Notícias

  • Cruzamento de vacas leiteiras com angus impulsiona carne premium no Brasil

    Técnica já é amplamente adotada em países como os Estados Unidos

    A técnica de cruzamento conhecida como “Beef on Dairy” que une vacas leiteiras com touros angus para produzir carne premium, tem ganhado espaço no Brasil devido ao crescente interesse pelo mercado de carne de alta qualidade.

    Associação Brasileira de Angus promove um encontro em Carambeí, no Paraná, para debater as vantagens e o potencial dessa técnica na agropecuária nacional.
    De acordo com a coordenadora do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes, essa prática, além de aumentar a rentabilidade dos produtores de leite, oferece ao mercado um produto diferenciado, com grande aceitação internacional.
    Menezes destacou que o cruzamento de vacas leiteiras com genética Angus permite uma oferta maior e padronizada de carne premium, especialmente para exportação.
    No entanto, para expandir o modelo Beef on Dairy, é fundamental que os produtores de leite vejam as vantagens e contem com suporte técnico para realizar o cruzamento de forma direcionada, visando conformidade com os padrões de qualidade da Carne Angus Certificada.
    A técnica já é amplamente adotada em países como os Estados Unidos e tem potencial para impulsionar as exportações brasileiras, que vêm crescendo ano a ano, com destaque para o aumento de 8% nas vendas de carne premium no primeiro semestre de 2024.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • ‘Cuidado com o umbigo do bezerro é essencial para evitar infecções’, alerta especialista

    Tratamento com iodo é essencial para evitar infecções que podem comprometer a saúde do bezerro

    O manejo adequado de maternidade em bovinos de corte é um ponto crucial para a saúde dos bezerros e para a produtividade das fazendas, tema que tem levado muitos pecuaristas a buscarem treinamentos especializados com foco nos cuidados durante o parto. Durante o programa Raio-X da Pecuária, a coordenadora do grupo de cria do Instituto Desenvolve Pecuária, Elisia Corrêa, destacou a importância desse tipo de capacitação para os produtores e seus colaboradores.

    Segundo Corrêa, o Instituto Desenvolve Pecuária, localizado no Rio Grande do Sul, desempenha um papel essencial para os produtores associados, com um grupo que promove troca de informações e suporte técnico. “Nosso grupo auxilia em situações que vão desde a indicação de um técnico até o apoio imediato em casos específicos na fazenda”, explicou Elisia, mencionando que o instituto conecta os pecuaristas com profissionais experientes e técnicos capacitados.

    Entre os problemas recorrentes, Corrêa cita a distocia, condição em que o bezerro enfrenta dificuldades durante o parto, o que exige manejo cuidadoso. “Quando isso ocorre, é necessário um acesso técnico cuidadoso e, em alguns casos, o uso de ferramentas específicas. O tratamento do umbigo com iodo é essencial para evitar infecções que podem comprometer a saúde do bezerro”, explicou a coordenadora.

    A demanda por treinamentos surgiu após uma pesquisa com associados do grupo de cria, destacando o interesse em capacitação. “Organizamos treinamentos em Pelotas e São Gabriel, onde os colaboradores dos associados puderam participar e aprender técnicas de manejo importantes para o parto,” detalhou.

    Para produtores interessados, Corrêa informou que o instituto está aberto a novos participantes e já planeja ampliar os cursos em 2025 com treinamentos mensais sobre diversos temas. “Esses treinamentos valorizam a mão de obra e qualificam o trabalho nas propriedades. Esse investimento fez muitos colaboradores sentirem-se valorizados, um ponto crucial para a eficiência nas fazendas,” concluiu.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plantio do milho alcança 68% da área no RS, mas controle da cigarrinha segue como desafio

    De forma geral, plantio do cereal tem se beneficiado das chuvas frequentes e bem distribuídas no estado

    A semeadura de milho já alcança 68% da área projetada para a safra no Rio Grande do Sul, diz o boletim semanal da Emater-RS.

    A maior parte das lavouras do estado encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (96%), e as áreas plantadas mais precocemente estão em florescimento (4%).

    De acordo com o órgão, para que o plantio do cedo seja concluído, ainda restam semeaduras nas regiões da Campanha e dos Aparados da Serra.

    Umidade do solo

    A Emater aponta que as chuvas frequentes e bem distribuídas mantiveram a umidade do solo em níveis adequados, além da alta incidência de radiação solar durante o dia e das temperaturas amenas à noite, que favoreceram o bom estande de plantas e o elevado potencial produtivo.

    Segundo os técnicos do órgão, na maior parte das regiões, a adubação nitrogenada em cobertura, executada entre os estágios vegetativos V2 e V4 de 2 e 4 folhas estendidas foi concluída.

    “A cultura responde bem devido às condições favoráveis de umidade do solo, que garantiram a dissolução adequada do nutriente e sua assimilação pelas plantas no momento oportuno. Para as lavouras em estágio de V6 a V8, os produtores aproveitaram as previsões de chuva para antecipar a aplicação da segunda dose de nitrogênio em cobertura, visando maximizar a eficiência da absorção do nutriente”, informa o boletim.

    Manejo da cigarrinha-do-milho

    Em relação ao manejo fitossanitário, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) precisou ser
    controlada no Alto Uruguai, onde os danos têm sido mais intensos.

    “Pontualmente, no Planalto e no Alto da Serra do Botucaraí, também ocorreram aplicações. Nas regiões do Baixo Médio Uruguai e Noroeste Colonial, foram realizadas aplicações preventivas de fungicidas devido às condições favoráveis de infecção por doenças”, destaca o documento.

    Para a atual safra 2024/25, a Emater/RS estima o cultivo de 748.511 hectares de milho, com produtividade média de 7.810 kg/ha.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • No Rio Grande do Sul, temperaturas amenas beneficiam o plantio da soja

    Dias ensolarados têm favorecido a semeadura no estado, com expectativas de crescimento no plantio do grão

     As condições climáticas favoráveis, com dias ensolarados e temperaturas amenas, têm beneficiado o avanço da semeadura da soja no Rio Grande do Sul nesta semana. Segundo a Emater, a área semeada atingiu 3% da área total estimada, embora o crescimento tenha sido limitado devido à prioridade de outras atividades, como a colheita de cereais de inverno e a semeadura de arroz.

    Na Metade Sul do estado, muitos produtores enfrentam desafios para a aquisição de insumos. Há relatos de que alguns conseguem acessar apenas 50% do valor habitual, o que gera incertezas e aumenta o risco de estabelecimentos de lavouras com níveis tecnológicos mais baixos.

    A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, com uma produtividade média esperada de 3.179 kg/ha. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Sebrae oferece guia passo a passo para o desenvolvimento de negócios rurais

    A Cartilha do Empreendedor se torna essencial em um mundo onde o acesso à informação é ágil e necessário

    Sebrae disponibiliza uma cartilha para apoiar empreendedores rurais. Em um mundo onde o acesso à informação é rápido e fácil, o Sebrae se destaca como uma instituição que oferece suporte essencial.

    Por meio do projeto Porteira Aberta Empreender, em parceria com o Canal Rural, o Sebrae promove debates sobre temas fundamentais que todo empreendedor rural deve dominar. Os produtores são convidados a participar, enviando perguntas, dicas e compartilhando suas histórias.

    Para interagir, entre em contato pelo WhatsApp: (11) 93279-6720. As reportagens e debates podem ser acompanhados na tela e nas redes sociais do Canal Rural.

    Temas abordados

    • Elaboração de um plano de negócios
    • Captação de recursos financeiros
    • Administração financeira
    • Marketing
    • Vendas

    Cartilha do Empreendedor Rural. Baixe aqui.

    Fonte: Sebrae.

  • Produção de soja na América do Sul deve crescer 10%, diz consultoria

    Oferta global pelo grão aumentou, enquanto a demanda manteve números consistentes, criando um cenário positivo para o plantio, considera Datagro

    A área dedicada ao cultivo de soja na América do Sul e a produção do grão devem atingir patamares recordes na safra 2024/25, de acordo com projeções da consultoria Datagro.

    A primeira estimativa da empresa, divulgada nesta sexta-feira (18), prevê que a área plantada da oleaginosa no continente deve alcançar 71,4 milhões de hectares, um aumento de 4% em relação ao recorde anterior, que foi de 68,7 milhões de hectares no ciclo passado.

    Segundo o relatório da Datagro, a maioria dos países da região deve registrar um aumento na área semeada, com exceção do Uruguai, que deve manter a estabilidade.

    Condições favoráveis para o plantio

    Apesar de uma leve queda nos preços globais da soja, o relatório destaca que os produtores da região ainda obtêm preços razoáveis. A oferta global aumentou, enquanto a demanda manteve números consistentes, criando um cenário positivo para o plantio.

    “Além disso, a redução nos custos de produção, com queda nos preços de defensivos e fertilizantes, está beneficiando os sojicultores. O milho, por outro lado, sofreu uma maior queda de preço, limitando o estímulo ao seu cultivo”, diz trecho do levantamento da Datagro.

    Produção recorde de soja

    produção de soja na América Latina
    Foto: Divulgação Datagro

    Com o aumento da área plantada e a melhoria no rendimento geral, a produção de soja na América do Sul deve alcançar 237,9 milhões de toneladas na safra 2024/25, um crescimento de 10% em comparação com as 216,6 milhões de toneladas da safra anterior.

    A produtividade média deve superar o recorde anterior de 2019, que foi de 3.251 kg/ha (54,1 sacas), atingindo 3.331 kg/ha (55,5 sacas), um aumento de 6% em comparação com os 3.155 kg/ha da safra 2023/24.

    Safra de soja no Brasil

    No Brasil, a área dedicada ao cultivo de soja deve crescer 2%, passando de 46,3 milhões para 47 milhões de hectares. Se essa projeção se confirmar, será o 18º ano consecutivo de crescimento da área dedicada à cultura no país.

    Com esse aumento, o país poderá atingir uma produção de 167,1 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, um crescimento de 11% em relação à safra anterior, estimada em 150 milhões de toneladas pela Datagro.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Banco do Brasil libera R$ 1,5 bilhão pelo RenovAgro no 1º trimestre da safra

    Recursos representam cerca de 80% de todo o volume contratado na modalidade no período

    Desde o lançamento do Plano Safra 2024/2025, no início de julho, o Banco do Brasil somou R$ 1,5 bilhão em financiamento por meio do RenovAgro – Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis.

    O montante representa aproximadamente 80% de todo o volume contratado pelo sistema financeiro nessa modalidade nos três primeiros meses da atual safra.

    O RenovAgro oferece juros a partir de 7% ao ano, prazo de até 12 anos para reembolso e carência de até três anos, a depender do item financiado, e é destinado a produtores rurais e cooperativas de produção. O programa abrange investimentos sustentáveis para redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a recuperação de pastagens, lavouras e áreas degradadas, implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável e plantio direto, além de regularização ambiental de propriedades rurais.

    A modalidade apoia também os produtores que tiveram suas propriedades impactadas pelos recentes incêndios em vários estados, possibilitando a recuperação de áreas e correção de solos e a retomada das atividades e produção.

    “Com essa atuação, em alinhamento com os programas do governo federal, o Banco do Brasil reforça sua proximidade com os produtores rurais e a sua posição de liderança e de maior parceiro da agricultura familiar e empresarial, apoiando as melhores práticas no campo e o aumento da produção agropecuária em bases sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, afirma o vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.

    Para contratar, o produtor deve procurar uma agência do Banco do Brasil.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Safra 2024 alcançará 295,1 mi de toneladas, 6,4% menor que a de 2023, diz IBGE

    Resultado é 1,2 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento de agosto

    A safra agrícola de 2024 deve totalizar 295,1 milhões de toneladas, 20,2 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 6,4%.

    Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (15).

    O resultado é 1,2 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento de agosto, uma queda de 0,4%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña atrasa e pode haver mais chuva no Brasil; entenda

    Outros fenômenos climáticos retardaram a ocorrência do La Niña, que estava previsto para setembro, provocando alterações no tempo em regiões brasileiras

    Novas previsões climáticas mostram a possibilidade de atrasos na ocorrência do fenômeno La Niña, anteriormente projetado para ter início em setembro deste ano. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAAA) ainda indica a possível atuação da La Niña, mas outros fenômenos climáticos estão influenciando as condições de chuva no Brasil, como a Oscilação de Madden-Julian (MJO) e o Global Atmospheric Angular Momentum (GLAAM).

    Conforme explica a Climatempo, a Oscilação de Madden-Julian (MJO), que circula pelo planeta e influencia a formação de nuvens e tempestades, está se deslocando do Sudeste Asiático em direção ao Oceano Pacífico.

    Isso trará mais umidade para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil nas próximas semanas, beneficiando estados como Mato Grosso e Goiás, que enfrentam longos períodos de seca. Com essa mudança, as chuvas devem ocorrer de forma mais frequente e intensa, aliviando a estiagem em áreas críticas.

    Outro fator relevante é o Global Atmospheric Angular Momentum (momento angular atmosférico global), que mede a rotação da atmosfera ao redor do globo. A previsão é de um pico no GLAAM em sua fase positiva, o que implica ventos mais fortes em grandes altitudes, conhecidos como correntes de jato.

    Esses ventos ajudam a movimentar os sistemas climáticos e intensificar as chuvas no Hemisfério Sul. No entanto, o fortalecimento do vórtice polar antártico, localizado sobre a Antártica, pode confinar o ar frio e reduzir a possibilidade de ondas de frio intenso no Brasil.

    A combinação desses fenômenos, especialmente a MJO e o GLAAM, tem retardado o resfriamento das águas do Pacífico, o que pode atrasar ou suavizar a La Niña. Ainda assim, meteorologistas não descartam a ocorrência do fenômeno, embora ele seja esperado com menor intensidade e curta duração.

    Nas próximas semanas, as chuvas devem se intensificar no Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, com maior incidência em estados que enfrentam seca prolongada, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. O aumento da umidade e os ventos rápidos favorecem a formação de sistemas de baixa pressão, o que amplia as chances de chuvas volumosas nessas regiões.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Horário de verão: governo toma decisão definitiva; saiba aqui

    Alexandre Silveira, de Minas e Energia, afirmou que a segurança energética do país está garantida, mas não descartou adoção da medida em 2025

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta quarta-feira (16) em coletiva de imprensa que o governo decidiu não adotar o horário de verão em 2024.
    De acordo com o titular da pasta, a definição foi baseada em novos estudos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
    “Chegamos à conclusão de que não há necessidade de implementar o horário de verão neste período. A segurança energética está garantida”, afirmou.

    Horário de verão pode voltar em 2025

    Embora a medida não seja adotada em 2024, Silveira não descartou a possibilidade de retomar o horário de verão em anos futuros. Ele ressaltou que a política pode ser reavaliada, especialmente em momentos de crise energética.

    “Podemos, após o verão, considerar o retorno dessa política para 2025. Defendo a implementação do horário de verão no Brasil”, destacou o ministro.

    A decisão de não implementar o horário de verão ocorre após a extinção da medida em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, a política tem sido avaliada de acordo com as necessidades energéticas do país.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/