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  • Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que média mundial, revela Embrapa

    Uso racional de fertilizantes, cultivares eficientes e tecnologias sustentáveis podem cortar em 38% as emissões

    Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.
    A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no país.

    Publicada no periódico científico Journal of Cleaner Production, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha.

    Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,5 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.

    Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.

    O que é pegada de carbono?

    É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).

    Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2

    A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.

    A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, afirma a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Marília Folegatti.

    Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.

    A pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) Maria Cléa Brito de Figueiredo lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.

    A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.

    Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo

    No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.

    O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35″, avalia Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.

    Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.

    Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.

    Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.

    Para a pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Vanderlise Giongo, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde

    Produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, apesar da queda, quantidade de soja supera a colhida em 2024

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024.

    A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado.

    A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano.

    A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja.

    Exportações

    A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março.

    O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março.

    Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas.

    A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado.

    Grão, farelo e óleo de soja

    As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial.

    As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities.

    As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste.

    Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Colheita do arroz no RS atinge 71,31% da área semeada

    Planície Costeira Externa lidera a colheita com 87,14% já colhidos

    A colheita do arroz no Rio Grande do Sul continua avançando, chegando a 71,31% da área semeada já colhida, ou seja, 604.922,93 hectares já colhidos, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A Planície Costeira Externa atingiu 87,14% da área colhida, seguida pela Fronteira Oeste com 82,53 %, Planície Costeira Interna com 77,67%, Campanha com 63,72%, Zona Sul com 56,01% e Região Central com 53,75%. Os dados são referentes a última quinta-feira (10).

    De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, nos últimos dias as precipitações intensas associadas a ventos fortes ocorridos na Zona Sul e Região Central, justamente as duas regionais com maior percentual a ser colhido, esses eventos podem ocasionar prejuízos na produtividade dessas regiões.

    Os dados sobre a colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra, que oferece informações precisas e detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita. A plataforma é alimentada pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras do Estado.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Boletim técnico aborda sistemas de manejo e seu potencial em recuperar a qualidade física do solo

    Publicação foi lançada no Dia Nacional da Conservação do Solo

    No Dia Nacional da Conservação do Solo (15 de abril), o Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) divulgou o Boletim Técnico 15 – Sistemas de manejo e qualidade física do solo.

    De acordo com uma das autoras, a pesquisadora Madalena Boeni, o uso de plantas de cobertura de solo é fundamental em sistemas de produção conservacionistas, tornando o solo mais resiliente aos impactos das mudanças climáticas que vêm ocorrendo com maior frequência e intensidade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e produtiva.

    Madalena explica que o efeito de plantas de cobertura em sistemas de rotação de culturas, associado à escarificação do solo, foi avaliado sobre alguns atributos físicos (densidade do solo, macroporosidade, microporosidade, porosidade total e resistência do solo à penetração) de um Nitossolo Vermelho, no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (Cesem), no município de Júlio de Castilhos.

    “Com este estudo, podemos concluir que o uso de plantas de cobertura em rotação, bem como seus benefícios ligados às propriedades físicas do solo, demonstrou ser uma alternativa sustentável”, afirma a pesquisadora. “E seu potencial, considerando-se o uso contínuo, tende a aumentar a eficiência do uso do solo e sua qualidade física, com redução dos riscos inerentes às mudanças climáticas, enquanto que a prática mecânica da escarificação, embora tenha contribuído para mitigar a compactação, se utilizada de forma isolada, pode ter efeito transitório”, conclui Madalena.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • RS deve ter queda de 25% na safra de soja 2024/25, estima Conab

    Levantamento prevê que o estado produza 14,6 milhões de toneladas de grãos; fatores climáticos contribuem com a situação

    O sétimo levantamento da safra 2024/2025, divulgado na manhã de hoje (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o Rio Grande do Sul deve produzir 33,9 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 8% em relação ao ciclo anterior. A redução na safra gaúcha de grãos é explicada, principalmente, pela queda de 25,7% na produção de soja, em comparação com a safra passada.

    Apesar da baixa, o estado se mantém na quarta posição entre os maiores produtores de grãos, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Para a área, estão projetadas 10,45 milhões de hectares, com um crescimento de 0,3%.

    Soja

    A previsão é que o estado produza 14,6 milhões de toneladas de soja. A área plantada está estimada em 6,84 milhões de hectares, um aumento de 1,1%. “O Rio Grande do Sul está passando por uma situação dramática na questão climática. A safra de soja foi prejudicada pela escassez de chuva e os calores extremos, o que comprometeu a produtividade da cultura”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.

    Embora as precipitações tenham aumentado em fevereiro, a chuva não foi suficiente para reverter a situação de estresse hídrico nas lavouras. Além disso, as ondas de calor também prejudicaram o desenvolvimento das plantas. Atualmente, 35% da área cultivada já foi colhida, com qualidade variável nos grãos.

    Apesar da queda na soja, produção de arroz cresce

    A previsão de colheita de arroz é de 8,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,9% em relação à safra passada. A área plantada está estimada em 951,9 mil hectares, uma elevação de 5,7%. A produtividade das lavouras colhidas até o momento é considerada boa, principalmente nas áreas semeadas no período ideal, que se beneficiaram de condições meteorológicas favoráveis.

    Porém, as ondas de calor durante o enchimento dos grãos aumentaram o percentual de grãos avariados em algumas regiões. A operação de colheita avançou significativamente, alcançando 65% da área cultivada.

    Milho também sobe

    A projeção de produção é de 5,51 milhões de toneladas, 13,7% a mais do que na safra passada. A área destinada ao cultivo é de 719,6 mil hectares, o que representa uma redução de 11,7%.

    A colheita, que já alcança 86% da área cultivada, está concentrada no Planalto Superior, onde a semeadura foi mais tardia e ainda restam áreas a serem colhidas, além das lavouras cultivadas na safrinha.

    Trigo

    Considerada a principal cultura de inverno no estado, a produção de trigo deve totalizar 4,09 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% em relação à safra 2023/2024. A área dedicada ao cultivo está estimada em 1,29 milhão de hectares, com uma redução de 3,8%.

    Mesmo com a expectativa de diminuição da área cultivada, a produtividade deve apresentar melhora. A semeadura do cereal deverá iniciar apenas em maio nas regiões mais quentes do estado, como o Alto Uruguai, a Fronteira Oeste e a Missões.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Comercialização de soja avança e percentual ultrapassa o ano passado

    A comercialização da soja no Brasil alcançou metade da produção estimada, com avanço em relação ao mês anterior

    A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 50,7% da produção estimada, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até 7 de abril. No mês anterior, esse percentual era de 42,4%.

    Além disso, o volume já comercializado da safra atual chega a 87,51 milhões de toneladas, considerando uma estimativa total de 172,45 milhões de toneladas.

    Apesar do avanço observado no último mês, o ritmo de vendas segue abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 63,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice permanece estável, ambos com 50,7%.

    Safra de soja 25/26 tem início lento

    Para a safra 2025/26, as expectativas são de uma colheita ainda maior, com uma produção estimada de 182,57 milhões de toneladas, um volume que representa um crescimento significativo em relação à safra anterior.

    No entanto, apesar da perspectiva de uma colheita robusta, as vendas antecipadas da soja para esse ciclo estão apresentando um ritmo mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 3,7% da produção estimada já foi comercializada, o que equivale a aproximadamente 6,94 milhões de toneladas.

    O desempenho de vendas é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 5,9% da safra seguinte já havia sido vendida, o que indica um ritmo de comercialização mais fraco. Além disso, o índice atual de vendas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 14,4%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Novas variedades de soja combinam alta produtividade e resistência a doenças

    As cultivares de soja foram desenvolvidas pela Embrapa e a Fundação Meridional e serão apresentadas no Tecnoshow Comigo

    A Embrapa e a Fundação Meridional lançaram duas cultivares de soja (BRS 1075IPRO e BRS 774RR) que se destacam por apresentar potencial produtivo elevado e resistência/tolerância às principais doenças, entre outros diferenciais.

    As cultivares serão apresentadas no Tecnoshow Comigo 2025, em Rio Verde (GO). Além das cultivares de soja, a Embrapa irá lançar ainda uma variedade de arroz (BRS A503), durante a feira. O evento começou ontem (7) e prossegue até o dia 11.

    Sobre a cultivar de soja BRS 1075IPRO

    A soja BRS 1075IPRO é uma cultivar transgênica com a tecnologia “Intacta RR2PRO”. Essa característica confere tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o controle de plantas daninhas, e resistência a algumas lagartas que atacam a cultura da soja como a Anticarsia gemmatalis e a Chrysodeixis includens, por exemplo.

    Segundo o pesquisador da Embrapa Carlos Lásaro Melo, o material mostrou competitividade, produtividade elevada, com rendimentos acima de 7% quando comparado às cultivares mais usadas nas regiões de indicação. “Ela é uma opção que permite o plantio antecipado da soja, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, explica Melo.

    Outro destaque da BRS 1075IPRO é a elevada sanidade. Nos testes, a cultivar apresentou resistência às principais doenças da soja como cancro da haste, pústula bacteriana, ao vírus da necrose da haste e à podridão radicular de Phytophthora.

    A Embrapa também informou que a cultivar é moderadamente resistente à mancha olho-de-rã. A BRS 1075IPRO irá beneficiar os produtores das regiões indicadas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

    Sobre a soja BRS 774RR

    A soja BRS 774RR é uma cultivar transgênica com resistência ao glifosato, o que confere facilidade no manejo de plantas daninhas. “Ela obteve ganho médio de 4,2% em produtividade em comparação aos demais materiais da região, e com ampla participação na área cultivada com soja”, ressalta Melo.

    Também tem como diferencial a possibilidade de permitir ampla janela de semeadura e estabilidade na região de adaptação. “É uma opção de cultivar de soja para quem deseja um plantio antecipado e rentável, em áreas de alta fertilidade, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, detalha o pesquisador.

    Com relação à sanidade, em testes de avaliação, apresentou resistência ao cancro da haste, à podridão parda da haste e à podridão radicular de Phytophthora e ao Nematoide de cisto (Raça 3). A cultivar também se mostrou moderadamente resistente à pústula-bacteriana, mancha olho-de-rã e ao nematoide de galha Meloidogyne javanica.

    Segundo Melo, a BRS 774RR destaca-se por apresentar excelente arquitetura de planta e estabilidade de produção na região de adaptação. A nova cultivar irá atender produtores de algumas regiões edafoclimáticas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Minas Gerais).

    Mais vantagens

    Outro diferencial da BRS 774RR é ter a possibilidade de ser utilizada nas áreas de refúgio de lavouras que cultivam as cultivares com tecnologia Intacta IPRO (cultivares com resistência ao glifosato e uma proteína – Cry1Ac – que confere resistência a algumas lagartas), e Intacta2 Xtend (I2X) reúne três proteínas (Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac), o que proporciona proteção contra seis espécies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das maças (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). Além disso, combina tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.

    A recomendação atual de refúgio para a cultura da soja é, no mínimo, 20% da área com tecnologia diferente da Intacta IPRO e da I2X. Essa é uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com outras opções de soja não-Bt (sem a toxina Bacillus thuringiensis (Bt) – a uma distância máxima de 800 metros de lavouras), explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez.

    “A adoção da área de refúgio possibilita o acasalamento aleatório de mariposas oriundas das áreas das áreas de refúgio, favorecendo a manutenção de populações suscetíveis e retardando a seleção de populações resistentes”, detalha.

    A Embrapa defende ainda que o manejo de pragas nas lavouras siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

    “Em 50 anos de atuação, a Embrapa Soja vem entregando anualmente novas cultivares com tetos de produtividade crescentes, além de estabilidade e sanidade para que o produtor brasileiro tenha em mãos as mais avançadas tecnologias embutidas na sua semente”, resumiu Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja (PR).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Emissão de GTA agora pode ser feita pelo celular em apenas sete etapas

    Secretaria da Agricultura também aperfeiçoou portal do Produtor Online para melhorar experiência dos usuários

    Um novo portal do Produtor Online, com acesso ao sistema pelo login Gov.br, e emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) que pode ser feita pelo celular em apenas sete passos. As melhores experiências para os usuários foram lançadas nesta segunda-feira (7/4) pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre.

    O secretário da Agricultura, Clair Kuhn, disse que este portal é a realização de um sonho, o de colocar na mão do produtor rural uma ferramenta que vai agilizar o trabalho dele, torná-lo mais rápido e eficiente. “Este é o primeiro passo, porque este trabalho que foi construído junto com as entidades, os produtores, os servidores, vai continuar, vamos seguir ouvindo os produtores e aprimorando o nosso trabalho, para torná-lo cada vez melhor e menos burocrático”, afirma Kuhn. O secretário lembrou a lei nº 15824/2022, de sua autoria, que institui a Carteira de Identidade do Empreendedor Rural e que é também uma ferramenta para desburocratização dos serviços ao produtor.

    A diretora de Negócios e Relacionamento com Clientes da Procergs, Karen Lopes, disse que este portal é um marco histórico para a secretaria, levando serviços digitais para quem está na ponta. “O nosso trabalho é sempre orientado a partir de três conceitos: simplicidade, conveniência e agilidade, que estão presentes neste Portal do Produtor Online e na nova GTA”, destaca.

    São cerca de 1,6 milhão de GTAs emitidas por ano e agora é possível, com orientações claras e de forma simples, emitir a Guia em qualquer aparelho mobile. Serão apenas sete etapas a serem preenchidas, com as informações que realmente são necessárias. Também é possível fazer online o estorno ou cancelamento de uma GTA, o que antes só era feito presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária.

    A confirmação de recebimento de animais também poderá ser feita online e pelo celular. Assim que o produtor recebe uma GTA o sistema já fará um alerta na primeira tela informando que ele possui esta Guia para confirmação. Isso evita pendências com o Serviço Veterinário Oficial e mantém o rebanho devidamente atualizado.

    O novo portal do Produtor Online foi reformulado e modernizado. Agora o acesso ao sistema pode ser feito com o login Gov.Br, sem a necessidade do produtor se deslocar até uma Inspetoria para solicitar senha de acesso. As atualizações cadastrais, assim como informes sobre nascimentos e mortes de animais, poderão ser feitas facilmente, podendo o produtor estar sempre com sua “ficha” em dia.

    O novo sistema também traz o recurso de notificações direcionadas para o perfil do cliente/produtor, onde o mesmo passará a receber alertas inerentes a sua atividade específica, personalizando o sistema e melhorando a comunicação com o produtor. Além disso, ele está mais responsivo, ou seja, se adapta a qualquer dispositivo móvel.

    “O portal está estruturado para aportar todos os serviços mais utilizados pelo produtor, bem como servir de guia e orientação através de uma comunicação clara e objetiva. As principais atividades dos produtores já poderão ser feitas pelo celular, sem sair de casa. A ideia é que o produtor só vá na Inspetoria em casos de exceção”, destacou o gerente de projetos da Agricultura Digital da Seapi, Daniel Gallina.

    Além disso, o portal traz também links para acesso direto ao Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro), sistema com informações agrometeorológicas importantes ao produtor.

    O desenvolvimento dos novos sistemas foi realizado pela gerência de projetos da Agricultura Digital da Seapi em parceria com a Procergs (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do RS).

    Estiveram presentes no evento diversas entidades como Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat RS), Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), deputado estadual Aloísio Klassmann, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Procergs e diretores e funcionários da Seapi.

    Para acessar, veja: www.produtoronline.rs.gov.br

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Tarifas de Trump colocam mercado da soja em alerta; preços recuam no Brasil

    Início de uma nova guerra comercial entre EUA e China derruba cotações da soja; Brasil pode se beneficiar a médio prazo

    mercado global de soja foi abalado nesta semana pelo acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A crise começou após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar um pacote de tarifas abrangente, atingindo diferentes parceiros comerciais e sendo especialmente duro com os chineses.

    Segundo informações fornecidas pela consultoria Safras & Mercado, em resposta, a China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA, incluindo a soja.

    A medida impacta diretamente o comércio global do grão e já trouxe consequências para os preços tanto no mercado brasileiro quanto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

    De acordo com Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o Brasil pode se beneficiar dessa nova configuração comercial. “Se essas tarifas se mantiverem por mais tempo, o Brasil tende a ganhar espaço no mercado chinês, que hoje é o maior comprador mundial de soja”, afirma.

    Rafael Silveira, também analista da Safras & Mercado, avalia que os embarques dos EUA devem sofrer forte queda no segundo semestre. “A China deverá intensificar suas compras no Brasil, principalmente com o avanço da colheita por aqui”, projeta.

    Apesar dessa perspectiva positiva para os produtores brasileiros no médio prazo, o impacto imediato das medidas foi negativo. “A política externa de Trump é baixista para todo o complexo soja”, observa o analista Gabriel Viana. “Essas tarifas atingem quase todos os países, e isso pressiona os preços das commodities negociadas nas bolsas norte-americanas”, completa.

    Ritmo da colheita de soja no Brasil

    A colheita no Brasil já está praticamente encerrada, e a Argentina dá início à sua safra. Segundo os analistas, a demanda global deve, portanto, se deslocar para a América do Sul nos próximos meses.

    Enquanto isso, os preços recuaram nos principais mercados do país. O contrato futuro de soja com vencimento em maio caiu 2,44% na semana, cotado a US$ 9,98 por bushel em Chicago, abaixo da marca simbólica de US$ 10.

    No mercado físico brasileiro, a desvalorização também foi sentida. Confira os preços da saca de 60 quilos:

    • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 133,00 para R$ 131,00
    • Passo Fundo (RS): de R$ 130,00 para R$ 128,00
    • Cascavel (PR): de R$ 126,00 para R$ 124,00
    • Rondonópolis (MT): de R$ 115,00 para R$ 112,00

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • USDA reduz estimativa da safra brasileira de milho para 126 milhões de toneladas

    Também houve redução na projeção das exportações de milho da safra 2024/25 – cerca de 4 milhões de toneladas a menos que a prevista

    Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília estimou a produção de milho do Brasil em 126 milhões de toneladas para safra 2024/25, ante projeção anterior de 128 milhões de toneladas. O volume é 5,9% superior ao estimado para 2023/24, de 119 milhões de toneladas.

    O USDA também reduziu estimativa das exportações brasileiras de milho em 44 milhões de toneladas em 2024/25 – cerca de 4 milhões de toneladas a menos que a prevista. Entretanto, o volume supera a estimativa da safra 2023/24, que era de 38,3 milhões de toneladas.

    Já a projeção do consumo doméstico passou de 84,5 milhões para 87,5 milhões de toneladas. O volume estimado na safra anterior era de 84 milhões de toneladas.

    Safra de milho 2025/26

    O Departamento americano estima uma produção de 130 milhões de toneladas de milho, com uma área plantada de 22,5 milhões de hectares (aumento de 500 mil hectares ante 2023/24). As exportações devem somar 44 milhões de toneladas e o consumo doméstico, 89,5 milhões de toneladas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/