Dara Luiza Hamann

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  • Área de milho na Argentina deve cair 21% em 2024/25, diz bolsa

    Perspectiva representa queda de 21%, ou 2 milhões de hectares, ante a área plantada na temporada anterior

    A área semeada com milho na Argentina na temporada 2024/25 pode atingir 7,67 milhões de hectares, de acordo com estimativa da Bolsa de Comércio de Rosário. A projeção representa queda de 21%, ou 2 milhões de hectares, ante a área plantada na temporada anterior, 2023/24, e se deve principalmente aos danos causados no ciclo anterior pela cigarrinha-do-milho.

    Essa seria a primeira redução de área após nove anos de crescimento. Caso se confirme, a área poderá resultar em produção de 49 milhões de toneladas de milho, considerando clima normal, disse a bolsa.

    Para 2023/24, a bolsa elevou a estimativa de produção de milho de 47,5 milhões para 49 milhões de toneladas, com rendimento médio nacional de 6.540 quilos por hectare. O ajuste foi motivado em parte por um aumento na área semeada, que chegou a 9,67 milhões de hectares.

    Quanto ao trigo, a Bolsa de Comércio de Rosário manteve a projeção de área semeada em 2024/25 em 6,72 milhões de hectares e a de produção, em 20,5 milhões de toneladas.

    Bolsa de Buenos Aires

    A colheita de milho na Argentina estava 97,8% concluída na última semana, avanço de 1,5 ponto porcentual ante a semana anterior, disse a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A produtividade média nacional está em 6.490 quilos por hectare, e a estimativa de produção permanece em 46,5 milhões de toneladas.

    Quanto ao trigo, a bolsa disse que a parcela da safra em condição entre normal e excelente era de 84% na última semana, em comparação a 94% na semana anterior.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Preços futuros do complexo soja caem para níveis de 2020

    Grão voltou a ser negociada abaixo dos US$ 10,00/bushel, o que reduziu a paridade de exportação no Brasil e os valores no spot

    Os preços futuros do complexo soja caíram fortemente na última semana, retornando aos patamares observados em 2020. A soja em grão voltou a ser negociada abaixo dos US$ 10,00/bushel, o que, consequentemente, reduziu a paridade de exportação no Brasil e também os valores praticados no mercado spot.

    Segundo pesquisadores do Cepea, expectativas de que a oferta mundial possa superar a demanda foram o principal fator de pressão sobre as cotações.

    De acordo com relatório do USDA divulgado na última segunda-feira (12), a produção global da oleaginosa deve passar de 395,12 milhões de toneladas na safra 2023/24, para 428,72 milhões de toneladas em 2024/25, ambos volumes recordes.

    Embora as transações internacionais e o consumo global apontem crescimento, os estoques de passagem também podem ser recordes, estimados em 134,3 milhões de toneladas para 2024/25, quantidade 19,5% superior às 112,36 milhões de toneladas na temporada 2023/24.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Expointer é lançada com foco na reconstrução e superação no RS

    Após enchente de maio, evento celebra a força do agronegócio gaúcho com destaque para agricultura familiar e genética animal

    Foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (12) a 47ª Expointer. O evento ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e tem como slogan “Superar é da nossa natureza”.

    A enchente de maio no estado também atingiu o parque, e havia dúvidas sobre a realização do evento. Com investimento em reformas pelo governo e pelas entidades copromotoras, a feira vem apresentando grande procura por expositores, de acordo com a organização.

    “Neste momento histórico que exige tanto de todos nós, esta Expointer também vai ficar marcada dentro dessa jornada, mostrando que a superação faz parte da nossa natureza, como diz o mote desta edição”, afirmou o governador Eduardo Leite.

    No ano passado, os nove dias de evento receberam mais  de 822 mil visitantes, um recorde. A Expointer se destaca pela exposição e competição de diversas raças de bovinos, ovinos, bubalinos, caprinos e cavalos. Também há uma forte presença de máquinas e da agricultura familiar, que neste ano vai receber 413  expositores, o maior espaço de todas as edições, comemorando os 25 anos do pavilhão.

    “Esta Expointer é a da reconstrução, para mostrar ao Brasil e ao mundo que somos aguerridos, fortes e bravos”, disse o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Clair Kuhn.

    Neste ano, a Expointer contará com 3.458 animais de argola (que vão a julgamento), quase o mesmo número da edição passada (3.480). A categoria de animais rústicos teve um incremento de 69% no número de inscritos, totalizando 1.344.

    Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel, a Expointer servirá para alavancar a reconstrução do Rio Grande do Sul. “Vamos alavancá-la como a Expointer da reconstrução, que mostrará o que temos de melhor no Rio Grande do Sul. Apesar de tudo o que passamos, a agricultura e os setores industriais estão aí para mostrar, junto com as cooperativas, as entidades e o governo do estado, que temos condições de reerguer o Rio Grande”, disse.

    “Neste momento de grande dificuldade que o estado vive, nada mais importante do que estarmos construindo mais uma Expointer. Eu diria que estamos realmente lançando e construindo a Expointer da coragem, que traduz muito bem a coragem do povo gaúcho”, considerou o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira.

    “A Febrac está orgulhosa da movimentação dos criadores de animais de raça. Eles estão motivados e irão mostrar o que há de melhor na genética”, disse o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Marcos Tang.

    Festival Sou do Sul

    A Expointer apresenta nesta edição o Festival Sou do Sul, de 24 a 26 de agosto, às 21h, com um espetáculo de cerca de duas horas e meia de duração, apresentando nomes da cultura gaúcha e um show nacional. O acesso ao festival é gratuito para os visitantes da Expointer, com limite de 10 mil pessoas em cada noite.

    O festival contará com apresentações de Luiza Barbosa, Elton Saldanha, Guri de Uruguaiana, Shana Müller, Renato Borghetti e mais de 30 artistas gaúchos, além de Luísa Sonza, e das duplas Maiara & Maraísa e Fernando & Sorocaba.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Decreto regulamenta desconto em operações de crédito de produtores do RS

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou decreto para regulamentar a concessão de descontos nos financiamentos dos produtores do Rio Grande do Sul prevista em Medida Provisória publicada no dia 31 de julho.

    A subvenção econômica será concedida para liquidação ou renegociação de parcelas de operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização a produtores com perdas de renda pelas atividades ou materiais de pelo menos 30% em virtude dos eventos climáticos extremos ocorridos em abril e maio no estado, conforme antecipou o Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    A medida é válida para operações contratadas com recursos controlados e com vencimento entre 1º de maio a 31 de dezembro deste ano.

    Para acessar o desconto, os financiamentos precisam ter sido contratados até 15 de abril e com recursos liberados ao produtor beneficiário antes de 1º de maio.

    Custeio

    Para operações de custeio, de acordo com o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 13, o produtor que apresentar apenas a declaração pessoal de perdas da renda na atividade financiada – validado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) – poderá liquidar as parcelas com desconto de 30% limitado a R$ 20 mil por mutuário. Outra opção é renegociar as parcelas após a aplicação do desconto de 24% limitado a R$ 16 mil por mutuário.

    Já o produtor que, além que apresentar a declaração pessoal de perda da renda na atividade financiada, também entregar um laudo técnico individual para cada operação de crédito, poderá liquidar as parcelas com desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 50% sobre o valor das parcelas beneficiadas ou a R$ 25 mil por mutuário – o que for menor. Outra opção é renegociar as parcelas, após a aplicação do desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 40% sobre o valor das parcelas beneficiadas, ou a R$ 20 mil por mutuário – o que for menor.

    “Após a concessão dos descontos, o saldo devedor das parcelas poderá ser renegociado para pagamento em até quatro anos, com vencimento da primeira parcela em 2025, mantidos as fontes de recursos e os encargos originais de cada operação de crédito, inclusive quanto aos rebates e aos bônus de adimplência contratuais”, completa o decreto.

    Investimento

    Para operações de investimento, o produtor que apresentar apenas a declaração pessoal de perdas da renda na atividade financiada – validado pelo CMDRS – poderá liquidar as parcelas com poderá liquidar as parcelas com desconto de 30% limitado a R$ 5 mil por mutuário. Outra opção é renegociar as parcelas após a aplicação do desconto de 24% limitado a R$ 4 mil por mutuário.

    Já o produtor que, além que apresentar a declaração pessoal de perda da renda na atividade financiada, também entregar um laudo técnico individual para cada operação de crédito, poderá liquidar as parcelas com desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 50% sobre o valor das parcelas beneficiadas ou a R$ 15 mil por mutuário – o que for menor. Outra opção é renegociar as parcelas, após a aplicação do desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 40% sobre o valor das parcelas beneficiadas, ou a R$ 12 mil por mutuário – o que for menor.

    “Após a concessão dos descontos, o saldo devedor das parcelas poderá ser prorrogado para até doze meses após a data prevista para o vencimento dos contratos, mantidos as fontes e os encargos originais de cada operação de crédito e as demais condições contratuais, inclusive quanto aos rebates e aos bônus de adimplência contratuais”, completa o decreto.

    Custeio e Industrialização

    Para as operações de custeio e industrialização, será formada uma Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, com a finalidade de analisar os pedidos de desconto para liquidação ou renegociação das operações.

    A Comissão deverá seguir limites de desconto para liquidação ou renegociação nas operações. Nas operações de custeio e industrialização ou investimento, o limite é de R$ 120 mil por mutuário, nos contratos individuais, ou por integrante do contrato de crédito, nas operações grupais e coletivas. Quando as operações tiverem como tomador uma cooperativa de produção agropecuária, o limite é de R$ 10 mil por cooperado participante do projeto financiado, limitado a 50% do valor das parcelas com vencimento em 2024.

    “A Comissão somente poderá conceder os descontos previstos neste artigo quando devidamente justificado e com apresentação da declaração de perdas e do laudo técnico com a descrição do porcentual das perdas para cada operação de crédito para a qual tiver sido solicitado o desconto, desde que validado pelo CMDRS do município onde se situa o empreendimento financiado, e os descontos poderão ser inferiores aos valores solicitados pelo mutuário”, detalha o decreto.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produção de grãos deve recuar 6,6% e atingir 298,60 milhões de t na safra 2023/24, diz Conab

    Produção de grãos deve recuar 6,6% e atingir 298,60 milhões de t na safra 2023/24, diz Conab

    A produção brasileira de grãos deve atingir 298,60 milhões de toneladas na safra 2023/24, uma redução de 6,6% (21,2 milhões de t) em comparação com o volume obtido na temporada passada 2022/23 (319,81 milhões de t). Em relação à previsão do mês passado (299,27 milhões de t), houve uma leve queda de 0,2% (142,6 mil t), mostra o 11º e penúltimo Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (13).

    Conforme a Conab, a queda ante a temporada 2022/23 “é influenciada principalmente pela perda na produtividade média das lavouras do país, reflexo das adversidades climáticas sobre o desenvolvimento das culturas de primeira safra, em especial, desde o início do plantio até as fases de reprodução das lavouras”.

    A colheita do milho segunda safra está na reta final, com produção estimada em 90,28 milhões de t, baixa de 11,8% ante o ano passado (102,37 milhões de t. De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela Companhia, os trabalhos de colheita superam 90% da área cultivada no País.

    As produtividades alcançadas neste ciclo do grão variaram de acordo com o pacote técnico utilizado e, principalmente, da época de plantio da cultura. Semeaduras realizadas dentro da janela ideal, ou seja entre janeiro até meados de fevereiro, obtiveram produtividades dentro do esperado e até superiores às registradas na última safra devido, principalmente, à regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. As exceções a esta situação ocorreram no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo do cereal.

    Aliada à perda de produtividade, a área destinada para o milho também foi reduzida, na segunda e na primeira safra do grão, o que influencia na menor expectativa de colheita. A primeira safra do cereal está projetada em 22,96 milhões de t, queda de 16,1% ante 2022/23 (27,37 milhões de t). Assim, produção total esperada para o ciclo 2023/24 é de cerca de 115,65 milhões t de milho, cerca de 12,3% inferior à temporada passada (131,89 milhões de t).

    Outra importante cultura de segunda safra é o algodão. Mas, para a fibra, a Conab prevê aumento na área e no desempenho médio das lavouras, influenciado pelas condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento da cultura. Com isso, a previsão é de um novo recorde para a produção da fibra, sendo estimada uma colheita de 3,64 milhões de toneladas de algodão em pluma, aumento de 14,8% ante a safra anterior (3,17 milhões de t).

    Já para o feijão é esperada uma produção total (são três safras por temporada) de 3,26 milhões de toneladas, 7,3% superior à produção de 2022/23. A segunda safra da leguminosa, com a produção estimada em 1,5 milhão de toneladas, teve seu potencial de produtividade reduzido por causa da incidência de doenças e da mosca-branca, além da falta de chuvas e temperaturas elevadas em importantes Estados produtores. A terceira safra do grão está estimada em 812,5 mil toneladas, com as lavouras, de modo geral, nos estágios de desenvolvimento à maturação, e em Goiás, em fase inicial de colheita.

    O arroz já está com a colheita finalizada, disse a Conab. A produção neste ciclo teve um crescimento de 5,6%, comparada ao volume produzido na safra anterior, alcançando 10,59 milhões de t ante 10,03 milhões de t em 2022/23. “O aumento verificado é influenciado pela maior área cultivada no país, já que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior Estado produtor do grão”, explicou a estatal.

    Já a soja, principal grão cultivado no País, a produção na atual safra é de 147,38 milhões de toneladas, redução de 4,7% sobre o ciclo anterior. Nas áreas semeadas entre setembro e outubro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) houve alterações no potencial produtivo das lavouras, com os baixos índices pluviométricos e as altas temperaturas, situações que causaram replantios e perdas de produtividade, diferente das áreas com lavouras mais tardias.

    Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura nos Estados da região Sul, maior produtora do cereal no País, que concentra 85% da área cultivada, está quase concluída, restando áreas em Santa Catarina para serem plantadas. No Rio Grande do Sul, após o atraso inicial da semeadura em razão do excesso de chuvas, teve o plantio concluído, assim como as áreas semeadas no Paraná. A expectativa é de uma redução de 11,6% na área destinada ao cereal, estimada em 3,07 milhões de hectares”, disse a Conab. A produção deve atingir 8,84 milhões de t, aumento de 9,1% em comparação com o ano passado (8,10 milhões de t).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Pecuária: inseminação artificial em tempo fixo melhora índices de produção

    Para começar a utilizar a IATF, é fundamental ter a identificação correta dos animais, divisão dos pastos por categoria, e estrutura adequada

    As biotecnologias da reprodução, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), estão ganhando destaque na pecuária de corte, combinando produtividade com bem-estar animal para gerar resultados eficientes aos pecuaristas.

    No quadro “Raio-X da Pecuária” da semana, a médica-veterinária Fernanda Sousa discutiu as vantagens e protocolos desta tecnologia.

    Vantagens da inseminação artificial em tempo fixo

    Sousa explicou que a IATF permite uma maior concentração dos animais para reprodução no mesmo período, facilitando o manejo e o planejamento da propriedade. Além disso, proporciona melhoramentos genéticos, aumentando a produtividade e os lucros dos pecuaristas.

    “Esse método também traz mais economia no manejo reprodutivo, aumenta a taxa de prenhez, diminui o intervalo entre partos e padroniza o rebanho e a carcaça no momento do abate”, destacou.

    Protocolos e aplicação

    Os protocolos mais utilizados na IATF envolvem a aplicação de hormônios e dispositivos de progesterona. No dia zero, é aplicado benzoato e colocado o dispositivo de progesterona na fêmea. Após sete a nove dias, o dispositivo é retirado e outros hormônios, como cipionato, eCG e prostaglandina, são aplicados para estimular a ovulação.

    “Após 48 horas, é feita a inseminação artificial e recomenda-se o uso de GnRH para melhorar a fertilidade do animal”, explicou Fernanda.

    Iniciando a IATF na propriedade

    Para começar a utilizar a IATF, é fundamental ter a identificação correta dos animais, divisão dos pastos por categoria, e estrutura adequada, incluindo tronco para manejo, curral com energia elétrica e iluminação, e geladeira para armazenamento de produtos refrigerados.

    “Trabalhar com profissionais capacitados e ter uma equipe bem treinada é crucial para o sucesso do processo”, ressaltou Fernanda.

    Impacto na produção

    A adoção da IATF tem mostrado resultados positivos na produção pecuária. Com maior controle sobre o ganho de peso e a eliminação da detecção de cio na monta natural, os pecuaristas conseguem melhorar os índices produtivos e aumentar a lucratividade.

    “É uma ferramenta poderosa para quem busca aprimorar a qualidade e a eficiência na produção de leite e carne”, concluiu a veterinária.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estudo valida estratégias de controle da lagarta-do-cartucho em sistemas integrados

    Pragas é uma das mais preocupantes nos sistemas integrados, já que se alimenta de várias espécies de plantas

    Pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo (MG) aponta práticas de manejo da lagarta-do-cartucho do milho (Spodoptera frugiperda) adaptadas aos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). São orientações construídas com base no novo cenário de exploração agropecuária do milho, que envolve plantios consorciados com a braquiária. As técnicas são recomendadas para a formação de pastagem e de palhada no sistema plantio direto e integram as prerrogativas desses modelos, que aliam produtividade e sustentabilidade.

    A lagarta-do-cartucho é uma das pragas mais preocupantes nos sistemas integrados de produção, e o seu manejo deve levar em consideração práticas de controle eficazes, uma vez que o inseto se alimenta de várias espécies de plantas. Outro problema é que a S. frugiperda apresenta rápida adaptação às principais estratégias de manejo vigentes, que são o uso de plantas Bt (que contêm genes da bactéria Bacillus thuringiensis) e o controle químico.

    “O manejo da lagarta-do-cartucho em campo é complexo e deve levar em consideração todo o sistema de produção envolvido. Por isso, é necessário conhecer melhor a sua ocorrência e permanência em sistemas como o ILPF e o de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que são cada vez mais adotados nas diferentes regiões do Brasil”, comenta o pesquisador Ivênio Oliveira.

    A pesquisa alerta os produtores para o fato de que precisam ser mais cuidadosos em relação ao plantio da braquiária com o milho, uma vez que essa gramínea é um dos principais hospedeiros da lagarta-do-cartucho. O objetivo é auxiliá-los na compreensão do comportamento da S. frugiperda e oferecer opções para manejá-la dentro de sistemas integrados de produção. “Entender as etapas de monitoramento e observar os momentos de tomada de decisão para o controle, ou não, é a base para o Manejo Integrado de Pragas (MIP)”, aponta Oliveira.

    Foi constatado que há interferência da braquiária no sistema, favorecendo o aumento da população da lagarta, mas que também existem adaptações nas estratégias de manejo que podem minimizar esse problema. “A chave é entender o posicionamento dessas estratégias e dos níveis da tomada de decisão”, conclui o pesquisador.

    MIP é opção mais adequada em sistemas integrados

    No estudo conduzido na Embrapa Milho e Sorgo, o MIP foi adotado como alternativa sustentável para o controle da lagarta-do-cartucho do milho.

    “Foram testadas estratégias de controle, envolvendo diferentes produtos, em observância à validação dos índices de tomada de decisão para o controle dessa praga. O diferencial é que ainda não existia uma recomendação para o controle nos sistemas integrados de cultivo, e esse estudo chama a atenção para isso”, observa Oliveira.

    No trabalho, as aplicações de inseticidas para controle da lagarta-do-cartucho foram conduzidas observando os índices de tomada de decisão: nível de dano econômico (NDE) e nível de controle (NC). A pesquisa aponta que o monitoramento populacional da praga é fundamental para que as aplicações sejam realizadas apenas ao se atingir o NC, que é antes do NDE. O valor do custo de controle não pode ser maior que o prejuízo causado pelo ataque da praga.

    De maneira geral, o controle químico com o uso de inseticidas para o manejo é recomendado quando se atinge um NC em torno de 20% de plantas raspadas ou perfuradas. “Esse valor é detectado a partir de amostragens feitas com armadilhas de feromônio ou, visualmente, a partir de escalas de danos causados pelas lagartas”, descreve o pesquisador.

    Os experimentos foram realizados em ambientes adaptados para reproduzir as condições de lavouras comerciais, com a adoção de parcelas de grandes dimensões para melhor expressão do efeito de diferentes condições e tratamentos.

    “Ficou evidente que, nas condições em que esse trabalho foi realizado, os parâmetros para tomada de decisão sobre o controle de S. frugiperda no cultivo do milho em sistemas ILP e ILPF têm características diferentes do monocultivo, pois as injúrias causadas nas partes aéreas das plantas de milho mostraram ser influenciadas pela presença da braquiária”, destaca Oliveira.

    Segundo ele, no período inicial de cultivo, até aproximadamente o estágio vegetativo V5, em que apenas as plantas de milho estão presentes na área de plantio, podem ser utilizados os mesmos parâmetros convencionais de amostragem com armadilha ou escalas visuais. Dessa forma, a tomada de decisão para o controle é a partir da captura média de três mariposas de S. frugiperda adultas por armadilha ou 20% de plantas atacadas com notas de danos superiores a 3.

    “A estratégia de MIP se mostrou mais adequada do que o uso calendarizado de inseticidas químicos. Para o bioinseticida Bt, as pulverizações devem ser realizadas a partir da ocorrência de danos de nota até 2, pela amostragem visual, o que significa a presença de lagartas menores que 1 centímetro. A partir do ponto em que as plantas de braquiária se desenvolvem e têm cartuchos, elas passam a ser um componente da área de produção e também devem ser consideradas nas unidades amostrais, porque existe a possibilidade de migração de lagartas da braquiária para o milho e vice-versa”, explica o pesquisador.

    Os experimentos evidenciaram um possível aumento de lagartas por unidade de área e uma maior pressão da praga sobre as plantas de milho, inclusive com a ocorrência de nota de dano 1, típica de lagartas menores.

    A tomada de decisão para controle fica mais assertiva com amostragens contínuas e utilização de armadilhas à base de feromônios, por causa da dificuldade de amostragem visual em plantas de braquiária. “O uso da estratégia MIP para controle da lagarta em sistemas integrados reduz a necessidade de aplicações de inseticidas químicos de quatro para três, por safra agrícola do milho”, conclui Oliveira.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña está atrasado: veja como isso pode afetar o Brasil

    Anteriormente, previsão era a de que fenômeno começasse em agosto, portanto, ainda no inverno

    Em sua mais recente atualização, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NCEP) informou que um novo episódio do fenômeno climático La Niña pode começar entre setembro e novembro de 2024, com uma chance de 66% de ocorrer.
    Anteriormente, a previsão era a de que o La Niña começasse em agosto, portanto, ainda no inverno. Atrasado em relação às projeções, o fenômeno deve ter início na primavera e ter fraca intensidade.

    Os efeitos do La Niña

    Se o La Niña se confirmar, a Climatempo avalia que as regiões Norte e Nordeste devem receber mais chuvas do que o normal, o que pode beneficiar a agricultura nessas áreas. No entanto, a região Sul pode enfrentar uma redução nas precipitações, com risco de geada tardia e de estiagem no verão.

    A Climatempo também destaca que o atraso nas chuvas da primavera, característica comum desse fenômeno, pode não se manifestar desta vez devido, por conta de sua provável baixa intensidade. A atmosfera pode demorar a ajustar-se às mudanças, e, se o La Niña começar conforme previsto, seus efeitos só devem ser sentidos no fim da primavera ou no início do verão, uma época já chuvosa em várias regiões do Brasil. Portanto, os impactos podem ser menos significativos do que os esperados.

    Como está a situação atual?

    A fase atual do clima, chamada ENSO-neutral, significa que nem El Niño (aquecimento das águas) nem La Niña estão ativos. As temperaturas da superfície do mar no Pacífico estão próximas da média, mas os cientistas observam um resfriamento abaixo da superfície que pode sinalizar o início do La Niña nos próximos meses.

    O que esperar nos próximos meses

    As previsões indicam que La Niña pode começar a se desenvolver entre setembro e novembro de 2024, com uma chance de 74% de continuar durante o inverno do Hemisfério Norte (de novembro de 2024 a janeiro de 2025). No Brasil, as mudanças climáticas podem começar a ser observadas a partir do fim deste ano.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil vem ditando as regras globais em tecnologias de sementes

    Robustez do país na agricultura o coloca no centro do desenvolvimento de tecnologias cada vez mais resistentes ao clima e tolerantes às pragas

     Plantio bem-feito é metade do caminho para uma safra cheia. Essa velha máxima joga grande parte da responsabilidade dos resultados na semente. E não é para menos: ela é o principal insumo do produtor rural. O Brasil só atingiu o posto de potência agrícola global graças à tecnologia investida no produto a ser germinado na lavoura.
    Mas engana-se quem pensa que este avanço tem vindo exclusivamente de fora para dentro, ou seja, dos Estados Unidos e da Europa para cá. Muitas vezes é justamente o inverso, como ocorre no Centro de Pesquisas de Palmas (TO), da Corteva Agriscience. É de lá que sai toda a pesquisa envolvendo sementes de milho, soja e sorgo para os demais países onde a multinacional atua.

    De acordo com o líder da unidade, Regisley Durao, a ausência de inverno na capital do Tocantins permite a operação do centro em 365 dias do ano. Assim, o clima favorável possibilita a aceleração de todo o trabalho, até mesmo o encurtamento do ciclo da soja nas casas de vegetação, prontas em não mais que 90 dias.

    “Cada país tem suas regras fitossanitárias, então, para exportar material genético de um para o outro, é preciso cumprir regras nesse sentido, por isso achamos importante centralizar a operação aqui em Palmas para assegurar a conformidade das regras de cada nação”, conta.

    Esse intercâmbio de tecnologias também é voltado ao Brasil, já que o centro de pesquisas conta com uma estação quarentenária que recebe o germoplasma desenvolvido em outros países onde a empresa atua.

    “Fazemos as análises em laboratório e em casa de vegetação para confirmar que esse material importado está livre de pragas e doenças, antes de ser disponibilizado para os nossos melhoristas, que, por sua vez, criam materiais ou produzem híbridos que serão utilizados em nosso país”, afirma Durao.

    Rapidez no desenvolvimento de sementes

    As grandes empresas de ciências agrícolas que atuam no Brasil vivem uma revolução nos últimos anos. Isso porque o desenvolvimento de novas sementes por métodos mais modernos possibilitam a aceleração de processos.

    Antes, ao se considerar a soja, entre o cruzamento de variedades, desenvolvimento de linhagens e a execução de todos os testes até a etapa de envio do produto ao mercado, demorava-se, no mínimo, oito anos, podendo chegar a 15. Hoje em dia, esse tempo é encurtado de seis a, no máximo, nove anos.

    “Conseguimos fazer todo o processo de forma mais assertiva e precisa, acompanhando as etapas com marcadores moleculares, utilizando tecnologias de predição, em que é possível prever por meio de dados qual será o desempenho da semente frente a uma doença específica, o comportamento dela em relação a um determinado ambiente”, destaca o líder do centro de pesquisas.

    Segundo ele, isso vale até mesmo em casos de doenças que não são consistentes e ocorrem a cada três ou cinco safras, como é o exemplo da podridão de grãos de soja. “Hoje, é possível identificar a característica da semente suscetível à doença e mapear apenas as variedades que possuam as características de interesse sem depender do ambiente, sem precisar esperar que o problema se manifeste para que se consiga fazer o processo de seleção das melhores tecnologias para determinada área”, conta Durao.

    Lançamento para tratamento de sementes

    O tratamento de sementes industrial (TSI) abrangeu 51% dos produtores de soja na safra 2023/24, de acordo com estudo da Kynetec. Para o líder de Tratamento de Sementes da Corteva, Diego Rorrato, insumos com esse cuidado são a maior garantia de obtenção da tecnologia com maior produtividade, estabilidade, tolerância aos estresses da região e resistência às doenças.

    E foi justamente voltado ao TSI que a empresa anunciou o lançamento do LumiTreo, um fungicida que traz na bula proteção contra cinco problemas comuns nas primeiras fases da cultura da soja: podridão vermelha da raiz, antracnose por transmissão via sementes, podridão seca e fungo típico de sementes e podridão radicular de fitoftora e oomiceto.

    No entanto, o líder de Pesquisa e Desenvolvimento para Tratamento de Sementes da América Latina da empresa, Orlando Garcia, adianta que o objetivo é expandir a bula do fungicida para mais quatro doenças ainda neste mês de agosto. São elas: cercóspora, sclerotinia, aspergillus e macrophomina.

    A nova solução conta com três ingredientes ativos: oxatiapiprolina, picoxistrobina e ipconazol, sendo os dois primeiros nunca antes usados em tratamento de sementes de soja.

    Os testes para analisar a eficácia do produto foram realizados no Centro de Tecnologia para
    Tratamento de Sementes (CSAT) da Corteva em Formosa, Goiás, o primeiro da empresa
    na América Latina e segundo no mundo, o que também comprova o protagonismo do Brasil frente a outros mercados agrícolas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Tratoraço: milhares de produtores pedem ações do governo para enfrentar crise pós-enchente

    Manifestação pacífica pressiona o governo federal por medidas eficazes após histórica enchente de maio e sequência de estiagens

     Milhares de produtores rurais gaúchos se reuniram nesta quinta-feira (8), em Porto Alegre (RS), para participar de um tratoraço que teve como objetivo pressionar o governo federal a atender as demandas do setor, gravemente afetado pela histórica enchente de maio.
    A manifestação, realizada de forma pacífica, ocupou o Parque da Harmonia, no centro da capital gaúcha, onde mais de 300 máquinas agrícolas foram estacionadas na orla do Rio Guaíba, simbolizando a força de trabalho do setor no Rio Grande do Sul.
    Produtores de diversas cidades do estado também compareceram em ônibus, lotando o espaço. O movimento destaca as perdas sofridas e a crise enfrentada pelo setor, com reivindicações que buscam garantir a continuidade das atividades agrícolas.

    “O movimento vem ganhando força, somando gente, e ninguém quer ver o vizinho mal ou o outro cair. A gente quer que todos estejam bem para continuar produzindo os alimentos que o mundo precisa”, afirmou Joel Cossul, um dos participantes.

    O tratoraço, planejado antes da divulgação da medida provisória 1247, ganhou ainda mais força após o anúncio, já que, segundo o setor, grande parte dos produtores não foram contemplados pela medida. Entre as reivindicações do movimento SOS Agro RS estão a prorrogação de dívidas para produtores com danos parciais, linhas de crédito para a reconstrução das propriedades e auxílio financeiro para as famílias atingidas. O setor conta com o apoio de entidades do agronegócio e de parlamentares estaduais e federais.

    “É evidente que precisamos das emendas parlamentares, mas isso é um processo muito longo. Precisamos de boa vontade do Congresso Nacional para que as coisas avancem rapidamente”, destacou o presidente da Federação de Agricultura do estado (Farsul), Gedeão Pereira.

    Os tratoraços foram realizados de forma descentralizada em mais de 60 cidades pelo estado. Entidades e autoridades aguardam a regulamentação da medida provisória e novos anúncios, pois a safra 2024/2025 precisa começar. “Precisamos de respostas claras em um momento de especial dificuldade. A medida provisória publicada pelo governo não atende às necessidades que estão sendo expressas aqui, e sequer foi regulamentada. Está muito demorado e burocratizado”, acrescentou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

    O movimento segue pressionando por soluções efetivas para garantir a recuperação do setor agrícola no Rio Grande do Sul, que busca superar as dificuldades impostas pelas recentes enchentes.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/