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  • Buva desafia produtores e eleva custos: manejo integrado é chave no controle

    Evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas

     

    A buva (Conyza bonariensis), planta daninha presente em praticamente todas as regiões agrícolas do Brasil, segue como uma das principais ameaças à produtividade das lavouras. Altamente adaptável e resistente, a espécie tem elevado os custos de produção, exigindo investimentos crescentes em herbicidas, maquinário e estratégias de manejo integrado.

    Segundo pesquisadores, o avanço da resistência da buva aos herbicidas tradicionais, como o glifosato, preocupa agricultores especialmente em áreas de soja, milho e trigo. Em algumas regiões, relatos indicam resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação, o que compromete a eficiência do controle químico isolado e pressiona a adoção de medidas complementares.

    Evolução da resistência

    A evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas em cada região. No Sul do Brasil, por exemplo, a dependência histórica do glifosato acelerou a seleção de biótipos resistentes. Já no Cerrado, embora a resistência seja mais recente, sua disseminação ocorre de forma rápida, impulsionada pela grande área cultivada em sistema de plantio direto e pelo uso repetitivo dos mesmos produtos.

    Técnicas de manejo mais eficazes

    Entre as estratégias mais eficientes, o manejo integrado se destaca. O uso de herbicidas pré-emergentes, combinado com aplicações pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação, tem mostrado resultados consistentes. Além disso, a rotação de culturas e a utilização de coberturas vegetais são apontadas como práticas fundamentais para reduzir o banco de sementes no solo. Em algumas áreas, produtores também relatam maior eficiência ao associar controle químico e mecânico, especialmente em reboleiras mais densas.

    Avaliação entre controle químico e mecânico

    A escolha entre controle químico e mecânico deve considerar fatores como densidade de infestação, estádio de desenvolvimento da buva, custo de operação e condições climáticas. Enquanto o controle químico é mais viável em áreas extensas e com infestação inicial, o manejo mecânico pode ser uma alternativa para situações pontuais ou em áreas onde a resistência já limita a eficácia dos herbicidas.

    Influência do clima no ciclo da buva

    O clima exerce papel decisivo no ciclo da buva. Em períodos de inverno mais ameno, com baixa ocorrência de geadas, a planta se estabelece mais facilmente e amplia sua janela de emergência. Já em verões quentes e chuvosos, a germinação tende a ser mais intensa, favorecendo a rápida multiplicação da população. Esse comportamento exige monitoramento constante e ajustes no calendário de manejo.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Estabelecimento inicial do milho no RS é satisfatório, aponta Emater/RS-Ascar

    A maior área produtora de milho no Rio Grande do Sul é a região de Santa Rosa, onde a Emater/RS-Ascar projeta para a Safra de Verão 2025/2026 o plantio de 137.501 hectares, com rendimento médio esperado de 8.240 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/09), grande parte das lavouras implantadas na segunda quinzena de agosto estão em fase inicial de emergência. Nas áreas semeadas de forma antecipada, o desenvolvimento inicial está satisfatório.

    A Emater/RS-Ascar realizou o levantamento de área para a projeção inicial da Safra de Verão 2025/2026, apresentado na última terça-feira (02/09), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa, na 48ª Expointer, que acontece até o próximo domingo (07/09), em Esteio. Foram consideradas informações de 490 municípios gaúchos, que abrangem entre 95% e 100% da área cultivada no Estado. Os dados preliminares indicam expansão tanto em milho grãos quanto milho para silagem, estabilidade na soja e retração em arroz (Irga) e no feijão 1ª safra.

    Na cultura do milho, a área projetada para a próxima safra é de 785.030 hectares, com a produtividade permanecendo estável, em 7.376 kg/ha, resultando em uma produção estimada de 5.789.995 toneladas de milho, o que representa crescimento de 9,45% em relação à safra anterior. Os principais fatores para esse aumento são a elevada renda por unidade de área, obtida no ano anterior; o fomento estatal em programas específicos; a possibilidade de cultivos sucessivos e a manutenção de cotações em patamar superior ao ano anterior.

    A semeadura de milho apresenta andamento diferenciado entre as regiões, em função das condições de solo, relevo e regime térmico. As precipitações observadas ao longo de agosto e início de setembro proporcionaram condições adequadas de umidade em grande parte das áreas, favorecendo a semeadura e a emergência das lavouras. A elevação das temperaturas vem contribuindo para a rápida germinação e estabelecimento inicial das plantas.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, prevê-se o cultivo de 93.020 hectares com milho, e produtividade de 7.546 kg/ha. Na região dos Campos de Cima da Serra, a implantação da cultura do milho deverá iniciar apenas no final de setembro, concentrando-se ao longo de outubro. Já nos Aparados da Serra, a maior parte da área será estabelecida em novembro, em decorrência da altitude elevada e das temperaturas mais baixas.

    Para milho silagem, a Emater/RS-Ascar projeta um incremento da área de quase 3%, chegando a 366 mil hectares, e aumento da produtividade para pouco mais de 38 mil kg/ha, resultando em uma produção de 14 milhões de toneladas de milho silagem para a safra 20025/2026 no RS, um aumento de +8,29%. Esse aumento é consequência da importância desse alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante a escassez hídrica, e de alguns agricultores que se dedicam à produção e venda para mercados regionais, inclusive para bovinos de corte.

    Culturas de inverno

    No Rio Grande do Sul, a cultura do trigo apresenta desenvolvimento e estado fitossanitário adequados, em função da alternância regular entre períodos chuvosos e secos nas últimas semanas. A disponibilidade hídrica no solo e a elevada incidência solar têm proporcionado condições para o perfilhamento, para o alongamento de colmos e para o início das fases reprodutivas. Atualmente, 70% das lavouras de trigo estão em fase vegetativa, 20% em floração e 10% em enchimento de grãos. O cenário estadual permanece dentro da normalidade, e há perspectivas positivas de produtividade, caso as condições climáticas sigam favoráveis ao longo do período crítico de floração e enchimento de grãos.

    A cultura da aveia-branca apresenta desenvolvimento satisfatório em grande parte das lavouras, predominando os estágios de florescimento e enchimento de grãos. Nas regiões de maior expressão produtiva, como o Noroeste e o Planalto Médio, os cultivos de aveia-branca estão em estágios mais avançados e a colheita das lavouras precoces começa a ser planejada.

    Na canola, os dias ensolarados e as temperaturas em elevação no final de agosto favoreceram o florescimento e a formação de grãos em diferentes regiões. A disponibilidade adequada de radiação solar tem estimulado a polinização natural, intensificada pela presença de abelhas, fator que pode contribuir para o incremento da produtividade.

    Olerícolas e frutícolas 

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o clima das últimas semanas tem favorecido o desenvolvimento das olerícolas, em razão da boa combinação de luminosidade, das temperaturas amenas e da adequada umidade no solo. Houve aumento da oferta e melhora na qualidade da produção. As condições produtivas e sanitárias das olerícolas seguem propícias, com avanço das culturas de primavera e investimentos em estruturas de cultivo protegido, mesmo diante de alguns impactos climáticos.

    A oferta de folhosas no mercado regional de Frederico Westphalen está alta, e os produtos apresentam bom porte e qualidade. No entanto, a demanda reduziu drasticamente nos últimos dias, pois as hortas domésticas estão em pleno desenvolvimento, favorecidas pelo clima. Culturas como moranga, abóbora, tomate e mandioca estão em processo de preparo de solo para receber as mudas ou manivas, tanto nas áreas comerciais quanto para autoconsumo.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em São José do Norte, o transplantio da cebola foi concluído nos 1.440 hectares previstos, sendo cerca de 16 hectares de forma mecanizada. As áreas de semeadura direta representam cerca de 2% (30 ha) do total cultivado no município, e há tendência de aumento para a próxima safra. Em Herval e Pedras Altas, foi concluído o plantio dos bulbos de cebola para a produção de sementes, e a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo.

    As frutícolas, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, apresentam bom desenvolvimento. A cultura de morango tem emitido floração abundante, e houve aumento de frutos maduros, porém elevou-se a presença de ácaros nas plantas. Os frutos das culturas de pêssego e nectarina se desenvolvem de forma adiantada. A poda das videiras está finalizada, e as plantas iniciam a fase de brotação.

    Sobre a uva na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as condições climáticas permitiram a aceleração da poda de inverno, faltando podar em torno de 15% da área de videiras nas regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, devendo ser encerrada nos próximos dias. As variedades mais precoces, como a Vênus e as situadas em áreas mais quentes da região, já estão no início da brotação, mas ainda não emitem botões florais.

    Pastagens e criações

    Os campos nativos e as pastagens perenes de verão apresentaram melhora na oferta e qualidade da forragem, favorecidas por radiação solar e temperaturas elevadas, além de umidade adequada, que permitiram maior carga de pastejo e melhor eficiência. Especialmente nos campos melhorados com azevém, o manejo adequado aumentou a qualidade da pastagem, suportando altas lotações. Os produtores também efetuaram o plantio de milho para silagem e de pastagens anuais de verão, aproveitando a boa umidade do solo.

    As temperaturas elevadas e os dias ensolarados beneficiaram o conforto térmico e o desempenho dos rebanhos de corte, tanto a pasto quanto em confinamento. A fase predominante do rebanho ainda é a de gestação, e as parições seguem avançando. A maioria dos produtores aplicou o reforço da vacina preventiva para clostridioses, e intensificaram o controle de parasitas. Nas áreas onde há o sistema de Integração Lavoura Pecuária iniciam-se os preparativos para o cultivo da soja.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os pescadores artesanais da Lagoa dos Patos estão em período de seguro defeso, que seguirá até o dia 30/09. Em Arroio Grande, uma cooperativa registrou dificuldades na comercialização do pescado e, como alternativa, prospectaram novos mercados, incluindo os institucionais.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Produtividade começa no solo: tema será abordado no Dia de Campo da CCGL

    O XV Dia de Campo da CCGL, que acontece no dia 18 de setembro em Cruz Alta, terá uma estação dedicada a um dos pilares da atividade leiteira: a fertilidade do solo. A apresentação “Fertilidade do solo: a base da produtividade” será conduzida pelo pesquisador Dr. Jackson E. Fiorin, da RTC/CCGL e o produtor Everton Hartwig, destacando como a correta correção e o manejo de nutrientes vão muito além da adubação tradicional com NPK.

    Na estação, os especialistas vão discutir como a análise detalhada do solo e o uso de tecnologias de manejo podem resultar em incremento de produção e retorno econômico para os produtores. A proposta é mostrar que olhar para a fertilidade de forma estratégica é fundamental para garantir sustentabilidade, eficiência e competitividade na cadeia do leite.

    Esse tema integra o conjunto de sete estações técnicas que vão compor o Dia de Campo, todas alinhadas ao mote do evento: “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Feira amplia oportunidades para pequenos produtores na Expointer

    Plataforma conecta agroindústrias familiares a consumidores e empresas

     

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), lançou, na terça-feira (2/9), na 48ª Expointer, a Feira Digital Sabor Gaúcho, plataforma que moderniza a comercialização de produtos da agricultura familiar e fortalece a gestão dos empreendimentos rurais.

    A iniciativa conecta produtores a outros mercados, amplia a visibilidade das agroindústrias e contribui para a profissionalização do setor. A plataforma oferece atualização de preços, logística e meios de pagamento, além de cursos e capacitações em marketing digital e gestão comercial.

    No Pavilhão da Agricultura Familiar, um espaço permanente oferece orientação prática aos produtores sobre cadastro, logística e vendas online, garantindo o início da comercialização de produtos para restaurantes, bares e distribuidores. A expectativa é que a plataforma também permita vendas diretamente ao consumidor final, ampliando ainda mais o alcance das agroindústrias familiares.

    A força do mercado digital

    Entre os produtos disponíveis estão queijos artesanais, polpas de frutas, vinhos, geleias, doces, salames e outros itens típicos das agroindústrias familiares gaúchas. A feira digital possibilita que os empreendimentos continuem vendendo mesmo após o fim da Expointer, aumentando o alcance dos produtos e fortalecendo a presença no mercado digital, segundo o proprietário da agroindústria Estrelat em Estrela, Roberto Oliveira.

    O titular da SDR, Vilson Covatti, ressaltou que a plataforma é um marco para a inovação e a sucessão rural, aumentando a visibilidade de produtos que muitas vezes não chegam a canais mais amplos e preparando as novas gerações para administrar os negócios rurais em uma era digital.

    Conforme a diretora-executiva da Produtores Gaúchos Unidos, Aline Barili Alves, a iniciativa não é apenas uma vitrine online. A plataforma organiza o dia a dia dos empreendimentos, ao facilitar cadastro, logística e meios de pagamento, e ainda prepara os produtores para expandirem suas vendas no mercado digital.

    O diretor-geral da SDR, Romano Scapin, destacou a importância da governança conjunta das secretarias e a conexão da feira digital com o Centro de Inteligência do Agronegócio (Centro Agro), pontuando que o Pavilhão da Agricultura Familiar valoriza tradição, dedicação e visibilidade dos empreendimentos familiares.

    Parcerias para fortalecimento da agricultura familiar

    A iniciativa envolve parcerias da SDR com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (Seidape), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), a Invest RS, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), garantindo suporte técnico, capacitação e fortalecimento da agricultura familiar em todo o Estado.

    O lançamento contou com a presença de autoridades e parceiros estratégicos, entre eles o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, além do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Presença de carrapatos resistentes é maior do que o previsto no RS

    Uma pesquisa realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mostrou dados significativos sobre a resistência dos carrapatos que afetam o rebanho gaúcho aos produtos existentes no mercado. A responsável pelo Serviço de Doenças Parasitárias da Seapi, Nathalia Bidone, mostrou que os sete carrapaticidas testados no estudo apresentaram resistência em mais de 80% das propriedades, com um deles chegando a 100%. “O resultado mostrou uma realidade muito pior do que nós imaginávamos”, afirmou Nathália.

    A pesquisadora também afirmou que a Seapi está realizando um estudo que avalia a importância do trânsito de bovinos na dispersão de carrapatos resistentes, em parceria com a Universidade da Carolina do Norte. “Fizemos toda a interrelação dos dados de bioensaios, que são os testes de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas, com as análises de rede.” Esse trabalho é uma parceria dos Departamentos de Vigilância e Defesa Animal (DDA) e de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi com a Universidade da Carolina do Norte, através do convênio entre a Secretaria e o Fundesa.

    A mesa-redonda “O carrapato bovino no Conesul: cenários, impactos e diretrizes” ocorreu na Casa do Fundesa nesta segunda-feira (01/09), na Expointer, e contou com representantes do Brasil, Uruguai e Argentina. Ao fazer a saudação no primeiro encontro realizado na nova sede do fundo, Kerber deu as boas-vindas à “casa da sanidade animal no Rio Grande do Sul” e destacou a importância de todos estarem atentos à questão da resistência aos carrapaticidas. O secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, afirmou que o carrapato causa prejuízos imensuráveis ao estado e está sendo discutido com a profundidade necessária e direcionamento para a solução.

    O pesquisador do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, (IPVDF), também da Seapi, José Reck, apresentou os 10 passos para o controle do carrapato, conteúdo que será publicado em breve em Nota Técnica pela Secretaria da Agricultura, com orientações sobre como proceder para contornar a situação no grave cenário atual. Dados apresentados pelos palestrantes do Uruguai e Argentina revelaram que nos dois países vizinhos a situação é igualmente grave.

    O teste para saber qual a melhor opção de produto a ser utilizado no combate ao carrapato é gratuito. Nathalia Bidone destacou ainda que o manejo do carrapato e a recomendação do produto deve ser feito por um profissional médico veterinário. Para mais informações acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/carta-de-servicos/servicos?servico=1486

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Emater/RS-Ascar projeta aumento na produção de soja e milho no RS

    A estimativa da safra de verão 2025/2026 foi apresentada hoje

     

    Na manhã desta terça-feira (02/09), a Emater/RS-Ascar apresentou as estimativas iniciais da Safra de Grãos de Verão 2025/2026, durante o tradicional Café com a Imprensa, na Arena da Extensão, na Expointer. De acordo com levantamento inicial, o Rio Grande do Sul terá uma produção de 35.328.754 toneladas, +27,30% superior à safra passada, que foi de 27.752.455 toneladas de grãos, incluindo soja, arroz, milho, milho silagem, feijão e sorgo.

    Destaque para o milho grão, que deve apresentar aumento de área de +9,31%, passando de 718.190 hectares cultivados na safra anterior, para 785.030 hectares para esta safra. A produtividade calculada pela tendência é de 7.376 quilos de milho por hectare, -0,03% em relação à produtividade da safra passada, que foi de 7.378 quilos de milho por hectare. Essas projeções geram uma expectativa de produção de 5.789.995 toneladas, ou seja, +9,45% acima das 5.290.051 toneladas de milho produzidas na safra passada.

    Já a soja, principal commodity cultivada no Estado, a produção projetada é de 21.440.133 toneladas, +57,14% a mais do que na safra passada, que foi de 13.643.936 toneladas do grão, numa área de 6.742.236 hectares, -0,80% menor do que na safra passada, quando foram cultivados 6.796.916 hectares. A produtividade esperada é de 3.180 quilos de soja por hectare nesta safra, +58,29% acima da produtividade em 2024/2025, que foi de 2.009 quilos de soja por hectare.

    “Importante ressaltar que, de todas as regiões produtoras de soja, três ultrapassam 1 milhão de hectares projetados para serem cultivados nesta safra, que são Bagé, Ijuí e Santa Maria, apesar da pequena redução de área esperada, reflexo da estiagem passada”, avalia o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, ao apresentar as projeções para a safra de grãos de verão.

    No caso do milho e do milho silagem, Baldissera observa a variação das produtividades apresentadas nas diversas regiões produtoras, que visivelmente reflete as ambiências de cada região, mas que merece um olhar técnico mais apurado.

    A área a ser cultivada com milho silagem nesta safra é de 366.067 hectares, 2,74% a mais do que na safra passada, quando foram cultivados no RS 356.300 hectares. Com uma produtividade esperada de 38.338 quilos de milho silagem por hectare, 5,28% a mais do que na safra passada, que foi de 36.416 quilos por hectare, o milho silagem deve atingir uma produção 8,29% maior, passando de 12.960.145 toneladas na safra passada para 14.034.434 de toneladas de milho silagem nesta safra.

    O feijão 1ª safra apresenta como estimativa inicial uma redução da área de -15,27%, passando de 30.797 hectares cultivados na safra passada para 26.096 hectares a serem cultivados nesta safra de verão no RS. A produtividade esperada é de 1.779 quilos de feijão por hectare, ou seja, -2,97% inferior à da safra passada, que foi de 1.833 quilos de feijão por hectare. Isso permite projetar uma produção estadual de feijão de -17,27%, passando de 56.098 toneladas na safra passada para 46.412 toneladas nesta safra.

    No arroz, dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) também apresentam redução de área de -5,17%, passando de 970.216 hectares para 920.081 hectares nesta safra, o que projeta uma produção -8,10% menor do que na safra passada, que foi de 8.762.370 toneladas, para 8.052.213 toneladas nesta safra. A produtividade esperada nesta safra é de 8.752 quilos de arroz por hectare, -3,23% menor do que na safra passada, que foi de 9.044 quilos de arroz por hectare.

    A novidade nesta estimativa inicial é a inclusão do sorgo como uma cultura que ocupa áreas consideráveis, a exemplo de Bagé, onde é cultivado em mais de 8 mil hectares (8.317 ha), totalizando no Estado 11.888 hectares.

    Projeções climáticas

    Antes da apresentação das estimativas de produção dos grãos de verão, o meteorologista da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone, projetou uma primavera dentro da normalidade, com precipitações em setembro e outubro dentro da média, sendo novembro esperado como mais seco, ou seja, com chuvas abaixo da média. As temperaturas ficarão mais elevadas, acima da média no trimestre de setembro a novembro. Já para o verão, a tendência é de temperaturas acima da média e chuvas próximas da média. Varone destaca que os dados são atualizados todas as semanais e podem ser conferidos no www.simagro.rs.gov.br.

    Qualificação e valorização

    A constante qualificação e valorização do quadro profissional da Emater/RS-Ascar foi destacada pelo presidente Luciano Schwerz, ao anunciar, através da implementação da Operação Terra Forte, programa de recuperação de solos do Rio Grande do Sul, a reestruturação da frota de veículos da Instituição, que dará suporte ao trabalho no campo, e a contratação de 144 novos extensionistas. “O Terra Forte é fruto de importante parceria, de respeito e comprometimento com o agricultor, que está no nosso horizonte de atuação, para os quais alcançamos oportunidades”, diz Schwerz.

    Para o secretário estadual da Seapi, Edvilson Brum, “o olho no olho favorece construir, juntos, alternativas de produção, fortalecidas pelo trabalho realizado pelos extensionistas da Emater”, analisa, ao ressaltar a importância da comunicação e da imprensa nesse processo de fortalecimento da agricultura familiar gaúcha.

    O trabalho qualificado e as parcerias renovadas e fortalecidas foram destacados pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, ao avaliar a Operação Terra Forte como o maior investimento de recuperação do solo e da agricultura gaúcha, “garantida pelos extensionistas da Emater, a partir do trabalho realizado, que vemos, na realidade, os resultados no campo”, diz Covatti. O secretário ressaltou que o Terra Forte vai beneficiar 15 mil famílias de agricultores, que serão definidas pelos conselhos municipais da agricultura, através de parceria com as prefeituras.

    Além da imprensa, prestigiaram a apresentação das estimativas iniciais da safra de grãos de verão da Emater/RS-Ascar, ex-presidentes e ex-diretores da Instituição, a secretária estadual de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas, secretários adjuntos da Seapi e da SDR, representantes de cooperativas, universidades, do IBGE, e o superintendente regional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no RS, José Cleber de Souza, além de gerentes estaduais e regionais da Emater/RS-Ascar e extensionistas rurais.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Agroindústria gera 340 mil empregos no Rio Grande do Sul

    Rio Grande do Sul tem 14,7 mil indústrias ligadas ao agronegócio

     

    O Rio Grande do Sul concentra atualmente 14,7 mil indústrias da transformação ligadas ao agronegócio, responsáveis por 340,5 mil empregos e por movimentar US$ 10,7 bilhões em exportações, segundo levantamento do Sistema FIERGS. A relevância do setor está em destaque na Expointer, considerada a maior feira agropecuária da América Latina, que ocorre em Esteio até o próximo domingo (7).

    Durante o evento, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) promove ações voltadas a negócios, inovação e conhecimento. Entre os destaques está o lançamento do Observatório da Agroindústria, marcado para quinta-feira (4), em seu estande institucional. A plataforma digital reúne dados sobre o desempenho da agroindústria gaúcha.

    O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, destacou a importância da feira para a integração do setor. “O agronegócio vai muito além da lavoura. Para que exista agroindústria, é preciso ter agropecuária. Para que haja agropecuária, são indispensáveis os insumos agrícolas, como máquinas e fertilizantes. Tudo está conectado”, afirmou. Ele acrescentou: “E não há lugar melhor para fortalecer as pautas do agro do que a Expointer”.

    De acordo com a FIERGS, 13,8 mil indústrias do estado são classificadas como agroindústrias, representando 27% do setor industrial gaúcho. Essas unidades geram 294,2 mil empregos, equivalem a 34% da mão de obra industrial e movimentaram US$ 10 bilhões em exportações, o que corresponde a 45,5% das vendas externas do estado. O Rio Grande do Sul é o quinto em número de agroindústrias e ocupa a terceira posição no ranking nacional de exportação de produtos agroindustriais.

    No segmento de insumos agropecuários, que inclui máquinas, fertilizantes, rações e medicamentos veterinários, o estado conta com 884 estabelecimentos, equivalentes a 1,7% das indústrias locais. Essa atividade emprega 46,3 mil pessoas e registrou exportações de US$ 682,3 milhões em 2024, segundo a FIERGS. O estado ocupa a segunda posição nacional nesse segmento, tanto em número de estabelecimentos quanto em exportações.

    As máquinas e equipamentos agrícolas se destacam nesse contexto. O Rio Grande do Sul é o segundo maior exportador do país, com vendas externas de US$ 446,6 milhões em 2024, atrás apenas de São Paulo. Panambi lidera em número de estabelecimentos, com 35 fábricas que empregam 5,7 mil trabalhadores. O estado ainda responde por 60% da produção nacional de tratores agrícolas.

    O Observatório da Agroindústria, que será apresentado oficialmente na Expointer, é resultado da parceria entre o Conselho da Agroindústria (Conagro), a Unidade de Estudos Econômicos (UEE) e o Observatório da Indústria. Segundo a FIERGS, a ferramenta foi criada para “auxiliar o setor a identificar desafios e oportunidades”, reunindo dados sobre exportações, geração de empregos e participação do setor na economia.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Segunda safra de milho enfrenta desafios logísticos

    A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025

     

    A colheita da segunda safra de milho no Brasil atingiu 94,8% da área plantada, desempenho acima da média histórica recente, mas ainda atrasado em relação ao ciclo anterior. O atraso compromete o período mais competitivo para exportação, entre julho e setembro, fazendo com que parte do milho chegue ao mercado quando os Estados Unidos já ofertam grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil e pressionando preços.

    A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025, com risco de sobreoferta. No mercado interno, o consumo é robusto, puxado pela indústria de ração animal e pelo etanol de milho, que absorve cerca de 21 milhões de toneladas. Mesmo assim, a pressão sobre os preços deve se manter ao longo do ano, aliviando apenas em períodos de menor disponibilidade, como dezembro e janeiro.

    “O milho brasileiro tem uma janela mais competitiva de julho a setembro. Se a colheita e o programa de exportação atrasam, parte desse milho só chega ao mercado quando os Estados Unidos já estão ofertando grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil nas vendas externas e pressionando os preços”, analisa Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

    Os principais destinos continuam sendo China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Vietnã e Egito, mas a concorrência internacional está mais acirrada. Conflitos geopolíticos e disputas tarifárias exigem do Brasil a busca por novos mercados e a consolidação de parcerias já existentes.

    Fatores como câmbio, clima e gargalos logísticos serão determinantes para a competitividade. O real valorizado reduz a vantagem frente a EUA e Argentina, enquanto safras cheias nesses países ampliam a oferta global. A capacidade de armazenagem interna é limitada, e o escoamento depende majoritariamente da malha rodoviária, elevando custos. Estratégias de gestão de risco, como fracionar vendas e travar custos, são essenciais para proteger o produtor e garantir fluidez nos embarques.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • XV Dia de Campo da CCGL vai mostrar como o bem-estar animal pode elevar a produção de leite

    Garantir o bem-estar das vacas leiteiras é um dos pilares para manter a produtividade e a rentabilidade da atividade. Pensando nisso, o XV Dia de Campo da CCGL contará com a estação técnica “Bem-estar que gera resultados: estratégias práticas para reduzir o estresse térmico”, conduzida pelos especialistas Renan Faccio (CCGL), Jair Veit (Coopermil) e o produtor Matheus Meinerz (Coopermil).

    O espaço vai apresentar soluções de manejo que ajudam o produtor a transformar desafios climáticos em oportunidades, garantindo maior conforto para os animais e lucratividade para a propriedade. Além disso, os participantes poderão conhecer estratégias aplicáveis no dia a dia da propriedade, que unem simplicidade e eficiência, sempre com base em pesquisas e resultados práticos.

    Essa estação integra a programação que reúne sete grandes temas sobre gestão, tecnologia e sucessão na cadeia leiteira, reforçando que o leite do futuro começa a ser construído hoje. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

     

  • Lavouras de canola apresentam desenvolvimento satisfatório no RS

    Entre as culturas de inverno, a canola encontra-se em fase mais avançada de desenvolvimento, com 14% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 67% em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação ou colhidos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/08), as lavouras de canela apresentam satisfatório vigor vegetativo e pegamento de flores, em função da maior disponibilidade de radiação solar nas últimas semanas. Em razão da floração mais prolongada, característica da cultura, os cultivos estão simultaneamente com flores na extremidade superior das inflorescências (racemos) e síliquas em formação na parte basal. Essa condição assegura o potencial produtivo, especialmente quando associada à adequada atividade de polinizadores e fertilidade do solo.

    Apesar do desempenho satisfatório, alguns fatores afetaram o potencial produtivo em áreas específicas, tais como chuvas excessivas na ocasião da semeadura; geadas na primeira semana de julho, que coincidiram com a fase de floração em algumas lavouras; e episódios recentes de granizo, a sanidade da cultura, em geral, é considerada adequada, e há baixa incidência de mofo-branco e redução de traça-da-canola. Contudo, a presença de pulgões foi registrada em algumas áreas, exigindo monitoramento e controle pontual.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura da canola se desenvolve com adequada emissão de brotações laterais e elevada quantidade de botões florais por ramo. As folhas basais apresentam bom porte e pequena senescência natural; já as folhas superiores e dos ramos laterais, de tamanho reduzido, mantêm sanidade apropriada. Na região, 70% das áreas estão em floração, 15% em enchimento de grãos — com excelente número de grãos por síliqua, e 2% em maturação. Destaca-se, ainda, a redução da incidência de traça-da-canola em relação ao observado em anos anteriores.

    Trigo – As precipitações irregulares, com volumes elevados na Região Sul do Estado, causaram danos em algumas áreas cultivadas com trigo. Já no Noroeste e no Planalto, onde localizam-se a maior extensão de cultivo de trigo no RS, as precipitações foram moderadas, sem causar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.

    Atualmente, a cultura do trigo apresenta 82% das lavouras em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, as plantas apresentam vigor vegetativo e sanidade satisfatórios e expectativa positiva de rendimento. Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. As aplicações de fungicidas serão retomadas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as condições climáticas antes das chuvas foram favoráveis ao crescimento do trigo, permitindo a realização de adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. O estande é considerado uniforme, e a cultura apresenta bom vigor. Já na de Pelotas, as chuvas em 23 e 24/08, associadas à alta nebulosidade anterior, à cerração frequente e às temperaturas mais baixas, limitaram o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Apesar do atraso relativo no crescimento das plantas, as condições de sanidade permanecem satisfatórias.

    Aveia-branca – As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, favorecido pelas temperaturas amenas, adequada disponibilidade de radiação solar e manutenção da umidade nos solos. As precipitações mais intensas concentraram-se na Região Sul do Estado, sem comprometer de forma generalizada o andamento da cultura.

    Em termos fenológicos, a fase vegetativa ainda é predominante, abrangendo 52% das áreas, estando ainda 28% estão em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação. Foi colhida uma pequena parcela, que corresponde a áreas implantadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e que sofreram danos por geadas em julho, resultando em antecipação do ciclo, baixos rendimentos e grãos de qualidade inferior, destinados ao arraçoamento animal. Entretanto, essa área não tem representatividade estatística.

    Cevada – A cultura apresenta evolução satisfatória, beneficiada por precipitações entre 20 e 40 mm nas regiões de maior extensão de cultivo, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o final do desenvolvimento vegetativo. Estão 92% das áreas em fase vegetativa e 8% em florescimento, com perspectivas produtivas compatíveis às expectativas iniciais. Além disso, a sanidade e o vigor dos cultivos continuam adequados, sem registros de incidências relevantes de pragas ou doenças.

    Na região administrativa de Erechim, as lavouras de cevada apresentam desenvolvimento uniforme e ótima sanidade. Esses cultivos, de elevada qualidade, são destinados principalmente à indústria cervejeira. Já na região de Ijuí, as lavouras destinadas à produção de grãos para malteação encontram-se predominantemente em estádio de alongamento do colmo, com boa condição fitossanitária. Já as áreas voltadas ao consumo animal estão em início de emissão de espigas, também com adequado desenvolvimento e vigor vegetativo.

    CULTURAS DE VERÃO

    Milho – As precipitações ocorridas na semana passada interromperam de forma momentânea o plantio do milho em diferentes regiões do Estado. De forma geral, as chuvas foram benéficas para garantir a adequada disponibilidade hídrica nos solos, favorecendo a germinação e a emergência dos cultivos. Contudo, em áreas da Metade Sul, onde os volumes pluviométricos superaram os 200 mm, houve encharcamento de lavouras, especialmente em várzea, atrasando a retomada da operação.

    As primeiras áreas implantadas com milho no Estado apresentam adequado estande de plantas e estão em estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo, entre VE e V3/V4 (emergência e quatro folhas visíveis). Observa-se bom vigor inicial nas áreas semeadas em solos bem drenados. Já nos locais com excesso de umidade, há risco de perdas iniciais por apodrecimento de sementes e dificuldade de emergência.

    A semeadura do milho deverá ser acelerada nos próximos dias, pois o calendário de plantio está dentro da janela considerada de menor risco, conforme o Zarc.

    A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento da área cultivada e do potencial produtivo da cultura. A perspectiva é de que aumente a extensão de área de cultivo. As informações consolidadas serão divulgadas em evento específico na próxima terça-feira (02/09), durante a 48ª Expointer. A produtividade da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares (IBGE).

    FRUTÍCOLAS

    Ameixa – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a variedade Fortune, conhecida como “Italianinha”, está em plena floração. Muitos agricultores dispensaram o uso de indutores de brotação para a quebra de dormência, em virtude do satisfatório acúmulo de horas de frio registradas até o momento. No atual cenário, a não utilização dos indutores de brotação também é uma estratégia para garantir um período de floração mais longo, que, às vezes, ocorre em 2 ou 3 ciclos, evitando perdas totais de produção por geada, visto que a planta estaria em diferentes estágios fenológicos e, consequentemente, distintos níveis de resistência ao frio. A variedade Letícia, segunda mais cultivada na Serra, ainda está em dormência. Contudo, em pomares localizados em regiões com microclima mais ameno, os produtores iniciam o uso de indutor de brotação, visto que essa variedade é mais exigente em horas de frio.

    Morango – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a safra foi aberta oficialmente em Bom Princípio, a Capital Estadual do Morango, em solenidade no dia 09/08, no centro da cidade, em frente ao Morangão de Bom Princípio, estrutura de 7 metros de altura em formato de morango. Em levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar e em parceria com a Secretaria da Agricultura do município, estima-se que há 1,124 milhão plantas de morango em produção comercial, com expectativa de colheita de mais de 1,0 milhão de quilos da fruta. De maneira geral, o tempo tem favorecido o desenvolvimento das plantas e a formação dos frutos. Na maioria das lavouras, observa-se intensa emissão de flores neste período, o que indica boa produção em início de setembro, quando ocorrerá a 21ª edição da Festa Nacional do Moranguinho.

    O morango continua em destaque em âmbito nacional em função da popularização do doce “Morango do Amor”. A alta procura pressionou os preços para cima no início de agosto, chegando a R$ 60,00/kg. Atualmente, com o aumento da colheita, houve redução nos preços, mas ainda seguem em alta, variando entre R$ 30,00 e R$ 45,00/kg, conforme o tamanho e a quantidade vendida.

    Pêssego – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, apesar de ainda ter pomares em florescimento, a maioria está no final da floração, na fase de queda das pétalas, e iniciando brotação foliar. Os produtores continuam realizando a primeira adubação e os tratamentos fungicidas preventivos, pois a floração é uma fase bastante crítica para a entrada de doenças nas frutas. O estado fitossanitário e o aspecto vegetativo das plantas indicam ótima safra para este ano, o que anima os produtores, mas ainda há grande preocupação em relação às geadas.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Os efeitos das chuvas foram variáveis nas regiões: em algumas, provocaram barro e retardaram o desenvolvimento das pastagens; em outras, estimularam o rebrote das áreas nativas e cultivadas e permitiram a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Continuou a semeadura de milho para silagem, e os produtores se organizaram para a implantação das forrageiras anuais de verão, garantindo a continuidade da oferta de alimento aos rebanhos. As lavouras de aveia, estabelecidas no outono, estão em fase final de ciclo, e houve redução acentuada na disponibilidade de folhas e na qualidade da forragem.

    OVINOCULTURA – As chuvas e a queda das temperaturas afetaram o bem-estar de grande parte dos rebanhos. Os ovinocultores estão focados no manejo das matrizes e de cordeiros, com atenção especial ao período de parição. São realizados procedimentos como assinalação, castração, caudectomia e a administração da vacina contra ectima contagioso, assim como as vacinações contra clostridioses, principalmente em cordeiros que recebem maior aporte nutricional.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, as condições dos rebanhos continuaram satisfatórias, bem como o escore corporal. No entanto, a menor luminosidade e a queda gradual das temperaturas reduziram a disponibilidade de forragem, levando produtores a intensificar a suplementação com silagem, ração e feno. Na de Passo Fundo e na de Santa Maria, os rebanhos apresentaram condições sanitárias propícias. O mercado de carne seguiu estável, e houve equilíbrio entre oferta e demanda. Já na de Soledade, a maior parte dos rebanhos apresentou escore corporal dentro do esperado, assim como as condições sanitárias; as verminoses foram controladas. A oferta de cordeiros permaneceu baixa, e a lã fina foi comercializada a R$ 3,00/kg.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial