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  • Milho: B3 acompanha o dólar e abre a segunda-feira em alta

    A segunda-feira (15) começa com os preços futuros do milho subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas de até 1,19% por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    Os futuros do cereal no Brasil abrem a semana seguindo as movimentações cambiais, com o dólar subindo 2,13% por volta das 09h21 (horário de Brasília).

    Mercado Externo

    Já os preços internacionais do milho futuro abriram a segunda-feira perdendo força na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,00 e 2,25 pontos por volta das 09h08 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,28 com queda de 2,00 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,32 com perda de 2,00 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,40 com desvalorização de 2,25 pontos e o março/21 tinha valor com baixa de 2,00 pontos.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os grãos foram ligeiramente mais baixos no comércio noturno, à medida que os produtores americanos terminam o plantio.

    A expectativa é que o próximo reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aponte o término dos trabalhos de plantio nos Estados Unidos após os 97% semeados da última semana.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mapa faz consulta pública sobre uso de produtos biológicos e microbiológicos

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na sexta-feira (12) a Portaria nº 110, que submete à consulta pública, pelo prazo de 45 dias, a proposta de Instrução Normativa (IN) que trata da atividade de produção de produtos fitossanitários com uso aprovado para agricultura orgânica. A IN estabelece requisitos mínimos para a produção e para o aumento da segurança desse tipo de insumo dentro das propriedades agrícolas.

    Entre as inovações que a norma propõe está a classificação do risco das atividades de produção de produtos fitossanitários com uso autorizado para agricultura orgânica para uso próprio. Também está prevista a previsão da obrigatoriedade de assistência técnica ou capacitação dos produtores rurais para a produção própria, e a exigibilidade de itens de rastreabilidade obrigatórios aos sistemas de produção para uso próprio.

    A produção de agentes biológicos e microbiológicos pode substituir em parte ou no todo a utilização de defensivos agrícolas químicos. Prática comum da agricultura orgânica, tem-se verificado que muitos produtores convencionais, de todos os portes, vêm adotando essa prática para o controle de pragas nos seus cultivos. “Por se tratar de produtos de baixíssimo impacto, tal prática contribui para a redução de custos na produção agrícola, além de ser extremamente benéfica para o meio ambiente e para a saúde humana”, destaca o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, Bruno Breitenbach.

    De acordo com o coordenador, apesar de o Mapa estimular a adoção dessa tecnologia de produção nas propriedades rurais no Brasil, a inexistência de regras mais claras e requisitos estabelecidos para a produção está gerando dúvidas aos produtores rurais na decisão de adotar e utilizar esses produtos biológicos nas suas propriedades rurais, bem como produzir esses insumos com segurança.

    A norma também prevê a publicação de Manuais de Boas Práticas de Fabricação, que serão elaborados pela Embrapa, para cada tipo de agente microbiológico.

    As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link.

  • Soja tem 6ª feira de ligeiros ganhos na Bolsa de Chicago, com olhos voltados ao financeiro

    A sexta-feira (12) começa com leves altas para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Após encerrar o pregão anterior em campo misto diante da chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os futuros da commodity tinha pequenas altas de 0,75 a 1,25 ponto nos principais contratos, com o julho sendo cotado a US$ 8,67 e o agosto, US$ 8,68 por bushel.

    O mercado internacional de soja recebeu boas notícias sobre a demanda ontem, com uma nova venda de 720 mil toneladas dos EUA para a China, as vendas semanais americanas passando de 2 milhões de toneladas e o relatório mensal de oferta e demanda sem trazer nada muito fora das expectativas.

    No entanto, se instalou sobre todo o cenário mundial temores de uma nova fase da pandemia do novo coronavírus, que fez os mercados financeiros despencarem nos EUA e na Europa. O que mais se vê nos mercados até este momento, porém, são especulações.

    “Isto é devido a temores no mercado financeiro em relação a possível segunda onda do Covid-19. Mas, a expectativa é de que, a qualquer hora, o sentimento possa voltar a ser mais otimista. E com a mudança no humor dos fundos aliada a algumas ameaças climáticas nos EUA, podem criar o ambiente ideal para uma tentativa de rally  nas cotações futuras de soja na Bolsa de Chicago”, acredita o consultor de mercado da Cerealpar, Steve Cachia.

    Nesta quinta, boa parte das commodities recuaram e a sexta-feira parece de ser ajuste e recomposição, ao menos parcial, dos mercados. O milho também sobe na Bolsa de Chicago, bem como o café e o petróleo na Bolsa de Nova York, que opera com US$ 36,55 o barril do WTI.

    No Brasil, a sexta-feira também não deverá ser de grandes movimentações e negócios, já que volta de um feriado – ontem se comemorou o dia de Corpus Christi no país. O mercado não desvia seus olhos do câmbio, que encerrou a última quarta (10), ainda abaixo dos R$ 5,00 mesmo com uma alta de mais de 1%.

    “Apesar da recente tendência baixista, as incertezas no Brasil deixam a janela aberta para especulação e, portanto, a postura do Banco Central brasileiro continua sendo de extrema importância para a direção da taxa de câmbio”, explica Cachia.

  • Saúde virou sinônimo de agronegócio, diz Tejon

    ‘A sociedade vai exigir confiança total nos alimentos. A originação passará a ter gigantesca importância no processo decisório dos consumidores finais e das redes supermercadistas. Dessa forma, a confiança de origem é item sagrado, no pós-Covid-19, mais do que já vinha sendo anteriormente.”

    O artigo de José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), traz a reflexão sobre confiança alimentar.

    O cooperativismo irá se expandir, tanto numa intercooperação nacional e internacional das cooperativas, quanto na busca pelo seu modelo em países emergentes. Dentro do Brasil iremos ver o desenvolvimento do cooperativismo também em áreas onde a pobreza precisa ser enfrentada, e em uma convocação imensa para o cooperativismo de crédito em todo o Norte e Nordeste.

    A reinicialização econômica e a intensidade da luta antidesigualdade irá obrigar o capital mundial a investir no desenvolvimento internacional. O empreendedorismo significará o caminho obrigatório das sociedades humanas. Contudo, o empreendedorismo sem o cooperativismo fica um funil de boca larga, porém com boca estreitíssima de saída. Somente com o cooperativismo podemos alargar o sucesso para a grande maioria dos empreendedores.

    Nunca tantos deveram tanto a tão poucos – seus fundadores. Nesta crise, novamente, do bom cooperativismo sairão as rotas da vitória sobre a Covid-19 e o novo planeta Terra.

  • Técnica melhora a digestibilidade do sorgo

    O sorgo é comum na alimentação animal mas pode ocupar a mesa dos humanos. O grão tem até 14% mais proteína que o trigo e o milho e ajuda a reduzir riscos de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial.

    Uma técnica desenvolvida em parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (MG), Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), permitiu melhorar a digestibilidade, ou seja aproveitar melhor os nutrientes contidos , assim como melhora os teores de carboidratos e fibras e reduzir os lipídios.

    O chamado tratamento térmico de extrusão é um procedimento tecnológico que modifica estruturas e conformações dos macronutrientes presentes no alimento. Esse processo permite um aumento de desempenho das enzimas digestivas e melhora os índices de digestão e absorção, tanto desses compostos quanto das proteínas e do amido presentes em quantidades relevantes na matriz alimentar.

    As cultivares de sorgo com maiores teores de taninos são as que possuem maior concentração de fenólicos totais e, portanto, maior capacidade antioxidante, conferindo a esses alimentos potencial anti-inflamatório e anticarcinogênico.  “Entretanto, os taninos do sorgo são capazes de se ligarem a polissacarídeos e proteínas, formando complexos de baixa digestibilidade e reduzindo a absorção desses nutrientes. Por isso, é importante solucionar esse tipo de limitação para que os benefícios à saúde, atribuídos ao consumo do cereal rico em taninos, sobrepujem eventuais desvantagens”, destaca a pesquisadora da Embrapa Valéria Vieira Queiroz.

    Estudos também mostram o potencial do sorgo na dieta enteral, aquela aplicada quando o paciente não pode ingerir alimentos sólidos por via oral. “Na última etapa do trabalho, foi elaborada uma dieta enteral artesanal sem glúten, a partir do genótipo de sorgo mais adequado para esse fim. Avaliamos o efeito da extrusão e a digestibilidade in vitro para a incorporação do melhor sorgo em uma dieta enteral artesanal de qualidades nutricional, tecnológica e microbiológica adequadas”, diz o professor da UFMG Gilberto Simeone.

    As características encontradas possibilitam que a dieta seja ministrada, via sonda, sem risco de entupimento e resultados microbiológicos dentro dos limites estabelecidos na legislação.

  • Como o produtor rural pode facilitar suas vendas?

    Como os produtores rurais possam agilizar as suas vendas e aumentar a rentabilidade?

    Veja abaixo as dicas de Christian Hunt, um dos sócios da Agropad, que ressalta a necessidade de

    Logística de entrega

    É fundamental fazer o cadastro em plataformas confiáveis, que facilitem o acesso a frota adequada e, preferencialmente, especializada na logística rural, uma vez que os insumos devem estar bem acondicionados para não haver perdas.

    Produtos de qualidade

    Não basta apenas contar com uma boa logística, mas também manter a qualidade dos produtos, uma vez que o cliente é cada vez mais exigente e o consumidor final que, antes ia ao supermercado ou às feiras livres, intensificou agora compra online e espera receber frutas, legumes, verduras em boa conservação e durabilidade.

    Avaliação

    Entrega no prazo, preço e qualidade são os três principais pilares para quem compra pela internet. Portanto, não esqueça de verificar uma plataforma capaz de oferecer sistema de avaliação dos clientes. Isso aumentará a sua visibilidade entre os seus concorrentes, assim como a reputação da empresa. Consequentemente, outros consumidores ou compradores escolherão aqueles com melhor desempenho.

    Visibilidade

    Invista em sua marca e visibilidade. Há plataformas que permite a inclusão de anúncios, hoje um recurso cada vez mais observado pelo consumidor. Afinal, quem não é visto não é lembrado.

    O sistema da Agropad tem seu desenvolvimento pautado nas dicas acima.

    A plataforma ficará pronta no segundo semestre de 2020, faça seu pré-cadastro para vender ou comprar acessando www.agropad.com.br. pensar no fluxo de entrega dos produtos, prevendo possíveis atrasos e diversas particularidades.

  • Soja tem leve alta em Chicago nesta 2ª feira ainda com otimismo sobre demanda da China

    A semana começa com leves altas para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (8). Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,50 e 1,75 ponto nos principais vencimentos, com o julho valendo US$ 8,68 e o agosto, US$ 8,71 por bushel.

    O mercado continua com perspectivas ainda otimistas sobre a demanda da China no mercado norte-americano, que foi bastante positiva na última semana. O câmbio no Brasil e o desenvolvimento da nova safra dos EUA também seguem no radar dos investidores.

    “O mercado de grãos continua operando em alta depois de um final de semana de temperaturas mais altas e chuvas pontuais no Corn Belt. A soja e o milho lideram o movimento com compras de fundos e atentos às compras da China diante do acirramento das tensões. Os traders continuarão a acompanhar as relações entre os dois países, as atividades dos fundos e os mapas desta semana para o Corn Belt”, diz a consultoria internacional Allendale, Inc.

    Nesta segunda, o USDA traz dois novos boletins ao mercado, sendo um deles de embarques semanais e o segundo, no final do dia após o fechamento dos negócios, o boletim semanal de acompanhamento de safras. A expectativa do mercado é de que o plantio da soja já esteja 85% completo, contra 75% da semana passada, 54% de 2019 e 80% da média.

    MERCADO BRASILEIRO

    O mercado brasileiro deverá ter mais uma semana de poucos negócios e monitoramento do câmbio. “Ainda há espaço para novas baixas do dólar, que estava muito valorizado”, explica Vlamir Brandalizze. Entretanto, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting afirma ainda que o equilíbrio poderia vir, em partes, das altas que são esperadas ainda na Bolsa de Chicago.

    Mais do que isso, o analista afirma ainda qu o mercado nacional mostra “potencial de novas altas nos prêmios para a exportação e este fato pode ser levemente altista para os indicativos, ou pelo menos limitando grandes baixas em reais.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo é implantado no RS

    O cultivo do trigo iniciou nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria, Santa Rosa, Soledade, Ijuí e Bagé. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/06), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na região administrativa de Frederico Westphalen as áreas já semeadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo. O plantio se intensificará na primeira quinzena de junho e a expectativa é de aumento de 15% da área de cultivo em relação à safra passada.

    Na de Santa Maria, os produtores estão confiantes para uma primavera com menos chuva e à cotação atrativa do preço do trigo. Na regional de Santa Rosa, o plantio já atinge 80,7 mil hectares e as lavouras semeadas estão com boa e uniforme germinação, com bom estande. A produtividade média esperada é de 3.070 quilos por hectare. Na de Soledade, as áreas estão em início de semeadura, favorecida pelo retorno das condições de umidade do solo com as precipitações ocorridas na semana, contribuindo para a boa germinação. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o plantio avançou para 30 mil hectares. As lavouras implantadas apresentam germinação rápida, com estabelecimento inicial satisfatório, conferindo uma boa formação das lavouras. Na de Bagé, na Fronteira Oeste e Campanha, a semeadura foi intensificada devido às adequadas condições do tempo e de umidade do solo, com expectativa de incremento de área.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim e Passo Fundo, segue intenso o preparo das áreas para o cultivo do trigo. Em Caxias do Sul, a semeadura inicia em junho, com maior concentração em julho; a perspectiva é de acréscimo de 20% da área plantada em relação à da safra passada, principalmente em Muitos Capões, Vacaria e Esmeralda, que juntos correspondem a 81% da área da região. Na de Erechim, os produtores preparam as áreas e adquirem os insumos para o plantio.

    Há previsão de aumento de área diante da expectativa de preços favoráveis e pelo fato de que produtores tentam compensar as perdas ocorridas nas culturas de verão. Na de Passo Fundo, produtores se organizam para o plantio no período entre 10 de junho e 10 de julho, com previsão de aumento de 30% área de plantio em relação a 2019.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Rosa, é intenso o ritmo de implantação da cultura da canola. Na de Ijuí, os cultivos foram totalmente implantados, com as lavouras apresentando boa emergência, uniformidade de plantas e boa densidade. Diante das condições satisfatórias de umidade no solo na regional de Santa Rosa, a semeadura das lavouras avançou durante o início da semana e já alcança 10.450 hectares. As lavouras se encontram com germinação uniforme e muito bom aspecto.

    Na cevada, iniciaram os plantios nas regionais de Erechim e de Ijuí. Na de Erechim, há expectativa de manter a área plantada em 2019. Na de Ijuí, já foram implantados durante a semana 1.460 hectares. A emergência ainda não iniciou na cultura.

    Aveia branca – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, durante a semana a semeadura foi intensificada, aproveitando o período recomendado pelo zoneamento de risco climático para a região, encerrado em 31 de maio. Nos próximos dias, produtores finalizam a implantação de algumas áreas. As lavouras implantadas apresentam boa emergência, uniformidade e rápido desenvolvimento inicial. Em Santo Augusto, com tradição no cultivo da aveia branca, a semeadura foi realizada mais cedo, e as plantas iniciam o estádio reprodutivo com o alongamento do colmo e surgimento das primeiras panículas.

    CULTURAS DE VERÃO

    Milho – Apesar das precipitações de baixa intensidade na semana, a predominância de tempo seco permitiu avanços na colheita que chegou a 97% dos cultivos. Seguem ocorrendo no Estado as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até a última terça-feira (02/06) foram realizadas 6.445 vistorias de Proagro em lavouras de milho por técnicos da Emater/RS-Ascar. Em culturas e hortigranjeiros, já foram realizadas 18.238 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019, por conta dos danos devido à estiagem.

    Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Frederico Westphalen e Ijuí, a colheita do milho está encerrada, com produtividade média de 7.082 quilos por hectare na de Santa Rosa, de 6.840 quilos por hectare na de Frederico Westphalen, e na região de Ijuí, o rendimento médio ficou em 7.200 quilos por hectare.

    Nas regionais de Soledade e Caxias do Sul, 93% das lavouras já foram colhidas. Na de Soledade, o rendimento atual é de 2.810 quilos por hectare. As lavouras de milho com semeadura tardia e que se encontram nas fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica se beneficiam com as chuvas das últimas semanas. Porém as chuvas trouxeram o frio, que aumenta o ciclo do milho atrasando a colheita, devido à redução de dias com temperatura adequada para o seu pleno desenvolvimento. Na de Caxias do Sul, o rendimento médio atual é de 4.984 quilos por hectare. Os produtores que armazenam o grão em silos secadores e dispõem de um produto de qualidade conseguem comercializar por valor acima do preço médio pago pelo mercado, chegando a R$ 52,00/sc.

    Feijão 2ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita se aproxima do final. Em geral, o rendimento médio é de 1.340 quilos por hectare. Os produtores que adotaram sistema de cultivo sem irrigação estão solicitando amparo do Proagro devido ao baixo potencial produtivo em consequência da estiagem. Na de Frederico Westphalen, a colheita alcançou 90% dos cultivos; a produtividade é de 1.110 quilos por hectare, com perdas que chegam a 38,5% em relação à esperada. Em geral, os efeitos da estiagem afetaram as lavouras acarretando desuniformidade no desenvolvimento vegetativo e na formação de grãos.

    OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

    Alho – Na regional de Caxias do Sul, iniciou o plantio da nova safra da cultura, que deve se estender durante o mês de junho, sendo intensificado nas lavouras dos Campos de Cima da Serra em julho. Embora a safra 2019-2020 que está sendo concluída não tenha atingido produtividade potencial e esperada por interferência das condições climáticas, a comercialização dos bulbos apresentou valoração acima dos patamares previstos, sendo altamente remuneradora. Tal fato vem impingindo uma atmosfera de bastante entusiasmo entre os alhicultores. Duas consequências naturais e imediatas decorrem desse panorama: o nível tecnológico das lavouras deverá alcançar o auge, e a intenção da área de plantio deverá ser maior.

    Cebola – Na regional de Passo Fundo, produtores intensificaram o preparo do solo e já iniciaram tanto o transplante de mudas quanto o plantio e/ou a semeadura em local definitivo. Há tendência de pequeno aumento da área a ser cultivada. Na regional de Pelotas, a semeadura da cebola para produção de mudas atingiu 90% da área prevista de 2.350 hectares. Em Tavares, Rio Grande e São José do Norte, ainda há produto; o preço da cebola tipo 3 está entre R$ 3,00 e R$ 3,50/kg.

    Citros – Na regional de Lajeado, o retorno da umidade no solo trouxe alento aos citricultores do Vale do Caí. A chuva não recupera os prejuízos causados nas cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras, mas ameniza as perdas nas cultivares tardias, como a bergamota Montenegrina, fruta cítrica com a maior área de cultivo na região. Com o maior volume de bergamota da cultivar Caí entrando no mercado, o preço que bateu os R$ 45,00/cx. de 25 quilos no início da colheita, em meados de maio, agora está para o citricultor em média a R$ 35,00/cx. O volume da Caí colhido até o momento é 10%. Bergamota Poncã em início de colheita, atrasada em função da estiagem; o preço também está reduzindo pelo aumento da oferta no mercado; o citricultor recebe em média R$ 28,00/cx. de 25 quilos.

    Os prejuízos causados pela estiagem já consolidados são estimados em 50% da produção das frutas precoces. Na grande maioria dos pomares, ocorreram queda de frutos, frutos não desenvolvidos, rachados e morte de plantas. A perda maior é em relação à qualidade dos frutos. Em anos anteriores, se obtinha frutos extra ou seleção; neste ano praticamente 10% a 25% enquadram-se como frutos de primeira, e o restante, como fruta para suco. No caso da bergamota Montenegrina, a maior área de cultivo e produção de frutas, as perdas ainda não estão consolidadas por ser uma cultivar tardia, cujas frutas ainda estão em crescimento. Entretanto, a perda em virtude de frutas rachadas já é visível e representa atualmente 5% do total, por enquanto inferior à expectativa que havia antes das últimas chuvas.

    Pinhão – O pinhão é um alimento rico em calorias e contém minerais como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre e sódio. Além disso, são encontrados ácidos graxos linoleico (ômega 6) e oleico (ômega 9). Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita; pinhas e pinhões apresentam boa qualidade e sanidade. Há relatos de alguns coletores sobre a ocorrência de pinhas com maior proporção de falhas do que em safras normais e também de pinhas secas, que não completaram seu desenvolvimento. Parte das árvores apresenta pinhas maduras em fase de debulha ou já debulhadas, e parte está em final de maturação. Já na regional de Passo Fundo, as chuvas contínuas no período de polinização e a estiagem no desenvolvimento do fruto (pinha) e da semente (pinhão) implicaram na redução de tamanho e na formação imperfeita da amêndoa amilácea, a parte comestível. Nesta regional, os preços pagos ao produtor variam de R$ 4,00 a R$ 6,00/kg. No atacado, o pinhão é vendido a valores entre R$ 8,00 e R$ 10,00/kg; no mercado, de R$ 12,00 a R$ 14,90/kg.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Nas diversas regiões do RS, as pastagens cultivadas de inverno estão se desenvolvendo com mais intensidade, mas ainda não oferecem condições de pastejo na maior parte das áreas, em virtude de terem sofrido considerável atraso em sua implantação. Os campos nativos, que costumam ter seu crescimento mais ativo com temperaturas mais elevadas, sofreram em demasia com o período de estiagem e, embora tenham rebrotado parcialmente após as últimas chuvas, não propiciam boa oferta de forragem na maior parte das áreas. Com isso, vai se caracterizando um severo e prolongado vazio forrageiro neste outono. Nos poucos locais em que foi possível fazer o plantio em março e abril e nos quais a estiagem foi menos severa, está sendo possível disponibilizar as pastagens cultivadas de inverno para pastoreio com o manejo adequado, amenizando os efeitos do vazio forrageiro nesses locais.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Na maior parte das áreas de criação de bovinos de corte do Estado, o gado apresenta escore corporal abaixo do normal para a estação. As chuvas ocorridas foram insuficientes para recuperar os níveis de água dos bebedouros. Nas regiões de Santa Maria e Porto Alegre, além da perda de peso dos rebanhos, continuam sendo relatados casos de redução da taxa de prenhez das matrizes.

    PISCICULTURA – Em função da ocorrência de chuvas, continua aumentando o nível de água dos viveiros em todo o Estado. Boa parte dos açudes onde havia sido realizada a despesca está sendo repovoada com alevinos. Em alguns açudes ainda não repovoados e com níveis baixos de água vêm sendo realizados procedimentos de manutenção, como reparos nas taipas e aplicação de calcário para correção da acidez. Nos açudes povoados, o manejo alimentar dos peixes é realizado para diminuir as quantidades de suplementação, uma vez que com temperaturas mais baixas o consumo de alimentos diminui.

    PESCA ARTESANAL – O período de defeso na Lagoa dos Patos começou em primeiro de junho e se estenderá até 31 de janeiro de 2021. Na região da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, na atividade de pesca artesanal a espécie mais capturada durante a semana foi a Tainha. No estuário do rio Tramandaí, houve boa captura de Camarão. Na região de Pelotas, em Jaguarão, o baixo nível das águas da Lagoa Mirim dificultou a movimentação e o atraque de barcos, mas ainda assim os pescadores realizaram uma boa captura de peixes durante a semana.

  • Expoagro Afubra será em março de 2021

    A 20ª Expoagro Afubra que aconteceria em 18 a 21 de março teve que ser cancelada devido a pandemia. Mas a edição comemorativa de 20 anos já tem nova data: 17, 18, 19 e 20 de março de 2021. O tema será Valorização do agricultor: do campo à cidade. “Vamos manter o tema que havia sido definido para a 20ª Expoagro Afubra e os quatro dias de feira, inclusive no sábado”, explica o coordenador geral da feira, Marco Antonio Dornelles.

    Não houve maiores prejuízos já que todos os contratos  patrocinadores, expositores e prestadores de serviço foram resolvidos. Com a data e temas definidos, a equipe inicia, agora, os trabalhos para a Expoagro Afubra 2021. “A ideia é manter a programação já organizada e incluir novos temas”, diz Dornelles.

    A Expoagro Afubra é a maior feira do Brasil votada à agricultura familiar, com foco em manejos, demonstrações práticas, exposição e informação em áreas temáticas: animais, dinâmica de máquinas, agroindústrias, avicultura colonial, dia do arroz, espaço cultural, hortaliças, energias renováveis, viveiro de mudas, ainda as atividades específicas dos estandes das entidades.

    Na edição de 2019 foram 432 expositores, 112 mil visitantes e R$ 70,6 milhões em movimentação de negócios. A feira acontece em Rio Pardo, na região Central do Rio Grande do Sul.

  • Primeiras chuvas significativas no RS

    O mês de maio foi um alívio para o produtor rural, após um longo período sem chuvas significativas, as chuvas de maio foram o suficiente para deixar os acumulados acima do esperado para o mês – exceto nas regiões mais proximas com a divisa de SC como Vacaria e Erechim, e na região de Passo Fundo. Pelo menos 17 estações pluviométricas do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) registraram acumulados acima de 200 mm no mês e estações como Alegrete (284.4 mm), Quaraí (272.6 mm), Uruguaiana (270.8 m), Arroio do Tigre (269 mm), Segredo (258.6 mm) e Horizontina (253.4 mm) os acumulados passaram dos 250 mm. Esses acumulados ficaram mais concentrados na terceira semana de maio, e até o dia 04/06 não foram registrados acumulados significativos.

    Apesar dos acumulados em maio serem expressivos, não foram o suficiente para permear no solo e alcançar o lençol freático. O reflexo disso fica evidente nos níveis dos reservatórios e nos principais rios do estado que seguem estáveis ou em declínio. Segundo o relatório diário do SEMA-RS (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) do dia 04/06 as bacias do Gravataí, Lago Guaíba, Sinos, Caí, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Taquari-Antas, Camaquã, Apuaê-Inhandava, além do Rio Uruguai em todo seu trecho segue em condição hidrológica de ALERTA em função da baixa disponibilidade hídrica.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    FONTE: AGROLINK