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  • Mesmo na entressafra, preço de arroz recua 14% em novembro

    De acordo com o Cepea, comercialização envolvendo grão em casca no mercado spot do Rio Grande do Sul continua lenta

    O indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) acumulou forte queda de 13,95% em novembro, encerrando o mês a R$ 102,23 por saca de 50 kg. A média mensal, de R$ 111,66 por saca, ficou 6,39% menor que a de outubro/24 e 1,94% inferior à de novembro de 2023, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de novembro de 2024).

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que o movimento de baixa é considerado atípico para este período de entressafra, quando a menor disponibilidade de cereais, historicamente, sustenta os valores.

    Segundo o centro de pesquisas, a comercialização envolvendo arroz em casca no mercado spot do Rio Grande do Sul continua lenta. Produtores têm resistido aos preços oferecidos pelas indústrias, apostando em recuperação nas próximas semanas.

    Já a demanda está limitada, com compradores locais mostrando pouco interesse em adquirir o produto e/ou optando por ofertas mais baixas envolvendo sobretudo o arroz depositado e a prazos de pagamento alongados, ainda conforme pesquisas do Cepea.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: regulamentação dos bioinsumos e a produção sustentável

    Aprovado no Senado, o projeto facilita a adoção de bioinsumos, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e eficientes, beneficiando, também, os produtores de soja

    O Senado aprovou, nesta terça-feira (3), o PL 658/2021, que estabelece o marco legal dos bioinsumos, um avanço para a agricultura sustentável no Brasil. Aprovado na Câmara, o projeto segue para sanção presidencial e representa um avanço para os produtores de soja, que poderão adotar alternativas biológicas aos produtos químicos, aumentando a eficiência e a sustentabilidade das lavouras.

    O PL 658/2021 traz uma importante segurança jurídica para o setor agrícola, organizando o mercado de bioinsumos e permitindo o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis. Para os produtores de soja, isso significa maior acesso a alternativas mais econômicas e ecológicas, que podem reduzir a dependência de produtos químicos importados, melhorar a saúde do solo e aumentar a produtividade das lavouras de forma sustentável.

    Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, ressaltou a importância do PL 658/2021, destacando que a regulamentação representa um avanço para a agricultura brasileira. Segundo ele, o projeto oferece segurança jurídica, permitindo que os produtores de soja e outros setores possam adotar práticas mais sustentáveis sem enfrentar riscos legais.

    O marco legal também reforça a posição do Brasil no mercado agrícola global, aumentando sua competitividade e criando novas oportunidades para atrair investimentos internacionais. Para a soja brasileira, um dos principais produtos de exportação, o projeto traz benefícios diretos, incentivando a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e tecnologias inovadoras.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • De dezembro a fevereiro de 2025: o que o produtor da soja deve esperar do tempo?

    Chuvas intensas em dezembro podem afetar o ciclo da soja no Brasil, impactando plantio e colheita nas regiões produtoras

    O mês de dezembro será marcado por chuvas intensas no Brasil, o que pode impactar diretamente as lavouras de soja, tanto no momento de plantio quanto na colheita. A previsão climática da Rural Clima aponta para um período de umidade elevada, com precipitações concentradas nas regiões centro-sul e centro-norte do país, afetando principalmente o ciclo das lavouras de soja.
    Segundo a Safras & Mercado, neste mês, a frente fria que passou pelo Rio Grande do Sul já está provocando chuvas em várias áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A tendência é que as chuvas continuem ao longo da semana, com maior intensidade nas regiões produtoras de soja, o que pode atrasar o início da colheita em algumas áreas e prejudicar o manejo de algumas lavouras.

    Excesso de chuvas

    Os meses de janeiro e fevereiro de 2025 são ainda mais críticos para a soja, com a previsão de excesso de chuvas no Brasil. Durante este período, o excesso de umidade pode dificultar a colheita da soja, que normalmente ocorre no início do ano, após o ciclo de plantio.

    As chuvas intensas e prolongadas podem aumentar o risco de perdas de qualidade da produção, uma vez que o excesso de umidade pode interferir na maturação dos grãos, além de dificultar o trabalho das colheitadeiras.

    A colheita da soja é uma fase extremamente sensível, e chuvas excessivas podem levar a problemas como aumento na umidade dos grãos, o que prejudica a comercialização e a armazenagem. A previsão de chuvas regulares pode, portanto, representar um desafio para o sucesso da colheita, exigindo maior atenção ao planejamento logístico e ao manejo agrícola.

    Plantio da soja

    O plantio da soja em algumas regiões também pode ser afetado pela umidade excessiva durante os meses de janeiro e fevereiro. Em áreas onde o plantio da soja ainda ocorre ou o trabalho de replantio é necessário, as chuvas podem dificultar o preparo do solo, interferindo nas condições ideais para a semeadura. O solo encharcado pode comprometer a germinação e o desenvolvimento das plantas, além de atrasar o calendário de plantio, o que pode prejudicar o ciclo da safra.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Conseleite/RS projeta variação de -4,96% no valor do leite em novembro

    O valor de referência projetado para o leite em novembro no Rio Grande do Sul é de R$ 2,4561, 4,96% abaixo da estimativa de outubro (R$ 2,5844). Em outubro, o consolidado fechou em R$ 2,5456, -0,05% em relação ao consolidado de setembro (R$ 2,5468). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/11), durante reunião mensal do Conseleite/RS, colegiado que reúne produtores e indústrias para tratar de assuntos relevantes para o setor lácteo gaúcho. O valor está abaixo dos patamares praticados no mês anterior e, segundo o coordenador do Conseleite, Allan André Tormen, reproduz o momento do ano.

    Os valores projetados consideram os dados dos primeiros 20 dias de cada mês. O consolidado vem do balanço geral dos 30 dias do mês anterior.

    Fonte: https://www.milkpoint.com.br/

  • Produção e produtividade da soja do RS devem crescer, diz Emater

    Segundo a entidade, lavouras semeadas no fim de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado

    A produção de soja no Rio Grande do Sul na atual safra 2024/25 pode alcançar 21,6 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 18,59% em comparação com o ciclo anterior 2023/24, segundo levantamento da Emater-RS. A estimativa foi apresentada no sábado (30), durante a Fenasoja, em Santa Rosa.

    O diretor técnico da Emater-RS, Claudinei Baldissera, salientou que a oleaginosa deve ocupar 6.811.344 hectares no estado, com aumento de 1,54% em relação à safra anterior. A produtividade esperada é 13,17% superior à obtida no ano passado, podendo atingir 3.179 kg/ha.

    Segundo a Emater, as lavouras semeadas no fim de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado. Aquelas plantadas a partir da segunda quinzena de novembro, com períodos de poucas chuvas, apresentaram algumas falhas de germinação, mas sem comprometer o estande da lavoura.

    Na região de abrangência do Escritório Regional da Emater-RS/Ascar de Santa Rosa, a área de produção de soja na safra 2024/25 deve ser de 779.119 hectares, com produtividade esperada de 3.132 kg/ha e produção de 2.440.201 toneladas da oleaginosa.

    Até o momento, já foi concluída a operação de plantio em 58% da área projetada para a região de Santa Rosa, com evolução de 13% da área plantada se comparada com a semana anterior. O porcentual está abaixo da média do estado, que está em 65%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CCGL sedia encontro com produtores do projeto “Minha propriedade com Smartcoop”

    Nesta quarta-feira, 27, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) recebeu 20 produtores rurais e seus respectivos Assistentes Técnicos de Campo para o primeiro encontro do programa Gestão da Propriedade. A iniciativa, em parceria com o Sebrae, Sescoop, Fecoagro e Smartcoop, tem como objetivo qualificar os produtores em Gestão de Custos, com ênfase na construção e análise do Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), por meio da plataforma Smartcoop.

    O programa tem o intuito de aprimorar a gestão financeira das propriedades rurais, proporcionando aos produtores ferramentas estratégicas para aumentar a produtividade e rentabilidade de seus negócios. A plataforma Smartcoop se destaca como uma solução inovadora, que auxilia na organização e análise dos dados financeiros das propriedades.

    Silvana Trindade, gerente de operações da CCGL, agradeceu a participação dos produtores e a colaboração dos parceiros envolvidos: “Agradecemos pela confiança e participação de todos os envolvidos neste encontro promissor. Estamos certos de que este programa trará resultados positivos para os produtores e contribuirá para o fortalecimento da gestão no campo.”

    O projeto “Minha Propriedade com Smartcoop” é uma ação conjunta do Sebrae/RS, Sistema Ocergs, Fecoagro/RS e Smartcoop, que oferece consultoria especializada em gestão financeira para produtores rurais do sistema cooperativo gaúcho. O projeto visa beneficiar inicialmente 500 propriedades no estado, com encontros presenciais que somam 14 horas de capacitação, distribuídas em quatro encontros obrigatórios e um opcional.

    A capacitação tem como foco a gestão financeira, a organização de dados e o uso estratégico da plataforma Smartcoop para otimizar os resultados das propriedades rurais.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Livro da Embrapa sobre agricultura de precisão na era digital já está disponível para download

    Edição reúne os resultados alcançados in loco na produção das principais cadeias do agro, como milho, soja, trigo, cana e pastagem

    Considerado pela presidente da Embrapa Silvia Massruhá como um divisor de águas, o terceiro livro da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras traz como novidade os resultados de estudos sobre o uso de agricultura de precisão e digital na pecuária e em sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

    “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital” foi lançado nesta segunda-feira (25) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durante o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP).

    Realizado pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), a 10ª edição do ConBAP seguiu até o dia 27 focado em tecnologias para uma agricultura sustentável e de alta performance.

    Essa edição do livro, que fecha a trilogia da Rede AP, reúne resultados expressivos alcançados em pesquisas desenvolvidas nas principais cadeias produtivas do agro brasileiro e em diferentes biomas nos últimos 15 anos.

    Apoiado pela Câmara Temática de Agricultura Digital da Rede ILPF, a obra oferece suporte a professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, produtores e prestadores de serviço do setor agrícola, e demais interessados no tema.

    Para a presidente da Embrapa, ao reunir tecnologias e resultados efetivos, obtidos na aplicação de agricultura de precisão e digital no cultivo de grãos, plantas perenes e na pecuária, a obra será de utilidade para diferentes públicos.

    “Este livro, na forma como seu conteúdo está magistralmente organizado e apresentado, surge como um divisor de águas no tema e será fundamental para renovar os laços de ciência e empreendedorismo, pilares que sustentam a eficiente e competitiva agricultura brasileira há décadas”, afirma a presidente em texto de apresentação no livro.

    Avanço do conhecimento

    Com o objetivo de apresentar os resultados de pesquisa da Rede AP e instituições parceiras, o livro com 600 páginas conta com 90 capítulos distribuídos em cinco seções: culturas anuais, perenes, pecuária, sistemas integrados e tecnologias.

    São cerca de 300 autores de 20 instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, que durante dois anos atuaram em diversas frentes de trabalho para dar forma e materializar a obra disponível on-line e gratuitamente aqui.

    O pesquisador da Embrapa Instrumentação, um dos membros do comitê editorial do livro Luís Henrique Bassoi lembra que o uso da agricultura digital junto com a agricultura de precisão avançou muito desde o segundo livro.

    “A publicação atual apresenta pesquisas realizadas no formato on-farm (o experimento ocorre em áreas de produção) em cultura de algodão, milhosoja, trigo, cana-de-açúcar, pastagem, videira, macieira, bem como metodologias, tecnologias habilitadoras e portadoras de futuro com potencial disruptivo, que contribuem para a gestão da variabilidade das propriedades brasileiras, elevando-as a um novo patamar de produção, de forma sustentável”, diz.

    Além de Bassoi, o comitê editorial do livro publicado pela editora Cubo é composto pelos pesquisadores Carlos Manoel Pedro Vaz, Lúcio André de Castro Jorge, Ricardo Yassushi Inamasu (Embrapa Instrumentação, São Carlos/SP); Alberto Carlos de Campos Bernardi (Embrapa Pecuária Sudeste, também de São Carlos); João Leonardo Fernandes Pires (Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS) e Luciano Gebler (Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves/RS).

    Pertinência do olhar digital

    O professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), José Paulo Molin, que assina o prefácio da obra, diz que é muito pertinente esse olhar para a era digital, pois a agricultura de precisão, que produziu as primeiras inserções digitais no campo, depende fortemente dos avanços nas soluções digitais para alavancar práticas de campo ao mesmo tempo mais assertivas e escaláveis.

    “A obra contempla e destaca essa transição e ao mesmo tempo, convenientemente, mantém aqueles agrupamentos (tecnologias, culturas anuais, culturas perenes) e avança em novas frentes”, reforça o professor.

    Trabalho em rede

    Em uma década e meia, os três livros produzidos pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras, criada em 2009 e composta por universidades, empresas privadas, fundações, institutos de pesquisas e centros da própria Embrapa, apresentaram mais de 200 estudos desenvolvidos em campos experimentais com culturas perenes e anuais, distribuídos pelo território nacional.

    As obras somaram mais de 1.500 páginas e geraram uma ampla base de conhecimento no tema, disponíveis gratuitamente.

    O trabalho em rede enfrentou desafios, antecipou tendências, contribuiu para disseminar o conceito da agricultura de precisão (AP) e impulsionou a adoção da técnica entre produtores brasileiros, que deixaram de ver a propriedade como um campo uniforme, para enxergar as diferenças em cada talhão.

    “Assim, com a incorporação da AP, produtores rurais passaram a aplicar insumos de forma racional, para reduzir custos, riscos de degradação ambiental e aumentar a produtividade, como mostrou estudos recentes em culturas de milho e algodão. Em fazendas de Mato Grosso e Paraná, a recomendação de semeadura em taxa variável gerou ganhos de produtividade de até 8%, no milho, e 3%, no algodão”, afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini.

    Ele lembrou que obra “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital”, que fecha a trilogia, iniciada em 2011 com o livro “Agricultura de Precisão um Novo Olhar”, seguido pelo livro “Agricultura de Precisão Resultados de um Novo Olhar”, de 2014, é um marco na história de 40 anos da Embrapa Instrumentação, a serem completados no dia 18 de dezembro.

    “O tema é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura brasileira, pois incorpora resultados de pesquisa com tecnologias avançadas em drones, automação, geoprocessamento, irrigação de precisão, entre outras que contribuem para mantermos a produtividade da agricultura brasileira”, reforça.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Curso gratuito sobre fixação biológica de nitrogênio é oferecido por entidade

    Versão atualizada do módulo é oferecida pela ANPII Bio e já foi assistida por mais de 600 alunos

    Em um cenário onde a agricultura demanda cada vez mais práticas sustentáveis, o conceito de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) surge como uma técnica importante neste sentido, já que permite às plantas capturar o nitrogênio atmosférico e convertê-lo em uma forma utilizável, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos ao mesmo tempo que promove a saúde do solo.

    A Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) disponibiliza, gratuitamente e de forma online, seu curso sobre FBN, já assistido por mais de 4.500 alunos desde o seu lançamento, em 2020. Clique aqui para acessar.

    O que é a FBN?

    A FBN é uma prática que aumenta a produtividade das lavouras, contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e promove o sequestro de carbono.

    “É inegável que o uso de insumos biológicos, aliado às boas práticas de manejo, é uma medida sustentável. Porém, para o agricultor, é preciso combinar sustentabilidade com rentabilidade”, pondera o Conselheiro Fundador da ANPII Bio, Solon Cordeiro de Araújo.

    Os participantes aprendem desde a introdução ao nitrogênio e seu papel no solo, até o processo detalhado de fixação em leguminosas e o uso e manejo de inoculantes.

    Módulos específicos abordam resultados de pesquisas científicas e tecnologias emergentes, como é o caso da coinoculação com Azospirillum, que tem mostrado resultados significativos na cultura da soja e outras gramíneas.

    Dentre os benefícios que os estudantes podem esperar ao adotar as práticas e tecnologias ensinadas no curso, está a base sólida sobre como armazenar e utilizar os inoculantes de forma correta, o que resulta em melhores resultados no campo.

    “Tanto os ensinamentos teóricos como práticos do curso possibilitam ao agricultor ter uma base de como armazenar e utilizar os inoculantes da forma correta e o porquê isso culmina em melhores resultados no campo”, destaca.

    Versão atualizada do curso

    O curso já foi assistido por mais de 600 alunos em sua versão atualizada. Lançada em 2023, a segunda edição inclui os mais recentes dados e resultados de pesquisas, além de uma reorganização dos conteúdos para uma melhor compreensão dos participantes.

    As aulas estão disponíveis em formato de vídeo, além dos materiais em PDF, proporcionando uma experiência de aprendizado mais dinâmica e acessível.

    Estudantes de agronomia, biologia e cursos técnicos ligados ao agronegócio compõem o público principal considerado pela ANPII Bio para essa qualificação por meio do curso EAD, mas as informações apresentadas são de utilidade para agricultores e consultores de forma geral, com linguagem acessível para quem faz parte do dia a dia do campo.

    O curso conta com alunos de todas as regiões do Brasil e até mesmo estudantes do Paraguai, que se inscreveram após indicação de suas Universidades.

    “Aprendi sobre a importância dos microrganismos na agricultura e como eles são essenciais para aumentar a produtividade das culturas e reduzir o uso de adubos químicos. Estou animado para aplicar essas técnicas nas minhas lavouras”, conta mestrando em Solos e Nutrição de Plantas na USP-ESALQ e um dos participantes do curso, Carlos Alcides Villalba.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Veja o que muda no on farm com a regulamentação da produção dos bioinsumos

    Projeto de Lei que foi aprovado na Câmara não impede a fabricação própria, mas dita regras

    A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei 658/2021, que regulamenta a produção, o uso e a comercialização dos bioinsumos na agropecuária brasileira. O resultado foi fruto de uma longa negociação entre 56 entidades interessadas no tema, que chegaram a um consenso após meses de debates.

    Para a Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), o documento é um marco no setor por reger mudanças na fabricação dentro da propriedade, ou seja, ao trazer modificações ao on farm.

    “Assim, garante que os agricultores tenham um produto de qualidade, fiscalizado e seguro para o consumidor”, diz o diretor Jurídico da entidade, Auro Ruschel.

    O que muda no on farm?

    A partir do momento em que o PL for sancionado, o Órgão de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), passará a “regulamentar a necessidade de um responsável técnico habilitado, exclusivo ou não, para a produção de bioinsumo para uso próprio”.

    Além disso, não será permitido replicar produtos comerciais, exceto os inóculos comercializados especificamente para esse fim. “Também não é autorizada a comercialização dos produtos que forem formulados para uso próprio”, lembra Ruschel.

    O PL destaca, também, que o Órgão de Defesa Agropecuária deverá regulamentar quais biosinsumos não poderão ser produzidos para uso próprio.

    Por fim, ficou assegurado que o on farm deverá seguir as instruções de boas práticas estabelecidas pelo órgão federal de defesa agropecuária. Para Ruschel, todas as regras estabelecidas no PL vão no sentido de assegurar que os insumos biológicos sejam seguros e de qualidade.

    Segurança à pesquisa e aos produtores

    O relator da matéria, deputado Sérgio Souza, destacou que o texto assegura um ambiente regulatório confiável que oferecerá segurança à pesquisa, à indústria, aos produtores e aos usuários.

    “Para atrair maiores investimentos no desenvolvimento de tecnologias voltadas aos bioinsumos, que auxiliem na proteção de cultivos, no aporte de nutrientes ou no melhor aproveitamento deles, entre outras inúmeras funcionalidades, é indispensável um ambiente dentro da legalidade”, considerou.

    Mercado de bioinsumos

    No Brasil, o mercado de bioinsumos vem crescendo a uma taxa anual de 21% nos últimos três anos, superando em quatro vezes a média global, conforme dados da Abinbio. De acordo com a Associação, na safra 2023/24, as vendas desses produtos alcançaram R$ 5 bilhões.

    Após aprovação na Câmara dos Deputados, o PL658/2021 segue agora de volta ao Senado, casa originária do Projeto de Lei. Caso seja aprovado, poderá ser sancionado ainda em 2024.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • O que esperar do verão 2024/25? Climatempo dá os detalhes

    Fenômeno La Niña não se confirma, mas padrões de chuva típicos serão sentidos no Brasil

    O verão 2024/2025 no Brasil começará oficialmente no dia 21 de dezembro às 6h21 (horário de Brasília) e se estenderá até 20 de março de 2025. Segundo meteorologistas da Climatempo, a estação promete um cenário climático diferente do verão anterior, marcado por um forte El Niño.

    Apesar da ausência oficial de La Niña, o padrão de neutralidade fria no Pacífico Equatorial central-leste deve trazer efeitos semelhantes ao fenômeno, com impacto direto sobre o regime de chuvas no país.

    Clima marcado por “efeito La Niña”

    O índice ONI (Oceanic Niño Index), utilizado para medir a temperatura média no Pacífico Equatorial central-leste, aponta uma tendência fria, mas não suficiente para configurar um La Niña completo. A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que essa condição neutra-fria deve favorecer a formação de corredores de umidade, estimulando maior volume de chuvas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

    “O próximo verão terá períodos com características típicas de La Niña, como aumento da chuva na Amazônia e irregularidade no Sul, mesmo que o fenômeno não se configure oficialmente”, afirma Ana Clara.

    Principais sistemas meteorológicos

    A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) serão fundamentais para as chuvas no verão. O padrão de neutralidade fria do Pacífico deve facilitar a formação de ZCAS, especialmente a partir de dezembro, trazendo chuvas volumosas para o Centro-Oeste e Sudeste.Já a ZCIT, que influencia o Norte e o Nordeste, deve apresentar atraso em sua atuação. No entanto, seus efeitos devem começar a ser sentidos em meados de janeiro de 2025 no litoral norte da região Norte. No Amapá e no norte do Pará, os impactos devem começar a ser setnidos um pouco antes, no fim de dezembro de 2024

    Mais chuva que no verão passado

    A expectativa é que o verão 2024/2025 seja mais chuvoso que o de 2023/2024, quando o El Niño reduziu os volumes de precipitação em várias regiões. Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam um verão mais seco, mas com possibilidade de chuvas no outono de 2025.

    A influência do Pacífico Equatorial mais frio, ainda que localizada, deverá trazer impactos positivos para a agricultura e abastecimento de água.

    Contexto global e temperaturas elevadas

    Apesar do resfriamento no Pacífico Equatorial, outros oceanos permanecem com temperaturas acima da média, o que preocupa especialistas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2024 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando 2023.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/