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  • Produção mundial de soja deve mesmo ser menor que a safra anterior

    Devido a forte quebra registrada na Argentina, os volumes totais devem ficar pelo menos 4% inferiores aos da 2016/2017.

    A produção mundial de soja na temporada 2017/2018 deverá totalizar 334,3 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção foi de 347,8 milhões, ou seja 4% de queda.

    A estimativa faz parte do relatório de maio do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. A previsão anterior era de 336,8 milhões de toneladas.

    A revisão para baixo foi determinada pelo corte projetado para a produção da Argentina.

    O AMIS indica que os estoques finais deverão ficar em 40,8 milhões de toneladas, contra 51,3 milhões do ano anterior. No levantamento de abril, a previsão era de 42 milhões de toneladas.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 334,8 milhões e estoques finais de 90,8 milhões de toneladas. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 355,2 milhões de toneladas e estoques de 39,5 milhões de toneladas.

    Fonte: Canal Rural

  • Primeira etapa da vacinação contra febre aftosa inicia hoje

    A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa inicia nesta terça-feira (1º) e se estende até dia 31 de maio. A homologação da vacina por parte dos proprietários deverá ser informada nas inspetorias de defesa agropecuária até o dia 07 de junho, 5 dias úteis após o término.

    O ato oficial que marca a campanha de imunização do rebanho gaúcho contra a febre aftosa acontecerá na quarta-feira (02), no Município de Barra do Ribeiro e contará com a presença do secretário estadual da agricultura, pecuária e irrigação, Odacir Klein, sendo realizado às 11h, na fazenda de propriedade de Selito Carboni, junto à BR 116, cerca de 800 metros após o trevo de entrada ao município.

    Os produtores devem adquirir as doses nas agropecuárias credenciadas, atentando para as condições de conservação (que deve ser entre 2 e 8 graus) e a aplicação da mesma.

    A expectativa para 2018, de acordo com a área técnica da Secretaria da Agricultura, é de vacinar 13.736 milhões de animais, entre bovinos e bubalinos. A meta de imunização é de ao menos 90% deste total. Em maio de 2017, a cobertura foi de 98,93% e, em novembro, de 97,48%.

  • Soja: Mercado devolve parte dos ganhos e realiza lucros na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira

    Quarta-feira (2) de preços em baixa para a soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h20 (horário de Brasília), cediam entre 5 e 8 pontos nas posições mais negociadas, com o mercado devolvendo boa parte das últimas altas.

    O recuo das cotações, segundo explicam analistas internacionais, se trata de uma nova realização de lucros, uma vez que, até esse momento, faltam forças entre as informações já conhecidas para dar um suporte consistente à commodity.

    Com os fundos registrando, há semanas, boas posições compradas, agora partem para as vendas, buscando um reposicionamento, trazendo pressão aos preços. O mesmo acontece com os outros dois produtos do complexo soja, principalmente o farelo.

    Entre os fundamentos, o mercado internacional permanece atento à conclusão da safra 2017/18 da Argentina – onde a chuva provoca um atraso da colheita da soja – e do desenvolvimento da nova safra norte-americana.

    “As previsões atuais mostram que mais umidadade pode chegar ao Meio-Oeste no final de semana. Porém, ainda não acredito que o atraso no plantio (a soja já tem 5% da área plantada nos EUA) causado pelas chuvas será muito significativo”, diz a Benson Quinn Commodities.

    Ademanda, ainda segundo executivos internacionais, “os futuros da soja também continuam encontrando forte resistência para as altas diante das incertezas causadas disputa comercial entre China e Estados Unidos”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Vendas de grãos devem ser agressivas em 2018

    Para o analista Bryan Doherty, da consultoria Stewart-Peterson, radicada em Wisconsin, a recente recuperação de 15 cents nos futuros de milho, 30 cents na soja e 20 cents de trigo em Chicago, demonstraram duas importantes possibilidades.

    Se de um lado isso pode significar que os preços alcançaram um pico, em linha com a mentalidade baixista dos últimos anos. De outro, a oferta está menos “onerosa” tanto em milho quanto em soja, o que sugere um aumento da volatilidade dos preços com forte tendência de alta.

    Segundo Doherty, os preços das commodities estão em recuperação desde o piso alcançado no início de 2016. “Os problemas de preço na maioria dos mercados tem se provado uma oportunidade para maioria dos compradores. O dinheiro especulativo no milho superou em números transacionados tanto 2015 quanto 2016”, disse o analista em sua coluna no site da revista Successful Farming.

    Na visão de Doherty, o que os preços baixos das commodities têm feito é aumentar a demanda, especialmente no caso do milho, e isso deve se repetir. “Em 2018, esperávamos que o milho consumiria mais milho do que se produziria. Ralis nos últimos dois anos ocorreram, ainda que de curta duração. Os produtores estão prontos para vender agressivamente neste ano”, constatou o analista de Wisconsin.

    A sugestão de Brian Doherty para o produtor é que neste ano os produtores não tenham dúvida em vender quando haja um rali de preços. “Os compradores vão querem comprar grão quando esteja barato. A definição de barato é quando esteja próximo do custo de produção. A grande lição para os produtores é que os ralis sempre terminam muito rápido”, sugeriu o analista americano.

    Fonte: Agrolink

  • Soja intensifica ganhos em Chicago nesta 6ª e tem rally motivado pelas altas fortes do farelo

    O mercado internacional da soja vem intensificando suas altas no pregão desta sexta-feira (27) na Bolsa de Chicago. As cotações subiam, por volta de 12h50 (horário de Brasília), subiam mais de 14 pontos. Assim, o maio/18 já voltava a superar os US$ 10,40 e o agosto/18, os US$ 10,50 por bushel.

    Os traders trabalham com informações já conhecidas, porém, que atuam tanto como pressão quanto como suporte para os preços. E os ganhos, segundo explicam analsitas internacionais, se dão pela melhora do clima nos EUA para o plantio do milho e pelas expectativas melhores de um acordo entre China e EUA na disputa comercial em torno da oleaginosa.

    Além disso, os traders se atentam ainda aos resultados finais e definitivos da safra da América do Sul. E, ainda de acordo com analistas e consultores, o mercado também começa a ver o maior potencial dos Estados Unidos de suprir o gap de oferta que será deixado pela Argentina no mercado de farelo de soja, podendo ampliar as exportações americanas do derivado.

    Com isso, os futuros do farelo também subiam na Bolsa de Chicago neste início da tarde de sexta-feira, com as principais posições subindo mais de 10 pontos. O contrato julho, que é o mais negociado desse momento, tinha US$ 395,60 por tonelada curta.

    “Quem lidera os rallies de hoje é o farelo. Há um sentimento forte de que as quebras na Argentina irão reduzir sua capacidade de processamento e os EUA podem ser favorecidos. Esse aperto na oferta ainda não foi resolvido”, diz Dan Cekander, presidente da DC Analysis à Reuters Internacional.

    Do lado dos fundamentos também, os traders permanecem acompanhando de perto o desenvolvimento do plantio 2018/19 dos EUA. As condições de clima começam a melhorar para os trabalhos de campo de forma a garantirem uma boa área para o milho e menos produtores americanos migrando do cereal para a soja.

    Assim, cresce a expectativa para os novos números de acompanhamento de safra e evolução da semeadura que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em seu reporte semanal na próxima segunda-feira, 30 de abril.

    “A incidência solar e temperaturas mais quentes favorecem a entrada mecanizada no campo. No entanto, chuvas intensas voltam a cobrir as principais regiões sojicultoras dos Estados Unidos na próxima quarta-feira, 2 de maio. Até lá, deveremos observar um ritmo de plantio extremamente aceleradono Cinturão”, segundo a AgResource Mercosul, sinalizando uma tentativa dos produtores de compensar tal atraso.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Prazo de adesão ao Refis do Funrural pode ser prorrogado em 30 dias

    A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), anunciou a possibilidade de prorrogação do prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) que refinancia a dívida de produtores rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

    “O presidente Temer deve fazer o anúncio amanhã. O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) informou que poderá ser garantido mais 30 dias para que o produtor regularize sua situação com mais segurança jurídica e após o julgamento dos embargos do STF”, disse a deputada.

    No entanto, Tereza Cristina recomenda que todos os produtores com agendamento na Receita Federal mantenham sua programação até que a prorrogação seja publicada no Diário Oficial da União. “Precisamos ter cautela neste momento, apesar da informação de bastidor que recebemos. ”

    Articulação

    A presidente da FPA esteve ontem (26) com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun e o líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro, além do presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Fábio Meirelles Filho, para reforçar a solicitação da prorrogação do prazo de adesão ao Refis do Funrural (Lei 13.606/2018).

    Na última semana, o STF pautou para o dia 17 de maio o julgamento de embargos declaratórios sobre a decisão que considerou constitucional a cobrança do Fundo. Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, esta ação é considerada decisiva para consolidar o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o recolhimento da contribuição.

    Fonte: Agência FPA

  • USDA: Área de soja terá novo recorde no Brasil

    Uma previsão não oficial do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revela que a área plantada de soja no Brasil deve crescer em 2% para 35,8 milhões de hectares. O aumento de área para 2018-2019 é devido a expectativa de preços mais altos, maior demanda de compradores chineses e um aumento do consumo doméstico.

    A produção é prevista para chegar a 115 milhões de toneladas, a segunda maior já registrada. Apesar do recorde de área plantada projetado pelo USDA, a produção deve ser um pouco menor comparado ao ano anterior em função da tendência de produtividade. A produtividade deve estar mais baixa do que em 2017-18 e 2016-17 porque estas safras tiveram condições climáticas ideais em todo o Brasil e um desempenho de novas tecnologias no mercado.

    Os custos de produção devem ser um pouco maiores comparado a temporada anterior em função dos custos de pesticidas e fertilizantes mais altos. No entanto, a demanda para esses produtos aumentará em função de maiores perspectivas de plantio. É previsto que a demanda por fertilizantes aumentará em quase 2% para 35 milhões de toneladas em 2018.

    Para a safra atual, o USDA aumentou sua previsão de produção brasileira para 115,5 milhões de toneladas em função da excelente produtividade em quase todos os estados produtores e clima excelente nas regiões produtoras. A estimativa é de 3,3 toneladas por hectare de média nacional. A região sul do Rio Grande do Sul foi a exceção que sofreu com clima errático, mas em geral o clima foi o fator preponderante que ajudou a safra brasileira.

    Fonte: Agrolink

  • Soja dá continuidade às leves altas em Chicago nesta 5ª feira e espera novos números do USDA

    OS futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem trabalhando em alta nesta quinta-feira (26), dando continuidade à movimentação positiva observada o pregão anterior. Assim, perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,50 e 5 pontos, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,32 por bushel.

    De acordo com analistas internacionais, os ganhos recentes foram reflexo de um reposicionamento dos fundos especulativos que, após as baixas das últimas sessões, vieram às compras, buscando por oportunidades.

    Ademais, entre os fundamentos, os traders seguem acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de campo nos Estados Unidos, com o plantio ainda exibindo algum atraso em função do tempo ainda muito frio e com falta de chuvas.

    E ainda nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz um novo boletim semanal de vendas para exportação e os números também podem mexer com os ânimos do mercado.

    As expectativas para as vendas de soja são de 400 mil a 700 mil toneladas para a safra velha e o mesmo intervalo para a safra nova. Para o farelo, se espera algo entre 100 mil e 300 mil toneladas, e de óleo, de 8 mil a 30 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Inmet esclarece boatos sobre inverno de 2018 ser o mais rigoroso em 100 anos

    Circularam nos últimos dias informações de que o inverno no Brasil neste ano seria o mais frio dos últimos 100 anos. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), instituição oficialmente responsável pelas informações meteorológicas e climatológicas do país, no entanto, esclarece que essas notícias não passam de boatos.

    Informações disponíveis sobre a próxima estação, inclusive, não mostram anomalias. “Comunicamos que a grande maioria dos modelos de previsão de temperaturas para o inverno de 2018 indicam que teremos condições dentro da normalidade, com algumas ondas de frio que devem atingir até a parte sul da Região Norte do Brasil”, disse o Inmet em nota.

    O órgão aponta ainda que a informação divulgada, principalmente, através das redes sociais “não possui qualquer fundamento técnico/científico, nenhuma base de estudo de pesquisa climatológica ou de previsão climática”. O Inmet tem um amplo banco de registro histórico climatológico e traz os invernos mais severos que atingiram as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte:

    18 DE JULHO DE 1975 (A MAIS INTENSA: -10,0°C, em Guarapuava/PR),

    31 DE MAIO DE 1979 (-0,7°C, em Orleans/SC),

    21 DE JULHO DE 1981 (-8,4ºC, em Maria da Fé/MG),

    JULHO DE 1985 (-4,8ºC, dia 11/07, em Campos Novos/SC),

    26 DE JUNHO DE 1994 a 10 DE JULHO DE 1994 (-6,2ºC, dia 26/06, em Bom Jesus/RS),

    JULHO DE 1999 (-1,5ºC, dias 05/07 e 31/07, em Bom Jesus/RS),

    JULHO DE 2000 (-9,0ºC, dia 14/07, em São Joaquim/SC) e

    JULHO DE 2017 (-4,0ºC, dia 19/07, em Irati/PR).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Avanços do melhoramento genético do trigo no mundo

    Os avanços nas pesquisas com trigo no cenário mundial fazem parte da programação da 12ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, que acontece de 3 a 5 de julho, na UPF, em Passo Fundo, RS.

    Estratégias de genética e manejo têm sido avaliadas nos principais centros de pesquisa com trigo no mundo em busca de soluções para problemas de fitossanidade e adversidades do clima. Desafios como giberela, brusone, seca no desenvolvimento ou excesso de chuva na colheita estão presentes em diversas regiões tritícolas do planeta. Porém, um País de clima subtropical como o Brasil, impõe um ambiente desafiador à produção de cereais de inverno, onde os resultados de pesquisa servem de referência para a comunidade científica mundial.

    A Embrapa tem desenvolvido pesquisas em parceria com diversas instituições do Reino Unido voltadas a resolver problemas na triticultura mundial num programa chamado “Desenhando o trigo do futuro”, financiado pelo BBSRC (Biotechnology and Biological Sciences Research Council). É o caso do Rothamsted Research, principal centro de pesquisa agrícola do Reino Unido, localizado em Harpenden, na Inglaterra, com estudos centenários sobre fitossanidade em cereais inverno. Diversos brasileiros estiveram no Rothamsted nos últimos anos, trabalhando junto com grupos de pesquisa que contam com tecnologia em laboratórios de ponta para buscar soluções em problemas com pragas e doenças. As experiências resultantes desta rede, que reúne as maiores competências internacionais na cultura do trigo, serão apresentadas pelo pesquisador do Rothamsted, Michael Hammond-kosak, que vai explicar como é desenvolvido o projeto “Wheat Genetic Improvement Network” (rede de melhoramento genético do trigo), no primeiro dia de palestras na Reunião do Trigo.

    Também da Inglaterra, o pesquisador do John Innes Centre, Cristobal Uauy, vem à Reunião do Trigo apresentar a evolução das pesquisas em busca da resistência genética do trigo à germinação pré-colheita, a partir da manipulação de genes que definem a composição do grão de trigo, melhorando a resiliência ou adaptação dos sistemas de produção de trigo aos estresses bióticos.

    A programação completa da 12ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale está no site http://www.reuniaodetrigo2018.com.br.

    Fonte: Embrapa