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ago 08 2024 Boi: queda de temperatura pode influenciar as vendas de animais
Cenário pode fazer com que pecuaristas vendam mais rapidamente os bois prontos e diminuir a necessidade de aumento de preços pela indústria
O mercado de bois para abate segue firme na maior parte do país. Um dos fatores que, neste momento, diminui a necessidade de aumento de preços por parte da indústria é a possibilidade de queda brusca de temperatura nos próximos dias, o que pode fazer com que pecuaristas busquem vender mais rapidamente os animais prontos.
Em geral, frigoríficos consultados pelo Cepea, que buscam completar escalas e/ou atuam prioritariamente no spot, têm encontrado certa dificuldade para novas aquisições, sobretudo nos valores menores do intervalo vigente.
Segundo pesquisadores, no mercado paulista, observa-se um recuo maior da indústria em comparação às demais regiões, na tentativa de evitar novos ajustes do preço da arroba.
As compras efetuadas antecipadamente, seja por meio de contratos ou mesmo no spot na semana anterior, têm facilitado esse posicionamento. Vale ressaltar que a abertura pontual de preços maiores também possibilita à indústria preencher novas escalas e, num momento seguinte, evitar compra de volumes maiores, o que alivia a pressão de demanda.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 08 2024 Expointer 2024: oportunidade de recuperação para o setor agrícola gaúcho
No ano passado, o evento movimentou cerca de 8 bilhões de reais
Pouco mais de três meses após a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, o estado se prepara para sediar uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, a Expointer 2024. O evento representa uma oportunidade para a recuperação do setor agrícola e para a movimentação da economia estadual.
Contexto de recuperação
O jornalista e analista político Cleber Benvegnú destaca a importância da feira no contexto atual. “Este evento é um marco na recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes devastadoras. A Expointer não é apenas uma vitrine para o agronegócio, mas também um símbolo de resiliência e reconstrução para o estado”, afirmou Benvegnú.
Preparativos para a Expointer
Os preparativos para a Expointer estão a todo vapor no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, que foi duramente atingido pelas enchentes em maio. O parque ficou alagado por quase 20 dias, com água chegando a 1,5 metros de altura. No entanto, a recuperação tem sido rápida, com um esforço conjunto entre governo, entidades e empresas para garantir que a feira ocorra conforme planejado. “O espírito de unidade é forte, e a feira deste ano terá um valor simbólico especial, além do seu já significativo impacto econômico”, disse Benvegnú.
Impacto econômico e social
No ano passado, a Expointer movimentou cerca de 8 bilhões de reais. Este ano, a expectativa é ainda maior, com a feira sendo vista como um ponto de retomada para a economia gaúcha. A feira acontece de 24 de agosto a 1º de setembro e contará com a presença de máquinas e animais, seguindo o roteiro tradicional do evento.
Mobilização dos produtores
Paralelamente aos preparativos para a Expointer, produtores rurais gaúchos estão mobilizados em um grande tratoraço em Porto Alegre, exigindo medidas mais efetivas de apoio para a recuperação pós-enchente. A insatisfação com a recente medida provisória do governo federal, considerada insuficiente e burocrática, foi expressa por centenas de produtores que se reuniram na capital do estado. “Há um consenso sobre a necessidade de uma resposta mais adequada do governo federal para atender às reais necessidades dos produtores”, destacou Benvegnú.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 07 2024 Milho: retração produtora sustenta preços, diz Cepea
Valorização do dólar ante ao Real aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos
Levantamento do Cepea mostra que os preços do milho continuam subindo no mercado brasileiro, apesar da queda internacional e da demanda externa ainda abaixo da verificada no ano anterior.Segundo pesquisadores, as recentes recuperações têm sido influenciadas pela retração de vendedores, atentos à valorização do dólar frente ao Real, cenário que aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos.Do lado comprador, pesquisas do Cepea indicam que consumidores domésticos com necessidade de reposição do milho acabam se deparando com valores de venda mais elevados. No entanto, parte deles ainda têm estoques e/ou entregas programadas do cereal a cotações menores, visto que esses lotes foram negociados nas semanas anteriores.Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
ago 07 2024 CNA pede investigação de dumping contra leite em pó da Argentina
Segundo a entidade, pedido feito ao governo tem como finalidade corrigir distorções trazidas pela aplicação de subsídios no país vizinho
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, na última semana, protocolou uma petição para investigar a prática de dumping – comercialização a preço abaixo do custo de produção – contra o leite em pó da Argentina.
De acordo com a CNA, a finalidade do pedido entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é corrigir as distorções trazidas pela aplicação de subsídios da Argentina à produção de leite ao longo de 2023.
“Em que pese a prevalência do livre mercado, a Argentina, principal país de origem, responsável por metade do volume, aplicou subsídios diretos à produção de leite, gerando artificialidade nos preços e concorrência desleal com o produto brasileiro”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Guilherme Dias.
A entrada de leite em pó subvencionado prejudicaria a produção de leite nacional, reduzindo as margens dos pecuaristas, limitando o crescimento do setor e provocando o abandono da atividade.
O volume total de importações de lácteos somou 4,29 bilhões de litros nos últimos três anos. Em 2023, a quantidade foi recorde, de 2,18 bilhões de litros.
O leite em pó nas versões integral e desnatada é o principal derivado importado, respondendo por mais de 71% do volume em 2023. A principal origem das importações são os países do Mercosul, que respondem por mais de 97% do volume internalizado no Brasil.
Abertura da investigação
O prazo máximo para a abertura da investigação de até 90 dias. A CNA acredita que o processo deva ocorrer em regime de urgência.
“Após aberto, o processo de investigação é longo, pode durar até 18 meses, e a abertura sinaliza apenas o começo do processo. Serão ainda demandadas diversas informações complementares, mas temos a certeza de que o caso é robusto”, afirma o assessor técnico.
“O Decom [Departamento de Defesa Comercial do MDIC] é um órgão extremamente técnico, competente e reconhece a gravidade da situação, então acreditamos que a tramitação da inciativa possa ser acelerada”, afirma Dias.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 07 2024 Soja: menor demanda chinesa e expectativas de ampla oferta mantêm Chicago em baixa
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel
Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estente as perdas do pregão anterior, pressionado pelas expectativas de uma produção recorde da oleaginosa nos Estados Unidos e pela redução da demanda global, evidenciado pelas importações chinesas abaixo das previsões dos analistas. A valorização do dólar em relação a outras moedas também contribui para o cenário negativo.
As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 9,85 milhões de toneladas. Representa um aumento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2023. A expectativa do mercado era de 12 milhões a 13 milhões de toneladas.
No acumulado de 2024, as importações chinesas somaram 58,33 milhões de toneladas, queda de 1,3% sobre igual período de 2023. As informações são da Agência Reuters, que divulgou dados da Administração Geral da Alfândega.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,14 1/4 por bushel, baixa de 12,50 centavos de dólar, ou 1,21%, em relação ao fechamento anterior.
Ontem (06), a soja fechou em forte baixa. Após duas sessões de ganhos superiores a 1% – garantidos por fatores técnicos e de olho no financeiro -, os fatores fundamentais voltaram a comandar o comportamento do mercado. Os boletins seguem indicando condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. A expectativa é de uma safra cheia e os mais recentes indicativos confirmar que a situação da soja em desenvolvimento nos Estados Unidos é positiva.
Do lado financeiro, o dia foi de recuperação do dólar frente a outras moedas, fator que limita as exportações agrícolas dos Estados Unidos e que ajudou a exercer pressão sobre os contratos.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 3/4 por bushel, com perda de 14,00 centavos ou 1,34%.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 05 2024 Entregas de fertilizantes ao mercado caem 1,8%
A produção nacional de adubos teve queda ainda mais expressiva no acumulado do ano, somando retração de 9%
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) aponta que as entregas de fertilizantes ao mercado, no acumulado de janeiro a maio de 2024, tiveram queda de 1,8%.
Assim, estiveram apontadas em 14,24 milhões de toneladas ante as 14,50 milhões de toneladas registradas em igual período de 2023.
No mês de maio deste ano, por exemplo, somaram 3,26 milhões de toneladas, o que representa redução de 10,1% em relação ao mesmo mês do período anterior, quando o volume foi de 3,63 milhões de toneladas.
Entre os estados líderes nas entregas ao mercado, estão:
- Mato Grosso: 3,20 milhões de toneladas, ou 22,5% do total
- Paraná: 1,81 milhão
- São Paulo: 1,71 milhão
- Goiás: 1,33 milhão
- Minas Gerais: 1,30 milhão
- Rio Grande do Sul: 994 mil
Produção nacional de fertilizantes
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou maio de 2024 com 494 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 4,2% ante o mesmo mês de 2023.
No acumulado de janeiro a maio, foram 2,48 milhões de toneladas. Trata-se de recuo de 9,1% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 2,73 milhões de toneladas.
Volumes de importação
A Anda destaca que as importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil, alcançando, em maio, 3,06 milhões de toneladas, com redução de 4,1%.
No acumulado de janeiro a maio, o total foi de 13,10 milhões de toneladas, significando redução de 7% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 14,09 milhões de toneladas.
O Porto de Paranaguá, principal porta de entrada do produto, teve ingresso de 3,58 milhões de toneladas, com redução de 2,4% em relação a 2023, quando desembarcaram 3,66 milhões de toneladas.
O terminal representou 27,3% do total importado por todos os portos, conforme dados do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Siacesp/MDIC).
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 05 2024 Pecuária: semiconfinamento pode ser alternativa na engorda de bovinos
O semiconfinamento é um sistema de produção intensiva de bovinos que combina a engorda dos animais em pastagens com o fornecimento de ração concentrada distribuída em diversos pontos da propriedade. Essa prática, considerada um meio-termo entre o confinamento total e a suplementação estratégica durante a seca, é tema do quadro “Raio-X da Pecuária“.
Conversando com o zootecnista Lucas Barbosa, destacamos que o semiconfinamento oferece vantagens como menores custos e manutenção em comparação ao confinamento total, além de proporcionar ganhos superiores em relação à criação extensiva a pasto.
Barbosa afirma que essa prática pode ser utilizada o ano inteiro, mas é especialmente indicada durante a seca, quando a oferta de forragem é baixa. Nesse período, o semiconfinamento permite o alívio das pastagens, concentrando os animais em áreas menores e suplementando sua alimentação com ração.
Essa abordagem é especialmente relevante durante períodos de estiagem, quando a qualidade das pastagens é comprometida. O fornecimento de concentrado ajuda a suprir a demanda por nutrientes, garantindo o bom desenvolvimento e ganho de carcaça dos animais. Barbosa destaca que o semiconfinamento está se tornando cada vez mais comum nas propriedades devido aos benefícios que oferece, especialmente em tempos de seca.
Benefícios do semiconfinamento
- Flexibilidade: Pode ser utilizado o ano inteiro.
- Redução de custos: Menores custos de infraestrutura e manutenção comparado ao confinamento total.
- Melhor desenvolvimento dos animais: Proporciona maiores ganhos em relação à criação a pasto.
- Solução para a seca: Alivia pastagens e garante suplementação adequada durante períodos de baixa oferta de forragem.
Essa prática se destaca como uma solução eficiente e econômica para os pecuaristas, especialmente em períodos críticos de seca, garantindo a sustentabilidade e a produtividade da atividade pecuária.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 05 2024 Farelo e óleo de milho passam a ter o mesmo tratamento tributário da soja
Ministro Carlos Fávaro afirmou que medida deve diminuir o preço da ração aos produtores e da carne à população
Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) a Lei nº 14.943, que estende ao farelo e ao óleo de milho a mesma regulação tributária concedida à soja.
Assim, fica suspensa a incidência da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Contribuição para o PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as receitas decorrentes da venda dos produtos.
“É uma política importante para dar mais competitividade, primeiro, na formação de preços do milho, segundo porque incentiva a produção de etanol de milho, alinhando à demanda mundial por energia mais limpa”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Ainda, como consequência da isenção tributária, o ministro ressalta o impacto positivo em toda a cadeia de produção do grão e das proteínas animais. Conhecidos como DDG/DDS, os farelos de milho são utilizados para a nutrição animal. As contribuições que passam a ser suspensas representam mais de 9%, aproximadamente, dos preços dos produtos.
Farelo mais barato: redução na carne
O ministro destacou que a medida deve proporcionar ração mais barata para os produtores de proteína animal – carne de frango, suínos, bovinos e peixes e, consequentemente, carne mais barata para a população brasileira e mais competitiva para as exportações.
Pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins poderão descontar das referidas contribuições, débitos em cada período de apuração, crédito presumido calculado sobre a receita decorrente da venda no mercado interno ou da exportação dos produtos classificados da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), e de lecitina de soja classificada, também da Tabela.
As alíquotas estabelecidas no caso de comercialização de óleo de soja e de milho e de outros produtos da Tipi é de 27%. A porcentagem será atribuída sobre o valor de aquisição de óleo de soja e de óleo de milho classificados e, além, disso, para o insumo na produção de rações
classificadas.Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 30 2024 Safra 24/25 de soja de 166,6 milhões de toneladas é projetada por consultoria
País terá o 18º aumento de área consecutivo dedicado à cultura. Porém, cotações dos próximos dois meses podem mudar o cenário expansionista, aponta Datagro
O levantamento anual de intenção de plantio da Datagro Grãos para a safra 2024/25 aponta incremento na área de soja do Brasil pelo 18º ano consecutivo.
Assim, passa de 46,184 milhões de hectares na temporada 2023/24 para 46,890 milhões de hectares no próximo ciclo, a se iniciar em setembro, o que representaria um aumento de 1,5%.
“Importante destacar que esses são números preliminares e que qualquer reação mais brusca das cotações nos próximos 60 dias pode trazer alteração nessa proporção de aumento”, diz o economista e líder de conteúdo da concultoria, Flávio Roberto de França Junior.
Produção de soja
A consultoria sinaliza uma produtividade de 3.554 kg/ha (59,2 sacas) nesse primeiro momento, com produção potencial de 166,644 milhões de toneladas.
Em caso de confirmação, esse volume seria 12% superior à revisada safra colhida neste ano, de 149,262 milhões de toneladas.
Conforme levantamento feito junto aos produtores, o aumento de área de soja deve acontecer de forma homogênea em todo o país, assim como neste ano. “Em intensidade maior nos estados da região Norte e Nordeste”, ressalta França Junior.
Recuo no milho
A análise preliminar realizada pela Datagro estima recuo nas áreas de milho tanto do ciclo de verão quanto de inverno. A área total da 1ª safra deverá atingir 3,894 milhões de hectares, ante 4,053 mi de ha na temporada 2023/24 – 2,544 mi de ha no Centro-Sul e 1,350 mi de ha no Norte/Nordeste.
Considerando a hipótese de incidência do fenômeno La Niña e a utilização de tecnologia próxima da normalidade, os resultados podem ficar assim:
- 1ª safra: potencial de produção de 23,351 milhões de toneladas, 1% inferior à prejudicada safra colhida em 2024 – 17,276 mi de t do Centro-Sul e 6,075 mi de t no Norte/Nordeste.
- Safra de inverno 2025: tendência inicial indica retração na área. No total Brasil, a projeção é de 16,855 mi de ha, 2% aquém dos 17,207 mi de ha deste ano – 14,005 mil ha do Centro-Sul e 2,850 mil ha do Norte/Nordeste.
Considerando clima regular, a previsão de produção da 2ª safra é de 93,608 mi de t, estável ante as 93,315 mi de t da complicada safra atual.
No total das duas safras, o Brasil tem previsão de área para 2024/25 de 20,749 mi de ha, 2% aquém dos 21,260 mi de ha da temporada 2023/24, e produção potencial de 116,959 mi de t, estável em relação à safra atual, de 117,008 mi de t.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 30 2024 Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja
Pesquisa de doutorado de professor da Universidade Federal do Piauí analisou uso dos adubos em áreas recém-convertidas para uso agrícola
A aplicação de calcário e gesso na fertilidade do solo e na produção de soja em áreas recém-convertidas para uso agrícola foi a tese de mestrado do professor Doze Batista, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
O estudo foi feito no município de Currais, sudoeste do estado, e observou durante dois anos as mudanças nos atributos químicos do solo, na nutrição das plantas e na produtividade dos grãos.
O resultado mostrou que a aplicação de calcário e gesso melhorou significativamente as condições do solo, trazendo dois principais benefícios, como o incremento de outros quatro nutrientes:
- Redução da acidez
- Aumento da disponibilidade de cálcio, magnésio, fósforo e enxofre
De acordo com o professor, a aplicação de gesso influenciou positivamente as concentrações de cálcio e magnésio no solo, embora não tenha mostrado um efeito claro na produtividade da soja.
Melhora das práticas de cultivo
Batista acredita que ao entender como as diferentes taxas de calcário e gesso afetam o crescimento da soja, é possível ajudar os agricultores a otimizarem suas práticas de cultivo, resultando em maiores rendimentos e, consequentemente, em uma melhor segurança alimentar.
“Os resultados do estudo podem informar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento rural, promovendo práticas agrícolas que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, informa.
O professor também afirma que a pesquisa fornece dados e insights sobre a interação entre calcário, gesso e a produtividade da soja, contribuindo para o corpo de conhecimento existente sobre manejo de solo e fertilização, o que pode abrir novas linhas de investigação e aprofundar a compreensão sobre práticas agrícolas sustentáveis.
“A pesquisa pode servir como um campo de aprendizado para estudantes e profissionais da área, promovendo a formação de novos pesquisadores e especialistas em Agronomia e Ciências do Solo”, destaca o professor.
Agricultura mais resiliente
No âmbito prático, ele ainda ressalta que o estudo pode ser aplicado em programas de extensão da universidade.
“O estudo pode ajudar os agricultores a entenderem melhor como adaptar suas práticas às condições específicas do Cerrado do Matopiba [áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], promovendo uma agricultura mais resiliente e adaptada ao clima local, além de também poder ser utilizada em programas de extensão rural e capacitação, ajudando os agricultores a entenderem a importância do manejo adequado do solo e a aplicação de insumos”, frisa.
Calcário e gesso na soja
O estudo concluiu que a calagem e a gessagem são práticas essenciais para o manejo da fertilidade do solo e para a produção de soja em solos ácidos do Cerrado, ressaltando a importância de ajustar as doses de aplicação, além das recomendações padrão, para maximizar o rendimento das culturas.
A pesquisa fornece descobertas sobre a interação entre correções do solo, fertilidade e produtividade agrícola, enfatizando a necessidade de práticas de manejo de nutrientes equilibradas para promover a sustentabilidade agrícola na região.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/