 bilhões em crédito (incluídas linhas da cadeia de valor do agro e títulos) aos produtores gaúchos.
Aporte ao fundo garantidor
Segundo a instituição, a novidade quanto à vinculação do FGO nas contratações de financiamentos para esse público foi viabilizada por meio do aporte pelo governo federal de R$ 600 milhões no fundo garantidor. Isso teria possibilitado mais facilidade na constituição de garantias e a ampliação do acesso ao crédito aos produtores familiares e médios que têm enfrentado dificuldades em oferecer garantias para as operações.“O Banco do Brasil, mais uma vez, reforçando o compromisso para fortalecimento do agro no RS, saiu na frente disponibilizando essa solução inovadora de crédito rural amparado no fundo garantidor, já tendo sido contratadas as primeiras operações nesta modalidade, gerando ótima receptividade e satisfação pelos clientes”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Luiz Gustavo Braz Lage.
De acordo com o executivo, o FGO impulsiona o crédito e a atuação do BB no âmbito das ações governamentais de apoio, atendendo às demandas dos produtores rurais para dar continuidade à atividade.
Para mais informações sobre as condições de crédito e o uso do FGO, os produtores rurais podem procurar as agências do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/