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  • Verão inicia neste domingo (21/12)

    Estação deve ter chuvas abaixo da média

    O verão no Hemisfério Sul começa oficialmente neste domingo (21/12), às 12h03 (horário de Brasília), e termina dia 20 de março de 2026, às 7h46. A estação tende a ter chuvas abaixo da média, segundo o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone. “O verão vai começar bastante úmido no final de dezembro, com muita nebulosidade e pancadas de chuva em boa parte do Rio Grande do Sul”, afirma. “Mas ao longo dos meses de janeiro e fevereiro ocorre uma diminuição dessa chuva”, prevê.

    De acordo com Varone, as precipitações de dezembro vão favorecer algumas áreas onde está começando o plantio da safra de verão, mas podem prejudicar outras onde a safra já foi iniciada. “Outro lado bom é que os reservatórios vão atingir níveis satisfatórios em todas as regiões do Estado”.

    Janeiro favorece a safra de verão

    Em janeiro, as chuvas devem ser regulares no Estado. “Não se espera falta de umidade ao longo do mês. Claro que é sempre bom lembrar que os meses de verão têm a temperatura mais alta, com máximas passando dos 30 graus praticamente todos os dias”, enfatiza o meteorologista. “Isso favorece uma maior evaporação e evapotranspiração das plantas. Fazendo um balanço do que vai chover, com o que vai evaporar, não devemos ter grandes perdas nesse sentido. Então, em janeiro, mesmo com chuvas ocorrendo abaixo da média, devemos ter uma distribuição relativamente boa, o que vai favorecer a safra de verão”.

    Fevereiro deve ser mais seco

    Fevereiro deve ser mais seco em todo o Rio Grande do Sul. “A temperatura vai seguir próxima da normalidade, porém, vai aumentar a condição de evaporação e evapotranspiração das plantas, o que pode prejudicar algumas regiões do Estado”, alerta Varone. “O grande problema de fevereiro é que se esperam períodos curtos de estiagens, de 15 a 20 dias. E isso pode prejudicar principalmente as culturas de verão, como a soja, que precisa de mais umidade nesse período. Os eventos de chuva devem ficar mais espaçados ao longo do mês de fevereiro”, enfatiza o meteorologista.

    Março deve ter chuvas expressivas

    Conforme Varone, no final do verão, em março, a tendência é de retorno de chuvas mais expressivas. “Isso deve acontecer já no final de fevereiro e durante o mês de março”, avalia.

    Temperaturas acima dos 30 graus

    Com relação às temperaturas, a tendência é que fiquem acima dos 30 graus. “Não são esperadas grandes ondas de calor, como em períodos de 10 ou 12 dias com temperaturas próximas dos 40 graus. Não se espera isso”, acredita Varone. “Claro que em uns dois ou três dias, as temperaturas podem chegar perto dos 40 graus, mas não será a normalidade. O normal é que fiquem acima dos 30”, esclarece.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja. “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

    Problemas nessa fase comprometem a germinação

    As doenças iniciais da soja estão entre os principais desafios para o bom estabelecimento da lavoura e afetam diretamente a semente e a plântula nos primeiros dias após o plantio. Em um cenário de alternância climática, com chuvas irregulares, calor e baixa umidade, a semente permanece mais tempo exposta a patógenos de solo justamente no momento em que seu vigor e sanidade são determinantes para a formação de um estande uniforme.

    Problemas nessa fase comprometem a germinação e a emergência, gerando falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando a lavoura já está implantada. Sementes atacadas por fungos como Rhizoctonia, Fusarium e Pythium podem apodrecer antes de emergir ou originar plântulas fracas, com tombamento e morte precoce. Mesmo quando a planta sobrevive, o dano inicial reduz o desenvolvimento radicular, limita a absorção de água e nutrientes e compromete o potencial produtivo ao longo de todo o ciclo.

    A qualidade da semente, aliada ao tratamento de sementes, é considerada a primeira linha de defesa da lavoura. É nesse momento que a semente entra em contato direto com o solo, ambiente favorável à infecção por patógenos. Um tratamento inadequado ou incompatível, associado a erros de plantio, pode ampliar perdas, aumentar a necessidade de replantio e elevar os custos da safra.

    Além disso, decisões tomadas no início do ciclo influenciam a ocorrência de doenças ao longo da safra, como mofo-branco e ferrugem asiática, que tendem a avançar com mais intensidade em lavouras mal estabelecidas. O manejo correto da semente e o acompanhamento técnico desde o planejamento do plantio são fundamentais para reduzir riscos, preservar o vigor inicial e sustentar o teto produtivo da soja.

    “Quando as doenças aparecem no início da soja, o prejuízo é silencioso, porém definitivo. Plantas com baixa sanidade e vigor produzem menos ramos, menos nós produtivos e menor biomassa, o que reduz diretamente a capacidade de gerar vagens e grãos. Além disso, o sistema radicular fica limitado, a absorção de água e nutrientes reduz e a cultura passa a ser mais sensível aos estresses ao longo do ciclo. Na prática, esses fatores se traduzem em redução de produtividade. E o impacto não é apenas agronômico, é econômico. O produtor enfrenta replantio, aplicações extras de fungicidas e atraso de ciclo, o que compromete a rentabilidade da safra como um todo”, afirma Diego Braga, Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Show Técnico Cooperativo 2025 abre com foco em decisão, dados e resultado no campo

    Com experimentos como sala de aula e a cooperação como método, o Show Técnico Cooperativo 2025 iniciou sua programação reunindo produtores, técnicos e lideranças para apresentar, na prática, como a pesquisa desenvolvida em rede impacta diretamente a produtividade e a gestão das propriedades rurais gaúchas. Dia ensolarado, lavouras vigorosas, estações cheias e produtores atentos deram o tom de um evento que vai além da vitrine tecnológica: aqui, a ciência é prática, o dado vira decisão e o cooperativismo deixa de ser conceito para se tornar método.

    Realizado no Campo Experimental da CCGL, em Cruz Alta, o primeiro dia de evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores, lideranças cooperativistas e famílias inteiras em torno de um mesmo propósito: entender melhor para errar menos, produzir mais e sustentar o futuro da agricultura.

    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas gaúchas, o Show Técnico 2025 apresenta resultados de pesquisa que já nasceram com destino certo: a propriedade rural. “Aqui mostramos o que a pesquisa e a experimentação fazem quando chegam ao campo de forma organizada. Isso permite ao produtor ser mais assertivo, reduzir custos, rentabilizar melhor e aplicar manejos que colocam a agricultura brasileira entre as mais sustentáveis do mundo”, destacou o presidente da CCGL, Caio Cezar Vianna.

    Segundo ele, o modelo cooperativo adotado pela RTC mudou a lógica do desenvolvimento técnico no Estado. “Deixamos de trabalhar de forma isolada para construir uma rede. Hoje não são apenas 15 campos experimentais espalhados pelo Rio Grande do Sul, mas mais de 40 mil talhões cadastrados na SmartCoop, gerando dados reais que ajudam a posicionar manejos regionais, produzir mais com menos e avançar nos pilares social, econômico e ambiental”, afirmou.

    Essa potência coletiva ficou evidente ao longo das estações técnicas. Para Sérgio Luís Feltraco, diretor executivo da FecoAgro/RS, o evento consolida o Rio Grande do Sul como referência tecnológica. “O que se vê aqui é dedicação, engajamento e qualidade de entrega. Cada estação traduz uma potência tecnológica que reforça o papel da CCGL, da RTC e do cooperativismo gaúcho como protagonistas da inovação no agro”, avaliou.

    Para o Gerente de Pesquisa da RTC/CCGL, Dr. Geomar Corassa, o evento simboliza a entrega de um trabalho feito pelas cooperativas para os produtores. “Foi um dia extremamente positivo, com uma entrega técnica de alto nível. Ver o público participando ativamente das estações e trocando experiências reforça que estamos no caminho certo: levando conhecimento aplicado, construído em rede, diretamente para quem produz.”
    Mas o Show Técnico também é feito de olhares atentos e decisões que começam a ser desenhadas ali mesmo, entre uma estação e outra. Produtora da Cotripal, Deise Copetti Buzanello levou o filho adolescente para viver a experiência. “Ele vai iniciar um curso técnico agora e achamos importante ampliar a visão dele.”, relatou.

    Na mesma linha, o produtor Arno Arnaldo Mayer, da Coopermil, destacou aprendizados que impactam diretamente a produtividade. “Ficou muito claro o quanto o controle de plantas daninhas desde o início interfere na produção. Às vezes o produtor acha que não faz tanta diferença, mas faz, e muito. Também a parte de gestão da propriedade e a correção do solo são desafios que precisamos encarar de frente”, pontuou.

    Para Maicon Buzatti, CEO da Cotrijuc, o evento valida o papel estratégico do cooperativismo no desenvolvimento do Estado. “Hoje, metade do PIB gaúcho vem do agronegócio e grande parte disso é produzido por cooperativas. O que vemos aqui é gestão, tecnologia, diversificação e solo bem manejado. É isso que gera valor no campo e sustenta o protagonismo do Rio Grande do Sul como celeiro do Brasil”, afirmou.

    A força da intercooperação também foi destacada por João Pietro, diretor do Ramo Agropecuário da OCB. “Esse evento traduz um dos princípios mais importantes do cooperativismo: trabalhar em rede. O que está acontecendo aqui é exemplo para o Brasil inteiro. São cooperativas unidas, compartilhando conhecimento, tecnologia e resultados, gerando impacto não só para os cooperados, mas para as comunidades onde estão inseridas”, ressaltou.

    O primeiro dia do Show Técnico Cooperativo 2025 mostrou que o futuro do agro não nasce de promessas, mas de decisões bem informadas. E, no Campo Experimental da CCGL, essas decisões começam com o pé no solo, o olhar atento e a certeza de que quando o conhecimento é compartilhado, o campo responde.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Comunicado Agrometeorológico 94 do DDPA/Seapi destaca situação das chuvas no RS

    Segundo o Comunicado Agrometeorológico nº 94, o mês de novembro se caracterizou pelas chuvas abaixo da média no estado, principalmente no extremo sul. O Comunicado é uma publicação mensal da equipe do Laboratório de Agrometeorologia e Climatologia Agrícola (LACA) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    De acordo com a publicação, novembro registrou totais de precipitação pluvial entre 50 e 100 mm na maior parte do estado, com eventuais volumes maiores na metade norte (acima de 150 mm) e menores no extremo sul (abaixo de 50 mm). A precipitação pluvial de novembro ficou abaixo da média em grande parte do estado, com desvios negativos entre -5 e -50 mm.

    O mês também registrou a ocorrência de granizo no Rio Grande do Sul, com quatro eventos de intensidades variáveis e em diferentes áreas. No ano, foram 14 registros em 23 locais. O Sul do Brasil é uma das regiões preferenciais de atuação de eventos atmosféricos extremos que resultam na formação de tempestades e granizo. A maior probabilidade de ocorrência de granizo é no período da primavera e do verão, associada à passagem de frentes frias e rápido aquecimento do continente.

    O comunicado nº 94 aponta ainda a finalização da colheita das culturas de inverno, com bons resultados, e o avanço da semeadura das culturas de primavera-verão com desenvolvimento adequado na maioria das áreas. As frutíferas de clima temperado também registraram desenvolvimento adequado.

    O Comunicado foi elaborado pelas engenheiras agrônomas e pesquisadoras do DDPA/Seapi Ivonete Fátima Tazzo, Amanda Junges e Loana Silveira Cardoso e pelo meteorologista do DDPA/Seapi, Flávio Varone.

    Para o Comunicado na íntegra, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202512/16102456-comunicado-agrometeorologico-94-novembro-2025-final.pdf

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Governo do Estado estabelece obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais a partir de 5 de janeiro

    Com a mudança, que vinha sendo implementada de forma gradual, a nota em papel chamada de “talão do produtor” deixa de valer

    O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), efetiva a implementação do processo de modernização da documentação fiscal no setor agropecuário no Rio Grande do Sul no início de 2026. A partir do dia 5 de janeiro, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais.

    A mudança, que vinha sido implementada em outros Estados, atende à legislação nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Também a partir de 5 de janeiro de 2026, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal, o chamado “talão do produtor”.

    “Entendemos que, com os adiamentos, os produtores rurais tiveram tempo para fazer uma transição do modelo, saindo do papel para o formato digital. Essa modernização torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo a burocracia e evitando o risco da perda de documentos. O sistema digital também minimiza falhas no preenchimento, já que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita”, explica o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.

    A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário econômico e fiscal do Brasil, após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente a emissão de notas em papel.

    Prazo para adaptação

    A adaptação vem sendo feita de forma escalonada no Estado. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Agora, a nova regra passa a contemplar a totalidade dos produtores gaúchos, cujo quantitativo é calculado em cerca de 800 mil.

    Em diversos momentos, atendendo a pedidos do setor, a medida foi adiada pela Receita Estadual, subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), que coordena a implantação. A elasticidade no prazo vinha sendo tomada para que mais produtores pudessem obter informação sobre o tema e adaptar sua emissão eletrônica. A prorrogação ocorreu, inclusive, em 2024, logo após as enchentes que atingiram fortemente o setor rural.

    Como emitir

    Em operações interestaduais, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já era obrigatória. Agora passam a ser exigidas também em operações dentro do Rio Grande do Sul. Caso elas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

    Os produtores rurais têm liberdade para escolher o emissor de nota fiscal que passarão a utilizar. Há soluções oferecidas por associações e por cooperativas, por exemplo. A Sefaz oferece duas alternativas: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) e o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e).

    Simples e gratuito

    O NFF pode ser baixado no celular e acessado via login gov.br, e é recomendado pela simplicidade e gratuidade. Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, o nome do(a) cliente e a forma de transporte. A Fazenda oferece acesso ao Manual de Orientação ao Produtor Rural para aprendizado e orientação sobre a utilização da NFF. Atualmente, mais de 113 mil produtores estão cadastrados na ferramenta.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Oito estações, Espaço Kids e mais de dois mil produtores: falta menos de uma semana para o Show Técnico Cooperativo 2025

    O campo que ajudou a escrever parte da história da agricultura gaúcha será, mais uma vez, palco de inovação e cooperação. Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL, às margens da ERS-342, em Cruz Alta, receberá a edição 2025 do Show Técnico Cooperativo, um encontro que pretende reunir mais de duas mil pessoas, entre produtores, pesquisadores, técnicos e famílias, em torno de um propósito comum: compartilhar conhecimento e discutir o futuro do agro.

    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, o evento chega à edição 2025 para apresentar resultados de pesquisa transformados em soluções práticas para o campo. Serão dois dias de imersão técnica em um dos espaços de pesquisa mais tradicionais do país, um local que, desde 1971, serve como vitrine para a inovação agrícola e símbolo do cooperativismo gaúcho.

    “Estamos preparando uma entrega técnica de alto nível para todos os participantes. Tudo aquilo que pesquisamos, testamos e validamos será apresentado no Show Técnico. Compartilhar conhecimento é a nossa missão”, destaca Geomar Corassa, gerente de Pesquisa da RTC/CCGL.

    Ao longo do evento, os participantes percorrerão oito estações técnicas, conduzidas por pesquisadores e especialistas. As temáticas abrangem tecnologias digitais, como a plataforma SmartCoop, que vem ampliando o acesso à informação e à gestão de dados nas propriedades, além de Planejamento forrageiro, Manejo de doenças, Manejo de insetos-praga, Qualidade do solo, clima e sistemas de produção, gestão e irrigação e manejo de plantas daninhas. Mais do que demonstrar novas práticas, cada estação será um espaço de diálogo e troca, no qual a pesquisa se encontra com a realidade do campo.

    O Show Técnico Cooperativo também será, mais uma vez, um ponto de encontro de gerações. Além da programação técnica, o evento contará com Espaço Kids, reforçando o papel social e comunitário das cooperativas. A entrada é gratuita via cooperativas e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades assistenciais. “A ideia é que o produtor venha com a família e viva o espírito cooperativista em sua forma mais completa”, reforça Geomar.

    Mais do que um evento técnico, o Show Técnico Cooperativo é uma celebração da força do cooperativismo gaúcho e da capacidade de inovação do campo. No mesmo solo onde a Fundacep iniciou sua trajetória de pesquisa há mais de meio século, o agronegócio do futuro continua a ser desenhado: com tecnologia, sustentabilidade e, acima de tudo, cooperação.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • CCGL, RTC e FECOAGRO reúnem as Cooperativas para debater manejo e aspectos comerciais das culturas de Canola e Carinata no Rio Grande do Sul

    Na última terça-feira, 09, aconteceu no anfiteatro da CCGL em Cruz Alta o encontro técnico focado no crescente e relevante papel das culturas de inverno canola e carinata como opções complementares para a agricultura do Rio Grande do Sul. O evento reuniu cerca de 25 cooperativas, com a participação de representantes de direções, áreas comercial e técnica, além de especialistas e pesquisadores da RTC, para debater os resultados da pesquisa e experimentação além dos cenários de mercado e as oportunidades econômico financeiras para os produtores gaúchos com foco na rentabilidade e sustentabilidade das propriedades rurais.

    Diversificação e renda de inverno: Uma oportunidade econômica

    Os líderes cooperativistas e especialistas presentes enfatizaram que a ampliação das culturas de inverno é crucial para a saúde financeira do produtor e para a mitigação de riscos climáticos. Caio Cezar Vianna, Presidente da CCGL, destacou a iniciativa das cooperativas e a importância da pesquisa em rede. “Uma grande oportunidade se avizinha para os nossos produtores. As cooperativas, como sempre, estão tomando a frente de um processo necessário para o futuro da agricultura do Rio Grande do Sul em um momento que necessitamos novas alternativas econômicas para nossos produtores. Vianna ressaltou ainda o potencial de mercado ligado aos biocombustíveis e a importância do trabalho técnico para escalar a produtividade, a adaptação das novas culturas aos manejos e a criação de opções de renda nas culturas de inverno.

    Fábio Branco, diretor de Relações Institucionais da CCGL, destacou que o evento foi muito importante, tanto pela dimensão técnica quanto pelo impacto econômico. Segundo ele, as culturas trazem alto valor agregado e têm relevância para a economia do Rio Grande do Sul, especialmente para as cooperativas e para os produtores. “É isso que buscamos demonstrar nesse evento: o quanto é importante investir para melhorar a rentabilidade do produtor, gerar novos negócios, fortalecer economicamente o Estado e criar emprego e renda”, afirmou.

    Geomar Corassa, Gerente de Pesquisa e Tecnologia da RTC/CCGL, avaliou o resultado do debate. “Foi um evento muito importante e gratificante. Fizemos discussões técnicas, debatemos estratégias comerciais e muitas oportunidades foram levantadas ao final. Conseguimos contribuir e já começar a desenhar um futuro que é muito promissor para as cooperativas, para os produtores e para o Rio Grande do Sul através das culturas como alternativas de renda no inverno.”

    Leocezar Nicolini, Presidente da Cotriel, reforçou a necessidade de rotação. “Tanto a canola quanto a carinata vêm como uma alternativa muito boa para o nosso produtor. Hoje estamos passando por um momento da monocultura da soja, e isso preocupa muito, porque o produtor não pode viver com uma safra única por ano. A canola não vem para tirar o lugar do trigo, mas sim em um sinergismo onde você pode, através de bons manejos produzir nessas culturas de inverno, com rotação trigo, canola e a própria carinata,, e isso vem também trazer mais uma fonte de renda para o produtor.”

    Claudimir Piccin, Presidente da Camnpal, valorizou a oportunidade de aprendizado. “Acho muito importante a RTC e a CCGL trazerem as direções juntamente com os Departamentos Técnicos e a área comercial para este evento, onde discutimos um pouco sobre a cultura da canola e da carinata, que para nós da Campal, começamos apenas neste último ano, temos muito o que aprender e a vemos como alternativa para diversificação e como fonte de renda de inverno para o nosso quadro social.”

    Recorde de produtividade em Carinata

    O encontro detalhou o panorama técnico com base nas pesquisas da RTC, demonstrando o potencial de expansão e os desafios para o setor. As cooperativas buscam se antecipar ao aumento de área previsto para os próximos anos, munindo seus departamentos técnicos de informações assertivas.

    Em sintonia com o potencial apresentado no evento, um fato relevante que endossa a viabilidade da cultura é o recorde nacional de produtividade em carinata alcançado por um produtor da Cotrijal. Alexandre Doneda, Gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, comentou sobre o potencial da cultura. “A carinata chega como mais uma oportunidade de renda, especialmente no inverno, pois o Rio Grande do Sul precisa diversificar o sistema de produção, e tanto a canola quanto a carinata são excelentes oportunidades. Tivemos um produtor também que já apostou no cultivo da carinata com 50 hectares de área comercial e conseguiu obter a maior produtividade em nível de Brasil da cultura com 45 sacas por hectare”, destacou.

    Hevertom Gugelmin, Diretor Comercial da Cargill e palestrante, avaliou o cenário de mercado e o potencial técnico. “O Rio Grande do Sul já está se consolidando como uma agroindústria que processa canola, e junto com isso vêm as demandas de exportação. Sou muito otimista com o desenvolvimento desse mercado. Isso mostra o quanto ainda podemos crescer em produtividade, pois há um bom caminho para ganho de produtividade. O movimento feito pelas cooperativas contempla a pavimentação para o sucesso e traz boas práticas para que o produtor, ao iniciar na cultura, inicie pelo caminho certo e dê continuidade na implantação das culturas”.

    Smartcoop e a visão estratégica do mercado

    Outro eixo central do encontro foi a necessidade de gestão eficiente e a importância da plataforma Smartcoop no gerenciamento de culturas. Paulo Pires, Presidente da Fecoagro e da Coopatrigo, abordou o diferencial estratégico. “A cultura da canola só vem fortalecer mais uma opção para o produtor. E com a Smartcoop, nós temos um diferencial extraordinário no cooperativismo: construir uma cadeia madura, sedimentada, com estratégia, rastreabilidade e com origem. A plataforma Smartcoop é uma ferramenta extraordinária, que aproxima o produtor, o técnico e a cooperativa.”

    Geomar Corassa destacou o uso da plataforma. “Todo o registro digital desse processo na plataforma Smartcoop vai nos permitir, ali na frente, olhar para os grandes mercados por meio da rastreabilidade. A plataforma é uma ferramenta de gestão, mas também entrega técnica no formato digital que ajuda o produtor e as cooperativas.”

    O Presidente da CCGL, Caio Cezar Vianna, também evidenciou o diferencial estratégico da Smartcoop para os produtores: “A plataforma Smartcoop nos dá referências para que os produtores sejam assertivos na comercialização e na aquisição dos insumos, estabelecendo boas relações de trocas”

    Com esta iniciativa, CCGL, RTC e FECOAGRO reforçam o compromisso com a inovação, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento do cooperativismo. O encontro consolida um espaço de diálogo qualificado para construir estratégias que ampliem a competitividade do agronegócio gaúcho.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Difusão de Tecnologias da CCGL encerra 2025 com encontro estratégico e cases que evidenciam evolução técnica, gestão e resultados no campo

    A CCGL realizou, nos dias 8 e 9 de dezembro, o último encontro trimestral de 2025 dos setores de Suprimento e Difusão de Tecnologias. O evento reuniu Assistentes Técnicos de Campo (ATCs) e especialistas da cooperativa para apresentar os resultados do ano, compartilhar experiências e alinhar estratégias para 2026. Foram dois dias de imersão técnica com foco em gestão, eficiência produtiva e impacto direto das ações desenvolvidas nas propriedades cooperadas.

    A programação destacou cases que traduzem, na prática, a importância da assistência técnica continuada. A zootecnista e ATC Bruna Moura Quevedo apresentou o trabalho realizado em uma propriedade de Pejuçara, que enfrentou um dos períodos mais críticos de sua história após o diagnóstico de brucelose no rebanho, logo no início da sucessão familiar. O rebanho passou de 160 para 98 vacas em lactação. A reorganização começou pela identificação individual dos animais e pela inclusão da rotina produtiva no SmartCoop, permitindo estabelecer controle leiteiro, identificar vacas com atraso reprodutivo e planejar manejos de secagem, pré-parto e sanidade. O caso evidencia a relevância da estruturação de dados para recuperar eficiência mesmo em cenários adversos.

    Outro relato apresentado foi da médica veterinária e ATC Ana Caroline Arnt Callegaro, que acompanhou o retorno à produção de uma propriedade da região das Missões. Que reiniciou as atividades em agosto de 2025, o desafio inicial foi reorganizar processos básicos. O trabalho técnico envolveu diagnóstico detalhado do rebanho, ajustes de manejo e sanidade, melhoria das instalações e reestruturação da rotina de ordenha. A organização da higiene, a definição de horários, o manejo adequado de vacas secas, o acesso ampliado à água limpa e o controle de parasitas resultaram nos primeiros avanços. A parceria reforçada com a cooperativa singular Cotrisoja, trouxe impacto direto na gestão financeira, gerando economia mensal de mais de R$ 1.200 na aquisição de insumos.

    A engenheira agrônoma e ATC Patrícia Simon apresentou o case de uma propriedade de São Martinho, com cerca de 300 vacas em lactação, onde os desafios estavam centrados na eficiência da ordenha, qualidade do leite, cria e recria, ambiente de pré-parto e gestão de pessoas. As ações incluíram a implementação do projeto Mais Leite Saudável, treinamentos, aperfeiçoamento do manejo de terneiras e ajustes no ambiente produtivo. Um dos pontos mais relevantes foi a análise da Contagem de Células Somáticas (CCS): com CCS inferior a 300 mil, o produtor recebeu R$ 0,0606 por litro; acima desse valor, o ganho caiu para R$ 0,0225. A diferença de R$ 0,0381 por litro representou cerca de R$ 8 mil perdidos no período analisado. Segundo Patrícia, o melhor equilíbrio técnico da fazenda ocorreu entre abril e julho, servindo de referência para metas e controles que orientarão programas de incentivo em 2026. O case reforça que investir em qualidade gera impacto financeiro superior ao simples aumento de volume.

    O zootecnista e ATC Thiago Pereira apresentou o case de um jovem casal de Pedras Altas, que iniciou sua virada produtiva após o primeiro planejamento forrageiro realizado com a CCGL, em 2019. Desde então, a propriedade consolidou evolução contínua. Com 18 vacas em lactação e 20 hectares, a atividade leiteira tornou-se a principal fonte de renda da família. De 2019 a 2025, a produção aumentou 130%; de 2022 a 2025, a CCS caiu 43%; e a média anual de gordura e proteína atingiu 7,71. A média vaca/dia cresceu 70%. O desenvolvimento técnico refletiu diretamente na qualidade de vida: o casal modernizou instalações, ampliou o plantel e adquiriu seu primeiro trator zero quilômetro.

    A Gerente de Operações da CCGL destaca que momentos de apresentação de resultados e revisão de metas evidenciam a força de um trabalho técnico conduzido com responsabilidade, proximidade e visão de futuro. Cada case demonstra que, quando dados, gestão e parceria caminham juntos, as propriedades evoluem de forma consistente, mesmo diante de desafios. O sucesso dos nossos produtores é o que move a CCGL. Por isso, seguimos comprometidos em levar tecnologia, conhecimento e acompanhamento qualificado para todas as regiões. Em 2026, nosso foco permanece o mesmo, gerar valor real no campo e ampliar oportunidades para cada família.

    Ao longo dos dois dias de encontro, ficou evidente que a assistência técnica da CCGL atua não apenas na melhoria dos índices produtivos, mas também na sustentabilidade das propriedades e no fortalecimento da renda dos cooperados. A troca entre ATCs e especialistas reforçou o entendimento de que o futuro da atividade leiteira depende de gestão, tecnologia, sanidade, planejamento e cooperação.

    A Difusão de Tecnologias da CCGL encerra 2025 reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da cadeia leiteira e com o apoio técnico que transforma realidades no campo, preparando produtores para um 2026 ainda mais competitivo e orientado por resultados.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Colheita do trigo é finalizada no RS

    A colheita do trigo no Rio Grande do Sul está em finalização, restando apenas 1% por colher nas áreas localizadas em altitudes elevadas do Planalto e dos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo se alongou, em razão do maior período vegetativo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/12), na região de Caxias do Sul a colheita do trigo avançou, em decorrência dos aproximados 20 dias sem precipitações, e atinge 80% da área cultivada. A produtividade média regional está elevada, próxima a 3.800 kg/ha, com PH geralmente acima de 80 kg/hl.  As melhores lavouras alcançaram 6.000 kg/ha.

    A área cultivada de trigo no Estado está estimada em 1.154.284 hectares. A produção deve alcançar 3.437.785 toneladas. A produtividade média final, estimada pela Emater/RS-Ascar, é de 3.012 kg/ha, valor semelhante à projeção inicial, realizada no período de semeadura (2.997 kg/ha), e inferior à estimativa intermediária de outubro (3.261 kg/ha), quando as lavouras apresentavam melhor potencial produtivo. A redução final se deve principalmente às chuvas ocorridas na transição de outubro para novembro, que coincidiram com o avanço da colheita em parte do Estado e provocaram perdas de massa e de qualidade dos grãos. Além disso, os efeitos da maior incidência de doenças fúngicas, especialmente giberela, que atingiu parte das espigas, reduziu o volume efetivamente colhido.

    No Estado, houve diferenças significativas nas produtividades do trigo em decorrência das condições climáticas e dos níveis de investimento tecnológico, resultando em faixas distintas de rendimento. As zonas de maior rendimento, situadas acima de 3.500 kg/ha, abrangem as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim, onde as características ambientais locais e o manejo com maior uso de insumos permitiram preservar o potencial produtivo. Na faixa intermediária, entre 2.700 kg/ha e 3.300 kg/ha, estão as de Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, que registraram produtividade satisfatória, mas maior variabilidade em função da interferência moderada das chuvas e do manejo fitossanitário. Já a faixa de menor produtividade, abaixo de 2.500 kg/ha, incluí as regiões de Bagé e Porto Alegre, sendo a primeira mais afetada pela instabilidade climática, especialmente na Fronteira Oeste e a metropolitana, tradicionalmente por menores investimentos em insumos.

    Em termos qualitativos, os grãos apresentam adequada classificação industrial, sobretudo em áreas conduzidas com maior nível tecnológico, em que o peso hectolitro (PH) ficou frequentemente acima de 78 kg/hl e, em diversos casos, superaram 80 kg/hl. Entretanto, nas áreas de menor investimento tecnológico, registrou-se qualidade satisfatória: grande parte da produção apresentou PH 78, e em alguns casos próximo a 76.

    Aveia-branca – A colheita foi concluída no Estado. O desempenho da safra manteve-se próximo ao esperado. A qualidade física dos grãos é elevada, com PH dentro dos padrões. Houve apenas perdas localizadas por excesso de chuva na implantação ou por geadas em lavouras mais precoces. Parte expressiva da produção permanece estocada nas propriedades e será utilizada para alimentação animal. A área de aveia-branca foi projetada pela Emater/RS-Ascar é de 398.885 hectares, e a produtividade final, de 2.404 kg/ha, totalizando 958.938 toneladas produzidas.

    Canola – A colheita da canola está concluída no Estado. A produtividade média final está estimada em 1.644 kg/ha, apresentando leve redução em relação às expectativas iniciais em função de falhas de estande e dos processos erosivos decorrentes de eventos climáticos adversos durante o estabelecimento das lavouras. A área cultivada totalizou 176.076 hectares, segundo levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar, e a produção, 289.445 toneladas.

    Cevada – A colheita da cevada se encontra tecnicamente concluída no Estado, restando apenas áreas pontuais nos Campos de Cima da Serra, que somam cerca de 300 hectares, mas não alteram estatisticamente os resultados. Os rendimentos da Safra 2025 foram adequados em produtividade e em qualidade industrial.

    Segundo a Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, os grãos apresentam calibre elevado, capacidade de germinação exigida e baixa incidência de defeitos de origem microbiana (DOM). A concentração proteica situou-se abaixo do ideal, o que é esperado em cenários de elevada produtividade e de adequada disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. De modo geral, a qualidade obtida atende às especificações da indústria cervejeira. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 33.513 hectares e produtividade final em 3.486 kg/ha, desempenho considerado superior ao registrado nas demais culturas de inverno, ainda que a área implantada seja pouco expressiva. A produção está estimada em 110.207 toneladas.

    Culturas de Verão

    Soja – A semeadura da soja foi dificultada até o último domingo (07/12) em função da acentuada restrição hídrica no solo. O predomínio de temperaturas elevadas, a baixa umidade e a irregularidade das precipitações abreviaram os trabalhos de campo e prejudicaram o estabelecimento das áreas implantadas de forma tardia, especialmente aquelas conduzidas em condições de solo seco. A área plantada totaliza 76% da projetada.

    As lavouras de soja estão em desenvolvimento vegetativo. Nas áreas semeadas até 15/11, o estande está satisfatório, assim como o desenvolvimento, que ainda não expressa estresse hídrico severo devido ao baixo índice foliar, típico da fase inicial. Entretanto, nas lavouras implantadas posteriormente, a emergência está desuniforme, com sementes em diferentes estágios fisiológicos no mesmo talhão, situação que tende a aumentar a variabilidade intralavoura. No período, os produtores que dispõem de irrigação suplementar acionaram os sistemas, reduzindo riscos de perdas iniciais. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

    Milho – A área semeada permanece em 89%, em razão da persistente escassez de chuvas, por três semanas até o último domingo (07/12). A onda de calor intensificou a evapotranspiração e reduziu a umidade do solo. O estresse hídrico atingiu lavouras em todas as fases, com efeito mais marcante nas áreas em estádio reprodutivo (60%), período considerado crítico para a definição de produtividade. Nessas áreas, há perdas no potencial produtivo e na qualidade. Porém, a magnitude das perdas varia conforme a região, as condições de solo e o material genético utilizado.

    Nas lavouras de milho irrigadas, o desenvolvimento da cultura está excelente, favorecido pelas temperaturas noturnas, indicando potencial produtivo acima da média. Em áreas de sequeiro, observa-se porte irregular das plantas, associado à competição com azevém e às oscilações climáticas recentes. As lavouras de ciclo hiperprecoce iniciam a fase de maturação fisiológica. A Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha.

    Arroz – A semeadura se aproxima do encerramento, favorecida pelo intervalo prolongado de dias ensolarados e pela boa disponibilidade hídrica nos principais sistemas de irrigação. Resta parcela próxima a 5% da área para conclusão, mas, além das condições edáficas, a finalização da operação está sujeita a outros fatores, como a redução do potencial produtivo das semeaduras tardias e o desestímulo econômico decorrente dos preços do grão, que podem condicionar a execução da operação nas áreas remanescentes.

    As lavouras de arroz implantadas no início do período recomendado apresentam estabelecimento uniforme e desenvolvimento vegetativo compatível com o esperado. As mais antigas iniciaram o florescimento, mas o índice está inferior a 1%. Foram efetuados manejos de irrigação, aplicação de herbicidas e adubação nitrogenada em cobertura. Em áreas semeadas recentemente, especialmente aquelas implantadas em novembro, observam-se falhas de estande associadas ao déficit de precipitação, ocorrido nas três últimas semanas. De modo geral, o quadro é de evolução normal da cultura. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares. A produtividade, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

    Feijão 1ª safra – A semeadura permanece em torno de 60% da área esperada. A expansão do plantio prevista para o início de dezembro nos Campos de Cima da Serra foi adiada para depois da ocorrência de chuvas. A cultura se encontra 51% em crescimento vegetativo; 19% em floração; 17% em enchimento de grãos; 9% em maturação; e 4% foi colhido.

    Em geral, as lavouras de feijão apresentam avanço vegetativo e reprodutivo adequado, mas o estresse hídrico ocasionou perdas de produtividade em algumas regiões, onde a combinação de solo seco e ondas de calor consecutivas desacelerou o desenvolvimento das plantas, provocou abortamento de flores e limitou o pegamento de vagens. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.

    Pastagens e Criações

    As pastagens anuais e as perenes apresentam forte desaceleração no crescimento vegetativo e na rebrota, devido à combinação das altas temperaturas e à ausência prolongada de chuvas, o que reduziu de forma significativa a oferta de massa verde. O estresse hídrico tem causado sintomas evidentes em todas as regiões, como murchamento severo das áreas de capim-sudão e de milheto durante grande parte do dia, diminuindo sua palatabilidade. Os efeitos da falta de umidade são mais intensos em áreas de solos rasos, pedregosos ou arenosos. Nessas condições, aumenta a pressão de pastejo sobre as áreas de várzea, potencializando riscos de compactação e reduzindo a capacidade de retenção de água desses ambientes, o que amplia os impactos da estiagem sobre o manejo dos rebanhos.

    Apicultura – A atividade está em ritmo intenso. A ausência de chuvas no período favoreceu a permanência prolongada das abelhas campeiras a campo, ampliando o fluxo de néctar e elevando o volume de mel armazenado nas colmeias. Observa-se aumento significativo na população interna e forte atividade forrageira, resultando em perspectivas otimistas para a colheita desta safra.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os apicultores relatam baixa eficiência na captura de novos enxames. Apesar disso, nos apiários já estabelecidos, observou-se população elevada nas colmeias e acúmulo expressivo de mel nas melgueiras, indicando que a produção nas colmeias ativas segue em ritmo acelerado. Na região de Lajeado, a maioria das colmeias apresentou acúmulo satisfatório de mel nas melgueiras, com registro de enxameações em diferentes municípios. Foram relatados casos pontuais de mortalidade de abelhas em algumas propriedades da região.

    Meliponicultura – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a meliponicultura segue em expansão no Vale do Taquari. Na de Porto Alegre, as multiplicações e as divisões dos enxames evoluíram de forma apropriada no período. Há intensa revisão das iscas instaladas, com verificação sistemática das capturas. Cresce também a preocupação com a presença de forídeos, considerando o aumento dos relatos dessa praga na região ao longo do ano. Na região de Santa Rosa, a colheita está em andamento, e tem se mostrado uma das melhores nos últimos oito anos. A demanda pelos méis das abelhas sem ferrão (ASF) está elevada, e a comercialização na região varia entre R$ 80,00 e R$ 100,00/kg.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Representantes do RS se reúnem com o governo federal para tratar de novas medidas de renegociação das dívidas dos produtores

    Reunião na Casa Civil, em Brasília, contou com a participação do secretário da Agricultura, Edivilson Brum

    Representantes do governo e lideranças do Rio Grande do Sul participaram, nesta terça-feira (9/12), de uma reunião na Casa Civil da Presidência da República para tratar das dificuldades de acesso dos produtores rurais à linha de crédito de renegociação criada pela Medida Provisória 1.314/2025 e buscar novas medidas que facilitem o pagamento das dívidas.

    O encontro foi convocado pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, e contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, do senador Luis Carlos Heinze, e do presidente eleito da Farsul, Domingos Velho Lopes, que assume a entidade em janeiro de 2026.

    Entre as demandas apresentadas pelo Rio Grande do Sul está a inclusão da safra 2024/25 na linha de renegociação. Atualmente, a MP 1.314/25 contempla apenas operações contratadas até junho de 2024, deixando de fora justamente um dos ciclos mais afetado pelos eventos climáticos no Estado. Outro ponto considerado crítico pelos representantes gaúchos é a exigência de que o produtor estivesse inadimplente na data de publicação da MP e adimplente no momento da contratação do crédito.

    Para o secretário Edivilson Brum, a agenda foi positiva. “Precisamos ajustar alguns pontos das condições já disponíveis e avançar em outras medidas. O governo federal sinaliza novas ações e admitiu ampliar os recursos após a reunião”, destacou.

    Encontro com o líder do governo no Senado

    Pouco antes da reunião na Casa Civil, o governador Eduardo Leite esteve com o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Senado, para defender a votação do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023 e apresentar os principais gargalos identificados na MP 1.314. Tanto o PL quanto a MP tratam do refinanciamento das dívidas dos produtores rurais.

    O PL 5.122, já aprovado na Câmara, prevê o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para refinanciar dívidas de produtores atingidos por calamidades, oferecendo juros menores e prazos mais longos, sem impacto no resultado primário da União.

    A MP 1.314, editada pelo governo federal, também cria uma linha emergencial de crédito, mas com regras que hoje restringem o acesso e não alcançam a maior parte dos produtores gaúchos. Por isso, o Estado defende ajustes que tornem a medida mais efetiva e alinhada ao modelo previsto no PL.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial