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jun 02 2025 Selic no fim de 2025 continua em 14,75%, diz Focus; 2026 segue em 12,50%
Projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 16ª semana seguida
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela quarta semana consecutiva. Os juros estão nesse nível desde 7 de maio, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa em 0,5 ponto percentual.
Considerando apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.
Na ata da reunião de maio, o Copom afirmou que a taxa básica de juros está em nível “significativamente contracionista” e “já tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação de crescimento”. “Dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres”, afirmou o Comitê.
Uma semana antes, no comunicado da sua decisão, o colegiado já havia tornado o seu balanço de riscos para a inflação simétrico e abandonado o forward guidance, deixando as possibilidades em aberto para a sua próxima reunião, nos dias 17 e 18 de junho.
“Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, afirmou.
A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 18ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também se manteve em 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 16ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 23ª semana consecutiva.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 29 2025 Certificação fortalece imagem da pecuária e permite acesso a mercados mais exigentes, diz CNA
Reconhecimento foi oficializado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) nesta quinta-feira em Paris, França
O Brasil conquistou, nesta quinta-feira (29), um marco histórico para sua pecuária: o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi oficializada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, realizada em Paris, França.Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o novo status sanitário é resultado de uma campanha nacional que envolveu produtores, federações, sindicatos e o poder público. “O anúncio feito hoje é um reconhecimento desse esforço coletivo. Mais do que nunca, o Brasil pode vender carne para qualquer país do mundo”, afirmou.
O novo status sanitário é visto como uma oportunidade estratégica para aumentar o valor da carne brasileira no exterior e consolidar a posição do país como líder global na produção pecuária.
O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, destacou a importância do avanço. “Todo o setor de carne se beneficia. O mercado internacional exige quantidade, rapidez e qualidade. Temos que cuidar do nosso rebanho ainda mais”, alertou.
“O novo status traz também novos desafios e responsabilidades para todos os atores envolvidos, com vistas a manter o rebanho em condições sanitárias adequadas e a fortalecer cada vez mais o papel do país como grande produtor e fornecedor de alimentos de origem animal para o Brasil e o mundo”, informou a Associação Brasileira de Frigoiríficos (Abrafrigo) em nota.
A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou o dia como histórico. Ela lembrou que o certificado é fruto de anos de trabalho coordenado e reforçou a responsabilidade de manter o status. “Os produtores agora podem acessar mercados mais exigentes e que pagam melhor. É uma conquista construída com muitas mãos”, disse.
Já o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que o reconhecimento comprova a responsabilidade dos produtores brasileiros. “Esse status reforça a qualidade da nossa carne e pode abrir novos mercados, valorizando ainda mais o nosso produto”.
Segundo a CNA, a retirada gradual da vacinação foi conduzida com base no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). O processo contou com estudos soroepidemiológicos que comprovaram a ausência do vírus no território nacional, condição obrigatória para o reconhecimento internacional.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 29 2025 Sistema de alertas agroclimáticos traz a previsão do tempo para o dia a dia do produtor rural
Alerta Videiras, Monitora Ferrugem, 2,4D estão entre os sistemas desenvolvidos pelo Simagro-RS
Você já pensou em como um sistema de alerta agroclimático funciona? Que variáveis são levadas em conta, e como são calculadas, para definir o melhor tempo para plantar ou colher alguma cultura? O meteorologista e coordenador do Simagro-RS (Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos), Flávio Varone explica.
“Primeiramente a gente tem o problema, ou seja, alguma praga ou doença que possa prejudicar uma cultura em função das condições meteorológicas e a partir daí vamos atrás de artigos, dissertações, teses. Com esta pesquisa feita, definimos a equação que nós vamos usar dentro do modelo meteorológico e transformar a previsão de tempo em um produto para dar suporte ao setor agropecuário ”, afirma Varone. Segundo ele, boa parte das doenças que acontecem no setor agropecuário estão associadas ao clima, então a partir destas informações prévias das pesquisas, se busca simular a ocorrência destas doenças em função do que o modelo meteorológico está prevendo. “Em resumo: é transformar a previsão do tempo em algo que o setor agropecuário possa utilizar dentro da sua propriedade”, conclui Varone.
O caso da ferrugem asiática da soja é um bom exemplo de desenvolvimento destes modelos desenvolvidos pelo Simagro. A ferrugem ocorre em determinadas condições meteorológicas favoráveis, então para evitar que o produtor tenha que fazer diversos cálculos, o sistema disponibiliza um índice que o produtor pode acessar para saber se tem condição ou não de ocorrência de ferrugem naquele período ou local.
No caso do índice de aplicação do 2,4D, também desenvolvido pelo Simagro, o desenvolvimento do índice foi baseado a partir de uma normativa em vigor publicada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), além das orientações contidas na embalagem do produto. E o que o Simagro faz? “A gente pega estas condições determinadas pela normativa e transforma o índice numa espécie de “semáforo”, onde o produtor vai saber os melhores horários para aplicação: verde pode aplicar sem problemas, no amarelo é preciso cuidado e o vermelho não pode aplicar de forma nenhuma”, afirma Varone.
“O Simagro tem sido muito importante para o produtor rural. Por meio dele, o produtor consegue consultar no site os locais das estações meteorológicas e verificar as condições climáticas para aplicação dos herbicidas hormonais. O sistema faz uma previsão de 5 dias para que o produtor possa organizar suas aplicações de agrotóxicos”, afirma Rafael Friedrich de Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa), da Seapi.
Outro serviço disponibilizado pelo Simagro é o Alerta Videiras, um sistema de monitoramento e alertas agrometeorológicos voltado principalmente para o cultivo de uvas. Seu principal objetivo é fornecer informações em tempo real sobre as condições climáticas e emitir alertas preventivos para que os produtores possam tomar decisões estratégicas no manejo dos vinhedos, reduzindo riscos e otimizando a produção. O sistema foi desenvolvido para auxiliar produtores de uvas na prevenção de danos causados por eventos meteorológicos extremos, como geadas, chuvas intensas ou estiagens, além de apoiar no controle de doenças fúngicas (como o míldio e o oídio), fornecendo dados precisos sobre o ambiente das videiras.
Atualmente a rede de informações do Simagro-RS é composta por 98 estações meteorológicas automáticas, instaladas para adensamento da rede de sensores existente no Estado, utilizadas no monitoramento climático e no uso correto de produtos fitossanitários. O Simagro-RS também conta com modelos de tempo e clima, onde são gerados produtos agrometeorológicos para todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul.
O Simagro pertence à Seapi e está sediado no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (CESIMET), em Hulha Negra. O Centro também desenvolve pesquisas nas áreas de butiás para geração de emprego e renda para agricultores da região, abelhas mamangava invasoras, integração lavoura-pecuária, ovinos e bovinos.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 29 2025 Bagé recebe em junho o 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura
Evento debate desafios e oportunidades da cadeia produtiva da carne ovina
O 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades – ocorre entre os dias 26 e 27 de junho em Bagé, região da Campanha do Rio Grande do Sul. O evento será no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé.
A realização é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); do IFSUL; Embrapa Pecuária Sul e demais entidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025
Para a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, o evento vem se consolidando como um espaço de articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.
A abertura (26/5) do evento tem como palestrante o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, com o tema “A Ovinocultura no Rio Grande do Sul”. A programação conta com painelistas sobre mapeamento da indústria da carne ovina, sustentabilidade da cadeia produtiva, painel sobre o Programa Selo Cordeiro Premium Gaúcho e sua certificação.
Em outro painel, o analista agropecuário e florestal da DDPA/Seapi, Gabriel Porto Fiori, analisa as políticas públicas para o setor da ovinocultura e ações coordenadas pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul. Os destaques sobre assistência técnica e cursos na área da ovinocultura serão apresentados, respectivamente, pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS/Ascar) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS).
O seminário tem como meta reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul e aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final.
As pesquisas buscam identificar demandas dos diferentes nichos do setor, debatendo estratégias para agregar valor, estimular o consumo e prospectar mercados. O encontro tem como cerne propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento do mercado da carne ovina.
O Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos e isso se deve muito à qualidade da carne produzida, o que reflete a “organização da inspeção sanitária”, afirma Sabrina Vaz (Seapi). Os desafios, de acordo com a especialista, apontam para a competitividade de mercado e aumento da produção, já que 77% dos produtores de ovinos se caracterizam por pequena criação, em média até 25 cabeças (Câmara Setorial de Ovinocultura Emater, 2020). Na edição de 2025, são esperados 300 representantes do setor da carne ovina.
Serviço
O quê: 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades
Quando: 26 e 27 de junho, a partir das 8h
Onde: auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFSUL, campus Bagé (Avenida Leonel de Moura Brizola, 2501, Pedras Brancas, Bagé).
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 28 2025 Projeto quer expandir bioinsumos brasileiros no mercado global
Iniciativa da ApexBrasil e Croplife Brasil foi lançada em Brasília e visa expandir participação de empresas nacionais pelo mundo
O mercado global de bioinsumos era estimado entre US$ 13 e 15 bilhões em 2023. Agora, novas projeções mostram que pode alcançar a cifra de US$ 45 bilhões até 2032.
Para fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional, foi lançado nesta terça-feira (27), em Brasília, o Projeto Bioinsumos do Brasil, parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e CropLife Brasil.
Assim, o setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média anual de 22% nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global.
O diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional”, afirma.
Segundo ele, de mil produtos, metade foram registrados nos últimos três anos. “Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente um terço dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo.”
Avanço dos bioinsumos
Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35%, consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro
Para Leão, a expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional.
O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor.
“É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg.
Produto tipo exportação
O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical.
Segundo os organizadores, o projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana.
A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 28 2025 Insumos mais caros, safra 25/26 de soja desafiadora e Argentina ‘alagada’
O mercado de soja avança com exportações brasileiras em alta, enquanto o clima no país vizinho atrasa a colheita e aumenta a volatilidade
Problemas climáticos persistem na Argentina, com chuvas intensas que atrasaram a colheita de soja, comprometeram a qualidade do grão e provocaram perdas. No cenário da commodity, segundo a plataforma Grão Direto, o Brasil manteve ritmo forte nas exportações, com volumes expressivos nos primeiros meses do ano, reforçando sua posição como principal fornecedor global da oleaginosa.
Chicago
As cotações da soja em Chicago registraram uma semana de valorização, impulsionadas pelos preços do óleo de soja. O contrato para julho de 2025 encerrou a semana a US$ 10,61 por bushel, com alta de 0,95%. Já o contrato para março de 2026 fechou a US$ 10,70 por bushel, avanço de 1,71%.
No Brasil, o câmbio oscilou com a instabilidade política e econômica, e o dólar teve uma leve queda de 0,35%, encerrando a semana a R$ 5,65. No mercado físico, os preços da soja variaram conforme a região, refletindo a indecisão dos agentes em meio à volatilidade dos mercados.
Safra 25/26 de soja será desafiadora
O cenário para a próxima safra é desafiador. Os preços dos fertilizantes seguem em alta há três semanas. A elevação é causada, em parte, pela decisão da China de interromper negociações com a Índia, o que forçou o país a buscar insumos em outros mercados e aumentou a competição global.
Além disso, o crédito rural continua caro, pressionado por uma taxa Selic elevada e sem previsão de recuo. As incertezas geopolíticas e a volatilidade nos mercados internacionais dificultam a realização de travas de preços, exigindo cautela redobrada por parte dos produtores.
Clima e câmbio
Apesar da instabilidade climática na América do Sul, a soja teve desempenho estável na última semana. Os fundos de investimento adotaram posições equilibradas, com vendas fortes no farelo e compras no óleo e no grão. Nos Estados Unidos, o clima tem sido favorável, mas as margens negativas ainda limitam os esforços de replantio. Na Argentina, as chuvas continuam, mas o mercado já precificou grande parte dos riscos.
No Brasil, o câmbio permanece como fator importante na formação de preços. A recente instabilidade fiscal e as incertezas políticas já refletem no comportamento do dólar, que tende a oscilar com novos anúncios do governo. Esse cenário pode abrir janelas pontuais de comercialização para os produtores atentos às oportunidades.
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maio 27 2025 Soja e milho: consultoria aumenta estimativa de produção e demanda
Datagro Grãos enxerga temporada superior a 170 milhões de toneladas para a oleaginosa e déficit na oferta do cereal
A consultoria Datagro Grãos acaba de arredondar a sua estimativa de produção da safra 2024/25 de soja em 172 milhões de toneladas. O novo número representa um avanço de 0,4% ante à projeção anterior, de 171,2 mi de t.Além disso, o dado reflete um expressivo aumento de 11% sobre a colheita do ciclo 2023/24, marcada por severas perdas em várias regiões do país.
A empresa aponta que a recuperação é atribuída tanto ao aumento de área plantada — que atinge 48 milhões de hectares, 4% acima dos 46,2 mi de ha da temporada passada — quanto à melhora de 7% no rendimento médio, que chega a 3.585 kg por hectare (59,7 sacas).
“Apesar do início tardio da semeadura da soja, dado o atraso das chuvas de primavera-verão no Centro-Oeste, a colheita da safra 2024/25 pôde ser completada dentro da janela normal, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras”, diz a Datagro, em nota.
A consultoria lembra que as perdas ficaram concentradas no sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e, especialmente, no Rio Grande do Sul, estado que já passa pela quarta quebra de safra consecutiva.
Consumo interno e esmagamento de soja
Com o ajuste nas projeções da soja, a expectativa é de superávit: a produção deve superar o consumo interno em 576 mil toneladas — o primeiro saldo positivo após cinco anos consecutivos de déficit, ainda que modesto em comparação aos registrados em ciclos anteriores, como 2019/20 (+1,1 mi de t), 2017/18 (+1,2 mi de t) e 2016/17 (+2,7 mi de t).
Para este ciclo, a Datagro estima que sejam esmagadas internamente 57,5 mi de t, 3% a mais que no ano anterior, e que sejam exportadas 111 mi de t, 11% acima da temporada passada.
“O balanço positivo ao longo do ano deverá limitar valorizações muito expressivas dos preços do grão brasileiro, mesmo perante os recordes de demanda”, considera.
Produção de milho
O novo levantamento empresa também elevou sua expectativa de produção de milho no Brasil, com colheita projetada em 132,7 mi de t em 2024/25. O volume representa um aumento de 0,7% em relação às 131,7 mi de t estimadas no mês anterior e um avanço de 8,7% sobre à colheita 2023/24, que somou 122,1 mi de t.
“A safra de verão está avaliada em 25,2 mi de t, 2% acima das 24,7 mi de t de 2023/24, mesmo diante de uma redução de 7% da área plantada, consequência de preços baixos predominantes ao longo de 2024 e custos de produção irregulares”, diz a nota da consultoria.
O crescimento da produção é atribuído à expressiva recuperação da produtividade, que alcançou 6.608 kg/ha, recuperação de 9% frente aos 6.038 kg/ha do ciclo anterior.
O milho de inverno 2025, responsável por 81% da produção nacional, está projetado em 107,5 mi de t — próximo ao recorde histórico de 108,6 mi de t em 2022/23 e significativamente superior às 87,5 mi de t colhidas em 2023/24, quando as principais regiões produtoras sofreram com estiagem severa.
Demanda maior que a produção
Neste mês, a Datagro também ajustou a estimativa de produtividade de 5.914 para 5.957 kg/ha, o maior rendimento já registrado para as lavouras de inverno no Brasil e superando em 7% o resultado de 2023/24.
A área está estimada em 18,0 mi de ha, 4% acima do último ciclo e praticamente estável em comparação ao levantamento anterior. O incremento de área deste ano foi resultado direto da valorização dos preços do cereal no último trimestre de 2024.
Segundo a empresa, mesmo com a forte produtividade, a expectativa é que a demanda supere a produção brasileira em 2,3 mi de t, com o quinto déficit consecutivo de cereal no país, ainda que menos severo que no ano anterior, 4,8 mi de t.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 27 2025 Colheita de soja 2024/25 está praticamente concluída no Brasil, segundo a Conab
Colheita do milho de inverno, o “safrinha”, já começou no país: até domingo (25), 0,3% da área havia sido colhida
A colheita de soja da safra 2024/25 no Brasil já está praticamente no fim, perfazendo 99,5% da área semeada, conforme o boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Os trabalhos de campo avançaram 0,6 ponto percentual em relação à semana anterior. Na média dos últimos cinco anos, que é de 99,1%, a colheita está 0,4 ponto percentual adiantada.Entre os 12 estados produtores, ainda falta encerrar a colheita no Rio Grande do Sul e no Piauí, que contam, ambos, com 99% da área colhida, além de Santa Catarina (97,5%) e Maranhão (90%)Colheita de milho
A colheita do milho de inverno 2024/25, ou “safrinha” já começou no país. Até domingo (25), 0,3% da área havia sido colhida, avanço de 0,3 ponto percentual em relação à semana passada.
Na comparação com igual momento da safra 2023/24, quando 1,1% havia sido colhido, há atraso de 0,8 ponto percentual. Em comparação com as últimas cinco safras, cuja média de colheita é de 0,6%, há atraso de 0,3 ponto percentual.
Já a colheita do milho verão 2024/25 perfazia, até domingo, no país, 86,9% da área semeada, avanço de 4,6 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, há adianto de 5,3 pontos percentuais.
Na média dos últimos cinco anos, que é de 83,2%, a colheita também está adiantada em 3,7 pontos percentuais.
Arroz
A colheita de arroz no país atingia, até domingo, 97,4% da área, avanço de 2,4 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em comparação com igual período do ciclo 2023/24, quando 94% do cereal havia sido colhido, há avanço de 3,4 pontos porcentuais. Na média dos últimos cinco anos, que é de 97,2%, há leve avanço de 0,2 ponto porcentual.
Algodão
A colheita de algodão 2024/25 também já começou no país e atinge, agora, 0,4% da área plantada, avanço de 0,2 ponto percentual em relação à semana passada. Na comparação com a safra passada, há leve atraso de 0,3 ponto percentual. Na média dos últimos cinco anos, de 0,5%, há leve atraso de 0,1 ponto porcentual.
Trigo
Por fim, a semeadura do trigo 2025 cobria até domingo 30,6% da área, informou a Conab. Em relação à semana passada, os trabalhos avançaram 5,1 pontos porcentuais.
Na comparação com igual momento da safra passada, quando 29,6% estavam semeados, há adianto de 1 ponto percentual. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 30,1%, há adianto de 0,5 ponto percentual.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
maio 26 2025 Dia do Trabalhador Rural: agro emprega 26% do país
Motor brasileiro, setor vive transformação digital que requer colaboradores multidisciplinares
Reconhecido como o Dia do Trabalhador Rural, 25 de maio foi instituído em homenagem à data de morte do ex-deputado gaúcho Fernando Ferrari, autor do Estatuto do Trabalhador Rural, na década de 1960.Atualmente, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia nacional, empregando 28,4 milhões de pessoas, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse número representa 26% do total de ocupações no país entre julho e setembro de 2024 — dado que reforça a relevância do setor para a geração de renda em todas as regiões.
Para efeito de comparação, o estado de São Paulo, maior centro econômico do Brasil, registrou 24,7 milhões de empregos no mesmo período, conforme dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), ou seja, o agro, sozinho, emprega mais pessoas do que todo o estado paulista.
Ainda assim, o setor precisa atenuar a grande informalidade dos trabalhadores que lidam diretamente com a produção rural, dos que seguem na linha de frente no trato com a terra.
Digitalização do agro
Além da força no campo impulsionada por cada trabalhador rural, o agronegócio vive um novo ciclo impulsionado pela digitalização e pela valorização de áreas como logística, tecnologia, gestão e serviços técnicos.
Essa transformação tem multiplicado as oportunidades de trabalho, exigido novos perfis e impulsionado os salários em posições-chave do setor.
“O avanço da digitalização no setor agrícola tem sido um dos principais fatores para esse crescimento, conectando toda a cadeia produtiva a novas possibilidades de negócios e criando novas demandas por profissionais especializados. Esse processo de transformação digital tem impulsionado não apenas a produtividade no campo, mas também a ampliação das oportunidades de atuação em diferentes áreas do agronegócio”, afirma o chief commercial officer da Orbia, Robson Rizzon.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 23 2025 Produtores intensificam atividades de preparo para plantio de culturas de inverno
À medida que ocorre a finalização da safra de verão e o início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), as atenções dos produtores se voltam para as culturas de inverno. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (22/05) pela Emater/RS-Ascar, as atividades de preparo das áreas destinadas à semeadura do trigo foram intensificadas na última semana.
Esse manejo havia sido adiado pelo longo período sem precipitações, limitando a operação apenas em locais onde a umidade no solo mostrava-se mais adequada. O plantio do trigo já começou em Santa Margarida e São Borja, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, e em Tenente Portela, região de Ijuí.
A área cultivada com trigo na Safra 2024 no Estado foi de 1.331.013 hectares, e a produtividade foi de 2.781 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está realizando o levantamento de intenção de plantio das culturas de inverno para a Safra 2025, que deverá ser apresentado nas próximas semanas.
Aveia branca
Após as precipitações ocorridas nos dias 08 e 09/05, a semeadura da aveia foi retomada para aproveitar as condições adequadas de umidade no solo, que anteriormente restringiam a implantação.
A área cultivada na safra anterior no Estado (2024) foi de 368.450 hectares, e a produtividade foi de 2.196 kg/ha (IBGE). Informações preliminares indicam provável aumento na área cultivada com aveia branca, impulsionado principalmente pela retração da área destinada ao trigo e pela necessidade de manutenção da cobertura vegetal durante o período de inverno.
Canola
A semeadura da canola apresenta maior avanço em comparação a outras culturas de inverno, em virtude do seu período preferencial de plantio, que, conforme estabelecido pelo Zarc, ocorre de forma antecipada. No período, os produtores intensificaram a implantação para concluí-la no período recomendado.
As condições climáticas, especialmente o volume adequado de chuvas, têm favorecido o andamento do plantio, sem comprometer a qualidade da deposição das sementes ou causar problemas de erosão. A área cultivada na safra anterior no Estado (2024) foi de 147.879 hectares, e a produtividade de 1.417 kg/ha. (IBGE). A principal empresa que fomenta o plantio de canola no Estado tem expectativa de que a área cultivada possa alcançar cerca de 240 mil hectares.
Cevada
Os produtores seguem no preparo das áreas destinadas à semeadura da cevada voltada à indústria cervejeira, com a realização de práticas, como dessecação e manejo de cobertura vegetal. No entanto, mantém-se a tendência de uma área cultivada pouco expressiva, em função da limitação de mercado, de exigências específicas quanto à qualidade do grão e da maior competitividade de outras culturas de inverno. As principais regiões produtoras são o Alto Uruguai, Planalto e Campos de Cima da Serra.
A área cultivada na safra anterior no Estado (2024) foi de 35.036 hectares, e a produtividade foi de 3.115 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está conduzindo o levantamento de intenção de plantio da cevada para a Safra 2025; os resultados preliminares indicam decréscimo em comparação à safra anterior.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial