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maio 15 2025 Gargalos de armazenagem afetam segurança alimentar e renda do produtor
Presidente da Abramilho alerta para o déficit de armazenagem no país e projeta o início das exportações de sorgo para China
Em entrevista à jornalistas durante o 3° Congresso da Abramilho, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo, Paulo Bertolini chamou atenção para um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a armazenagem.
Problemas de armazenagem
Segundo ele, o país enfrenta um déficit de capacidade estática de aproximadamente 120 milhões de toneladas. “Isso é um problema para a segurança alimentar, para a renda do produtor, para toda a cadeia e também na contenção da inflação dos alimentos”, afirmou.
Outro destaque da conversa foi o início de uma nova fronteira comercial. De acordo com o presidente da associação, após a aprovação do protocolo fitossanitário em 2023, o Brasil deve começar a exportar sorgo para a China já no próximo ano. Em junho, uma delegação chinesa visitará áreas de produção brasileiras, etapa necessária para a habilitação das empresas exportadoras.
“O sorgo tem uso tanto para ração quanto para a fabricação de uma bebida alcoólica bastante popular na China. Com isso, abrimos mais um mercado relevante para o grão brasileiro”, destacou Bertolini.
3° Congresso da Abramilho
O evento, que ocorre em Brasília, reúne especialistas e lideranças do agronegócio e é dividido em cinco painéis temáticos voltados a questões estratégicas do setor.
O congresso tem como foco a sustentabilidade, inovação e cenários macroeconômicos. O encontro irá debater os caminhos e desafios do milho brasileiro diante das transformações globais.
O conferência da Abramilho tem como apoiadores a Basf, Croplife, e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). E os patrocinadores a Aprosoja-MT, Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Pivot Bio, Fase-MT, Bayer, Corteva, Senar e Syngenta.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 15 2025 Endividamento de produtores ameaça próxima safra no Rio Grande do Sul
Governador em exercício e representantes do setor agropecuário alertam para possível colapso no agronegócio gaúcho caso não haja intervenção
Protestos em diversas cidades gaúchas mobilizam agricultores e chamam a atenção para a crise enfrentada pelos produtores no estado. O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, afirmou a jornalistas durante a Fenasul Expoleite que, se não houver uma solução para o endividamento dos produtores, a próxima safra estará comprometida. Segundo ele, a economia gaúcha poderá ser gravemente afetada, já que 40% do PIB do estado está vinculado ao agronegócio.“Nós temos uma situação que pode se tornar uma grande calamidade econômica no setor primário. As parcelas dos financiamentos vencem agora em maio e ainda não foram prorrogadas. Queremos reforçar o pedido ao governo federal para que haja uma solução nesse sentido”, disse Souza.“Se não for possível a securitização das dívidas ou uma renegociação mais profunda, ao menos uma postergação das parcelas vencidas é fundamental. Sem isso, teremos um grave problema para manter a área plantada no Rio Grande do Sul, afetando não só o campo — com destaque para o setor leiteiro —, mas também as cidades, já que boa parte da economia do estado depende do setor primário, tanto da atividade dentro da porteira quanto fora dela”, destacou o governador.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, compartilha da mesma preocupação. Segundo ele, se nenhuma medida for tomada, o estado poderá, pela primeira vez, ter uma redução na área agrícola da próxima safra.
“Todo o sistema está exaurido. O sistema financeiro enfrenta grandes dificuldades, com muitas renegociações. O sistema cooperativo, que sempre foi um grande suporte para os produtores, está com muito capital nas ruas. Os cerealistas enfrentam o mesmo cenário, e as revendas de insumos também seguem na mesma toada. Enfrentamos uma dificuldade generalizada” declarou.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 15 2025 Conab: safra de grãos está estimada em 332,9 milhões de toneladas
Soja pode alcançar novo recorde com uma colheita de mais de 168 milhões de toneladas; safra de milho também obteve bom resultado
A produção de grãos no país na safra 2024/25 deverá registrar um aumento de 35,4 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, e atingir 332,9 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, configura um novo recorde para a série histórica da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).
A área cultivada também deve crescer em torno de 2,2%, estimada em 81,7 milhões de hectares, assim como a produtividade média das lavouras, que tende a apresentar uma recuperação de 9,5% projetada em 4.074 quilos por hectare. Os dados estão no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 publicado nesta quinta-feira (15) pela Companhia.
Outro recorde
Dentre os produtos cultivados, a soja se destaca com a estimativa de um volume a ser colhido de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do país. A colheita da oleaginosa já chega a 98,5% da área semeada, sendo que nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins os trabalhos já foram concluídos.
Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, as produtividades alcançadas foram recordes da série histórica. O rendimento é reflexo das condições climáticas favoráveis e do alto grau de profissionalismo dos produtores.
Safra de Milho
O cereal tem produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023/24. A 1ª safra do grão tem a colheita finalizada em 77,6% da área semeada, com estimativa de produção em 24,7 milhões de toneladas.
Já a 2ª safra do cereal apresenta a semeadura concluída. A Conab espera uma produção em torno de 99,8 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras vêm favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e enchimento de grãos.
Safra do arroz e feijão
A expectativa é de uma produção de 12,1 milhões de toneladas, incremento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O resultado é reflexo de uma maior área semeada, atingindo 1,7 milhão de hectares, combinado com uma melhora de 7,4% na produtividade média das lavouras, chegando a 7.071 quilos por hectare.
Para o feijão, a expectativa da Conab é que ao final das três safras da leguminosa sejam colhidas 3,2 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.
Safra do algodão
A pluma também registra a semeadura finalizada, com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 7,2% sobre a safra de 2023/24. Para a produção, é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, número 5,5% acima do volume produzido na safra anterior. O comportamento climático nos principais estados produtores vem favorecendo as lavouras, que se encontram desde o estágio de floração até o de início da colheita.
Dentre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná. Os trabalhos de plantio já atingem 26% da área prevista para o cultivo do grão no estado paranaense.
No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. A estimativa de produção da Conab para o cereal indica um volume de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025, crescimento de 4,6% sobre o ciclo passado.
Mercado
Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de milho. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 89,3 milhões de toneladas na safra 2024/25.
Essa revisão foi realizada com base na perspectiva de crescimento da produção de etanol milho, em meio à maior disponibilidade interna do grão no segundo semestre de 2025. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas e o estoque final da safra foi ajustado para 7,1 milhões de toneladas.
No caso da soja, a perspectiva de uma produção recorde na safra da oleaginosa possibilita um ligeiro aumento nas exportações, se aproximando de 106 milhões de toneladas.
Fonte: https: //www.canalrural.com.br/
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maio 14 2025 Trigo: produtores voltam as atenções para o campo
Movimentação se dá frente ao avanço do período de semeadura e pela resistência por parte dos compradores para adquirir novos lotes de trigo
De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor trigueiro está com as atenções voltadas ao campo. Neste período de semeadura, o ritmo do plantio é considerado satisfatório, e a expectativa é de que a chuva irá favorecer a produção.No Paraná, que é o segundo maior produtor de trigo nacional, o plantio já superou 26% da área esperada. Isso de acordo com dados divulgados no dia 6 pela Secretaria de Abastecimento do estado.
Por outro lado, os preços nas negociações do cereal vem sofrendo leves oscilações. Os levantamentos do Cepea mostram que os valores atingidos em abril foram os maiores dos últimos dois trimestres.
Assim, para maio, os compradores do cereal vem apresentando resistência em conceder reajustes positivos na compra de novos lotes. Outro fator que também incentiva esta postura por parte dos demandantes são as recentes desvalorizações do trigo no mercado externo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 14 2025 Produtores rurais ainda enfrentam entraves para validação do CAR
Audiência na Câmara dos Deputados debate gargalos técnicos e jurídicos que impedem o acesso a crédito, custeio e programas de fomento
Em pleno mês em que o Código Florestal completa 13 anos de vigência, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o georreferenciamento — exigências legais para propriedades rurais — ainda são fonte de dor de cabeça para milhares de produtores em todo o Brasil. A situação é tema de uma audiência pública na terça-feira (13) pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília.A iniciativa foi da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que alertou para os impactos que a não validação do CAR tem causado aos produtores, especialmente os de pequenas propriedades e da agricultura familiar. De acordo com a parlamentar, embora muitos produtores tenham feito a auto declaração exigida pelo sistema, grande parte dos cadastros segue sem validação oficial, o que impede o acesso a crédito rural, programas de fomento e até mesmo inventários.“O produtor fez sua parte, declarou seu CAR, mas a validação por parte do poder público não aconteceu. Muitas vezes não se sabe sequer quem é a autoridade competente para realizar essa etapa”, afirmou Reinehr. “Essa insegurança jurídica está limitando o acesso ao financiamento e inviabilizando atividades, especialmente em estados com pequenas propriedades, como Santa Catarina.”
Outro ponto de preocupação é o prazo para o georreferenciamento de imóveis com menos de 100 hectares, que passa a ser exigido a partir de novembro. Segundo a deputada, o custo do procedimento — que inclui identificação da forma, dimensões e localização da propriedade por meio de técnicas geoespaciais — pode inviabilizar o negócio de pequenos produtores.
Durante a audiência, representantes do Ministério da Agricultura, do Judiciário, do Ministério Público, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de outras entidades técnicas debaterão o assunto. A intenção, segundo Reinehr, é transformar o encontro em uma verdadeira força-tarefa para destravar a validação do CAR e rever prazos e procedimentos do georreferenciamento.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 12 2025 Milho: com cenário favorável no campo, comprador se mantém afastado
Segundo o Cepea, a situação tem pressionado as cotações do cereal, afastando os compradores da aquisição de novos lotes
O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras da segunda temporada de milho. Enquanto isso, a colheita da safra de verão do cereal avança. Esse cenário, segundo o pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), tem pressionado as cotações do cereal, à medida que afasta compradores das aquisições de novos lotes.
“Esses agentes têm expectativa de que o atual movimento de desvalorização do cereal persista”, dizem os pesquisadores do Cepea.
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maio 09 2025 Recomendação de calagem no sistema plantio direto
Na década de 1990, quando o sistema de plantio direto começou a ser amplamente adotado, instituições de pesquisa conduziram estudos para definir a recomendação de calagem em superfície. A conclusão foi que apenas 1/4 da dose de calcário utilizada no preparo convencional do solo deveria ser aplicada na superfície no plantio direto. Essa diretriz foi definida com base nas cultivares e híbridos da época, que eram mais tolerantes à acidez, e em um cenário econômico que impunha limitações severas aos investimentos em correção de solo.
Contudo, a realidade produtiva mudou. Hoje, os tetos produtivos são significativamente mais elevados e as cultivares modernas apresentam maior sensibilidade à acidez do solo, exigindo ambientes mais equilibrados para expressar seu potencial genético.
Diante desse novo cenário, a Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) vem reavaliando as recomendações de calagem em plantio direto. Estudos recentes indicam que a dose economicamente viável de calcário em superfície pode ser até três vezes maior do que aquela calibrada nos anos 90, proporcionando um retorno financeiro mais expressivo ao produtor.
Os dados obtidos consideram os preços atuais do calcário e da soja, e mostram que aumentar a dose de calagem em superfície tem sido altamente compensador. Além disso, a pesquisa reforça a importância da qualidade do corretivo, dando ênfase ao uso de:
• Calcários mais finamente moídos;
• Óxidos e hidróxidos de cálcio e magnésio na forma de pó, que apresentam maior reatividade em comparação com os materiais tradicionais.
Essas informações constam no Boletim Técnico nº 100 da RTC, disponível na plataforma SmartCoop, e trazem recomendações práticas e atualizadas para que o produtor possa tomar decisões mais assertivas no manejo da fertilidade do solo em sistemas conservacionistas.
“Com base na realidade produtiva atual e nas exigências das cultivares modernas, está claro que as doses de calagem precisam ser revistas. Os estudos da RTC apontam caminhos concretos para elevar a eficiência e a rentabilidade no plantio direto”, afirma o pesquisador Dr. Jackson Fiorim.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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maio 09 2025 Colheita de soja e milho estão praticamente encerradas no Estado
O predomínio de tempo seco, aliado a longos períodos de insolação, contribuiu para o avanço significativo da colheita da soja, que atinge 95% no Estado, outros 5% seguem em maturação. Já a área colhida de milho, alcançou 92%, e restam 5% em maturação e 3% em enchimento de grãos.
De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (08/05), em parte dos municípios, especialmente no Planalto e Alto Uruguai, no Norte e no Nordeste do Estado, a colheita foi encerrada. E a formação intensa de orvalho, nas primeiras horas da manhã, atrasou o início das atividades de campo devido à elevada umidade retida nas hastes, ramos e vagens, o que aumenta o risco de perdas por grãos deteriorados ou danificados durante a operação.
A produtividade segue altamente variável, refletindo maior ou menor déficit hídrico ao longo do ciclo. De forma geral, os rendimentos da soja oscilam entre 1 mil e 2,5 mil kg/ha, com médias inferiores àquelas inicialmente projetadas. As lavouras remanescentes (5%) encontram-se predominantemente em estádio de maturação fisiológica, com plantas prontas para colheita.
A ausência prolongada de chuvas, até quatro semanas consecutivas sem precipitações em algumas regiões, tem acelerado a debulha natural dos grãos ainda em campo, intensificando as perdas. Na Região Oeste do Estado, um levantamento da Emater/RS-Ascar indicou perdas médias de 80 kg/ha de grãos encontrados no solo, antes mesmo da passagem das colhedoras, evidenciando prejuízos econômicos adicionais.
As indenizações do Proagro e Proagro Mais estão sendo pagas com maior agilidade nesta safra, beneficiadas pela flexibilização documental, como a dispensa de apresentação de notas fiscais. Contudo, o acionamento de seguros públicos e privados permanece restrito a casos de perdas expressivas. A redução na cobertura do Proagro — de 25% a 50%, conforme a janela de plantio estabelecida no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (30% e 40% de risco) — tem dificultado o acesso à compensação para lavouras com produtividade de até 1,2 mil kg/ha, especialmente entre agricultores do Pronamp e do grupo “Demais Produtores”, que não dispõem de valor garantido de renda mínima.
Os produtores que concluíram a colheita, aguardam a ocorrência de chuvas para a reposição da umidade do solo no intuito de viabilizar a semeadura das culturas de inverno, das plantas de cobertura ou de adubação verde. Paralelamente, realizam práticas de conservação e manejo do solo, como calagem, subsolagem localizada ou em área total, além da construção e manutenção de terraços, visando à melhoria das condições físico-químicas do solo, à infiltração de água e à contenção da erosão hídrica.
Milho
As atividades de colheita do milho seguem em ritmo menos intenso, aguardando a finalização do ciclo das lavouras estabelecidas a partir de dezembro. Os produtores que realizaram a operação foram favorecidos pelas condições meteorológicas predominantemente secas e de elevada radiação solar, que garantiram boa trafegabilidade das máquinas agrícolas.
A ausência ou insuficiência de chuvas nas últimas quatro semanas tem prejudicado as lavouras em enchimento de grãos, fase altamente sensível ao déficit hídrico, podendo comprometer significativamente o potencial produtivo. No entanto, a menor demanda evaporativa, em função das temperaturas mais amenas, e a presença recorrente de orvalho noturno têm atenuado os efeitos do estresse hídrico, permitindo que as plantas mantenham aspecto visual satisfatório até o momento. No entanto, poderá haver perdas no potencial produtivo se as plantas continuarem sob estresse hídrico.
Nas regiões em que houve precipitações pontuais e suficientes para restabelecer a umidade superficial do solo, os produtores iniciaram a implantação de culturas de cobertura (para proteção do solo, incremento da matéria orgânica e controle de plantas daninhas) em preparação para a semeadura do milho da próxima safra, prevista para a primeira quinzena de agosto. Porém, na maior parte do Estado, as condições de baixa umidade do solo ainda inviabilizam a semeadura dessas espécies.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 08 2025 3ª Jornada Técnica da RTC debaterá o futuro do agronegócio
Evento será realizado em Gramado, de 28 a 30 de maio, e vai reunir palestrantes nacionais e internacionais
O futuro do agro já chegou. Vamos juntos? Esse será o tema da 3ª Jornada Técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC), que acontecerá de 28 e 30 de maio, no hotel Wish Serrano, em Gramado (RS). O evento reunirá especialistas do agronegócio nacional e internacional: será uma grande imersão com mais de 15 palestrantes que irão abordar temas de áreas como cenário econômico, inovação, gestão, produtividade, mudanças climáticas, sustentabilidade e cooperativismo. O evento reunirá 800 participantes que, de acordo com a organização, terão uma experiência transformadora com a oportunidade de conhecer tudo aquilo que está na fronteira do conhecimento.
O ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, embaixador especial da Food and Agriculture Organization (FAO) e ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), é um dos painelistas da jornada técnica. Entre os convidados também estão o médico-veterinário, Luís Gustavo Ribeiro, professor da Universidade de Copenhagen e pesquisador nas áreas de nutrição animal, pecuária de precisão e sistemas regenerativos, o zootecnista Christiano Nascif, diretor na empresa Labor Rural e coordenador de Negócios e Empreendedorismo no Instituto CNA. O Prêmio Nobel da Paz (2007), e prêmio Nobel em Alimentação (2020), Rattan Lal, também está entre os palestrantes. O cientista político Fernando Schüler, professor do Insper (SP), está entre os painelistas e fará a palestra de abertura do evento.
A 3ª Jornada Técnica é uma realização da RTC e CCGL e conta com o patrocínio do terminal portuário Termasa. O evento é apoiado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro/RS), pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS e pela plataforma SmartCoop.
Sobre a RTC
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) é uma iniciativa que reúne as áreas técnicas de 30 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul. O objetivo é difundir a pesquisa e conhecimento de forma integrada, além de promover a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e economicamente viáveis às cooperativas e aos seus produtores.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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maio 08 2025 Vazio sanitário da soja começa em julho no RS
O vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul vai ser de 03 de julho a 30 de setembro e o calendário de semeadura começa no dia primeiro de outubro e se estende até 28 de janeiro de 2026. As datas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta segunda-feira (05), através da Portaria nº 1.271.
“O período de vazio sanitário e calendário de semeadura adotado para a soja no Rio Grande do Sul se consolida como estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, para garantir o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, destaca o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Ricardo Felicetti.
O Rio Grande do Sul desenvolve um programa de monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. A metodologia utilizada pelo programa “Monitora Ferrugem” é de detecção da presença de esporos associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores, na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença.
Ferrugem asiática
A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.
O vazio sanitário tem como objetivo reduzir ao máximo possível o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Para isso, durante um período contínuo, de no mínimo 90 dias, não é permitido plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.
Por sua vez, o calendário de semeadura, uma medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle. A ação foi implementada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
