Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 704 entries

  • Produção de soja no Brasil em 2024/25 deve crescer 12%, afirma consultoria

    Cenário da próxima safra será mais animador no aspecto climático, mas rentabilidade do produtor segue ameaçada

    O Brasil está a caminho de colher uma safra recorde de soja em 2024/25, com a produção projetada em 167,09 milhões de toneladas, segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (27) pela Datagro, em evento realizado em Cuiabá, Mato Grosso.

    Esse volume representa um crescimento de 11,8% em relação à safra anterior, impulsionado principalmente por um aumento de 9,6% na produtividade, que deve atingir 3.554 kg por hectare (59,2 sacas).

    Além disso, a área plantada está prevista em expansão de 1,8%, totalizando 47 milhões de hectares. “É o 18º ano consecutivo de crescimento da área, o que mostra a importância da cultura”, disse o economista e líder de conteúdo da consultoria, Flávio França Júnior.

    Segundo França Júnior, o cenário da próxima safra será mais animador no aspecto climático. “Tudo aponta para um La Niña de intensidade moderada ou fraca, muito diferente do El Niño que prejudicou as lavouras na safra passada”, afirmou.

    Preços da soja lá embaixo

    No entanto, pelo lado econômico, as previsões não são tão otimistas, de acordo com o analista. “O mercado passa agora por um processo de acomodação, com estoques globais mais elevados e uma safra recorde nos Estados Unidos.”

    França Júnior destacou que o mercado de commodities teve um boom de preços entre 2020 e 2022, impulsionado por uma “tempestade perfeita” de problemas climáticos e geopolíticos. Contudo, com a normalização da oferta e o aumento da produção em várias regiões do mundo, os preços começaram a recuar.

    Para a safra 2024/25 de soja, a previsão é de preços estabilizados, com leve queda nos custos de produção, entre 5% e 10%, o que pode garantir uma renda maior para os produtores que conseguirem otimizar a produtividade.

    “O mercado de futuros em Chicago deve continuar pressionado por causa do quadro superavitário global, o que pode limitar altas nos preços”, informou.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Arroz: negócios do em casca seguem enfraquecidos no RS

    O cenário foi influenciado por diversos fatores que causaram oscilações nos preços em várias microrregiões do estado

    Os negócios envolvendo arroz em casca no Rio Grande do Sul seguem enfraquecidos. Segundo pesquisadores do Cepea, na última semana, esse cenário foi influenciado por diversos fatores que causaram oscilações nos preços em várias microrregiões do estado.
    Enquanto produtores mantêm expectativas de valorização da matéria-prima, compradores enfrentam dificuldades na venda do arroz beneficiado, restringindo a aquisição do casca mesmo precisando repor estoques.
    De modo geral, as negociações se concentraram principalmente no cereal com mais de 60% de grãos inteiros, ainda conforme acompanhamento do Cepea.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Condição das safras de milho e soja nos EUA piora, revela USDA

    Além das duas culturas, órgão também verificou condições das plantações de trigo e algodão norte-americanos

    A qualidade das lavouras de milho nos Estados Unidos piorou na última semana, disse nesta segunda-feira (26), o Departamento de Agricultura do país (USDA), em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.

    A agência informou que 65% da safra apresentava condição boa ou excelente no último domingo, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior.

    O relatório mostrou também que 84% da safra de milho tinha formado grãos, em comparação a 85% na data correspondente do ano passado e 83% na média de cinco anos. O USDA disse ainda que 46% da safra tinha formado dentes, ante 46% há um ano e 42% na média. Além disso,  11% da safra estava madura, ante 8% há um ano e 6% na média.

    Condições da soja

    No caso da soja, o USDA disse que 67% da safra tinha condição boa ou excelente no último domingo, piora de 1 ponto porcentual ante a semana anterior. Um ano antes, essa parcela era de 58%.

    De acordo com o relatório, 89% da safra estava formando vagens, ante 90% na data correspondente do ano passado e 88% na média de cinco anos. O órgão disse também que 6% da safra tinha queda de folhas, ante 4% um ano antes e na média de cinco anos.

    Trigo e algodão

    Quanto ao trigo de primavera, o USDA disse que 69% da safra tinha condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais ante a semana anterior. Segundo o relatório, 51% da safra tinha sido colhida, ante 50% um ano antes e 53% na média de cinco anos.

    O relatório mostrou também que 40% da safra de algodão apresentava condição boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior. A agência informou ainda que 89% da safra estava formando maçãs, ante 87% um ano antes e 88% na média de cinco anos. O USDA disse que 25% da safra tinha abertura de maçãs, em comparação a 23% na data correspondente do ano passado e na média.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Calculadora auxilia na diminuição de emissão de GEE na pecuária de corte

    A ferramenta estima pegada de carbono em sistemas de pecuária de corte, contribuindo para uma produção mais sustentável

    Embrapa Pecuária Sul (RS) apresenta, na 47ª edição da Expointer, a CarbonGado, uma calculadora inovadora que auxilia na estimativa e mitigação da emissão de gases de efeito estufa do rebanho bovino de corte, com base nos índices zootécnicos da propriedade pecuária.

    O desenvolvimento do app web foi realizado pela Embrapa, a partir de um algoritmo elaborado em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) para sistemas pecuários de ciclo completo. Esse modelo estabelece a conexão entre os indicadores das fazendas e as emissões de gases. A iniciativa visa qualificar o potencial de sustentabilidade da pecuária brasileira, oferecendo ao setor produtivo mecanismos de controle, avaliação e aprimoramento da atividade.

    Segundo o pesquisador Vinicius Lampert, responsável pelo trabalho, o objetivo da CarbonGado é estimar a pegada de carbono dos bovinos, em sistemas de ciclo completo para a pecuária de corte, a partir de informações disponíveis dentro das fazendas. “Uma das vantagens do uso da nova calculadora é a capacidade de identificar quais indicadores zootécnicos possuem maior potencial para mitigar a emissão de gases em cada fazenda de ciclo completo avaliada, como, por exemplo, o impacto do aumento da taxa de desmame na redução da intensidade da emissão de gases”, destaca Lampert.

    Entram no cálculo fatores como a taxa de desmame, idade de abate, idade de acasalamento, mortalidade, peso, categorias de animais das diferentes épocas do ano, suplementação usada, tipos e qualidade das pastagens usadas na propriedade e uso ou não de adubação nitrogenada, entre outros.

    “Assim, a partir da combinação dessas informações, a calculadora CarbonGado consegue estimar, primeiramente, a produtividade da propriedade, e, a partir desse indicador, calcula a emissão de CO2 equivalente por quilo de peso bovino produzido, oferecendo ao produtor uma referência para avaliação dos pontos que podem ser melhorados”, explica Lampert.

    A ferramenta é mais uma estratégia disponibilizada ao setor produtivo para aferir índices de sustentabilidade da atividade. Estudos prévios da Embrapa já demonstram que a pecuária tem grande potencial para mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a melhoria do desempenho de sua produção e, assim, apresentar um balanço favorável de carbono, a partir do bom manejo dos rebanhos e da função que as pastagens cumprem na geração de matéria orgânica e fixação de carbono.

    A Embrapa Pecuária Sul, em parceria com as associações das raças Angus, Charolês
    e Hereford e Braford, também realiza provas de desempenho, visando selecionar animais mais eficientes na conversão alimentar e que emitam menos metano por quilo de carne produzida.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão

    O projeto tem como objetivo proporcionar previsibilidade aos produtores quanto ao estoque hídrico disponível

    Em tempos de mudanças climáticas e incertezas quanto à disponibilidade de água, a gestão hídrica eficiente se torna cada vez mais crucial para a agricultura. Foi pensando nisso que a Espectro, uma empresa com sede em Campinas, desenvolveu o PalmaFlex UmiSolo-Total, uma plataforma de internet das coisas (IoT) que auxilia produtores rurais a planejar o uso da água na irrigação de suas lavouras. A iniciativa conta com o apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    O projeto, iniciado em dezembro de 2022, tem como objetivo proporcionar previsibilidade aos produtores quanto ao estoque hídrico disponível na bacia hidrográfica utilizada, com uma projeção de até seis meses. Isso permite ao agricultor tomar decisões antecipadas, como investir em reservas de água ou alterar o tipo de cultura a ser plantada, garantindo a manutenção da produção mesmo em períodos de crise hídrica.

    O PalmaFlex UmiSolo-Total é uma evolução da plataforma PalmaFlex UmiSolo, lançada em 2019, que monitora em tempo real a umidade do solo e fornece recomendações de irrigação. O novo módulo agrega a capacidade de prever a dinâmica dos reservatórios de água, utilizando um algoritmo de inteligência artificial que analisa dados de regimes de chuva, previsões meteorológicas e o histórico dos reservatórios.

    O sistema utiliza sensores instalados no solo e em estações agrometeorológicas para captar dados de umidade, temperatura, ventos e outras variáveis climáticas, que são transmitidos para a nuvem e processados por algoritmos avançados. As informações são então disponibilizadas ao produtor em forma de gráficos, tabelas e alertas, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador.

    A plataforma foi desenvolvida pelos engenheiros eletricistas Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira, sócios da Espectro, que trazem décadas de experiência em transmissão de sinais e telemetria. A intenção era criar uma solução completa de comunicação de dados, modular e escalável, que pudesse ser utilizada tanto na agricultura quanto na indústria.

    Além de monitorar o uso de água na irrigação, a plataforma também permite o controle de outros aspectos da infraestrutura da fazenda, como o funcionamento de bombas e motores, e a gestão de poços artesianos e semiartesianos. Essa abrangência faz do PalmaFlex UmiSolo-Total uma ferramenta indispensável para a agricultura moderna, especialmente em regiões sujeitas a crises hídricas.

    O projeto também inclui o desenvolvimento de novos sensores, mais simples e precisos, que estão em fase final de testes. Entre eles, destaca-se um sensor de umidade do solo que opera em várias profundidades com uma única haste, o que facilita a instalação e a coleta de dados.

    O objetivo da Espectro é lançar o PalmaFlex Total no mercado até o final de 2025, com todas as funcionalidades integradas, incluindo a consulta de autorizações de órgãos estaduais para o uso de água na irrigação.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CMN autoriza renegociação de crédito rural em 91,5% dos municípios do RS afetados por enchentes

    Para acessar o benefício, os produtores devem comprovar uma perda de renda de pelo menos 30% devido aos eventos climáticos

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a renegociação de operações de crédito rural em 455 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul que foram atingidos por enchentes, alagamentos e outros eventos climáticos severos. A medida, publicada nesta quinta-feira (22) na resolução 5.164/2024, altera o Manual de Crédito Rural com normas transitórias para permitir a prorrogação dos financiamentos contratados até 15 de abril deste ano, desde que tenham sido liberados antes de 1º de maio.

    A decisão do CMN se aplica a operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimento entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024. A resolução é direcionada a produtores de propriedades localizadas em municípios gaúchos que tiveram a situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal até 31 de julho, abrangendo 91,5% do estado. Para acessar o benefício, os produtores devem comprovar uma perda de renda de pelo menos 30% devido aos eventos climáticos.

    O Ministério da Fazenda destacou que essa medida visa apoiar os produtores rurais e agricultores familiares do estado que enfrentaram prejuízos significativos. O CMN também permite a prorrogação das parcelas de custeio e industrialização por até quatro anos, e as de investimento por até doze meses. A solicitação deve ser feita às instituições financeiras até 13 de setembro de 2024.

    Essas medidas complementam as ações já anunciadas pelo governo federal para socorrer os produtores do Rio Grande do Sul, oferecendo maior flexibilidade e tempo para que possam se recuperar dos impactos climáticos adversos.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Leite: preço ao produtor sobe apenas 1,3% em junho, diz Cepea

    “Média Brasil” do leite ficou em R$ 2,7524/litro, valor 3,25% maior que a registrada em junho do ano passado.

    O preço do leite captado em junho subiu pelo oitavo mês consecutivo. Mas a alta frente a maio foi de apenas 1,3%, em termos reais, de modo que a “média Brasil” ficou em R$ 2,7524/litro – 3,25% maior que a registrada em junho do ano passado.

    Desde janeiro, o valor do leite pago ao produtor acumula avanço real de 32,1%. Apesar disso, a média real do primeiro semestre, de R$ 2,46/litro, ainda está 14,3% inferior à do mesmo período de 2023 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de junho).

    Preços dos derivados recuam em julho

    Em julho, os preços dos derivados lácteos comercializados no estado de São Paulo caíram, refletindo a demanda levemente desaquecida e a dificuldade de indústrias repassarem o aumento da matéria-prima aos canais de distribuição.

    Pesquisa do Cepea realizada em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que o leite UHT se desvalorizou 5,68%, em relação a junho, e a mussarela, 2,03%, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de julho/24), com as médias passando para R$ 4,51/litro e R$ 31,42/kg, respectivamente.

    Importações continuam em alta; exportação de leite em pó dispara

    Em julho, as importações brasileiras de lácteos aumentaram 37,43% em relação a junho, superando em 35,27% as compras registradas no mesmo período do ano passado.

    As exportações também cresceram, expressivos 97,98% no comparativo mensal e 58,05% no anual. Como resultado, o déficit da balança comercial (em volume) subiu 35,7% de junho para julho, para aproximadamente 241 milhões de litros em equivalente leite, gerando um saldo negativo de US$ 99 milhões.

    Custos têm leve alta, mas margens seguem positivas

    Mesmo com a elevação dos custos de produção da atividade leiteira de junho para julho, as margens do pecuarista continuam positivas, devido ao aumento nas cotações do leite.

    Em julho, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,62% frente ao mês anterior, na “média Brasil” (bacias de BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Esta é a terceira alta consecutiva dos custos de produção; no entanto, na parcial do ano, o COE acumula recuo de 0,68%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Diversificar culturas na sucessão entre milho e soja aumenta lucro do produtor em até 11%, diz estudo

    Pesquisas realizadas ao longo de três anos identificaram três modelos de produção mais lucrativos na sucessão entre o milho segunda safra e a soja

    Pesquisas conduzidas ao longo de três anos nas regiões oeste e centro-oeste do Paraná revelaram que a diversificação de culturas na sucessão entre a soja e o milho segunda safra pode aumentar o lucro dos produtores em até 11%.
    Os experimentos, realizados em parceria entre a Embrapa e o Centro de Pesquisa Agrícola Copacol, identificaram três modelos de produção mais lucrativos, que incluem a introdução da braquiária, aveia preta e trigo no sistema produtivo. Esses resultados estão detalhados na publicação “Modelos de produção intensificados para diversificação da matriz produtiva para além da sucessão milho 2ª safra/soja“.
    Segundo o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa Trigo, um dos autores da publicação, a introdução da braquiária consorciada com o milho segunda safra, em sucessão à soja, gerou um aumento significativo na produtividade da soja, resultando em uma rentabilidade 11% superior ao sistema tradicional da região. Outro modelo eficiente envolveu a alternância de milho segunda safra com aveia preta e soja, apresentando uma rentabilidade 10% maior. O terceiro modelo, que incluiu o trigo na terceira safra, registrou uma rentabilidade 6,6% superior.

    Além dos benefícios econômicos, a diversificação das culturas também traz melhorias na qualidade do solo e na sustentabilidade do sistema produtivo. De acordo com o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, a rotação de culturas ajuda a reduzir custos de produção e aumenta a produtividade, principalmente da soja.

    Júlio Franchini, também da Embrapa, destacou a importância de melhorar a estrutura do solo para aumentar a disponibilidade de água às plantas, o que é crucial para a estabilidade da produção. Ele ressaltou que a intensificação da erosão hídrica preocupa produtores do Paraná, pois pode causar perdas significativas de solo e água, impactando negativamente a produtividade e o meio ambiente.

    Os pesquisadores pretendem validar esses resultados em propriedades rurais e transferir a tecnologia para os produtores, visando promover a sustentabilidade e a rentabilidade do agronegócio na região.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Índice de insumos para produção de leite no RS tem 3º mês de alta, diz Farsul

    Produtos com maior avanço de preços no período foram, respectivamente, fertilizantes, energia elétrica, silagem e concentrado

    O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) subiu 1,8% em junho em relação a maio, informou, em nota, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Segundo a instituição, este é o terceiro mês consecutivo de alta no indicador.

    Os insumos com maior avanço de preços no período foram, respectivamente, fertilizantes, energia elétrica, silagem e concentrado.

    Soja e milho

    “A soja e o milho se valorizaram no trimestre graças ao câmbio valorizado desde abril”, cita em nota a Farsul. “Já os fertilizantes subiram 3,5% no período, também puxado pela valorização do câmbio e pela alta do petróleo.”

    A Farsul comenta ainda que, no acumulado do ano, até junho, o ILC segue negativo, em -5,29%. É um comportamento que continua seguindo a tendência apresentada no Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) do período, que também é calculado pela Farsul. “O IIPR apresenta uma queda de 8,73% no acumulado do ano”, diz.

    Ainda conforme a entidade, a tendência de avanço da inflação no ILC “demonstra correlação com a leitura em 12 meses de outro indicador de inflação na cesta de commodities, o IPA-DI, medido pela FGV”, comenta. “No acumulado em 12 meses, o IPA-DI apresentou inflação de 2,5% na sua leitura de junho, uma mudança significativa comparada com a leitura do mês anterior de -0,23%.”

    Já para julho, a expectativa da Assessoria Econômica da Farsul é a de que haja uma retração do preço da soja e do milho, o que pode por um fim à série inflacionária dos últimos meses. A valorização do barril de petróleo e do dólar, entretanto, podem impedir que isso aconteça, avalia.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Mercado global de drones agrícolas deve superar R$ 23 bilhões até 2029, diz pesquisa

    Valor é mais que o dobro da projeção estimada para 2024

    O mercado global de drones agrícolas está em rápida expansão e deve atingir a impressionante marca de R$ 23,11 bilhões (US$ 4,36 bilhões) até 2029, de acordo com um estudo realizado pela Mordor Intelligence. Este valor é mais que o dobro da projeção estimada para 2024, que gira em torno de R$ 11,02 bilhões (US$ 2,08 bilhões).
    Para Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, a crescente importância dos drones no agronegócio é evidente. “Com o passar do tempo, o mercado se torna cada vez mais digital, independentemente do setor. Os drones são um exemplo claro de uma tecnologia que se tornou essencial para diversas atividades”, afirma. Ele destaca que a expansão deste mercado ainda está em curso, devido à versatilidade e às múltiplas aplicações que os drones oferecem, como monitoramento de grandes áreas e coleta de dados precisos.
    Neves também aponta os benefícios do uso de drones, como a redução de custos, aumento da agilidade, precisão e eficiência nas operações. “Eles são extremamente versáteis e, quando equipados com tecnologias como lasers scanner, podem realizar funções que antes demandavam muito mais tempo”, explica.

    No Brasil, os reflexos desse crescimento já são perceptíveis. Segundo dados do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), vinculado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o país conta atualmente com 5.269 drones agrícolas em operação, representando um crescimento de 375% em relação a 2022.

    Diante desse cenário promissor, Neves ressalta a importância de investimentos em capacitação. “É essencial que os profissionais que utilizam drones em suas atividades diárias invistam em cursos e treinamentos para se manterem atualizados com as novas tecnologias que chegam ao mercado”, conclui.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/