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fev 19 2026 Chuvas abaixo da média e temperaturas próximas da normal marcaram o mês de janeiro
Desvios negativos foram registrados na Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai, Norte, Central, Campanha e Litoral Sul
O monitoramento climático de janeiro de 2026 mostrou que as chuvas no Rio Grande do Sul estiveram abaixo da média histórica em praticamente todo o estado, com temperaturas médias do ar próximas ou abaixo da normal. As informações fazem parte do Comunicado Agrometeorologico 97, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
As chuvas em janeiro de 2026 ficaram abaixo da média histórica em praticamente todo o estado, com desvios negativos entre -25 e -100 mm nas regiões da Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai, Norte, Central, Campanha e Litoral Sul. “Apenas em áreas a leste e nordeste, incluindo alguns pontos da Serra, Campos de Cima da Serra e Litoral Norte, os volumes foram superiores à média”, complementa a pesquisadora Loana Cardoso, uma das autoras do comunicado.
As temperaturas médias do ar ficaram entre 18°C e 28°C na maior parte do estado. Os valores mais elevados concentraram-se na região sudoeste, com médias entre 24°C e 28°C. As menores temperaturas médias ocorreram no sudeste e nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, que registraram temperaturas médias variando entre 18 e 22°C.
“As condições meteorológicas favoreceram a maturação e colheita das variedades precoces de uva. Também permitiram um desenvolvimento adequado das culturas de verão”, pontua a pesquisadora.
Já para as bovinoculturas de corte e de leite, o clima auxiliou na maior disponibilidade de forragem. “Porém, houve necessidade de ajustes de manejo em função de estresse térmico, pelas temperaturas mais elevadas do período”, complementa Loana.
Produzido pelo grupo de Agrometeorologia do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), o Comunicado Agrometeorológico é uma publicação mensal que traz as informações detalhadas das condições meteorológicas ocorridas no mês anterior. Com dados captados das estações meteorológicas do Simagro e do Inmet, o comunicado apresenta tabelas e mapas, além de uma análise dos impactos das condições meteorológicas sobre as principais culturas agrícolas e a produção pecuária no período.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 12 2026 Chuvas e tempestades previstas no Sul até domingo
Sul pode ter volumes acima de 150 mm no fim de semana
De acordo com informações do Meteored, a Região Sul do Brasil seguirá sob risco de tempestades diárias até domingo (15). A previsão indica ocorrência de chuva de forma irregular, com possibilidade de granizo, rajadas intensas de vento e acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados.
Entre quarta-feira (11) e domingo (15), a Região Sul deverá registrar episódios de chuva associados ao contraste térmico entre a chegada de uma frente fria e o calor acima da média que vinha predominando. Segundo o Meteored, esse cenário favorece a formação de tempestades, com incidência de descargas elétricas, risco de granizo, volumes elevados de precipitação e ventos intensos.
Na quarta-feira (11), há previsão de tempestades sobre a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, do entorno de Uruguaiana até o Noroeste do estado, com possibilidade de granizo, chuva forte e rajadas de vento. Pancadas de menor intensidade também são esperadas para a faixa leste entre Santa Catarina e o Paraná.
Para quinta-feira (12), o extremo sul do Rio Grande do Sul entra em alerta para volumes diários que podem se aproximar ou superar 100 milímetros entre Chuí e Santa Vitória do Palmar. O Meteored indica que as chuvas intensas devem se concentrar ao longo do dia nessa área, com potencial de alagamentos e inundações.
A condição é apontada pelo índice de previsão extrema do modelo ECMWF, citado pelo Meteored, que identifica áreas onde a previsão se afasta do padrão climático da região. Embora os maiores riscos estejam projetados para o Uruguai, a faixa de fronteira com o Rio Grande do Sul também apresenta indicativo de volumes elevados.
Ao longo do período, há previsão de tempestades nos três estados do Sul, com maior potencial de ocorrência no Rio Grande do Sul e no centro-oeste de Santa Catarina. O Meteored informa que os episódios podem ser acompanhados por descargas elétricas, granizo e rajadas de vento.
As tempestades também devem atingir as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, áreas com maior concentração populacional e, portanto, mais suscetíveis a impactos associados a eventos de chuva intensa.
Na sexta-feira (13), uma nova rodada de instabilidade mantém o alerta no Sul do país, com chuvas mais intensas previstas para o Rio Grande do Sul entre a manhã e a tarde. No fim do dia, os maiores volumes tendem a se concentrar na faixa leste de Santa Catarina.
O Meteored aponta risco de tempestades nos três estados, com maior potencial de severidade na metade oeste e no nordeste do Rio Grande do Sul, além da faixa leste de Santa Catarina e do Paraná.
No sábado (14), as tempestades devem perder parte da intensidade, mas ainda são esperadas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mantendo a condição de instabilidade na região.
O modelo de confiança do Meteored indica possibilidade de volumes de chuva classificados como incomuns a extremos na faixa leste entre o nordeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A atualização mais recente do modelo ECMWF, citada pelo Meteored, projeta acumulados superiores a 150 milímetros no litoral norte do Rio Grande do Sul ao longo do sábado (14), com possibilidade de aproximação ou superação de 200 milímetros até o fim do domingo (15), quando ainda são esperadas tempestades localizadas em diferentes pontos da Região Sul.
O mapa de previsão de acumulados indica distribuição irregular da precipitação, com maiores volumes concentrados na faixa leste da Região Sul, entre o extremo sul do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nessas áreas, os volumes podem variar entre 100 e 200 milímetros, com registros acima de 100 milímetros também em pontos isolados do Rio Grande do Sul.
Segundo o Meteored, a precipitação é uma das variáveis mais difíceis de previsão, e o acompanhamento das atualizações dos modelos meteorológicos é necessário nos próximos dias.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 11 2026 Inmet atualiza projeções climáticas para a agricultura
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (10) o Boletim Agroclimatológico Mensal referente ao trimestre de fevereiro, março e abril de 2026, com projeções de chuva, temperatura e armazenamento hídrico do solo para as regiões do país.
Segundo o boletim, na Região Norte, o modelo multimodelo desenvolvido em cooperação entre o Inmet, o CPTEC/INPE e a Funceme aponta volumes de chuva próximos ou abaixo da média histórica no Tocantins, com reduções mais acentuadas no leste do estado, onde os acumulados podem ficar até 100 mm abaixo da normal climatológica. Em contrapartida, o boletim indica precipitações acima da média no Amazonas, Roraima, Acre, centro-sul do Amapá e em grande parte do Pará, com acréscimos de até 100 mm em áreas entre o leste do Amazonas, oeste do Pará, Roraima e sul do Amapá. As temperaturas devem permanecer próximas da média na maior parte da região, com desvios levemente acima do padrão no Tocantins, Rondônia, Acre e sudeste do Pará, com aumento médio de até 1 °C. O Inmet informa que o armazenamento hídrico do solo entre fevereiro e abril de 2026 deve superar 80% em grande parte da região, favorecendo lavouras de mandioca, milho e feijão, além de sistemas com banana e cacau. Por outro lado, parte do extremo norte do Amazonas e Roraima deve registrar níveis inferiores a 40%, com necessidade de atenção ao manejo do solo. O boletim aponta ainda déficits hídricos mais intensos em fevereiro e março nessas áreas, com redução em abril, enquanto excedentes hídricos são esperados no centro do Amazonas, Rondônia, extremo norte do Tocantins e grande parte do Amapá e do Pará.
Para a Região Nordeste, o Inmet projeta chuvas abaixo da média na maior parte do território, com reduções de até 100 mm e anomalias mais intensas no nordeste da Bahia e em áreas do Vale do São Francisco, onde os volumes podem ficar até 200 mm abaixo da média. No norte do Maranhão e do Piauí, a previsão indica precipitações acima da média. As temperaturas devem permanecer acima do padrão histórico em grande parte da região, com desvios entre 0,25 °C e 1,0 °C. O boletim registra estoques hídricos do solo inferiores a 30% na maior parte do Nordeste, com déficit mais amplo em fevereiro e redução gradual em março. O Inmet alerta que o cenário pode comprometer o desenvolvimento de milho e feijão, sobretudo em áreas com menor retenção de água. Em contrapartida, o armazenamento hídrico superior a 60% previsto no Maranhão, oeste e norte do Piauí e extremo oeste da Bahia tende a favorecer as fases reprodutivas da soja e do milho no MATOPIBA e contribuir para a recuperação das pastagens.
No Centro-Oeste, o prognóstico para o trimestre indica chuvas próximas ou acima da média no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto Mato Grosso do Sul, Goiás e o leste de Mato Grosso devem registrar volumes até 50 mm abaixo da média histórica. As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1,0 °C. O Inmet aponta armazenamento hídrico do solo superior a 60% na maior parte da região, com exceção de áreas do Pantanal e do leste de Mato Grosso do Sul, onde os estoques podem ficar abaixo de 40% e evoluir para déficit hídrico em abril. Nessas áreas, a limitação de água pode afetar o enchimento de grãos e o desenvolvimento de soja e algodão, além de reduzir a capacidade de suporte das pastagens. Já no norte de Mato Grosso e no centro de Goiás, as condições são apontadas como favoráveis para lavouras de verão e para o estabelecimento de culturas de segunda safra.
Na Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média no centro-norte de Minas Gerais, Rio de Janeiro, oeste de São Paulo e em todo o Espírito Santo, com desvios de até 50 mm. No sul de Minas Gerais e no centro-leste de São Paulo, os volumes devem ficar próximos ou levemente acima da média. As temperaturas podem ficar até 0,5 °C acima da média em São Paulo, leste do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, com desvios de até 1,0 °C no norte mineiro. O Inmet informa que o armazenamento hídrico do solo deve permanecer abaixo de 40% no norte de Minas Gerais, centro-norte do Espírito Santo e nordeste do Rio de Janeiro, o que pode limitar pastagens e o enchimento de grãos de café. Nas demais áreas, os estoques superiores a 70% tendem a favorecer milho, algodão e cana-de-açúcar. O boletim aponta déficits hídricos mais intensos em fevereiro e abril no extremo norte de Minas Gerais, enquanto excedentes hídricos em fevereiro e março no centro-sul mineiro e centro-leste paulista favorecem a manutenção da umidade do solo. O Inmet destaca ainda que a disponibilidade hídrica ao longo do trimestre cria condições para a implantação do trigo irrigado em abril em áreas de São Paulo e do centro-sul de Minas Gerais.
Para a Região Sul, o boletim indica chuvas próximas da média em grande parte do Rio Grande do Sul e no nordeste de Santa Catarina e do Paraná. No norte do Rio Grande do Sul e em grande parte de Santa Catarina e do Paraná, são previstas anomalias negativas de até 30 mm, com déficit de até 50 mm no sudoeste do Paraná. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região. O Inmet aponta aumento e manutenção de elevados níveis de umidade do solo no Rio Grande do Sul e em grande parte da região, com estoques superiores a 70%, enquanto o sudeste e o extremo sul gaúcho podem registrar níveis inferiores a 40% em fevereiro e março. O boletim informa que os excedentes hídricos devem favorecer o estabelecimento de feijão e milho segunda safra no Paraná e contribuir para a recuperação das condições de armazenamento de água no solo no Rio Grande do Sul, beneficiando culturas de grãos e pastagens. O Inmet ressalta que os maiores acumulados previstos para abril exigem atenção, uma vez que áreas de soja com semeaduras mais tardias podem estar próximas da colheita, com possíveis impactos nas operações e na qualidade do produto.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 11 2026 Ferrugem asiática desafia e impacta a produtividade da soja
A ferrugem asiática da soja continua sendo uma das principais e mais agressivas doenças que afetam a cultura no Brasil. Quando não controlada de forma adequada e no momento correto, a doença pode causar perdas de até 100% da lavoura, comprometendo a rentabilidade do produtor rural.
Causada por um fungo altamente agressivo, a ferrugem asiática se desenvolve com maior intensidade em temperaturas amenas, entre 20°C e 25°C, e em períodos prolongados de molhamento foliar, que variam de oito a dez horas. Nessas condições, o fungo encontra o ambiente ideal para se multiplicar e se espalhar entre plantas e lavouras.
De acordo com Clovis Roberto Schwengber, técnico em agropecuária e extensionista da Emater/RS-Ascar, os primeiros sinais da doença aparecem como pequenas pintas na folhagem, que evoluem para manchas maiores, seguidas pela queda precoce das folhas. “Um dos principais diferenciais da ferrugem asiática é a presença de esporulações de coloração marrom, localizadas principalmente na parte inferior das folhas, com aspecto de pequenos vulcões”, explica. Ele ressalta ainda que “embora possam ser vistas a olho nu, a identificação correta e mais precisa é com o uso de lupa de aumento de até 20 vezes ou através de análises laboratoriais”.
Os impactos causados pela doença podem afetar a soja desde o seu estágio inicial de desenvolvimento, mas é na fase reprodutiva, quando a planta apresenta menor capacidade de reação, que costumam ocorrer os maiores prejuízos. Após a instalação da ferrugem, o controle se torna extremamente difícil, reforçando a importância de ações preventivas e antecipadas.
O fungo responsável pela ferrugem asiática sobrevive em plantas hospedeiras, sendo a própria soja a principal delas. A disseminação de seus esporos acontece principalmente pelo vento, atingindo as folhagens e multiplicando-se rapidamente, podendo comprometer toda a plantação e até mesmo áreas vizinhas.
O uso de espaçamentos adequados, plantio precoce, adoção de cultivares com resistência genética, aplicações sequenciais de fungicidas com diferentes modos de ação e monitoramento de áreas vizinhas são as principais estratégias de manejo integrado da ferrugem asiática. A falta de controle adequado pode resultar em perdas totais da produção, causando forte impacto econômico. A detecção e reconhecimento precoce permitem a aplicação de fungicidas específicos no momento certo, aumentando de forma significativa a eficiência do manejo.
O vazio sanitário também tem papel fundamental no controle da doença, pois elimina plantas hospedeiras no campo, quebrando o ciclo do fungo. Porém, o risco de resistência aos fungicidas é real e exige atenção. A rotação de princípios ativos e o uso consciente dos produtos são medidas essenciais para manter a eficiência do controle ao longo do tempo.
Schwengber destaca que a pesquisa agrícola tem contribuído para o avanço no controle da ferrugem asiática, com o desenvolvimento de novos princípios ativos, misturas mais eficientes e cultivares com resistência genética, como a chamada Soja Inox. “Atualmente, a doença já não causa o mesmo temor do passado, graças ao maior conhecimento técnico dos produtores”, relata o extensionista.
A expectativa para os próximos anos é de que o manejo aconteça de forma mais eficiente, com atenção redobrada nas condições que favorecem a doença, como safras com clima chuvoso, alta umidade e temperaturas amenas.Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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fev 10 2026 Estudo aponta diferenças tecnológicas entre biofungicidas
Os modos de ação também variam conforme o microrganismo utilizado
O uso de biofungicidas no controle de doenças de solo tem ganhado espaço no mercado agrícola brasileiro, impulsionado por avanços tecnológicos e pela busca por alternativas mais sustentáveis no manejo fitossanitário. Segundo levantamento conduzido por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, os produtos disponíveis apresentam diferenças relevantes em composição, modo de ação e desempenho agronômico.
A análise mostra que a maioria dos biofungicidas é formulada a partir do fungo Trichoderma, embora também existam soluções baseadas em bactérias do gênero Bacillus. Há produtos com apenas um microrganismo e outros que utilizam consórcios microbianos, desenvolvidos a partir de cepas exclusivas isoladas pelas próprias empresas ou em parcerias com instituições públicas de pesquisa, sempre com objetivos específicos de controle.
Os modos de ação também variam conforme o microrganismo utilizado. Enquanto os fungos atuam principalmente por parasitismo sobre os patógenos do solo, as bactérias formam biofilmes nas raízes, criando uma barreira protetora e contribuindo para a redução do inóculo. Em alguns casos, os produtos apresentam múltiplos mecanismos de ação complementares.
Outra diferença observada está no número de alvos registrados, com produtos que apresentam efeitos comprovados para até 11 alvos, incluindo fungos e nematoides, embora essas informações possam ser atualizadas conforme mudanças nas bulas. Entre as principais doenças controladas estão o mofo branco e a podridão radicular, com variações de eficácia conforme a formulação.
O levantamento também aponta formulações que estimulam a produção de fitohormônios, utilizam técnicas de encapsulamento, oferecem proteção contra radiação ultravioleta e aumentam a estabilidade do princípio ativo. Há ainda biofungicidas recomendados para uso associado a produtos químicos, permitindo acompanhar o crescimento das raízes e potencializar a redução do inóculo no solo. O tempo de prateleira, no entanto, apresenta grande variação entre os produtos analisados.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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fev 06 2026 Fim de semana deve ter chuvas em pontos isolados na metade Norte do Estado
Já a previsão para a próxima semana indica temperaturas elevadas
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um sistema de baixa pressão ao norte do Rio Grande do Sul com temperaturas em declínio. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica temperaturas novamente em elevação.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 06/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (6/2): as condições de tempo estável ainda devem predominar na maior parte do RS, exceto nas regiões da Campanha e do Litoral Sul. Há possibilidade de chuva fraca a moderada em pontos isolados. As temperaturas devem seguir em elevação, podendo se aproximar dos 40 °C ou até superar esse valor em pontos isolados do Estado.
Sábado (7/2): a atuação de um sistema de baixa pressão nas proximidades do estado pode trazer instabilidade para a metade Norte do Rio Grande do Sul. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada, localmente forte, nessa região. Nas demais áreas, não há previsão de chuva significativa. Ao longo desse período, as temperaturas deverão entrar em declínio.
Domingo (8/2): o tempo deve voltar a ficar estável, sem previsão de chuva significativa na maior parte do Estado. As temperaturas devem voltar a se elevar.
Segunda (9/2) e terça-feira (10/2): a manutenção do padrão atmosférico do dia anterior pode favorecer a continuidade do tempo estável em grande parte do Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa, e com elevação das temperaturas.
Quarta-feira (11/2): a aproximação de um sistema frontal poderá trazer instabilidade para a metade Sul, bem como para pontos isolados da metade Norte do RS.
Dessa forma, há previsão de chuva nessas localidades. No geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 50 milímetros (mm) ao longo da semana. Na metade Oeste e Sul, encontram-se os menores valores previstos. Assim, os volumes de chuva não deverão ultrapassar 20 mm. Já os maiores volumes são esperados na metade Norte do Estado, principalmente na região dos Campos de Cima da Serra, em que os acumulados em pontos isolados podem ultrapassar 50 mm.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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fev 06 2026 Colheita do milho avança para 35% da área total cultivada no Estado
A cultura do milho se aproxima das fases finais de ciclo, e a colheita avançou para 35%, favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (5/2), observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estágios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade.
Os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica no estabelecimento e nas fases reprodutivas. De forma geral, a colheita evolui rapidamente, e parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo (9%) apresentam potencial condicionado à manutenção da umidade do solo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Soja
A cultura da soja manifesta heterogeneidade de desenvolvimento no Estado, em função da irregularidade espacial e temporal das precipitações, associada às temperaturas elevadas. Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município.
A maior parte das lavouras se encontra em fases de elevada exigência hídrica — floração (46%) e formação de vagens e enchimento de grãos (27%) —, o que amplia a sensibilidade à redução da umidade do solo.
Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Milho silagem
O período foi marcado por calor intenso, umidade baixa, chuvas de volumes extremamente desiguais e temperaturas máximas acima de 30 °C em praticamente todo o Estado, com picos acima de 35 °C em vários municípios, agravando o estresse hídrico nos locais onde não ocorreram precipitações adequadas.
As áreas implantadas mais tardiamente, onde ainda predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, não foram afetadas significativamente por estresse hídrico e demonstram bom desenvolvimento. Porém, em vários locais de plantio mais precoce, os produtores têm antecipado a colheita para evitar perdas na qualidade da massa a ser ensilada.
Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade 38.338 kg/ha.
Feijão 1ª e 2ª safra
As condições climáticas permitiram o avanço da semeadura do feijão 1ª safra nos Campos de Cima da Serra, única região com áreas significativas a ainda serem semeadas. A colheita, nas demais regiões, também foi beneficiada pelo clima predominantemente seco do último período.
Como as chuvas foram localizadas e mal distribuídas, as lavouras apresentam diferentes condições, mesmo em localidades próximas. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo (cerca de 20%), ainda não há problemas devido à baixa umidade, mas alguns cultivos sofrem com a deficiência hídrica.
A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.
A semeadura do feijão 2ª safra segue no Estado, viabilizada pelas baixas precipitações em parte da região produtora, chegando a 20%. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo.
A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz
A cultura do arroz apresenta, de modo geral, desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por predomínio de dias ensolarados e elevada radiação solar. As temperaturas mínimas permaneceram próximas da faixa ideal para a cultura no período. Contudo, as máximas elevadas, pontualmente superiores a 35 °C, aumentaram o risco de falhas na fecundação das espiguetas, em algumas áreas em fase reprodutiva.
Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, que apresentam bom padrão de crescimento e sanidade em função das condições climáticas menos propícias à ocorrência de doenças fúngicas. O manejo atento da irrigação nesse momento teve papel central, diante do aumento da demanda hídrica na fase reprodutiva e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas áreas.
Observa-se, de forma geral, moderação nos investimentos em insumos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, refletindo estratégias de contenção de custos, mas sem prejuízo significativo ao potencial produtivo até o momento. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 05 2026 Integração de operações otimiza janela da safrinha
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio
A integração de operações no campo tem ganhado espaço como estratégia para ampliar eficiência e assegurar melhores resultados na safrinha de milho, especialmente em um cenário de janelas cada vez mais curtas. Segundo Valentina Maciel, engenheira agrônoma, a chamada operação Colhe–Aplique–Plante reúne colheita da soja, aplicação de pré-plantio e plantio do milho safrinha em um único fluxo operacional, permitindo ganhos diretos de tempo, organização e produtividade.
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio deve ocorrer em até dois dias após a colheita da soja, intervalo considerado decisivo para elevar a eficiência do manejo. Dentro desse prazo, o controle das plantas daninhas tende a ser mais efetivo, com menor ocorrência de rebrote e melhor posicionamento do herbicida no sistema produtivo, favorecendo o estabelecimento inicial do milho. A proximidade entre as etapas reduz falhas operacionais e contribui para um ambiente mais limpo no início do ciclo da cultura.
A condução correta da operação exige atenção rigorosa à escolha dos produtos utilizados no pré-plantio. A recomendação é o uso exclusivo de insumos sem período de carência, medida essencial para evitar riscos legais, problemas de fitotoxidez e possíveis prejuízos ao desenvolvimento do milho safrinha. O descuido nesse ponto pode comprometer não apenas a lavoura, mas também a segurança do sistema produtivo como um todo.
Planejamento detalhado, definição adequada dos insumos e execução precisa das atividades são apontados como fatores determinantes para o sucesso da estratégia. Quando bem aplicada, a integração das operações se consolida como ferramenta importante para otimizar a janela agrícola e sustentar bons níveis de produtividade na safrinha.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 05 2026 Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
O início de fevereiro traz um novo período de atenção para o setor agropecuário da Região Sul. De acordo com o meteorologista Luiz Renato Lazinski, o calor acima da média deve se intensificar nos próximos dias em grande parte do Rio Grande do Sul, centro e oeste de Santa Catarina e do Paraná, além de áreas na Argentina. A ausência de chuva em todo esse período reforça o quadro de preocupação, sobretudo para os produtores gaúchos.
“As temperaturas devem permanecer elevadas e não há indicação de chuva nos próximos dias para essas regiões. O Rio Grande do Sul tende a ser o mais impactado por essa condição. Estamos diante de mais um ano difícil para o setor agropecuário no estado, o quinto consecutivo”, afirmou Lazinski.
Altas temperaturas reduzem umidade e ameaçam desenvolvimento das lavouras
A ausência de sistemas meteorológicos que favoreçam a formação de chuvas mantém o tempo firme e as temperaturas elevadas. Em muitas áreas do interior do Rio Grande do Sul, os termômetros devem ultrapassar os 36 graus, com baixa umidade no ar, o que intensifica a perda de água no solo e nas plantas.
O momento é especialmente delicado para culturas como soja, milho e feijão, que estão em estágios decisivos de desenvolvimento. O estresse hídrico, combinado com o calor, pode comprometer o potencial produtivo, mesmo em áreas que vinham se desenvolvendo bem até o final de janeiro.
Produtores enfrentam o quinto ano seguido de desafios climáticos
Desde 2020, o agro gaúcho tem registrado perdas expressivas relacionadas a secas sucessivas. A recorrência desses eventos reforça a vulnerabilidade da produção frente às variações do clima e pressiona por medidas estruturantes.
“Estamos vendo uma repetição de condições adversas que exigem atenção redobrada no planejamento agrícola e políticas de apoio mais eficazes aos produtores”, pontuou o meteorologista.
Além dos danos potenciais às lavouras, o calor intenso também afeta a pecuária. Sistemas de criação, especialmente os de leite e confinamento, exigem manejo especial para reduzir o estresse térmico nos animais, com reforço de sombra, ventilação e oferta de água.
Em regiões onde o plantio de culturas de verão está mais avançado, técnicos recomendam o acompanhamento diário das lavouras e, sempre que possível, o uso de irrigação localizada para mitigar os efeitos do déficit hídrico.
As previsões indicam que o padrão atual de bloqueio atmosférico pode se estender ao longo de fevereiro.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 03 2026 Onda de calor avança e temperaturas podem chegar a 40 °C
Sul registra onda de calor com temperaturas até 7 °C acima da média
O Brasil entra na primeira semana de fevereiro sob forte instabilidade climática. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o país enfrenta simultaneamente dois fenômenos extremos: uma onda de calor intensa no Sul e volumes expressivos de chuva no Centro-Oeste, Sudeste e partes do Norte e Nordeste. O cenário demanda atenção redobrada de produtores rurais, gestores públicos e moradores de áreas de risco.Na Região Sul, a elevação das temperaturas configura um evento típico de onda de calor. Entre os dias 3 e 7 de fevereiro, os termômetros devem alcançar entre 36 °C e 40 °C em áreas do centro e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Os valores superam em até 7 °C a média histórica para o período.
Segundo o INMET, o fenômeno pode persistir por até cinco dias consecutivos, aumentando o risco de estresse térmico em animais, perdas na produção agrícola e elevação da demanda por água e energia elétrica. Mesmo as temperaturas mínimas seguem altas, superando os 22 °C em boa parte do território sulista, com exceção da serra catarinense, onde ainda há previsão de mínimas entre 12 °C e 14 °C.
Enquanto o Sul sofre com tempo seco e calor extremo, o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam a intensificação das chuvas. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, os acumulados devem ultrapassar 100 mm na semana — com possibilidade de atingir 200 mm em áreas como o norte paulista, Triângulo Mineiro e sul de Minas.
No estado do Rio de Janeiro, as chuvas mais intensas estão previstas para os dias 3 e 4 de fevereiro, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas. No Centro-Oeste, os volumes superam os 200 mm no norte de Mato Grosso, enquanto todo o território da região deve registrar acumulados acima de 100 mm.
A Região Norte registra chuvas entre 50 mm e 150 mm, especialmente no sul do Pará e na porção central do Amazonas. No entanto, áreas do noroeste paraense e Roraima permanecem sob predomínio de tempo seco. As máximas ultrapassam os 34 °C em Roraima e no norte do Amazonas.
Já no Nordeste, o Piauí deve receber até 150 mm de chuva, com possibilidade de avanço das instabilidades para o litoral a partir do fim de semana. Em contraste, o sul da Bahia pode registrar menos de 20 mm no período. As temperaturas, sobretudo no leste do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, podem atingir até 40 °C, com queda prevista entre os dias 5 e 6, quando a chuva tende a aumentar.
Os efeitos dos extremos climáticos podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro. A onda de calor no Sul compromete o desenvolvimento de lavouras em fases críticas como enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo, além de aumentar o risco de incêndios em áreas de pastagem. Já o excesso de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste pode dificultar o acesso às lavouras, atrasar colheitas, impactar o transporte da produção e favorecer doenças fúngicas em culturas como soja, feijão e café.
A tendência é de manutenção das chuvas intensas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste até o fim da semana, com possível deslocamento das instabilidades para o litoral nordestino. No Sul, o alívio no calor só deve ocorrer após o dia 7, com entrada de uma frente fria.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/