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mar 16 2026 Produtividade da soja cai quase 10% no Rio Grande do Sul
O cultivo de soja no Rio Grande do Sul avança para as etapas finais do ciclo, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, 59% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 26% em maturação. Em pequenas áreas, a colheita já começou, ainda de forma inicial.
Segundo o relatório, as precipitações registradas no período tiveram maior abrangência territorial, o que contribuiu para melhorar as condições hídricas em parte das lavouras, principalmente nas áreas semeadas mais tardiamente e que ainda mantinham potencial produtivo. O informativo destaca, porém, que em diversas localidades os impactos do déficit hídrico ocorrido durante janeiro e fevereiro já estão consolidados. O documento afirma que esses efeitos “limitam a recuperação fisiológica das plantas e determinam perdas irreversíveis”.
A análise também aponta que o desempenho das lavouras apresenta grande variação. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “observa-se elevada heterogeneidade no desempenho das lavouras, resultado da combinação entre época de semeadura, distribuição das chuvas e condições de solo”. Nas áreas semeadas no início do período recomendado de plantio predominam sinais de avanço da maturação fisiológica e de senescência foliar. Já nas lavouras implantadas posteriormente, as plantas ainda se encontram nas fases de formação e enchimento de grãos.
A variação climática ao longo do ciclo também tem influenciado a expectativa de produtividade. O relatório ressalta que há ampla diferença nos rendimentos projetados entre propriedades e dentro dos próprios municípios, reflexo da distribuição irregular das chuvas e da intensidade variável do estresse hídrico registrado durante o desenvolvimento da cultura.
A nova projeção de safra elaborada pela Emater/RS-Ascar indica produtividade média estadual de 2.871 quilos por hectare. O volume representa redução de 9,7% em relação aos 3.180 quilos por hectare estimados no início da temporada, refletindo os efeitos da falta de chuvas no estado. A produção total é estimada em pouco mais de 19 milhões de toneladas, cultivadas em uma área de 6.624.988 hectares.
No mercado, os preços apresentaram leve alta na última semana. De acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, a cotação média da saca de 60 quilos passou de R$ 117,79 para R$ 119,69, avanço de 1,61% em relação à semana anterior.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 13 2026 Fim de semana indica tempo estável em todas as regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de estabilidade no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva fraca e passageira em pontos isolados do Estado. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica tempo estável em grande parte do RS, podendo ocorrer chuva fraca a moderada na Fronteira Oeste do Estado.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 11/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (13/3): o sistema deve se afastar gradualmente, reduzindo sua influência sobre o RS. Assim, há previsão de chuva fraca e passageira em pontos isolados da região da Serra e dos Campos de Cima da Serra.
Sábado (14/3): o tempo deve voltar a ficar predominantemente estável, sem previsão de chuva significativa em todo o território gaúcho.
Domingo (15/3): as condições de estabilidade devem continuar predominando na maior parte do RS.
Segunda (16/3), terça (17/3) e quarta-feira (18/3): o tempo deve permanecer estável na maior parte do Rio Grande do Sul. Entretanto, na terça (17/3) e quarta (18/3), pode ocorrer chuva fraca a moderada na Fronteira Oeste, associada ao transporte de umidade. A partir de segunda (16/3), as temperaturas devem seguir em elevação gradual.
Assim, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 30 milímetros (mm) ao longo da semana. Em alguns pontos isolados da Fronteira Oeste e Campos de Cima da Serra, esse valor pode ser ultrapassado. Nas regiões Central, Campanha e na porção mais a sudeste, os valores previstos não ultrapassarão os 10 mm acumulados.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 10 2026 Metade da safra de milho pode estar em risco
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 mi tons
A prevenção de doenças é um dos pontos decisivos para garantir o desempenho das lavouras de milho no Brasil. Em um cenário de produção elevada, os riscos fitossanitários seguem presentes durante todo o ciclo da cultura e podem comprometer significativamente o rendimento no campo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. Mesmo com a expectativa de grande volume, especialistas alertam que doenças causadas por fungos podem provocar perdas de até 50% na produtividade quando encontram condições favoráveis para se desenvolver.
Informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que problemas que atingem folhas e colmos reduzem a capacidade da planta de realizar fotossíntese, prejudicando o enchimento dos grãos. Entre as doenças mais comuns estão cercosporiose, bipolaris, mancha-branca e diferentes tipos de ferrugem.
Hudslon Huben, gerente sênior de FFE e GTM da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, explica que os sintomas costumam começar com pequenas manchas nas folhas, que evoluem para áreas necrosadas e podem provocar desfolha precoce. Em situações mais severas, o enfraquecimento do colmo pode causar tombamento das plantas e dificultar a colheita.
“De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando as condições favorecem a proliferação de fungos, as doenças nas folhas e no colmo podem reduzir a produtividade em até 50%, transformando a expectativa de uma grande safra em prejuízo. Nesse cenário, o manejo preventivo é essencial para proteger a lavoura”, explica.
Segundo o especialista, o manejo preventivo é o caminho mais eficiente para proteger o potencial produtivo da cultura. A ORÍGEO comercializa soluções da UPL Brasil como os fungicidas Evolution e Tridium, indicados para o controle das principais doenças foliares do milho, com aplicação preventiva ou no início da infecção.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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mar 10 2026 Conflito externo agita preços das commodities
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago
Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.
No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.
No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 10 2026 Programa Supera Estiagem impulsiona irrigação e transforma produção agrícola no RS
A estiagem é uma velha conhecida dos agricultores gaúchos. A falta de chuva ou a má distribuição das precipitações ameaça o desenvolvimento das lavouras e coloca em risco a produção. Para enfrentar esse desafio, a irrigação tem se mostrado uma aliada na busca por segurança e estabilidade no campo. “A água é o principal insumo da lavoura. O produtor pode fazer a melhor adubação e se não chover, não tem produção. A irrigação é uma segurança para o produtor”, avalia o extensionista da Emater/RS-Ascar, Roger Terra de Moraes.
Apesar dos benefícios, o investimento em irrigação ainda é um obstáculo para muitos agricultores devido ao custo dos sistemas ou até pelas limitações de acesso à água. Em diferentes regiões do Estado, produtores têm buscado alternativas para enfrentar os períodos de seca, incluindo a família de Laura Ottoni, em Soledade.
Em 2023, a propriedade passou a integrar a primeira etapa do Programa Supera Estiagem, promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Nessa fase, a irrigação foi implantada em nove dos 90 hectares da família. Dois anos depois, na segunda etapa da iniciativa, a área irrigada foi ampliada em mais 23 hectares, com a instalação de um pivô central.
O sistema utiliza a água de um açude da propriedade, com mais de um hectare e cerca de três metros de profundidade, garantindo a reserva suficiente para a irrigação das lavouras. “A água do açude vem pelo pivô, que aplica uma lâmina de 9 a 10 milímetros em cada passada. Cada volta leva em torno de 23 horas, então, nos picos de necessidade de água, o produtor poderia fazer uma irrigação por dia e garantir a água suficiente para a necessidade da cultura”, explica o extensionista.
A família planeja concentrar o uso da irrigação nas culturas de verão, especialmente o milho. Moraes destaca que a tecnologia também beneficia pastagens e outras atividades. “Num primeiro momento, o cálculo de viabilidade para irrigação é mais atrativo para o milho, mas também dá retorno para quem trabalha com pecuária, com leite, por exemplo, porque garante uma produção barata de alimento, de altíssima qualidade, numa pequena área”, afirma o extensionista.
INVESTIMENTO QUE GERA RETORNO
O projeto da família Ottoni teve um custo total de R$ 654 mil, além das despesas com adequação da rede elétrica. Desse valor, R$ 100 mil foram viabilizados pelo Programa Supera Estiagem. “O custo de produzir no sequeiro e no molhado é o mesmo. A diferença no molhado é que é possível agregar valor e ter uma produção mais garantida”, analisa o agricultor Adilson da Silva, genro de Laura Ottoni.
O investimento também carrega um valor afetivo. O sonho de implantar a irrigação começou com o marido de Laura, José Ottoni, que sempre quis ver o sistema funcionando na lavoura. Após a sua morte, os genros Ronaldo e Adilson decidiram concretizar o desejo do sogro.
“Meu marido sempre tinha essa ideia de irrigar. Ele gostava muito disso, e como tem a água perto que a gente pode usar, é uma maravilha. É plantar e saber que vai colher”, conta Laura Ottoni. “Eu acredito que seja um sonho realizado. Meu sogro era um empreendedor e o sonho dele era ter um sistema de irrigação. Então nós fizemos o caminho inverso, viemos da cidade para o interior e continuamos tocando depois que ele faleceu”, lembra o agricultor Ronaldo Bottega de Moraes.
A Emater/RS-Ascar esteve ao lado da família desde o início, oferecendo orientação técnica em todas as etapas da implantação do sistema. Para Ronaldo de Moraes, o apoio da Instituição e as políticas públicas do programa estadual foram decisivos para transformar o projeto em realidade. “Os incentivos são fundamentais para que o nosso sonho seja realizado”.
Animada com os resultados, a família já pensa nos próximos passos. A expectativa é que novas etapas do programa permitam ampliar a área irrigada. “Seria o sonho a terceira fase”, projeta Ronaldo. Para o extensionista Roger Terra de Moraes, o exemplo da família é inspirador. “Que mais produtores possam seguir esse exemplo, porque esse tipo de investimento é muito rentável e, com certeza, dará o retorno esperado pela família”, finaliza.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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mar 06 2026 Fim de semana indica instabilidade em todas as regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um sistema de baixa pressão no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuvas em todas as regiões do Estado. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica a aproximação de uma frente fria e a atuação de um sistema de baixa pressão volta a deixar o tempo instável em grande parte do RS. A elevação gradual de temperatura deve ocorrer a partir de segunda-feira (9/3).
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 10/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (6/3) e sábado (7/3): o tempo deve permanecer instável devido à atuação de um sistema de baixa pressão. Nesse período, há previsão de chuva em todas as regiões do Estado e as temperaturas devem entrar em declínio.
Domingo (8/3): o sistema deve começar a se afastar do RS, deixando o tempo instável apenas na porção Nordeste.
Segunda (9/) e terça-feira (10/3): o tempo deve voltar a ficar instável em parte do Estado, devido à atuação de outro sistema de baixa pressão. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada na metade Oeste na segunda (9/3) e nas metades Leste e Norte na terça-feira (10/3).
Quarta-feira (11/3): o tempo deve voltar a ficar mais estável em parte do RS, com previsão de chuva apenas em pontos isolados.
De maneira geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 5 e 100 milímetros (mm) ao longo da semana, com os maiores volumes previstos para a porção Central e Norte do Estado. Já na metade Sul, os acumulados tendem a ser menores, com exceção do litoral Sul, onde os volumes podem ser mais elevados.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 06 2026 Custos da produção de leite iniciam 2026 em queda
O Índice de Insumos para Produção de leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) iniciou 2026 com uma leitura deflacionária de 1,81%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta sexta-feira (06/03).No período, a queda nos custos foi liderada pela soja (-2,9%) e milho (-2%), o que aliviou a pressão em um dos principais custos da cesta, a alimentação. Essa queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País e uma expectativa de boa safra.
Custos com energia elétrica também tiveram queda, de 9,5%.Já os fertilizantes tiveram alto de 1,62%, um reflexo de frete mais caros, cotações mais altas de petróleo e tensões elevadas no Oriente Médio. Esse fator também influenciou o preço dos combustíveis, que subiram 1,27%.O desempenho do ILC neste começo de ano se mantém consistente com o do IGP-DI/FGV, que fechou em 1,10% no período. Uma correlação desses dois índices sugere que a desinflação no atacado ainda persiste e tem se transmitido, com defasagem curta, para componentes relevantes da cesta de insumos da atividade leiteira.
Essa queda nos custos, apesar de ser bem-vinda pelo produtor, não significa que o cenário esteja bom, já que o valor de venda do produto também está em queda, ainda mais acentuada do que o recuo nos custos. Nos últimos 12 meses, o preço repassado aos produtores de leite do estado caiu 24%, enquanto os custos caíram apenas 4,99%. Para o relatório de fevereiro, espera-se mais uma queda nas cotações de milho e soja, mas o cenário geopolítico pode exercer pressão nos custos que dependem de cotações internacionais e fretes.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/ -
mar 06 2026 RS tem 64% da área de milho colhida
A colheita do milho no Rio Grande do Sul atinge 64% da área cultivada, e 17% das lavouras em maturação. Os 19% remanescentes se distribuem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estágios ainda dependentes de precipitações regulares, mesmo que as perdas estejam consolidadas em diversas regiões. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (05/03), o déficit hídrico entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou as lavouras, de forma diferenciada, conforme a época de semeadura e a disponibilidade hídrica.
Nesse sentido, áreas implantadas no cedo, que atravessaram o período crítico em final de ciclo, apresentaram menor comprometimento relativo. Já nos cultivos em floração e em granação, há reduções de rendimento associadas à deficiência de umidade. As chuvas do período favoreceram de forma parcial as lavouras ainda em enchimento de grãos, especialmente nas regiões com maior concentração de área, mas não alteram o quadro de perdas nos cultivos sob estresse na fase crítica.
Em relação ao aspecto fitossanitário das lavouras de milho, destaca-se a elevada incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), levando à intensificação de monitoramento e do controle químico. Em áreas específicas, há registros pontuais de lagarta-do-cartucho. Para esta safra, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha.
Milho silagem – As condições climáticas foram parcialmente favoráveis, com chuvas leves e clima estável em várias regiões do Estado. O desempenho das lavouras apresenta elevada variabilidade, refletindo diferenças de época de implantação, disponibilidade hídrica durante o período reprodutivo e nível tecnológico empregado. Nas áreas implantadas mais cedo, a colheita da silagem está em andamento ou concluída; o rendimento de massa verde é adequado, em razão do elevado porte das plantas favorecido pelas chuvas registradas até o início de janeiro. Entretanto, em diversas situações, a proporção de grãos na massa ensilada foi limitada pela restrição de umidade durante o período de pendoamento, polinização e início do enchimento de grãos. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.
Soja – A cultura da soja está majoritariamente em estágios reprodutivos, com predomínio das fases de floração (18%) e enchimento de grãos (67%), as quais são determinantes para a consolidação do rendimento. A área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística. As precipitações ocorridas promoveram a recuperação parcial das lavouras em restrição hídrica mais intensa, sobretudo nas regiões do Estado de maior área cultivada. Ainda assim, a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do peso específico. A Emater/RS-Ascar indica área de soja cultivada de 6.742.236 hectares.
Feijão 1ª safra – A semeadura está finalizada no Rio Grande do Sul. As áreas remanescentes estão nas fases de enchimento de grãos e maturação. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha para esta Safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a falta de chuvas e as altas temperaturas resultaram em plantas de menor estatura e redução no número de vagens e grãos, ocasionando redução no potencial produtivo. Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada.
Feijão 2ª safra – A semeadura está finalizada no Estado, com área inferior à planejada, devido à falta de umidade em algumas regiões, durante a época de plantio, e insatisfação com as cotações do produto no mercado. A maioria das lavouras ainda se encontra em desenvolvimento vegetativo, e o seu crescimento pode sofrer atraso onde as chuvas foram insuficientes. O aspecto sanitário está adequado, mas a baixa precipitação pode favorecer pragas, como ácaros e tripes, em alguns locais, exigindo atenção dos produtores. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A cultura do arroz evolui para a fase final do ciclo, com avanço gradual da colheita, embora ainda predominem lavouras nas fases de granação e maturação. As condições meteorológicas, como a alternância entre momentos de instabilidade e de dias ensolarados, favoreceram a redução da umidade dos grãos e a intensificação da colheita. A radiação solar elevada, ao longo de janeiro e fevereiro, contribuiu para o adequado enchimento de grãos e para a consolidação do potencial produtivo. De modo geral, o quadro produtivo é considerado normal, e há expectativa de safra cheia em importantes regiões orizícolas. De acordo com o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área cultivada com arroz no RS é de 891.908 hectares. A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 04 2026 Agronegócio puxa resultado positivo do PIB 2025
Agropecuária lidera crescimento do PIB brasileiro com safras e exportações recordes
O resultado positivo de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi impulsionado especialmente pela agropecuária, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025.
Os dois dígitos alcançados pelo setor são frutos dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano.
A pecuária também superou recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil. As exportações foram puxadas pela demanda chinesa e em 2025 foram vendidas 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação ao ano anterior.
Em valores correntes o resultado do PIB representou R$ 12,7 trilhões no ano. Apesar de positivo, o resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando a economia brasileira cresceu 3,4%.
Quatro atividades: agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do valor adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista [juros elevados], afirmou o IBGE, em nota.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo acredita que o resultado positivo se traduziu efetivamente na força do campo — seus investimentos em novas tecnologias, aumento das áreas de plantio aliado a sustentabilidade e abertura de novos mercados.
E seguirá sua missão de defender o homem e a mulher do campo, cobrando um plano de governo de longo prazo, mais robusto, justo e efetivo, a fim de garantir segurança alimentar a todos os brasileiros.
“O governo precisa fazer sua lição de casa e reduzir as despesas públicas. É fundamental um projeto Brasil, um plano de país de longo prazo, para o desenvolvimento seguro e consistente de emprego e renda. O agronegócio está fazendo a sua parte e traduzindo trabalho em resultados à economia nacional; é o momento do governo fazer o seu”, afirma Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/ -
mar 02 2026 Campo Tecnológico de Verão debate cultura do feijão
Atividade ocorreu no Centro de Pesquisas da Seapi em Júlio de Castilhos
A cultura do feijão, principal fonte de proteína vegetal da alimentação humana, tem demandado atenção na pesquisa agrícola. Especialmente pela importância socioeconômica e pela sensibilidade da cultura às temperaturas muito elevadas ou muito baixas durante o ciclo de cultivo. Esse tema foi debatido durante a 4ª edição do Campo Tecnológico de Verão, que ocorreu em Júlio de Castilhos, nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/2), no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (Cesem) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). A promoção foi em parceria com a Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc).
Segundo a pesquisadora do Cesem, Liege Camargo da Costa, no Rio Grande do Sul, a safra é realizada em duas épocas, fator que contribui diretamente para o desenvolvimento e o sucesso na produção de grãos. “O DDPA tem se destacado com o trabalho na pesquisa e no desenvolvimento de novas cultivares de feijão, adaptadas às condições de cultivo do Estado”, explicou. “O melhoramento é realizado no Centro de Pesquisa de Agricultura Familiar (Ceafa), em Maquiné, e o Cesem mantém uma linha de pesquisa em diferentes áreas de abrangência da cultura do feijão”, afirmou.
Por isso, de acordo com Liege, e para atender à demanda de produtores na região Central do Rio Grande do Sul, nesta edição do Campo Tecnológico, o Cesem apresentou uma estação de pesquisa que abordou o manejo da cultura com o uso de bioinsumos. “Mostramos diferentes épocas de plantio, visando mitigar os riscos presentes com as alterações climáticas durante o período de safra no Estado”, pontuou.
No local, foram vistas duas cultivares de feijão: Garapiá (carioca) e Triunfo (preto), semeadas em quatro épocas diferentes, sendo a última uma semeadura tardia (fevereiro), para acompanhamento da cultura anterior à semeadura dos cultivos de cobertura de inverno. “Também apresentamos dados de produção com diferentes manejos de bioinsumos”, acrescentou a pesquisadora.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial