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  • Projeções da Agrymet indicam geada tardia e risco de chuvas abaixo da média no RS

    A Rede Técnica Cooperativa (RTC) divulgou nesta quinta-feira, 21, mais uma edição do Climacast, quadro de projeções climáticas em parceria com a Agrymet. A CEO e cofundadora da Agrymet, Barbara Sentelhas, traz um panorama detalhado da previsão do tempo e das projeções climáticas para os próximos meses nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

    Segundo Barbara, os próximos dias ainda serão de estabilidade no estado, mas uma frente fria avança a partir de 24 de agosto, trazendo chuvas generalizadas. Os volumes devem variar entre 40 e 60 mm, principalmente na faixa central e sul do estado, com menor intensidade no extremo oeste e extremo sul.

    Antes da frente fria, no dia 22, os gaúchos enfrentarão temperaturas elevadas, com máximas acima de 34°C em algumas áreas, devido à massa de ar quente vinda do norte da Argentina e Paraguai. “É aquele calorão característico que antecede a entrada de uma massa de ar polar”, destacou Barbara.

    Frio intenso e geada tardia

    Com a virada do tempo, a expectativa é de queda brusca nas temperaturas. Na madrugada do dia 23 para 24 de agosto, os termômetros devem registrar mínimas próximas a 2°C no sul do estado, favorecendo a formação de geada.

    O frio se intensifica na madrugada do dia 25, quando há risco de geada em praticamente todo o território gaúcho, com temperaturas próximas de 0°C. Segundo Barbara, trata-se de uma geada tardia, que exige atenção especial do setor produtivo.

    Apesar das oscilações de chuva ao longo do inverno, o armazenamento de água no solo continua em níveis satisfatórios, próximos a 100% em grande parte do estado. Para os próximos 30 dias, a projeção é de manutenção dessa condição, com redução mais significativa apenas no noroeste e norte gaúcho, onde o armazenamento pode cair para a faixa de 40% a 60%.

    No cenário global, o monitoramento do El Niño–Oscilação Sul ainda indica neutralidade, com anomalias negativas no Pacífico Equatorial. O modelo do NOAA aponta possibilidade de início de uma La Niña fraca entre outubro e dezembro, enquanto o modelo europeu (ECMWF) mantém maior tendência de neutralidade.

    Embora não haja confirmação de uma La Niña, Barbara alerta que o resfriamento do oceano pode impactar o regime de chuvas no Sul do Brasil: “O Rio Grande do Sul é muito sensível a essas oscilações oceânicas. Mesmo sem uma La Niña consolidada, o resfriamento do Pacífico pode trazer chuvas abaixo da média durante a primavera e o verão”, explicou.

    Os dois principais modelos climáticos analisados (NOAA e ECMWF) convergem para um cenário de chuvas abaixo da média no RS, com destaque para a faixa centro-norte do estado. As anomalias podem variar de -50 a -100 mm no acumulado trimestral.

    Além disso, a tendência é de temperaturas ligeiramente acima da média, entre 0,5°C e 1°C acima do normal, indicando uma primavera mais seca e quente.

    Barbara reforçou a importância de acompanhar tanto as projeções climáticas quanto a previsão do tempo para o planejamento agrícola: “As projeções nos dão tendências, mas é a previsão do tempo que orienta as decisões do dia a dia. Por isso, seguimos com esse monitoramento constante pelo Climacast e pelo aplicativo SmartCoop”.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Cooperativas impulsionam crescimento do agro

    “Essa conexão direta com a realidade local permite decisões mais rápidas”

     

    O agronegócio brasileiro encerrou 2024 com um PIB de R$ 2,72 trilhões, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), crescendo 1,81% ao ano. Por trás desses números, cooperativas e grupos regionais têm se destacado, ganhando espaço nas cadeias produtivas e contribuindo para a expansão do setor. Essas organizações, próximas do campo, conseguem ajustar rapidamente suas estratégias às condições locais e influenciar tendências antes dominadas por grandes corporações.

    Segundo José Loschi, fundador da SRX Holdings, a atuação regional permite compreender melhor o ritmo, o solo, a cultura e as necessidades das áreas de produção. “Essa conexão direta com a realidade local permite decisões mais rápidas e estratégias mais assertivas, especialmente em um cenário de clima instável e exigências crescentes por sustentabilidade”, afirma.

    A proximidade com produtores e consumidores finais dá agilidade para reagir a variações climáticas, mudanças regulatórias e novas demandas de mercado. Além disso, grupos regionais conseguem implementar práticas sustentáveis, como cadeias curtas, uso eficiente de recursos e integração com agricultores familiares, gerando valor social e econômico para as comunidades.

    Dados do CEPEA, da USP, mostram que segmentos como pecuária e serviços agroindustriais, onde muitos desses grupos atuam, foram decisivos para o crescimento do PIB do agro em 2024. Para 2025, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve alcançar R$ 1,43 trilhão, alta de 7,4%, ampliando oportunidades para iniciativas regionais se fortalecerem em mercados estratégicos.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Pesquisadores treinam resgate de DNA e transplante de plantas nativas para reflorestar áreas afetadas pelas enchentes

    Reflora integra governo, academia e setor privado para recuperar flora atingida por enchentes e preservar diversidade genética

     

    O projeto Reflora iniciou, nesta quinta-feira (21/8), o treinamento prático de coleta e enxertia de material genético de plantas nativas no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), em Santa Maria, vinculado a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A ação, que reuniu 28 pesquisadores e técnicos, integra a estratégia de recomposição das áreas afetadas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. O projeto busca, ainda, preservar a diversidade genética de espécies nativas e acelerar o processo de reflorestamento.

    A técnica aplicada envolve quatro etapas: coleta de material genético de plantas saudáveis, conexão de dois ramos ou galhos (enxertia), indução ao florescimento precoce e plantio das mudas no meio ambiente. O processo encurta significativamente o tempo de restauração dos ecossistemas — de 20 a 30 anos para um período estimado entre 5 e 8 anos. Além disso, possibilita preservar o DNA de espécies ameaçadas e ampliar a variabilidade genética, considerada essencial para a resiliência das florestas.

    “Trata-se de uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul. Ao contrário da seleção de melhores exemplares, usada na produção de madeira e na criação animal, por exemplo, aqui o objetivo é ampliar a diversidade genética, tanto de mudas quanto de sementes”, explica Jackson Brilhante, coordenador do projeto pela Seapi e responsável pelo Plano ABC+ RS. Ele acrescenta que a diversidade genética aumenta a capacidade de adaptação das espécies e pode gerar benefícios ecológicos e econômicos, como o povoamento de pomares e o cultivo de árvores frutíferas em áreas reflorestadas.

    O Reflora é coordenado pelas secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), com participação da CMPC e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Também integram o projeto a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Processo aposta na diversidade genética

    O coordenador operacional do projeto pela UFV, Diego Balestrin, destaca que o trabalho de campo exige rigor científico e precisão na execução. Além de detalhar os objetivos do projeto, enfatiza que o material genético é coletado em plantas matrizes, identificado com códigos pelas universidades para garantir rastreabilidade e armazenado em câmara úmida.

    As amostras são transportadas em caixas térmicas com gelo, a fim de preservar a qualidade, até chegarem aos viveiros, onde ocorre a enxertia e o florescimento. Balestrin ressalta que o projeto tem essas prioridades iniciais, mas pode desenvolver outros desdobramentos durante sua implementação.

    Em Santa Maria, foram coletadas amostras de louro-pardo, cedro, ipê-roxo, cerejeira-do-mato, entre outras espécies. Na sequência, realizou-se a fusão dos tecidos no Ceflor, permitindo a circulação de seiva entre as duas partes da planta. “O objetivo é evitar a coleta repetida de árvores semelhantes, ampliando a variabilidade genética e reduzindo o risco de endogamia — como primo casando com primo, que tem maior chance de gerar problema genético”, exemplifica Balestrin.

    Outro aspecto relevante na coleta é a idade dos galhos. “Quanto mais alto um ramo está na árvore, mais adulto ele é”, observa Guilherme Bravim, integrante da equipe técnica da UFV. “O projeto foi criado devido ao risco de morte e extinção de árvores após a tragédia em Brumadinho, em 2019. Algo muito semelhante ocorreu no RS em 2024, com a enchente histórica”, acrescenta. Após essas etapas, as plantas permanecem no viveiro por cerca de seis meses até o florescimento.

    O mesmo treinamento foi realizado na última terça-feira, no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata, em São Francisco de Paula. O plano de ação prevê o plantio de mais de seis mil mudas de 30 espécies florestais nativas, cultivadas a partir de técnicas de preservação genética.

    Parceria e inovação

    O engenheiro florestal Juarez Pedroso Filho, representante da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), avaliou a capacitação e o intercâmbio como fundamentais. “Temos 40 anos de experiência em viveiro florestal. Buscamos auxiliar os pesquisadores e fortalecer a relação com o Estado. O Reflora é visto como promissor para restauração florestal e desenvolvimento de cadeias de sementes, auxiliando na recuperação de áreas degradadas pelas enchentes”, afirma.

    “Esse projeto surge em um momento crucial, em que o Rio Grande do Sul ainda enfrenta as consequências dos eventos climáticos extremos”, salienta o professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Antonio de Farias. Segundo ele, a integração com as instituições de ensino permite benefícios múltiplos, “tanto na divulgação da produção científica quanto para os alunos, ao proporcionar novas oportunidades de formação técnica e científica”.

    Com duração prevista de três anos, o Reflora contará com investimento de R$ 5,21 milhões — sendo R$ 2,86 milhões aportados pela CMPC e R$ 2,34 milhões pela Embrapii. Os recursos serão aplicados em estruturas físicas, serviços de coleta, insumos e bolsas de pesquisa.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos

    Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

    Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

    Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

    Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma

    Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

    O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

    Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

     

  • Tecnologia e desenvolvimento: CCGL inaugura unidade de beneficiamento de leite com capacidade de até 400 mil litros/dia em Hulha Negra

    Com o propósito de otimizar a logística e impulsionar a produção leiteira no sul do Rio Grande do Sul, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) inaugurou, nesta terça-feira (19), sua nova Unidade de Captação de Leite na Campanha Gaúcha.

    Localizada estrategicamente entre Bagé e Hulha Negra, a estrutura industrial foi concebida para ampliar a competitividade do produtor regional, reafirmando o compromisso da cooperativa com eficiência, inovação e fortalecimento da base produtiva.

    Atualmente, cerca de 430 produtores associados integram a rede da CCGL na região, responsável por uma produção média mensal superior a 6,2 milhões de litros de leite. O potencial, entretanto, é ainda maior: com irrigação de pastagens, manejo moderno, ferramentas digitais de gestão e assistência técnica, a capacidade produtiva cresce continuamente. A nova unidade está preparada para receber até 400 mil litros de leite por dia.

    Durante a cerimônia, o presidente da CCGL, Caio Cezar Vianna, destacou o caráter inovador do investimento: “Essa é a primeira unidade no Rio Grande do Sul com esse modelo de processo, que conecta regiões produtoras distantes e aproxima o campo da indústria. Nossa estratégia é garantir competitividade e sustentabilidade para o leite gaúcho, apoiados em tecnologia, assistência técnica e soluções digitais.”

    Ele reforçou ainda a resiliência da pecuária leiteira: “O leite assegura receita constante ao produtor nos 12 meses do ano, trazendo estabilidade mesmo em cenários desafiadores, seja no clima ou na economia.”

    O presidente da OCERGS, Darci Hartmann, ressaltou o impacto do projeto para o desenvolvimento regional: “A unidade da Campanha representa um marco para a economia local e reafirma o compromisso das cooperativas com os produtores dessa região.”

    O prefeito de Hulha Negra, Fernando Campani, também comemorou a chegada da CCGL: “Esse investimento abre oportunidades para a agricultura familiar, gera empregos e estimula a inclusão de jovens agricultores, fortalecendo a profissionalização da cadeia do leite.”

    Os impactos econômicos são imediatos: já no primeiro ano, a unidade deve processar mais de 72 milhões de litros de leite e gerar cerca de 70 empregos diretos e indiretos.

    Mais do que uma obra de infraestrutura, o projeto reforça o cooperativismo como vetor de desenvolvimento, ampliando renda, produtividade e sustentabilidade no campo. Também abre espaço para uma nova geração de produtores, ao estimular a permanência e inclusão de jovens agricultores.

    O momento simbólico da inauguração foi marcado pelo corte da fita, conduzido pelo vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., ao lado do prefeito de Hulha Negra, Fernando Campani, da gerente de Projeto da CCGL, Bruna Kloecker, e dos produtores Arno Hartwing e Lydia Costa Pereira de Assis Brasil, neta de Joaquim Francisco de Assis Brasil, diplomata, político e pioneiro que dá nome ao projeto de desenvolvimento das regiões produtoras de leite da CCGL.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/noticias

  • A tecnologia pode salvar o pequeno produtor

    “O plano só será eficaz se for combinado ao conhecimento”

     

     

    O Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2024, elaborado pela Contag em parceria com o Dieese, aponta que a agricultura familiar concentra 67% das ocupações no campo, gera 23% do valor bruto da produção agropecuária nacional e apresenta uma das maiores diversidades produtivas do planeta. Pequenas propriedades predominam: 53% têm menos de 10 hectares e 35% entre 10 e 50 hectares, onde a mecanização ainda é limitada, apenas 14,5% possuem trator, número que cai para 2,3% no Nordeste.

    Diante desse cenário, tecnologias digitais surgem como alternativa para aumentar produtividade, otimizar recursos e garantir sustentabilidade. Sensores, softwares e drones podem ser mais eficazes, mesmo em propriedades com baixa mecanização. Pesquisas mostram que soluções de baixo custo combinadas a plataformas de gestão via celular podem reduzir perdas em até 25%.

    O Plano Nova Indústria Brasil, lançado em 2024, estabelece meta de 70% de mecanização na agricultura familiar até 2033, com foco em máquinas menores e mais acessíveis. Especialistas alertam que a simples compra de equipamentos não garante resultados; é necessária a capacitação e a democratização do uso das tecnologias, com estratégias como cooperativas para aquisição compartilhada de drones, contratação de serviços sob demanda e parcerias com universidades.

    “O plano só será eficaz se for combinado ao conhecimento sobre tecnologias digitais adaptáveis a diferentes cenários agrícolas. Não adianta ter o equipamento ou o maquinário e não saber operá-lo ou subutilizá-lo, pois acaba virando uma grande despesa imediata sem retorno financeiro efetivo”, destaca Maria Fernanda Lopes de Freitas, professora do curso de Gestão Integrada de Agronegócios, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

    Além da produtividade, a revolução digital no campo impacta gestão financeira, rastreabilidade, acesso a mercados e redução de perdas. Um levantamento da Embrapa em 2020 indica que mais de 65% dos agricultores familiares têm interesse em apps de gestão de lavouras, principalmente para detectar deficiências nutricionais, doenças e pragas. Tecnologias acessíveis e adaptáveis permitem que o agricultor familiar aumente a eficiência do trabalho manual e se beneficie da transição digital em curso.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Pastagens mostram recuperação parcial

    Pastagens variam em qualidade nas regiões gaúchas

    O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar indica que as pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul apresentaram resposta fisiológica positiva nas áreas com lotação adequada, especialmente onde houve aplicação de fertilizantes nitrogenados e orgânicos. “Os campos nativos ainda enfrentam limitações, mas em algumas regiões já iniciaram a rebrota”, informou o boletim.

    Apesar da variação climática, houve recuperação em áreas mais drenadas, e as pastagens de inverno retomaram o desenvolvimento, sobretudo as implantadas de forma mais tardia. Segue também o preparo de áreas para semeadura de milho para silagem e de forrageiras anuais de verão.

    Na região de Bagé, as pastagens de inverno tiveram leve recuperação, mas em áreas de aveia e azevém o potencial produtivo esperado não foi alcançado. Em Quaraí, a umidade favoreceu a incidência de fungos. Em Hulha Negra, pastagens com trevo apresentaram condições adequadas para pastejo e corte, com previsão de fenação em setembro. Em Santa Margarida do Sul, áreas foram arrendadas para engorda de animais, como alternativa de renda.

    Em Caxias do Sul, o frio e a chuva limitaram os manejos e os pastejos, que ocorreram de forma restrita para evitar danos às plantas e ao solo.

    Em Frederico Westphalen, o clima aliado às adubações nitrogenadas favoreceu a rebrota, a melhoria da qualidade nutricional e o aumento da oferta de forragem. Na região de Ijuí, as pastagens de aveia-preta e aveia-branca estão em floração, enquanto trigo de pastoreio e azevém permanecem em fase vegetativa com boa qualidade nutricional.

    Já em Passo Fundo, fatores edafoclimáticos limitaram o crescimento vegetal, exigindo ajustes de lotação e interrupção das adubações.

    Em Pelotas, as condições variaram: enquanto municípios como Arroio Grande, Canguçu e São José do Norte registraram bom desenvolvimento das pastagens de inverno, em localidades como Capão do Leão, Piratini e Rio Grande o frio, as geadas e a baixa radiação solar prejudicaram o crescimento.

    Na região de Santa Maria, a alta umidade e o excesso de lotação comprometeram o desenvolvimento das pastagens e atrasaram o crescimento do azevém. Em Júlio de Castilhos, lavouras de triticale para silagem tiveram bom desempenho, reduzindo custos com alimentação suplementar.

    Na região de Santa Rosa, as pastagens se recuperaram e apresentam menor risco de arranquio. Em Erechim e Soledade, o frio e a umidade prejudicaram o rebrote de aveia e azevém, mas os pastejos continuaram, mesmo com menor oferta. A aveia comum, de modo geral, está em fase avançada de crescimento e perde qualidade.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo integrado para preservar herbicidas

    Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas

     

    O manejo de resistência a plantas daninhas é fundamental para preservar a eficácia dos herbicidas e assegurar uma produção agrícola sustentável. Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Costa, a adoção de estratégias integradas é decisiva para evitar o avanço de populações resistentes e manter a produtividade no campo.

    Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação, que ajuda a reduzir a seleção de plantas tolerantes. O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), que combina métodos mecânicos, culturais e químicos, é outra ferramenta essencial, incluindo práticas como rotação de culturas, plantio direto e capinas. O monitoramento frequente das lavouras possibilita detectar precocemente sinais de resistência e ajustar as práticas. O uso de culturas mais competitivas e o controle mecânico, como capina, aração e desbaste, também contribuem para diminuir a pressão das invasoras. Capacitar produtores e técnicos, por meio de educação e treinamento, completa o conjunto de ações recomendadas.

    No âmbito do controle químico, a Bayer trabalha para ampliar as opções disponíveis no mercado. Até 2026, deve lançar o herbicida Convintro Duo, formulado com diflufenicam (HRAC 12) e metribuzim (HRAC 5), destinado à fase de pré-emergência da soja. Outro produto previsto é o icafolin-methyl, uma molécula inédita com ação sobre plantas mono e dicotiledôneas, incluindo espécies como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A integração dessas práticas com novas tecnologias é vista como o caminho mais eficaz para garantir o controle de plantas daninhas e retardar o desenvolvimento de resistência.
     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Condições climáticas favorecem lavouras de trigo no Rio Grande do Sul

    De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14/08), as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul iniciaram o período reprodutivo. Atualmente, 4% da área está em fase de florescimento e 96% em desenvolvimento vegetativo. Desde o segundo decêndio de julho, a regularidade das chuvas, intercaladas com períodos de elevada radiação solar e baixas temperaturas, tem favorecido um crescimento mais vigoroso das plantas.

    As lavouras apresentam coloração verde intensa e densidade populacional adequada, com estande próximo ao ideal por metro quadrado. O número de afilhos por planta é superior ao observado na safra de 2024, o que indica potencial produtivo maior, com incremento na capacidade de espigamento e na produtividade final.

    Os produtores estão finalizando a adubação nitrogenada em cobertura, etapa considerada crítica para suprir a demanda nutricional durante o alongamento do colmo e a preparação para o florescimento. Em áreas onde houve dificuldades no estabelecimento inicial, o desenvolvimento vegetativo apresenta recuperação, favorecido pela umidade do solo em níveis ideais para o perfilhamento.

    O estado fitossanitário das lavouras é considerado excelente, sem incidência significativa de pragas ou doenças, o que reduz a necessidade de intervenções corretivas. O manejo de plantas daninhas está sendo feito dentro do período técnico recomendado, evitando a competição por água e nutrientes. Além disso, as aplicações preventivas de fungicidas seguem o calendário fitossanitário, com foco no controle de doenças foliares e de giberela, especialmente nas áreas que já iniciaram a floração.

    A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, com estimativa de produtividade de 2.997 quilos por hectare.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Produtores se preparam para safra 2025/26

    “Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva”

    Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

    O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

    “Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

    Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

    “A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/