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  • Relação milho e MAP melhora e favorece estratégia de manejo

    A relação de troca entre milho e MAP melhorou de forma significativa nos últimos meses, segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. A movimentação dos produtores para tentar contornar os aumentos nos fosfatados acabou encontrando um cenário mais favorável nesta reta final de 2025.

    Souza explica que, diante da alta nos preços do fósforo de alta concentração, muitos agricultores migraram para produtos menos concentrados ou adotaram mudanças de manejo. Uma das alternativas observadas foi reduzir a aplicação de fosfatados na soja, priorizando apenas a adubação potássica na oleaginosa e concentrando o fósforo no milho. O objetivo foi aproveitar janelas de preços mais atrativas para o MAP.

    Os números confirmam a estratégia. A relação de troca entre o milho e o MAP caiu de 122 sacas por tonelada em julho para 83 sacas atualmente. O movimento beneficiou quem concentrou o fósforo no cereal, já que o milho manteve preços firmes enquanto o MAP registrou queda intensa nos últimos cem dias.

    Souza pondera que não há como afirmar se a alternativa é ideal para todo o sistema produtivo, mas destaca que, olhando exclusivamente os preços, a escolha trouxe bons resultados neste ciclo. As atualizações completas constam no relatório divulgado hoje pelo analista. “Confesso que não tenho gabarito para dizer se isso é ou não interessante pensando no sistema como um todo, porém, olhando para os preços somente, parece-me que a alternativa realmente foi bem sucedida”, conclui ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Previsão é de temperaturas elevadas e de instabilidade no Estado

    Fim de semana deve apresentar chuvas isoladas em diferentes regiões

    O final de semana tem previsão de temperaturas elevadas, aumento da umidade e instabilidade, com chuvas isoladas em diferentes regiões do Estado. Após a passagem da frente fria no início da semana os próximos dias no Rio Grande do Sul tendem ao predomínio de tempo firme com temperaturas em elevação.

    As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 48/2025, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

    Sexta-feira (28/11): o sistema de baixa pressão se intensifica sobre o Estado, e as temperaturas máximas devem variar entre 30°C e 34°C. Há condições para formação de tempestades com potencial de granizo no Sul e no Leste por consequência de uma frente fria oceânica.

    Sábado (29/11): condição de céu ensolarado no Estado e temperatura elevada no Oeste em torno de 33°C e no Litoral entre 24°C a 28°C.  Na metade Oeste, podem ocorrer chuvas isoladas, com precipitação moderada a forte, com possibilidade de queda de granizo.

    Domingo (30/11): o avanço de uma frente fria na Argentina deve proporcionar chuva no Sul e Fronteira Oeste. A temperatura máxima pode atingir entre 36°C e 38°C no Norte do RS.

    Segunda-feira (1º/12): a frente fria deve atuar durante a madrugada levando chuva para a região Central e Leste e, ao longo do dia, para a região Norte do Estado.

    Terça-feira (2/12): o dia deve ser ensolarado com nebulosidade variável. A temperatura máxima deve ficar entre 20°C e 28°C no RS.

    Quarta-feira (3/12): a previsão é de sol com poucas nuvens e a temperatura máxima pode variar entre 26°C e 32°C.

    O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Semeadura da soja avança pelo RS

    A semeadura da soja avançou de forma significativa no Rio Grande do Sul, favorecida por predomínio de tempo seco e pelas chuvas pontuais, que mantiveram os níveis de umidade do solo adequados na maior parte das áreas produtoras. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27/11), a área semeada da soja alcançou 60% da projetada pela Emater/RS-Ascar, que indica o cultivo de 6.742.236 hectares com soja no RS nesta safra 2025/2026.

    As lavouras de soja estão na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. O estande inicial segue uniforme com boa emergência, resultado de condições de solo favoráveis e da realização de semeaduras dentro da janela preferencial da cultura, que apresenta quadro fitossanitário estável. Há baixa pressão de esporos de ferrugem e ausência de registros relevantes de pragas ou moléstias. A ocorrência de ventos fortes dificultou a realização de pulverizações e gerou deriva de herbicidas para lavouras sensíveis.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, cerca de 80% da área de soja está implantada e as áreas já estabelecidas apresentam bom desenvolvimento inicial. Há registro de perdas localizadas em lavouras nos estádios V2 a V4 atingidas por granizo. Na região de Ijuí, os trabalhos de implantação estão concluídos em pequenas propriedades, e as áreas médias e grandes seguem em finalização. O plantio tem sido escalonado de forma estratégica, se estendendo até o fim da janela de semeadura. Na região de Santa Rosa, há grande variação de estabelecimento entre lavouras recém-semeadas e áreas com plântulas em V2 a V5. Os trabalhos foram interrompidos devido à redução da umidade superficial e aos ventos moderados. Na de Soledade, a semeadura chega a 85%. O estabelecimento das lavouras está muito bom, com emergência uniforme e estande adequado. A cultura não foi afetada por condições climáticas nas últimas semanas.

    Milho – A semeadura alcança 85%. Desse total, 58% estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em floração e 13% em enchimento de grãos. A cultura apresenta boas condições de desenvolvimento, e o potencial produtivo se mantém. Algumas áreas sofreram leve estresse hídrico. Em lavouras irrigadas, o desenvolvimento está excelente, mas há preocupação com o déficit hídrico em áreas de sequeiro, principalmente na Fronteira Oeste. Muitas lavouras apresentam expectativas de produtividade acima da inicial, de 6.000 a 10.000 kg/ha. A Emater/RS-Ascar estima e o cultivo de 785.030 hectares com milho nesta safra e produtividade média de 7.370 kg/ha.

    Milho silagem – A área semeada alcança 70% da projetada pela Emater/RS-Ascar, que é de 366.067 hectares. Predominam áreas em fases iniciais, sendo 60% em germinação e desenvolvimento vegetativo nos cultivos implantados em outubro e na última quinzena. A fase de floração abrange 29%; de enchimento de grãos 11%, com bom padrão fisiológico. A fase de maturação está incipiente, e não houve colheita no período.

    Arroz – A semeadura do arroz avançou e atinge aproximados 94% da área estimada pelo Instituto riograndense do Arroz (Irga), que é de 920.081 hectares. A operação foi favorecida pela sequência de dias de tempo firme, que permitiu a entrada de máquinas em áreas antes encharcadas e a regularização dos trabalhos de preparo e plantio. As lavouras estão nos estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo. A continuidade da semeadura nas áreas remanescentes dependerá da manutenção do tempo firme e da viabilidade econômica individual dos produtores, uma vez que parte dos cultivos previstos pode ser revista devido ao cenário de custos e preços.

    Feijão 1ª safra – O plantio alcança cerca de 60% da expectativa inicial projetada pela Emater/RS-Ascar, que é de 26.096 hectares para esta safra. A área implantada será ampliada no começo de dezembro, quando tradicionalmente se realiza o plantio nos Campos de Cima da Serra. Estão em desenvolvimento vegetativo 62% dos cultivos; em floração, 16%; em enchimento de grãos, 17%; e maturação, 5%. A colheita é realizada em pequenas áreas de autoconsumo, sem relevância estatística. No geral, o aspecto fitossanitário está adequado. As pragas e doenças têm sido monitoradas sobretudo tripes e ácaros, que se favorecem do tempo seco.

    OLERÍCOLAS
    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as olerícolas seguem com bom desenvolvimento, mas aumentou a necessidade de irrigação devido à alta demanda hídrica, causada pela redução das precipitações e pelas temperaturas mais elevadas. Na de Frederico Westphalen, a produção de pepino e tomate ainda está baixa. Há perspectiva positiva de produtividade de tomate cereja. Houve aumento no rendimento das folhosas, mas é necessário manejo de doenças e pragas. Segue a produção de feijão-de-vagem e de milho-verde. Na de Pelotas, no município sede, as chuvas em pequenos volumes favoreceram o desenvolvimento das mudas transplantadas, não sendo necessária a utilização de irrigação nessas áreas. As temperaturas mais elevadas durante o dia e amenas a noite e a adequada luminosidade (fotoperíodo) favoreceram o desenvolvimento vegetativo das culturas já implantadas. Para a grande parte das hortaliças, os valores de comercialização se mantiveram estáveis. Houve leve aumento de preços para alface e brócolis e diminuição para o repolho.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    Os campos nativos estão em pleno desenvolvimento vegetativo, apresentando melhoria da qualidade bromatológica e da taxa de crescimento, o que tem garantido oferta de forragem de qualidade para os rebanhos. Os últimos lotes de bovinos que estavam em pastagens cultivadas de inverno já foram transferidos para essas áreas. Em algumas localidades, o tempo seco tem impedido o crescimento natural do campo. As pastagens perenes de verão apresentam desenvolvimento adequado para a oferta de forragem nas propriedades. As anuais de verão, que estão em fase de germinação, se desenvolvem bem. Em grande parte das áreas inicia o pastejo, apesar do atraso no desenvolvimento dessas espécies. Seguem as aplicações de nitrogênio ou de dejetos de suínos para acelerar o crescimento das pastagens.

    BOVINOCULTRA DE CORTE – O ganho de peso dos animais foi favorecido pelas condições de bem-estar e de conforto dos rebanhos. Nos sistemas de cria, segue a assistência aos partos, que já se aproximam do final. A maioria dos lotes está em campo nativo, e os manejos reprodutivos avançam com intensidade, especialmente nas propriedades que utilizam inseminação artificial em tempo fixo (IATF) seguida de repasse com touros.

    BOVINOCULTURA DE LEITE – A condição corporal e a saúde dos rebanhos estão adequadas, assim como a qualidade do leite. Foram realizados o controle de mastites e o manejo de ectoparasitas, apesar do aumento nos casos de infestação por moscas, especialmente mosca-dos-chifres, e de carrapatos em algumas propriedades. Em locais onde ocorre a transição das pastagens, foi necessário reforçar a alimentação com concentrados energéticos e proteicos até que as forrageiras anuais e perenes de verão atinjam condições de pleno pastejo.

    OVINOCULTURA – Os rebanhos apresentam boas condições corporais e sanitárias, principalmente pelo predomínio de tempo mais seco e de mais radiação solar. Entre os principais manejos realizados se destacaram a tosquia dos animais adultos e o aparte dos cordeiros. A engorda dos animais a serem abatidos no final do ano foi intensificada no período. Alguns criadores também prepararam lotes para a participação em feiras e exposições regionais previstas até o final da primavera, com foco tanto na comercialização quanto na divulgação de raças e cabanhas.

    APICULTURA – Os apicultores realizaram manejos voltados ao fortalecimento das colmeias, à estimulação da postura da rainha e ao controle da enxameação, aproveitando a boa florada para incrementar a produção. Entre as principais práticas realizadas estão a vistoria dos apiários, a ampliação do espaço nos ninhos por meio do manejo de caixilhos e a colocação de melgueiras. Também são executadas a raspagem de própolis, o derretimento de cera, o monitoramento de predadores, a instalação de caixas-iscas e a realização de roçadas nos apiários e nos arredores. A colheita de mel foi realizada em diversas propriedades, com bons resultados.

    PISCICULTURA – Os ciclos produtivos seguem avançando desde a introdução de alevinos até a preparação de lotes para despesca. A continuidade das alevinagens e a estabilidade dos preços caracterizam o período na maioria das regiões administrativas da Emater/RS-Ascar.

    PESCA ARTESANAL – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, na Lagoa dos Patos, ocorreu captura de tainha, de corvina e de jundiá. Em Rio Grande, predominou a captura de corvina. Na de Santa Rosa, a atividade segue suspensa devido ao período de defeso do Rio Uruguai.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Produtores ajustam estratégias diante da previsão de La Niña

    Há menos de um mês da entrada oficial do verão no hemisfério sul, a agricultura brasileira redobra a atenção. No último dia 13 de novembro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um aviso oficial indicando a configuração do fenômeno La Niña no Pacífico Tropical e sua incidência nos próximos meses, devendo atuar de forma fraca nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, especialmente sobre as culturas de soja e milho, que concentram as principais fases do ciclo produtivo nesse período.

    Segundo o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, o meteorologista Nórton Franciscatto de Paula, o índice ENOS (El Niño–Oscilação Sul) continua indicando valores negativos, o que caracteriza a persistência da fase fria (La Niña) durante os meses de verão 2025/2026. A expectativa é que essa condição inicie a transição para a neutralidade entre janeiro e março de 2026.

    Historicamente, esse cenário está associado à redução das chuvas sobre o Rio Grande do Sul, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Essa deficiência hídrica afeta diretamente o armazenamento de água no solo, podendo comprometer o desenvolvimento das culturas de verão, como soja, milho e feijão, com consequente diminuição da produtividade agrícola.

    ESTIAGEM
    No Rio Grande do Sul, a incidência do fenômeno La Niña deve ocorrer em dezembro e janeiro e, apesar da previsão de períodos de estiagem e estresse hídrico, não deverá causar impacto significativo nas lavouras de grãos, uma vez que aproximadamente 70% da área de milho já foi semeada, restando pouca margem para ajustes no calendário agrícola.

    Para o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, o impacto de uma possível estiagem sobre o milho pode ser um pouco maior, pois o sistema de polinização e germinação é diferente do da soja.

    Para a soja, entretanto, há alternativas eficazes de enfrentamento ao estresse hídrico. Segundo Rugeri, o plantio escalonado segue como estratégia essencial no enfrentamento dos riscos climáticos, sobretudo em anos de variabilidade maior. A técnica permite que a lavoura apresente diferentes estágios de desenvolvimento, com demandas hídricas distintas, reduzindo a possibilidade de perdas generalizadas.

    Rugeri destaca que o conhecimento antecipado sobre as informações climáticas é um recurso valioso para o produtor, mas as boas práticas de manejo continuam sendo fundamentais para atravessar períodos de irregularidades nas chuvas. “O importante é ter a informação precisa para formular estratégias e tomar decisões diante dos desafios”, destaca, ao ressaltar que a base para uma lavoura resiliente é um tripé: solo bem estruturado, boa cobertura vegetal e rotação de culturas.

    PLANEJAMENTO E MANEJO FAZEM A DIFERENÇA NO CAMPO
    Com a chegada de mais um verão, marcado por incertezas climáticas, produtores reforçam a vigilância e ajustam estratégias para mitigar riscos e preservar a produtividade no campo. Na propriedade de Emerson Walter, em Catuípe, na Região Noroeste do Estado, o planejamento tem protagonismo no enfrentamento de quaisquer condições climáticas. A propriedade utiliza mão de obra familiar e contratada e produz soja, milho, trigo e aveia. “Há quatro décadas, trabalhamos com controle pluviométrico na propriedade e nos empenhamos em melhorar a estrutura do solo”, destaca.

    Walter ressalta que, por sua propriedade estar localizada em uma área com declives, a adoção de técnicas de irrigação, associadas à utilização de cobertura de palhada, à rotação de culturas (utilizando mix de culturas, de inverno e de verão) à correção da acidez do solo e à utilização de curvas de nível nas lavouras, tem se mostrado a melhor alternativa para que o solo tenha uma estrutura melhor e maior proteção. Investir na estruturação do solo é proteger o bem maior da propriedade, conclui.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Pastagens de verão avançam no RS

    Chuvas impulsionam pastagens no Estado

    O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19) aponta avanço no desenvolvimento das pastagens no Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, “as forrageiras perenes de verão apresentaram desempenho elevado no período”, com brotação e oferta adequadas em áreas de Tifton 85 e Jiggs, manejadas diretamente pelos rebanhos. As espécies anuais de verão continuam em implantação conforme as condições de solo e clima, enquanto o campo nativo registrou rebrota suficiente para os lotes em pastejo.

    Na região administrativa de Bagé, as chuvas regulares favoreceram o estande das pastagens, ampliando o perfilhamento e o crescimento. O primeiro pastejo já ocorre em várias áreas, e a colheita de sementes de azevém avança nas etapas iniciais. Em São Gabriel, foi concluída a colheita das áreas de aveia-preta.

    Na região de Caxias do Sul, a silagem de trigo foi finalizada, e as espécies anuais de verão tiveram desenvolvimento adequado, impulsionadas pelas chuvas da semana anterior e pelo aumento da luminosidade. Em Erechim, a maior luminosidade beneficiou culturas como aveia de verão, sorgo e milheto, além de recuperar a oferta de campo nativo.

    Em Frederico Westphalen, as espécies anuais iniciaram os primeiros pastejos. Na região de Ijuí, pastagens de milheto e capim-sudão registraram crescimento intenso, gerando excedente de massa verde que permitiu o direcionamento de áreas para fenação.

    Em Passo Fundo, a maior nebulosidade reduziu a taxa de crescimento das pastagens, e as espécies anuais de verão tiveram desempenho inferior ao das perenes. Na região de Pelotas, precipitações de até 80 mm permitiram a realização de tratos culturais. Em Pinheiro Machado, o volume de chuva registrado em 14 de novembro estimulou o crescimento das espécies nativas e permitiu a retomada da implantação das espécies anuais de verão.

    Na região de Porto Alegre, a maior parte das pastagens estivais ainda não apresenta condições de pastejo, e as pastagens de inverno, em final de ciclo, foram aproveitadas por poucas propriedades. Em Santa Maria, as temperaturas elevadas e a precipitação favoreceram tanto as pastagens de verão quanto o campo nativo, mas ainda há vazio forrageiro primaveril devido ao encerramento das pastagens de inverno e ao atraso no crescimento de panicuns e braquiárias. A colheita dos cereais de inverno destinados à ensilagem segue em andamento.

    Em Santa Rosa, as chuvas frequentes possibilitaram a adubação nitrogenada de cobertura, gerando rebrota rápida e forte, sem registros de pragas. A produção de feno e pré-secados avança. Em Soledade, espécies anuais de verão, como milheto e capim-sudão, seguiram em desenvolvimento após a chuva do fim do período, ainda que de baixa intensidade.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Milho: mercado prevê risco climático para a safrinha

    Segundo a análise do especialista da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (24), “a safrinha de 2026 já preocupa”. O relatório aponta que o atraso no plantio da soja no Cerrado e no Matopiba está deslocando a semeadura do milho para fora da janela considerada ideal. Conforme o documento, isso aumenta o risco climático da segunda safra, já que parte das áreas será implantada “quando as chuvas começam a se tornar mais escassas”. O especialista afirma que o mercado futuro já antecipa esse descompasso, com prêmios de risco incorporados aos contratos do segundo semestre de 2026.

    A análise destaca ainda que há “competição doméstica por oferta”, impulsionada pela demanda aquecida. Segundo o relatório, dois fatores sustentam esse movimento: a expansão das usinas de etanol à base de milho e o ritmo forte das indústrias de proteína animal. O especialista afirma que essa competição direta pressiona a disponibilidade do grão e tende a se intensificar nos próximos meses, criando um ambiente mais disputado no mercado interno.

    O documento observa que há suporte tanto no mercado físico quanto na B3. Mesmo diante de possíveis recuos em Chicago ou de movimentos desfavoráveis no câmbio, “os fundamentos internos tendem a formar um piso para os preços”, especialmente devido ao consumo firme de etanol e ração. O relatório descreve esse comportamento como um “colchão de suporte” que mantém as cotações sustentadas, mesmo sob pressão externa.

    A análise conclui que o milho segue com viés de estabilidade a leve alta no mercado interno. A combinação entre risco climático crescente para a safrinha e demanda doméstica aquecida sustenta os preços, apesar de sinais negativos do ambiente internacional.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Soja no RS: plantio acelera e desenvolvimento inicial é adequado

    A semeadura da soja avançou de forma consistente em todo o Rio Grande do Sul, favorecida por condições adequadas de umidade no solo e pela liberação gradual das áreas ocupadas por culturas de inverno. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19/11), a área implantada com soja avançou de 28% para 43% do total projetado para esta safra, cujo cultivo está estimado em 6.742.236 hectares. Neste mesmo período de 2024, o índice de plantio da soja alcançava aproximadamente 50%. Em geral, a emergência das lavouras está uniforme, com bom estande de plantas e desenvolvimento inicial compatível ao estágio fenológico.

    A limitação de crédito e as restrições financeiras ocorridas recentemente em algumas regiões atrasaram a definição de áreas efetivamente cultivadas. Arrendadores e arrendatários negociam ajustes nos valores de arrendamento, diante da expectativa de menor retorno por unidade de área na safra atual.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura da soja avançou, impulsionada pela conclusão das colheitas de trigo, aveia e canola, que liberaram áreas. Em São Borja, cerca de 10 mil hectares foram implantados, e a expectativa total é de 105 mil hectares. Em São Gabriel, projeta-se redução superior a 10 mil hectares; renegociação de valores estão em andamento para manter agricultores nas áreas. Na Campanha, a retomada das chuvas favoreceu a germinação rápida das áreas implantadas e permitiu a continuidade dos trabalhos em solos mais leves. As áreas semeadas no final de outubro em condição de umidade abaixo da ideal apresentam falhas pontuais, mas os estandes finais são suficientes para a condução da lavoura.

    Milho – A cultura do milho apresenta bom desempenho no RS, amparada por disponibilidade hídrica e insolação adequadas e por temperaturas noturnas amenas, fatores que têm favorecido o crescimento vegetativo e a evolução para estágios reprodutivos. A semeadura alcança 84%, avançando de forma gradual. As lavouras em desenvolvimento vegetativo (70%) exibem adequada densidade de plantas, arquitetura foliar uniforme e bom acúmulo de biomassa. Nas áreas em floração e pendoamento (21%), as condições de polinização estão favoráveis.

    A sanidade das lavouras de milho está conservada, e as plantas evoluem dentro da normalidade. Nas regiões Noroeste e Médio Alto Uruguai, o equilíbrio entre a disponibilidade de radiação solar e a umidade do solo proporcionou excelente condição para os cultivos. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

    Milho silagem – O potencial produtivo das lavouras de milho silagem é considerado elevado. No Noroeste Colonial, os cultivos iniciaram a formação de espigas, com excelente desenvolvimento e previsão de bons rendimentos produtivos. No Médio Alto Uruguai, nas áreas destruídas pelo granizo, seguem os preparos para a ressemeadura dos cultivos. O plantio segue de forma escalonada, principalmente para minimizar os riscos com o fenômeno La Niña. Segundo a Emater/RS-Ascar, na Safra 2025/2026, a área de milho silagem alcançará 366.067 hectares e produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.

    Arroz – A semeadura do arroz no RS avança para sua etapa final e supera 90% de implantação, estando em finalização nas regiões Sul e Extremo Oeste e menos evoluída na região Central do Estado. Nas áreas implantadas, observa-se emergência uniforme e adequado estabelecimento inicial. As lavouras estão em fase vegetativa, com desenvolvimento compatível ao estádio. Em locais com histórico de drenagem limitada, algumas áreas estão temporariamente inacessíveis ao maquinário, o que restringe a conclusão da semeadura. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares. A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.752 kg/ha.

    Feijão 1ª safra – A área de plantio está estabilizada. Deve ocorrer um incremento significativo somente no começo de dezembro, quando tradicionalmente se realiza o plantio nos Campos de Cima da Serra. A maior parte das lavouras está na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos), período mais sensível aos riscos meteorológicos. Apesar das chuvas no período, não há relatos de danos expressivos ou de infecção por antracnose. Contudo, devido à alta umidade ambiente e às temperaturas amenas, há incidência da doença na Região Sul. As adubações nitrogenadas de cobertura estão em fase de conclusão nas lavouras tardias. A área projetada de feijão 1ª safra pela Emater/RS-Ascar é de 26.096 hectares. A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha.

    Culturas de inverno

    Trigo – A colheita do trigo chega na fase final, alcançando 77% da área cultivada. Permanecem apenas talhões mais extensos situados em regiões de maior altitude no Nordeste do Estado e as lavouras implantadas no final da janela preferencial de semeadura. O desempenho produtivo apresenta forte variabilidade entre regiões e dentro das próprias unidades produtoras, como reflexo das expressivas diferenças de manejo e capacidade de investimento; da influência de eventuais episódios de chuvas excessivas, que ocasionaram a redução de peso hectolitro (PH); da maior incidência de germinação na espiga; e/ou de danos associados à permanência prolongada de umidade em grãos maduros. A Emater/RS-Ascar estima para o trigo uma produtividade de 3.261 kg/ha.

    Aveia-branca – A colheita da aveia-branca está em finalização. Restam poucas áreas, localizadas na Campanha e nas zonas de maior altitude do Planalto, onde as semeaduras foram realizadas no final do período recomendado. A maturação e a secagem a campo evoluíram de maneira uniforme, favorecendo a operação mecanizada e garantindo grãos com padrões adequados de qualidade, especialmente quanto ao PH. Houve redução gradativa das produtividades ao longo do avanço da colheita, associada ao maior tempo de exposição dos cultivos semeados tardiamente, à elevada umidade atmosférica e à menor radiação incidente por diversos períodos. Ainda assim, projeta-se que o rendimento médio estadual se manterá satisfatório, com pouca incidência de grãos ardidos ou deterioração pós-maturação. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade de 2.445 kg/ha.

    Canola – A colheita da canola está em finalização no Estado, restando apenas áreas pontuais em fase final de maturação ou dessecamento para uniformização da colheita. De modo geral, a produtividade situou-se em patamares médios, com expressiva variabilidade entre talhões, resultante das diferenças de manejo, distribuição de chuvas na fase de plantio e enchimento de grãos, além do escalonamento das datas de semeadura.

    As lavouras de canola conduzidas com maior aporte tecnológico, especialmente aquelas implantadas dentro da janela preferencial, atingiram rendimentos elevados. Entretanto, em parte das áreas, a produtividade permaneceu abaixo das expectativas iniciais estabelecidas no início do ciclo, sobretudo onde houve diminuição da população de plantas pelo excesso de chuvas na época da semeadura. Ainda assim, a cultura reafirma potencial de expansão, com provável incremento de área observado nas principais regiões produtoras. A produtividade esperada pela Emater/RS-Ascar é de 1.645 kg/ha.

    Cevada – A colheita chega a aproximados dois terços da área cultivada. As condições climáticas estáveis possibilitaram a intensificação da operação, assegurando a qualidade dos grãos e evitando perdas por umidade elevada ou deterioração em lavouras maduras. A produtividade está satisfatória, variando entre 3.300 kg/ha e 4.200 kg/ha, a depender do nível tecnológico adotado. Contudo, observa-se heterogeneidade na qualidade final do grão. Parte significativa da produção especialmente em áreas com excesso hídrico no período de enchimento de grãos apresenta germinação abaixo do padrão exigido pela indústria de malte, sendo direcionada para o mercado de ração animal. Esse fator, somado ao preço pago ao produtor, tem desestimulado a ampliação da área cultivada para a próxima safra, mantendo-se a tendência de estabilidade na área plantada. Para esta safra, a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade de 3.458 kg/ha.

    Pastagens e criações

    As forrageiras perenes de verão apresentaram desempenho elevado no período, com brotação e oferta satisfatórias em áreas de Tifton 85 e Jiggs, que vêm sendo manejadas diretamente pelos rebanhos. As espécies anuais de verão seguem em implantação, avançando conforme as condições de solo e clima. No campo nativo, também houve rebrota apropriada para os lotes em pastejo.

    Bovinocultura de corte – O estado nutricional e o escore corporal dos animais estão adequados, assim como a condição sanitária dos lotes, embora haja relatos pontuais de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres. O entoure e as inseminações artificiais estão em andamento em diversas propriedades. A imunização para a prevenção de doenças reprodutivas foi reforçada em razão da chegada da estação de monta.

    Bovinocultura de leite – Os animais em lactação, secos, novilhas e terneiras apresentaram estado nutricional e escore corporal adequados, como reflexo do manejo a pasto complementado com silagem, o que manteve a produção estável na maior parte das regiões. A qualidade do leite foi favorecida pelo tempo seco, que contribuiu para úberes mais limpos e para a manutenção da Contagem de Células Somáticas (CCS) e da Contagem Padrão em Placas (CPP) dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Ovinocultura – Houve disponibilidade suficiente de alimento para os rebanhos em função das temperaturas adequadas. Os preços estão em elevação. Além dos manejos típicos da estação, alguns criadores prepararam lotes para participação em feiras e em exposições regionais até o fim da primavera, visando tanto à comercialização quanto à divulgação de raças e cabanhas. Em algumas propriedades, intensificou-se o manejo alimentar dos cordeiros, considerando a demanda ampliada pelo mercado das festas de final de ano. De modo geral, os rebanhos apresentaram condições sanitárias e corporais apropriadas. Os principais cuidados do período incluíram o aparte dos cordeiros e a tosquia dos animais adultos.

    Apicultura – As condições meteorológicas impulsionaram a atividade das abelhas. Houve entrada expressiva de néctar nas colmeias, aumentando a postura das rainhas e a população dos enxames. Os apicultores se concentraram nas práticas de manejo típicas do período ampliação de espaço nos ninhos e melgueiras, manutenção dos apiários, alimentação de apoio, monitoramento de predadores e implantação de caixas-iscas , além de realizarem divisões de enxames. A elevada incidência de enxames tem facilitado as capturas e, em algumas regiões, a colheita iniciou com indicativo positivo de produtividade.

    Piscicultura – Avançam os ciclos produtivos, e continuam as alevinagens. Há estabilidade dos preços praticados na maioria das regiões administrativas da Emater/RS-Ascar. Na de Erechim, os peixes já superaram a fase inicial de alevinagem e crescem rapidamente. Na de Passo Fundo, ocorreram novas liberações de alevinos, e a qualidade das águas está satisfatória.

    Pesca artesanal – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o período de defeso segue vigente na Lagoa Mirim e, para o camarão, na Lagoa dos Patos. No município de Pelotas, iniciou o período de captura, com registro de pesca de tainha, corvina e jundiás.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Milho mantém preços apesar da volatilidade

    Segundo análise divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (17), o curto prazo do milho

    O principal ponto de atenção no longo prazo é o risco crescente para a safrinha de 2026. A Grão Direto aponta que o atraso no plantio da soja no Cerrado e no Matopiba indica que a janela de semeadura da segunda safra será deslocada para um período de maior risco climático, marcado pela possibilidade de seca, e afirma que “o mercado já começa a precificar esse risco futuro”.

    A disputa pela oferta no mercado interno deve ganhar força. De acordo com a análise, a competição entre usinas de etanol, setores de proteína animal e demanda por exportação continuará influenciando os preços, e essa pressão doméstica deve manter as cotações na B3 e no mercado físico sustentadas, “mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade”.

    da primeira safra (verão) está condicionado ao desenvolvimento das lavouras no Sul, que passam a enfrentar risco por causa do excesso de chuvas. A empresa afirma que “o plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul”, com Paraná 99% semeado e Rio Grande do Sul 77% semeado, mas destaca que o frio atípico e outras intempéries podem afetar o potencial produtivo inicial.

    A semana foi marcada por movimentos distintos no cenário internacional e nacional. A Grão Direto destaca que, em Chicago, o retorno dos dados do USDA e a expectativa em relação à demanda chinesa geraram volatilidade nas cotações de soja e milho, enquanto no Brasil esse movimento foi neutralizado pela valorização do real, acompanhando o enfraquecimento global do dólar.

    O risco de oferta deixou de estar concentrado nos Estados Unidos, que já concluíram a colheita, e passou ao Brasil, onde o plantio da soja enfrenta atraso no Sul. A análise reforça que a demanda interna por milho tem se mostrado “um pilar de sustentação mais forte que a exportação”.

    A Grão Direto orienta que os produtores acompanhem as oscilações do mercado e mantenham atenção aos custos de produção.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Brasil deve bater recordes de produção e exportação de soja

    A projeção é de 111 milhões de toneladas de grãos de soja embarcados ao exterior

    A produção e o comércio exterior do complexo soja brasileiro devem atingir níveis históricos em 2026. A projeção é da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que divulgou nesta semana o novo balanço de oferta e demanda para o setor. Segundo o levantamento, o Brasil poderá produzir 177,7 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado.

    O avanço na produção acompanha o crescimento da capacidade de processamento. A Abiove estima que o esmagamento de soja chegará a 60,5 milhões de toneladas em 2026. Com isso, a produção de farelo deve alcançar 46,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja somará 12,5 milhões de toneladas — números que reforçam a importância industrial da cadeia.

    As exportações também devem quebrar recordes. A projeção é de 111 milhões de toneladas de grãos de soja embarcados ao exterior, consolidando o Brasil como líder mundial nesse mercado. O farelo de soja terá exportações estimadas em 24,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja atingirá 1,2 milhão de toneladas — um crescimento de 20% sobre os volumes atuais.

    Mesmo com a robusta produção interna, o país deve importar cerca de 500 mil toneladas de soja para abastecimento interno e manterá as importações de óleo de soja em 125 mil toneladas, segundo a Abiove.

    O desempenho recente do setor também sustenta o otimismo. Em 2025, até setembro, a produção de soja brasileira foi de 172,1 milhões de toneladas. O volume esmagado no período está projetado em 58,5 milhões de toneladas, com produção estimada de 45,1 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo. No mês de setembro, o setor processou 4,1 milhões de toneladas, uma queda de 9,1% em relação a agosto. Ainda assim, o acumulado do ano indica crescimento de 5,1% frente a 2024, com 39,3 milhões de toneladas processadas até o momento.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Show Técnico Cooperativo acontece em dezembro e deve reunir mais de dois mil produtores em Cruz Alta

    Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL recebe o Show Técnico Cooperativo, com 28 cooperativas e oito estações de inovação que apontam tendências para o futuro da agricultura

    O campo que ajudou a escrever parte da história da agricultura gaúcha será, mais uma vez, palco de inovação e cooperação. Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL, às margens da ERS-342, em Cruz Alta, receberá a edição 2025 do Show Técnico Cooperativo, um encontro que pretende reunir mais de duas mil pessoas, produtores, pesquisadores, técnicos e famílias, em torno de um propósito comum: compartilhar conhecimento e discutir o futuro do agro.

    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, o evento chega a edição 2025 com a proposta de mostrar resultados de pesquisa transformados em soluções práticas para o campo. Serão dois dias de imersão técnica em um dos espaços de pesquisa mais tradicionais do país, um local que, desde 1971, serve como vitrine para a inovação agrícola e símbolo do cooperativismo gaúcho.

    “Estamos preparando uma entrega técnica de alto nível para todos os participantes. Tudo aquilo que pesquisamos, testamos e validamos será apresentado no Show Técnico. Compartilhar conhecimento é a nossa missão”, destaca Geomar Corassa, gerente de Pesquisa da RTC/CCGL.

    Ao longo do evento, os participantes percorrerão oito estações técnicas, conduzidas por pesquisadores e especialistas. As temáticas passam por tecnologias digitais, como a plataforma SmartCoop, que vem ampliando o acesso à informação e à gestão de dados nas propriedades, Planejamento forrageiro, Manejo de doenças, Manejo de insetos praga, Qualidade do solo, Clima e sistemas de produção, Gestão e Irrigação e Manejo de Plantas daninhas

    Mais do que demonstrar novas práticas, cada estação será um espaço de diálogo e troca, no qual a pesquisa se junta a realidade do campo.

    O Show Técnico Cooperativo também vai ser mais uma vez, um ponto de encontro de gerações. Além da programação técnica, o evento contará com espaço kids, reforçando o papel social e comunitário das cooperativas. A entrada é gratuita através das cooperativas e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado à entidades assistenciais.

    “A ideia é que o produtor venha com a família e viva o espírito cooperativista em sua forma mais completa”, reforça Geomar.

    Mais do que um evento técnico, o Show Técnico Cooperativo é uma celebração da força do cooperativismo gaúcho e da capacidade de inovação do campo. No mesmo solo onde a Fundacep iniciou sua trajetória de pesquisa há mais de meio século, o agronegócio do futuro continua a ser desenhado: com tecnologia, sustentabilidade e, acima de tudo, cooperação.

    Fonte: https://rtc.coop.br/