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  • Recuperação de pastagens: a chave da pecuária brasileira para liderar a agenda climática

    Sustentabilidade no campo pode colocar o Brasil como protagonista na COP 30. Recuperar pastos degradados é mais que uma necessidade: é uma oportunidade. 

     

    pecuária brasileira está diante de uma oportunidade histórica: liderar a agenda climática global com base na recuperação de pastagens degradadas. Quer saber como a pecuária brasileira pode se tornar protagonista na agenda climática? Assista à entrevista abaixo e entenda o potencial da recuperação de pastagens.

    Essa prática não só melhora a produtividade do solo, como contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e o aumento da sustentabilidade no agronegócio.

    O alerta vem em um momento estratégico. Com a COP 30 marcada para 2025, em Belém (PA), é hora de o agro nacional mostrar sua força e compromisso ambiental. Quem reforçou essa visão foi Gustavo Spadotti, chefe geral da Embrapa Territorial, em entrevista ao programa Giro do Boi nesta quarta-feira, 16 de julho.

    Segundo ele, o Brasil tem dados concretos e tecnologia para provar que é possível produzir mais, com menos impacto ambiental, valorizando o que já foi desmatado e combatendo o avanço em áreas sensíveis.

    Mapeamento nacional revela 44 milhões de hectares com potencial de recuperação

    Embrapa Territorial mapeou 44 milhões de hectares de pastagens com algum grau de degradação. Esse levantamento, feito com imagens de satélite e dados oficiais, permite identificar onde é possível intervir para reformar, recuperar ou até transformar essas áreas.

    As opções são variadas:

    • Reforma de pastos para torná-los mais produtivos e vigorosos;
    • Conversão para agricultura, aproveitando áreas já abertas para gerar mais alimento;
    • Implantação de florestas comerciais ou nativas, com fins ambientais ou produtivos;
    • Recuperação de ecossistemas, trazendo biodiversidade de volta ao campo.

    Esse mapeamento serve como base para que políticas públicas e programas de financiamento sejam mais eficientes, atingindo quem realmente precisa e deseja investir em sustentabilidade.

    Pastagens bem manejadas capturam carbono e geram produtividade

    solo das pastagens tem papel estratégico na captura de carbono. Quando bem manejadas, essas áreas funcionam como um verdadeiro “sumidouro de carbono”, ajudando o Brasil a alcançar metas ambientais com produtividade.

    Por outro lado, quando degradadas, elas emitem carbono para a atmosfera, comprometendo tanto a sustentabilidade quanto a rentabilidade das fazendas. A recuperação dessas áreas, segundo Spadotti, é uma medida urgente e eficaz para:

    • Aumentar os estoques de carbono no solo;
    • Evitar novas emissões;
    • Melhorar o desempenho zootécnico dos animais;
    • Garantir mais segurança alimentar, ao produzir mais sem precisar abrir novas áreas.

    Brasil já preserva 66% de seu território e produz em 30%

    O Brasil tem números que muitos países gostariam de exibir: 66% do território está preservado, enquanto a produção agropecuária ocupa apenas 30% da área nacional. Mesmo assim, somos líderes mundiais na exportação de alimentos.

    Esses dados fazem parte do chamado “gráfico de atribuição, ocupação e uso das terras”, apontado por Spadotti como o “green card do agro brasileiro” — ou seja, a prova de que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo.

    Na visão do especialista, é fundamental comunicar essa realidade de forma clara na COP 30 e em fóruns internacionais, mostrando que o Código Florestal brasileiro e o papel dos produtores rurais na preservação fazem do Brasil uma referência única no mundo.

    Produzir com responsabilidade é o futuro — e já é realidade no Brasil

    recuperação de pastagens degradadas é uma das principais ferramentas para consolidar o Brasil como líder climático no agro. Além disso, representa uma estratégia rentável, que melhora a fertilidade do solo, reduz custos com insumos e garante mais segurança para os rebanhos.

    Combater o desmatamento ilegal é importante, mas é preciso reconhecer o que já vem sendo feito de forma correta. O produtor rural brasileiro é parte da solução e deve ocupar com orgulho esse protagonismo na construção de um modelo agroambiental exportável.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Controle do carrapato bovino deve considerar características da propriedade e do ambiente

    É o que aponta a Circular Técnica 27 do DDPA/Seapi

     

    O controle do carrapato bovino deve ser planejado de forma específica para cada propriedade, considerando suas características e o ambiente. E são necessários estudos contínuos que incluam também a avaliação das fases de vida livre do parasito em diferentes regiões do Brasil. É o que aponta a Circular Técnica 27 – “Infestação do carrapato bovino em novilhas de corte na região da Campanha do Rio Grande do Sul”, lançada recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    A publicação apresenta os resultados de um estudo realizado no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (Cesimet) da Seapi, em Hulha Negra (RS). “O objetivo foi analisar a relação entre a infestação por Rhipicephalus (Boophilus) microplus, variáveis meteorológicas e o desempenho de novilhas de corte criadas extensivamente na região da Campanha”, explica a médica veterinária da Seapi e coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Ovina (Proeso), Nathalia Bidone, que é uma das autoras da circular.

    Segundo ela, a análise climática indicou que, entre as variáveis estudadas, a radiação solar global foi a que mais influenciou negativamente a infestação, provavelmente por favorecer a dessecação de larvas e ovos no ambiente. “As demais variáveis meteorológicas, como temperatura, umidade e precipitação, apresentaram pouca correlação com a carga parasitária”, destaca Nathallia.

    A pesquisa também evidenciou o impacto da infestação sobre o ganho de peso das novilhas. “Houve correlação entre o número de carrapatos e o ganho médio diário (GMD), com perdas estimadas de até 1,6 gramas por carrapato por dia. O estudo reforça a importância do monitoramento contínuo dos animais e das condições ambientais para embasar o controle do carrapato bovino”, alerta Nathalia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Grupo de trabalho debate proposta de renegociação das dívidas rurais do RS

    Primeira reunião contou com a participação de representantes dos governos federal e estadual, além de entidades do setor

     

    O Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), criado para buscar soluções para o endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, realizou seu primeiro encontro nesta terça-feira (15/7), em formato híbrido. A reunião contou com a participação de representantes dos governos estadual e federal, parlamentares e entidades do setor produtivo, marcando o início das tratativas para a construção de uma proposta concreta a ser apresentada ao governo federal.

    A proposta debatida no encontro prevê o uso do Fundo Social do pré-sal da União para financiar um programa de reestruturação das dívidas rurais. Uma das vantagens dessa fonte de recursos é o fato de não gerar impacto fiscal. O levantamento preliminar aponta a necessidade de R$ 30 bilhões em crédito para a renegociação de débitos vencidos ou já refinanciados, com limite de R$ 10 milhões por produtor individual e R$ 50 milhões para cooperativas e associações, e prazo de pagamento de 10 anos.

    A iniciativa contempla dívidas contraídas entre 2020 e 2024, desde que os municípios tenham decretado estado de emergência em razão de eventos climáticos adversos no período, e os produtores comprovem perdas mínimas de 30% em pelo menos duas safras nos últimos seis anos.

    A criação do GTI foi articulada em junho pelo governador Eduardo Leite e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em diálogo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O objetivo é centralizar dados, debater medidas e propor soluções urgentes para a crise agravada pelas recorrentes perdas na agropecuária gaúcha, decorrentes de eventos climáticos extremos.

    Debates

    Durante o encontro, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a proposta em discussão busca atender especialmente os produtores em situação mais crítica. Segundo ele, a iniciativa precisa estar fundamentada em critérios objetivos, que priorizem quem de fato enfrentou perdas severas. Ele também ressaltou a importância dos mecanismos e das instituições — públicas e privadas — que viabilizarão o refinanciamento das dívidas.

    O secretário da Seapi, Edivilson Brum, participou da reunião de forma virtual e defendeu a urgência de um plano de recuperação para o campo gaúcho. “A criação deste grupo reflete uma necessidade premente diante da repetição de perdas severas. Precisamos tratar a situação com seriedade técnica e foco em soluções concretas para este setor tão importante do nosso Estado”, enfatizou.

    A secretária da Fazenda, Pricilla Maria Santana, salientou a importância da articulação entre os governos estadual e federal para viabilizar soluções efetivas em favor dos produtores rurais atingidos pelas enchentes. “Temos feito um esforço conjunto para garantir que as medidas anunciadas saiam do papel e cheguem, de fato, à ponta. A renegociação das dívidas é uma demanda urgente e justa diante da situação vivida pelo nosso Estado. O que buscamos é dar condições reais de recuperação aos produtores, muitos dos quais perderam tudo. A sensibilidade e o compromisso demonstrados pelo governo federal são fundamentais para que avancemos de forma célere, com segurança jurídica e foco no que mais importa neste momento: a reconstrução da economia gaúcha”, afirmou.

    Próximos passos

    Ao final do encontro, o ministro Carlos Fávaro informou que a próxima etapa será a consolidação dos dados levantados e a elaboração de uma proposta final, com base nas contribuições das câmaras legislativas, a ser submetida ao governo federal.

    De acordo com Pricilla, está sendo preparado um ofício oficial do governo do Estado solicitando a ampliação do acesso ao crédito rural. O documento tratará da necessidade de revisão do limitador atualmente vigente, que tem dificultado a efetivação dos financiamentos anunciados. “É fundamental que as linhas de crédito cheguem efetivamente aos produtores, e, para isso, precisamos corrigir travas operacionais que estão na ponta”, destacou.

    O governo do Estado, por meio da Sefaz e da Seapi, está colaborando tecnicamente com o governo federal, sugerindo adequações ao projeto de lei em discussão, com o objetivo de aprimorar os mecanismos legais e garantir maior efetividade na aplicação das medidas emergenciais no Rio Grande do Sul.

    O Grupo de Trabalho é composto por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Casa Civil, Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Banco Central, BNDES, Banco do Brasil, Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, governo do Estado do RS, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), federações Farsul e Fetag-RS, e da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs).

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Inscrições abertas para o 14º Salão de Iniciação Científica e Tecnológica da Agricultura

    Evento ocorre de forma online nos dias 24 e 25 de setembro

     

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), está com inscrições abertas para o 14º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (14º Sicit), 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2025. O evento será realizado totalmente online, com transmissão pelo canal de Eventos e Sicit do DDPA no Youtube, nos dias 24 e 25 de setembro de 2025. Serão apresentados resultados de pesquisas realizadas na área agropecuária. O tema das palestras de abertura deste ano é “Inteligência Artificial na AgropecuárIA”.

    Para apresentar trabalhos, os bolsistas devem estar regularmente matriculados em uma instituição de ensino superior e envolvidos em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os inscritos deverão submeter resumo e apresentar o trabalho oralmente, de acordo com as vagas disponíveis. As apresentações orais deverão ser gravadas e enviadas previamente. O público em geral pode participar como ouvinte.

    As inscrições são gratuitas. Os resumos deverão ser enviados de acordo com modelo do Anexo I do Edital para o e-mail [email protected] até 25 de agosto, e os autores serão informados sobre o aceite dos trabalhos a partir de 8 de setembro. Os trabalhos aceitos devem enviar o link para o vídeo de apresentação até 14 de setembro. Só serão aceitos resumos com resultados parciais/preliminares ou finais. Os ouvintes poderão se inscrever até 23 de setembro, véspera do evento.

    Confira o Edital completo clicando aqui.

    O 14º Sicit, 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2025 têm como objetivo possibilitar a apresentação de resultados de atividades de pesquisa de alunos de ensino médio, graduação, pós-graduação, pesquisadores, analistas e técnicos da Seapi.

    O evento visa estimular o interesse, a curiosidade científica, o raciocínio lógico, o senso crítico, a responsabilidade e o entusiasmo pela Ciência, além de incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores, a geração de conhecimento e a transferência de novas tecnologias e serviços para a agropecuária gaúcha.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Forrageiras de inverno garantem alimentação para rebanho gaúcho

    O predomínio de dias ensolarados e tempo mais seco proporcionou a retomada do crescimento das forrageiras anuais de inverno e a realização das adubações nitrogenadas de cobertura, beneficiando a pecuária no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10/07), mesmo com o pastejo liberado em parte das áreas cultivadas, pois ainda há umidade remanescente do solo, foi necessária a suplementação alimentar dos rebanhos. Houve redução da produção e qualidade nos campos nativos, em quase todas as regiões do Estado.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a qualidade das pastagens está satisfatória, mas o excesso de umidade e as geadas comprometeram o crescimento das forrageiras, especialmente de aveia e azevém. O campo nativo também foi afetado, e houve redução significativa na oferta e na qualidade do alimento disponível aos rebanhos. Na região de Erechim, as áreas com forragens nativas e de verão cultivadas que ainda permaneciam verdes foram afetadas pela chegada da massa de ar frio e pelas geadas, que reduziram a oferta de massa verde para pastoreios. Nos pastos sobressemeados, a condição de pastejo está adequada.

    Na região de Passo Fundo, em função da redução da umidade do solo, os pastoreios foram retomados nas áreas com maior oferta de forragem. As áreas de trigo de duplo propósito, cevada e triticale destinados à alimentação animal se encontram em fase de germinação e crescimento inicial. No campo nativo, a queda das temperaturas e as geadas comprometeram a qualidade e a oferta de forragem. Já na região de Santa Rosa, em razão do tempo mais seco, as pastagens se recuperaram e estão em condições de pastejo. Contudo, o atraso no plantio e na germinação em diversas localidades tem reduzido a disponibilidade de forragem.

    Bovinocultura de Corte – Mesmo com o pastejo liberado, as forragens ainda não atingiram seu potencial produtivo, e a suplementação se manteve necessária para minimizar perdas de escore corporal. O tempo seco permitiu a realização de cuidados essenciais e ações sanitárias, como desvermifugação e vacinação contra clostridioses. As geadas contribuíram para a redução das populações de parasitas no campo. O mercado pecuário segue aquecido em determinadas regiões, e foram efetuados remates, feiras presenciais e exportações de terneiros.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, estão sendo realizados diagnósticos de gestação nos rebanhos, e desmame e comercialização de terneiros. Os animais tiveram menor ganho de peso em razão das fortes geadas, que prejudicaram o pastejo. Na região de Santa Rosa, os rebanhos estão em adequadas condições sanitárias e de escore corporal. A ampliação de oferta de forrageiras cultivadas contribuiu com o ganho de peso dos animais. Os produtores ainda enfrentam dificuldades de repor os lotes para terminação, devido ao elevado peso de terneiros e novilhos. Na de Soledade, o período de parição iniciou, e os terneiros apresentam ótima condição corporal. O rebanho ganhou peso nos últimos dias.

    Bovinocultura de Leite – O clima mais seco favoreceu o conforto animal, o manejo nas áreas de alimentação e de ordenha e a melhoria das condições de piso em diversas regiões. No entanto, a escassez de forragem ainda compromete o desempenho dos rebanhos em sistemas mais extensivos. Em relação ao manejo sanitário, os produtores seguiram com a realização de vacinações contra clostridioses e brucelose, mas ainda foram registrados casos pontuais de mastite, favorecidos por umidade remanescente, barro e queda de imunidade.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, os rebanhos apresentam adequado estado nutricional. Continua sendo fornecida alimentação suplementar com concentrados. As precipitações do período dificultaram o manejo dos animais e favoreceram a ocorrência de mastites, mas sem impactar de forma severa a condição sanitária. Na região de Santa Maria, o frio rigoroso trouxe desafios para a manutenção do bem-estar dos animais. As temperaturas registradas ficaram abaixo da zona de conforto térmico dos bovinos taurinos (raças europeias), e o vento forte e gelado agravou, ainda mais, a situação. Os rebanhos zebuínos, embora pouco representativos nos rebanhos leiteiros da região, sofreram de forma mais intensa. A suplementação volumosa com silagem e feno tem sido essencial para manter a produção e a condição corporal das vacas. O solo permanece bastante encharcado em muitas propriedades, o que afeta o manejo e a manutenção da higiene das instalações, podendo comprometer a qualidade do leite.

    Safra de Grãos

    Trigo – O predomínio de tempo seco e a melhoria das condições de solo possibilitaram grande avanço no plantio do trigo, que chegou a 82% da área prevista para esta safra. Dessa forma, foi possível recuperar de forma parcial o atraso no cronograma de implantação das lavouras, ocasionado pela recorrência e elevada precipitação pluviométrica registrada durante o mês de junho.

    As lavouras de trigo no RS estão em desenvolvimento vegetativo. As áreas afetadas por estresse hídrico, decorrente do excesso de umidade, apresentam sinais de recuperação. As temperaturas negativas e as geadas impactaram as lavouras localizadas em partes mais baixas do terreno, onde havia maior teor de umidade, mas de modo geral, no Estado, não deverão causar danos significativos. Em razão do tempo mais seco, há probabilidade de a finalização da semeadura ocorrer dentro do período estabelecido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A previsão de área cultivada no Estado, conforme a Emater/RS-Ascar, é de 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

    Aveia-branca – A semeadura avançou após a sequência de dias ensolarados e a gradual redução do excesso de umidade no solo. Estima-se que 92% da área prevista tenha sido implantada. As lavouras encontram-se em fase vegetativa (88%), seguidas por floração (9%) e em enchimento de grãos (3%), estas últimas concentradas na Região Noroeste do Estado. As geadas intensas provocaram danos foliares pontuais, bem como lesões mais severas em estruturas reprodutivas, o que deve impactar de forma negativa o potencial produtivo das áreas mais adiantadas. Até o momento, o estado fitossanitário das lavouras de aveia branca é considerado satisfatório. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.254 kg/ha.

    Canola – Estima-se que 98% da área prevista para o cultivo de canola tenha sido semeada. Porém, o encerramento da operação depende da decisão de cada produtor, uma vez que a janela recomendada pelo Zarc já foi ultrapassada, o que eleva o risco de perdas produtivas e compromete o cronograma de implantação das culturas de verão subsequentes. As condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento da cultura. No entanto, cerca de 15% das lavouras encontram-se em fase de floração e podem ter sido impactadas pelas geadas recentes. Os danos ainda não foram plenamente quantificados, sendo necessário o monitoramento contínuo para a avaliação da extensão das perdas. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.

    Cevada – A semeadura está em finalização. O período de estabilidade climática permitiu a operação em regiões em atraso. No Extremo Norte do Estado, os trabalhos foram finalizados. As lavouras apresentam estande e desenvolvimento adequados, mantendo o potencial produtivo inicial. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as lavouras de cevada apresentam emergência, vigor e estabelecimento inicial adequados e estande uniforme. O estado fitossanitário é considerado excelente, e não há registro de ocorrências significativas de pragas ou doenças. Para a Safra 2025, a Emater/RS-Ascar projeta 27.337 hectares cultivados e produtividade de 3.198 kg/ha.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Prazo para se inscrever no Programa Irriga+ termina dia 29 de julho

    Produtores têm mais 20 dias para apresentar projetos

     

    O produtor João Henrique Maldaner, do município de Lagoa dos Três Cantos, produz milho, soja, trigo, canola, aveia e diversas forrageiras em uma área de 250 hectares. Para ele, a irrigação é fundamental.

    “Tendo a água, a gente garante produção, garante renda para a propriedade, tem uma estabilidade um pouco melhor na propriedade”, afirma Maldaner.

    Ele é um dos produtores que participaram da segunda etapa do Programa Irriga+, executado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), recebendo uma subvenção de R$ 100 mil para irrigação por pivô. “A gente planta milho, soja, e já irrigamos estas lavouras e estamos avaliando se depois vamos entrar com feijão safrinha ou com soja safrinha, para fazer uma segunda safra, para conseguir trabalhar mais safras em cima da área irrigada”, conta o produtor. A proporção, neste momento, é de 15% da área total com irrigação.

    “Um dos maiores problemas, um dos gargalos, é a questão ambiental, a questão da água, que nós não temos uma facilidade em armazenar água na propriedade. E com a irrigação a gente vê que vai produzir mais, esperamos ganhar no milho de 10 a 20% a mais na produção em anos normais, e quando houver estiagem, esperamos ter uma produção de até 50% mais em comparação com as áreas sem irrigação”, calcula Maldaner.

    O Programa Irriga+ destina recursos para projetos de irrigação e reservação de água, que podem ser financiados por bancos ou com recursos próprios, com 20% de subvenção no projeto e um teto máximo de R$ 100 mil por beneficiário. O edital segue aberto até o dia 29 de julho, com prazo de execução de 12 meses após aprovação da Seapi.

    “O Irriga+ tem sido extremamente importante na ampliação da área irrigada, fomentando novos sistemas de irrigação nas mais diferentes culturas e em diferentes tamanhos de propriedade. Tem tido uma boa adesão de produtores, já são mais de mil projetos recebidos, e os que têm interesse em participar ainda podem enviar projetos até o dia 29 de julho que nossos técnicos farão as análises”, afirma o subsecretário de Irrigação da Seapi, Paulo Salerno. Segundo ele, já está sendo estudada uma terceira etapa a ser lançada, provavelmente, no mês de agosto.

    Nas duas primeiras fases do programa já foram recebidos 1.121 projetos, com uma área total irrigada de mais de 17 mil hectares e 220 municípios envolvidos.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Chuvas extremas e doenças no rebanho: ameaça crescente à pecuária

    Ambientes úmidos favorecem surtos de mastite, pododermatite e verminoses. Saiba como proteger seu rebanho

     

    Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres relacionados a chuvas intensas, como enxurradas, inundações e deslizamentos, segundo o relatório Temporadas das Águas, da Unifesp. O número representa um aumento de 223% em relação à década de 1990 e deve seguir crescendo, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se projeta aumento de até 30% no volume de chuvas até 2100.

    Esse novo cenário climático não afeta apenas estradas, lavouras e estruturas. Ele representa também uma ameaça silenciosa à sanidade dos rebanhos, com impactos diretos na produtividade, bem-estar e rentabilidade das fazendas.

    Doenças ligadas à umidade aumentam com intensidade das chuvas

    A combinação entre solo encharcado, barro acumulado e matéria orgânica em decomposição forma o ambiente ideal para a proliferação de bactérias, fungos e vermes. Conheça as principais doenças que tendem a crescer com as chuvas intensas:

    Mastite

    O contato constante dos tetos com lama e sujeira eleva o risco de infecção nas vacas leiteiras. A doença compromete a qualidade e o volume do leite, além de demandar tratamentos prolongados e custo adicional com medicamentos.

    Pododermatite

    Áreas alagadas favorecem lesões nos cascos, causando dor, claudicação e perda de desempenho. O animal reduz o consumo de alimentos e o ganho de peso, afetando diretamente os índices zootécnicos.

    Verminoses gastrointestinais

    A umidade constante nas pastagens acelera o ciclo de vida de parasitas internos. Os bovinos infectados apresentam perda de apetite, fraqueza e maior suscetibilidade a outras doenças.

    Além da saúde, o estresse provocado por ambientes úmidos e insalubres também afeta a imunidade dos animais, dificultando a recuperação e aumentando os riscos de novos surtos.

    Impactos econômicos vão além da sanidade animal

    As consequências das doenças causadas por chuvas extremas não param nos diagnósticos clínicos. Há elevação nos custos com tratamento veterinário, perdas de produção, aumento da mortalidade em rebanhos jovens e queda na fertilidade de matrizes.

    Em propriedades com produção intensiva ou genética de alto valor, qualquer prejuízo sanitário representa perdas expressivas. O manejo diário também se torna mais difícil em áreas com lama excessiva, atrasando manejos como apartação, vacinação e alimentação.

    Boas práticas ajudam a prevenir prejuízos sanitários

    Diante do aumento da frequência de eventos extremos, o pecuarista deve adotar estratégias estruturais e sanitárias adaptadas ao novo clima. Confira as principais recomendações:

    1. Reavalie áreas de manejo

    • Evite deixar os animais em locais alagadiços.
    • Mapeie áreas de drenagem deficiente.

    2. Melhore a infraestrutura

    • Use pisos drenantes em currais e áreas de ordenha.
    • Proteja cochos e bebedouros com coberturas.
    • Mantenha locais de descanso secos e limpos.

    3. Refine o controle sanitário

    • Faça vermifugação estratégica com base em exames.
    • Atualize o calendário vacinal.
    • Reforce a limpeza de piquetes e descarte de matéria orgânica.

    4. Conte com assistência técnica

    • A atuação de um médico-veterinário é essencial para prevenir surtos, adaptar protocolos e responder com agilidade a qualquer sinal clínico.

    O avanço das chuvas intensas como padrão climático exige uma mudança de mentalidade na pecuária nacional. A adoção de medidas preventivas, o fortalecimento da estrutura sanitária das fazendas e a atenção constante ao bem-estar animal são caminhos sem volta para garantir produtividade com sustentabilidade.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Conectividade no campo avança, mas 20% das propriedades rurais seguem sem internet

    Ricardo Amaral, da Hughes, destaca que conexão via satélite é solução para áreas rurais sem fibra ou rádio

     

    Uma pesquisa do IBGE mostrou que o número de fazendas com acesso à internet subiu de 78,1% em 2022 para 81% em 2023. Ainda assim, cerca de 20% das propriedades brasileiras seguem sem conexão, o que limita a adoção de tecnologias que já transformam a produtividade no campo.

    Segundo Ricardo Amaral, vice-presidente da Hughes do Brasil, a conectividade rural pode ser viabilizada por fibra óptica, rádio ou satélite. “O satélite tem o benefício de cobrir todo o território nacional, sem as limitações da fibra, que depende de densidade populacional e poder aquisitivo locais para expansão”, afirmou.

    Nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão muitas grandes propriedades rurais, o acesso por fibra ainda é limitado. “As torres com antenas irradiam sinal de rádio, mas onde não há viabilidade de rádio ou fibra, o satélite é a alternativa”, explicou Amaral. Ele destacou que, apesar de a internet estar disponível em todo o Brasil via satélite, muitos produtores ainda não percebem o valor do investimento para seus negócios.

    A conectividade possibilita o uso de tecnologias como sensores em pivôs de irrigação, que ajustam a distribuição de água conforme relevo e radiação solar, e sistemas de manutenção preditiva em máquinas agrícolas. “Esses recursos evitam que funcionários precisem se deslocar por quilômetros para corrigir falhas, prevenindo prejuízos ou multas por uso irregular de recursos hídricos”, disse.

    Máquinas autônomas também dependem de conexões confiáveis, não apenas da internet convencional. “A conectividade ideal é privada e de alta disponibilidade, para que máquinas de precisão não sofram falhas durante a operação”, explicou. Essa automação reduz desperdícios e aumenta a eficiência operacional no campo.

    Amaral citou exemplos de alto retorno do investimento, como o monitoramento de pneus agrícolas que, por meio de sensores, amplia a vida útil em até cinco meses. “Apesar do alto custo inicial, o benefício compensa pela produtividade e economia geradas.”

    Ele ressaltou que o Brasil está entre os líderes mundiais em agricultura competitiva e adoção de tecnologia, mas ainda enfrenta um gap geracional. “Produtores mais velhos, acostumados a registrar dados em cadernos, resistem à digitalização, enquanto os sucessores já veem a tecnologia como parte essencial do negócio”, afirmou.

    Para o futuro, Amaral projeta um campo cada vez mais automatizado, com inteligência artificial gerenciando operações, softwares amigáveis e conectividade confiável. Ele destacou tendências como sistemas integrados e até chips cerebrais para comunicação direta em algumas décadas.

    “A tecnologia não é apenas algo legal, é um investimento estratégico. Ela traz produtividade, redução de custos e competitividade. Quem não adotar pode acabar ficando para trás”, concluiu.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil deve exportar quase 12 milhões de toneladas de soja em julho

    Line-up dos portos brasileiros registra alta para julho, o que reforça a forte demanda internacional pela soja brasileira

     

    O line-up, que representa a programação oficial de embarques nos portos brasileiros, projeta uma exportação de 11,929 milhões de toneladas de soja em grão para o mês de julho. O dado foi divulgado pela consultoria Safras & Mercado e aponta para um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 9,579 milhões de toneladas.

    O volume previsto para julho demonstra a continuidade da forte demanda internacional pela soja brasileira, especialmente com a recuperação do mercado global e a redução da competitividade da soja argentina devido a aumentos nas taxas de exportação daquele país. Em junho, o Brasil exportou 13,931 milhões de toneladas, mantendo o ritmo elevado que se espera também para agosto, embora com uma previsão mais modesta de 664,183 mil toneladas.

    No acumulado do primeiro semestre de 2025, o line-up indica que o Brasil deverá embarcar cerca de 80,915 milhões de toneladas de soja, superando os 75,709 milhões exportados no mesmo período do ano anterior. Esse aumento reforça a importância do Brasil como um dos principais players globais no mercado de soja, beneficiado pela ampla safra atual e pela crescente demanda da China e de outros países consumidores.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estimativa de produção de trigo é cortada em 10,5% por consultoria

    Revisão se deve à área plantada menor no Rio Grande do Sul e no Paraná; por conta disso, importações devem aumentar em 4,2%

     

    A safra 2025/26 de trigo no Brasil foi reduzida em 10,5% pela StoneX em balanço divulgado nesta terça-feira (8). Assim, a produção agora é estimada em 6,9 milhões de toneladas, ao passo que o relatório do início de junho apontava colheita de 7,59 milhões de toneladas.

    De acordo com a empresa, a diminuição se deve a cortes da área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

    Segundo o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX Jonathan Pinheiro, os principais motivos para a redução de área em território paranaense estão relacionados a frustrações ao longo das últimas safras, dificuldade de acesso ao crédito agrícola e também à perda de área para o milho safrinha.

    “Apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, pontua.

    Já no Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os agricultores ainda lidam com agravantes climáticos. Segundo Pinheiro, houve perdas na safra de verão, o que reduziu sua capacidade de investimentos.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/