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ago 29 2025 Nova tecnologia promete soja mais resistente
Três gigantes do agronegócio anunciaram um passo importante para o futuro da soja no Brasil. A BASF, em parceria com a Corteva Agriscience e a MS Technologies, firmou um acordo que promete levar ao campo a primeira tecnologia de resistência a nematoides disponível comercialmente. O avanço é considerado estratégico, já que esses microrganismos, como o nematoide de lesões radiculares e o nematoide de cisto da soja, estão entre os principais vilões da produtividade e são de difícil controle pelas práticas convencionais.
Segundo as empresas, a nova característica genética apresentou resultados consistentes em testes de longa duração, garantindo elevado nível de proteção contra os nematoides. Essa inovação será incorporada às sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, que já oferecem benefícios consolidados aos produtores. A primeira permite o uso combinado de diferentes herbicidas para o manejo eficiente de plantas daninhas resistentes, enquanto a segunda alia a mesma tolerância a herbicidas com proteínas específicas para o combate a lagartas que atacam a cultura.
A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis ao agricultor, reforçando a sustentabilidade e a segurança da produção. Para a BASF, a iniciativa representa a entrega de uma solução inédita em biotecnologia agrícola; para a Corteva e a MS Technologies, a oportunidade de agregar valor a materiais que já têm grande adesão entre os produtores latino-americanos.
A previsão é de que as primeiras cultivares contendo a nova característica estejam acessíveis aos agricultores brasileiros no final desta década ou início da próxima, após a conclusão dos processos regulatórios e testes adicionais. Outros mercados também podem ser contemplados futuramente.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 28 2025 Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras
A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite
Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.
O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.
Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.
Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 28 2025 Clima desafia, mas culturas resistem
O impacto das mudanças climáticas varia por região
O clima segue como fator decisivo para os produtores de grãos, influenciando desde o solo até a luz solar e a umidade em momentos críticos do crescimento das plantas. Chuvas fora de época, calor excessivo ou secas prolongadas podem comprometer colheitas de milho, soja, arroz e trigo, criando volatilidade na produção global e exigindo ajustes constantes nas práticas agrícolas. Apesar disso, a produção mundial de grãos deve crescer 3% em 2025-26, atingindo 2,377 bilhões de toneladas, mantendo a tendência de aumento observada nos últimos anos.
Pesquisas recentes mostram que, embora eventos climáticos extremos aumentem a variabilidade local da produtividade, a produção global continua adaptando-se, com rendimentos médios em crescimento constante desde a década de 1980. Estudos da Universidade de Illinois e análises de especialistas indicam que a resiliência agrícola tem se beneficiado de ajustes em híbridos de sementes, manejo do solo e plantio de variedades mais longas, além do avanço tecnológico e genético que permite maior eficiência na utilização da chuva e resistência à seca.
O impacto das mudanças climáticas varia por região, tipo de cultivo e intensidade do aquecimento. Pesquisas da Universidade de Stanford apontam que secas frequentes e calor intenso podem reduzir a produtividade de trigo, cevada e milho em até 13%, enquanto níveis mais altos de CO2, embora aumentem o crescimento em algumas culturas, podem reduzir proteínas e micronutrientes em grãos. Modelos avançados de cultivo e inteligência artificial ajudam cientistas a simular cenários climáticos e identificar genes que protejam as plantas contra estressores, oferecendo alternativas para fortalecer a segurança alimentar global.
Institutos como o Laboratório de Inovação em Cereais Resilientes ao Clima (CRCIL) destacam que a adaptação não depende apenas de rendimentos, mas também da adequação das variedades ao sistema agrícola e às necessidades locais, como biomassa para ração ou qualidade na panificação. A manutenção da produtividade global exige pesquisa contínua, investimento em novas tecnologias e ajustes estratégicos de plantio, irrigação e rotação de culturas, reforçando que a resiliência agrícola é um processo dinâmico e constante diante de um clima cada vez mais imprevisível.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 27 2025 XV Dia de Campo da CCGL: o leite do futuro se constrói hoje
No próximo dia 18 de setembro, a CCGL promove a 15ª edição do seu tradicional Dia de Campo do Leite. O encontro acontece a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.
Com o tema “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”, o evento reforça a importância de unir práticas modernas, eficiência produtiva e visão estratégica para garantir a sustentabilidade e a competitividade da cadeia leiteira. Ao longo do dia, os participantes poderão acompanhar estações técnicas que vão abordar desde o manejo de solo e forragens até ferramentas de gestão financeira e sucessão familiar, trazendo soluções práticas para os desafios do campo.
A programação inclui debates sobre irrigação como ferramenta para intensificação da produção de forragens, a fertilidade do solo como base da produtividade, a importância de diversificar fontes de forragem para melhorar a qualidade do leite, além de estratégias de bem-estar animal que reduzem o estresse térmico e aumentam os resultados. Também estarão em pauta o uso do controle leiteiro como instrumento de decisão e a gestão financeira aplicada à propriedade rural. Para completar, será discutida a sucessão na pecuária de leite e os caminhos para preparar as novas gerações.
Para a Gerente de Operações da CCGL, Silvana Trindade, o Dia de Campo é uma importante ferramenta para levar conhecimento e difundir tecnologias de forma prática, diretamente no ambiente onde o produtor atua. “ A cada edição, buscamos trazer conteúdos atuais e relevantes, que possam se transformar em resultados reais dentro das propriedades. Essa 15ª edição está sendo preparada com muito carinho, justamente para que nossos produtores e parceiros tenham um dia para troca de experiências, inspiração e aprendizado. Mais do que um evento, o Dia de Campo é um espaço de conexão e construção conjunta do futuro do leite”.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente com o técnico de cada cooperativa. O Dia de Campo é uma realização da CCGL, da Rede Técnica Cooperativa (RTC) e da Smartcoop, com co-realização do Sebrae RS e patrocínio de grandes parceiros do setor, como Sicredi, Biotrigo, Fockink, Elanco, BRDE, Gelgas, Genex, Plastrela, Inbra, Datamars Livestock e Oligo.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 26 2025 Pesquisador da RTC desenvolve estudo sobre diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho no Brasil e países vizinhos
O pesquisador em Entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Stürmer, desenvolveu um estudo junto a outros pesquisadores sobre a diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) no Brasil e países vizinhos. A cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae), e as doenças do milho a ela associadas são atualmente consideradas o principal entrave à produção enfrentado pelos produtores de milho em toda a América do Sul, especialmente no Brasil.
Para o estudo, foi utilizado o gene parcial da subunidade I da citocromo c oxidase mitocondrial (mtCOI) para caracterizar populações de D. maidis coletadas em oito localidades brasileiras e uma paraguaia, além de dados públicos de mtCOI da Argentina e do México, a fim de investigar a diversidade genética e a estrutura populacional dessa importante praga do milho.
Os resultados revelaram baixa diversidade genética na região parcial do gene mtCOI das populações analisadas de D. maidis. Foram identificados seis haplótipos, sendo um deles potencialmente ancestral (haplótipo A), predominante no México e na América do Sul tropical, e outro possivelmente mais recente (haplótipo B), predominante em áreas temperadas do continente. A estrutura populacional detectada indica que surtos de D. maidis em diferentes regiões estão associados principalmente a populações locais, com pouca contribuição da dispersão de longa distância dos insetos e fluxo gênico limitado entre diferentes países e macro-regiões.
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 26 2025 Cultura do monitoramento: Agricultura regenerativa e sistema plantio direto
A agricultura contemporânea exige a conciliação entre produtividade e sustentabilidade, desafio que impõe novas formas de compreender e manejar os agroecossistemas. Nesse contexto, a cultura do monitoramento emerge como prática essencial, capaz de traduzir em números e indicadores os ganhos obtidos com estratégias conservacionistas. Mais do que uma ferramenta, trata-se de uma postura permanente que transforma o manejo em processo de aprendizagem contínua, fortalecendo tanto a prática agrícola quanto sua legitimidade social e científica.
Monitorar significa registrar, quantificar e interpretar transformações. Ao se estabelecer como cultura, esse hábito rompe com o improviso e substitui a percepção subjetiva por parâmetros técnicos que permitem verificar a evolução dos sistemas ao longo do tempo. Os números, nesse sentido, tornam-se mediadores do diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores, oferecendo evidências objetivas como infiltração da água, cobertura do solo, agregação, diversidade biológica e segurança produtiva. Sem essa base, a agricultura regenerativa corre o risco de se limitar a um discurso normativo, sem comprovar seus resultados na prática.
Na agricultura regenerativa, regenerar é um processo dinâmico e não um estado final. Isso exige que o monitoramento seja capaz de revelar trajetórias e tendências, em vez de apenas resultados isolados. A infiltração da água, por exemplo, pode ser medida com testes de campo simples, indicando a estabilidade da estrutura do solo. A cobertura permanente, por sua vez, pode ser acompanhada visualmente ou por imagens de satélite, revelando a proteção contra radiação solar, impacto de gotas ou conservação da umidade. A agregação é avaliada pela forma e resistência dos agregados e pela presença de matéria orgânica, sinalizando resiliência física e biológica. Já a diversidade, observada em plantas de cobertura e na biota edáfica, traduz a vitalidade do ecossistema agrícola. Todos esses indicadores, quando analisados em conjunto, expressam o grau de segurança produtiva e a racionalidade do manejo.
O sistema plantio direto, consolidado como uma das maiores conquistas da agricultura conservacionista no Brasil, oferece um campo privilegiado para a aplicação dessa cultura. Seus três princípios básicos, cobertura permanente, diversificação de espécies e mínima mobilização do solo, somente podem ser garantidos mediante monitoramento constante. Avaliações periódicas permitem distinguir o plantio direto de alta qualidade de versões empobrecidas, que acabam reproduzindo problemas típicos da agricultura convencional, como compactação, erosão e dependência excessiva de insumos químicos.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
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ago 26 2025 Dependência do fósforo ameaça agricultura
“Hoje somos dependentes da adubação fosfatada”
A agricultura mundial enfrenta um alerta crescente em relação à dependência da adubação fosfatada. O Fósforo é um nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas, influenciando processos como enraizamento, formação de sementes e qualidade dos grãos. No entanto, trata-se de um recurso mineral não renovável, com reservas concentradas em poucos países, o que aumenta o risco de escassez e encarecimento, colocando em risco a segurança alimentar global.
Nos solos tropicais, como os do Brasil, a baixa disponibilidade natural de fósforo reforça a necessidade de adubação. O problema é agravado pelo fenômeno da fixação, em que o nutriente rapidamente deixa de estar disponível para as plantas, exigindo aplicações em quantidades muito superiores às realmente necessárias. Isso eleva os custos de produção e acelera o esgotamento das reservas mundiais.
“Hoje somos dependentes da adubação fosfatada. Para alcançar altas produtividades, é necessário um manejo sustentável não apenas ambientalmente, mas também economicamente. E isso passa, inevitavelmente, pelo uso do P, que é o grande gargalo”, explica Luiz Fernando Ribeiro, engenheiro agrônomo e responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Superbac em Minas Gerais e Goiás.
Frente a esse desafio, surgem alternativas tecnológicas capazes de aumentar a eficiência do uso do fósforo. Fertilizantes organominerais, já utilizados há décadas, e o avanço no uso de microrganismos que tornam o nutriente assimilável pelas plantas se destacam como soluções promissoras. Também ganham espaço os produtos biotecnológicos que combinam adubos químicos a condicionadores biológicos de solo, ampliando a absorção de nutrientes e reduzindo a dependência de insumos minerais.
Apesar dos avanços, a adoção dessas tecnologias ainda enfrenta barreiras culturais e econômicas. A tradição de aplicar doses elevadas de fósforo, aliada à baixa fertilidade dos solos tropicais, dificulta mudanças de prática no campo. Para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no longo prazo, é fundamental que produtores e indústria caminhem juntos em busca de soluções que mantenham a produtividade sem comprometer as gerações futuras.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/
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ago 25 2025 Mercado de fertilizantes mostra valorização da ureia
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento
O mercado brasileiro de fertilizantes registrou movimentos distintos nesta semana, com alta nos preços da Ureia, estabilidade no map e leve queda no Cloreto de potássio. Segundo informações da StoneX, a dinâmica global de oferta e demanda da Ureia permanece apertada, o que tem impulsionado as cotações em diversos países, incluindo o Brasil.
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento. As relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP atingiram um dos piores patamares dos últimos anos, o que desestimula a demanda interna. Nesse cenário, os preços CFR do produto permaneceram estáveis, refletindo um mercado mais retraído e com baixa liquidez.
Já para o cloreto de potássio, houve uma pequena redução nas cotações CFR. A queda está relacionada à menor procura por parte do mercado brasileiro, que atualmente demonstra um comportamento mais cauteloso em relação às compras. Esse movimento indica que os compradores estão esperando melhores condições para retomar negociações de maior volume.
Com esse cenário, o mercado de fertilizantes no Brasil segue sob influência tanto de fatores globais, como a restrição de oferta da ureia, quanto locais, como a fragilidade da demanda por MAP e potássicos. A tendência para os próximos meses dependerá do ritmo de compras do agronegócio e das movimentações no cenário internacional de suprimentos.
“Os preços CFR da ureia aumentaram novamente no mercado brasileiro. A dinâmica entre a oferta e a demanda está apertada no mercado global de ureia, e isso tem elevado os preços em diversos países, como o Brasil. No segmento de fosfatados, as negociações estão lentas, pois as relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP estão nos piores níveis dos últimos anos. Nesse cenário, as cotações CFR do MAP permaneceram estáveis. Por fim, houve uma pequena queda para os preços do cloreto de potássio, pois a demanda brasileira está relativamente enfraquecida no momento”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
ago 25 2025 Temperaturas amenas e maior radiação solar beneficiam lavouras de trigo
As lavouras de trigo apresentam evolução satisfatória, beneficiada por boa disponibilidade hídrica no solo, temperaturas amenas e maior incidência de radiação solar nas últimas semanas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/08), a maioria das lavouras encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo (92%), com avanço gradual para alongamento do colmo e início de florescimento (8%) em algumas regiões, especialmente a Oeste do Estado.
As plantas apresentam coloração verde intensa, folhas bem expandidas e apropriada densidade de estande, indicando desempenho adequado. As condições atuais favorecem o perfilhamento e a manutenção da sanidade, embora haja registros pontuais de oídio e manchas foliares em áreas suscetíveis, já sob manejo preventivo com fungicidas.
De modo geral, a expectativa de rendimento segue positiva, especialmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. Entretanto, em regiões com lavouras de menor investimento, persistem estandes desuniformes e ocorrência de plantas invasoras de folhas estreitas, que exigem controle mais oneroso.
A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia Branca
A cultura da aveia branca apresenta desenvolvimento satisfatório, beneficiado pelas condições climáticas das últimas semanas – temperaturas amenas, radiação solar adequada e precipitações moderadas. Em termos gerais, as lavouras encontram-se em estádios que variam do perfilhamento ao enchimento de grãos, mas predominam áreas em fase reprodutiva. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.
Canola
A canola apresenta desenvolvimento heterogêneo, refletindo tanto as diferenças no período de implantação das lavouras quanto os impactos localizados de adversidades climáticas, como geadas em julho e precipitações excessivas no momento do plantio em algumas áreas. Apesar das perdas pontuais, a expectativa de safra é considerada positiva, com manutenção do potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Cevada
A cultura da cevada apresenta desempenho elevado, favorecida pelas condições climáticas recentes, como temperaturas amenas e disponibilidade hídrica e radiação solar adequadas. Esses fatores têm contribuído para a uniformização dos estandes, para a boa coloração e desenvolvimento equilibrado, criando cenário positivo para a manutenção do potencial produtivo.
Milho
O início da Safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, e a implantação das lavouras tem sido conduzida em conformidade com as condições climáticas vigentes e em observância às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. Porém, a semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas.
As condições observadas recentemente – tempo seco, insolação e a elevação gradual das temperaturas do solo – têm favorecido o avanço da semeadura, criando ambiente adequado para o estabelecimento inicial das plantas. De forma preliminar, observa-se tendência de expansão da área cultivada em relação à safra anterior, movimento impulsionado pelos resultados satisfatórios alcançados na última safra, pelos programas estatais de fomento, pela necessidade de rotação de culturas e pela adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação dos efeitos da variabilidade climática, registrada nos últimos anos.
A produtividade estadual do milho, segundo o IBGE da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares. A Emater/RS-Ascar está em processo de levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo do trigo e demais das culturas de verão. As informações consolidadas serão divulgadas no início de setembro (02/09), durante a 48ª Expointer, em Esteio.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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ago 25 2025 Projeções da Agrymet indicam geada tardia e risco de chuvas abaixo da média no RS
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) divulgou nesta quinta-feira, 21, mais uma edição do Climacast, quadro de projeções climáticas em parceria com a Agrymet. A CEO e cofundadora da Agrymet, Barbara Sentelhas, traz um panorama detalhado da previsão do tempo e das projeções climáticas para os próximos meses nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul.
Segundo Barbara, os próximos dias ainda serão de estabilidade no estado, mas uma frente fria avança a partir de 24 de agosto, trazendo chuvas generalizadas. Os volumes devem variar entre 40 e 60 mm, principalmente na faixa central e sul do estado, com menor intensidade no extremo oeste e extremo sul.
Antes da frente fria, no dia 22, os gaúchos enfrentarão temperaturas elevadas, com máximas acima de 34°C em algumas áreas, devido à massa de ar quente vinda do norte da Argentina e Paraguai. “É aquele calorão característico que antecede a entrada de uma massa de ar polar”, destacou Barbara.
Frio intenso e geada tardia
Com a virada do tempo, a expectativa é de queda brusca nas temperaturas. Na madrugada do dia 23 para 24 de agosto, os termômetros devem registrar mínimas próximas a 2°C no sul do estado, favorecendo a formação de geada.
O frio se intensifica na madrugada do dia 25, quando há risco de geada em praticamente todo o território gaúcho, com temperaturas próximas de 0°C. Segundo Barbara, trata-se de uma geada tardia, que exige atenção especial do setor produtivo.
Apesar das oscilações de chuva ao longo do inverno, o armazenamento de água no solo continua em níveis satisfatórios, próximos a 100% em grande parte do estado. Para os próximos 30 dias, a projeção é de manutenção dessa condição, com redução mais significativa apenas no noroeste e norte gaúcho, onde o armazenamento pode cair para a faixa de 40% a 60%.
No cenário global, o monitoramento do El Niño–Oscilação Sul ainda indica neutralidade, com anomalias negativas no Pacífico Equatorial. O modelo do NOAA aponta possibilidade de início de uma La Niña fraca entre outubro e dezembro, enquanto o modelo europeu (ECMWF) mantém maior tendência de neutralidade.
Embora não haja confirmação de uma La Niña, Barbara alerta que o resfriamento do oceano pode impactar o regime de chuvas no Sul do Brasil: “O Rio Grande do Sul é muito sensível a essas oscilações oceânicas. Mesmo sem uma La Niña consolidada, o resfriamento do Pacífico pode trazer chuvas abaixo da média durante a primavera e o verão”, explicou.
Os dois principais modelos climáticos analisados (NOAA e ECMWF) convergem para um cenário de chuvas abaixo da média no RS, com destaque para a faixa centro-norte do estado. As anomalias podem variar de -50 a -100 mm no acumulado trimestral.
Além disso, a tendência é de temperaturas ligeiramente acima da média, entre 0,5°C e 1°C acima do normal, indicando uma primavera mais seca e quente.
Barbara reforçou a importância de acompanhar tanto as projeções climáticas quanto a previsão do tempo para o planejamento agrícola: “As projeções nos dão tendências, mas é a previsão do tempo que orienta as decisões do dia a dia. Por isso, seguimos com esse monitoramento constante pelo Climacast e pelo aplicativo SmartCoop”.
Fonte: https://rtc.coop.br/