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  • Novo zoneamento de risco climático para canola é lançado pelo Ministério da Agricultura

    Em 2024, foram cultivados quase 190 mil hectares com a cultura que, no Brasil, é destinada inteiramente à produção de óleo comestível

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (14), a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola.

    Trata-se de uma oleaginosa em expansão no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), em 2024, cultivou-se no país 186.240 hectares. A principal zona de produção é o Rio Grande do Sul, seguida pelo Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal.

    De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, o movimento dessa cultura rumo à região tropical pode ser feito com melhor embasamento técnico se levado em consideração o novo Zarc da canola no Brasil.

    Óleo de canola

    A totalidade da produção e grãos de canola no Brasil é direcionada para a produção de óleo comestível, que é o seu subproduto mais nobre. O óleo de canola apresenta propriedades de elevado valor nutricional, considerado entre os melhores óleos vegetais para o consumo humano.

    A Embrapa destaca que ele também pode ser utilizado para a produção de biocombustível, semelhante ao que é praticado em vários países da Europa, ou ainda, ser utilizado para diversos outros fins na indústria.

    “No esmagamento do grão de canola, sobra o subproduto que é utilizado como farelo para a composição de rações usadas na produção animal. Na escala mundial, a canola é a terceira maior oleaginosa, perdendo, em produção, apenas para as palmáceas e para a soja, seu concorrente direto em termos de grãos produtores de óleo”, destaca a entidade.

    Em relação à soja, a canola tem a vantagem de produzir o dobro de óleo por hectare, já que o grão é composto de, aproximadamente, 40% de óleo, enquanto no grão de soja o teor de óleo oscila ao redor de 20%.

    Ideal para rotação de culturas

    Em nota, o Mapa ressalta que a canola se diferencia das principais espécies produtoras de grãos, que, em geral, são gramíneas ou leguminosas, por ser uma brássica.

    “Além de ter sistema radicular pivotante, contribuindo no condicionamento físico do solo, a sua inserção em sistemas de produção de grãos, auxilia na quebra do ciclo de doenças, especialmente aquelas que possuem fases associadas aos restos culturais ou ao solo”, diz a nota.

    Assim, a canola constitui-se em uma alternativa para compor sistemas de rotação de culturas, necessários para estabilidade e/ou aumento da produtividade de grãos nos cultivos de inverno no Brasil. Por ser uma espécie de inverno, não compete pela mesma estação de crescimento com a soja, a cultura produtora de grãos mais importante.

    Zarc para canola

    O primeiro Zarc para a canola foi publicado em 2008, com indicação de cultivo no Rio Grande do Sul, exclusivamente para o sistema sequeiro. Depois foram estendidos os resultados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

    Em 2021, o Zoneamento da canola foi reavaliado, incluindo o sistema irrigado como alternativa para os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, caso do Oeste Baiano e, em 2024, o Zarc da canola, sistemas sequeiro e irrigado, foi elaborado dentro dos padrões da nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos (6 classes), igualmente como é feito com a soja desde 2023, em vez da tipificação genérica dos solos 1, 2 e 3.

    Segundo o agrometeorologista da Embrapa, o novo Zarc canola, sistemas sequeiro e irrigado, além dos riscos de geada no estabelecimento e na floração, contemplou o risco de seca em função de cada solo que a lavoura será cultivada.

    “Foram identificados municípios e épocas de semeadura preferenciais para o cultivo de canola, com probabilidades de perdas de rendimento de grãos devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos inferiores a 20%, 30% e 40%“, diz a nota da empresa nacional de pesquisa.

    Aplicativo Plantio Certo

    O Zoneamento de Risco Climático para a cultura da canola pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo (Android e iOS), desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos.

    Os resultados do Zarc também podem ser consultados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Confira a projeção de produção da soja no país

    A projeção de soja é impulsionada por condições climáticas favoráveis, com destaque para o Centro-Oeste e Mato Grosso

    safra de soja do Brasil 2024/2025 foi estimada em 173,7 milhões de toneladas, um volume recorde, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Safras & Mercado. A nova estimativa da produção de soja representa um ajuste em relação à última projeção para o país, impulsionada pelas condições favoráveis das lavouras, especialmente no Centro-Oeste do país, com destaque para o estado de Mato Grosso, que é um dos maiores produtores da oleaginosa.

    O aumento na produção reflete um cenário otimista para o setor, com boas perspectivas para o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras. O volume recorde de soja, se confirmado, consolidará o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais da commodity.

    Em contraste com o bom desempenho na soja, as cotações dos ovos iniciaram o ano em queda, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A redução nos preços está relacionada à demanda enfraquecida e ao aumento nos estoques de ovos, o que tem pressionado o mercado, principalmente no setor de ovos in natura e processados.

    Ainda em relação às exportações, o Brasil registrou, em dezembro, o segundo maior volume do ano, com 2.000 toneladas de ovos in natura e processados, um resultado expressivo no último mês do ano. Esse desempenho nas exportações reflete a força do Brasil como fornecedor global de alimentos, mas também aponta para os desafios enfrentados pelo setor de aves, que precisa lidar com oscilações nos preços e nas demandas externas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Após relatório do USDA, como os preços do milho devem se comportar?

    Exportações brasileiras reduzindo e safra na Argentina entram no rol de fatores que tendem a influenciar os patamares do cereal

    O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira (10), mexeu com o mercado global do milho. Confira a análise da Grão Direto sobre as perspectivas de preço no Brasil e a dinâmica de oferta e demanda no mundo:

    • Relatório de oferta e demanda: os estoques finais de milho nos Estados Unidos foram reduzidos para 39,12 milhões de toneladas, conforme o último relatório do USDA. De acordo com o órgão, a produção está estimada em 377,63 milhões de toneladas, abaixo dos 384,64 milhões projetadas anteriormente. Globalmente, a safra caiu para 1,214 bilhão de toneladas, reduzindo os estoques finais para 293,34 milhões de toneladas.
    • Exportações diminuíram: no Brasil, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume de milho exportado em dezembro de 2024 foi 30% menor que o mesmo período de 2023, totalizando 4,2 milhões de toneladas.
    • Safra da Argentina: o calor e a seca estão começando a causar danos às safras de soja e milho 2024/25 na Argentina, principalmente na região sul do país, trazendo preocupações.

    O milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,71 por bushel (+4,43%) em Chicago, para o contrato com vencimento em março de 2025.

    No Brasil, na B3, o cereal seguiu no mesmo sentido, com variação de +1,95%, encerrando a R$ 74,17 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

    Agora, veja a projeção da plataforma Grão Direto para esta semana:

    O que esperar do mercado do milho?

    • Exportações ameaçadas: o USDA revisou novamente para baixo a projeção de importação de milho pela China, agora estimada em 13 milhões de toneladas (o menor volume desde a safra 2019/20). Esse cenário vem ao encontro de uma oferta abundante dos Estados Unidos e expectativas positivas para a segunda safra brasileira. “Embora o consumo interno no Brasil deva aumentar, as exportações continuam a representar uma parcela significativa na balança comercial, podendo pressionar os preços ao longo do ano”, diz a análise da Grão Direto.
    • Mais milho nos Estados Unidos: nos Estados Unidos, a definição da área de plantio para a safra 2025/26 será influenciada pela relação de preços entre soja e milho, que atualmente está em torno 2,30 sacas de milho por cada saca de soja, favorecendo, assim, o cereal. A previsão de redução nos preços da soja, impulsionada pela grande safra na América do Sul, aliada à alta demanda por milho, pode levar os produtores a expandirem a área destinada ao cultivo do grão.
    • Segunda safra de milho: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a segunda safra de milho de 2025 terá um aumento de 1% na área plantada e um crescimento de 1,8% na produção, atingindo 92,6 milhões de toneladas. “Com uma janela de plantio favorável e a normalização do ciclo da soja, há otimismo para o próximo ciclo, com expectativas de recuperação após um 2024 desafiador.”
    • Análise gráfica: as cotações do milho em Chicago apresentam uma tendência de alta considerando as movimentações desde setembro de 2024. Na sexta feira, o mercado refletiu o relatório do USDA, elevando o preço da região dos US$ 4,55/bushel para acima dos US$ 4,72/bushel, em poucos minutos, fechando a semana nos US$ 4,70/bushel no contrato de março de 2025.

    “O rompimento da região dos US$ 4,60/bushel pode trazer otimismo ao mercado e refletir em continuidade das altas, podendo ocorrer o teste da região dos US$ 4,90 caso o preço consiga romper os US$ 4,80/bushel. Caso a região dos US$ 4,80 seja marcada por uma zona de resistência, impossibilitando a continuação das altas, o preço poderá ter um retorno de teste da região dos US$ 4,60/bushel”, consideram os analistas da Grão Direto.

    Com base nas informações acima, a plataforma enxerga que as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3, o que deve continuar impactando os preços do mercado físico brasileiro em diversas regiões.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • O que esperar do clima em 2025? Calor extremo e chuvas irregulares estão no radar

    NOAA confirma breve retorno da La Niña e possível El Niño no último trimestre

    Começamos o ano com mais um recorde de temperatura global. Segundo a agência de monitoramento climático Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, superando 2023. Foi a primeira que vez na era moderna que experimentamos por 12 meses consecutivos o aquecimento médio global acima de 1,5 ºC, o que joga um “balde de água quente” nas metas do Acordo de Paris.

    Diversos eventos extremos ocorreram em todo o globo nos últimso dois anos, e isso gera insegurança no agronégocio. A grande pergunta deste começo de ano é: o que esperar de 2025?

    A tendência de aquecimento do planeta permanece, já que as águas de superficie dos oceanos em todo o globo continuam aquecidas e, ano após ano, a emissão de CO2 para atmosfera só aumenta. Assim, já de antemão, sabemos que quando as chuvas cortarem no centro-norte do Brasil, a temperatura máxima irá voltar para a casa de 40 °C a 42 ºC. Deve também haver novo atraso do período chuvoso para implementação da safra de verão no Sudeste, Norte e Nordeste.

    Recentemente, a Administração Oceânica e Atmosférica Naciona (NOAA), ligado ao governo dos Estados Unidos, confirmou o retorno da La Niña, com breve duração até março de 2025. Porém, os impactos do fenômeno vão ser breves. Haverá baixo volume de chuva no centro-sul do Rio Grande do Sul e excesso de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste neste começo de ano. As condições trazem problemas para o produtor rural dessas áreas, pois atrasarão a colheita da soja e, consequentemente, também o ínicio da semeadura do milho segunda safra.

    Por outro lado, o cenário ajuda a levar um bom volume de chuva para o Matopiba, onde a projeção é de uma boa safra.

    Problemas de queimadas e seca na país devem se repetir a partir da segunda metade do ano, já que o boletim da agência NOAA apesar indica águas aquecidas no Pacífico Equatorial a partir de primavera, o que possivelmente indica o retorno do El Ninõ para o ultimo trimestre de 2025.

    Veja a seguir o que esperar do clima em todas as regiões do Brasil neste ano.

    Sul

    A tendência indica regularidade nas chuvas no Paraná até a primeira metade do ano, o que também vale para Santa Catarina.

    Situação mais crítica deve ser enfrentada pelo sul e oeste do Rio Grande do Sul, que, além do calor neste primeiro trimestre, devem contar com chuvas irregulares e abaixo da média. O que deve ter impactos significativos nas lavouras de verão.

    Sudeste

    Os estados da região devem enfrentar problemas nos primeiros quatro ou cinco meses do ano com o excesso de chuvas. Dessa forma, as operações em campo devem sofrer atrasos desde o manejo e tratamento fitosanitário até o momento da colheita e implementação da segunda safra.

    O café continua sendo prejudicado pelo execesso de umidade, mas para as lavouras de cana-de-açúcar, a tendência é de bom desenvolvimento. Há previsão de problemas durante a moagem, a partir de abril, justamente pelo fato de a chuva cortar mais tarde neste ano.

    Centro-Oeste

    Até abril ou maio, os três estados da região podem enfrentar excesso de chuva, com atraso nas operações de campo.

    As lavouras em Mato Grosso e Goiás devem perder produtividade na safra de verão, devido à falta de luminosidade e da dificuldade em serem realizados os tratos culturais.

    Nordeste

    Como ocorre no Sudeste e no Centro-Oeste, os primeiros meses de 2025 devem trazer desafios à aplicação dos tratos culturais, em função da chuva em excesso.

    Os estados que potencialmente terão mais problemas devido ao volume de água são o Maranhão e o Piauí.

    A projeção é de uma safra boa na Bahia e nos demais estados da faixa leste da região.

    Norte

    O Tocantins é outro estado que deve receber muito volume de chuva até abril ou maio. Já no Pará, a chuva deve se concentrar principalmente na porção centro-sul do estado, ficando mais irregular na porção norte, o que pode impactar diretamente a produção de importantes munícipios produtores, como Paragominas e Santarém.

    Em Rondônia, as chuvas regulares vão ajudar tanto a pecuária, com a recuperação das pastagens, quanto as lavouras em desenvolvimento.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Referencial teórico realizado pela CCGL esclarece as relações entre os tipos de fibra e a qualidade do leite

    A CCGL, através do setor de Difusão de Tecnologias, realizou um referencial teórico que buscou compreender os tipos de fibra e suas relações com a produção de gordura e proteína do leite. O boletim retrata que, embora os ruminantes sejam biologicamente capazes de digerir alimentos com elevados teores de fibra no rúmen, esse nutriente pode se comportar de formas diferentes dependendo do ingrediente em que se origina, teor de lignina e até mesmo o tamanho da partícula. Uma vez que esses fatores impactam não somente a saúde do animal, mas também o potencial nutritivo do leite, impactando nos teores de gordura e proteína, se faz importante conhecer o tipo de fibra a ser utilizada na dieta para maximizar ganhos e, principalmente, visar à saúde animal.

    O boletim esclarece que, na nutrição animal, vários ingredientes podem ser excelentes fontes de fibra, porém, para se ofertar dietas balanceadas às vacas de leite, é necessário atender as exigências de fibras em detergente neutro (FDN), FDN de forragem (FDNf), FDN efetivo (FDNe) e FDN fisicamente efetivo (FDNfe).

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com a Cotrijuc e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Sombra para vacas leiteiras: essencial para bem-estar e produtividade no verão

    Com a chegada das altas temperaturas do verão, o cuidado com o bem-estar das vacas leiteiras torna-se ainda mais importante para evitar prejuízos econômicos e produtivos. Segundo Bruna Moura Quevedo, zootecnista e assistente técnica de campo da CCGL, o calor excessivo pode causar estresse térmico nos animais, gerando uma série de consequências negativas, como redução na produção de leite, menor consumo de alimentos e queda na fertilidade.

    “O estresse térmico traz impactos diretos na produtividade e na economia da propriedade leiteira. Por isso, é fundamental adotar medidas para mitigar esse problema”, explica Bruna.

    A sombra é uma das estratégias mais eficazes para proporcionar conforto térmico às vacas. Existem diferentes opções, que podem variar entre alternativas naturais, como árvores, e artificiais, como o uso de sombrite.

    “Os sombrites são muito utilizados e podem ser posicionados estrategicamente em áreas como a sala de espera, cochos, bebedouros e locais de descanso dos animais. Isso cria um ambiente mais agradável, contribuindo para o aumento do consumo de matéria seca e otimizando a produção de leite”, destaca a zootecnista.

    A criação de um ambiente favorável com sombra adequada não apenas melhora o desempenho dos animais, mas também favorece o manejo sustentável da propriedade, garantindo maior eficiência produtiva e econômica.

    Garantir o bem-estar animal não é apenas uma questão de cuidado com os rebanhos, mas também de assegurar a sustentabilidade e a lucratividade da produção leiteira. Em caso de dúvidas sobre a implementação de estruturas de sombra ou manejo adequado no verão, Bruna recomenda procurar o assistente técnico da sua região.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Mastite clínica e subclínica: Diferenças, sintomas e impactos na produção de leite

    A mastite é a doença com maior frequência e que acarreta maiores prejuízos nos rebanhos leiteiros, caracteriza-se como uma inflamação da glândula mamária das vacas, comumente causada por microrganismos. Para a Médica Veterinária, Zootecnista e Assistente Técnica de Campo da CCGL, Maiara Rodrigues Oliveira, entender as formas de manifestação dessa doença é essencial para garantir a saúde do rebanho e a qualidade do leite produzido. Ela explica que a mastite pode se apresentar de duas formas: clínica e subclínica, e cada uma delas tem características e implicações distintas.

    A mastite clínica é a forma mais visível da doença. Maiara explica que ela se caracteriza por alterações no leite, que podem ser observadas facilmente, como mudança de cor, presença de grumos ou alteração na consistência do produto. Além disso, o quarto mamário afetado também pode mostrar sinais de inflamação, como inchaço, calor e dor. Em casos mais graves, a vaca pode apresentar sintomas sistêmicos, como febre e mal-estar geral, o que compromete sua saúde de forma mais significativa.

    Já a mastite subclínica, como descreve Maiara, é mais difícil de identificar, pois não há alterações visíveis no leite ou no úbere da vaca. A detecção dessa forma de mastite é feita por meio de testes laboratoriais, que revelam um aumento na contagem de células somáticas (CCS) acima de 200.000 células/ml. Embora a mastite subclínica não cause alterações perceptíveis, ela reduz a produção de leite e altera a composição dos sólidos do leite, como a gordura, a proteína, a lactose e elementos minerais do leite, impactando a qualidade do produto sem que o produtor perceba imediatamente.

    “Tanto a mastite clínica, quanto a subclínica afetam negativamente o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras”, explica Maiara.

    A médica veterinária também destaca que a mastite pode ser classificada de acordo com a origem e a transmissão dos microrganismos. Na mastite contagiosa, o reservatório principal dos patógenos é o úbere de vacas infectadas, sendo transmitidos principalmente durante a ordenha. “A transmissão pode ocorrer, a partir de leite contaminado pelas mãos dos ordenhadores, pelas teteiras, por panos de uso múltiplo para secagem dos tetos e também através das moscas” explica Maiara.

    Já na mastite ambiental, os patógenos têm como reservatório principal o ambiente onde as vacas vivem e a transmissão ocorre quando o teto da vaca entra em contato com ambientes contaminados, como locais de permanência das vacas onde há acúmulos de barro, esterco e poças de água. “O manejo correto do ambiente é fundamental, seja para sistemas em pastejo ou em confinamento. Ressaltando que, alguns patógenos apresentam características de transmissão tanto contagiosa quanto ambiental”, pontua.

    Ela também alerta para o fato de que a transmissão de ambos os tipos de mastite pode ser acentuada através de um manejo incorreto dos procedimentos de ordenha, desuso ou mal uso do pré e pós-dipping, bem como um sistema de ordenha inadequado. “Um equipamento mal higienizado ou mal ajustado pode ser um fator agravante para a disseminação da doença”, acrescenta.

    Maiara enfatiza que a mastite é um problema complexo, e o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir os impactos na produção de leite. “É essencial que o produtor tenha um acompanhamento técnico adequado. O apoio dos técnicos da cooperativa é crucial para identificar a mastite, seja ela clínica ou subclínica, e adotar as melhores práticas de manejo”, recomenda. Com o diagnóstico correto, é possível melhorar a saúde do rebanho e a produção de leite, garantindo produtos de melhor qualidade e maior rendimento.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Plantio da soja chega a 98,9% no Brasil

    O plantio da soja da safra 2024/25 no Brasil avança a passos rápidos, superando a média histórica para o período

    plantio da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 98,9% da área prevista até o dia 20 de dezembro, conforme levantamento realizado pela Safras & Mercado. Os números estão acima da média histórica para o período, que é de 96,3%, e demonstram um avanço considerável na semeadura da oleaginosa em comparação com anos anteriores.O progresso do plantio tem se mostrado eficiente, já que, na semana anterior, o índice estava em 97,9%. Esse avanço de 1% em apenas sete dias indica que as condições climáticas e a logística de produção têm favorecido a execução das atividades de campo. Além disso, ao comparar com o mesmo período da safra passada, nota-se que o plantio de 2024/25 está à frente, já que em 2023 apenas 97% da área havia sido semeada até a mesma data.

    O rápido ritmo de semeadura pode ser atribuído a fatores como boas condições de clima, que têm favorecido o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras, e ao avanço nas tecnologias de plantio, que permitiram aos produtores otimizar o tempo de campo. A produtividade também se mostra promissora, uma vez que a antecipação no plantio pode resultar em uma colheita mais eficiente.

    O levantamento também destaca que, apesar do avanço nas atividades de plantio, o desempenho da soja brasileira ainda dependerá da continuidade das boas condições climáticas nas próximas semanas. O regime de chuvas, aliado a temperaturas amenas, será essencial para garantir que as lavouras sigam em bom desenvolvimento ao longo das próximas fases de crescimento.

    As expectativas para a safra 2024/25 são altas, com projeções de crescimento na produção, impulsionadas por áreas plantadas maiores e por uma recuperação do mercado externo, com demanda crescente principalmente da China, principal destino das exportações brasileiras.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Reprodução na atividade leiteira: A importância de uma gestão eficiente

    A reprodução é um dos pilares fundamentais na atividade leiteira, diretamente relacionada à produtividade do rebanho. Andreia Beck, médica veterinária e Assistente Técnica de Campo (ATC) da CCGL, destaca que a eficiência reprodutiva é essencial para o sucesso econômico da produção de leite. Quando o índice de ineficiência reprodutiva é alto, os efeitos são prejudiciais para os produtores, resultando em baixa reposição de animais, aumento do descarte involuntário e baixo ganho genético.

    Segundo Andreia, a reprodução é o fator que, isoladamente, mais afeta a produtividade leiteira. Isso ocorre devido a diversos aspectos interligados: desde a reposição de vacas no rebanho até o aumento do intervalo entre as lactações. Quando a reprodução não ocorre de forma eficiente, há uma redução na produção, afetando diretamente a rentabilidade da propriedade.

    A atuação do médico veterinário é indispensável nesse cenário, não apenas para realizar exames do trato reprodutivo dos animais, mas também para garantir a sanidade do rebanho. O profissional contribui para o acompanhamento da saúde das vacas, um fator crucial para o bom desempenho reprodutivo.

    Outro ponto abordado por Andreia Beck é a importância da gestão eficiente dos dados do rebanho. Para monitorar a saúde reprodutiva do rebanho, é fundamental acompanhar indicadores como a taxa de serviço, a taxa de concepção e a taxa de prenhez. Esses dados fornecem uma visão clara sobre o desempenho do rebanho e ajudam a identificar áreas que precisam de ajustes.

    Além desses indicadores, a avaliação do escore de condição corporal das vacas também se destaca como um fator importante. O estado de saúde corporal das vacas afeta diretamente sua capacidade reprodutiva e, consequentemente, a produtividade leiteira.

    Para tornar o processo de gestão mais eficiente, Andreia destaca a plataforma Smartcoop, oferecida aos produtores associados das cooperativas, de forma totalmente gratuita. Essa ferramenta permite que os produtores realizem o lançamento dos seus manejos e gerenciem os dados do rebanho de forma prática. A plataforma facilita a análise dos indicadores reprodutivos e auxilia na tomada de decisões, contribuindo para um aumento da eficiência reprodutiva.

    Com o uso da Smartcoop, é possível acompanhar em tempo real os dados do rebanho, identificar possíveis problemas na reprodução e agir de forma estratégica para otimizar os resultados. O objetivo final é garantir uma melhor produtividade, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade do produtor.

    A reprodução é, sem dúvida, um dos fatores mais importantes para a rentabilidade da atividade leiteira. A combinação de boa gestão de dados, cuidados veterinários especializados e o uso de tecnologias inovadoras, como a plataforma Smartcoop, são fundamentais para o sucesso dos produtores. Com uma eficiência reprodutiva aprimorada, é possível alcançar melhores resultados, aumentar a reposição de animais e otimizar a produção de leite, impactando positivamente na sustentabilidade e rentabilidade das propriedades.

    Fonte: Comunicação CCGL/RTC

  • Casos de ferrugem asiática caem 79% em comparação com a safra passada

    A ferrugem asiática continua sendo uma das principais ameaças à soja no Brasil, exigindo estratégias de controle cada vez mais adaptadas devido à resistência crescente do fungo aos fungicidas

    A ferrugem-asiática é a doença com maior potencial de perda entre as doenças foliares que incidem na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o Brasil registrou 24 casos de ferrugem-asiática entre novembro e dezembro de 2024, com os estados de Paraná (17), São Paulo (4), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1) enfrentando focos da doença.A evolução da resistência do fungo aos fungicidas tem sido uma grande preocupação, desafiando os produtores a adaptarem suas estratégias de controle no campo.

    Cultivo e controle da ferrugem asiática

    Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

    Além disso, o desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, também tem ajudado a minimizar os impactos da ferrugem nas primeiras semeaduras. ”A doença tende a ser mais severa nas semeaduras mais tardias, como nos meses de novembro e dezembro, com regiões como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sendo mais vulneráveis ao fungo devido ao clima mais favorável”, explica Cláudia.

    Resistência aos fungicidas

    A resistência da ferrugem aos fungicidas, particularmente aos fungicidas sítio-específicos como os triazois (prothioconazol e tebuconazol), tem exigido mudanças nas práticas de manejo. Essa resistência é quantitativa, ou seja, o fungicida ainda age, mas com menor eficácia à medida que a doença avança. Claudia Godoy diz que a alternativa mais eficaz para os produtores tem sido a utilização de fungicidas multissítios que, quando combinados com fungicidas sítio-específicos, aumentam a eficácia do controle.A rotação e mistura de diferentes tipos de fungicidas têm sido essenciais para evitar o desenvolvimento de resistência mais forte, garantindo maior eficácia no controle das doenças que afetam a soja.

    Fatores climáticos e agronômicos

    A pesquisadora comenta que o clima tem um papel importante na disseminação da ferrugem-asiática. O fungo necessita de plantas vivas para sobreviver, e a eliminação de soja voluntária (soja que brota após a colheita) é essencial para reduzir o inóculo do fungo na entressafra.

    Regiões como o Cerrado, com inverno mais seco, possuem menos plantas voluntárias, enquanto o Sul do Brasil, com chuvas no inverno, apresenta maior risco de propagação devido ao aumento do inóculo. O vazio sanitário, com a eliminação da soja voluntária e semeaduras no inverno, é uma prática fundamental para o manejo da doença.

    Em relação aos custos, o impacto nas perdas de produtividade vai depender da eficiência do controle com fungicidas e das condições climáticas da safra. No entanto, o maior custo está associado às aplicações de fungicidas, que não se limitam ao controle da ferrugem asiática, mas também abrangem o combate a outras doenças que afetam a cultura da soja.

    Variedades de soja resistências à ferrugem asiática

    O uso de cultivares resistentes à ferrugem tem se expandido, mas a resistência dos fungos pode ser quebrada, assim como ocorre com os fungicidas. As cultivares com genes de resistência são mais eficientes nas semeaduras tardias, quando a pressão da doença é mais intensa. Essas variedades oferecem maior estabilidade de produção em condições favoráveis à ferrugem, mas devem ser associadas ao uso contínuo de fungicidas, criando uma abordagem complementar para o controle da doença.

    Práticas de manejo e controle integrado

    O controle da ferrugem asiática baseia-se principalmente no escape da doença, que pode ser alcançado com a adoção de práticas como o vazio sanitário e o uso de cultivares precoces. Os fungicidas continuam sendo uma ferramenta importante no controle, mas devem ser aplicados com estratégias que incluam fungicidas multissítios, especialmente em situações de alta pressão da doença, como nas semeaduras mais tardias.

    O controle eficaz da ferrugem-asiática e outras doenças foliares que afetam a soja depende de um manejo integrado, que combina práticas culturais, genéticas e químicas, além de considerar as condições climáticas da safra. Quando esses fatores são bem integrados, eles contribuem significativamente para minimizar os danos à cultura e proteger a produtividade. O uso de tecnologias de controle junto às estratégias adequadas de manejo garantem uma safra saudável e com menos perdas, resultando em um melhor equilíbrio entre os custos e os resultados produtivos.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/