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  • Anfavea mantém crescimento de 3,77% para máquinas agrícolas em 2018

    Os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias seguem confiantes para 2018, apesar dos números de janeiro terem vindo negativos. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas do segmento no primeiro mês do ano ficaram em 1,6 mil unidades, número 55,8% inferior em relação a dezembro passado e 39,1% menor quando comparado com janeiro de 2017. Apesar do desempenho, está mantida a projeção de alta de 3,7% na demanda interna, com 46 mil unidades para este ano.

    “Continuamos muito positivos em relação ao final do ano de 2018 no setor de máquinas. Nós viemos de um ano excepcional em 2017 e acreditamos que, em 2018, em algum momento, nós vamos refazer nossas perspectivas. A Conab já está trazendo números um pouco mais otimistas e o Índice de Confiança Agrícola no Brasil cresceu 6,9%”, afirma o vice-presidente da Anfavea para Autopropulsadas, Alfredo Miguel Neto.

    Uma das apostas para a retomada das vendas de máquinas agrícolas no mercado interno está no cultivo do milho. “Durante um período não se plantou muito milho, se optou por plantar algodão. Houve a ampliação de 150 mil hectares de plantio de algodão no País. Depois de vender o produto com um preço muito positivo de mercado, o produtor passa a plantar milho, que também deverá ser vendido por preço muito positivo. Isso, de maneiro geral, aumenta a rentabilidade do produtor. Temos ainda a perspectiva de que, com a redução de juros, o BNDES tenha durante todo o ano financiamentos com taxas atrativas”, prevê Neto.

    De acordo com dados da Conab, a a safra de milho total do Brasil em 2017/18 deve alcançar 88 milhões de toneladas. O executivo cita ainda como exemplo de boas perspectivas para o ano a colheita da safra de soja no Mato Grosso, que, segundo ele, é excepcional e apresenta produtividade igual ou maior que a do ano passado.

    Apesar do ligeiro recuo nas vendas internas em janeiro, a produção de máquinas atingiu 2,6 mil unidades neste primeiro mês do ano, com crescimento de 19,3% ante as 2,2 mil de janeiro do ano passado e estável na análise contra o resultado de dezembro. Isto se deve porque, em janeiro, 816 unidades atravessaram as fronteiras brasileiras, alta de 92,5% frente as 424 de janeiro de 2017 e queda de 36,6% sobre as 1,3 mil de dezembro último. Para este não, a expectativa é de que as exportações cresçam 9,9%.

    REAÇÃO

    As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil unidades negociadas, número 1,5% superior às 43,7 mil em 2016. A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% quando comparado com as 54 mil unidades do ano passado. As exportações no segmento foram o destaque: encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.

    Fonte: Agrolink

  • Exportações do agronegócio somam US$ 6,16 bi, em janeiro, em alta de 4,9%

    As exportações do agronegócio atingiram US$ 6,16 bilhões em janeiro, em alta de 4,9% sobre os US$ 5,87 bilhões do mesmo mês no ano passado. As importações tiveram redução de 2,7%, passando de US$ 1,27 bilhão para US$ 1,24 bilhão. Como resultado, o saldo comercial no primeiro mês do ano foi de US$ 4,92 bilhões ante os US$ 4,60 bilhões de janeiro de 2017.O agronegócio contribuiu com 36,3% do total das exportações brasileiras no mês.

    Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram: carnes (19,3% de participação); produtos florestais (18,7% de participação); complexo soja (16,8% de participação); complexo sucroalcooleiro (10,3% de participação); e cereais, farinhas e preparações (8,9% de participação).

    As vendas externas de carnes somaram US$ 1,19 bilhão. Houve queda do volume exportado em 5,9%, amenizada pela expansão de 3,8% no preço. A carne bovina se destacou com incremento de 24,2%. Houve expansão tanto da quantidade exportada (+15,7%) quanto do preço médio de exportação (+7,3%).
    Exportações de carne de frango somaram US$ 512,72 milhões (-13,4%), com queda no quantum exportado (-8,9%) e no preço médio (-5%). Ocorreu queda, também, nas vendas de carne suína, que passaram de US$ 137,91 milhões para US$ 110,19 milhões (-20,1%). A quantidade exportada recuou 15,8% enquanto o preço médio diminuiu 5,1%.

    Recorde na venda de celulose

    Os produtos florestais passaram para a segunda posição dentre os principais setores exportadores. As vendas tiveram forte alta de preço, possibilitando a expansão das exportações de US$ 956,62 milhões para US$ 1,15 bilhão, montante recorde da série histórica (1997-2018). A celulose foi o principal produto exportado, com US$ 713,61 milhões em vendas externas (+19,9%), também valor recorde da série histórica. As exportações de madeiras e suas obras foram de US$ 268 milhões (+27,6%) enquanto as exportações de papel atingiram US$ 165,90 milhões (+10,6%), com valor e volume recorde.

    O complexo soja suplantou a marca de US$ 1 bilhão em vendas externas, chegando a US$ 1,03 bilhão em exportações (+7,4%), valor recorde para janeiro. A forte expansão na quantidade exportada de soja em grão (+71,5%), com valor e volume recorde para o mês, possibilitou o aumento do valor exportado, mesmo com a queda de 5% no preço médio. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 594,26 milhões (+62,9%), enquanto as exportações de farelo caíram 26,2%, atingindo US$ 395,38 milhões, e as exportações de óleo diminuíram 30,3%, com vendas externas de US$ 42,21 milhões.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro tiveram queda, passando de US$ 1,03 bilhão em janeiro de 2017 para US$ 634,01 milhões em janeiro. Houve redução na quantidade exportada de açúcar (-29,2%), bem como no preço médio de exportação do produto (-16,8%). Com efeito, as vendas externas de açúcar passaram de US$ 955,40 milhões m para US$ 562,54 milhões. As exportações de álcool também diminuíram, de US$ 71,54 milhões para US$ 70,08 milhões (-2%).

    Importações

    Os principais produtos importados foram: trigo (US$ 124,32 milhões, +18,3%); papel (US$ 80,82 milhões, +33,7%); álcool etílico (US$ 73,11 milhões, -14,9%); vestuário e outros produtos têxteis (US$ 50,10 milhões, +13,6%); salmões (US$ 46,20 milhões, +4,3%); azeite de oliva (US$ 37,30 milhões, +77,8%); batatas preparadas (US$ 31,33 milhões, +25,1%); borracha natural (US$ 29,80 milhões, +6,7%); cacau inteiro ou partido (US$ 28,32 milhões, +24,8%); filé de peixe, congelados (US$ 27,90 milhões, -13,6%).

    Acumulado em 12 meses

    As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,30 bilhões entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano, registrando acréscimo de 12,2%. Do lado das importações, o resultado foi de US$ 14,12 bilhões em alta de 1%. E o saldo comercial do agronegócio em 12 meses saltou de US$ 71,84 bilhões para US$ 82,18 bilhões.

    Nos 12 meses, a pauta das exportações do agronegócio foi liderada por produtos do complexo soja, que somaram US$ 31,79 bilhões, respondendo por 33% das exportações. Na sequência, destacam-se as vendas de carnes (US$ 15,45 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 11,84 bilhões), produtos florestais (US$ 11,72 bilhões) e cereais (US$ 5,43 bilhões). Em conjunto, esses cinco grupos de produtos representaram 79,2% do total da pauta.

    O segmento de frangos sobressaiu no setor de carnes, com vendas de US$ 7,06 bilhões. O produto in natura foi o destaque, totalizando US$ 6,37 bilhões, que comparado ao período anterior representou aumento de 4,7%. O resultado foi explicado pela elevação de 6,7% no preço médio. As exportações de carne bovina atingiram US$ 6,17 bilhões, com destaque para as vendas in natura, que somaram US$ 5,14 bilhões, em alta de 17,1%.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 11,84 bilhões nos últimos 12 meses, predominando as exportações de açúcar (US$ 11,02 bilhões), seguido à distância pelo álcool (US$ 805,40 milhões).

    Situando-se como quarto setor na pauta, as exportações de produtos florestais atingiram US$ 11,72 bilhões. O setor de cereais foi o quinto da pauta, com exportações de US$ 5,43 bilhões. As vendas de milho predominaram, somando US$ 4,79 bilhões, valor que superou em 51,3% o resultado do período anterior.

    Quanto às importações, os destaques da pauta foram as aquisições de pescados (aumento de 17,6%, para US$ 1,39 bilhão), trigo (-14,4%, caindo para US$ 1,17 bilhão), álcool etílico (+89,5%, US$ 884,95 milhões), papel (+16,4%, para US$ 861,64 milhões), malte (-11,1%, para US$ 416,27 milhões), borracha natural (+25,2%, para US$ 408,10 milhões), óleo de palma (-0,4%, para US$ 377,31 milhões), azeite de oliva (+25,5%, para US$ 351,14 milhões).

    Principais destinos

    A Ásia ampliou ainda mais a franca liderança entre os destinos do agronegócio brasileiro, respondendo por 46,1% do total exportado ante 43,7% do período anterior. O total das exportações à região somou US$ 44,42 bilhões, com alta de 18,4%. A pauta concentra-se em soja em grão, seguido por carnes, açúcar e celulose, destinados, sobretudo, ao mercado chinês.

    O segundo destino foi a União Europeia, totalizando US$ 16,93 bilhões, muito próximo do período anterior (US$ 16,89 bilhões). Como principais itens, citam-se: farelo e grãos de soja, café, celulose, carnes e suco de laranja.
    Com exportações de US$ 8,71 bilhões, o Oriente Médio situou-se na terceira posição entre os blocos/regiões. Ante igual intervalo do ano anterior, observou-se aumento de 7,5% nas vendas. Na pauta, como principais itens: açúcar, carnes, milho e soja em grão.

    Fonte: Mapa

  • Governo admite rever regras para exportação de animais vivos

    O Ministério da Agricultura e Pecuária analisa mudar as regras para exportação de animais vivos. Depois do impasse no embarque de mais de 25 mil bois para a Turquia, o governo admite que pode rever as regras.

    Este ano, o Brasil deve exportar 600 mil bois vivos. Nos próximos três meses, 100 mil animais estarão prontos para o embarque. A maior parte é para a Turquia, país muçulmano que, por questões religiosas, segue critérios específicos desde a criação até o abate. Por isso, prefere a compra de animais vivos.

    Parte do gado sai de fazendas do estado de São Paulo e enfrenta longas viagens em caminhões. Em alguns casos, são mais de 600 km d edistância até os portos de Santos e de São Sebastião.

    O problema é que o embarque de animais vivos tem causado polêmica nas últimas semanas.

    A ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal fez protestos e entrou com uma ação civil pública na Justiça para impedir a exportação para Turquia de 25 mil bois vivos da empresa Minerva Foods. A justificativa é de maus tratos.

    Os animais chegaram a ser embarcados e a operação durou cinco mais, mas o bois não puderam seguir viagem. O Tribunal Regional Federal deu uma liminar impedindo a exportação de animais vivos em todo o território nacional e determinou ainda “o desembarque e o retorno da carga à origem”.

    A decisão levou em conta o resultado de uma inspeção técnica realizada, por determinação judicial, pela veterinária Magda Regina. “Os animais não apresentavam condições de mover-se ou virar-se dentro do confinamento”. Regina também afirma que a insalubridade e as restrições de água e alimento impossibilitam a garantia do bem-estar animal.

    Depois de seis dias parados dentro do navio, a Adovacia-Geral da União recorreu da decisão liminar e conseguiu a liberação dos animais para a Turquia. A Justiça Federal alegou que a espera no porto de Santos era mais penosa e desgastante para os animais do que a viagem em si.

    O ministério da Agricultura e Pecuária defende as exportações de animais vivos e diz que essas operações passa por fiscalização e são regulamentadas. Mas, apesar desas normas, o ministério admite que é preciso fazer reajustes e que as discussões começaram já em 2017.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja tem leves baixas em Chicago nesta 6ª feira corrigindo as altas da sessão anterior

    Na sessão desta sexta-feira (9), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham em campo negativo, com algumas pequenas baixas depois do avanço do pregão anterior. As cotações cediam, por volta de 7h30 (horário de Brasília), entre 2,50 e 3,25 pontos, com o maio/18 valendo US$ 9,95 e o julho/18, US$ 10,05 por bushel.

    O mercado internacional devolve parte das altas observadas no fechamento desta quinta (8), quando os traders observaram rapidamente os novos números do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e logo se voltaram para o cenário climático da América do Sul, onde a Argentina segue preocupando.

    E embora haja essa correção da commodity, como explicam analistas e consultores de mercado, o foco deve ainda permanecer sobre essas condições nos próximos dias, principalmente porque as adversidades continuam sobre as lavouras argentinas em uma fase crítica e determinante. Ontem, o USDA revisou sua projeção para a safra 2017/18 de 56 para 54 milhões de toneladas.

    “As atenções especulativas voltam às variações climáticas na América do Sul e as prospecções para a safra 18/19 nos EUA”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul. “Os próximos 10 dias continuam sem chuvas expressivas para o Leste do país, principalmente sobre a província de Buenos Aires”, completa o informe.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Maggi diz a agricultores que juntos vão definir destinação de recursos do Plano Safra

    O diálogo com os produtores ajudará a definir a destinação dos recursos da Safra 2018/2019, disse, nesta quinta-feira (8), em visita ao Show Rural Coopavel, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Da conversa que terá com o setor, sairá a definição do montante que financiará o custeio e os investimentos, afirmou o ministro na feira que se realiza em Cascavel (PR) e é maior de agronegócio do estado. “São os agricultores que conhecem a fundo as reais urgências do campo que devem ser contempladas”.

    Acompanhado do presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, Maggi lembrou que a agricultura ocupa apenas 9% do território nacional, mas produz 1,6 bilhão de toneladas por ano. “Esse é o nosso grande negócio e, por isso, precisa de políticas sérias e coerentes, crédito, infraestrutura e incentivos”, declarou.

    Um dos maiores desafios do país, segundo ele, é “estancar a contínua redução de renda dos agricultores”. Maggi disse que tem conversado com o presidente Michel Temer na tentativa de barrar propostas de alterações na Lei Kandir. “Caso mudanças ocorram, isso custará caro às exportações, à economia e ao cerne do segmento responsável por tirar o Brasil da sua mais profunda e duradoura crise econômica”, afirmou.

    Maggi participou de cerimônia de lançamento de cultivares da Embrapa, de assinatura de contratos de pré-custeio do Banco do Brasil e de protocolo de intenções para melhoramento genético de tilápia. O ministro assinou, ainda, protocolo para execução do programa Pronasolos na região oeste do estado. Entre as ações do programa estão a geração de mapas e relatórios sobre o potencial de uso dos solos, incluindo levantamento da vegetação em matas ciliares.

    Fonte: Mapa

  • Safra brasileira de soja deve alcançar 112,5 milhões de t, diz USDA

    Número é menor que o recorda da safra 2016/2017, mas é superior ao divulgado pelo próprio departamento em relatório mensal.

    A produção de soja do Brasil deve atingir 112,5 milhões de toneladas na temporada 2017/2018, segunda maior da história, representando queda de 1,4% na comparação com a temporada anterior, que foi recorde de 114,1 milhões de t, conforme apontou em relatório o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil.

    O número é 2,27% maior do que a estimativa do USDA de janeiro, de 110 milhões de t. Apesar da maior área plantada esperada para o País, a produção deve ser prejudicada pelo clima na região Sul, que diminuirá a produtividade média de 3,36 toneladas por hectare em 2016/2017 para 3,21 toneladas por hectare em 2017/2018.

    Ainda de acordo com o adido, as exportações de soja em grão devem continuar sustentadas pela forte demanda chinesa e alcançar 65 milhões de toneladas, recuo de 4,8% na comparação com a temporada 2016/17 (68,3 milhões de t). O processamento da oleaginosa deve avançar para 2%, de 42,5 milhões de t para 43,5 milhões de toneladas, sustentado pela maior mistura de biodiesel no diesel, ganhos nas exportações de farelo e consumo interno.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Como as plantas equilibram defesa e crescimento

    Quando uma planta entra em modo defensivo contra um clima desfavorável ou doenças, isso é bom para a planta, mas ruim para o produtor que cultiva a planta. É ruim porque quando a planta age para se defender, ela apaga o mecanismo de crescimento.

    Mas agora pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, como parte de uma colaboração internacional, descobriram como as plantas podem tomar a “decisão” entre defesa e crescimento, descobrindo que pode ajudá-las a chegar a um equilíbrio – mantê-las seguras de danos enquanto que continuam a crescer.

    Escrevendo na edição atual da revista dos Procedimentos da Academia Nacional de Ciências da China, Sheng Yang HE, professor de biologia vegetal da Universidade Estadual de Michigan, e sua equipe encontraram dois hormônios que controlam o crescimento (gibberellins) e de defesa (conhecidos como jasmonates) literalmente se juntam em uma crise e descobrem o que fazer.

    “O que nós descobrimos é que alguns componentes-chave dos programas de crescimento e de defesa interagem uns com os outros”, diz ele. “A comunicação entre os dois é como as plantas coordenam as duas situações diferentes. Nós agora sabemos onde uma das conexões moleculares elusiva está entre o crescimento e a defesa”, afirmou.

    Isso é importante porque agora que os cientistas sabem que isso acontecer, eles podem trabalhar para descobrir como separar as duas. “Talvez em algum nós poderemos geneticamente ou quimicamente modificar as plantas, então elas não se comunicam muito uma com a outra. Isso poderá aumentar os rendimentos e a defesa ao mesmo tempo”, acrescentou o professor.

    Desta forma, o professor diz que as plantas são muito parecidas com os humanos. Nós temos somente uma certa quantidade de uso de energia e nós fazemos escolhas de como usá-las. “As plantas, como as pessoas, tem que aprender a priorizar. Você pode usar sua energia para crescimento ou usá-la para defesa, mas não pode usar as duas em nível máximo ao mesmo tempo”, explicou.

    O trabalho foi feito em duas diferentes plantas: uma planta com folha estreita e outra com folha larga. Isso foi significativo porque demonstrou que o fenômeno ocorre em uma variedade de plantas.

    Sheng Yang foi um dos pesquisadores líder da equipe internacional de cientistas que estudou o caso. Outras instituições incluíram o Instituto de Ciências Biológicas de Shanghai, da Universidade Agrícola Hunan, da Universidade de Arkansas, da Duke, Yake e Penn State. O trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde, do Departamento de Energia dos Estados Unidos e do Instituto Howard Hughes.

    Fonte: Agrolink

  • Bayer deve vender negócios de sementes e herbicidas

    O Tribunal Administrativo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a aquisição da Monsanto pela Bayer. Para a conclusão do negócio, o órgão brasileiro oficial de regulação de mercado estipulou que a Bayer deverá vender ativos nos negócios de sementes de soja e de algodão para evitar “problemas concorrenciais da fusão”.

    “Receber a aprovação do Cade para a aquisição da Monsanto é uma notícia excelente. O Brasil é um dos mais importantes mercados agrícolas do mundo. A decisão [desta quarta-feira, 07.01] vai ajudar os produtores brasileiros a terem acesso a mais inovação e a mais opções em um mercado altamente competitivo”, comemorou Liam Condon, membro do Board da Bayer AG e Presidente Mundial da divisão Crop Science.

    A Superintendência-Geral do Cade identificou “problemas concorrenciais relacionados a sobreposições horizontais e reforço de integrações verticais nos mercados de sementes de soja e de algodão transgênicos”. Além disso, a instrução apontou igualmente para a existência de “problemas relacionados a efeitos conglomerados decorrentes da operação em mercados correlatos”.

    Diante das preocupações identificadas pelo Cade, as empresas apresentaram uma proposta de “remédios para mitigar os problemas concorrenciais da fusão”. O principal remédio, de caráter estrutural, consiste no desinvestimento de todos os ativos atualmente detidos pela Bayer relacionados aos negócios de sementes de soja e de algodão, bem como ao negócio de herbicidas não seletivos à base de glufosinato de amônio. Esse desinvestimento ocorrerá por meio da venda dos negócios de sementes e herbicidas à BASF (pelo valor aproximado de € 5,9 bilhões).

    Além dos remédios estruturais, Bayer e Monsanto também propuseram compromissos comportamentais, envolvendo a transparência das políticas comerciais, a proibição de imposição de exclusividade nos canais de venda, a proibição de imposição de venda casada e de bundling (empacotamento) e licenciamento amplo e não discriminatório de seus produtos. O monitoramento dos compromissos firmados no ACC contará com o apoio de um Trustee.

    “O Brasil é um país com significante relevância estratégica para a Bayer, por isso essa aprovação é um marco importante no processo para completar a transação. Estamos muito felizes que conseguimos endereçar as preocupações do Cade”, destaca Theo van der Loo, presidente do grupo Bayer no Brasil.

    O Brasil é o 15° país a aprovar a transação. O País representa, segundo a Bayer, um “importante marco no processo global da aquisição”. As empresas asseguram que “continuam a operar como concorrentes tanto local quanto globalmente até o completo fechamento do negócio”.

    Fonte: Agrolink

  • Clima na Argentina ainda dá suporte e soja inicia 4ª feira com altas de mais de 6 pts em Chicago

    Pelo segundo dia consecutivo, os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo positivo. Na manhã desta quarta-feira (7), as principais posições da oleaginosa testavam ganhos de mais de 6 pontos, perto das 8h33 (horário de Brasília). O março/18 era cotado a US$ 9,92 por bushel, enquanto o maio/18 era negociado a US$ 10,03 por bushel.

    Conforme informações reportadas pela Reuters, os futuros da commodity subiram e atingiram os patamares mais altos em seis dias. As cotações continuam sendo impulsionadas pelas previsões climáticas na Argentina.

    “A soja encontra sustentação nas preocupações sobre as chuvas previstas na Argentina no final de semana e também ao longo da próxima semana. Há especulações de que as precipitações não sejam suficientes para aliviar o estresse na cultura”, destacou a agência.

    Após um longo período sem chuvas e com altas temperaturas, a safra da Argentina já apresenta perdas, segundo destacam os órgãos oficiais. “Se as chuvas não chegarem, a safra poderia sofrer os efeitos e cair para 40 milhões de toneladas de soja nesta temporada”, disse Eduardo Sierra, o principal assessor climático da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Nidera já é da Syngenta

    Multinacional líder no segmento agrícola, a Syngenta anunciou nesta quarta-feira (07.01) ter completado a aquisição da Nidera Seeds junto à chinesa COFCO International. De acordo com a Syngenta, a Nidera Seeds é uma empresa “de grande relevância no mercado sul-americano de sementes”.

    A gigante mundial explica que se interessou na empresa de sementes por suas “culturas diversificadas”, além de ser proprietária de um “significativo conjunto de germoplasma e com uma expressiva presença em países-chave da América do Sul, incluindo o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Essas competências irão evoluir a capacidade da Syngenta de expandir sua oferta de sementes e agregar ainda mais valor aos agricultores”.

    De acordo com Erik Fyrwald, CEO global da Syngenta, “ter a Nidera Seeds sob a liderança de Andre Dias como parte do nosso negócio é muito emocionante. A Nidera Seeds possui um germoplasma robusto, um forte portfólio de R&D e uma atuação marcante em toda a região. Damos as boas vindas ao negócio à equipe apaixonada e capacitada da Nidera Seeds e esperamos alcançar grandes realizações como uma única equipe”.

    Johnny Chi, CEO da COFCO International, justificou a venda ao afirmar que “essa transação nos permite fortalecer, ainda mais, nosso foco em grãos, oleaginosas e açúcar”. Com isso, explicou o executivo chinês, a “Nidera Seeds tem um potencial de crescimento significativo e acreditamos que a Syngenta continuará desenvolvendo o negócio com um resultado benéfico para todos os stakeholders”.

    Fonte: Agrolink