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nov 10 2025 Exportações de soja em grão crescem 6,7%
De janeiro a outubro, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas de farelo de soja — volume recorde para o período. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o aumento reflete a demanda aquecida de países fora do eixo tradicional, como Espanha, Dinamarca e Bangladesh. O volume embarcado no período chegou a 19,6 milhões de toneladas — o maior da série histórica para esses dez meses.
O impulso veio especialmente de países considerados fora do circuito tradicional de compra do derivado, como Espanha, Dinamarca, Bangladesh e Portugal. Ao mesmo tempo, o mercado interno também mostrou maior apetite pela compra de farelo, o que evidencia uma dinâmica de demanda aquecida tanto no exterior quanto no Brasil.
Soja em grão mantém trajetória de crescimento
A soja em grão também registrou alta nas exportações. No acumulado do ano, o Brasil embarcou 100,6 milhões de toneladas, superando em 6,7% o volume exportado no mesmo período de 2024. A China segue como o principal destino, absorvendo 78,8 milhões de toneladas, o equivalente a quase 80% do total.
Clima atrasa plantio, mas melhora condições de campo
Nas lavouras, as chuvas mais abrangentes beneficiaram o desenvolvimento das atividades agrícolas. Ainda assim, o ritmo da semeadura da soja segue abaixo do esperado. De acordo com dados da Conab, até 1º de novembro, 47,1% da área estimada para a safra havia sido plantada, frente aos 53,3% registrados no mesmo período do ano passado e à média de 54,7% dos últimos cinco anos.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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nov 10 2025 Colheita do trigo avança de forma moderada no RS
A alternância de períodos chuvosos e temperaturas amenas ao longo de setembro e outubro sobre o Rio Grande do Sul estende as fases vegetativa e de formação de grãos do trigo, e reflete a maturação mais lenta das lavouras, cuja colheita alcança 42% da área cultivada, índice inferior à média das últimas cinco safras (64%) para o mesmo período. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (06/11), atualmente 36% das áreas de trigo se encontram em maturação fisiológica, 20% em enchimento de grãos, e 2% ainda em floração, evidenciando desenvolvimento gradual, mas mais tardio do que o observado em anos anteriores.
O quadro climático recente, caracterizado por umidade do solo elevada e satisfatória luminosidade entre os intervalos de chuva, tem favorecido as lavouras de trigo, contribuindo para o bom peso de grãos e para a uniformidade das espigas nas áreas colhidas. A qualidade industrial se mantém dentro dos padrões de panificação e de moagem observados nas melhores safras. As produtividades médias iniciais variam entre 2.800 e 3.500 kg/ha, conforme a fertilidade do solo, o regime hídrico e a época de semeadura. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares, com produtividade de 3.261 kg/ha.
A cultura da aveia branca está em plena colheita nas principais regiões produtoras do Estado, e a produtividade dentro do esperado, apesar de variações pontuais decorrentes de diferenças edafoclimáticas e de manejo. A qualidade dos grãos tem se mantido satisfatória, com bom PH e uniformidade, favorecendo a destinação industrial. A Emater/RS-Ascar estima que estão cultivados 393.252 hectares de aveia-branca. A produtividade atual está em 2.445 kg/ha.
Avança o ciclo final da cultura de canola, com 27% das lavouras em fase de maturação, com a colheita em ritmo intenso nas regiões produtoras, atingindo aproximadamente 70% da área cultivada no Estado. Em áreas com melhor manejo e uso de cultivares adaptadas, os rendimentos têm superado 2.400 kg/ha. Nas lavouras de menor investimento ou afetadas pelo excesso de chuvas no momento da implantação, a produtividade está abaixo de 1.500 kg/ha. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra é de 176.076 hectares de cultivo, e a produtividade de 1.659 kg/ha.
A cultura da cevada avança para a fase final do ciclo, e a colheita está em andamento na maior parte das regiões produtoras. Estima-se que 30% foram colhidos e os grãos apresentam tamanho e germinação adequados, mas aumentou os defeitos de origem microbiana (DOM), pela elevação da umidade ambiental. O poder germinativo sofreu pequena redução, mas ainda sem ser motivo de desclassificação para o processo de malteação. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 31.613 hectares e produtividade em 3.458 kg/ha.
Culturas de verão
Soja – A implantação das lavouras de soja evolui de maneira desigual no Estado, em razão do prolongamento do ciclo das culturas de inverno e da irregularidade das chuvas, que causa variabilidade da umidade do solo. A área semeada alcança 14% dos 6.742.236 hectares previstos, mas os maiores avanços ocorreram em locais de precipitações mais regulares, que propiciaram boas condições para a germinação e emergência. Os produtores esperam precipitações generalizadas que permitam a intensificação dos trabalhos de campo e o avanço do plantio até meados de dezembro, período usual de encerramento da semeadura da cultura. No entanto, observa-se redução no investimento em insumos especialmente fertilizantes , em função do custo elevado e da limitação de crédito, o que poderá impactar as produtividades médias esperadas. Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Milho – O retorno das chuvas no período repôs a umidade no solo e proporcionou condições para a retomada da semeadura do milho, que atinge 77% da área projetada para o RS nesta safra. As lavouras se encontram predominantemente em fase vegetativa (90%). As áreas semeadas mais precocemente (10%) iniciam os estágios de pendoamento e de floração, especialmente nas regiões de relevo mais baixo e de solos com maior fertilidade. O estande de plantas está, em geral, satisfatório, e a coloração verde intensa das folhas indica nutrição nitrogenada e condições fisiológicas adequadas. A amplitude térmica entre o dia e a noite beneficiou o crescimento das plantas, principalmente nas lavouras em início de florescimento, que apresentam excelente potencial produtivo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Milho silagem – Houve prosseguimento na semeadura escalonada de milho para silagem. Na Região da Campanha, os produtores realizam a semeadura em duas épocas, para minimizar riscos considerando a previsão do fenômeno La Niña: a primeira entre outubro e novembro; e a segunda entre dezembro e janeiro. No Alto Uruguai, a semeadura está mais adiantada em comparação com outras regiões, principalmente nos cultivos que receberam adubação orgânica para reduzir os custos de implantação. Segundo a Emater/RS-Ascar, na Safra 2025/2026 a área de milho silagem alcançará 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha.
Arroz – A semeadura avança de forma gradativa em conformidade com as condições de umidade do solo e com o cronograma operacional das lavouras. O percentual médio de área já implantada é considerado satisfatório para o período: entre 40% e 60% nas principais regiões produtoras, e mais de 90% nas áreas mais adiantadas. Em geral, as lavouras estabelecidas apresentam desenvolvimento adequado, estandes uniformes e plantas vigorosas, compatível com a época do ciclo. Nas áreas onde a semeadura atrasou devido ao excesso de umidade ou à permanência de solos saturados, o plantio deve se estender até o final de novembro e início de dezembro. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.752 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A cultura do feijão de 1ª safra apresenta bom desenvolvimento vegetativo na maior parte das regiões produtoras, favorecido pelas chuvas do período, que restabeleceram os níveis de umidade do solo e permitiram a retomada das semeaduras em atraso. O estande de plantas indica adequada nutrição e manejo. Nas áreas mais precoces, observa-se o início da floração e do enchimento de vagens, com vigor e potencial produtivo satisfatórios. As temperaturas mais baixas, registradas após os eventos de chuva, não ocasionaram danos expressivos, exceto em algumas lavouras em floração. A área projetada de feijão 1ª safra pela Emater/RS-Ascar é de 26.096 hectares. A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha.
Pastagens e criações
Os campos nativos, especialmente os melhorados, estão na fase de rebrota. As pastagens de aveia e de azevém comum se encontram na fase reprodutiva, e as de azevém tetraploides, na vegetativa, com produção e qualidade satisfatórias. As espécies de verão estão em etapa de implantação, favorecida pelo regime de chuvas, em geral regular, embora em algumas regiões a baixa luminosidade e a escassez de precipitações tenham limitado o crescimento inicial e prolongado o vazio forrageiro. Diversos produtores realizaram a fenação e a confecção de silagem para garantir reservas estratégicas de alimento para o rebanho no período de transição.
Bovinocultura de corte – O estado nutricional e sanitário e o escore corporal dos animais estão adequados. Houve relatos de infestação por ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, favorecida pelo clima quente e úmido. Os lotes têm sido retirados das pastagens de inverno e alocados nos campos nativos, cuja oferta de forragem tem atendido às diferentes categorias animais, desde terneiros em crescimento até matrizes em lactação. Nos sistemas de cria, estão em andamento os partos e os cuidados com os terneiros. Neste início de novembro, os produtores iniciaram ou se preparam para a estação de monta.
Bovinocultura de leite – A produção foi satisfatória na maioria das regiões, e as vacas em lactação apresentam condição corporal adequada. As melhores áreas de pastagem foram destinadas aos animais em produção, com complementação alimentar por meio de silagem e de ração. Houve infestações por bernes e aumento da população de moscas, o que demandou intensificação dos tratamentos. Foram relatados ataques de mutucas e de borrachudos, levando os produtores a adotar horários alternativos de pastejo para reduzir o estresse e evitar a queda no consumo.
Apicultura – Houve aumento na movimentação das colmeias, que apresentam enxames fortes e sanidade adequada. Há também intensa formação e liberação de novos enxames. Em alguns municípios, a colheita foi iniciada. As condições climáticas têm sido favoráveis, como a redução do frio e o retorno de dias ensolarados, que estimularam a floração de guabiroba, vassourão, trevo, nabiça e de frutíferas em geral.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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nov 06 2025 Com assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc, tambo de leite em Aceguá cresce 439%
Em meio a uma das piores secas dos últimos anos no Rio Grande do Sul, o casal Marciéle Lopes e Theo Cezar Mota, de Colônia Nova, em Aceguá/RS, viu na atividade leiteira uma nova oportunidade de futuro. O que começou como uma alternativa em um momento difícil se transformou em um case de sucesso, impulsionado pela parceria com a assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc.
Em 2022, o casal decidiu construir a casa da família e arrendar os campos da propriedade dos pais de Marciéle, onde até então criavam ovelhas e terneiros. No ano seguinte, a estiagem severa mudou completamente o cenário.
“Os gastos com a produção aumentaram e o valor da venda dos nossos animais caiu. Foi então que dei a ideia de iniciarmos na atividade leiteira, que sempre fez parte da história da minha família e pela qual tenho um grande carinho”, relembra Marciéle.
Theo admite que, no início, teve receio de investir em uma nova atividade. “Fui bastante resistente, com medo dos gastos e de não dar certo. Mas, pela necessidade de reverter nossa situação, aceitamos o desafio e começamos nossa obra”, conta.
Com poucos recursos, o casal literalmente colocou a mão na massa: “Saímos em alguns tambos para ver como poderíamos montar uma sala de ordenha rápida, funcional e barata. Nós mesmos construímos tudo: éramos pedreiros e carpinteiros. Levamos três meses para terminar e começamos com seis vacas em lactação.”
“A técnica da CCGL, Maiara, chegou para somar, disposta a nos ajudar quando tínhamos apenas 100 litros por dia. Desde então, passou a fazer parte de todo o nosso crescimento. Temos 100% de confiança e admiração pelo trabalho dela”, destacam.
O acompanhamento técnico da CCGL começou oficialmente em abril de 2024, marcando o início de uma virada na propriedade. Com o apoio da técnica da CCGL, Marciéle e Theo implementaram ajustes importantes, especialmente na nutrição dos animais, no planejamento de pastagens e silagem e na organização do manejo, pontos que, segundo eles, fizeram toda a diferença. “A parte da nutrição foi nossa maior dificuldade. Foi ali que vimos o quanto é necessária a assistência técnica”, explica Theo.
Os resultados apareceram com o tempo. Quando iniciou o acompanhamento técnico, em abril de 2024, a produção mensal era de 3.431 litros. Um ano e meio depois, em outubro de 2025, o volume chegou a 18.500 litros, com meta de alcançar 22 mil litros até dezembro de 2025 — um crescimento de aproximadamente 439%.
Além do aumento de produtividade, o casal destaca que a renda familiar também se transformou. “Mesmo o Theo exercendo outra profissão, hoje a leitaria é nossa principal fonte de remuneração. Conseguimos adquirir várias coisas com o dinheiro do leite”, comemora Marciéle.
Mais do que resultados econômicos, o casal afirma que a parceria com a CCGL trouxe motivação e propósito para o negócio. “Quando começamos a vender para a CCGL e tivemos todo o amparo técnico, percebemos que a empresa acreditava em nosso potencial. Isso nos deu um gás enorme. Queremos seguir crescendo, melhorando a genética, a estrutura e, principalmente, incentivando nossos filhos a permanecer na atividade”, afirmam.
Para eles, o modelo cooperativo é essencial para o desenvolvimento do setor leiteiro gaúcho. “A CCGL traz um novo ciclo de produtores que crescem junto com a empresa. Isso movimenta a economia local e beneficia toda a comunidade.”
Os próximos passos da família incluem o melhoramento genético do rebanho, benfeitorias na estrutura e investimentos no bem-estar animal, visando aumentar a produtividade por vaca e facilitar o manejo da propriedade.
E, para outros produtores que ainda não participam do programa de assistência técnica da CCGL, o casal deixa um conselho: “Dificuldades existem em todos os setores, mas é essencial escolher uma empresa que caminhe ao seu lado e permita crescer. A CCGL fez isso por nós.”
Desde o início da atividade, a família entrega o leite para a CCGL via Camal Cotrijuc e a médica veterinária Patrícia Fonseca, ATV da Produção Animal da cooperativa, também acompanha a evolução da propriedade, auxiliando principalmente no manejo das pastagens para garantir uma boa oferta de alimentação para o rebanho leiteiro. “É a soma de várias pessoas”, acrescenta Marciéle, se referindo aos resultados alcançados.
*Com informações da RTC/CCGL
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nov 06 2025 Produtores gaúchos adubam áreas e ampliam pastejo
Clima favorece início das pastagens de verão no Rio Grande do Sul
A qualidade das pastagens anuais de inverno tem diminuído em diversas regiões do Rio Grande do Sul devido ao aumento do teor de fibras. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), essas áreas estão sendo dessecadas para a semeadura da soja e para o estabelecimento das pastagens anuais de verão, que se encontram em fase inicial de desenvolvimento. De acordo com o documento, a umidade do solo e as temperaturas amenas têm favorecido o crescimento dessas novas lavouras.
“As espécies perenes de verão estão em fase inicial de pastejo”, informa o boletim. O texto também destaca que o rebrote das pastagens, anteriormente limitado pela falta de chuvas, tem aumentado, ampliando a oferta de alimento e permitindo a transição dos rebanhos. O campo nativo apresenta recuperação gradativa, e na integração lavoura-pecuária (ILP), parte das áreas foi liberada para o cultivo de soja.
Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, os trabalhos de semeadura de capim-sudão, milheto e sorgo forrageiro seguem em andamento. Segundo a Emater, “as chuvas regulares garantiram germinação uniforme e desenvolvimento inicial adequado das plantas”. Áreas semeadas no final de setembro já se aproximam do ponto de pastejo, embora o frio recente tenha retardado o crescimento. Em São Gabriel, produtores realizaram adubação em pastagens perenes de verão com o objetivo de antecipar o pastejo ou aumentar a lotação.
Na Campanha, o ritmo das semeaduras foi mais lento devido à menor umidade no solo e à ação dos ventos, que intensificaram a perda de água. Em Hulha Negra, a fenação das pastagens de trevo apresentou “excelente produtividade e alta qualidade do feno”, segundo relatos de produtores locais.
Em Caxias do Sul, o trigo de duplo propósito ainda oferece pastejo, mas a maioria dos agricultores retirou os animais para confeccionar silagem. Já em Erechim, a oferta de campo nativo foi considerada normal, especialmente nas áreas melhoradas. As espécies anuais de verão apresentaram germinação adequada, e o azevém e o trigo Tarumaxi foram beneficiados pelo aumento da luminosidade.
Na região de Frederico Westphalen, as lavouras de trigo e outros cereais de inverno destinados à silagem estão próximas da colheita e apresentam bom desempenho. Houve também semeadura de milheto, aveia-de-verão e sorgo. Em Ijuí, as forrageiras anuais de verão se desenvolveram bem, apesar do atraso causado pelo frio prolongado. “As temperaturas mais baixas prejudicaram a germinação, mas não houve necessidade de replantio”, destaca o informe.
Em Passo Fundo, o azevém tetraploide e o trevo registram boa oferta de forragem. Na região de Pelotas, agricultores realizaram roçadas e adubações nas pastagens de Jiggs e Tifton, que já apresentaram rebrote. Em Pinheiro Machado, o déficit hídrico se intensificou, com amarelamento do campo nativo em áreas mais altas ou de solo raso, resultado da desidratação das plantas. Mesmo assim, a Emater ressalta que ainda há disponibilidade de alimento para os rebanhos, embora o plantio de milheto e capim-sudão tenha sido interrompido por falta de umidade.
Na região de Santa Rosa, os pastos perenes de verão — como grama tifton, braquiária e capim-elefante — têm se desenvolvido bem com a elevação das temperaturas. O campo nativo também apresentou crescimento satisfatório, com destaque para o avanço de leguminosas como o Desmodium (pega-pega), que vem se destacando desde o fim do inverno. Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a restrição hídrica das últimas semanas reduziu o rebrote, mas não comprometeu a alimentação dos rebanhos de pequenos animais.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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nov 06 2025 Pesquisa comprova eficiência do uso de drones no controle de percevejos na soja
O avanço das tecnologias agrícolas vem transformando o manejo de pragas nas lavouras brasileiras. Uma pesquisa desenvolvida pela Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL), em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), trouxe resultados concretos sobre o uso de drones na aplicação de inseticidas para o controle do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde na cultura da soja.
Conduzido ao longo de duas safras, o estudo avaliou a efetividade das aplicações por drone em comparação à pulverização tratorizada, considerando diferentes volumes de calda (10 e 20 L/ha) e tamanhos de gota. O equipamento utilizado foi um drone DJI Agras T40, um dos modelos mais representativos do mercado atual.
Segundo o pesquisador em entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Renato Stürmer, os resultados surpreenderam positivamente: “Os testes mostraram que, quando observadas as condições ideais de altura, velocidade e faixa de aplicação, o drone se iguala, e em alguns casos até supera, a aplicação tratorizada tradicional, que utiliza volumes muito maiores, como 100 L/ha. O desempenho foi eficiente tanto no controle de ninfas quanto de adultos das espécies avaliadas.”
A pesquisa também identificou pequenas variações de resultado relacionadas ao tamanho de gota e volume de calda, fatores que influenciam diretamente a penetração do produto no dossel da cultura e que devem ser ajustados conforme as condições ambientais de aplicação.
“O tamanho da gota é um ponto sensível, pois gotas menores aumentam a penetração, mas exigem atenção redobrada às condições de vento e temperatura”, explica Stürmer. “Com os parâmetros corretos, o drone se mostra uma ferramenta extremamente eficiente, sem amassamento de plantas e com alta precisão na aplicação.”
A RTC/CCGL mantém uma linha sólida de pesquisas em entomologia, disponibilizando aos agricultores associados informações técnicas atualizadas para o manejo de pragas com segurança e eficiência.
“O drone vem se consolidando como mais uma ferramenta estratégica no manejo integrado de pragas, agregando tecnologia e sustentabilidade à produção de soja”, reforça o pesquisador.
Fonte:https://rtc.coop.br/
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nov 04 2025 Reconhecimento e desafios: 5 de novembro marca o Dia do Técnico Agrícola
Profissão centenária celebra avanços e protagonismo no agro
O Brasil celebra, neste 5 de novembro, o Dia do Técnico Agrícola — data oficializada pela Lei nº 13.099/2015 e escolhida em referência à promulgação da Lei nº 5.524, de 1968, que estabeleceu o exercício da profissão. A escolha foi feita em 1988, durante o Encontro Nacional dos Técnicos Agrícolas, promovido pela Federação Nacional da categoria (FENATA), em Brasília.
Ao longo de sua trajetória, esses profissionais têm desempenhado papel decisivo na estruturação e modernização do agro nacional, atuando em mais de 40 áreas diferentes — do manejo e produção à gestão e comercialização. “Os técnicos agrícolas têm ampliado sua capacidade de atuação com competência e protagonismo no agronegócio brasileiro. Estão na linha de frente da adoção de práticas sustentáveis e contribuem diretamente para o fortalecimento das cadeias produtivas em todo o país”, destaca Carlos Alberto Turra, presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul (SINTARGS).
Legado histórico e conquistas legais
A formação profissional remonta à criação do “Curso de Capatazes Rurais” da Escola Técnica de Agricultura de Viamão (RS), em 1910. Desde então, o movimento associativista e a regulamentação foram pontos-chave para o avanço da categoria. Entre os marcos, destacam-se:
Lei nº 5.524/1968 – regulamenta a profissão de nível médio.
Decreto nº 90.922/1985 – detalha suas atribuições.
Criação da FENATA, em 1989.
Instalação do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), em 2020.
A criação do CFTA fortaleceu a autonomia profissional, permitindo a migração dos registros para uma estrutura própria, voltada exclusivamente à fiscalização e valorização da atividade.
Tecnologia e sustentabilidade no centro da atuação
Com a crescente digitalização e demandas por eficiência produtiva, os técnicos agrícolas vêm se destacando na adoção de tecnologias, georreferenciamento, mecanização de precisão e técnicas conservacionistas. “Os técnicos agrícolas têm um papel crucial na implementação de práticas sustentáveis, como o uso eficiente de insumos e a conservação do solo, essenciais para que o agronegócio seja produtivo e resiliente em face das mudanças climáticas”, aponta Turra.
Presença estratégica no campo
A capilaridade da atuação é outro diferencial. Os técnicos estão presentes em pequenas propriedades, grandes empreendimentos e cooperativas, colaborando diretamente para o desenvolvimento regional, a segurança alimentar e a geração de emprego no meio rural.
Desafios e valorização contínua
Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à valorização da categoria, necessidade de atualização profissional e reconhecimento institucional. A luta por espaço no mercado e defesa do exercício pleno da profissão ainda motivam ações jurídicas e articulações políticas.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 31 2025 Próxima semana deve ser de nebulosidade e instabilidade no Estado
Próxima semana deve ser de nebulosidade e instabilidade no Estado
A previsão é de tempo marcado por variação de nebulosidade e instabilidade para próxima semana no Rio Grande do Sul. As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 44/2025, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (31/10): a nebulosidade permanece e deve predominar em praticamente todo o território gaúcho.
Sábado (1º/11): um sistema de baixa pressão se intensifica, trazendo umidade do centro do país, favorecendo pancadas de chuva em todas das regiões, com maior intensidade na metade Norte do RS.
Domingo (2/11): a persistência desse sistema aumenta a instabilidade atmosférica, criando condições favoráveis à ocorrência de tempestades em todo o Estado.
Segunda-feira (3/11): a passagem de uma frente fria deve manter o tempo instável.
Terça (4/11): a entrada de um sistema de alta pressão deve deixar as temperaturas amenas e o tempo firme.
Quarta-feira (5/11): a nebulosidade volta a se espalhar com possibilidade de chuva no Sul do Rio Grande do Sul.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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out 31 2025 Inicia a colheita da cevada com bom rendimento e grãos de alta qualidade industrial
As lavouras de cevada apresentam desempenho apropriado na etapa final do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (30/10) pela Emater/RS-Ascar, a maior parte das áreas estão em maturação fisiológica. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 31.613 hectares e produtividade em 3.458 kg/ha.
O tempo seco das últimas semanas favoreceu a redução da umidade dos grãos e as operações de colheita, especialmente nas áreas de semeadura precoce. As produtividades médias se mantêm dentro das expectativas iniciais, variando entre 3.400 e 4.000 kg/ha, com bom padrão de qualidade industrial.
De modo geral, as condições climáticas dos últimos períodos e o bom estado fitossanitário indicam perspectiva de safra satisfatória tanto em produtividade quanto em qualidade para malte. Os grãos apresentam tamanho e germinação adequados e poucos defeitos de origem microbiana. A proteína está aquém do ideal, mas o fato é compatível a situação de elevadas produtividades.
No entanto, a manutenção desse quadro favorável depende da continuidade de períodos com tempo seco, pois apenas pequena parcela da área cultivada foi colhida e a maior parte das lavouras encontra-se madura, a campo, suscetível a intempéries. Em áreas destinadas ao consumo animal, a colheita está mais adiantada, apresentando rendimento médio semelhante ao observado nos cultivos conduzidos para uso cervejeiro, resultado considerado atípico, uma vez que essas áreas geralmente diferem em manejo e potencial genético.
Trigo
A colheita do trigo avançou, de forma acelerada, em todas as regiões produtoras, beneficiada pela predominância de condições meteorológicas secas e ventos constantes, que favorecem a redução da umidade dos grãos, a trilha e o desempenho das máquinas no campo.
Estima-se que cerca de 27% da área cultivada tenha sido colhida; 42% encontram-se em maturação; 28% em enchimento de grãos; e 3% em floração. As produtividades registradas até o momento variam amplamente, entre 2.100 e 4.200 kg/ha, conforme o regime de chuvas, o nível tecnológico e o manejo empregado. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares. A produtividade está em 3.261 kg/ha.
Aveia Branca
A cultura da aveia-branca encontra-se em fase final de ciclo, com a colheita amplamente avançada e com índices elevados de maturação fisiológica nas lavouras remanescentes. A Emater/RS-Ascar indica que estão cultivados 393.252 hectares de aveia-branca. A estimativa atual de produtividade está em 2.445 kg/ha.
De forma geral, as produtividades continuam dentro das expectativas iniciais, variando entre 2.100 e 2.400 kg/ha, o que reflete o bom desempenho dos cultivos. O desenvolvimento das plantas foi favorecido pelas condições climáticas predominantes de tempo seco durante o enchimento de grãos e a colheita, o que contribuiu para a adequada sanidade das espigas e peso hectolitro.
Canola
As condições climáticas das últimas semanas, como predomínio de tempo seco e boa insolação, favoreceram o avanço das operações de colheita e a adequada maturação das áreas remanescentes.
As produtividades apresentam ampla variabilidade, refletindo as diferenças no regime de chuvas durante o estabelecimento das lavouras e na disponibilidade de radiação solar nas fases de florescimento e enchimento de grãos. De modo geral, as médias regionais situam-se entre 1.300 e 1.700 kg/ha.
Em termos de qualidade, o produto apresenta bom padrão de granulação e teor de óleo, favorecendo a comercialização para a indústria de extração. Em termos econômicos, mesmo com a redução estimada de 4,5% na produtividade média nesta safra, a cultura mantém atratividade e potencial de expansão nos próximos ciclos.
A Emater/RS-Ascar, projeta o cultivo de 176.076 hectares. A produtividade está estimada em 1.659 kg/ha.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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out 30 2025 Estratégias de adubação em cobertura elevam produtividade
O nitrogênio estimula o crescimento do pasto
A adubação de cobertura é uma etapa fundamental no manejo de pastagens, pois garante o suprimento de nutrientes necessários ao crescimento e vigor das plantas forrageiras. Segundo o engenheiro agrônomo, consultor e pecuarista Wilson Tofano Espigarol, essa prática tem o objetivo de manter a produtividade do solo e favorecer o desenvolvimento equilibrado do pasto, refletindo diretamente no desempenho animal e na sustentabilidade do sistema produtivo.
A adubação de cobertura é uma etapa fundamental no manejo de pastagens, pois garante o suprimento de nutrientes necessários ao crescimento e vigor das plantas forrageiras. Segundo o engenheiro agrônomo, consultor e pecuarista Wilson Tofano Espigarol, essa prática tem o objetivo de manter a produtividade do solo e favorecer o desenvolvimento equilibrado do pasto, refletindo diretamente no desempenho animal e na sustentabilidade do sistema produtivo.
Já na estratégia de intensificação, recomendada para propriedades com solos bem corrigidos, prioriza-se o uso de fertilizantes nitrogenados. O nitrogênio estimula o crescimento do pasto e possibilita aumento na taxa de lotação animal, otimizando a produção por hectare. Espigarol ressalta que o sucesso da adubação depende do equilíbrio entre reposição e intensificação, sempre considerando o planejamento nutricional do solo, o regime de chuvas e o manejo do rebanho.
O especialista consegue afirmar ainda que essa visão técnica contribui para maior eficiência e sustentabilidade na pecuária moderna. As informações foram divulgadas em seu perfil oficial na rede social LinkedIn.
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out 28 2025 Tecnologia e precisão elevam produtividade no campo
Tecnologia de aplicação é novidade
A busca por mais eficiência e conforto nas operações agrícolas ganha novo impulso com as soluções Terris, linha tecnológica desenvolvida pela Coopercitrus. Segundo o consultor técnico e comercial da cooperativa, Alex Galdino, o objetivo é oferecer ferramentas que combinem precisão, durabilidade e controle, ajudando o produtor a aumentar sua produtividade e reduzir desperdícios no campo.
Entre os principais destaques está o GPS Agrícola GT-500, equipamento ideal para quem busca eficiência nas aplicações de defensivos agrícolas como herbicidas, fungicidas e inseticidas, além de correção de solo com calcário, cloreto, ureia e gesso. O sistema permite o traçado de curvas de nível paralelas com variação de até 25 centímetros, garantindo uniformidade nas operações e melhor aproveitamento da área produtiva.
Outro diferencial é o Monitor de Plantio GTF-400, que assegura controle total sobre a plantadeira. O dispositivo integra velocímetro, hectarímetro digital e contagem de sementes por linha, além de emitir alertas automáticos em caso de falhas de plantio ou de densidade. Essa precisão reduz perdas e contribui para uma semeadura mais equilibrada e produtiva.
O Sensor de Barras SB-300 completa o conjunto ao proteger o pulverizador, controlando a altura das barras e evitando danos durante o uso. Com isso, amplia-se a vida útil dos equipamentos e a precisão das aplicações. Para Galdino, a adoção dessas tecnologias representa um avanço importante rumo a uma agricultura de alta performance, que alia eficiência, sustentabilidade e conforto ao produtor.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/