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  • Como ‘turbinar’ a sua lavoura de soja? Cursos da Embrapa revelam técnicas para manejo eficiente

    Com aulas teóricas, práticas e visitas em campo, a capacitação, liderada por pesquisadores da empresa, é voltada a profissionais que buscam excelência na produção de soja

    De 9 a 13 de junho e 10 a 14 de novembro, a Embrapa Soja, em Londrina (PR), realiza dois cursos presenciais voltados a técnicos, produtores e profissionais das ciências agrárias que buscam excelência na produção de soja.

    Com 36 horas de carga horária, o programa de capacitação é dividido em dois módulos independentes: Manejo Fitossanitário e Manejo do Solo e da Cultura. A formação inclui aulas teóricas, práticas de campo e visitas técnicas, conduzidas por pesquisadores da Embrapa Soja e instituições parceiras.

    O que você vai aprender:

    • Instalação da lavoura e integração lavoura-pecuária
    • Manejo e conservação do solo e da água
    • Fertilidade do solo e nutrição de plantas
    • Manejo pós-colheita e manejo integrado de plantas daninhas
    • Dessecação pré-colheita
    • Fisiologia vegetal
    • Manejo integrado de doenças
    • Manejo de nematoides
    • Manejo integrado de pragas
    • Tecnologia de aplicação de agroquímicos

    Conhecimento para os produtores de soja

    O foco principal está nas estratégias de manejo que elevam a produtividade e promovem a sustentabilidade de todo o sistema produtivo. A proposta é oferecer uma formação completa, alinhada às demandas atuais da agricultura de alta performance, com base em conhecimento científico atualizado e práticas eficientes.

    Ao longo dos cursos, os participantes terão acesso direto a tecnologias de ponta, metodologias inovadoras e orientações práticas que podem transformar os resultados em campo. A combinação entre teoria e prática permite aprimorar a tomada de decisão, reduzir custos e otimizar o uso de recursos naturais, contribuindo para uma produção mais inteligente e rentável.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Chimarrão com Inovação debate o controle do carrapato bovino na era de multirresistência

    O controle do carrapato bovino é tema do Chimarrão com Inovação nesta sexta-feira (23/5). O evento, com transmissão on-line e gratuita, ocorre a partir das 10h, pelo canal do DDPA/ no YouTube.

    A palestra será ministrada pelo médico veterinário e pesquisador do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal (IPVDF), Guilherme Marcondes Klafke. A apresentação tem como objetivo abordar os impactos sanitários, econômicos e produtivos provocados pelo carrapato bovino na bovinocultura gaúcha, destacando a crescente resistência dos carrapatos a diversos princípios ativos.

    Klafke destaca que o controle do carrapato bovino na era de multirresistência tem como foco “diminuir a incidência da doença, já que a situação do carrapato depende de ações de pesquisas atualizadas por um controle racional”, explica.

    Dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mostram que 98% das propriedades avaliadas apresentam carrapatos resistentes a três ou mais carrapaticidas, revelando a situação alarmante de resistência múltipla no Estado do Rio Grande do Sul.

    O pesquisador destaca que serão discutidos os fatores que favorecem a resistência, como uso inadequado de produtos, alta infestação ambiental e clima favorável a sua incidência, além da importância do diagnóstico para guiar decisões de controle.

    Para Guilherme Klafke, a necessidade de manejo racional e rotativo dos acaricidas, aliando conhecimento ecológico local, diagnóstico de resistência, aplicação correta e uso estratégico das ferramentas disponíveis, incluindo moléculas novas como as isoxazolinas, são ações enfatizadas pelo pesquisador do IPVDF.

    Por fim, o pesquisador e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) ressalta a importância do engajamento dos produtores e da implementação de estratégias integradas de biosseguridade, de manejo de pastagens e de resistência do hospedeiro, além da colaboração entre instituições públicas e privadas para enfrentar o desafio da resistência múltipla e garantir a sustentabilidade do controle do carrapato no RS.

    Serviço

    O quê: Chimarrão com Inovação: Controle do carrapato bovino na era de multirresistência

    Quando: sexta-feira (23/5), às 10h, on-line e gratuita

    Onde: Canal de Eventos do DDPA/Seapi no Youtube

     

    Fonte:  https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Divulgada a programação da 3ª Jornada Técnica da RTC

    As principais pautas da atualidade do agronegócio nacional estarão em destaque durante a 3ª Jornada Técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC), que acontecerá de 28 e 30 de maio, no hotel Wish Serrano, em Gramado (RS). Inteligência artificial, mudanças climáticas e gestão estarão no centro dos debates da Jornada que terá como tema: O futuro do agro já chegou. Vamos juntos?

    Com a palestra “Quando a inteligência artificial encontra a inteligência humana”, o professor Gil Giardelli trará um dos temas mais debatidos da modernidade e abrirá o segundo dia do evento, em 29 de maio. No campo da administração, destaque para a palestra “Gestão eficiente e inteligente em propriedades de Leite” que será ministrada pelo zootecnista Christiano Nascif, diretor na empresa Labor Rural e coordenador de Negócios e Empreendedorismo no Instituto CNA.

    Entre os palestrantes, também está o médico-veterinário, Luís Gustavo Ribeiro, professor da Universidade de Copenhagen e pesquisador nas áreas de nutrição animal, pecuária de precisão e sistemas regenerativos, que trará o painel “Leite do futuro para os consumidores do futuro”. O cientista político, Fernando Schüler, professor do Insper (SP), falará sobre o “Cenário político e econômico: Uma visão nacional e global”, palestra que abrirá o evento, no dia 28.

    Já o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, embaixador especial da Food and Agriculture Organization (FAO) e ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), falará sobre “Cooperativismo para o desenvolvimento do Agronegócio”. A palestra de Rodrigues encerrará o evento, no dia 30 de maio. Uma das falas mais esperadas é a do Nobel da Paz (2007) e Nobel em Alimentação (2020), Rattan Lal, que fará uma participação online no evento com “Uma mensagem para as cooperativas e produtores do RS”.

    A grade completa dos palestrantes e a programação podem ser acessadas no site jornada.rtc.coop.br. As inscrições podem ser feitas acessando o link jornada.rtc.coop.br/app/jornada-rtc-2024/inscricao.

    A 3ª Jornada Técnica é uma realização da RTC e CCGL e conta com o patrocínio do terminal portuário Termasa. O evento é apoiado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro/RS), pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS e pela plataforma SmartCoop.

    Sobre a RTC

    A Rede Técnica Cooperativa (RTC) é uma iniciativa que reúne as áreas técnicas de 30 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul. O objetivo é difundir a pesquisa e conhecimento de forma integrada, além de promover a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e economicamente viáveis às cooperativas e aos seus produtores.

    Confira a programação completa

    28/05 – Quarta-feira

    19h – Abertura Oficial

    19h30min – Cenário político e econômico: Uma visão nacional e global

    Palestrante: Fernando Schüler

    20h30min – Coquetel

    29/05 – Quinta-feira

    Manhã

    8h – Quando a inteligência artificial encontra a inteligência humana

    Palestrante: Gil Giardelli

    9h – Leite do futuro para os consumidores do futuro

    Palestrante: Luiz Gustavo Ribeiro

    9h40min – Q&A

    10h – Break

    10h40min – Gestão eficiente e inteligente em propriedades de Leite

    Palestrante: Christiano Nascif

    11h20min – Gargalos na gestão em propriedades de Grãos no RS

    Palestrante: Antonio da Luz

    11h50min – Q&A

    12h – Almoço

    Tarde

    13h45min – Mudanças climáticas: Cenário futuros e efeitos sobre a Agricultura

    Palestrante: Marcos Kazmierczak

    14h30min – O ZARC frente ao cenário de mudanças climáticas

    Palestrante: Eduardo Monteiro

    15h – Credito Rural: cenário atual e desafios futuros

    Palestrante: Claudio Filgueras

    15h30min – Q&A

    15h50min – Uma mensagem para as cooperativas e produtores do RS

    Palestrante: Rattan Lal

    16h – Break

    16h30min – Transformando dados em Produtividade: O segredo dos recordistas mundiais de soja e milho. Paletrante: Randy Siever

    Novas descobertas sobre a nutrição de plantas

    Palestrante: Marcos Loman

    17h30min – Uso de biológicos na Agricultura: Resultados atuais e Tendências futuras

    Palestrante: Roberto Lanna

    18h10min – Q&A

    18h30min – Encerramento

     

    30/05 – Sexta-feira

    Manhã

    8h – SMARTCOOP Lançamento Smartcoop

    8h10min – Descomoditização no Agro. Palestrante: Maurício Schneider

    8h45min – Gestão e profissionalização: Uma visão de futuro para o sistema cooperativo            Palestrante: Mateus Cônsoli

    9h20min – Rastreabilidade em produtos Agro: A visão da SLC agrícola

    Palestrante: Aurélio Pavinato

    10h – PREMIAÇÃO – Entrega do troféu “O semeador”

    10h15min – COOPERATIVISMO para o desenvolvimento do Agronegócio

    Palestrante: Roberto Rodrigues

    11h – Q&A

    11h20min – Encerramento

     

    Fonte:  https://rtc.coop.br/

     

  • Quase lá! Brasil se aproxima do fim da colheita de soja; confira os números

    Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins já finalizaram a colheita de soja; Norte e Sul seguem com os trabalhos em campo

     

     Os trabalhos de colheita da safra 25/25 de soja no Brasil atingiu 98,9% da área total plantada, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 98,5%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava em 97%, e a média dos últimos cinco anos é de 98,5%.
    As informações constam no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado em 15 de maio. O relatório aponta que o Brasil caminha para um novo recorde de produção, estimado em 332,9 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 35,4 milhões de toneladas em relação à safra anterior.
    A colheita já foi concluída nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, além de Paraná e Tocantins. Já em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Piauí, Pará, Ceará, Acre e Amapá, os trabalhos ainda seguem em andamento.

    Soja lidera o avanço nos grãos

    Principal cultura do país, a soja é responsável por uma parcela do volume colhido. A estimativa é de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do Brasil. A colheita da oleaginosa já alcança 98,5% da área plantada, com conclusão dos trabalhos nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins.

    Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins se destacaram com produtividades recordes. De acordo com a Conab, o bom desempenho é resultado de condições climáticas favoráveis e do alto nível de profissionalismo dos produtores.

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/

  • Milho segue pressionado frente a perspectiva de boa produtividade

    Os consumidores brasileiros seguem aguardando novas desvalorizações, enquanto vendedores ainda tentam comercializar milho da safra 2023/24

     

    Os valores internos do milho vem sendo pressionados pelas estimativas de produção elevada no Brasil e no mundo. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    O impacto nas cotações foi sentido no Indicador Esalq/BM&FBovespa, de Campinas (SP), que operou no menor patamar desde janeiro deste ano.

    No Brasil, as boas condições climáticas na maior parte das lavouras da segunda safra sustentam as perspectivas de boa produtividade. Similarmente, nos Estados Unidos o clima também tem contribuído para a semeadura do milho.

    Dessa forma, parte dos consumidores brasileiros tem se afastado do mercado esperando por novas desvalorizações. Por outro lado, os vendedores ainda vem tentando negociar os últimos lotes da safra 2023/24 e da atual safra 2024/25 de acordo com o Cepea.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produtos agro motivam aumento na estimativa de crescimento do PIB em 2025

    Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Fazenda, aumentou projeção da economia para 2,4%

     

    A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou de 2,3% para 2,4% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Os números foram puxados, principalmente, pelo aumento da produção de soja, arroz e milho.

    A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo órgão. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 4,9% para 5% a projeção para este ano.

    Sobre o desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada após novas estimativas para cima da produção agropecuária e à expectativa de crescimento de 1,6% do PIB no primeiro trimestre, contra estimativa anterior de 1,5%. O resultado do PIB do primeiro trimestre só será divulgado em junho.

    Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração da economia no segundo semestre. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,5%.

    Em relação ao IPCA, continua acima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2026, a estimativa de inflação avançou de 3,5% para 3,6%.

    Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação deste ano “pequenas surpresas nas variações do índice em março” e “alterações marginais nas expectativas nos próximos meses”.

    De acordo com o boletim, somente a partir de setembro, a queda da inflação poderá ser sentida de forma regular.

    Agropecuária lidera crescimento

    Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, o crescimento esperado para o PIB passou de 6% para 6,3%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de soja, milho e arroz.

    Para a indústria, a expectativa de crescimento foi mantida em 2,2%. Segundo a SPE, o setor continua resistindo apesar dos juros altos. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 1,9% para 2%.

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/

  • Recordes à vista; confira as projeções da Abiove para a soja

    Previsões indicam crescimento sólido da produção de soja e papel estratégico do biodiesel no setor

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou novas projeções para o complexo soja de 2025, o que reforça o otimismo em relação ao desempenho do setor. Mesmo com pequenas variações em algumas estimativas, os dados mantêm a expectativa de recordes na produção e nas exportações.

    A produção de soja foi ajustada em alta de 0,1% em relação à projeção anterior, devendo alcançar 169,7 milhões de toneladas. O volume de grãos processados (esmagamento) deve se manter em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja segue estável, com 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

    No cenário externo, a exportação de soja em grãos foi ligeiramente revisada para baixo (-0,3%), mas continua em patamar elevado, com expectativa de 108,2 milhões de toneladas. As vendas externas de farelo e óleo permanecem estimadas em 23,6 milhões e 1,4 milhão de toneladas, respectivamente. As importações de óleo devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto as de soja devem alcançar 500 mil toneladas para complementar o abastecimento interno.

    Processamento em alta no primeiro trimestre

    Os dados mensais de março mostram um avanço importante no processamento: foram 4,67 milhões de toneladas, um salto de 29,7% em relação a fevereiro e queda de 6,8% sobre março de 2024, considerando o ajuste pela amostra. No acumulado do ano, o total processado chegou a 11,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

    Biodiesel cresce, mas não pressiona preços de soja

    Um dos destaques do boletim da Abiove é a análise sobre o mercado de óleo de soja e o papel do biodiesel. Mesmo com o aumento de 8,2% na produção do biocombustível no primeiro trimestre e de 10,1% apenas em março (em relação ao mesmo mês de 2024), os preços do óleo de soja refinado seguiram em queda.

    Em abril, o produto registrou o quarto mês consecutivo de retração nos preços, acumulando variação negativa de 5,70% desde janeiro. A trajetória de queda começou ainda em dezembro de 2024 e desmonta a tese de que o avanço da mistura de biodiesel poderia impactar negativamente o mercado de alimentos.

    A própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que os preços do biodiesel caíram de R$ 6,50/litro para cerca de R$ 5,00/litro (com PIS e Cofins, sem ICMS) no período analisado.

    Previsibilidade e sustentabilidade

    Segundo a Abiove, o avanço gradual da mistura de biodiesel segue alinhado às metas de descarbonização assumidas pelo Brasil. A entidade reforça que decisões regulatórias precisam ser baseadas em dados concretos, com previsibilidade para o setor produtivo e equilíbrio entre segurança energética e estabilidade de preços.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Colheita da Safra de Verão chega à reta final no Rio Grande do Sul

    O predomínio de tempo seco acelerou a colheita da soja na primeira metade da semana, já que os prognósticos apontavam chuvas para o final do período. A área colhida alcançou 98%. Segundo o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/05), as precipitações escassas em abril permitiram a colheita de materiais com alta desidratação, mas houve perdas por debulha natural. Permanecem por colher 2%, correspondentes a áreas de replante, várzeas com cultivares de ciclo tardio e talhões semeados no final de janeiro (alguns em safrinha), maduros ou que atingirão a maturação nos próximos dias.

    A produtividade média estadual for reavaliada pela Emater/RS-Ascar para 1.957 kg/ha, representando redução de 38,43% nos 3.179 kg/ha projetados antes do início do plantio. As produtividades alcançadas variam entre regiões: de 1.388 kg/ha na região administrativa de Bagé a 3.225 kg/ha na de Caxias do Sul, refletindo principalmente a distribuição irregular das chuvas.

    Mesmo em regiões onde as precipitações foram semelhantes, outros fatores interferiram nos resultados, como a época de semeadura, manejo de solos e o nível de investimento em insumos, reduzidos em parte das lavouras devido às restrições financeiras de recorrentes frustrações climáticas recentes com as culturas de verão e inverno.

    O tempo firme, após as precipitações, deve viabilizar o avanço das operações e o encerramento da safra de soja, tanto em áreas de coxilha quanto em várzeas, dado o caráter moderado das chuvas registradas nas regiões onde restam lavouras por colher. As chuvas intensas no Oeste causaram erosão laminar pontual, sem impacto expressivo nas áreas pós-colheita.

    Milho

    A colheita de milho prosseguiu em ritmo lento, chegando a 94%. As chuvas comprometeram a operação em parte do período, mas não causaram atrasos, uma vez que ainda se aguarda a finalização do ciclo das lavouras estabelecidas tardiamente ou em safrinha. Restam 4% em maturação e 2% em enchimento de grãos.

    As chuvas do período contribuíram para a reposição dos níveis de umidade no solo, promovendo a recomposição da turgescência e das condições fisiológicas nas plantas. Já o subsequente tempo ensolarado, aliado à manutenção de temperaturas amenas, tem favorecido o desenvolvimento das lavouras. Nessas condições, observa-se, mesmo que em ritmo lento, acúmulo gradual de graus-dia, fundamental para o avanço do ciclo fenológico, especialmente nos estádios reprodutivos que demandam maior disponibilidade térmica.

    Algumas lavouras foram pontualmente afetadas por ventos fortes. Em razão dos danos, essas áreas deverão ser destinadas a usos alternativos, como produção de silagem ou pastejo, a depender do estágio de desenvolvimento e do grau de acamamento das plantas.

    A produtividade estadual do milho foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 6.857 kg/ha, representando redução de 3,6% em relação à estimativa inicial de 7.116 kg/ha, realizada antes do início do plantio.

    Milho Silagem

    A colheita do milho silagem avançou de forma mais lenta no período, devido à ocorrência de chuvas, atingindo 96%. Do restante, 3% encontram-se em maturação fisiológica e 1% em enchimento de grãos.

    As precipitações promoveram a recuperação da turgescência foliar e o aumento da umidade nas espigas. Essa melhoria nas condições hídricas contribuiu para concentração de matéria seca e a qualidade nutricional da forragem, que estavam afetadas durante o período recente de déficit hídrico.
    A produtividade média do milho silagem para a Safra 2024/2025 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 35.934 kg/ha, representando redução de 6,52% nos 38.440 kg/ha estimados na ocasião do plantio.

    Arroz

    A produtividade do arroz foi revisada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha para 8.558 kg/ha, significando elevação de 0,9% na projeção inicial. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área estimada para a Safra 2024/2025 é de 970.194 hectares, sendo 7,8% superior a 900.203 hectares plantados na Safra 2023/2024 e a produção da safra atual está estimada em 8,30 milhões de toneladas, 15,3% superior a 7,20 milhões de toneladas produzidos em 2023/2024.

    Feijão 1ª e 2ª Safra

    A primeira safra de feijão no Estado foi concluída. A reestimativa de produtividade realizada pela Emater/RS-Ascar apontou 1.870 kg/ha, 4,7% superior aos 1.786 kg/ha projetados no início do plantio.

    De acordo com a Emater/RS-Ascar, a estimativa final de todos os grãos da Safra de Verão 2024/2025 é de 26.473.135 toneladas, o que representa uma redução de 24,6% em relação à estimativa inicial, que foi de 35.070.450 toneladas.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Foco de Influenza Aviária é confirmado no RS

    Caso foi registrado em estabelecimento avícola de reprodução e doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos

    O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), atendeu a suspeita de síndrome respiratória e nervosa de aves, no dia 12 de maio, em estabelecimento avícola de reprodução, em Montenegro. As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP), que confirmou o diagnóstico de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) nesta sexta-feira (16/5).

    Com a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do RS (SVO-RS) desencadeou as ações previstas no Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, com isolamento da área em Montenegro e eliminação das aves restantes, para que seja iniciado o protocolo de saneamento da granja. Será conduzida investigação complementar em raio inicial de 10 km da área de ocorrência do foco, e de possíveis vínculos com outras propriedades. A mortalidade de aves no Zoológico de Sapucaia do Sul, que está fechado para visitação, também foi atendida e a Seapi aguarda o resultado do sequenciamento.

    O SVO-RS reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. A população pode se manter segura, não havendo qualquer restrição ao seu consumo.

     

    Sobre a Influenza Aviária

    A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas, mas também pode acometer humanos, mas o risco é baixo.

    Entre os principais sintomas apresentados nas aves estão dificuldade respiratória; secreção nasal ou ocular; espirros; incoordenação motora; torcicolo; diarreia; e alta mortalidade.

    Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Preços da soja caem no Brasil e em Chicago por rumores sobre biodiesel dos EUA

    Interlocutores afirmam que o volume de diesel renovável para o próximo ano ficará muito abaixo dos 5,25 bilhões de galões inicialmente propostos

    O mercado brasileiro de soja registrou preços mais baixos na quinta-feira (15). As cotações recuaram com as perdas registradas para a soja na Bolsa de Chicago.

    Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, os prêmios reagiram pouco na sessão e houve spread maior entre as ofertas de compra e de venda.

    Bolsa de Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte baixa, com destaque para a performance negativa do óleo, que puxou também o grão.

    Após atingir a máxima em 10 meses ontem, o mercado corrigiu em meio às preocupações com as metas de biocombustíveis dos EUA.

    Segundo a agência Reuters, as preocupações com a política de biocombustíveis ressurgiram desde quarta-feira, com rumores de que a meta de volume de diesel renovável em discussão para o próximo ano ficará bem abaixo dos 5,25 bilhões de galões propostos por uma aliança entre produtores de petróleo e de biocombustíveis.

    A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa, na sigla em inglês) informou que o esmagamento de soja atingiu 190,226 milhões de bushels em abril, ante 194,551 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 184,642 milhões. Em abril de 2023, foram 169,436 milhões de bushels.

    Contratos futuros da soja

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 26,50 centavos de dólar ou 2,45% a US$ 10,51 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,35 1/4 por bushel, perda de 26,00 centavos ou 2,44%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,50 ou 1,54% a US$ 296,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 49,32 centavos de dólar, com baixa de 3,00 centavos ou 5,73%.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,83%, sendo negociado a R$ 5,6796 para venda e a R$ 5,6776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6136 e a máxima de R$ 5,6976.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/