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  • Monitora Ferrugem RS fortalece prevenção e auxilia produtores de soja no Estado

    A ferrugem asiática é considerada uma das principais ameaças à produção de soja, com potencial de provocar perdas severas nas lavouras. Causada pelo fungo biotrófico obrigatório Phakopsora pachyrhizi, que depende da planta viva para sobreviver, a doença se desenvolve a partir da presença de esporos no ambiente, associada a condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 15°C e 25°C e alta umidade. Sem controle adequado, a ferrugem compromete a colheita e gera prejuízos expressivos aos agricultores.

    No Rio Grande do Sul, o Programa Monitora Ferrugem RS tem desempenhado papel fundamental no apoio aos produtores de soja. Desenvolvido pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e outras instituições, a iniciativa está atualmente em 94 municípios produtores do grão. Coletores instalados nessas localidades monitoram semanalmente a presença de esporos da ferrugem, permitindo a identificação de áreas com maior risco de incidência da doença.

    Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Ricardo Felicetti, o Monitora Ferrugem RS possibilita a detecção precoce do fungo, fornecendo subsídios técnicos importantes para a tomada de decisão no manejo da lavoura. “O trabalho epidemiológico de monitoramento também permite investigações sobre o comportamento da doença a campo e, com isso, novas possibilidades de controle. Um trabalho de sucesso que tem dado grandes resultados no controle da ferrugem”, destaca.

    Criado em 2019, o programa também contribui para o acompanhamento da evolução da doença ao longo das safras, fortalecendo o entendimento sobre os fatores que influenciam a sua disseminação. “O que se observa do ponto de vista técnico é que a ferrugem asiática tem uma relação muito grande com as condições ambientais. Então teremos safras com uma grande quantidade de esporos distribuídos e, mantendo as condições de temperatura e umidade, há a expansão da doença nas lavouras”, explica a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira.

    Os dados mais recentes do monitoramento indicam uma redução no número de esporos presentes no ambiente, o que traz um sinal positivo para o setor. Ainda assim, os especialistas reforçam a importância da vigilância constante.

    “As massas de esporo acabam migrando em função das correntes de ar. Nessas últimas coletas, há algumas regiões que têm uma quantidade maior de esporos, mas, de forma geral, houve uma diminuição, se comparado ao início do monitoramento. Isso pode deixar o produtor tranquilo? Um pouco, mas é preciso estar alerta. Há a presença de esporos, então, se houver condições ambientais favoráveis, a ferrugem pode ocorrer”, sinaliza o extensionista e coordenador Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Milho silagem tem bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

    Na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada

    As condições climáticas continuam propícias para o milho silagem, que apresenta adequada situação fitossanitária e bom desenvolvimento nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/1), na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada, e o rendimento de massa verde foi excelente. No entanto, algumas lavouras foram cortadas após o ponto de ensilagem, em razão das chuvas ocorridas no final de dezembro, que impediram a operação em muitas áreas.

    Estimam-se que 65% dos 366.067 hectares de área prevista pela Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado estejam implantadas. A maioria está em fase de maturação e enchimento de grãos, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha.

    Na região de Santa Rosa, mais de 48% das áreas cultivadas com milho silagem foram colhidas. Há 5% em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 11% em enchimento de grãos e 34% em maturação. Na região de Ijuí, mais de 40% das lavouras de milho silagem foram colhidas, com alto volume de massa verde e boa quantidade de grãos. Em Santo Augusto, por exemplo, a produtividade está acima de 45 t/ha de massa verde. Na região de Caxias do Sul, as lavouras em florescimento e formação de espigas estão demonstrando ótimo desenvolvimento. Porém, a maior parte ainda está em desenvolvimento vegetativo. Na de Passo Fundo, as chuvas regulares auxiliaram na recuperação do potencial produtivo e 75% das áreas com milho silagem estão em pendoamento.

    Milho – As condições climáticas continuam favoráveis à cultura do milho em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.

    A semeadura do milho está em fase final em várias regiões e chega a 94% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 785.030 hectares, mas a maior parte das culturas ainda está em enchimento de grãos. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação, e atinge 11% da área cultivada com milho no Estado. A produtividade média estimada pela emater/RS-Ascar é de 7.370 kg de milho por hectare.

    Soja – A semeadura da soja atingiu 97% da área. Das lavouras estabelecidas, 21% está em floração e 5% em enchimento de grãos. Os produtores aproveitaram as condições climáticas favoráveis para realizar aplicações de fungicidas com o objetivo de manter a sanidade das lavouras. As chuvas do período beneficiaram a cultura, proporcionando condições ambientais adequadas ao desenvolvimento das plantas. Os solos têm mantido boas condições de umidade em praticamente todo Estado, o que, associado ao clima propício, tem proporcionado desenvolvimento acelerado das plantas. Foram realizadas ressemeaduras pontuais em áreas com problemas de emergência ou tombamento, em função do excesso de chuvas nas semanas anteriores. De forma geral, a formação das lavouras é considerada satisfatória. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

    Feijão 1ª safra – A semeadura segue na região da Serra, onde se concentram as maiores áreas de plantio, com predomínio da fase de desenvolvimento vegetativo. Nas demais regiões do Estado, a colheita dos cultivares de ciclo precoce está em andamento. Essas lavouras se encontram em sua maioria nas fases finais de desenvolvimento, demandando monitoramento contínuo quanto às condições fitossanitárias, à uniformidade de maturação e ao momento ideal de colheita, para assim minimizar perdas quantitativas e qualitativas. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.

    Arroz – A maior parte das áreas no Estado está em desenvolvimento vegetativo. A cultura tem apresentado situação fitossanitária adequada, assim como expectativas boas para a produtividade. Porém, a baixa cotação do arroz no mercado tende a causar uma diminuição da área plantada em comparação com a planejada, levando a uma produção total menor nesta safra. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade, estimada pela Emater/RS-Ascar, em 8.752 kg/ha.

    PASTAGENS – As chuvas recentes, associadas à adequada umidade do solo e às temperaturas elevadas, têm proporcionado boas taxas de crescimento das pastagens, rápida rebrota após o pastejo e aumento da oferta forrageira. Em áreas com altura e lotação apropriadas, a qualidade da forragem está excelente. Em diversas regiões, a regularidade das precipitações resultou em excedente de massa verde, exigindo ajustes de manejo para a preservação da qualidade.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o retorno do sol, as chuvas ao final do período (cerca de 50 mm acumulados) e o predomínio de dias ensolarados favoreceram o desenvolvimento vegetativo das pastagens anuais e perenes de verão, bem como dos campos nativos, que apresentaram oferta satisfatória. A produção de feno e silagem pré-secada estão em andamento, com destaque para tifton e Jiggs. Na região de Caxias do Sul, as forrageiras anuais e as perenes de verão, como tifton, apresentaram excelente brotação, sustentando os pastejos. Os campos nativos estão em plena produção, possibilitando bons ganhos de peso para as diferentes categorias de animais.

    Na de Santa Rosa, em função do excedente de forrageiras, os produtores realizaram roçadas, especialmente nas pastagens anuais para reduzir a resteva e favorecer a rebrota. Também diminuíram a aplicação de adubação nitrogenada. Seguem os trabalhos de corte de forrageiras para a fenação e pré-secado em rolos. As áreas implantadas com BRS Capiaçu se desenvolveram adequadamente, e a ensilagem deve ocorrer ainda no mês de janeiro.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Nota Fiscal Eletrônica: Emater/RS-Ascar e Sefaz promovem live de atualização para produtores rurais

    Live de atualização será nesta terça (20/1)

    Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, na próxima terça-feira (20/01), às 10h, haverá uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil.

    A live é uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, basta acessar o canal @EmaterRS no YouTube, ou através do link.

    PRAZO ESTENDIDO PARA PEQUENOS PRODUTORES

    Atendendo a pedidos do setor, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) prorrogou até 30 de abril o prazo para utilização dos talões impressos remanescentes. A flexibilização vale apenas para produtores com receita bruta inferior a R$ 360 mil. A partir de 1º de maio de 2026, fica totalmente vedada a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

    FERRAMENTAS DISPONÍVEIS

    A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas para emissão:

    – Nota Fiscal Fácil (NFF): aplicativo para celular, que funciona inclusive no modo offline. O produtor pode emitir a nota mesmo sem internet e, ao reconectar, o sistema autoriza automaticamente.

    – Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): indicada para operações mais complexas, como exportações.

    No próprio aplicativo NFF, os usuários podem relatar problemas, sugerir melhorias ou solicitar inclusão de novos produtos.

    Para maiores informações, o manual de uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) está disponível neste link oficial.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Secretaria da Agricultura amplia calendário de plantio da soja

    Medida poderá ser adotada mediante solicitação do produtor

    O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até 15 de fevereiro.

    Os produtores que necessitarem realizar, de forma excepcional, o plantio da soja fora do calendário oficial do Estado deverão solicitar autorização à Seapi, por meio de formulário on-line disponível aqui. A solicitação poderá ser feita até 15 de fevereiro.

    O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Mapa para a safra 2025/2026 vai de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e o plantio tardio da cultura do milho no Estado. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destaca o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

    De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso no plantio das lavouras de milho, em razão das condições climáticas, assim como as chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tendem a retardar a colheita da cultura em algumas situações. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.

    O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e [email protected]

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Milho safrinha inicia o ciclo sob pressão

    O campo entra agora em um dos momentos mais estratégicos para a agricultura brasileira: o início do plantio do milho segunda safra. Cada decisão tomada nesse curto intervalo de tempo influencia diretamente o desempenho da lavoura ao longo de todo o ciclo. O sucesso do milho safrinha está diretamente ligado à qualidade das sementes, adequação do híbrido à janela disponível e uniformidade no plantio.

    De acordo com Marcos Boel, supervisor de sementes da Conceito Agrícola, o bom estabelecimento da lavoura começa antes mesmo da semeadura. “O ponto principal é a escolha correta do híbrido, que precisa estar adaptado à região, à data de plantio e ao nível de investimento que o agricultor está disposto a fazer. A qualidade física e fisiológica da semente, condições climáticas de plantio e a tecnologia envolvida, com equipamentos bem regulados, também são fundamentais”, afirma.

    A janela ideal de plantio, que normalmente se estende de meados de janeiro até o final de fevereiro, pode ser ainda mais curta em anos de atraso na colheita da soja ou de irregularidade climática. “É um verdadeiro jogo contra o tempo. Um dia de atraso no plantio pode representar uma perda significativa de produtividade no final do ciclo. Por isso, a semente precisa estar na propriedade com antecedência, pronta para uso, com alta qualidade assegurada. Quanto mais cedo o milho entra em campo, maior é o teto produtivo”, destaca o especialista.

    Os primeiros sinais de que o milho safrinha começou bem aparecem logo após a emergência. A contagem do estande, a velocidade de emergência e a uniformidade das plantas, que está diretamente relacionada a fatores como padrão de peneira, germinação e vigor das sementes, são indicadores essenciais. “O milho cresce muito rápido. Uma emergência desuniforme gera plantas de tamanhos diferentes, e uma acaba dominando a outra”, explica Boel.

    O monitoramento inicial da lavoura também é indispensável. Pragas como percevejos, lagartas e a cigarrinha devem ser acompanhadas desde as primeiras folhas. Um bom tratamento de sementes é fundamental para proteger a planta nas fases iniciais, promovendo emergência uniforme e reduzindo riscos com pragas e doenças. Na Conceito Agrícola, esse cuidado é realizado por meio do Tratamento de Sementes Profissional (TSP) Blindado, desenvolvido para preservar o potencial produtivo das sementes.

    Nos últimos anos, o milho safrinha deixou de ser uma cultura complementar e se tornou protagonista na rentabilidade do produtor. Em muitas propriedades, é a principal fonte de resultado da safra. A cultura ganhou escala, tecnologia e importância econômica. Mesmo assim, seu potencial produtivo ainda é pouco explorado. “O potencial do milho é gigantesco no Brasil, mas ainda exploramos muito pouco. Há um caminho grande para avançar em produtividade, principalmente com decisões mais assertivas no plantio”, conclui.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Agricultura divulga Calendário Oficial de Feiras e Exposições de 2026

    O Calendário Oficial de Feiras e Exposições Agropecuárias do Rio Grande do Sul para o ano de 2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado em 13 de janeiro de 2026, por meio da Instrução Normativa 01/2026. São 51 eventos cadastrados.

    Como algumas datas podem sofrer alterações ao longo do ano, é aconselhável que o público vá acompanhando as atualizações do calendário no site da Secretaria. O link direto para o Calendário é www.agricultura.rs.gov.br/exposicoes-e-feiras.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Região Sul em alerta de tempestades até domingo (17)

    A Região Sul do Brasil vem enfrentando um mês de janeiro com chuvas abaixo da média nesta primeira quinzena. No mês anterior, a maior parte dos três estados do Sul teve chuvas entre a média e acima da média, exceto pela porção centro-leste do Paraná, onde anomalias negativas de chuva predominaram e persistem. No entanto, uma mudança está prevista para os próximos dias.

    Agora, o modelo de confiança da Meteored, o ECMWF, prevê uma sequência de dias de tempestades com chuvas intensas para a Região Sul do Brasil nos próximos dias, com os maiores acumulados previstos para o Nordeste do Paraná. Essas chuvas, porém, ocorrerão de forma irregular sobre a Região Sul. Confira a seguir onde e quando deve chover nos três estados.

    A partir desta terça-feira (13) até o próximo domingo (18) a faixa leste entre Santa Catarina e o Paraná está sob alerta para tempestades intensas entre a tarde e a noite. Há previsão de raios, chuvas fortes e rajadas de vento acima de 40 km/h.

    Tempestades com granizo são sistemas verticalmente intensos, formados quando há bastante umidade e calor próximos à superfície, e ventos capazes de transportar essa umidade para níveis elevados da atmosfera, onde a temperatura é abaixo de zero, iniciando os processos de congelamento.

    Nessas condições, ocorre a formação de granizo, que, por sua vez, desencadeiram processos de eletrificação das nuvens, aumentando o risco de raios. Além disso, essas tempestades produzem chuva intensa e fortes rajadas de vento, resultado das correntes descendentes (para baixo) geradas pelo próprio sistema.

    Na quinta-feira (15) as tempestades devem ser mais intensas sobre a região de Florianópolis (SC). A partir de sexta-feira (16), tempestades ainda estão previstas na faixa leste, mas uma nova frente fria avança pelo sul do Rio Grande do Sul, e as tempestades se espalham sobre quase toda a região ao longo do fim de semana.

    A chegada de uma nova frente fria a partir de sexta-feira (16) deixa o Rio Grande do Sul em alerta para tempestades intensas desde a madrugada na fronteira Oeste, com risco de granizo.

    As tempestades relacionadas ao avanço do sistema também devem alcançar o oeste de Santa Catarina e do Paraná até o fim do dia.

    No sábado (17) as tempestades se espalham uma área que abrange desde o norte do Rio Grande do Sul e os territórios de Santa Catarina e Paraná, quase que em totalidade. As chuvas estão previstas serem mais intensas na faixa leste de Santa Catarina e do Paraná, embora não se descarte pancadas intensas em outras localidades ao longo do dia.

    No domingo (18) ainda há risco de tempestades com chuvas intensas, principalmente no noroeste e nordeste do Paraná.

    A previsão do ECMWF indica que os maiores valores acumulados de chuva até o final do domingo (18) devem ocorrer no Nordeste do Paraná, onde podem ultrapassar 100 mm.

    No geral, a faixa leste da Região Sul (exceto pelo litoral sul do Rio Grande do Sul) deve receber mais chuva, com valores variando entre 60 mm e 100 mm, principalmente entre Santa Catarina e o Paraná.

    Uma observação importante é que, enquanto no leste de Santa Catarina e ndo Paraná a chuva deve ocorrer de forma frequente ao longo de quase todos os dias, no Rio Grande do Sul os volumes tendem a se concentrar entre sexta-feira (16) e sábado (17), aumentando o risco de transtornos, especialmente alagamentos em áreas mais vulneráveis.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Controle do carrapato é um desafio para a pecuária gaúcha

    Estado oferece gratuitamente teste sobre resistência dos parasitos aos principais carrapaticidas

    O carrapato bovino, pequeno em tamanho, porém gigante em impacto, é um dos maiores desafios sanitários da pecuária brasileira. Estimativas apontam que o parasita acarreta prejuízos anuais superiores a US$ 3,9 bilhões no país, comprometendo produtividade, bem-estar animal e rentabilidade das propriedades.

    No Rio Grande do Sul, as perdas chegam a R$ 300 milhões por ano, segundo dados da Emater/RS-Ascar, em série de entrevistas sobre o tema no programa de rádio da Instituição, disponível neste link.

    Além da queda no ganho de peso e na produção de leite, o carrapato é vetor da tristeza parasitária bovina, considerada a principal causa de morte de bovinos no Estado. Embora registros oficiais indiquem cerca de dez mil mortes anuais, técnicos afirmam que o número real pode ser dez vezes maior, devido à subnotificação.

    Outro fator alarmante é a resistência crescente aos carrapaticidas. Levantamento do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 70% das propriedades gaúchas já apresentam multirresistências, ou seja, os parasitas não respondem a pelo menos quatro das sete classes de produtos disponíveis. Em 5% das propriedades, não há eficácia em nenhum dos produtos comercializados, tornando o controle praticamente inviável.

    Especialistas destacam que o problema não está apenas nos animais, mas principalmente no ambiente. Mais de 95% da população de carrapatos permanece no solo e no pasto, o que exige estratégias de manejo que vão além da aplicação de químicos. O ciclo do parasita, que se intensifica do verão ao outono, multiplica a infestação de forma exponencial, se não houver medidas preventivas já na primavera.

    O pecuarista Ruberlei Jacques Dondé, de André da Rocha, cria bovinos de corte desde 2008 e alterna manejos convencionais e integrados. “Começamos o manejo no início da primavera e fazemos aplicações em sequência até dezembro e isso tem garantido uma baixa população de ectoparasitas. Mas no alto verão, como agora, aumenta o desafio, com novas gerações apresentando carrapatos. Aí entramos com mais um produto que ajuda no controle de carrapatos que podem já estar nos animais. O importante é o produtor conhecer como os produtos funcionam e posicionar conforme a necessidade de cada um. O que funciona para um produtor pode não funcionar para outro”, destaca.

    Para enfrentar o desafio, o biocarrapaticidograma surge como ferramenta essencial. O exame gratuito, oferecido pela Seapi e realizado pelo IPVDF, identifica quais produtos ainda funcionam em cada propriedade, permitindo um controle mais direcionado e eficiente. A coleta de carrapatos engurgitados e o envio ao laboratório garantem um laudo detalhado sobre a eficácia dos diferentes grupos químicos.

    “O Rio Grande do Sul é o único estado da federação que, há mais de 40 anos ininterruptamente, oferece de forma gratuita o serviço de teste de diagnóstico de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas. Esse serviço é destinado aos produtores rurais, e é importante sempre disseminar essa informação para que o meio rural possa usar as ferramentas corretas na batalha contra o carrapato”, destaca o pesquisador José Reck Júnior, do Laboratório de Parasitologia do IPVDF.

    Nos últimos quatro anos, a Emater/RS-Ascar realizou mais de 2,5 mil visitas técnicas e promoveu 60 eventos em parceria com o IPVDF, alcançando cerca de 60 mil produtores rurais. Para este ano, a Secretaria da Agricultura projeta o lançamento de uma cartilha contendo os dez passos para o controle do carrapato bovino, construída em conjunto com a Emater.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Pastagens apresentam bom desenvolvimento e favorecem alimentação dos rebanhos no RS

    As condições meteorológicas das últimas semanas, como chuvas regulares, adequada umidade do solo e temperaturas elevadas, favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na semana passada (08/01) pela Emater/RS-Ascar, esse cenário proporcionou boa resposta das plantas às adubações de cobertura, resultando em rebrota vigorosa e incremento de massa verde. Tanto as áreas de campo nativo quanto as de pastagens implantadas se encontram em desenvolvimento vegetativo, com melhora na oferta e na qualidade, favorecendo a alimentação dos rebanhos.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão apresentaram boas taxas de crescimento, beneficiadas pela elevada disponibilidade de umidade e de radiação solar. As áreas de implantação escalonada já estão disponíveis para pastejo, e as áreas mais novas sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e em Aceguá, as pastagens de trevo e cornichão apresentam oferta satisfatória para pastejo direto, bem como para fenação ou colheita de sementes.

    Já nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentaram elevada produção de massa verde e boa qualidade, além de rápida rebrota após o pastejo e maior proporção de folhas em relação aos colmos. Esses fatores garantiram volume suficiente para o pastejo, associado ao adequado manejo das pastagens e dos piquetes. Na de Soledade, observou-se elevada taxa de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, que possui bom valor proteico e está em período de disseminação de sementes.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – De forma geral, os rebanhos bovinos apresentam boas condições de escore corporal, reflexo da disponibilidade e da qualidade das pastagens nativas e cultivadas. Houve ganho de peso, favorecido pelo desenvolvimento das pastagens após as chuvas do período, bem como pela redução da pressão de pastejo em função da comercialização de gado gordo, terneiros e vacas de descarte em algumas propriedades. Observou-se maior incidência de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, tornando o controle sanitário uma prática constante. O manejo reprodutivo está em andamento na maior parte das regiões, sendo utilizada monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o uso de volumosos conservados e de rações diminuiu. Com a retomada do pastejo direto, favorecida pela disponibilidade de forragem, os rebanhos retornaram às áreas de pastagem, reduzindo os custos. Na de Soledade, os rebanhos se encontram em período reprodutivo, com a utilização de monta natural e inseminação artificial, incluindo a IATF, como ferramentas de manejo. O período de parição está em fase final.

    BOVINOCULTURA DE LEITE – Os períodos de temperaturas elevadas e de alta umidade exigiram ajustes no manejo dos rebanhos e maior atenção aos aspectos sanitários e de higiene na ordenha, visando à preservação da qualidade do leite e à prevenção de problemas sanitários. Em diversas regiões, houve necessidade de adoção de estratégias para a redução do estresse térmico, como adequação dos horários de pastejo, uso de ventilação e aspersão, além de suplementação alimentar nas horas mais quentes do dia. A oferta de forragem de boa qualidade contribuiu para a manutenção da produção e da saúde dos animais em parte das regiões. Porém, houve alguns registros de redução na produção em situações de estresse térmico mais intenso.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em propriedades com sistema à base de pasto, os produtores optaram por ajustar os horários de pastejo, priorizando as primeiras horas da manhã e o final da tarde. Houve atraso da ordenha matinal e antecipação da ordenha da tarde, e nos períodos mais quentes as vacas receberam suplementação com silagem e ração em cochos cobertos. Na de Pelotas, as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, levando à redução do consumo alimentar e da produção, o que exigiu maior atenção ao manejo de sombra, à disponibilidade de água e à alimentação dos rebanhos.

    OVINOCULTURA – O estado sanitário e o escore corporal dos animais estão adequados, como reflexo da disponibilidade de pastagens de boa qualidade e em quantidade suficiente para a sua manutenção nutricional. O manejo alimentar tem contribuído para o desempenho dos rebanhos. Contudo, as condições de calor e umidade registradas em parte das regiões favoreceram a ocorrência de problemas sanitários, exigindo maior atenção dos produtores, especialmente em relação às verminoses, doenças de casco e ectoparasitos.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os cordeiros ganharam peso rapidamente devido à oferta de forragem nas áreas de campo nativo. Há relatos sobre doenças de casco, sobretudo em rebanhos localizados em áreas mais baixas e sem estruturas elevadas para diminuir o encharcamento das patas. Paralelamente, foram iniciados os preparativos para o período de encarneiramento. Já na região de Soledade, está ocorrendo a seleção de borregas e de ovelhas para a próxima temporada reprodutiva, bem como a aquisição e o preparo dos carneiros para o período de monta. A maior parte dos produtores mantém os cordeiros ao pé das ovelhas até o abate; uma parcela menor realiza o desmame, com terminação a pasto associada à suplementação no cocho, visando melhor acabamento de carcaça.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Fusão amplia liderança em controle biológico de pragas

    Brasil é um dos mercados que mais cresce para proteção biológica de cultivos

    A BASF Soluções para Agricultura chegou a um acordo com a empresa de private equity Paine Schwartz Partners e outros acionistas para adquirir AgBiTech, empresa especializada em soluções de controle biológico de pragas. Com a transação, a empresa assumirá a propriedade total da AgBiTech, incluindo todos os ativos como portfólio, direitos de propriedade intelectual, operações de fabricação, bem como instalações de pesquisa e desenvolvimento, e equipe de funcionários. A conclusão do acordo está prevista para ocorrer durante o primeiro semestre de 2026, sujeita à aprovação das autoridades competentes. Ambas as partes concordaram em não divulgar os termos financeiros e comerciais do acordo.

    Fundada em 2000 e sediada em Fort Worth, Texas (EUA), a AgBiTech foi pioneira no uso da tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV) para desenvolver soluções de controle de insetos baseadas em vírus que ocorrem naturalmente. Com operações no Brasil, Estados Unidos e Austrália, a empresa atende agricultores que cultivam soja, milho e algodão, e outros cultivos.

    “A AgBiTech possui um forte histórico no desenvolvimento de soluções projetadas para ajudar os agricultores a gerenciar pragas de forma eficiente. Estamos entusiasmados em ver essa expertise complementar para o nosso portfólio de BioSoluções existente, pois ressalta nosso compromisso com uma abordagem mais sustentável e holística para a agricultura, alinhada à nossa estratégia de negócios”, ressalta Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura.

    “O Brasil é um dos mercados que mais cresce para proteção biológica de cultivos.  Esta aquisição é um passo decorrente da execução da nossa estratégia que reforça a nossa presença como fornecedor de soluções integradas neste segmento altamente relevante”, afirma Marko Grozdanovic, vice-presidente Sênior de Marketing Estratégico e Sustentabilidade Global da BASF Soluções para Agricultura.

    Em linha com essa perspectiva, Sergi Vizoso-Sansano, vice-presidente Sênior da BASF Soluções para Agricultura na América Latina, acrescenta: “Os agricultores há muito tempo enfrentam preocupações com lagartas que impactam a produtividade das lavouras e passaram a conhecer a tecnologia oferecida pela AgBiTech como uma solução adicional para o controle dessas pragas”.

    O portfólio de BioSoluções da BASF abrange uma gama de produtos biológicos para ajudar os agricultores a proteger os cultivos de doenças e insetos, auxiliar no manejo de resistência e de resíduos, além de aumentar a tolerância ao estresse e estender as janelas de proteção contra doenças e pragas, complementando os tratamentos químicos dentro dos programas de Manejo Integrado de Pragas.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/