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set 09 2024 Farelo de mamona na alimentação bovina? Testes da Embrapa são novidade mundial
Coproduto da mamona também terá seu uso avaliado quanto ao potencial de redução da emissão de metano pelos ruminantes
Estudo inédito conduzido pela Embrapa está testando o uso do farelo de mamona destoxificado como substituto ao farelo de soja em dieta para bovinos de corte, assim como seu potencial para redução de emissão de metano.
A pesquisa é realizada em Bagé, na Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a Embrapa Algodão e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e busca avaliar o consumo, a digestibilidade e a segurança do uso do coproduto na dieta dos animais.
Isso porque a mamona apresenta originalmente em sua composição a ricina, um componente tóxico. No entanto, a partir da destoxificação realizada na indústria, o farelo de mamona tem grande potencial de nutrição de ruminantes, principalmente por conter teor de proteína bruta de até 45%, cerca de 10% a mais do que o farelo de soja, e por ser mais barato.
Testes com a mamona foram positivos
Testes prévios com pequenos ruminantes já demonstraram a inexistência de efeito nocivo do farelo de mamona destoxificado na alimentação destes animais, considerados poligástricos.
Animais monogástricos, como aves, peixes e suínos, não têm tolerância ao farelo de mamona, e não podem consumir o coproduto.
Conforme a zootecnista responsável pelos estudos em sua tese de doutorado, Bruna Machado, o farelo de mamona está sendo testado para ser introduzido de forma segura no mercado pecuário brasileiro.
“Esperamos chegar às condições adequadas e seguras para uso do farelo de mamona nas dietas dos ruminantes, tendo como finalidade a suplementação dos animais a campo e também em ambiente de confinamento”, destacou.
De acordo com pesquisador da Embrapa Algodão que trabalha com mamona há cerca de 20 anos, Liv Severino, há um avanço significativo nos testes conduzidos com bovinos de corte, com grande expectativa da indústria da mamona do mundo todo.
“A Índia é a grande produtora e a China a segunda [maior] produtora no mundo, e nenhum desses países consegue utilizar o farelo de mamona na alimentação animal. Então realmente esse passo que estamos dando é uma novidade mundial”, destaca o pesquisador.
Metodologia empregada
A tese de doutorado tem como título “Uso seguro do farelo de mamona como alimento para animais ruminantes e para a redução das emissões de metano entérico”.
O projeto conta com a colaboração do Laboratório de Pastos e Suplementos da UFSM. Ao todo, 20 fêmeas da raça Brangus de um ano de idade, divididas em quatro grupos de cinco, têm acesso à alimentação disponível em um determinado tratamento. A orientação da pesquisa é realizada, na Embrapa, pela pesquisadora Cristina Genro, e, na UFSM, pela professora Luciana Pötter.
Os animais recebem dieta base para todos os tratamentos, composta de 1% de concentrado e 2% de pré-secado de aveia, com oferta à vontade.
Os tratamentos são de diferentes níveis de inclusão de mamona destoxificada em substituição ao farelo de soja. Os níveis de substituição são de 10, 20 e 30%, além do tratamento controle, sem adição do farelo de mamona.
“Cada animal tem acesso somente a um dos quatro cochos da baia com seu respectivo tratamento de nível de inclusão de mamona. Isso só é possível pois cada animal tem uma identificação por meio de um chip de identificação implantado na orelha, possibilitando ter acesso ao cocho, que libera a entrada somente do animal previamente cadastrado”, explica Bruna.
Nova dieta e redução da emissão de metano
Um dos potenciais do farelo de mamona testado no estudo é a redução da produção e emissão do metano entérico pelos bovinos de corte. Este é um dos fatores que vêm sendo avaliados, além da nutrição dos ruminantes, com o objetivo de tornar a pecuária cada vez mais competitiva e sustentável.
“Uma das principais fontes que contribui para a emissão desse gás é o processo de fermentação entérica em ruminantes, sendo o metano um gás muito relevante para o objetivo de reduzir o aquecimento global. Como o Brasil apresenta um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, um dos caminhos para que o país cumpra os compromissos assumidos internacionalmente de reduzir a emissão de metano é através do manejo e formulação de dietas mais eficientes”, destaca Machado.
Além de usar a nutrição animal como ferramenta de diminuição das emissões de metano, a pecuária pode contribuir de forma significativa para o sequestro de carbono, a partir de práticas como o manejo correto das pastagens.
Destoxificação da mamona
A mamona é cultivada com o objetivo de extração do óleo da semente. O farelo sobra como resíduo, e até então era usado apenas como fertilizante orgânico, devido a sua toxicidade relacionada à presença da ricina em sua composição.
A proteína tóxica é capaz de inativar os ribossomos, prejudicando a síntese proteica e causando morte celular. No entanto, é possível alcançar de forma eficiente a destoxificação do farelo de mamona na indústria de extração de óleo, possibilitando o seu uso para alimentação de animais ruminantes.
Sendo submetido ao processo adequado, o insumo pode ser usado como substituto do farelo de soja na dieta de ruminantes, aproveitando o seu alto teor de proteína bruta e o custo mais baixo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 09 2024 Setor agrícola é fundamental para mitigar mudanças climáticas, afirma cientista da Nasa
Pesquisador frisou a importância de iniciar a adaptação antes que os eventos climáticos extremos se tornem mais frequentes
O setor agrícola desempenha um papel estratégico nas ações de mitigação das mudanças climáticas, segundo Alex Ruane, cientista da Nasa e co-diretor do Grupo de Impactos Climáticos da agência. Ruane foi o principal palestrante da 7ª Conferência Fapesp 2024, realizada em São Paulo, que discutiu “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar“. Ele alertou que as tendências atuais são incompatíveis com um mundo sustentável e equitativo e destacou a vulnerabilidade dos sistemas alimentares aos riscos climáticos crescentes.
Ruane, que também é cientista associado do Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticos da Universidade Columbia, em Nova York, apresentou dados preocupantes. Entre 2011 e 2020, as temperaturas globais foram, em média, 1,1°C mais altas do que entre 1850 e 1900. Segundo ele, se as tendências atuais continuarem, o planeta pode ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento global na próxima década, tornando o combate à crise climática significativamente mais difícil. “O aumento de eventos extremos de calor e chuvas intensas será inevitável”, alertou.
Adaptação e mitigação são cruciais
Ruane enfatizou que é essencial que o setor agrícola se adapte às mudanças climáticas e contribua para mitigar as emissões de gases de efeito estufa. “Os modelos agrícolas podem nos ajudar a habilitar e implementar ações de adaptação e mitigação que sejam viáveis, equitativas e justas“, disse o cientista. Ele mencionou o projeto Agricultural Model Intercomparison and Improvement Project (AgMIP), que coordena e busca melhorar os modelos agrícolas para avaliar o impacto das mudanças climáticas e outras forças sobre a segurança alimentar.
O pesquisador sublinhou a importância de iniciar o processo de adaptação antes que os eventos climáticos extremos se tornem mais frequentes. Ele também destacou que as soluções devem ser justas e equitativas, garantindo apoio às populações mais vulneráveis, que são as mais afetadas pelas mudanças climáticas.
Brasil é destaque, mas enfrenta desafios internos
Durante a conferência, Marcio de Castro Silva Filho, diretor científico da Fapesp, destacou que, embora o Brasil seja o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, 20% da população do estado de São Paulo enfrenta algum nível de insegurança alimentar, com 3% sofrendo de insegurança grave. Ele anunciou que a Fapesp está desenvolvendo um novo programa focado em segurança alimentar para trabalhar em sinergia com outras iniciativas.
A conferência, moderada por Jurandir Zullo Junior, do Cepagri-Unicamp, e que contou com a presença de Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação do Ciclo de Conferências Fapesp 2024, destacou a importância da colaboração entre governos, setor privado, sociedade civil e comunidade científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela insegurança alimentar.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 05 2024 Anec: exportação de soja em grão cresce 3,2% de janeiro a agosto ante 2023
A China foi destino de 63,9 milhões de toneladas, ou 76% do total
As exportações de soja em grão do Brasil de janeiro a agosto atingiram 83,97 milhões de toneladas, 3,2% mais em comparação com 81,4 milhões de toneladas exportadas em igual período de 2023, conforme a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). A China foi destino de 63,9 milhões de toneladas, ou 76% do total.
A Anec estima que até o fim do ano as exportações brasileiras de soja devam atingir 99 milhões de toneladas, abaixo das 101,3 milhões de toneladas embarcadas nos 12 meses do ano passado. Segundo a Anec, em setembro os embarques devem somar 5,626 milhões de toneladas.
Em relação ao farelo de soja, a entidade prevê para setembro embarques de 1,674 milhão de toneladas. Para milho, a previsão é de exportação de 5,454 milhões de toneladas a 6,500 milhões de toneladas no mês. De trigo, a Anec espera exportação de 2,226 milhões de t.
De 1º a 7 de setembro devem ser embarcados, ainda de acordo com a entidade, 2,142 milhões de toneladas de soja em grão, 451,9 mil toneladas de farelo de soja, 1,884 milhão de toneladas de milho.
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set 04 2024 PIB da agropecuária cai 2,3% no 2º trimestre ante o 1º trimestre, aponta IBGE
Na comparação com o segundo trimestre de 2023, o PIB apresentou recuo de 2,9%
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária registrou baixa de 2,3% no segundo trimestre de 2024 ante o primeiro trimestre, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2023, o PIB apresentou recuo de 2,9%.
No âmbito geral, o PIB brasileiro registrou alta de 1,4% no segundo trimestre de 2024 ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2023, o PIB apresentou alta de 3,3%.
Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre de 2024 totalizou R$ 2,888 trilhões.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 04 2024 Veja as condições das lavouras de soja, milho e algodão dos EUA
Boletim do USDA mostra plantações das três culturas em condições excelentes, boas, ruins e muito ruins
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja, milho e algodão.Segundo o órgão, até 1 de setembro, a situação da oleaginosa era a seguinte:- 65% entre boas e excelentes condições;
- 25% em situação regular; e
- 10% em condições entre ruins e muito ruins
Na semana anterior, os índices eram de 67%, 24% e 9%, respectivamente.
Lavouras de milho
O USDA também divulgou dados sobre as condições das lavouras de milho até 1 de
setembro:- 65% entre boas e excelentes;
- 23% em situação regular; e
- 12% entre ruins e muito ruins
Na semana passada, eram 65%, 22% e 13%, respectivamente.
Condições do algodão
Além da soja e do algodão, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ainda estimou a situação das plantações de algodão do país:
- 44% estavam entre boas e excelentes condições;
- 32% em situação regular; e
- 24% em condições entre ruins e muito ruins.
Na semana passada, eram 40%, 32% e 28%, respectivamente.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 04 2024 Fertilizantes: entregas ao mercado caem 1,8% no primeiro semestre de 2024
Importações continuam chegando e abastecendo o agro
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro, no acumulado de janeiro a junho de 2024, totalizaram 18,28 milhões de toneladas. O montante representa queda de 1,8% ante as 18,61 milhões de toneladas registradas em igual período do ano passado. Apesar dos desafios logísticos em meio às crises geopolíticas e do ritmo atípico das entregas, influenciadas pelo movimento mais retardado de compras dos produtores rurais, as importações continuam chegando e abastecendo o agro.
Em junho de 2024, as entregas somaram 4,04 milhões de toneladas, significando redução de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2023, quando o volume foi de 4,11 milhões de toneladas.
Mato Grosso, líder nas entregas, concentrou o maior volume nos primeiros seis meses deste ano (22,2%), com 4,05 milhões de toneladas. Seguem-se: Paraná (2,29 milhões), São Paulo (2,11 milhões), Goiás (1,74 milhão), Minas Gerais (1,56 milhão), Rio Grande do Sul (1,49 milhão) e Bahia (1,36 milhão).
Produção nacional
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou junho de 2024 com 582 mil toneladas, representando crescimento de 26,8% ante o mesmo mês de 2023. No acumulado do primeiro semestre, o total foi de 3,06 milhões de toneladas, com queda de 4% na comparação com as 3,19 milhões de toneladas do mesmo período de 2023.
Durante a cerimônia de abertura do Congresso Brasileiro de Fertilizantes (CBFer), promovido pela Anda, realizado no dia 27 de agosto, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que os adubos foram classificados como produto de segurança nacional, corroborando as metas de aumento da produção do insumo no País. Ele lembrou das medidas para dinamizar a fabricação interna e reduzir a dependência externa, hoje em torno de 85%. Medida que poderá contribuir para o fomento da produção interna é o licenciamento ambiental de biofertilizantes diretamente no Ministério da Agricultura e Pecuária, simplificando e desburocratizando o processo.
Importações
As importações de fertilizantes intermediários alcançaram em junho 3,64 milhões de toneladas, com crescimento significativo de 16,7%. No acumulado do primeiro semestre, o total foi de 16,74 milhões de toneladas, com redução de 2,7% ante o mesmo período de 2023, quando se registraram 17,21 milhões de toneladas.
No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a junho, 4,43 milhões de toneladas, indicando redução de 2% em relação a 2023, quando foram descarregadas 4,34 milhões de toneladas. O terminal representou 26,5% do total de todos os portos.
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set 03 2024 Brachiaria híbrida produz mais de 5 mil kg de feno por hectare, mostra pesquisa
Pesquisa da UNB mostra que variedade proporcionou teor de proteína bruta superior a 10,70% no período de corte de 28 dias
Os benefícios da Brachiaria de alta qualidade para fenação foram pesquisados pela Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UNB).
O estudo destacou a Brachiaria híbrida Mavuno pela maior produção de massa seca, boa digestibilidade do feno e manutenção de elevado valor nutricional.
Segundo a engenheira agrônoma e autora da pesquisa, Ana Caroline Pereira da Fonseca, os resultados confirmam observações de campo sobre o desempenho do Mavuno tanto em pasto convencional quanto na conservação de forragem.
O que é a fenação?
A fenação é uma prática comum entre pecuaristas para conservar forragens de alta qualidade, especialmente em períodos de escassez. O processo envolve a desidratação da planta, resultando em um produto nutritivo e com baixo nível de perdas, que pode ser armazenado por longos períodos.
“O feno é um suplemento caro utilizado na pecuária avançada, e a qualidade do feno depende da qualidade da forragem original”, explica o professor PhD Gilberto Gonçalves Leite, orientador da pesquisa.
O experimento, conduzido na Fazenda Água Limpa (FAL) da UNB, no Distrito Federal, teve como objetivo medir a produção de feno por hectare, teor de proteína bruta, fibra em detergente neutro, digestibilidade in vitro da matéria seca e produção de gases in vitro.
As amostras foram coletadas em três áreas distintas de pasto com Mavuno, em quatro períodos de corte (28, 35, 42 e 49 dias).
Os resultados mostraram que o corte aos 42 dias produziu o maior volume de feno: 5.211,20 kg por hectare.
Testes de digestibilidade
O teor de proteína bruta foi mais alto no corte de 28 dias, alcançando 8,41%, com algumas amostras superando 10,70%. Surpreendentemente, o corte aos 49 dias também apresentou bom teor de proteína (6,32%).
Os testes de digestibilidade in vitro e fermentação indicaram que o feno de Mavuno manteve alta digestibilidade, mesmo com o avanço da idade da planta, o que favorece o consumo de matéria seca pelos animais.
“As melhores idades de corte variaram entre 35 e 42 dias, com boa produção e qualidade nutricional, e mesmo aos 49 dias, a digestibilidade ainda era elevada”, destaca Fonseca.
A pesquisa conclui que o feno de capim Mavuno tem excelente potencial de qualidade e é bem aproveitado pelos animais, mantendo um valor nutricional superior ao de outras variedades de Brachiaria.
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set 03 2024 Expointer: edição de retomada mostra força do agro gaúcho e encerra com R$ 8,1 bilhões em negócios
O número de visitantes foi de 662 mil até as 10h30 de domingo (1º/9)
A 47ª Expointer, considerada a Expointer da retomada, após a tragédia meteorológica, mostrou a resiliência e perseverança do Rio Grande do Sul ao bater recorde no volume de negócios. A feira movimentou R$ 8.100.265.792,24 em seus nove dias, número 1,41% superior ao registrado no ano de 2023.
O número de visitantes foi de 662 mil até as 10h30 de domingo (1º/9). As vendas e leilões de animais tiveram um aumento de quase 50%, com R$ 18.985.280 comercializados. O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou recorde de vendas, chegando a R$ 10.880.097, número superior em 25,44% ao do ano passado. O setor automobilístico também teve aumento de 25% no volume de vendas, ficando com R$ 592.045.000. Máquinas e Implementos Agrícolas registraram R$ 7,39 bilhões em intenções de negócios, 0,57% a mais que em 2023.
O governador Eduardo Leite destacou a recuperação do setor agropecuário, que contribui para a reconstrução do Estado. Os números por si só demonstram a importância da realização desta feira. Mas essa edição da Expointer tem um efeito moral no ânimo e na confiança da nossa população, que nos dá certeza de que estamos construindo um Estado ainda mais forte. Agradeço a todos os copromotores que se somaram na decisão do governo de realizar a feira, uma decisão tomada ainda no momento mais crítico da crise, e que mostra, diante desses resultados que alcançamos, a força e a fibra dos nossos produtores”, afirmou o governador Eduardo Leite.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn, apresentou os números da Expointer e destacou o movimento de superação que foi necessário para que ela se realizasse. O local onde estamos agora estava completamente inundado quando resolvemos continuar planejando a Expointer. A sociedade gaúcha mostrou que esta é a feira da superação, uma extraordinária demonstração da força do Rio Grande do Sul, disse. A próxima edição da Expointer já tem data definida: será de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, destacou o perfil diversificado dos expositores desta edição do Pavilhão da Agricultura Familiar, que contou com 217 mulheres, 126 jovens e 69 estreantes entre os expositores. Muitas das pessoas que estão aqui precisaram começar do zero, após grandes perdas causadas pelas enchentes. A inclusão, inovação e qualificação são os pilares que guiam a criação da agroindústria familiar gaúcha. Neste ano, celebramos 25 anos do pavilhão, um marco histórico, repleto de lançamentos que evidenciam a criatividade da nossa agroindústria familiar, destacou Covatti.
A subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, Elisabeth Cirne-Lima, ressaltou que os números apresentados são um testemunho do trabalho dedicado à realização de uma feira do porte da Expointer, logo após a tragédia meteorológica experimentada pelo Estado. Os números falam por nós e mostram o que vemos, andando pelo Parque. Além do governo e dos copromotores, tivemos os parceiros de fora do Estado nos ajudando a fazer essa feira grande.
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set 02 2024 Guia para Recomendação de Calagem e Adubação RTC é lançado durante Expointer 2024
Na tarde de quinta-feira, 29 de agosto, durante a 47ª Expointer, a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) lançaram oficialmente o Guia para Recomendação de Calagem e Adubação RTC. O evento, realizado na Casa da CCGL, no Parque de Exposições Assis Brasil, reuniu autoridades do setor, pesquisadores, e representantes das cooperativas associadas.
O presidente da Ocergs e vice-presidente da CCGL, Darci Hartmann, destacou a importância da intercooperação para a criação do guia, enfatizando o trabalho coletivo que resultou em um material acessível e de fácil compreensão. “Esse guia representa um marco na democratização da informação, tornando o conhecimento técnico mais acessível a todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul. O trabalho de pesquisa desenvolvido pelas cooperativas é de extrema relevância para o avanço da agricultura no estado”, afirmou Hartmann.
O Dr. Geomar Corassa, Gerente de Pesquisa da RTC/CCGL, destacou que o guia é o resultado de um esforço conjunto de profissionais dedicados a melhorar a qualidade do solo, um recurso natural essencial para a produção agrícola. “Este guia nasceu do anseio e da vontade de criar uma obra que pudesse ajudar os produtores rurais, traçando os caminhos para o aumento da produtividade agrícola”, pontuou Corassa.
Geomar também reforçou que o guia pretende compartilhar as práticas que as cooperativas encontraram para alavancar a produtividade das culturas de soja, milho, trigo e milho silagem. “Meu reconhecimento especial ao organizador desta obra, Dr. Jackson Fiorin, que assumiu o protagonismo nesse projeto, e meu agradecimento às cooperativas e aos gestores técnicos que, juntamente com o Jackson, assinam essa obra. Dedicamos esta obra a todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul, incansáveis, resilientes e sempre comprometidos com a nobre missão de produzir alimentos”, concluiu.
O Dr. Alexandre Doneda, da Cotrijal Cooperativa e membro representante do Conselho Técnico de Grãos da CCGL, ressaltou a relevância do guia para o desenvolvimento da agricultura, destacando que os produtores terão ainda mais conhecimento técnico fornecido pelas cooperativas para aprimorar suas práticas agrícolas.
Durante a cerimônia, o pesquisador Dr. Jackson Fiorin reiterou a importância de redefinir as abordagens de calagem e adubação, colocando a produtividade das culturas e a fertilidade do solo como pilares centrais. “O propósito do guia é compartilhar os caminhos encontrados pelas cooperativas para a obtenção das metas de produtividade, considerando as necessidades químicas do solo. Além disso, a nova abordagem do guia reflete os avanços tecnológicos e o dinamismo da ciência, o que nos permitirá atualizar as recomendações à medida que surgirem novas oportunidades de melhoria”, explicou Fiorin.
O Guia para Recomendação de Calagem e Adubação RTC já está disponível para os produtores rurais e técnicos das cooperativas, sendo uma ferramenta para otimizar a fertilidade do solo e aumentar a eficiência produtiva nas lavouras do Rio Grande do Sul.
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) é composta por diversas cooperativas do estado, incluindo Cotrijal, Coopermil, Caal, Cotriel, Coopatrigo, Cotribá, Cotrisul, Cotripal, Cotrisel, Santa Clara, Coasa, Cotrirosa, Cotrijuc, Cotricampo, Comtul, Camnpal, Cotrisal, Cotrimaio, Cotrisoja, Cooperoque, Cotrisa, Coopibi, Coagrijal, Cotapel, Agropan, Cotrel, Cotrifred, Coagril e Cocpell.
Fonte: Comunicação CCGL
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ago 30 2024 Leite: oferta crescente interrompe movimento de alta no preço
Queda no preço do leite captado em julho interrompe tendência de alta, mas valores ainda superam os de julho de 2023
Interrompendo o movimento de alta que vinha sendo observado desde novembro de 2023, o preço do leite captado em julho registrou queda real de 1,5% frente a junho, levando a “Média Brasil” a R$ 2,7225/litro, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
O valor, porém, ainda supera em 7,9% o de julho/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de julho/24). Apesar do preço do leite pago ao produtor acumular avanço real de 30,1% desde o início de 2024, a média de janeiro a julho deste ano (de R$ 2,50/litro) está 11,5% inferior à do mesmo período de 2023.
A queda nos valores ao produtor é explicada pelo aumento da oferta nacional. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea avançou 4,6% em julho. Todos os estados registraram alta na captação, mas o resultado foi puxado sobretudo pelos fortes crescimentos de 8% em Minas Gerais, de 4,7% no Rio Grande do Sul e de 4,1% em Santa Catarina.

Foto: Cepea-Esalq/USP | Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de julho/2024) A produção de leite vem se recuperando, devido aos investimentos de pecuaristas em nutrição do rebanho. Mesmo que o Custo Operacional Efetivo (COE) tenha subido 0,62% em julho, a margem bruta do produtor se manteve em alta na “média Brasil”.
Estima-se que a margem bruta do pecuarista tenha avançado 3,93% de junho para julho, passando de 82 centavos de Real/litro para 85 centavos de Real/l, considerando-se a “Média Brasil”.
Os cálculos são do Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), tomando-se como base propriedades típicas amostradas no projeto Campo Futuro.
Além do avanço na produção interna, as importações continuam elevando a disponibilidade de lácteos no mercado nacional. Em junho, houve aumento de 37,4% nas compras, totalizando 251,1 milhões de litros em equivalente leite, segundo dados da Secex compilados pelo Cepea. Essa quantidade supera em 35,3% a internalizada no mesmo período do ano passado.
Ademais, indústrias de laticínios seguiram com dificuldade em garantir margem nas vendas dos lácteos. Pesquisas do Cepea apoiadas pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostram que o leite UHT, a muçarela e o leite em pó fracionado se desvalorizaram 5,68%, 2,03% e 0,25%, respectivamente, em julho – o que também influenciou o pagamento da matéria-prima daquele mês.
Diante desse contexto, a expectativa é de que o terceiro trimestre seja marcado pelo recuo das cotações do leite cru.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/