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abr 07 2025 Método inovador amplia uso de fungo natural no controle biológico
Tecnologia desenvolvida pela Embrapa e Unesp aumenta eficiência e reduz custos na produção do ‘Trichoderma’, que tem diversas aplicações agrícolas
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveram um novo método para a produção do fungo Trichoderma asperelloides, importante ferramenta no controle biológico de doenças em culturas agrícolas.A inovação utiliza farinha de arroz como substrato em um sistema de “biorreator em grânulo”, promovendo uma solução sustentável, eficiente e de baixo custo.O novo processo gera grânulos secos com conídios (esporos) do fungo, que funcionam como “sementes biológicas”. Armazenados sob refrigeração, esses grânulos mantêm sua viabilidade por mais de 24 meses, o que facilita o uso em larga escala. Ao serem incorporados ao solo, combatem com eficácia o Sclerotinia sclerotiorum, causador do mofo branco em culturas como soja, algodão, feijão e tomate.Segundo Lucas Guedes, pesquisador da Unesp responsável pela pesquisa, “o método não só amplia a produção de conídios, mas também aumenta a estabilidade do produto, tornando-o mais acessível e eficaz para o agricultor”.
Fontes de nitrogênio melhoram desempenho do fungo
A equipe avaliou cinco fatores no processo de fermentação do Trichoderma com o uso de farinha de arroz. A adição de 0,1% de nitrogênio ao substrato aumentou significativamente a produção de unidades formadoras de colônias (UFCs), medida usada para avaliar a viabilidade do fungo.
Além disso, fontes complexas de nitrogênio, como levedura hidrolisada e licor de milho, superaram fertilizantes tradicionais, como o sulfato de amônio. Também foram testadas embalagens com controle de umidade e oxigênio, que prolongam a vida útil do produto mesmo fora da refrigeração.
Sustentabilidade e economia com subprodutos agroindustriais
Gabriel Mascarin, da Embrapa, destacou o papel da farinha de arroz no projeto. “O uso de subprodutos agrícolas como o arroz quebrado não apenas reduz custos como promove sustentabilidade ao reaproveitar resíduos da agroindústria”.
Já Wagner Bettiol, também da Embrapa, explica que os grânulos funcionam como biorreatores naturais: “Liberam o fungo de forma gradual, sem gerar resíduos no ambiente”.
Alternativa aos fungicidas químicos
O uso de Trichoderma asperelloides é uma alternativa ao uso de fungicidas químicos, que podem gerar resistência dos patógenos e impactos ambientais. A nova formulação é eficaz contra diversos fitopatógenos do solo, como Fusarium, Rhizoctonia, Pythium e até nematoides, conforme o isolado utilizado.
Além disso, amplia as possibilidades de uso em diversas culturas e reduz os custos de produção frente às metodologias atuais baseadas em arroz convencional.
Potencial para o mercado nacional e internacional
A tecnologia desenvolvida tem potencial para impulsionar o uso de bioinsumos no Brasil e no exterior, reforçando a liderança brasileira em inovação agroambiental. A técnica atende às exigências da agricultura moderna por soluções sustentáveis, econômicas e de alto desempenho.
Mais informações sobre produtos com Trichoderma estão disponíveis na plataforma Agrofit, do Ministério da Agricultura (Mapa).
Principais usos do Trichoderma no controle biológico
1. Controle de mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Previne e combate o patógeno que causa perdas severas em culturas como soja, feijão e algodão
2. Controle de outros fitopatógenos do solo
Eficaz contra doenças causadas por Fusarium, Rhizoctonia, Sclerotium e Pythium, comuns em diversas culturas agrícolas
3. Proteção de hortaliças e plantas ornamentais
Atua na prevenção de doenças que afetam o tomate, alface, ornamentasis e outras plantas de valor comercial
4. Controle de nematoides
Alguns isolados de Trichoderma são recomendados para reduzir populações de nematoides, organismos que afetam raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.
5. Substituição de fungicidas químicos
Reduz a dependência de produtos químicos, oferecendo uma solução sustentável e ambientalmente responsável.
6. Melhoria do solo agrícola
Promove um ambiente mais saudável no solo, aumentando a resistência natural das plantas a patógenos e melhorando a produtividade.
De acordo com a Embrapa, além de ser uma alternativa sustentável e econômica, o Trichoderma apresenta eficácia comprovada em diversas culturas e contribui para práticas agrícolas mais seguras e ambientalmente corretas.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 04 2025 Colheita do arroz atinge 62,35% da área semeada no Estado
Planície Costeira Externa e Fronteira Oeste estão mais próximas de concluir a colheita
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 62,35 % da área semeada, contabilizando 604.922,93 hectares já colhidos, de acordo com dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A Planície Costeira Externa e a Fronteira Oeste são as regionais mais próximas de concluir a colheita, com 85,03% e 74,48%, respectivamente. A Planície Costeira Interna conta com 63,27% da área já colhida, seguida pela Campanha com 56,31%, Zona Sul com 44,89% e Região Central com 44,26%.
De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, a partir do mês de abril deve diminuir o período diário que o produtor possui para colher o grão, fazendo que o processo de colheita avance mais lentamente.
Os dados sobre a colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra, que oferece informações precisas e detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita. A plataforma é alimentada pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras do Estado.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 03 2025 Pirataria de sementes gera prejuízos de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil
Estudo mostra que fim da prática poderia gerar receitas anuais de R$ 2,5 bilhões aos agricultores
A pirataria de sementes traz prejuízos anuais de R$ 10 bilhões ao agronegócio nacional, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela Croplife Brasil e Céleres Consultoria. Além disso, com a prática, o país tende a perder cerca de R$ 1 bilhão em arrecadação de impostos nos próximos dez anos.O documento mostrou, também, que 11% de toda a soja plantada no país tem sementes sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como origem. A área é equivalente às lavouras de todo o Mato Grosso do Sul, o quinto estado brasileiro em produção.
Segundo a pesquisa, o fim da pirataria de sementes de soja geraria receitas anuais de R$ 2,5 bilhões aos agricultores, R$ 4 bilhões ao setor de produção de sementes, bem como R$ 1,2 bilhão para a agroindústria de farelo e óleo de soja e R$ 1,5 bilhão nas exportações do setor.
De acordo com o CEO da Céleres, Anderson Galvão, as estimativas da pesquisa tiveram como base a demanda teórica do insumo necessário para a semeadura dos 46 milhões de hectares de soja no país (safra 2023/24), ou seja, levantou-se a quantidade que as empresas credenciadas efetivamente comercializam somadas às projeções de salvamento declaradas e constatou-se o montante fruto de pirataria.
Perdas de produtividade
Variedades ilegais não passam por etapas de controle técnico e não têm garantia de qualidade, conforme apontam estudos de vigor e germinação conduzidos pela Embrapa.“No médio e longo prazos, o agricultor está abrindo mão de potencial de produtividade [se usar sementes piratas]. Nos últimos 25 anos, a produtividade da soja cresceu cerca de 1 hectare ao ano, crescimento que vem, principalmente, de melhorias e desenvolvimento genético. Então o agricultor que usa sementes salvas ou piratas de menor qualidade está perdendo produtividade ao longo dos anos”, contextualiza Galvão.Os responsáveis pela pesquisa enfatizam que a Lei de Proteção de Cultivares incentiva investimentos no melhoramento genético, um processo complexo que pode levar até 10 anos para ser concluído.
“Quanto mais segurança jurídica nós temos, maior a possibilidade de novas variedades vindas continuamente ao mercado e, no final das contas, quem se beneficia é o produtor, porque tem produtos cada vez mais produtivos, pensados para as suas regiões e que, no final das contas, vão trazer benefícios à nossa agricultura e ao nosso país”, destaca o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 02 2025 Ondas de calor e estiagem impactam atividade leiteira no RS
É o que indica o Comunicado Agrometeorológico da Seapi
Eventos meteorológicos extremos (ondas de calor e estiagem), que ocorreram no último verão, impactaram significativamente a atividade leiteira. Houve perda de produção; baixo desempenho reprodutivo das vacas; maior suscetibilidade às doenças, como a mastite; e aumento dos custos de produção. Tudo em decorrência da associação de fatores como estresse térmico calórico moderado, deficiente disponibilidade forrageira nos campos e má qualidade da água. É o que aponta o Comunicado Agrometeorológico 83 – Especial Biometerológico Verão 2024/2025– “Biometeorologia aplicada à bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul: condições meteorológicas, índice de temperatura e umidade (conforto térmico) e estimativa de efeitos na produção de leite no verão 2024/2025”, publicado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Segundo uma das autoras da publicação, a agrometeorologista Ivonete Tazzo, o Comunicado analisa as condições meteorológicas ocorridas na estação, como precipitação pluvial, temperatura e umidade do ar. “Utilizando o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), o estudo documenta e identifica as faixas de conforto/desconforto térmico às quais os animais ficaram expostos, estimando os efeitos na produção de leite. Além disso, apresenta mapas com a espacialização dos valores médio e máximo do índice no Estado e dos valores estimados da queda de produção de leite diária das vacas em oito níveis, que vão de cinco a 40 quilos”, explica.
Ivonete conta que os registros de temperaturas mínimas e máximas absolutas do ar elevadas ocorridas no trimestre (dezembro de 2024, janeiro e fevereiro de 2025) indicaram situações de estresse térmico calórico para vacas leiteiras, que se agravaram ao longo da estação. “Destacam-se os meses de janeiro e fevereiro de 2025, quando somente 42,6% e 28,3% das horas avaliadas propiciaram conforto térmico aos animais. Durante o mês de fevereiro, ocorrências simultâneas de ondas de calor, com temperaturas máximas do ar acima de 35°C, e de precipitações pluviais irregulares e de baixo volume foram registradas, principalmente, nas regiões Central, Campanha e Noroeste. Destaca-se que nesta última se concentra a maior produção de leite do Rio Grande do Sul”, exemplifica a pesquisadora.
Outra autora da publicação, a médica veterinária Adriana Tarouco, acrescenta que situações de estresse térmico de leve a moderado foram identificadas na média de 41% das horas avaliadas ao longo do trimestre. “Todas as regiões apresentaram potencial para condição de estresse calórico durante o verão (inclusive regiões que tradicionalmente não costumam apresentar, como a Serra do Nordeste), destacando-se o Vale do Uruguai, o Baixo Vale do Uruguai e a região Missioneira”, diz Adriana.
As duas comentam que os produtores rurais tiveram que ficar atentos à exposição dos animais a estas condições desafiadoras, pois declínios de produção diária de leite entre 24,5% a 28% foram estimados. “Logo, estratégias de manejo tiveram de ser adotadas para minimizar estes efeitos ambientais e, assim, evitar prejuízos econômicos na atividade leiteira”, pontuam Adriana e Ivonete.
A publicação é uma iniciativa do Grupo de Estudos em Biometeorologia, constituído por pesquisadores e bolsistas das áreas da Agrometeorologia e Produção Animal.
O Comunicado Agrometeorológico Especial – Biometeorológico tem publicação trimestral e está disponível na seção de Agrometeorologia da Seapi: www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 02 2025 Após 8 meses, preço médio do diesel comum tem queda
Reajuste do ICMS em fevereiro explica queda do combustível no país
O diesel comum no país teve valor médio de R$ 6,50 em março, baixa de 0,31% na comparação com fevereiro, de acordo com análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
É a primeira vez desde junho de 2024 que se registra uma queda no preço do combustível. Já o tipo S-10 registrou preço médio de R$ 6,56 no terceiro mês de 2025, após queda de 0,61% na mesma comparação. Para esse tipo, a última baixa registrada havia sido em setembro.
Segundo o diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, a pequena queda, que ainda não representa impacto no bolso do consumidor, acontece após o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), anunciado em fevereiro.
Além disso, a baixa vem após meses nos quais fatores externos, como a valorização do petróleo e a instabilidade cambial vinham pressionando os custos do combustível, o que impacta diretamente o preço final ao consumidor.
Preços do diesel por região
Ao olhar individualmente para cada região, é possível ver comportamentos diferentes para o preço de ambos os tipos de diesel. Os preços do comum e do S-10 mais altos em março foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 7,07, após baixa de 0,14%, e R$ 6,93, após aumento de 0,29%, respectivamente. O aumento registrado para o diesel S-10 no Norte foi o maior entre todas as regiões.
Já os valores mais baixos para os combustíveis foram registrados no Sul. O diesel comum foi comercializado a R$ 6,33 na região, após redução de 0,31%, enquanto o tipo S-10 foi encontrado, em média, a R$ 6,38, após queda de 0,78%. No Sul foi também onde o IPTL apontou a maior queda do país no valor do diesel S-10, de 0,78%.
A maior alta regional registrada para o preço médio do diesel comum foi no Centro-Oeste, onde o valor médio do combustível subiu 0,76%, sendo vendido a R$ 6,62. Em contrapartida, a maior baixa entre as regiões foi no Nordeste. Os motoristas nordestinos viram o preço médio do combustível cair 0,91%, chegando a R$ 6,53.
Altas e baixas por estado

No levantamento por estados, o IPTL constatou que a maior média para o diesel comum em março foi registrada no Acre, de R$ 7,85, após um aumento de 0,77% ante fevereiro.
Já o Paraná aparece como o estado onde o motorista encontrou o diesel mais em conta, a R$ 6,32, após baixa de 0,94% ante o mês anterior.
O estado que registrou o maior aumento do preço médio do diesel comum foi o Amazonas, onde ele foi negociado a R$ 7,00, após uma alta de 2,94%. Rondônia, por sua vez, apresentou a redução mais significativa do país, de 5,16%, sendo comercializado a R$ 6,99.
Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em março também foi do Acre: R$ 7,87, após uma alta de 0,77% ante fevereiro. Em Pernambuco foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 6,37, após redução de 1,85% no valor do combustível no estado.
O maior aumento do diesel S-10 em fevereiro, de 2,03%, foi observado no Amazonas, onde o combustível passou a ser negociado por R$ 7,05. A maior redução, de 1,94%, foi registrada no Rio Grande do Norte. Nos postos de abastecimento do estado, o combustível foi encontrado, em média, a R$ 6,58.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 02 2025 Novo bioinseticida tem 85% de eficácia contra a lagarta-do-cartucho, diz Embrapa
Produto é fruto de uma parceria entre a Embrapa, IMAmt e Comdeagro; bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos
Uma das piores pragas agrícolas do Brasil pode estar com os dias contados, isso porque um novo bioinseticida criado no Brasil deve auxiliar no controle da lagarta-do-cartucho. O chamado de Virumix apresentou mais de 85% de eficácia no combate às lagartas (Spodoptera frugiperda) em testes realizados no campo, em municípios do estado de Mato Grosso. A praga ataca cerca de 200 diferentes culturas de importância socioeconômica, como milho, algodão, soja e arroz, entre outras.
Fruto de uma parceria público-privada, entre a Embrapa Milho e Sorgo (Unidade da Embrapa, de Sete Lagoas, MG), o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), o Virumix é o primeiro produto microbiológico na linha do IMAmt.
Bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos
Além de ser indicado para todos os cultivos atingidos por essa praga, o Virumix agrega sustentabilidade aos resultados, uma vez que é produzido à base de um vírus entomopatogênico (específico contra o inseto e inofensivo a plantas, animais e seres humanos) chamado de Spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV).
“É um bioinseticida seletivo, que pode ser utilizado junto com outros produtos no Manejo Integrado de Pragas (MIP), como inseticidas e fungicidas”, menciona Salles. Essa especificidade garante também segurança para os trabalhadores rurais, o que o torna recomendável para utilização em sistemas orgânicos de produção.
Salles ressalta ainda que o Virumix poderá ser utilizado por produtores de todos os portes, desde o familiar até o empresarial.
Nova biofábrica vai comercializar o Virumix
O Virumix será produzido em uma nova biofábrica em Sorriso (MT). Inicialmente, o produto será distribuído pela Comdeagro e depois deverá ser oferecido para venda por comerciantes e outros canais. “A embalagem, no lançamento, será de dois quilos do produto. Porém já estão sendo desenvolvidas outras de menor tamanho, para atender agricultores que necessitem utilizar dessa forma”, explica o diretor-executivo do IMAmt e da Comdeagro.
“É um produto bastante seguro contra a Spodoptera frugiperda. Nos nossos ensaios – a maioria com algodão e milho – constatamos alto desempenho e estabilidade, quando aplicado de forma correta, mesmo quando comparado com outros produtos de características semelhantes”, afirmou o entomologista Jacob Crosariol Netto, do IMAmt, responsável pela condução de parte dos ensaios realizados com o Virumix.
O lançamento do Virumix acontecerá na próxima quinta-feira, dia 3 de abril de 2025, às 10 horas, na Comdeagro, Unidade Sorriso, MT. O endereço é BR-163, Km 712, Unidade 7, Zona Rural.
Na ocasião, será também inaugurada a biofábrica responsável pela fabricação do produto em larga escala para o mercado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 01 2025 Mesmo com restrição hídrica, colheita de soja avança no RS
Mesmo com a falta de chuva no RS, que impacta a produtividade, os trabalhos com a commodity seguem acelerados
O andamento da safra 2024/25 de soja segue em ritmo variado pelas regiões produtoras do Brasil. No RS, os produtores ainda enfrentam os efeitos da falta de chuva, o que já impacta diretamente a produtividade média das lavouras.
De acordo com o levantamento semanal da Emater, a colheita no estado avançou para 24% da área. No entanto, a escassez hídrica tem prejudicado a cultura, que, em sua maioria, encontra-se nas fases de enchimento de grãos e maturação.
A produtividade média no estado está estimada em 2.240 kg por hectare, mas os resultados variam consideravelmente conforme a região. No oeste do estado, algumas áreas registraram perdas severas, inviabilizando economicamente a colheita.
Em contrapartida, em Planalto e em Campos de Cima da Serra, a produtividade está mais próxima do potencial das cultivares, superando os 4.000 kg por hectare. Nas regiões das Missões e Central, a média de colheita realizada até o momento é de apenas oito sacas por hectare, enquanto o mínimo necessário para cobrir os custos de produção seria de 30 sacas por hectare.
Além do RS: a soja no Brasil
Em Mato Grosso, as máquinas avançaram nas lavouras, e a colheita de soja está praticamente finalizada. Segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), mais de 99% dos grãos já foram colhidos, um ritmo 9,95 pontos percentuais acima da média das últimas cinco safras para este período. As regiões Centro-Sul, Médio Norte, Noroeste e Norte do estado já concluíram os trabalhos no campo.
No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) reduziu novamente a projeção para a produção de soja, que agora é de 21 milhões de toneladas, representando uma queda de 0,6% em relação ao relatório anterior.
Na Bahia, a colheita de soja entra na reta final em todas as regiões produtoras, com aproximadamente 1,8 milhão de hectares colhidos. Comparada à safra anterior, as operações estão adiantadas, reflexo do clima favorável no início da janela de cultivo, que favoreceu uma boa implantação das lavouras.
Por fim, no Maranhão, de acordo com a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Prosoja-MA), 58% da área plantada já foi colhida. Além disso, melhorias em trechos da BR-135 devem facilitar o escoamento da safra na região.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
abr 01 2025 Estoques de soja nos EUA sobem 4%
Relatório do USDA aponta que estoques fora das fazendas impulsionaram o crescimento, enquanto produtores de soja reduziram armazenagem
Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição de 1º de março, totalizaram 1,91 bilhão de bushels, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo a consultoria Safras & Mercado, o volume representa um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do último ano e ficou acima da expectativa do mercado, que projetava 1,895 bilhão de bushels.
O aumento foi impulsionado pelos estoques fora das fazendas, que cresceram 13%, atingindo 1,03 bilhão de bushels. Por outro lado, os estoques mantidos pelos produtores recuaram 6%, totalizando 877 milhões de bushels. Esse movimento pode indicar que os agricultores estão aproveitando boas oportunidades de venda, enquanto empresas e tradings aumentam suas reservas em meio às incertezas sobre a oferta global.
Os números mostram um mercado em constante adaptação, impactado por fatores como a demanda chinesa, oscilações nos preços internacionais e o avanço da colheita na América do Sul. Com a oferta maior nos armazéns, investidores e analistas já especulam sobre os reflexos nos preços da soja e nos próximos movimentos do setor. A expectativa agora se volta para os próximos relatórios do USDA, que devem trazer mais clareza sobre o ritmo das exportações e o impacto desse cenário para os produtores norte-americanos.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 01 2025 Prazo para entrega da Declaração de Rebanho 2025 começa hoje (01/04)
Começa hoje (01/4) e vai até 30 de junho o prazo para a Declaração Anual de Rebanho referente ao ano de 2025. Todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais devem fazer a Declaração.
A Declaração Anual de Rebanho conta com um formulário de identificação do produtor e características gerais da propriedade. Formulários específicos devem ser preenchidos para cada tipo de espécie animal que seja criada no estabelecimento, como equinos, suínos, bovinos, aves, peixes, abelhas, entre outros.
“O produtor, além de estar cumprindo uma obrigação sanitária legal, está contribuindo para o aperfeiçoamento das bases de dados de Defesa Sanitária Animal, possibilitando ter uma melhor visão do cenário produtivo e sanitário do Estado”, afirma o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias (DCIS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), médico veterinário Paulo André Santos Coelho de Souza. Segundo ele, a expectativa é de sejam entregues 361 mil declarações neste ano de 2025 em todo o estado.
A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online, através de formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária.
Para mais informações: www.agricultura.rs.gov.br/declaracao
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 31 2025 Agro brasileiro acelera inovação: quase 2 mil agtechs e 451 hubs mapeados
Levantamento da Embrapa e parceiros revela expansão de ambientes e maior presença regional fora do eixo Sudeste
O ecossistema de inovação no agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo entre 2023 e 2024, segundo o Radar Agtech Brasil, lançado nesta quarta-feira (26) durante o Radar Agtech Summit, no Cubo Itaú, em São Paulo.
O levantamento, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Homo Ludens e a SP Ventures, aponta aumento de 224% no número de incubadoras voltadas ao agro, que passaram de 32 para 107 em um ano.
As aceleradoras de startups também cresceram 90%, passando de 21 para 40, enquanto os hubs de inovação aumentaram 29%, de 82 para 106. Os parques tecnológicos voltados ao setor passaram de 93 para 117, um avanço de 25%. No total, foram mapeadas 451 iniciativas entre hubs, aceleradoras, incubadoras e parques tecnológicos.
Além dos ambientes, o Radar ampliou o escopo em 2024 e trouxe, pela primeira vez, uma análise detalhada sobre os investidores do setor. O número de fundos de venture capital, corporate ventures e iniciativas financeiras voltadas a agtechs e foodtechs cresceu de forma relevante, sinalizando o amadurecimento do setor.
De acordo com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, o documento se consolidou como uma das principais referências em inteligência estratégica para o agro brasileiro. “Com o escopo ampliado, reforçamos o compromisso de produzir conhecimento estratégico e apoiar a inovação em toda a cadeia agroalimentar”, afirmou.
O analista da Embrapa Aurélio Favarin destacou a importância de mapear também os ambientes que dão suporte às startups. “Além das startups, é fundamental entender as condições necessárias para que elas nasçam e se desenvolvam. Os ambientes de inovação e os investidores são cruciais nesse processo”, disse.
Desde sua primeira edição, em 2019, o Radar Agtech Brasil já identificou um crescimento de 75% no número de agtechs, passando de 1.125 para 1.972 startups em 2024. Essas empresas atuam em áreas como gestão de propriedades, automação agrícola, sensoriamento remoto e biotecnologia.
Inovação pelo país
O estudo também revelou a descentralização dos ambientes de inovação pelo país. Apesar da concentração no Sudeste (36,8%), o Sul já representa 31%, seguido pelo Nordeste (17,5%), Centro-Oeste (9,5%) e Norte (5%). São Paulo concentra 43,5% dos ambientes no Sudeste, mas regiões como o Nordeste e Norte vêm ganhando relevância, com crescimento de 3,5% para 5,9% e de 1,5% para 5,0%, respectivamente.
Francisco Jardim, sócio da SP Ventures, destacou o momento de transformação que o setor vive. “As startups agtech da América Latina estão liderando uma revolução, trazendo tecnologias avançadas e novos modelos de negócio para responder aos desafios impostos pela crise climática e insegurança alimentar”, afirmou.
A internacionalização também foi apontada como uma tendência em ascensão. Startups brasileiras têm se conectado a hubs de inovação globais, ampliando seu acesso a novos mercados e tecnologias.
O levantamento identificou ainda o avanço da sustentabilidade e da digitalização. Em 2024, cerca de 41,5% das agtechs atuam no segmento “Dentro da Fazenda”, com foco em automação e gestão rural. Também se destacam soluções com foco em bioinsumos, rastreabilidade e agricultura regenerativa.
Para Luiz Sakuda, sócio da Homo Ludens, o cenário atual exige a criação de redes conectadas e vivas. “A agricultura responde por cerca de 22% do PIB brasileiro. É imprescindível investir em inovação para transformar o setor e garantir sua sustentabilidade”, disse.
O Radar Agtech 2024 reforça que o futuro da inovação no agro passa por colaboração entre startups, instituições de pesquisa, investidores e produtores, para gerar soluções eficazes e ampliar a competitividade do setor agroalimentar brasileiro.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/