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  • Milho: Após alta de segunda, bolsa de Chicago inicia terça-feira com preços em queda

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a terça-feira (04) registrando baixa. As principais posições apontam desvalorização entre 1,75 e 2 pontos por volta das 08h45 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,69 por bushel e março/19 apontava US$ 3,80 por bushel.

    A grande safra de milho americana influência essa segurada nas cotações. Em novembro os embarques de exportação dos Estados Unidos totalizaram 1.035,255 milhão de toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 690 mil e 1,19 milhão de toneladas. Em todo o ano comercial, os embarques americanos do cereal já somam 14.201,513 milhões de toneladas, quase o dobro das 7,8 milhões do mesmo período da temporada anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Setor de soja do Brasil se prepara para possível fim de guerra comercial EUA-China

    Produtores brasileiros de soja antecipam uma queda nos preços se a China suspender tarifas sobre a soja norte-americana em março, quando novos termos de comércio entre as duas maiores economias do mundo podem ser divulgados, e as nações sul-americanas estarão colhendo suas safras.

    Se a tarifa de 25 por cento da China sobre a soja dos EUA fosse retirada em março, o produto norte-americano poderia inundar o mercado, assim como os grãos do Brasil e da Argentina, disse o diretor-executivo da associação de produtores Aprosoja-MT, Wellington Andrade.

    No caso de a tarifa ser suspensa em março, a decisão poderia coincidir com o período em que a colheita do Brasil estará avançada.

    “Se (as tarifas forem eliminadas) a partir de março, você pega bem no final da colheita da soja. No momento você está escoando grãos. Como faz para vender a soja? O mercado interno não absorve toda ela”, afirmou Andrade.

    Washington e Pequim selaram uma trégua de 90 dias em relação à imposição de novas tarifas na reunião de sábado do G20, impulsionando os contratos futuros de soja nos EUA ao maior nível desde agosto.

    O presidente da China, Xi Jinping, também prometeu comprar mais produtos agrícolas de produtores dos EUA.

    Mesmo que os futuros tenham subido em Chicago, os prêmios no porto de Paranaguá caíram 0,10 de dólar por bushel e a moeda brasileira caiu, tornando os preços da soja em reais menos atraentes para os agricultores, disse o presidente-executivo da AgriBrasil, Frederico Humberg.

    À medida que os preços do Brasil se aproximam dos preços americanos, ele disse que mesmo que a China elimine as tarifas, as exportações do rival brasileiro para a China tenderão a ser limitadas no curto prazo, já que o Brasil está perto de iniciar a colheita, na segunda metade de dezembro.

    A guerra comercial pode ter criado oportunidades de curto prazo, mas é ruim no longo prazo, destacou o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes.

    “Se a China abre todas a comportas para a soja americana, é claro que não poderemos exportar nos níveis recordes deste ano”, disse Mendes.

    As exportações de soja do Brasil devem fechar 2018 em um recorde de cerca de 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado, projetou nesta segunda-feira a Anec, destacando o apetite chinês como importante fator por trás desse salto.

    No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6 por cento ante igual intervalo de 2017. Do total, 82 por cento foi para a China.

    Mendes acredita que, sejam quais forem os termos de um possível acordo, os preços da soja podem cair de qualquer maneira em março, porque a grande safra do Brasil já estará disponível.

    “Para a China, o Brasil sempre será fornecedor muito difícil de ser substituído.”

    Fonte: Reuters

  • Soja trabalha com estabilidade nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago e volta a buscar direção

    A manhã desta terça-feira (4) é de estabilidade e falta de direção para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Depois das boas altas e da volatilidade registradas no pregão anterior – o primeiro após a reunião do G20 – as cotações, por volta de 8h10 (horário de Brasília), os preços cediam entre 0,75 e 1 ponto. Mais cedo um pouco, as cotações testavam ligeiras altas de 0,50 ponto.

    Assim, o janeiro/19, que é contrato mais negociado nesse momento, era cotado a US$ 9,05 por bushel, enquanto o maio/19, referência para os negócios no Brasil, tinha US$ 9,29.

    O mercado corrige os últimos ganhos, ainda com o sentimento de incerteza e até mesmo insegurança em relação à trégua na guerra comercial anunciada por Donald Trump e Xi Jinping.

    E como explicam analistas e consultores, esse ainda será o padrão de comportamento durante os próximos 90 dias, até que um acordo efetivo entre China e Estados Unidos saia e comece a valer. Com a situação ainda inalterada, os traders mantêm sua cautela e evitam estar muito expostos às novas declarações que podem surgir de ambos os lados.

    A diferença dessa vez é que, com a trégua proposta, o otimismo para um acordo é maior nesse momento, segundo acreditam especialistas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Dezembro começa com frio fora de época nas lavouras

    Após a passagem da frente fria pelo Sul do Brasil, uma massa de ar polar está sobre a região onde provoca a queda brusca das temperaturas mínimas na madrugada e manhã de segunda-feira. Muitas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina poderão registrar temperaturas próximas dos 10°C. Além das baixas temperaturas, as fortes rajadas de vento frio irão deixar a sensação térmica ainda mais baixa.

    Contudo, já na quarta-feira esse frio já irá embora e as temperaturas voltarão a se elevar. Com a presença da massa de ar polar sobre grande parte da metade sul do Brasil, a semana irá iniciar-se com tempo aberto e sem previsão de chuva generalizada, podendo, no máximo ocorrer pancadas de chuva muito isoladas sobre em alguns pontos da faixa leste de Santa Catarina e do Paraná.

    O tempo mais firme e sem chuva do começo da semana não irá afetar em nada o desenvolvimento das lavouras, uma vez que os solos continuarão apresentando bons índices de umidade e com um tempo mais estável os trabalhos de campo estarão sendo beneficiados.

    A semana deverá ser marcada em toda metade sul do País pelo tempo firme e sem previsão de chuva generalizada ou até mesmo em altos volumes, somente no final da semana e principalmente começo da semana que vem é que as chuvas deverão retornar à região.

    Frio fora de época

    Se a falta de chuvas não será problema, a queda brusca da temperatura poderá sim ocasionar problemas as lavouras, principalmente por conta do vento. Muitas plantas deverão reduzir seu metabolismo no início de semana e isso poderá trazer uma ligeira redução no potencial produtivo das plantas. Nada que venha trazer reduções significativas à produção, pelo contrário, as condições meteorológicas ainda continuarão sendo para uma excelente safra esse ano. Mas esse frio, totalmente, fora de época, poderá afetar o potencial produtivo de várias plantas. O bom é que esse frio será de curtíssima duração, já que nessa próxima quarta-feira, as temperaturas estarão se elevando rapidamente.

     

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Com vendedores retraídos, indicador sobe 10% em novembro

    A necessidade de compradores de repor estoques e a posição retraída de vendedores seguem elevando as cotações de milho no mercado interno, principalmente nas regiões consumidoras acompanhadas pelo Cepea. As preocupações com o frete e a expectativa de preço maior nas próximas semanas fazem com que produtores consultados pelo Cepea reduzam suas ofertas. Por outro lado, o baixo ritmo de exportações e a expectativa de estoques confortáveis com a entrada da safra verão limitam maiores valorizações.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Exportações se aquecem em novembro

    Mesmo com baixos estoques de soja, vendedores consultados pelo Cepea aproveitam os patamares atuais para negociar novos lotes no spot, especialmente para exportação. Apesar de ser um período fora da janela de exportação da oleaginosa, o mercado foi demandado em novembro. Na parcial de novembro (considerando-se os primeiros 15 dias úteis), as exportações de soja já são recordes se comparadas às do mesmo mês de anos anteriores, com o volume sendo 88% superior ao de novembro/17, segundo dados da Secex. A média diária de embarques está 10,35% acima do observado em outubro/18, ainda de acordo com a Secretaria.

    Fonte: Cepea

  • Após a trégua, mercados em forte alta. Soja sobe quase 20 pts nesta 2ª feira

    Os preços da soja continuam a subir forte na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira (3) refletindo as decisões tomadas na reunião do G20 que aconteceu no último final de semana em Buenos Aires, na Argentina. Os futuros da commodity, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam mais de 19 pontos nos principais contratos – ou mais de 2%, com o janeiro/19 já valendo US$ 9,19 e o maio/19, US$ 9,40 por bushel.

    A expectativa de forte alta nos mercados de commodities se confirmou nesta madrugada de segunda-feira, após o anúncio de trégua na guerra comercial entre EUA e China.

    O mercado está interpretando como positivo o acordo mesmo temporário e por apenas 90 dias, entre Estados Unidos e China, quando os americanos se comprometeram a não aumentar as tarifas sobre a importação de produtos chineses e esses, por sua vez, se comprometeram comprar commodities, energia e outros produtos americanos imediatamente, para reduzir o déficit comercial entre os dois países.

    Segundo Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora, de Curitiba, “no momento é impossível dizer ou estimar que volume de soja os chineses vão importar dos EUA, mesmo porque as empresas importadoras da China não vão querer correr novo risco, pois ainda não se sabe com certeza se o Governo vai ou não sobretaxar as importações da soja americana.

    Os fundos de investimentos estavam vendidos em soja, trigo e óleo em volumes expressivos e isso provoca um “short covering” nesta madrugada, puxando os preços para cima. Com a alta na CBOT se mantendo ao longo do dia, os prêmios brasileiros cairão também de maneira expressiva, diz o analista da Labhoro.

    De outro lado, a safra Sul americana está a caminho e dentro de 45 dias o Brasil será competivo e poderá fornecer soja em volumes expressivos também aos chineses.

    O consultor Eduardo Lima Porto pondera, no entanto, que a entrada da nossa safra começará de fato a chegar na China em março na melhor das hipóteses, tendo em vista o transit-time de 35-40 dias entre o embarque e o desembarque.

    “A soja americana que está praticamente parada nos armazéns apresenta grandes problemas de qualidade, com ocorrências de ardidos por todos os lados. Os estoques americanos são estimados em 26 milhões de toneladas”, lembra Lima Porto.

    Na quarta-feira, dia 5 de dezembro, os mercados americanos estarão fechados em homenagem a memória do ex Presidente George H W Bush, decretado pelo pelo presidente Trump.

    No Brasil, o clima continua favorável, mas o Centro Oeste e Nordeste terão chuvas em excesso que poderão causar alguns alagamentos pelos próximos 10 dias.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Problemas exigem identificação de defensivos legais

    Os problemas da disseminação do uso de defensivos agrícolas ilegais nas lavouras brasileiras estão exigindo que os produtores saibam como identificar um pesticida que está registrado e não representa perigo para a lavoura e para o aplicador. Nesse cenário, a CropLife Latin America CLLA criou um vídeo que serve como um manual de identificação para auxiliar os agricultores.

    O primeiro passo, de acordo com as instruções publicadas pela CropLife, é verificar se o lacre da embalagem do defensivo agrícola não está alterado. Na sequência é necessário conferir se a etiqueta está bem colada no frasco do produto e se a mesma se encontra escrita obrigatoriamente na língua portuguesa.

    “Verifique a data de fabricação e a data de validade. Rejeite produtos sem registro no Ministério da Agricultura. Verifique na etiqueta o nome do fabricante e os dados do órgão registrante. Verifique os cuidados com o meio ambiente e as precauções de uso, primeiros socorros, e tratamento e atente-se aos pictogramas para preparo da calda e aplicação”, informa o vídeo.

    Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), é recomendável que o produtor só adquira esses produtos em locais de confiança, como cooperativas e revendas autorizadas. Além disso, é preciso suspeitar de produtos com um preço muito atrativo, que se encontram muito abaixo que está sendo disponibilizado atualmente no mercado.

    “Denuncie qualquer ilegalidade às autoridades brasileiras através do disque denúncia (0800 947-7030). Os produtos registrados aliados às boas práticas agrícolas protegem seus cultivos, o meio ambiente, a sua saúde e de sua família”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Após valorização média de 5 pontos, milho inicia pregão de Chicago em leve baixa nesta quinta-feira

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (29) registrando leve desvalorização. As principais posições apontam queda entre 0,25 e 0,50 pontos por volta das 08h47 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,60 por bushel e março/19 apontava US$ 3,72 por bushel.

    As cotações retomam o patamar próximo da estabilidade, que vinha sendo regra na semana, após registrarem altas médias de 5 pontos no final da quarta-feira (28). A estabilidade é influenciada pela apreensão do mercado na véspera do início da reunião de cúpula do G20, onde os presidentes de Estados Unidos e China devem se encontrar.

    Outra expectativa é pela divulgação do relatório de vendas semanais para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações. As projeções indicam algo entre 400 mil e 950 mil toneladas de milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Adubação verde diminui o uso de defensivos agrícolas na cultura

    A adubação verde intercalar é uma prática sustentável, que gera renda ao produtor e qualidade às plantações. Os pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, descobriram, por meio de pesquisas, que a adubação serve para a plantação de milho e, nesta cultura, melhora o solo e diminui os danos na espiga causados por pragas. Assim, reduz a utilização de agroquímicos e não é necessário fazer a adubação química e nem a correção do solo.

    “No estudo houve um aumento do Ph do solo de 5,6 para 6,0 quando usamos o feijão-de-porco, feijão-mungo e feijão caupi. Isto indica uma melhoria do solo e dispensa o uso de corretivos da acidez, uma vez que o adubo verde já corrigiu”, garantiu Edmilson Jose Ambrosano, pesquisador da Apta.

    No Polo Regional de Desenvolvimento dos Agronegócios do Centro-Sul, em Piracicaba, foram realizados estudos pela equipe de Edmilson Ambrosano com cultivos de adubos verdes, em sistemas de plantio direto. A adubação orgânica em cultivar de milho influencia nas características químicas do solo, favorecendo no aumento dos teores de micronutrientes, como o zinco. “Favorecido pela adubação verde, o milho, passou de 7,1 na fase de testes, para 10,2 quando usamos o feijão-mungo e 10,4 quando usamos outra espécie, a mucuna-anã”, destacou o pesquisador.

    Ambrosano revelou que a “adubação verde promove, primeiro, um equilíbrio sobre os insetos e doenças e, realizando a prática durante anos, também o equilíbrio do solo. Sendo assim, a prática traz sustentabilidade ao cultivo, dispensando o uso de agroquímicos e adubos químicos”.

    Segundo a pesquisa feita pela Apta, o milho orgânico que recebeu o tratamento de adubação verde, em rotação com leguminosas, não precisou de adubação com composto e adubo químicos.

    “A adubação verde no milho contribui com a sustentabilidade, a partir do momento em que diminui o ataque de pragas e melhora a fertilidade do solo”, concluiu o pesquisador Ambrosano.

    Fonte: Sec. de Agricultura de SP/Notícias Agrícolas