Notícias

  • Novo Boletim Agroclimatológico Mensal

    O Instituto Nacional Meteorológico (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou novo Boletim Agroclimatológico Mensal, que traz mais informações para auxiliar o produtor rural. O novo informativo faz parte das comemorações aos 110 anos do Instituto, completados no último dia 18 de novembro. A cerimônia de comemoração e lançamento do boletim ocorreu no dia 13 deste mês, na sede do Inmet, em Brasília.

    Além da análise das condições climáticas no Brasil, o boletim, existente desde 1967, oferecerá um panorama dos fenômenos de grande escala que interferem no clima do país e do mundo e também informações climáticas, previsões exclusivas que podem ser usadas na elaboração de ações na agropecuária.

    Outras novidades são: condições oceânicas (importantes para as previsões de chuvas e temperaturas) no mês e tendências, variáveis  (exemplo, excesso e déficit de chuvas) que auxiliam o produtor na hora do plantio e colheita e dados relativos a chuvas e temperaturas do mês corrente, do próximo mês e do trimestre.

    As mudanças são resultado de uma reavaliação técnica feita pelo Instituto e de sugestões de usuários técnicos ligados ao meio rural, como as coletadas, em agosto,  no Primeiro Encontro de Usuários de Produtos Agroclimatológico, que reuniu representantes dos setores público e privado ligados à agropecuária.

  • China registra lagarta do cartucho com alta resistência

    As Spodoptera frugiperdas, também chamadas de lagartas do cartucho, que atingem a China têm alta resistência ao pesticida organofosforado, segundo informações colhidas por uma grande equipe de pesquisa. O estudo foi feito pelo Centro de Genômica Ecológica do Instituto de Genômica Agrícola de Shenzhen, Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, juntamente com a equipe do acadêmico Wu Kongming, Instituto de Proteção de Plantas, Academia Chinesa de Ciências Agrícolas e outros institutos.

    A equipe de pesquisa realizou o sequenciamento de 105 amostras de lagartas do cartucho que atingem 16 províncias (cidades ou regiões autônomas) na China e expuseram que as spodoptera frugiperdas que atingem o país são híbridos com antecedentes genéticos de lagartas do milho.

    Verificou-se através da detecção por varredura de genes relacionados à resistência que os grupos que atacam a China têm uma frequência relativamente alta de variação genética de resistência a pesticidas organofosforados tradicionais, pesticidas organoclorados e pesticidas piretróides, enquanto a equipe não encontrou nenhum local de mutação do gene de resistência para novos pesticida amida e toxina Bt, mostrando que eles têm alta resistência ao pesticida tradicional.

    A pesquisa mostra que não é adequado usar pesticidas tradicionais como pesticida organofosforado, pesticida organoclorado e piretróide para controlar a invasão de lagarta do cartucho na China, enquanto pesticida amida, toxina Bt e cultura Bt podem prevenir eficazmente esse tipo de praga que está causando problemas de bastante gravidade no país asiático nos últimos tempos.

    Fonte: Agrolink

  • Futuros do milho abrem a quinta-feira estáveis em Chicago

    A quinta-feira (21) começa com os preços internacionais do milho futuro praticamente estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,75 pontos por volta das 09h01 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,67 com valorização de 0,75 pontos, o março/20 valia US$ 3,77 com alta de 0,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,83 com ganho de 0,50 e o julho/20 tinha valor de US$ 3,89 com elevação de 0,50 pontos.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos futuros de grãos foram pouco alterados nas negociações da noite para o dia em meio à incerteza sobre a guerra comercial em andamento entre os Estados Unidos e a China.

    O tão esperado acordo comercial da “fase um” entre os países – as duas maiores economias do mundo – pode ser adiado até o próximo ano, informou a Reuters ontem.

    Os EUA devem impor tarifas a bilhões de dólares a mais em produtos chineses em 15 de dezembro, e o presidente Donald Trump disse nesta semana que aumentaria os impostos sobre as importações do país asiático se um acordo não for feito em breve.

    O estrategista do Morgan Stanley, Andrew Sheets, disse à CNBC hoje que o chamado acordo da primeira fase “pode ​​ser o melhor possível” e que outros acordos “permanecem distantes no próximo ano”. Pequim não aceitará um acordo sem reduções de tarifas e está supostamente relutante em concordar com uma quantidade definida de importações agrícolas.

    Já o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, disse a repórteres que seu país está disposto a trabalhar em direção a esse acordo e que os dois lados estão se comunicando.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja mantém estabilidade em Chicago nesta 5ª sem desviar atenção do cenário China x EUA

    Os preços da soja continuam recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (21). Ainda assim, o mercado mantém sua cautela e as variações são bem limitadas. Perto de 8h (horário de Brasília), as baixas variavam de 1 a 1,25 ponto nos principais contratos, com o janeiro valendo US$ 9,03 e o maio, US$ 9,31 por bushel.

    Os traders se mantém na defensiva à espera de notícias consistentes. A informação de que a primeira fase do acordo entre China e Estados Unidos pode não se efetivar ainda este ano pesou sobre as cotações, porém, hoje a notícia já é de que Pequim teria convidado negociadores comerciais americanos para uma nova rodada de discussões, segundo o Wall Street Journal.

    Com tudo isso, os traders ficam ainda mais atentos aos passos dados ou anunciados pelos dois países e as atenções e voltam ainda para a possibilidade crescente de que a disputa se estenda para o ano que vem.

    “Tudo ficaria para 2020 e com eleições presidenciais nos EUA, a questão pode passar a ser mais política do que economica/comercial”, diz o consultor da AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Ainda nesta quinta-feira, o mercado espera também pelas vendas semanais para exportação a serem reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas para a soja variam de 800 mil a 1,4 milhão de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Edição de genes fornece 15% a 16% de proteína ao sorgo

    Os pesquisadores alcançaram um grande avanço no sorgo, elevando a proteína da colheita de cereais de importância global de 9% a 10% para 15% a 16%. A descoberta foi revelada pelo professor Ian Godwin na conferência TropAg 2019 em Brisbane,  na Austrália, após uma pesquisa realizada pela Aliança de Queensland para Agricultura e Inovação Alimentar.

    O desenvolvimento tem animado particularmente as indústrias de aves e suínos, bem como os confinamentos de carne bovina. Espera-se que o aumento de proteína resulte em uma redução de cerca de 50 c / cabeça no custo de produção de uma ave de carne de 2 kg.

    Espera-se também que a descoberta gere grande interesse nos 46 países da África Subsaariana, onde cerca de 500 milhões de pessoas dependem do sorgo como fonte de alimento. O professor Godwin disse que os genes da planta do sorgo foram editados para desbloquear o nível de digestibilidade da proteína disponível. “A edição de genes nos permitiu eliminar alguns dos genes existentes”, disse Godwin. “Isso aumentou a digestibilidade da colheita”, completa.

    A primeira colheita experimental ao ar livre será plantada no campus de Santa Lúcia da Universidade de Queensland, em Brisbane, na próxima semana e, até o momento, a variedade editada do gene só foi cultivada em condições de estufa. O novo sorgo editado por genes de alto rendimento está sendo desenvolvido em parceria com a Pacific Seeds, e espera-se que os trabalhos de desenvolvimento sejam realizados nos EUA.

    De acordo com livescience.com, a tecnologia CRISPR é uma ferramenta relativamente simples para editar genomas. Ele permite que os pesquisadores alterem as seqüências de DNA e modifiquem a função genética, que pode ser usada para melhorar as plantações. A tecnologia foi adaptada dos mecanismos naturais de defesa de bactérias e arquéias.

  • Movimento Agro 4.0 atrai jovens para a produção no campo

    A força do agro e a clara relevância dele no PIB do Brasil tem gerado cada vez mais demanda de trabalho, e, por consequência, maior interesse de quem busca oportunidades. Um curioso movimento que vai na contramão do êxodo rural, observado na segunda metade do século XX. O que chama atenção é o número de jovens que preferem o campo à cidade.

    Uma pesquisa divulgada em maio de 2017, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), indicou que a idade média dos produtores rurais caiu 3,1% nos últimos quatro anos, baixando para 46,5 anos. Os resultados também mostram essa mudança de direção, com o aumento da presença de jovens entre 20 e 35 anos, que saltou de 15% para 27% desde a última pesquisa.

    Outro destaque da pesquisa é a porcentagem desses profissionais que são formados: 21% tem graduação completa em cursos como veterinária, agronomia e administração de empresas. Pelo que vê o IBGE, no último Censo Escolar divulgado em 2018, esse número tende a crescer, já que 10, 57% de escolas com ensino médio estão na zona rural.

    Este cenário caminha ao lado do surgimento em massa das agrotechs, empresas de tecnologia que desenvolvem solução para o setor agro. Nas últimas duas décadas aumentou a quantidade de empresas que dominam este mercado, criando o movimento Agro 4.0.

    Assim é chamada a interação da agricultura com a tecnologia e com as pessoas que a operam. Essa conexão entre campo, máquina, pessoas e dispositivos busca expandir a produtividade, qualidade, sustentabilidade e competitividade do setor, além de tornar a vida do empresário rural mais cômoda.

    — A vida no campo é dura: dorme-se pouco, acorda-se muito cedo para dar início aos trabalhos diários, muito trabalho braçal está envolvido, lama, poeira. Com a transformação tecnológica muita coisa passou a ser automatizada, facilitou a vida do agricultor. E não só isso, trouxe resultado e retorno financeiro. E isso vem despertando o interesse dos mais jovens. Foi mais ou menos o que aconteceu conosco — comenta Adriano Naspolini, diretor-técnico da Hexagon Agriculture.

    O envolvimento de Adriano e de seu sócio, Bernardo de Castro, com o agronegócio vem justamente da herança familiar. O avô de Adriano teve fazenda de pecuária quando ele era mais jovem. A família de Bernardo trabalhava com agricultura. Eles se conheceram na faculdade e saíram de lá com uma clara percepção do nicho, que tinha pouquíssima barreira de entrada e quase nenhuma competição. O terceiro sócio, Gustavo Raposo, já trabalhava com tecnologia. Era o elo que faltava para a criação da Arvus em 2004, empresa de automação de equipamentos agrícolas que foi adquirida em 2014 pela gigante Hexagon.

    Acessibilidade ainda deve melhorar
    Ainda segundo Adriano, um dos problemas que encontraram quando começaram a empresa foi a aceitação da tecnologia por parte dos produtores rurais. Mas talvez o mais principal problema era a falta de acessibilidade à tecnologia, principalmente à internet.

    Hoje o cenário está mudando. Segundo o IBGE, em 11 anos o acesso à Internet na zona rural aumentou 1.790,1%. Pelo levantamento do Instituto, em 2006 o número de produtores rurais que declararam acessar a web passou de 75 mil para quase um milhão e meio.

    Santa Catarina é o quinto estado com maior cobertura de Internet no campo. Segundo dados levantados pelo Censo Agro em 2017, e publicados pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca do Estado, ampliou em 1.313,9% o acesso à internet no meio rural catarinense.

    Com acesso à Internet o nível de confiança na tecnologia aumentou e novas soluções puderam ser aplicadas no dia a dia do empresário rural, como o recebimento de informações sobre sua produção ou gestão em tempo real.

    Mas com maior velocidade e expansão na cobertura, com a chegada do 5G, por exemplo, outros processos podem ser melhorados: o monitoramento de toda a gestão da fazenda poderá ser feito com inteligência artificial em servidores na nuvem, de qualquer dispositivo com acesso online. Além disso, maior velocidade de conexão permite tecnologias para controle de temperatura, de uso de água e de estações meteorológicas.

    Fonte: NSC Total

  • Soja: Mercado mantém estabilidade em Chicago nesta 4ª, mas segue firme no Brasil

    O mercado da soja trabalha com leves altas nesta quarta-feira (20) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,25 e 3,75 pontos nas posições mais negociados. Assim, o contrato janeiro tinha US$ 9,14 e o maio/20, US$ 9,40 por bushel.

    O andamento dos futuros da oleaginosa segue limitado ainda pela falta de notícias, principalmente ligadas à disputa entre China e Estados Unidos.

    “O processo de impeachment de Trump, ameaças de tarifas à China (sem a assinatura do acordo entre os dois países) e sinais de que um acordo comercial EUA/China ainda não está selado deixam o mercado limitado na tentativa de reação em Chicago”, explica o consultor da Cerealpar e AgroCulte, Steve Cachia.

    Por outro lado, ainda segundo o executivo, o mercado sente algum alívio do lado da fase final da colheita norte-americana. “De positivo é que a pressão sazonal da colheita nos EUA já cedeu e o mercado já antecipa nova queda nas estimativas de produção da safra 2019 dos EUA devido a problemas climáticos na reta final da temporada”, diz.

    Se o quadro é este no mercado internacional, no Brasil o mercado segue firme com o dólar ainda em patamares elevados. A moeda americana próxima dos R$ 4,20 motiva muitos e bons negócios para os produtores brasileiros, que têm aproveitado as oportunidades e concluindo bem a comercialização da safra velha e evoluindo bem a da safra nova.

    “No Brasil, o dólar que já está em níveis recordes é o principal fator de suporte aos preços em reais no mercado interno, ameaça fugir do controle e a expectativa é de que a qualquer momento o Banco Central terá que intervir com certa agressividade”, completa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • O Brasil exporta pouco, mas o agronegócio prospera

    O Brasil nunca teve destaque no comércio internacional. Pelo seu tamanho e potencial, deveria ter mais protagonismo no fluxo de mercadorias que transitam entre as nações, exportando e importando mais. Porém, sua participação nas transações comerciais globais é pequena: 1,16% em Fev. 2019 (OMC), com US$ 240 bilhões exportados, ocupando o 27º posição entre os exportadores mundiais. Dentre os oito produtos mais valorizados que o Brasil exporta, cinco têm origem no agro: soja em grão, carne de frango, farelo de soja, carne bovina e grão de café.

    Embora ainda modestas, as exportações brasileiras evoluíram e são mais diversificadas em relação ao que foram no passado. No início do século XX, 70% das exportações brasileiras restringiam-se a um único produto: o café.

    Atualmente, a participação do café no comércio exterior brasileiro ocupa a 7ª posição e não alcança 3% do total exportado, apesar de o volume produzido ter aumentado de 31 milhões de toneladas (Mt) para 43 Mt, no período 2001 a 2015 (Conab). A queda de protagonismo do café deveu-se, portanto, não ao menor volume produzido e exportado, mas ao crescimento espetacular de outros produtos agrícolas: soja, carnes e celulose, principalmente, alçando o Brasil ao posto de 3º maior exportador global de produtos agrícolas, depois de Estados Unidos e União Europeia. No cômputo geral do comércio global, no entanto, ainda é um anão, pois concentra suas poucas exportações em produtos de baixa tecnologia (commodities agrícolas e minerais, principalmente) e, portanto, com baixo valor agregado, caracterizando-se como uma nação pouco desenvolvida. Para almejar sua participação entre as nações desenvolvidas, o Brasil precisa alterar esta realidade.

    Para que o Brasil possa ter mais protagonismo nas exportações, também precisa apresentar protagonismo nas importações. Não existe a opção de destacar-se apenas como exportador, sem que em contrapartida não importe volumes equivalentes dos parceiros comerciais.

    Apesar de a participação brasileira no comércio global ser pequena, no âmbito do agronegócio ela é gigante, tendo gerado mais de US$ 1,0 trilhão de superávit no período 2001 a 2019, bem maior do que o superávit do próprio Brasil, indicando saldos negativos na balança comercial dos demais setores da economia, cobertos pelos saldos positivos do agronegócio. Por vezes esses déficits foram tão grandes que os vultosos superávits do agronegócio não foram suficientes para tapar o buraco e a balança comercial brasileira foi negativa, como ocorreu em 2014, quando os US$ 80 bilhões de saldo positivo gerado pelo agronegócio não foi suficiente para zerar o déficit e a balança comercial brasileira ficou negativa em US$ 3,96 bilhões.

    As causas do reduzido protagonismo brasileiro nas transações comerciais internacionais são muitas e as soluções não são simples. Algumas dependem de nós mesmos, outras não. Dentre as causas que independem do esforço brasileiro para exportar mais, estão as barreiras tarifárias e não tarifárias que os parceiros impõem ao Brasil.

    Dentre os gargalos solucionáveis por ações do governo brasileiro, pode-se citar alguns componentes do custo Brasil: baixa eficiência da nossa mão de obra, excesso de burocracia, alta carga de impostos e infraestrutura deficiente em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Além disso, a falta de uma política industrial, a falta de foco na agregação de valor, a falta de agressividade nas negociações internacionais, também contribuem sobremaneira para a pífia participação do Brasil no mercado internacional.

    Nosso Presidente acaba de retornar de uma longa viagem visitando alguns dos nossos principais parceiros preferenciais. Esperamos que de iniciativas como esta resulte algum avanço positivo para o comércio bilateral com o Brasil.

    O agronegócio se orgulha do papel que desempenha na promoção do bem estar dos cidadãos brasileiros. Merece respeito e admiração da sociedade local e, também, da comunidade internacional.

    AMÉLIO DALL’AGNOL
    Atividade: Pesquisador da área de melhoramento genético da cultura da soja

  • Milho: colheita lenta sustenta leves altas em Chicago nesta terça-feira

    A terça-feira (19) começa com leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 0,75 e 1,25 pontos por volta das 08h55 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,69 com valorização de 1,25 pontos, o março/20 valia US$ 3,78 com alta de 1,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,83 com elevação de 0,75 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,89 com ganho de 1 ponto.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos do milho foram um pouco mais altos no comércio da noite para o dia, após o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrar que a colheita ainda tem um longo caminho a percorrer antes de ser concluída e com otimismo cauteloso sobre o comércio.

    A safra de milho ficou bem abaixo do normal, com 76% colhido até o último domingo, acima dos 66% da semana anterior, mas abaixo do ritmo médio de 92% nesta época do ano, informou a agência em seu relatório.

    Apenas 77% do milho de Iowa estava colhido para começar a semana, em comparação com a média dos últimos cinco anos de 93%. Em Illinois, 80% foram coletados contra os 97% normais, segundo o USDA.

    Enquanto isso, observadores do mercado continuam de olho nos desenvolvimentos da saga comercial EUA-China em andamento. Autoridades disseram que as recentes negociações comerciais foram “construtivas”, que impulsionaram os mercados globais ontem, mas isso se tornou um refrão comum dos negociadores comerciais.

    “As notícias têm sido escassas nos últimos dias, apesar de ambos os lados terem indicado em outubro que um acordo comercial estava praticamente completo”, diz o analista Tony Dreibus.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja sobe em Chicago nesta 3ª, retoma parte das últimas baixas e mantém foco na guerra comercial

    Os preços da soja sobem nesta terça-feira (19) na Bolsa de Chicago. O mercado recupera parte das ligeiras baixas da sessão anterior, mas ainda mantém as oscilações tímidas. Por volta de 8h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa avançavam de 2,25 a 3,50 pontos, levando o janeiro a US$ 9,12 e o maio a US$ 9,38 por bushel.

    Segue o foco dos traders sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos e as especulações sobre a guerra comercial. As duas equipes seguem esbarrando na retirada das tarifas, que é uma demanda da nação asiática, mas sem a aceitação do presidente Donald Trump.

    “Enquanto a imprensa alimenta expectativas de que um acordo pode sair logo, o mercado suspeita que as últimas compras chinesas são apenas uma forma de garantir produto na entressafra da América do Sul e sem acordo logo voltarão a ignorar a soja americana”, diz o consultor Steve Cachia, da Cerealpar e da AgroCulte.

    No paralelo, o mercado vê a colheita americana se encaminhar para a fase final. São 91% da área de soja já colhida – mesmo número de 2018 nesse período, contra 85% da semana anterior e frente à expectativa do mercado de 90%, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) . A média dos últimos cinco anos é de 95%.

    Na América do Sul, segue a atenção ao plantio, que no Brasil já passa de 70% da área, com problemas climáticos ainda pontuais.

    Fonte: Notícias Agrícolas