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  • La Niña deve perdurar por mais tempo

    Os efeitos do La Niña demoraram vários meses para serem sentidos, mas devem perdurar por mais tempo que o normal. Este é o consenso de meteorologistas ouvidos pela BBC. “Desta vez o La Niña chegou muito tarde, no outono (do Hemisfério Norte), e não está claro se continuará se intensificando ou se irá se enfraquecer ainda mais, como aconteceu no inverno passado”, diz William Patzert, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, a agência espacial americana.

    Segundo Patzert, o fenômeno costuma aparecer no verão do Hemisfério Norte, intensificando-se no outono e no inverno. Neste ano, porém, os primeiros efeitos começaram a ser notados apenas em novembro.

    Para Patizert, é muito cedo para afirmar categoricamente, mas tudo indica que o La Niña está muito tranquilo este ano.

    “Mesmo que tenha sido incomum sua aparição nessa época, ele tem se mostrado enfraquecido e não há sinais de que possa se intensificar”, afirma.

    Não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, o La Niña se manifestou por alguns meses e depois desapareceu sem grandes efeitos no clima mundial.

    “Temos que esperar. O inverno deste ano na região norte dos Estados Unidos, por exemplo, parece ter se adiantado, e é algo que costuma estar associado a esse fenômeno”, diz o especialista.

    “Também são previsíveis secas no início do ano na zona sul dos Estados Unidos e na zona equatorial da América Latina”, acrescentou.

    Ele ainda ressaltou que o fenômeno não seria tão intensos como aconteceu com o El Niño entre 1997 e 1998.

    “Ali houve uma ativação muito intensa também do La Niña. Entretanto, seu comportamento nos últimos tempos tem sido muito incomum. Após a nova ativação do El Niño em 2015 e 2016, o La Niña tem se mostrado especialmente fraco”, diz.

    “Ele está se comportando de uma forma muito atípica, então tem que haver cuidado em prever qual será o impacto neste ano. Por enquanto, o La Niña começou tarde e muito fraco.”

    Fonte: Agrolink

  • Cresce uso de aditivos para fertilizantes

    “Mesmo que o mercado varie um pouco, o uso de aditivos tem crescido cada vez mais, pois as indústrias acabam incrementando sua linha de produtos, oferecendo fertilizantes mais eficientes e com menor perda de nutrientes durante o processo, armazenamento, transporte e aplicação”. A afirmação foi feita pela engenheira agrônoma Cláudia Nascimento, da Adfert, em entrevista ao Portal GlobalFert.

    Ela aponta estatísticas da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), segundo as quais os principais indicadores do setor de fertilizantes apontam uma oscilação do volume total de fertilizantes entregues ao mercado, com tendência de queda em 2017.

    “Porém, apenas uma pequena parte desse volume é tratada com aditivos para incremento da qualidade. O maior desafio é como atender essa crescente demanda, para tal a Adfert se prepara tendo alta capacidade de armazenamento de matérias-primas, bem como processo produtivo e logística bem alinhados”, afirma.

    Cláudia explica que, de forma geral, os aditivos possuem componentes biodegradáveis e não são corrosivos, inflamáveis ou voláteis. São isentos de contaminações, como metais pesados, por exemplo. Alguns são solúveis em água, produzidos com compostos orgânicos, com matérias-primas de fontes renováveis. Podem ser armazenados e utilizados à temperatura ambiente, possuem secagem rápida e não migram para o interior dos grânulos após a aplicação.

    “O fertilizante tratado possui maior estabilidade, mesmo em longos períodos de armazenamento, maior escoamento e fluidez tanto no maquinário industrial como no campo em adubadoras e plantadeiras. Os aditivos são para o tratamento de fertilizantes destinados a todos os tipos de cultura, pois beneficiam todas as espécies vegetais”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Agronegócio terá participação recorde em desembolsos do BNDES

    O agronegócio terá participação recorde nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017. Somente no acumulado de janeiro a novembro, dos R$ 61 bilhões liberados pela instituição, R$ 13 bilhões, ou 21, 4%, foram para o setor.

    O volume de crédito é 8% superior ao verificado nos 11 meses do ano passado. Considerados os últimos doze meses, esse crescimento é ainda maior: 13%, com R$ 14,8 bilhões desembolsados no período compreendido entre dezembro de 2016 e novembro de 2017.

    De acordo com dados levantados pelo BNDES a pedido da SNA, os financiamentos para o cultivo de soja lideraram o ranking das liberações, respondendo por R$ 5,5 bilhões. Em seguida estão os financiamentos concedidos a bovinos para corte (R$ 1,6 bilhão) e cultivo de cana-de-açúcar (R$ 1 bilhão).

    Quando observada a participação do agronegócio nas liberações feitas pelo BNDES, a participação é crescente. Em 2008, o setor respondia por 6,2%, do montante total, passando a 7,3% em 2012 e fechando 2016 em 15,7%. Estes números reforçam a importância e o peso dos negócios ligados ao campo na economia brasileira.

    O peso e o dinamismo do setor se estendem ainda mais. O recorte feito pelo banco pode não abranger a aquisição de algumas máquinas e equipamentos, que contam com recursos de uma linha exclusiva, o Finame. De janeiro a novembro deste ano, o desembolso desta modalidade atingiu R$ 17,6 bilhões.

    Considerado um dos principais termômetros da economia brasileira, o BNDES registrou R$ 60,1 bilhões em aprovações e R$ 61 bilhões em desembolsos, entre janeiro e novembro de 2017, recuo de 13% e 20%, respectivamente, quando comparados a igual período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, as aprovações registraram R$ 69,8 bilhões (-20%) e os desembolsos, R$ 72,8 bilhões (-24%).

    As liberações do BNDES, de janeiro a novembro de 2017, mantiveram a trajetória crescente na participação de micro, pequenas e médias empresas. O banco liberou, no período, R$ 26,5 bilhões para as empresas de menor porte, o que representa 43,4% do total.

    No setor de Infraestrutura, o segmento de Energia Elétrica também apresentou expansão, com R$ 11,5 bilhões desembolsados de janeiro a novembro de 2017, o que representa crescimento de 55%, em comparação com o mesmo período de 2016.

    Fonte: Só Notícias/Agronotícias

  • Brasil supera EUA em exportação de soja para ração

    Em uma época em pessoas de todo o mundo estão consumindo mais carnes, aves e laticínios do que nunca, talvez os agricultores americanos percam ainda mais terreno para o Brasil na disputa para alimentar todos esses animais.

    Já se projetava que as exportações americanas de safras para ração cairiam neste ano por causa do aumento das vendas realizadas por produtores sul-americanos e europeus. Mas, após o clima péssimo no Centro-Oeste dos EUA neste ano, a safra rendeu soja com menos proteína, ingrediente fundamental que ajuda a aumentar a musculatura dos animais. O teor de proteína, 34,1 por cento por bushel, igualou o de 2008, o mais baixo desde que começaram as medições, em 1986, segundo dados do governo.

    Muitos exportadores dos EUA têm que concorrer com a soja brasileira, cujo teor de proteína é superior – cerca de 37 por cento -, mas a diferença de qualidade cada vez maior poderia abalar ainda mais a demanda de lugares como a China, o maior comprador do mundo. Os exportadores brasileiros estão tentando tirar proveito dessa diferença para vender uma parte maior da safra recorde da temporada passada e aproveitar o aumento da capacidade exportadora, como novos portos no norte do país.

    Fonte: UOL

  • Dezembro e o que esperar para 2018 no agronegócio

    Na terceira projeção da CONAB para a safra 2017/18 estima-se uma produção de 226,5 milhões de toneladas de grãos, 4,7% menor que a atual safra recorde. A área crescerá quase 1%, atingindo 61,5 milhões de hectares. A CONAB joga com condições climáticas piores que as excelentes observadas em 2016/17. Resta torcer para que estas se repitam e o Brasil bata novo recorde produtivo em 2018.
    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio (considerando as cadeias todas) deve aumentar cerca de 0,5% a 1% em 2018. Recortando apenas a agropecuária, o PIB deve aumentar 5% em 2018, contra os 11% deste ano. O Valor Bruto da Produção (VBP) deve aumentar 7,1% chegando a R$ 559,6 bilhões, sendo 6% de aumento no agrícola e 9% na pecuária. Ou seja, se o clima não atrapalhar o agro gera quase 560 bilhões de reais em renda a ser gasta em nos nossos municípios.

    A safra de soja está estimada em 109,2 milhões de toneladas, numa área cerca de 3,1% maior, de 34,94 milhões de hectares. Os preços devem ficar entre US$ 9 a 10/bushel, que a este câmbio permite razoável resultado a nossos produtores. O milho deve perder 3% da área, com 17 milhões de hectares e expectativa de produção de 92,2 milhões de toneladas. A expectativa de preços também é de manutenção das médias deste ano, e nos EUA algo entre US$ 3,20 a 3,50/bushel. Milho tem maior incerteza devido ao plantio da safrinha, que ainda está distante, mas os preços correntes dos grãos ajudam a produção mais competitiva das carnes.

    Nas carnes o consumo interno se recupera, as exportações seguem firmes apesar das preocupações com a Rússia, a oferta brasileira aumenta e as rações continuam com preços competitivos aos produtores devido à ampla oferta de grãos. Bovinos devem bater o recorde de produção podendo chegar a 9,9 milhões de toneladas e exportações podem passam de 1,8 milhões de toneladas, com arroba ao redor de R$ 140.

    No frango também devemos ter recorde de produção (mais de 13 milhões de toneladas) e de exportações (mais de 4 milhões de toneladas) com preços ao redor de R$ 2,5 a 3/kg (vivo). Já nos suínos a preocupação é um pouco maior devido à Rússia representar mais de 40% das compras, mas a produção vem também forte, com mais de 3,8 milhões de toneladas e exportações passando 900 mil toneladas, também batendo recordes. Preços ao produtor por volta de R$ 3,5 a 4/kg (vivo).

    No leite espera-se grande produção mundial, preços um pouco menores, consumo no mercado interno se recupera, produção ou fica como está ou em pequeno crescimento (24 milhões de toneladas), com preços ao redor dos R$ 1,05 a 1,25/litro ao produtor. Já a laranja deve ter ótima combinação de volumes (384 milhões de caixas) e preços entre 17 a 22 reais/cx permitindo aos produtores reduzirem níveis de endividamento e o suco deve ficar ao redor de US$ 2.300 a 2.600/tonelada na Europa.

    Este artigo tem como objetivo, além de trazer os números relevantes do agro neste fechamento de ano, ainda colocar minhas perspectivas para 2018, em que números eu apostaria com base em projeções e leituras do mercado. Com isto o leitor entra no meu raciocínio e tem mais uma opinião para fazer seus planos e apostas para o ano que começa.

    Revendo números ainda deste ano, as exportações de novembro foram de US$ 7,1 bilhões, praticamente 23% acima de novembro de 2016, deixando um superávit de US$ 5,9 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro o agro trouxe US$ 89,1 bilhões, quase 13% acima de 2016. O superávit deixado pelo agro, quando se tiram as importações, já está em US$ 76,1 bilhões (14,3% acima de 2016). A soja trouxe US$ 1,3 bilhão no mês, as carnes trouxeram US$ 1,3 bilhão e açúcar/etanol algo próximo a US$ 870 milhões.

    Quando comparamos os preços atuais das commodities mais exportadas pelo Brasil com exatamente um ano atrás, o tombo é grande. No açúcar, é de quase 26,4%, no suco 24,3% e no café 21,5%, porém no mês que passou açúcar e suco subiram um pouco e o café caiu mais quase 1%, devido à grande safra esperada no Brasil. A soja está praticamente com o mesmo preço (subiu 0,87% e o milho praticamente não oscilou, porém tem viés de alta devido ao petróleo mais caro e a soja ficar como está pois choveu e a safra brasileira vem grande e forte).

    O índice mensal de preços de commodities alimentares da FAO chegou a 175,8 pontos, 0,5% abaixo de outubro e 2,3% menor que novembro de 2016. Caíram os preços das carnes (0,1%) e dos lácteos (4,9%), derrubando o índice. E subiram os cereais (0,3%), óleos vegetais (1,3%) e açúcar (4,5%). Já há alguns meses estamos perdendo preços internacionais.

    Entre outras notícias relevantes do mês, o Banco do Brasil anunciou lançamento de um produto interessante ao agronegócio, muito presente em outros países. Um seguro para o faturamento (proteção de renda), que vem em boa hora, resta torcer para que seu custo compense.
    Seguem firmes os investimentos da COFCO, trading chinesa, que colocou como meta dobrar o volume de compras em cinco anos diretas de agricultores, chegando a 60 milhões de toneladas. Aqui temos grandes oportunidades às cooperativas brasileiras. A empresa já conta com 145 mil empregados, fatura US$ 70 bilhões e teve nos últimos anos arrojada política de aquisições, comprando empresas como a Nidera e a Noble Agri, agora já integradas, com muitas dificuldades no processo. O agro brasileiro deve prestar muita atenção à COFCO e buscar oportunidades de investimentos e acesso a mercados com as grandes tradings em 2018.

    Enfim, as notícias de novembro foram neutras ao agro, com pouca oscilação cambial, alguma oscilação para cima do petróleo. A principal notícia negativa do mês tem relação com a possibilidade de revogação da lei Kandir e suas nefastas consequências em tributar exportações. Passo agora às opiniões do que esperar de 2018 no agro.

    O consumo mundial de grãos deve crescer de 1% a 1,5%, representando de 25 a 30 milhões de toneladas a mais e a China pode importar 100 milhões de toneladas de soja. Seguem sendo gerados espaços no mercado internacional que o Brasil tem que ocupar. As exportações brasileiras devem novamente nos trazer perto de US$ 100 bilhões, ajudando a interiorizar o desenvolvimento e manter o valor da nossa moeda. Problema que o furacão Irma trouxe, derrubando a produção da Flórida para a menor desde 1940, apenas 45 milhões de caixas.

    O algodão também deve ajudar, pois a área cresceu 20% para 1,127 mi ha com produção de 1,825 mi ton de pluma (12% a mais) mas produtividade 7% menor, de 1,619 ton/ha. A demanda interna volta a crescer e os preços devem ficar ao redor de US$ 0,70/libra peso, ajudando a revigorar o Mato Grosso e a Bahia que produzem 90% da nossa safra.

    No café a safra mundial deve ser boa, os estoques estão altos, e o Brasil produzindo muito (57 milhões de sacas), mantendo preços ao redor de US$ 130/sc e o consumo crescendo novamente com a recuperação econômica. Margens mais apertadas.

    Nos insumos, os fertilizantes devem ser bastante consumidos para esta área toda, mas os preços tendem a permanecer como estão e no caso dos defensivos, teremos aumentos de preços devido aos novos padrões produtivos na China, mais rigorosos, que estão elevando os custos de produção e fechando fábricas.

    Também temos as boas expectativa vindas do RenovaBio na cana (para esta cultura veja um artigo específico sobre 2018) e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), antecipando para março de 2018 a obrigatoriedade de 10% de mistura de biodiesel no diesel. Como a soja representa 80% do biodiesel, estes dois pontos porcentuais dão um processamento de mais 1,5 milhão de toneladas de soja.

    A Agência Ambiental Americana (EPA) manteve para 2018 os volumes obrigatórios de biocombustíveis nos EUA. Os convencionais, onde o milho é o principal, ficam em 15 bilhões de galões e os avançados, onde está a cana, ficariam em 4,24 bilhões de galões. O setor reivindica o aumento da mistura de 10% para 15% de etanol de milho na gasolina, o que para o agronegócio brasileiro seria excelente notícia em 2018. Também com os preços do petróleo em patamares mais elevados cresce o incentivo ao biocombustível, bem como as pressões ambientais levando a metas de mistura, como a anunciada pela China para 2020 (10% de etanol na gasolina) criando um mercado de mais de 40 milhões de toneladas de milho. Torcer para em 2018 novos anúncios de uso de biocombustíveis acontecerem, abrindo espaço para a produção brasileira.

    Sobre os preços futuros, o artigo da FAO e UNCTAD chamado Relatório sobre Commodities e Desenvolvimento 2017 diz que os preços das commodities alimentares subirão apenas 1,4% até 2030, o que de certa forma já havia comentado ao longo deste ano.

    Na economia também o mundo deve crescer mais, abrindo mais mercados à produção de alimentos do Brasil e o nosso PIB deve crescer 2,5% a 3%, trazendo maior consumo interno. A inflação deve continuar em 4%, e a taxa Selic ficaria em 7%, com um dólar médio do ano em R$ 3,30. Há de se ressaltar as grandes reformas que passaram em 2017, como o teto dos gastos, a nova legislação trabalhista, a nova lei das terceirizações, e em 2018 creio que conseguimos aprovar uma reforma tributária e parte da Previdência. Espero também que em 2018 nosso país possa ser invadido por investimentos internacionais numa grande rodada de concessão de infraestrutura pública para operação pelo setor privado.

    É um ano em que o cenário político ocupará parte importante dos debates e pode trazer alterações nos números colocados acima. No momento existe uma polarização entre esquerda e direita, mas na minha leitura o atual candidato da esquerda ficará inelegível e até com liberdade restrita em 2018, e o da direita não passa de 25%. Portanto minha aposta hoje é que um candidato de consenso representando o centro deve ganhar, o que será melhor para a governabilidade a partir de 2019, afinal intensa agenda de geração de valor precisa ser implementada.

    Fonte: Jornal da USP

  • Start-ups do agronegócio crescem 70% ao ano no Brasil

    O salto tecnológico tem transformado a cadeia de valor do agronegócio, atraindo investidores e jovens empreendedores para o campo. As AgTechs, start-ups do agro, crescem em média 70% ao ano em um mercado que movimenta mais de R$ 15 bilhões.

    Em menos de dois anos surgiram no país mais de 75 novos negócios do tipo, sendo que 15% deles têm faturamento anual superior a R$ 300 mil, segundo a ABStartups (Associação Brasileira de Startups).

    Um exemplo é a TrackPad, start-up fundada por Carlos Mira, que conecta caminhoneiros a produtores. O aplicativo, criado em 2013 e conhecido como “Uber do agro”, foi baixado mais de 600 mil vezes e conta com cerca de 300 mil usuários atualmente.

    Um dos polos de inovação do setor agro fica em Piracicaba (SP), sede da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP.

    “Piracicaba concentra um ecossistema de inovação aberta que conecta pesquisadores, start-ups, empresas e investidores”, diz Sérgio Marcus Barbosa, gerente-executivo da incubadora tecnológica da instituição.

    “A região ganhou o apelido de “Agritech Valley”, versão brasileira do Vale do Silício, voltada para o agronegócio”, afirma. Um dos motores desse movimento é a busca de jovens que passam a ocupar o lugar dos pais na administração das fazendas por soluções que fogem do tradicional, diz Junior Borneli, cofundador da aceleradora StartSe.

    “Antes, o objetivo era comprar mais terra para produzir mais. Agora, o desejo é produzir mais na mesma área. E só a tecnologia de ponta proporciona isso”, diz.

    Borneli vai levar um grupo de produtores rurais, consultores e empresários brasileiros para o Vale do Silício em fevereiro de 2018 para visitar centros de pesquisa e start-ups.

    Fonte: Folha de S.Paulo

  • Maggi faz balanço do ano e traça metas para 2018

    O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, fez um balanço do ano de 2017 na última semana e falou sobre as expectativas para o ano de 2018 que, segundo ele, continuará sendo a de abrir novos mercados para os produtos brasileiros. De acordo com o ministro, para esse avanço, é importante o Brasil ter uma política maior de abertura ao setor externo. “Para vendermos, além dos arranjos resolvidos, da negociação dos certificados sanitários, o país precisa estar pronto para importar também, para tornar mais equilibrada a balança comercial. Exportamos US$ 85 bilhões e importamos US$ 10 bilhões”, disse.

    O ativo ambiental do país, conforme explicou o ministro, é um elemento importantíssimo para ser colocado à mesa com os parceiros de outros países. Confira os temas abordados pelo ministro nesse balanço de final de ano.

    Meio Ambiente
    “O banco de dados da Embrapa territorial permitiu dar total transparência sobre a ocupação do solo no país. Não se trata de ‘achismo ou chutômetro’, são informações de satélite que mostram a preservação de mais de 66% do território nacional com vegetação nativa. Tudo preservado na forma original de quando Cabral chegou ao Brasil. Nenhum país no mundo tem a agricultura tão sustentável como a nossa. Isso nos torna competitivos. Temos que corrigir o discurso de quem ataca nossa agricultura e, isso, com base em números incontestáveis”.

    Supersafra
    “O produtor sabe que em ano de grandes safras, os preços ficam mais baixos. Faz parte da nossa atividade e, por isso, em determinados momentos a política agrícola tem que entrar em ação. Quando os preços caem muito, é preciso dar sustentação aos preços. Isso não significa proteger o aspecto financeiro do agricultor, mas proteger a agricultura porque o produtor que quebra, no ano seguinte ele não estará no mercado, consequentemente vai faltar mercadoria. Política agrícola é isso: interferir quando o preço está muito baixo para haver equilíbrio e para que os consumidores não tenham problemas.”

    Resultados
    “O ano foi difícil, de muitas incertezas, mas, sem dúvida nenhuma, estamos mais fortes do que antes. Estamos terminando o ano com volume maior de exportação e também em recursos financeiros, 13% a mais em volume de vendas e 9% em faturamento.”

    Frigoríficos
    “Não há como apontar prejuízo em função da operação realizada em frigoríficos no mês de março. Foi um grande susto, mas também nos trouxe alertas. Na verdade, foi uma operação muito mais folclórica, midiática.Mas, a partir dali, fizemos mudanças para aumentar a confiança dos importadores e consumidores no nosso serviço de fiscalização. Demos segurança no sentido de evitar interferência política em todos os procedimentos e estamos criando um novo sistema de inspeção, mais moderno. Por isso, digo que o Brasil vai sair mais forte ainda. Foi uma coisa que não deveria ter acontecido, mas as lições ficaram. Sempre digo que do limão sempre se faz limonada.”

    País sem aftosa
    “O importante é que nós estamos chegando ao final de 2017 já com o Brasil sendo declarado livre de febre aftosa com vacinação. E vamos caminhar para até 2023 retirar a vacina e transformar o plantel brasileiro livre de aftosa sem vacinação. Até lá, vamos avançar e fazer o enfrentamento. O Ministério da Agricultura está muito seguro do que está propondo e nós vamos seguir em frente.”

    Estados Unidos
    “Demoramos 17 anos para abrir o mercado lá e, quando conseguimos, plantas frigoríficas tiveram problemas. Trata-se de um mercado exigente e estamos fazendo todo o retrabalho para voltar dentro de muito pouco tempo. Penso que nos primeiros meses do ano será possível reverter isso. Também houve a taxação do álcool deles e isso contribui para sensibilizar a relação comercial.”

    Rússia
    “Estamos renegociando com a Rússia a reabertura do mercado de carnes. Eles sempre reclamaram maior participação de venda de produtos agrícolas aqui no Brasil como trigo, peixes e carnes também. Esperamos que em janeiro, fevereiro, a gente volte a todo vapor vendendo para a Rússia.”

    Importação de leite uruguaio
    “Nós somos o produto das escolhas do passado. Estão previstas entre os países do Mercosul todas as condições de negociação, entre seus membros, com ou sem custos. O Ministério da Agricultura e nenhum dos ministérios têm capacidade de simplesmente trancar tudo e não deixar que o fluxo de comércio aconteça. Nós tomamos algumas ações que achávamos que deviam ser tomadas. Temos, então, que trabalhar permanentemente nas políticas internas. Falei com o ministro Henrique Meireles (Fazenda), há poucos dias, e expliquei que, quando nós agricultores temos que competir com custos diferentes, criam-se dificuldades. Nossa carga tributária, sobretudo de insumos, é um diferencial. E precisamos concorrer de igual para igual.”

    Fonte: Canal Rural

  • Soja tem novo dia de estabilidade em Chicago nesta 6ª com fundos se ajustando antes do fim do ano

    Ainda sem força em Chicago, os futuros da soja trabalham, por mais um dia, com estabilidade. Por volta de 8h40 (horário de Brasília), os preços perdiam de 0,50 e 0,75 ponto, com o março/18 sendo negociado a US$ 9,58 por bushel. O maio/18, que é referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,70.

    Os negócios acontecem em ritmo cada vez mais lento e com baixo volume dada a proximidade do final do ano. Além da falta de novidades – principalmente sobre o clima na América do Sul – os fundos seguem ajustando suas posições e evitando movimentos muito intensos nesse período.

    As condições climáticas seguem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas, com apenas problemas pontuais sendo registrados até esse momento. Na última semana, os trabalhos de campo argentinos evoluíram de forma bastante satisfatória com a chegada de chuvas melhor distribuídas e mais volumosas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Clima poderá reduzir a produtividade dos grãos no Rio Grande do Sul

    A última semana apresentou tempo seco e altas temperaturas no Estado, e nem mesmo as precipitações esparsas que amenizaram o forte calor foram suficientes para recompor a umidade no solo. Segundo a Emater, esse cenário, aliado à perspectiva de um verão com chuvas abaixo da média, tem preocupado os produtores.

    Importantes culturas, como milho e soja, se encontram em fases críticas quanto à deficiência hídrica. Caso se confirme o prognóstico de pouca chuva, neste momento em que a maioria das lavouras se encontra em fases de floração e formação de grãos, a probabilidade de uma redução na produtividade das culturas aumenta de maneira significativa.

    O milho começa a ser prejudicado de forma mais incisiva pela falta de umidade no solo. As lavouras em plena formação de espiga e enchimento de grãos apresentam leve redução do tamanho dos mesmos. O momento é extremamente crítico para a cultura, uma vez que 75% das lavouras estão entre as fases de floração e enchimento de grãos, 35% e 40%, respectivamente. Em nível estadual, a colheita do milho atinge 2% da área, aproximando-se bastante da média dos últimos anos. A soja está com crescimento muito lento, também devido às altas temperaturas e à baixa umidade no solo.

    Nas horas mais quentes do dia, as plantas apresentam sintomas de estresse hídrico, com folhas murchas e pequena distância dos entrenós. O controle de ervas invasoras realizado antes da diminuição da umidade do solo foi considerado satisfatório, embora alguns produtores tenham deixado passar o ponto ideal de aplicação dos herbicidas, resultando em permanência de plantas daninhas em algumas áreas.

    A aplicação de fungicidas também começa a ficar prejudicada devido à baixa umidade. As lavouras começam a entrar em fase de floração de modo mais intenso, alcançando 3% do total da área semeada, que é de 5,7 milhões de ha, aproximadamente.

    Colheita do feijão está acelerada

    A colheita da primeira safra de feijão está em andamento, com produtividade considerada satisfatória até o momento, variando de 1.200 kg/ha a 1.500 kg/ha na maioria das lavouras para fins de subsistência familiar. Já nas lavouras comerciais, foram obtidos rendimentos maiores, girando ao redor dos 1,8 mil kg/ha de boa qualidade.

    Segundo a Emater, das culturas de sequeiro, o feijão da primeira safra é o menos afetado pela falta de umidade neste momento. A cultura se encaminha para o final do ciclo, com a colheita acelerada devido ao clima. Já foi colhida 25% da área plantada. Outros 15% já estão maduros e 35%, em fase final de formação de grão.

    Fonte: Jornal do Comércio

  • Chuvas do verão de 2018 deverão garantir a produção agrícola

    O verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro, às 14h28, e vai até 13h15 do dia 20 de março de 2018, pelo horário de Brasília. A expectativa sobre o comportamento da chuva e da temperatura é maior em relação ao verão do que nas outras estações. É a chuva do verão que vai garantir o abastecimento de água para o consumo, para a produção agrícola, industrial e de energia hidrelétrica. Há ainda previsão de que haja grande pressão para pragas e doenças na agricultura.

     Nos últimos meses, a temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial, mantiveram-se abaixo da média. Esse resfriamento vem sendo observado desde agosto de 2017 e indica a permanência do fenômeno La Niña pelo menos até março de 2018. Os modelos de previsão climática, gerados pelos principais centros de Meteorologia, indicam que as temperaturas da superfície do mar devem continuar abaixo da média até o mês de março de 2018, o que mostra uma tendência de continuidade do La Nina de fraca intensidade.
    Conforme os dados do INMET, a maior parte da chuva no sudeste e no centro-Oeste ocorrerá principalmente na primeira metade do verão com risco elevado para enchentes.  O sul do Brasil, em média, deve ter chuva abaixo da média, mas não será completamente seco, diferente da região norte, que terá muita chuva na estação. A região nordeste terá muito calor e pouco chuva, porém nas áreas produtoras terão chuva suficiente.
    Fonte: Agrolink